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Inclusao Escolar

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AUTISMO E INCLUSÃO ESCOLAR: O cotidiano nas escolas regulares e a

inclusão dos alunos com (TEA)

RAMOS, Marielle Alves Silva Licenciando/ Bacharelando em Educação Especial no


Centro Universitário Internacional Uninter

BARBOSA, Sidney Graduado em Pedagogia. Especialista em Pedagogia


Empresarial e Magistério Superior. Orientador da UNINTER.

Resumo

O presente artigo aborda a perspectiva das pessoas com autismo e seu atendimento nas
escolas regulares do município de Uberaba. Tal problemática consiste em como está
sendo feito a inclusão destes alunos e alunas e se de fato está acontecendo de forma
efetiva ou se os alunos do espectro autista estão apenas integrados nos espaços
regulares de ensino. Portanto, o objetivo central a partir deste estudo é contribuir para
conscientizar e demonstrar a importância de a inclusão acontecer em sua integralidade,
cujo foco foi conhecer de perto a realidade vivenciada destes estudantes. Para tanto, foi
empregada como metodologia a revisão bibliográfica de estudos de importantes autores
elencados ao longo do texto acerca do tema. Assim como análise da Lei Federal
13.146/2015, que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência bem como a Lei Federal
12.764 /2012, mais conhecida como lei Berenice Piana ou lei dos autistas. Após a Lei
Federal 12.764 de 2012 ser sancionada houve um aumento expressivo de alunos com
deficiência nas escolas regulares de ensino, consequentemente o aumento destes
educandos nas escolas municipais no município de Uberaba-MG. Após a lei Berenice
Piana, muitos alunos com autismo que estudavam nas escolas especiais ingressaram nas
escolas regulares na perspectiva da educação inclusiva. Nesse sentido, o referido artigo
mostra a importância de um trabalho inclusivo de qualidade, bem como a magnitude da
criação de projetos e ações proporcionadas pelos espaços escolares na contribuição do
conhecimento e acolhimento de toda a diversidade, que seja capaz de assegurar o acesso
a todos os alunos dentro do espectro autista na educação regular. Deste modo,
reforçamos a perspectiva de acesso à direitos das pessoas com TEA, visando práticas
pedagógicas que possam contribuir para o desenvolvimento destes alunos com a
garantia das adaptações necessárias para uma boa aprendizagem, bem como conviver
com a diversidade de forma respeitosa com oportunidades e equidade.

Palavras-Chave: Inclusão; Autismo; Educação.


