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AULA 07.11.

22

Fontes de DI

O COSTUME

O costume pode ser aferido ou deduzido apartir da Conduta dos Estados. Desenvolve-se no subconsciente dos
membros da sociedade (através de pressão social). Não se encontra, no entanto, positivado.

Ora, para sabermos se estamos perante a existência do costume, devemos ser capazes de responder a duas
questões:

• Como aferir se uma dada conduta de um Estado reflete uma norma ou é motivada por mera cortesia?
• Como aferir a “vontade” de um Estado?

O conceito de “costume” deve ser uma interpretação literal do ART.38 do ETIJ, onde, de acordo com a professora
Maria Assunção Vale Pereira, este é defenido como a:

“forma de proceder uniforme e constante (uso), adotado pelos membros da sociedade internacional nas suas
relações mútuas, com a convição de que é conforme a uma norma jurídica, isto é, corresponde ao cumprimento de
uma obrigação ou ao exercício de uma faculdade jurídica (opinio juris)”.

→ O opinio juris é, no fundo, a convicção da obrigatoriedade da prática.

Deste modo, o conceito de costume engloba quer um elemento material (usus ou corpus) mas também um
elemento psicológico (convicção no agente da obrigatoriedade da prática, ou seja, opinio iuris ou animus).

ELEMENTO MATERIAL

Pode ser uma prática positiva ou negativa (ação ou omissão) que deverá consistir numa série uniforme de
comportamentos imputáveis aos Estados ou outros sujeitos de DIP. Desta forma, para que o usus assuma parte
da sua dimensão de obrigatoriedade, precisa de ver preenchidas as condições de continuidade de aplicação ou
tempo e generalidade no Espaço, ou seja, quantas vezes tem os usus de ser repetido, durante quanto tempo?

ELEMENTO PSICOLÓGICO

O elemento material apenas ganha relevância quando acompanhado do elemento psicológico, ou seja, não basta
apenas a presença do usus, sendo necessário que os sujeitos de DIP o aceitem como uma necessidade
juridicamente obrigatória. – é a convicção da sua obrigatoriedade.

----

O costume pode ainda suportar uma dimensão espacial, podendo ainda ser costume geral ou também designado
de universal – quando vigora na sociedade internacional universalmente (ex. o princípio da liberdade de
navegação dos mares). Ou, por outro lado, pode ser um costume particular bi/multilateral – vinculam apenas
dois membros da sociedade internacional ou um número limitado deles – ou ainda, um costume regional que
corresponderia à prática no interior das organizações internacional.

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• Para a formação do costume, é então necessária uma prática generalizada por um número de sujeitos
internacionais, podendo este número ser restrito, admitindo-se, portanto, a possibilidade de formação de
costume local ou regional.
• Não se exige a intervenção de todos os Estados na formação de Costume. Contudo, mesmo aqueles que nada
contribuíram para a criação de normas de costume internacional ficam vinculados, à partida. Isto porque
parece ser incompatível teoricamente que um novo estado escolha as normas a que se deve vincular.
• Quanto ao tempo necessário em que esta prática deve vigorar, não há uma definição temporal precisa: por
força da velocidade a que ocorrem mudanças na sociedade internacional, um costume pode formar-se
instantaneamente.
• A prática pode consumar-se por ação ou omissão (prática negativa ou positiva) e deve ser uniforme, ou seja,
deve ser uma prática constante/estável, não devendo haver desvios. Contudo, é possível aceitar-se que
violações pontuais do costume não signifiquem derrogabilidade ou inexistência deste.

Contudo, estas afirmações surgem-nos em virtude da jurisprudencia que se tem vindo a reproduzir e a que o TIJ
tem vindo a emitir sobre casos que lhe suscitam o costume como fonte de direito internacional.

CASO PLATAFORMA CONTINENTAL DO MAR DO NORTE (1969)

É um litígio que opõe a Alemanha ocidental à Holanda e à Dinamarca e tem a ver com a delimitação de fronteiras
marítimas. Em causa estava o princípio da equidistância utilizado para defenir as fronteiras marítimas em que a
Alemanha sob a alçada de tal princípio, perdeu território. Os outros Estado vieram afirma que o ART.6º da
Convenção de 58 era direito consuetudinário, convenção esta assinada pela Alemanha Ocidental. No entanto, o
problema rezia no facto de que, apesar desta ter assinado, não era Estado parte. A questão que se coloca é: em
que medida uma norma de Tratado era vinculativa para um Estado não parte?

Afirmou-se que “a passagem de apenas um curto período de tempo não é necessariamente, ou por si só, um
impedimento à formação de uma nova regra do direito internacional consuetudinário”. Isso se evidencia na
norma costumeira garantindo a liberdade de movimento no espaço sideral, que surgiu com o decurso de um
período extremamente curto de tempo.