1-INTRODUÇÃO

O problema que visou direcionar a presente pesquisa é investigar qual a atual


realidade da inclusão educacional de alunos e alunas com autismo no município de
Uberaba-MG, para a realização do trabalho primeiro foi desenvolvido uma pesquisa
bibliográfica de obras literárias, registros publicados no arquivo municipal, bem como nos
órgãos e setores públicos do município, a fim de compreender a realidade atual dos
alunos com transtorno espectro autista nos espaços regulares de ensino.
Além disso, optou-se também por uma abordagem qualitativa a partir da análise
dos estudos que se referem não apenas ao campo teórico, mas, também, a partir de uma
observação da prática do dia a dia.
Diante dos questionamentos, é válida a reflexão sobre o fato de que é incluir,
como seria, de fato, uma inclusão adequada para que os alunos com autismo que são
grupo da educação especial e matriculados nas escolas regulares com a perspectiva da
educação inclusiva, a falta de inclusão para alunos dentro do espectro autista é uma
realidade nas escolas do Brasil.
Logo, a importância de trazer exemplos e demonstrar estratégias de inclusão que
possam ser exploradas nas escolas, entender a legislação e a importância da formação
dos professores e profissionais que vão trabalhar com esses alunos, garantir a verdadeira
inclusão dos alunos com autismo nos espaços regulares de ensino são primordiais a fim
de garantir o acesso à educação que é direito de todos.
Entretanto, as instituições de ensino devem estar preparadas para oferecer o
atendimento especializado aos alunos com TEA, que vai desde o preparo da equipe
docente, assim como com o apoio dos profissionais auxiliares para um bom
desenvolvimento deste processo.
Muitos desafios existem na inclusão escolar, a exemplo de educar e possibilitar a
convivência igualitária entre os indivíduos que requer um plano educacional no combate à
segregação com respeito aos indivíduos e suas particularidades, assim como estratégias
que colaboram para práticas pedagógicas e de socialização adequadas. A partir destas
estratégias é que resultarão resultados concretos e efetivos neste processo educacional.
A partir deste viés, o envolvimento da família com a instituição de ensino escolar
precisa ser atualizado constantemente, bem como a rede de ensino necessita preparar
seu corpo docente com oferta de cursos sobre inclusão e formação continuada que
abordem o autismo como tema, que possam contribuir para a garantia de um
desempenho geral e inclusivo.
Para isso, é fundamental destacar que para uma efetiva inclusão escolar deverá
existir flexibilidade e colocar metas, que sejam capazes de ser cumpridas. Uma
estruturação com sustentação para executar é o alicerce da proposta definida e que trará
sucesso nos resultados, mas para isso acontecer, são necessárias mudanças com
organização definida, estabilidade emocional de todas as partes envolvidas neste
processo educacional, proporcionando no direito a todos acesso da verdadeira inclusão e
o comprometimento de todos envolvidos.
É fundamental a importância da família inserida na formação da rede de apoio
destes educandos, proporcionando conforto para escola explorar práticas pedagógicas
inclusivas baseada nas particularidades desses alunos.
Desde a promulgação da legislação de 2012, já são significativos os avanços na
integração e inclusão dos alunos com TEA nas escolas regulares. Entretanto, ainda é
incipiente uma inclusão efetiva, uma vez que não basta apenas garantir a matrícula destes
estudantes em uma escola regular, mas assegurar que no dia a dia da escola o aluno
realmente esteja inserido no processo de formação e desenvolvimento proposto, pois
como nos aponta Toledo: ‘’A inclusão escolar de alunos com autismo nem sempre
acontece com deveria, ainda mais nos casos de alunos com grau de autismo severo.’’
(TOLEDO, 2017).
Assim, a pesquisa pretende compreender os processos que envolvem a inserção
dos alunos com TEA, bem como verificar de que forma se dá a relação destes estudantes
com os seus pares e com a comunidade escolar que possa favorecer uma rede de apoio
entre uma relação segura dentro deste processo, uma vez que o papel da escola é
proporcionar convivência, participação e colaboração a todos envolvidos.
Ao mesmo tempo que a escola caminha dentro desses desafios, é fundamental o
empoderamento dos pais em relação aos direitos dos seus filhos e exigir que a legislação
se cumpra. Portanto, é necessário conhecer a legislação. Compreendendo a inclusão
como um direito constitucional que precisa ser implementada em todas as redes de
ensino do país.
Deste modo, é importante compreender quais as estratégias que o sistema
educacional da rede municipal de Uberaba utiliza para a escolarização do aluno autista na
educação regular inclusiva. Dentro desta perspectiva, é prioritário pensar nos materiais
adaptados e no plano educacional individualizado para o acolhimento de alunos e alunas
com TEA, a fim de que se estruture as ações a serem desenvolvidas.
SANTOS (2016) explica que a questão da participação da escola é fundamental no
processo de inclusão e aponta algumas questões para que isso aconteça. Uma delas é a
conscientização, formação e a estruturação de cada membro na dinâmica escolar,
salientando que a escolarização de alunos autistas nestas instituições está em processo
de consolidação, durante muito tempo o processo de escolarização dos alunos com TEA
esteve a cargo de instituições especiais, cerceando estas pessoas de uma perspectiva
inclusiva, na qual os alunos possam atuar dentro da diversidade que caracteriza a
sociedade e que deve refletir no ambiente escolar.
Portanto, após os avanços da legislação como também das práticas educacionais
inclusivas se faz necessário uma pesquisa cujo objetivo seja averiguar como está na
atualidade a educação proporcionada a estas pessoas. Logo, é importante começar esta
análise pelo local no qual vivemos e poder analisar a realidade vivenciada pelos
estudantes dentro do espectro autista na rede municipal de ensino, nesse sentido, o
intuito deste trabalho é verificar para análises que apontem para um aumento
significativo de alunos que sejam públicos prioritários da educação especial integrados na
rede regular de ensino e conhecer o atendimento especializado que os educandos estão
recebendo.

2- METODOLOGIA

A metodologia se baseia no levantamento bibliográfico de cunho qualitativo das


principais referências do tema aqui apontado a partir de leituras de artigos, materiais
publicados em jornais locais, registros públicos da Prefeitura Municipal de Uberaba, com
enfoque nas políticas educacionais.
Segundo CUSSI (2016), cabe ressaltar que o município foi apontado no ano de 2019
como uma das 37 cidades referência do Brasil em educação inclusiva.
As escolas municipais de Uberaba trabalham com uma educação voltada para a
inclusão. São 59 unidades escolares que se iniciam na educação infantil e terminam no
nono ano do ensino fundamental.
Todas as unidades possuem sala de Atendimento Educacional Especializado (AEE).
Um dos recursos utilizados disponíveis no AEE são as tecnologias assistivas, que
podem ser, por exemplo, materiais pedagógicos e livros sensoriais que podem auxiliar a
desenvolver os sentidos do aluno atendido, recurso digital, recursos para mobilidade e
mobiliários adaptados que atenda necessidades posturais, tecnologias de informação e
de comunicação.
Outros recursos são pranchas com material adaptados ou computador com
comando de voz, além de mouses e teclados com colmeia para auxiliar principalmente
alunos que possuem pouca coordenação motora ou tenham alguma mobilidade reduzida,
além de recursos ópticos para alunos com baixa visão e outros materiais.
O quadro magnético também é muito utilizado nas salas de recursos,
principalmente para os alunos que necessitam da comunicação alternativa, porque nele é
possível fixar materiais como imãs.
Outras estratégias de inclusão que podemos citar é o engrossamento do lápis
como uma alternativa para alunos que necessitam de um apoio no controle da escrita,
além de auxiliar para aliviar o cansaço dos dedos.
As tesouras adaptadas também são outros exemplos de materiais usados: com
elas é possível trabalhar a coordenação motora fina e psicomotricidade. Já as letras
imantadas são complementos do quadro magnético e com esses recursos é possível
trabalhar de várias formas com os alunos atendidos na sala de recursos.
Todos estes recursos subsidiam, portanto, o desenvolvimento efetivo dos alunos e
contribuem “para proporcionar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e,
consequentemente, promover vida independente e inclusão.’’ (BERSCH,2007, p.31)
Assim, na metodologia da pesquisa, as tecnologias assistivas serão um dos
principais enfoques de análise.
As tecnologias assistivas vieram para contribuir no cotidiano destas pessoas, bem
como na comunicação alternativa, uma vez que integram recursos importantes para
acesso aos computadores, assim como utilizá-los também vinculados aos materiais
escolares e recursos pedagógicos, promovendo acessibilidades aos alunos com
deficiência, e consequentemente, alunos com TEA.