• O Tribunal veio a reconhecer que não há uma duração precisa de tempo durante a qual uma prática tem
de existir, sendo exigível uma prática geral e uniforme e opinio juris (convicção da sua obrigatoriedade).
• O entendimento prevalecente atual defende que o direito internacional não exige uma escala rígida e fixa
de tempo, de forma que a prática estatal se formará conforme as circunstâncias objetivas do caso e a
própria natureza da prática em análise. Isto é, pois, a consequencia da incrível velocidade com a qual as
mudanças sociais e económicas ocorrem na esfera internacional, combinada com a aceleração do
progresso científico e tecnológico que exige efetivamente uma maior dinamicidade transformativa e
evolutiva do direito internacional. Diante disso, uma regra costumeira internacional pode se formar
num curto período de tempo.

Norma de cortesia VS. Norma costumeira internacional (direito nacional ou direito internacional)
O caso Paquete Habana

O caso diz respeito à legalidade da captura de duas embarcações de pesca, Paquete Hanana e Lola, como presas
de guerra. As embarcações, pertencentes a nacionais espanhóis residentes em Cuba, navegavam sob bandeira
espanhola no exercício da atividade de pesca na costa cubana. Face é eclosão da guerra hispano-amerciana em
1898, as embarcações foram tidas mesmo como prisioneiros de guerra e, a corte decidiu que, de facto, é uma
norma estabelecida do direito internacional que embarcações de tal tipo, bem como os seus equipamentos e
navegantes, conquanto desarmados e em virtude de atividade pacifica, não estão sujeitos à captura.

O tribunal desenvolveu todo um raciocínio no sentido de distinguir se o aprisionamento de navios civil era uma
norma de cortesia ou não, uma vez que havia uma consciencialização de que essa norma era direito
consuetudinário.

O marco, apresentado pelo caso, encontra-se no foi afirmado na decisão do Tribunal – “o direito internacional é
parte do nosso direito quando não há tratado, ato executivo ou legislativo interno ou decisão judicial, o recurso
deve ser feito aos costumes e usos das nações civilizadas.”

CASO HAYA DE LA TORRE (Colombia vs. Perú)

Consiste numa rebelião falhada no Perú em que foram emitidos mandados de detenção na sequência desta
rebelião, sendo um deles relativo a Haya de la Torre que fugiu para a embaixada da Colômbia. A Colômbia aceitou
o pedido de asilo diplomático e, por conseguinte, encaminhou ao governo peruano a solicitação de salvo-conduto
para tranferir Haya de la Torre para o território colombiano, afirmando que o Perú tinha a obrigação de emitir
uma conduta segura, permitindo que este deixasse o país em segurança. No entanto, o Perú negou o salvo-
conduto afirmando que Haya de la Torre era um criminoso comum e não um individuo alvo de perseguição
política, o que descaracterizou o pedido de asilo. O TIJ concluiu que havia muita incerteza e práticas contrárias
a nível regional e, por isso, não há uma prática constante e uniforme relativamente a um Estado. O TIJ
entendeu que existia norma de costume regional.

Caso da legalidade do uso de armas nucleares

Foi emitido um parecer consultivo em que o TIJ foi chamado de forma que se perceba de o uso de armas nucleares
era legal ou não, ou seja, o que tinha de fazer era procurar normas de direito consuétudinário que tal proibissem.

Assim, procura uma prática de não uso de armas nucleares, tentando justificar esse não uso com a convição da
obrigatoriedade do não uso. Não consegue fazê-lo porque não há uniformidade devido, por exemplo, aos
constantes testes de armas nucleares (ou seja, o TIJ não conseguiu identificar a opinio juris).

CASO RIGHT OF PASSAGE

Caso referente ao Direito de Passagem sobre o território indiano.

As processões portuguesas na India incluíam dois territórios enclaves de Dabre e Nagar-Aveli que passaram para
administração local autónoma. Portugal alegou que tinha o direito de passagem para esses enclaves. Assim, o TIJ
concluiu que Portugal tinha em 1954 o direito de passagem reivindicando por ele, mas que tal direito não se
estendia às forças armadas, polícia armada, armas, munições e que a India não havia agido de forma contrária às
obrigações impostas a ela pela existencia deste direito.

O ponto marcante neste caso é mesmo o facto de que o TIJ reconheceu, pois, a existencia de costume universal e
particular de âmbito regional, incorporando o costume bilateral.

CASO DA JURISPRUDENCIA DE PESCAS

O Reino Unido e a Rep. Federal da Alemanha instauraram processos contra a Islândia relativamente a uma
disputa sobre a extensão proposta pela Islândia sobre os limites da jurisdição exclusiva de pesca de uma distância
de 12 a uma distância de 50 milhas náuticas. O TIJ concluiu que os regulamentos Islandeses que constituem uma
extensão unilateral do direito de pesca exclusivos a um limite de 50 milhas náuticas não eram oponíveis ao Reino
Unido.

Aqui, o que de facto se evidência, é que o Costume e o Tratado estão ao mesmo nível, ou seja, pode uma norma
de costume modificar uma norma de tratado ou uma norma de tratado modificar uma norma de direito
consuetudinário.

A crise do costume

 a maior parte das regras de direito internacional costumeiro são constantemente postas em causa devido
aos governos socialistas e aos estados nascidos das descolonizações. Estes Estados têm vindo a contestar
as regras costumeiras clássicas por entenderem que não participaram na sua elaboração e que elas foram
criadas em proveito dos países europeus.

Processo de determinação da existência do costume

É através do usus que se deve começar por averiguar a existência de um costume. Assim, é preciso:

1. observar a conduta internacional desenvolvida através da prática de atos do governo e da diplomacia;


2. atender aos atos dos órgãos legislativos por indicarem a orientação e a conduta que o Estado adota em
relação a outros estados:
 se, a respeito de determinado aspeto da vida internacional, as leis de vários Estados fixam a mesma forma
de proceder, pode-se tirar a ilação de que existe, na matéria considerada, um costume internacional;
 é necessário que os Estados demonstrem convição de o cumprir por ser um dever jurídico (opinio juris),
caso contrário, é apenas cortesia internacional.
3. Observar os atos dos jurisprudenciais, dado que a uniformidade da jurisprudência dos tribunais dos
Estados a respeito de questões relativas à convivência internacional pode permitir o apuramento da
existência de costumes internacionais.

Esfera de aplicação e validade no espaço


• Os costumes gerais vigoram na sociedade internacional, impondo-se a todos os seus membros e sendo, por
isso, superiores aos costumes particulares.
• Os costumes particulares vigoram entre os Estados que participam na opnio juris a respeito de certos usos.
• Deste modo, não se podem admitir a coexistência de costumes gerais e particulares contraditórios.

A regra do objetor persistente

Já se demonstrou que o mero silêncio dos Estados em relação a uma norma costumeiro não os afasta da obrigação
de respeitar o seu conteúdo. Contudo, se um Estado expressamente se posicionar contrário à existência de uma
norma costumeira ainda na sua fase de formação e mantiver a sua objeção a essa norma quando ela se cristalizou,
esse Estado não estará obrigado por esse costume.

Objetor persistente – um Estado opõe-se a uma determinada norma desde a sua criação.

Exemplo deste fenómeno é no Caso das Pescarias em que o TIJ destacou que ainda que a regra das 10 milhas
sugeridas pelo Reino Unido fosse costume, ela não seria inaplicável à Noruega, que sempre se opôs a qualquer
tentativa de aplicá-la à costa norueguesa.

A regra do objetor subsequente

Objetor subsequente - O Estado deixa de reconhecer um costume cuja existência anteriormente admitia
(em virtude da modificação de uma norma).

O costume e os novos Estados

Um Estado expressa a sua vontade de querer ser estado, enquanto sujeito de direito internacional e mostra a sua
vontade de querer integrar a sociedade internacional. Nesta lógica: o novo sujeito tem de aceitar a ordem jurídica
internacional como um todo.

Mas, em virtude do surgimento dos Estados nascidos das descolonizações, principalmente, nascem estados que
se admitem a autodeterminação, ou seja, fazem tábua rasa e escolhem o DI a que ficaram vinculados. No entanto,
isto, se tal fosse possível, levaria a uma séria descorrupção gravíssima de direito internacional, numa palavra,
gerava-se o caos quanto à obrigatoriedade.

No entanto, o que se verifica é que os Novos Estados não aceitam as normas consuetudinárias criadas
posteriormente.

AULA 14.11.22

Restantes fontes de DIP

Jurisprudencia – não é fonte direta de DIP. Os tribunais internacionais não criam direito, aplicam-no.

Doutrina
Equidade – define-se como o processo de criação de Direito que consiste em atribuir aos órgãos jurisprudenciais
competência para formular, em presença de casos concretos, uma regra adequada às particularidades do caso e
baseada apenas nos princípios gerais de justiça e na consciencia do julgador.

Atos unilaterais

✓ Atos unilaterais dos Estados;


✓ Atos das organizações internacionais.

Ato unilateral entende-se o ato praticado (e imputado) a um só sujeito de DI, ou a vários conjuntamente, desde
que este último caso tenha o mesmo conteúdo.

Os atos unilaterais dos Estados são normalmente praticados no uso de competência que lhe são conferidas ou
por normas de DI ou por normas dos respetivos direitos internos. No fundo, são atos estaduais e materialmente
internacionais. Podem ser: notificação, reconhecimento, protesto, denuncia e promessa.