3-Revisão Bibliográfica/Estado da Arte

A revisão bibliográfica tem como referência estudo embasados na educação


inclusiva e políticas públicas de educação voltadas para alunos que estão no espectro
autista, que contribuem para subsidiar na reflexão sobre os esforços atuais pela inclusão
em salas regulares em defesa da igualdade de direitos com foco na equidade, com
práticas pedagógicas nas quais não ocorram segregação etc.
Desta forma, diferentes autores colaboraram para a construção e reflexão teórica
acerca do tema, tais como Antunes, Bersch, Coll, Figueira, Santos etc.
Segundo Bussade (2020): ‘’O maior marco para os autistas do Brasil foi a lei
12.764/12, que institui a política nacional de proteção dos direitos da pessoa com
transtorno do espectro autista, logo após veio somar a LBI (Lei Brasileira de Inclusão
13.146/2015)’’.
É importante demarcar que a Lei Berenice Piana é o resultado da luta de uma mãe
que após muitas dificuldades junto ao seu filho com autismo na tentativa de inclusão
criou um projeto de lei. Esta legislação referendou uma lei sancionada em 2012 que se
transformou em uma política de Estado que garantem a perspectiva de direitos para
pessoas com TEA.
Com a legislação, os pais puderam exigir que seus filhos com autismo fossem
matriculados nos espaços regulares de ensino, acompanhados pelo professor de apoio
em classe, como também outros direitos em áreas afins: saúde, social, cultura etc.
Importante sempre ressaltar que não existe um padrão que conduza ao
comportamento do aluno com autismo. Cada pessoa tem sua personalidade e uma
grande variabilidade de características. É expressivo também verificar como é a
abordagem desses educandos nos espaços da educação regular municipal da cidade de
Uberaba.
Miranda e Filho (2012, p.12) salientam que. ‘’Nesse processo, o educador precisa
saber potencializar a autonomia, a criatividade e a comunicação dos estudantes, e, por
sua vez, tornar-se produtor de seu próprio saber’’.
Nesse sentido, a mediação escolar só é possível por meio do trabalho do educador
engajado nas práticas inclusivas, o respeito deve se estender ao aluno assim como ao
professor. Portanto, insistir na formação continuada dos professores é importante para
saber agir na adversidade, como manter o controle emocional é fundamental para evitar
situações desnecessárias no cotidiano escolar.
É necessário buscar a escola onde habitam alunos, professores e profissionais em
ações pedagógicas que se colocam a princípio da ética da inclusão escolar, com o desafio
de construir espaços escolares onde a diferença de qualquer natureza possa existir,
dentro dessa perspectiva de ampliação dos sistemas é necessário e urgente o
aprimoramento do sistema de gestão, o olhar do gestor escolar, da atuação desse
profissional frente á instituição fará toda diferença na educação inclusiva. Outra
abordagem é a formação permanente, um dos fatores imprescindíveis para oferecer
condições adequadas nas realidades escolares, a reestruturação de remoção das
barreiras visíveis e invisíveis também precisam ser derrubadas, atitudes como
preconceitos e estigmas ao aluno tido como diferente não podem existir.
Os pais de crianças com autismo algumas décadas atrás preferiam mantê-las em
casa, pois acreditava- se nessa medida como forma de proteção e uma maneira de evitar
julgamentos. Depois de algum tempo, em contato com outros pais e muitos movimentos
voltados para inclusão, foram percebendo a necessidade de seus filhos interagirem
socialmente, sendo essa benéfica para o desenvolvimento dos mesmos, devido aos
movimentos intensos de lutas para assegurar a igualdade de direitos, foram criadas leis
para garantir meios para acabar com o ensino segregador que só aceitavam crianças com
autismo nas escolas especializadas, a organização de ações eficazes são muito
importantes mas não são tão simples, um exemplo são as adaptações curriculares.
Para COLL (2000, p.149), a avaliação é uma ação que precisa ser flexibilizada para
cada aluno, onde a avaliação devem ter as etapas, com laços estreitos entre o professor e
o aluno com foco na definição de toda ação pedagógica, esse trabalho precisa de
constante avaliação sempre, elaborar intervenções visando superações.
Segundo FIGUEIRA (2020): ‘’Digo que incluir não tem segredo, basta receber o
aluno, seja quem ele for. O autor compartilha suas experiências pessoais e na vida
acadêmica como uma pessoa com deficiência, e aborda o assunto inclusão escolar e seus
avanços ao longo das décadas, o que nos remete a questionamentos de como esses
alunos dentro do espectro autista estão sendo assistidos no nosso país, estado e cidade,
o local mais próximo onde de fato poderá acontecer uma contribuição acerca de todos os
questionamentos, o professor desempenha um papel fundamental e muito importante
na educação inclusiva, é ele quem possui ações e potencial perante aos alunos.
Autores como BECKER (2001) e AMARAL (1998) consideram fundamentais esse
papel do professor, é ele que interage no cotidiano com os alunos pode mediar conflitos
que possam surgir, ele é a base dos relacionamentos que tem por base os sentimentos,
por isso a importância da formação continuada e preparo desses profissionais que
trabalham diretamente na educação inclusiva.
O conhecimento especializado ao receber um aluno com autismo é um grande
diferencial no momento de elaborar um plano pedagógico: observar a idade e ano que o
aluno está cursando, e, nesse ponto, os alunos da educação infantil com autismo
precisam de uma abordagem definida dentro das suas individualidades e especificidades.
Importante ressaltar que estudos apontam como o cérebro na primeira infância é
mais imaturo e mais sensorial: num olhar geral, as pessoas com TEA podem apresentar
dificuldades para planejar e se organizarem, logo a intervenção do professor neste
momento é crucial ao repetir instruções podendo ser uma estratégia eficiente.
Utilizar o lúdico e canções nesta transição, assim como brincadeiras com
estimulação sensorial, instruções e comandos de maneira clara auxiliam o aluno a
identificar suas emoções para a efetiva regulação emocional. É muito importante,
portanto, este procedimento, já que os alunos com autismo no ensino fundamental
podem exigir um pouco mais de determinação neste processo de inclusão nas escolas
regulares.