• No entanto, apesar de serem atos praticados pelos órgãos dos Estados no âmbito da ordem estadual
interna, os seus efeitos repercutem-se na ordem jurídica internacional.

Inicialmente, os atos unilaterais eram uma prerrogativa dos Estados, sendo estes os únicos sujeitos de DI a
produzi-los. Atualmente, as organizações internacionais também produzem atos unilaterais.

Os atos das organizações internacionais podem ser: resoluções, recomendações e decisões.

Organizações internacionais → são associações voluntárias de Estados soberanos, firmadas por um


tratado internacional, que lhes garante personalidade jurídica autónoma e que visam um propósito
comum, através da cooperação internacional

▪ Resoluções – atos emanados de órgãos coletivos da organização e que visam impor uma obrigação ou solicitar
a doação de um dado comportamento aos Estados Membros.
▪ Recomendações – ato através do qual a organização dirige, de forma solene, um convite para a atuação de um
dado comportamento positivo ou negativo. Não tem, por isso, força vinculativa.
▪ Decisões – atos através dos quais a organização impõe um dado comportamento com caráter obrigatório. É,
no fundo, um ato unilateral obrigatório.

Normas Ius Cogens

São normas imperativas de direito internacional geral

Estas normas de DI geral são aceites pela comunidade dos Estados sob a qual não é permitida nenhuma
derrogação e só pode ser substituída por uma outra norma com a mesma natureza.

Do ART.53º da CVDT, conclui-se que o Ius Cogens não pode ser afetado ou modificado por direito
consuetudinário. O costume postula sempre a prática, e o Ius Cogens impõe-se sempre independentemente da
prática.
❖ Deste preceito legal retira-se que qualquer tratado que entre em conflito com uma norma de
direito imperativo de direito internacional geral é nulo.

O Ius Cogens significa direito cogente, mesmo que venha a constranger a vontade de um sujeito de DIP, essa
norma vai impor-se por força da vinculatividade que lhe é inerente. É direito cogente, imperativo e vinculativo!

Princípios de Ius cogens

Quando se pensa nos princípios de Ius Cogens, é necessário pensar nos princípios que poderão estar para além
da vontade ou acordo dos sujeitos de DIP. Como tal, a contrução substantiva do Ius Cogens só se realiza com
recurso a normas e principios que sejam portadores dos grandes valores da comunidade internacional.

Os príncipios de Ius Cogens têm força jurídica própria com produção de efeitos na subsistência de normas e atos
contrários provocando, por exemplo, a sua nulidade nos termos do ART.53º e ART.54º da CVDT.

Apesar de tudo, aceitar a existência de normas imperativas de direito internacional geral, implica aceitar ao
mesmo tempo uma hierarquia de normas. Mas, a questão que aqui se levante é: como aceitar uma hierarquia
normativa se não há um aparelho legislativo na sociedade internacional?

❖ Algumas normas resultam de fontes convencionais e consuetudinárias – o que à partida, revela o


seu caráter evolutivo – o que começou como costume, evolui para norma imperativa de direito
internacional geral. [Link]

Critério hierarquico: não existe hierarquia entre as fontes costumeiras e convencionais, pelo que os costumes
podem derrogar convenções e as convenções podem derrogar costume. Mas dentro da fonte convencional existe
hierarquia, estando a Carta das Nações Unidas no topo da pirâmide, de acordo com o seu ART.103 (ART.64).

Critério cronológico – aplica-se apenas dentro da fonte convencional, devendo optar-se pela aplicação do tratado
mais recente, numa lógica de que esse se adequa melhor à atualidade da situação em causa.

✓ O Ius Cogens faz parte do DI geral ou comum;


✓ Aceite pela comunidade internacional no seu conjunto, tendo de ser aceite universalmente;
✓ Possui força jurídica vinculativa superior a qualquer princípio ou preceito de DI;
✓ O Ius Cogens opera erga omnes – é oponível de todos face a todos.
✓ É evolutivo, ou seja, possibilidade de enriquecimento por aditamento de normas novas (ART.64).
✓ Assim, o Ius Cogens é um corpo imutável de princípios gerais que são interpretados como sendo a base de
toda a conduta humana.

Exemplos de normas Ius Cogens:

▪ Princípio pacta sunt servanda;


▪ Proibição do uso da força;
▪ Princípios fundamentais dos Direitos Humanos;
▪ Princípios atinentes às obrigações dos sujeitos de DI;
▪ Princípios atinentes às relações entre Estados.
A hierarquia das fontes – ideias chave:

Há duas ideias chave a reter:

❖ Bloco normativo único → rejeição de distinção gradativa entre fontes e/ou normas jurídicas-
internacionais.
❖ Hierarquia de fontes → hierarquia entre normas dispositivas e as normas imperativas, ou seja,
normas Ius Cogens.