Desta forma, é importante, por exemplo, confeccionar um material que desperte o
interesse do aluno, aproveitar este estímulo e os hiper focos do aluno com autismo para
agregar na educação pode ser uma estratégia eficiente.
Interesses específicos fazem parte do espectro autista e a predominância na
prática de alguma tarefa com tais interesses é de muita dedicação. O aproveitamento
desta questão no currículo do aluno é uma ferramenta no processo de aprendizagem.
Outro ponto relevante diz respeito a usar narrativas com a inclusão do tema com
estimulação na atenção, usando as habilidades do aluno com TEA de maneira
estruturada. Além disso, ser objetivo no uso da linguagem e manter um vínculo com o
professor, valorizando o contato com o restante da turma é uma estratégia para o bom
desempenho escolar, assim como usar tom vocal reduzido em sala de aula e, também,
estimular o uso de imagens para mostrar conteúdos, manter contato constante com os
pais, incentivar o diálogo entre a escola e a família, contribuem para proporcionar uma
relação de confiança, facilitando a convivência e a consequência melhora na
aprendizagem destes alunos.
A rede de ensino municipal de Uberaba conta com professor e um profissional de
apoio em cada sala que esteja inserido alunos com algum tipo de deficiência. Ao
identificar, portanto, que um aluno tem TEA, é importante que a escola organize uma
rede de apoio eficiente, incluindo a família, priorizando a participação e o envolvimento
dos pais para o acompanhamento eficiente desses educandos e, também, para mediar
conflitos mantendo um ambiente no qual as pessoas possam se manifestar de maneira
respeitosa e compreendendo os diferentes lugares dos quais os sujeitos falam.
A escola da rede municipal de Uberaba tem a perspectiva de educação inclusiva
com uma estruturação adequada de currículo flexível. Este é um ponto relevante neste
atendimento ofertado aos alunos dentro do espectro autista.
Com o aumento da procura por matrícula dos alunos com autismo nos últimos
anos, as escolas tiveram que se adaptar a essa nova realidade. Com mais acesso à
educação inclusiva, foi preciso o uso de estratégias que assegurasse a participação e
garantisse o aprendizado e o convívio destes alunos. Assim, as adaptações curriculares
são estratégias educativas que auxiliam os alunos, facilitando o aprendizado.
Toda modificação feita no material que o aluno irá realizar no cotidiano escolar é
uma adaptação curricular e elas são muito importantes pela diversidade de atendimento
no qual cada aluno necessita. Nelas, a equipe pedagógica elabora conteúdos e traça os
objetivos, além de elaborar o tipo de avaliação, que promova o reconhecimento das
possibilidades com foco principal nas potencialidades individuais de cada aluno.
Desta forma, estimular as atividades em grupo são muito positivas para trabalhar a
organização e a socialização, sendo uma estratégia eficiente desde que tenham atenção,
já que a quebra da rotina ela precisa ser bem elaborada e detalhada.
Neste processo, o professor tem papel fundamental recebendo o educando com
autismo e promovendo ações que organizam a ação pedagógica diferenciada. É
significativo que os educadores conheçam o aluno primeiro e suas especificidades para
depois definir suas necessidades.
O aluno com TEA precisa ter sua individualidade respeitada e seu desenvolvimento
em grupo valorizado, precisa de estratégias previsíveis em sua rotina, ter suas habilidades
sociais incentivadas no espaço escolar e, se necessário, mediadas. Tais estratégias devem
ser estimuladas e elaboradas pela escola, atividades em grupo com interesses específicos
do aluno com autismo é uma forma de estimular esse processo de socialização, bem
como rodas de conversa sobre o tema, além de conhecimento e independência deste
aluno, seja ela na parte pedagógica, psicológica ou emocional, observando seu
comportamento e comprometimento para depois montar um plano educacional
individualizado.
Um dos fatores que merece atenção quando a escola recebe o aluno com
transtorno espectro autista é a abordagem que será feita no momento que esse aluno
possa a vir apresentar alguma disfunção executiva no ambiente escolar. Tal disfunção se
relaciona com todas as habilidades da cognição da pessoa e muitas pessoas que estão no
espectro pode ter algum comprometimento ou déficit nestas funções. Portanto, a
abordagem correta, pode evitar crises sensoriais quando o aluno com autismo não
conseguir, por exemplo, executar algum comando que muitas vezes pode parecer algo
simples, mas que, para esse aluno, pode ser algo muito difícil.
Nesse sentido, é muito importante não estereotipar o autista como uma pessoa
desorganizada baseado nessas falhas de processamento. O conhecimento e o respeito
devem prevalecer em todas as situações, entendendo que ações como atenção,
planejamento, memória, soluções de problemas, raciocínio e flexibilidade precisam ser
trabalhadas com antecipação junto a esses educandos.
Outro ponto que cabe ressaltar é que nem todos os alunos com TEA terão déficit
nas funções executivas, mas, é muito importante observar o aluno sempre que estiver na
escola: se algo afeta seus estímulos, assim como a maneira como o aluno receber as
orientações poderão auxiliar significativamente neste processo.
Um recurso eficiente é utilizar meios visuais para orientar as tarefas, observar se o
aluno apresenta déficit na inibição com comportamentos repetitivos ou alguma explosão
emocional e atribuir ações para que auxilie nessa regulação. Os alunos com TEA
necessitam de previsibilidade, podendo ser eficaz, por exemplo, a confecção de um
quadro de rotina no qual possa ser registradas as atividades que irão ser realizadas pelo
estudante.
O excesso de estímulos visuais e auditivos podem causar agitação nestes alunos
com autismo. Neste momento é importante o aluno ser direcionado, usar o tom vocal
com entonação tranquilo, desviar o foco do aluno nessa situação pode ser interessante,
mantendo a calma e não se desesperando diante da situação de inadequação ou
disfunção executiva que ele possa apresentar. É importante colocar o aluno em um
ambiente tranquilo, com observação, até que ele se acalme. Este procedimento poderá
auxiliar a encontrar soluções e evitar desencadear crises no ambiente escolar.
Uma ação importante adotada pelas escolas da rede municipal de Uberaba são as