No entanto, o Ius Cogens, conceptualmente, pressupõe a existência de uma hierarquia de normas:

1. Ius Cogens;
2. Princípios gerais de Direito;
3. Costume e Tratado;
4. Atos unilaterais dos Estados ou das organizações internacionais
5. Jurisprudencia e doutrina(?)
AULA 21.11.22

A sociedade internacional - composição, organização e domínio

A sociedade internacional é formada pelos destinatários diretos do DI, isto é, pelas entidades às quais as normas
jurídicas internacionais atribuem direitos e impõe obrigações, ou seja, os sujeitos de DI.

Em função da sua natureza, podem agrupar-se nas seguintes categorias:

❖ Estados (sujeitos mais relevantes de DI);


❖ Coletividades inter-estaduais;
❖ Coletividades não estaduais;
❖ Individuos.

Sujeitos de Direito Internacional

Por sujeito de DI entende-se todo o ente a quem se atribui direitos e obrigações, ou seja, todo o ente suscetível
de ser titular de relações jurídico – internacionais.

Para que uma entidade seja considerada sujeito internacional, deve observar determinadas características:

• Personalidade jurídica internacional – é a suscetibilidade de se ser sujeito de direitos e obrigações


jurídico-internacionais. Os sujeitos de DI são entes com personalidade jurídica-internacional e são só
destinatários das normas jurídicas internacionais. A personalidade jurídica de um Estado é produto da
sua soberania, não necessitando para tal de qualquer reconhecimento.
• Capacidade jurídica internacional – é a capacidade de agir. É a idoneidade reconhecida pela ordem
jurídica internacional aos sujeitos do DI para autonomamente, exercerem ou adquirirem direitos e
assumirem ao cumprirem obrigações.
o No que se refere aos estados: a capacidade de agir é um atributo da soberania;
o No que se refere às organizações internacionais: é um atributo dos fins ou sujeitos que estas
devem prosseguir.

Essa entidade pode fazer valer os seus direitos em termos internacionais e, por isso, consegue reivindicar jurídico
internacionalmente os seus direitos através de apresentação de pretenções jurídico internacionais.

É a entidade que é responsável por violações de DI, podendo ser responsabilizada por estas mesmas violações.

Os Estados são os sujeitos mais relevantes do Direito Internacional, mas a sua situação na sociedade internacional
pode variar em função da medida da sua suscetibilidade de gozo e exercício de direitos, isto é, da sua capacidade
jurídica.

• A entidade, deve, então, ser uma pessoa jurídica internacional: combinação de personalidade jurídica com
a capacidade jurídica.
NOTA: As organizações internacionais dependem de um reconhecimento constitutivo por parte dos Estados
fundadores dessas organizações. Ou seja, a personalidade é a condição necessária para o reconhecimento pelo
que a personalidade jurídica o precede necessariamente.

Como nascem novos sujeitos do DI dotado de personalidade jurídica internacional:

❖ Sempre que surge uma comunidade politicamente organizada e com autonomia relativamente às restantes e
desde que a organização e a autonomia não dependem da vontade de outra entidade soberana, esta
comunidade assume a categoria de sujeito e adquire personalidade jurídica logo que termine o processo da
sua formação, independentemente de qualquer reconhecimento.
❖ As comunidades organizadas e com autonomia, cuja organização e autonomia dependem da vontade de
outras comunidades organizadas ou comunidades que tenham natureza transitória, bem como aquelas em
que falte algum elemento para completar o seu substrato, só ascendem à categoria de sujeitos e adquirem
personalidade jurídica depois de serem reconhecidas por outras comunidades soberanas já existentes.

TIPOS ESPECIAIS DE PERSONALIDADE JURÍDICA

EMPRESAS MULTINACIONAIS →São um paradigma para o DIP, ou seja, o DIP lida muito mal com as empresas
multinacionais.

POVOS NÃO AUTÓNOMOS → tem a ver com a questão dos beligerantes – movimentos de libertação nacional e
exercício de autodeterminação. Poderão constituir-se estados.

ENTIDADES SUI GENERIS:

• Santa Sé – as concordatas de 1929, celebram o Estatuto da Igreja Católica num determinado Estado. É sui
generis por ter limitação de território e população, mas celebra-se na mesma contratos. Parte da doutrina
afirma que a Santa Sé não é um Estado por causa das características sui generis, no entanto, tem
prerrogativas que os Estados têm.
• Ordem soberana de Malta – não é um Estado, mas tem embaixadores e estatuto especial dentro do
território de alguns Estados. Goza de poderes de autoridade;
• Taiwan – são é reconhecido como um Estado, mas tem identidade para efeitos de pescas e, por ser um
território aduaneiro diferente, é membro da organização mundial do comércio.
• Governos no exílio – podem ter alguma relevância jurídico internacional, mas é sempre ligada à situação
que estão a respeitar.
• ONG internacionais – têm estatuto complexo e são associações de direito privado.