estratégias de combate ao bullying nos espaços escolares, evitando a segregação dos
alunos com TEA no ambiente escolar. Tais ações são necessárias e importantes para
garantir que de fato não ocorra esses acontecimentos.
Pessoas com autismo são frequentemente alvo de quem pratica o bullying devido
às suas particularidades especificas e geralmente acontece nos espaços escolares.
Portanto, criar medidas preventivas para que isso não ocorra com ações contínuas
é uma boa estratégia, pois conseguir prevenir o bullying é um desafio diário.
Com orientações corretas é possível fazer trabalho eficiente, elaborando palestras
e atividades pedagógicas que levem os alunos à reflexão sobre as consequências de se
praticar o bullying. Além disso, é importante destacar sempre a colaboração dos pais no
sentido de auxiliar em casa para um bom convívio nos espaços educacionais.
Combater a discriminação e o preconceito são muito importantes principalmente
nos espaços escolares, atividades que contribuem para a conscientização como rodas de
conversas e debates com os alunos são estratégias que auxiliam muito todo processo de
inclusão e respeito a diversidade.
Nesse sentido, podemos constatar que Uberaba é um polo de educação inclusiva e
tem como autoria vários projetos voltados para a inclusão.
O papel dos professores é fundamental nesta relação de aprendizagem, bem
como essencial o professor de apoio ou mediador, uma vez que: Segundo KHOUR (2014,
p.75) ‘’as abordagens desses alunos bem como o empenho de cada ação realizada trarão
sucesso no processo educacional inclusivo.’’
Por muito tempo a formação dos professores para a educação especial não foi
uma especialização muito procurada e somente alguns se interessavam em especializar-
se para trabalhar com os alunos com deficiência nas escolas especiais. Após a
consolidação das políticas públicas e a legislação voltada para práticas propostas na
educação inclusiva; houve um aumento e procura por especialização, como também um
aumento dos alunos com deficiência na escola regular.
Nesta perspectiva inclusiva, outra questão que a escola precisa entender quando
recebe alunos com autismo, é apresentar a seletividade alimentar, que está associada a
distúrbios sensoriais, uma vez que existem também questões como sensibilidade
pertinentes não só ao paladar, como também ao toque, olfato, visão e audição devido à
hipersensibilidade.
Ou seja, uma pessoa supersensível, algumas pessoas com autismo podem
apresentar também hipossensibilidade, que também é uma regulação do processo
sensorial, quando a pessoa procura estímulos muito intensos, precisa ser observada com
atenção. Nesses casos é muito importante manter a equipe nutricional escolar informada
desta condição, para uma melhor elaboração do cardápio com gostos e texturas que
contribuam para uma melhor aceitação alimentar dos alunos com TEA. É importante
reconhecer a necessidade alimentar.
Ainda no que se refere à rede municipal de ensino de Uberaba é importante
ponderar alguns pontos referentes à estrutura e à qualificação profissional do corpo
docente.
Os alunos com autismo na rede municipal de ensino da cidade são acompanhados
pelo professor de apoio em classe de aula e realizam no contraturno escolar atividades
com um profissional especializado na sala de recursos no atendimento educacional
especializado (AEE).
O profissional que atua na sala de recursos tem especialização em educação
especial. Além disso, todas as 57 unidades da rede municipal de ensino possuem salas de
recursos e fica a critério dos pais das crianças que recebem o atendimento que elas sejam
atendidas na própria escola ou em uma escola mais próxima da sua residência, com o
intuito de quebrar barreiras para que de fato estes alunos recebam o atendimento
personalizado.
Os profissionais de apoio que atuam nas salas de aula normalmente não têm
especialização em educação especial: a maioria possui formação acadêmica apenas em
pedagogia, o que às vezes pode ser um dificultador para uma inclusão efetiva porque
cada aluno possui uma especificidade e muitas particularidades.
O conhecimento em educação especial é um diferencial e a importância do
conhecimento sobre o espectro TEA pelo profissional que está atendendo ao aluno
autista é que contribuirá para alcançar resultados positivos dentro de uma educação de
qualidade.
Outra questão que implica também no desempenho destes profissionais se refere
ao fato que geralmente eles dividem a mediação escolar para três educandos com
necessidades especiais educacionais distintas. Cada sala de aula possui em média três
alunos com necessidades educacionais especiais e apenas um mediador para realizar todo
o processo de adaptação curricular e cuidados específicos que cada educando necessita.
O professor de apoio, portanto, é fundamental em todo esse processo de inclusão
escolar, toda essa atenção direcionada e a adequação dos materiais didáticos que o aluno
com TEA possa necessitar, o que nos leva ao pensamento da urgência na contratação
menos burocrática desses profissionais pelos órgãos competentes, corroborando para
que os alunos com autismo recebam o acompanhamento desses profissionais. Assim, é
importante referendar SILVA (2012) que nos reporta para a importância deste profissional
para as crianças que apresentam o autismo e deficiência intelectual associado é a
importância da presença do professor de apoio: “Para que essa adaptação possa
acontecer, a criança necessitará de acompanhante educacional especializado,
personalizado e individual.” (SILVA.p.75, 2012).
No que se refere à configuração de acompanhamento dos alunos com TEA, até o
quinto ano do ensino fundamental os alunos têm apenas a professora regente, que é a
referência deles dentro da sala junto ao professor de apoio. A partir do ensino
fundamental II, depois do sexto ano, acontece o rodízio de professores dentro da sala de
aula, aumentando a importância do professor de apoio que irá mediar todo o cotidiano
entre o aluno com autismo, o restante da turma e cada professor.
Quando ocorre a falta de assistência qualificada ao educando, são ocasionados
diversos problemas nas famílias destes educandos que procuram proporcionar uma
inclusão efetiva para seus filhos com um direcionamento curricular e acompanhamento
diário no cotidiano escolar, comprometendo a aprendizagem desses alunos.
Além disso, os alunos com TEA estão inseridos no projeto intitulado Centro de
Referência em Inclusão (CREI). Para participar do projeto os alunos com autismo têm que
estar obrigatoriamente matriculados nas escolas municipais de ensino, uma vez que o
projeto não contempla alunos fora da rede municipal.
No CREI, a instituição conta com uma equipe multiprofissional especializados em
educação especial, a saber: assistente social, fonoaudiólogos, psicólogos e profissionais
afins. Percebe-se que há um esforço do Município em fornecer uma educação inclusiva de
qualidade, garantindo estratégias pedagógicas e atendendo o compromisso em equipar
as unidades escolares a exemplo do próprio CREI.
Os alunos com autismo são encaminhados pela escola para o Centro de Referência
em Inclusão, os pais desses alunos são recebidos pela equipe multiprofissional para uma
anamnese na qual são coletados dados pessoais e escolares dos educandos assistidos
pelo projeto, depois eles são encaminhados para receber atendimento pelo profissional
indicado para cada caso.
No atendimento aos pais, toda a situação do aluno é levantada antes da primeira
intervenção, se, além do autismo, ele possui comorbidades associadas, é comum o TEA
vir acompanhado de outros quadros, a exemplo de depressão, epilepsia ou TDAH,
podendo se apresentar em graus variados.
Essa avaliação diagnóstica é que irá definir todo atendimento que o aluno irá
receber. Duas vezes por semana, no contraturno escolar, os alunos recebem o
atendimento profissional indicado com duração de 40 minutos cada atendimento.
Cabe ressaltar que os profissionais de apoio da rede municipal atendem mais de
300 alunos no espectro autista matriculados na rede e, também, recebem visitas
periódicas nas escolas desses profissionais do Centro de Referência em Inclusão com o
intuito de unir esforços para uma melhora geral na educação do aluno autista inserido na
rede municipal de ensino de Uberaba.
Segundo ANTUNES (2016):’’O Centro de Referência Municipal de Uberaba conta
hoje, com 129 profissionais especializados’’. É importante reiterar que mesmo com a
qualidade deste atendimento fornecido pelo projeto, a demanda é maior que a oferta, o
que ocasiona uma grande quantidade de alunos que estão aguardando atendimento no
CREI. O Município possui projetos para aumentar a contratação de profissionais
qualificados, bem como melhorar e ampliar o espaço onde acontecem esses
atendimentos.
Desta forma, embora a cidade de Uberaba seja polo de referência em educação
inclusiva na rede municipal de ensino, existem muitos alunos aguardando para receberem
atendimento especializado nestas unidades de referência, e, como nos últimos anos, o
aumento pela procura se expandiu, ocasionou uma sobrecarga em atender todos esses
alunos e uma fila de espera na rede municipal.
Para suprir essa lacuna, alguns projetos estão em andamento para aumentar o
número de vagas na rede de ensino, possibilitando assim que mais crianças e
adolescentes possam participar de todos os projetos oferecidos e que além da matrícula
os alunos tenham assegurados o acompanhamento educacional especializado, o plano de
desenvolvimento individual e o professor de apoio ou mediador se for necessidade do
aluno autista.
SANTOS (2008) afirma que é muito importante o papel da escola na investigação
diagnóstica, por ser a escola o local onde o aluno irá interagir socialmente, como também
se adaptar às regras da instituição de ensino, seja por meio de estímulos verbais,
reforçadores sociais como elogios para com os educandos com autismo.
Quando abordamos, portanto, o ensino regular na perspectiva da educação
inclusiva, é muito importante garantir aos alunos com TEA não apenas a matrícula nesses
espaços regulares, mas, também, assegurar a presença do professor de apoio (se
necessário), que eles sejam especializados e que possam desenvolver um plano individual
especializado para as especificidades dos alunos atendidos, que a escola seja acolhedora
e que estenda o acolhimento aos pais e familiares desses alunos dentro do espectro
autista, fortalecendo a rede de apoio que o educando necessita.
STAINBACK e STAINBACK (1999) demonstram que as abordagens de manejo da
sala de aula, não podem ser negligenciadas nas práticas inclusivas, e o sucesso depende
dos sentimentos, os autores demonstram a importância do preparo do plano de aula
como também do preparo emocional do professor, o professor pode influenciar e
desestabilizar um comportamento inadequado ao aluno com maior sensibilidade por
apresentar irritação ao ministrar a aula, ou usar de alteração de voz, estresse ou punição
descontrolada, o respeito deve se estender ao aluno como também ao professor, insistir
na formação continuada dos professores é importante para saber agir na adversidade
como manter o controle emocional é fundamental para evitar situações desnecessárias
no cotidiano escolar.
MIRANDA e FILHO (2012, p.12) salientam que. ‘’Nesse processo, o educador
precisa saber potencializar a autonomia, a criatividade e a comunicação dos estudantes,
e, por sua vez, tornar-se produtor de seu próprio saber’’. A mediação escolar só é possível
através do trabalho do educador engajado nas práticas inclusivas, um papel fundamental
no processo de inclusão escolar, ser referência para o aluno e através do planejamento
construir uma relação baseada na confiança estabelecendo constante contato com o
aluno e a turma que ele esteja inserido.
Entender todos os projetos educacionais inclusivos envolvidos na cidade de
Uberaba-MG, utilizar de pesquisas aos órgãos competentes e secretárias responsáveis,
bem como todo material local disponível e todas as ações voltadas para que de fato esses
alunos dentro do espectro TEA possam ser assistidos nas suas particularidades
educacionais e poder descrever toda uma dinâmica dessa pesquisa relatando que embora
encontrem muitos obstáculos e superações a ser vivenciados, ressaltar todas as
propostas e ações efetivas que estão acontecendo e que trouxe o título de referência a
cidade é a resposta de todo esse trabalho voltado para as práticas inclusivas com foco nas
potencialidades desses alunos unindo com o trabalho exemplar de uma equipe
multiprofissional e multidisciplinar que por diversas vezes se reinventam para adequar os
espaços e fornecer um atendimento de qualidade aos educandos dentro do espectro
autista atendidos pela rede de ensino municipal.