SUJEITOS DA SOCIEDADE INTERNACIONAL:

Estados;
Entidades que são juridicamente aproximadas dos Estados – ex. cidade livre de Danzingue – cidade que na
sequência da 1ºGuerra Mundial foi colocada sob a administração da SDN pelo regime de proteção. Paises
protetorados.

Beligerantes e insurretos:

• Os beligerantes são grupos de rebeldes armados que têm como função a prossecução de uma luta armada
em prol da mudança do sistema político do Estado em que se integram. Os beligerantes atuam dentro do
Estado contra o qual lutam, não extravasando para outros Estados e não tendo, normalmente, uma implicação
internacional. Os beligerantes levam a cabo uma atividade bem-sucedida, na medida em que devem
necessariamente ocupar uma parte do território estadual, ainda que com diversos graus de implantação. São
grupos de autores não estaduais que ganham reconhecimento que lhes permite celebrar acordos com outros
sujeitos de DI (estados ou Organizações internacionais).
• Os Insurretos representam também um grupo de rebeldes armados que levam por diante uma luta armada
para derrubar o sistema político vigente, para depois mudar a ordem constitucional estabelecida.

• A principal diferença para os beligerantes, é que os insurretos não ocupam nenhuma parcela do território
estadual, desenvolvendo as suas atividades de guerrilha em diversas zonas do território, sem que possa
afirmar-se que nalgumas delas seja assumido o respetivo controlo político-administrativo.

Organizações internacionais;

Fenómenos novos – individuos – os individuos podem ser sujeitos de DI, ainda que duvidosamente porque
o individuo ainda surge como um sujeito mediatizado de DI, uma vez que depende do Estado para aceder em
grande parte ao patamar jurídico internacional.

• Ganha relevância nas áreas de direitos humanos e responsabilidade por investimentos, embora os direitos
humanos sejam oponíveis aos Estados. Ou seja, os Estados ficam limitados no que se refere à elaboração de
tratados que violem os direitos humanos.

ESTADOS

Sabemos nós que existem 3 conceções da designação Estado: administrativamente, constitucionalmente e


enquanto sujeito de direito internacional.

Para ser sujeito de direito internacional não basta apenas reunir os elementos requeridos – povo, território e
poder político. Neste sentido, a Convenção de Montevideu sobre os Direitos e Deveres dos Estados afirma, no
seu ART.1:

“O Estado deverá, como pessoa internacional, possuir os seguintes elementos: uma população permanente, um
território definido, um governo e capacidade para estabelecer relações com outros Estados.”
❖ População permanente → há quem nesta engloba todos os habitantes do Estado, mas normalmente a
definição de uma população enquanto elemento do Estado é feita tendo em conta o vínculo da
nacionalidade. Portanto, a população do Estado é constituída pelos seus nacionais (não confundir com
nação, de qualquer modo é sabido que existem muitos estados plurinacionais como por exemplo, a Rússia
que, dada a sua extensão territorial, abrange nações muito diferentes).

❖ Território → para que seja constituido Estado, não é necessário que ele esteja completamente
delimitado a nível fronteiriço (ex. Albania e Israel foi admitido à ONU em 1949, sem fronteiras definidas).
Por isso mesmo continuam a existir diferendos sobre delimitação territorial entre Estados. De qualquer
modo, é o Espaço onde se estabiliza a população do Estado e em que o Governo exerce plenamente as
suas competências (embora possa exercer a sua jurisdição fora do seu território, como acontece na Zona
Económica Exclusiva).

o Modos de aquisição de território:

▪ Conquista – é a partir das guerras que se conquistam territórios. Hoje, a conquista é ilícita
no DI tendo presente a proibição do uso da força assim como a própria ameaça do uso da
força tal como consta no ART.2, Nº4 CVDT.
▪ Descoberta – descobrimentos portugues. Hoje já não possivel a descoberta uma vez que
tudo já foi descoberto. A aquisição do espaço exterior, como a lua, é impossivel face ao
princípio da inapropriedade do Espaço.
▪ Arrendamento, compra e venda – são os únicos modos de aquisição de territórios licitos.