4. CONSIDERAÇÕES FINAIS

Conclui-se que a pesquisa demonstrou que depois da Lei Federal 12.764 de 2012,
houve um aumento expressivo de alunos com deficiência nas escolas regulares de ensino,
consequentemente o aumento destes educandos nas escolas municipais no município de
Uberaba-MG.
Após a lei Berenice Piana muitos alunos com autismo que estudavam nas escolas
especiais ingressaram nas escolas regulares na perspectiva da educação inclusiva. Pelo já
exposto, podemos levantar algumas questões que contribuem para a reflexão e a análise
dos processos educacionais envolvendo a perspectiva inclusiva de alunos com TEA.
Dessa forma, para uma integração e inclusão do aluno e aluna com autismo nos
espaços educacionais regulares, é necessário o cumprimento efetivo da legislação federal
vigente, assim como também ofertar e proporcionar uma escolarização inclusiva efetiva.
Compreender que a inclusão não está restrita apenas ao acesso dos alunos neuro
diversos ou com deficiências, mas se trata de uma perspectiva mais ampla, na qual a
convivência diversa e respeitosa das diferenças contribui para a empatia bem como para
o desenvolvimento pessoal e os relacionamentos interpessoais.
Aprender com as diferenças, portanto, é vantajoso para o convívio em sociedade.
Portanto o espaço inclusivo é um espaço de grandes oportunidades de
desenvolver capacidades e, ao mesmo tempo nutrir valores respeitando o outro e todas
as diferenças.
É significativo pensar que a inclusão não corresponde apenas à garantia de
matrícula dos estudantes com TEA, mas vai além e implica em um acolhimento afetivo,
humanizado com o olhar sensível.
Para além das estratégias pedagógicas e que rege a legislação, é necessária uma
visão elaborada em sentimentos que coloquem em prática ações voltadas nas
especificidades de cada aluno, dentro do espectro autista. Saber que não se pode
modificar uma sociedade e transformá-la em inclusiva, mas cooperar para que de fato
aconteça.
A escola é, portanto, um lugar privilegiado para questões vivenciadas que envolve
toda comunidade escolar. Ter uma gestão voltada para garantir as práticas educacionais
inclusivas e com olhar humanizado para as questões sociais só acrescenta no processo de
inclusão.
A responsabilidade em receber o aluno com autismo se estende também ao seu
grupo de apoio. Esta interação fará toda diferença nos resultados positivos educacionais
do educando como também seu progresso numa visão ampla e geral.
A rede municipal de ensino de Uberaba vem desempenhando a escolarização dos
alunos com autismo com excelência, proporcionando o que rege a legislação e
garantindo a estes alunos uma educação de qualidade. O olhar voltado para a inclusão se
faz necessário nas práticas pedagógicas inclusivas, nas estratégias e ações trabalhadas no
cotidiano com os alunos com TEA.
Abordar, portanto, em temas de relevância com foco na conscientização da
comunidade escolar faz parte do processo de incluir, ressaltar a importância da
convivência da diversidade nos espaços escolares e os ganhos que essa convivência traz
para a sociedade.
Com o avanço positivo do modelo adotado pelo munícipio, à espera de que outras
cidades possam seguir o exemplo e ofertar uma educação inclusiva de qualidade aos
educandos que estão no espectro autista favorecem uma inclusão efetiva visando além
da aprendizagem do educando uma inserção ampla do que é inclusão escolar e os
benefícios dessa prática.
Para a sociedade no geral, mudar o olhar voltado para os neuro atípicos e seus
familiares, entender que o acolhimento e menos julgamentos contribuirão para uma
sociedade mais justa no futuro e todo esse movimento a favor da inclusão possa oferecer
qualidade de vida e muita contribuição para as pessoas com autismo.

5. REFERÊNCIAS
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