❖ Governo → para haver Estado é necessário que exista um complexo de órgãos que exerçam um poder
efetivo, independentemente da forma como está organizado. Ora, de facto este critério pode
eventualmente suscitar problemas desde logo por causa da estabilidade (não confundir com alternância
governativa). Note-se que há situações em que traduz a efetividade desse mesmo poder, é muito
questionável, como acontece muitas vezes em situação de guerra civil, como é exemplo os Estados que se
tornaram independentes com o pós-colonialismo e o pós queda da URSS. Nesta situação, fala-se por vezes
de “Estado Falhado”, mas nem por isso se tem contestado a sua manutenção enquanto sujeito de DI,
assumindo-se que se trata apenas de uma incapacidade temporária. O que é necessário apurar é o
patamar minimo para considerar o que é ser um Estado estável, assim como é estável esse governo.
o Polónia, Ruanda e Burundi entram na ONU sem propriamente ter governos definidos.

❖ Independencia → enquanto independencia política. Este é perante a doutrina, um critério um pouco


controverso, mas essencial para a determinação de um Estado.
A doutrina diz que é um critério que serve para que se possa aferir se uma entidade pode ser ou não
configurada como Estado, tendo aqui de atender:
 Grau de centralização do poder no território;
 Ver se o Estado, em termos jurídico constitucionais, é a única entidade com autoridade executiva
e legislativa dentro das fronteiras de determinado território. Um território não pode estar sujeito
a mais do que um poder de autoridade.
 Este critério necessita por isso, de possuir uma hierarquia política. O problema reside no facto de
existirem estados dependentes de outros = Estados protetorados.

Verificados estes 4 critérios, fala-se numa entidade não sujeita a qualquer outra ingerência ou interferência e,
por isso, tem arquitetura jurídico constitucional e adminsitrativa que lhe permite ser independente.

Será que uma determinada entidade tem ainda de respeitar DI para que se possa constituir Estado? – a doutrina
diverge. Mas, o Estado que não respeite o DI, fica excluído das relações internacionais.

❖ Permanência → Na Convenção de Montevidéu só temos os 3 critérios, este é, pois, um requesito teórico


de estabilidade espaciotemporal de um território.
No entanto, a permanência de um Estado não é um requesito essencial porque pode haver episódios de
sucessão de Estados.

❖ Soberania → é sinónimo de independencia. Um Estado que é independente é um estado soberano,


exemplo disso é a Alemanha após 1945.

❖ Efetividade → quando um Estado reúne todos os critérios necessário para se concretizar enquanto
Estado, então está efetivamente “pronto” a ser Estado.
A capacidade de agir enquanto Estado leva a doutrina a realidade que descre como “Estado em fase de
formação – in stato nascendi” e que são estados relativamente aos quais temos realidade como a
beligerância e contextos pós – violência, onde temos determinado povos a exercer o direito de
autodeterminação.

Casos de Estudo

Palestina

→ Tem um mapa evolutivo

→ Enquanto entidade, candidatou-se à ONU em 23 de setembro de 2011 o É o CS quem tem competência para
aferir a entrada de novos membros, o qual ficou muito dividido, não tendo havido consenso

→ Aquando da candidatura à ONU, esta entidade já era membro de: o Movimentos não alinhados o Organização
para a cooperação islâmica o G77 (grupo não coberto por Tratado e composto por 144 Estados) o UNESCO
→ Atualmente, 2/3 dos Estados membros das NU reconhecem a Palestina enquanto entidade

→ Em 2012, a AG da ONU concedeu à Palestina o estatuto de observador não membro das NU

Kosovo

→ Em 17 de fevereiro de 2018, houve parecer consultivo do TIJ em que se afirma que a declaração unilateral da
independência do Kosovo não foi incompatível com o DIP

→ A declaração unilateral foi realizada pelo Parlamento, mas independentemente de poder ferir o direito interno,
nada tem que ver com o DIP

→ Atualmente, 116 Estados reconhecem o Kosovo

Mapa europeu desde 2014

→ Quando a República Autónoma da Crimeia e a cidade de Sebastopol declararam unilateralmente a


independência na sequência de um referendo que foi organizado com o objetivo de se tornarem Estados
independentes para depois se tornarem uma federação da Rússia invocaram o precedente do Kosovo

No geral, temos 3 saltos de criação de Estados:

→ 1948-1960

→ Década de 90

→ Estável desde então o Há muita resistência dos sujeitos de DI em aceitar novas realidades

RECONHECIMENTO DE ESTADO VS. RECONHECIMENTO DE GOVERNO

➢ NOTAS GERAIS –
→ Não há nunca um dever de reconhecimento – nenhum Estado pode ser obrigado a reconhecer outro
Estado.
→ Há de facto um dever de não reconhecimento – há um dever de não reconhecer situações tendo
por base ilicitude internacional (a invasão juridicamente configura crime internacional pelo uso da
força, na situação da Ucrânia).

Na história, existem os vencedores e os perdedores.

▪ Biafra é onde se registou uma das piores crises humanitárias por causa de uma guerra de sucessão da
Nigéria e Biafra não teve hipótese de declarar a independencia.

▪ Moçambique, guerra da independencia na Rodésia – queria constituir um Estado independente, mas com
uma constituição que consagrava o regime do Apartide (diferencia cidadãos de primeira e cidadãos de
segunda) mas que viola o direito internacional e, portanto, não foi reconhecido como Estado.

▪ Em 17 de fevereiro de 2008 dá-se a independencia do Kosovo. Em 2010 o TIJ defende que a sua
independencia não é ilegal só que, o que se tem vindo a verificar é que cada vez menos estados
reconhecem a independencia do Kosovo. Alias, a Palestina (que não é estado) tem vindo a ser mais
reconhecida enquanto estado do que propriamente o Kosovo. De salientar ainda que ambos não são
membros da ONU.

reconhecimento → é um ato unilateral irrevogável.

RECONHECIMENTO DE ESTADO

O reconhecimento é um ato meramente declaratório, que visa somente a atestar o surgimento de um novo Estado,
não tendo caráter constitutivo e não definindo, por tanto, a existencia do ente estatal.

→ ART.6 da Convenção de Montevidéu – “o reconhecimento de um Estado apenas significa que aquele o


reconhece, aceita a personalidade do outro com todos os direitos e deveres determinados pelo Direito
Internacional. O reconhecimento é incondicional, irrevogável”.

A importância do reconhecimento é permitir ao Estado a participação efetiva da sociedade internacional,


conferindo-lhe ampla competência para exercer prerrogativas típicas dos entres estatais, como celebrar tratados,
manter relações diplomáticas e participar de Organizações internacionais.

De facto, a prática internacional exige o reconhecimento pelos outros estados isto porque pode ser insuficiente a
um Estado ter todos os requesitos para participar na sociedade internacional porque, se os demais Estados se
recusarem a reconhecer e estabelecer relações com uma nova entidade, esta estará necessariamente limitada.

Em suma, o reconhecimento é um processo formal pelo qual um Estado e Estado novo se reconhecem
mutuamente e, por isso, reconhecem-se como sendo capazes de exercer todas as competências inerentes à
estadualidade.

RECONHECIMENTO DE GOVERNO

o reconhecimento de um Estado implica o reconhecimento do respetivo governo.

Reconhecer um governo implica aceitar que este Governo tem autoridade para controlar o território e a
população. Além disso, o Estado que reconhece o Governo aceita estabelecer relações formais com esse Governo.

O reconhecimento do Governo pode ser:

❖ Reconhecimento de jure – reconhecimento definitivo e irrevogável que produz, sem quaisquer limitações,
todos os efeitos de direito.
❖ Reconhecimento de facto – reconhecimento provisório, revogável e com efeitos limitados.

o É utilizado quando um Estado:


▪ Prefere não reconhecer de forma definitiva a entidade que se intitula por Estado ou Governo
por a sua situação não ser clara ou por motivos políticos, mas, ao mesmo tempo, considera
desejável manter determinados contratos oficiais.
▪ Pretende evitar o reconhecimento prematuro.
▪ Ex. Afeganistão, reconhecer ou não o governo dos Talibãs?

Efeitos jurídicos internacionais do reconhecimento – teorias:

➢ Teoria declarativa
→ O reconhecimento só tem efeitos meramente declarativos, ou seja, apenas formaliza uma circunstância já
existente.
→ Esta teoria minimiza o poder dos Estados a controlar o acesso à sociedade internacional.
Ex. no caso das ilhas Alban, o Tribunal revelou dificuldade em diferir quando a Finlândia se havia
de facto tornado num Estado.

➢ Teoria constitutiva
→ O reconhecimento contribui para o surgimento do Estado enquanto tal – o reconhecimento é
condição necessária ara a existência de um Estado.
→ A sociedade internacional é uma comunidade política e, por isso, é necessário que a entrada para
a mesma dependa de um grau de aceitação mínimo por parte dos membros que já lá pertecem.
→ A ausencia de reconhecimento pode ser fatal para qualquer entidade que tinha pretensão de se
constituir um Estado.

Revogabilidade dos atos de reconhecimento

A revogação do reconhecimento é a destruição ou a cessação dos efeitos dele através de um outro ato jurídico
unilateral praticado pela mesma entidade.

→ Certos autores entendem que não é possível revogar o ato de reconhecimento a partir do momento em
que foi praticado, enquanto outros admitem tal possibilidade, desde que a revogação não seja arbitrária.
Outros ainda, com o fundamento no facto de o reconhecimento ser um ato unilateral, admitem a
possibilidade de revogação desse ato sem quaisquer limitações.
→ De facto, deve o reconhecimento ser irrevogável, mas o que sem vindo a verificar cada vez mais é o
reconhecimento tem vindo a ser revogado.

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