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Características de Árvores Brasileiras

O documento descreve diversas espécies de árvores brasileiras, incluindo suas características morfológicas, habitat e importância ecológica. São apresentadas informações sobre altura, diâmetro do tronco, tipo e arranjo das folhas, flores e frutos.

Enviado por

Glauco Barros
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O documento descreve diversas espécies de árvores brasileiras, incluindo suas características morfológicas, habitat e importância ecológica. São apresentadas informações sobre altura, diâmetro do tronco, tipo e arranjo das folhas, flores e frutos.

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ARVORES

AROEIRA BRAVA - Árvore de 4 a 12 m de altura. Caule tortuoso, com casca fina,


áspera e de coloração acinzentada. Folhas alternas, compostas, imparipinadas, com
pecíolo alado, com 3 a 5 folíolos, oblongos a oblongos-lanceolados,ápice agudo, base
afilada, membranáceos, bordos liso, nervura central proeminente em ambas as faces
e com cheiro característico de manga. Flor reunida em panículas nas axilas das
folhas,de coloração amarelo-esverdeadas, pequenas, com cerca de dois mm, cobertas
de pelos e com forte cheiro de manga. Fruto drupa globosa, acinzentado-escuro quando maduro, com cercade
0,5 cm de comprimento e com uma semente negra.

CEDRO ROSA - Espécie arbórea com altura de 8-35 m e tronco com até 90 cm de diâmetro.
Folhas alternas, espiraladas, compostas pinadas, com folíolos oval-lanceolados de até 18 cm
de comprimento. Os frutos são cápsulas deiscentes, com sementes monaladas. Planta decídua
que ocorre preferencialmente em solos úmidos e profundos, como os encontrados em vales e
planí[Link]-se no interior de florestas primárias, mas também pode ser encontrada
em capoeiras. Floresce entre os meses de agosto e setembro e o amadurecimento dos frutos
ocorre com a árvore com a árvore totalmente desfolhada, entre junho e agosto.

IPE ROXO - Espécie com 20-35 m de altura e tronco com 60-80 cm de diâmetro.
As folhas são compostas palmadas, 5-folioladas e os folíolos, quase glabros,
possuem de 5-13 cm de comprimento por 3-4 cm de largura. As flores são
reunidas em inflorescências terminais, com coloração roxa e, raramente, branca.
Os frutos são vagens que contêm sementes aladas, próprias para a dispersão
pelo vento. Planta decídua característica de formações abertas da floresta pluvial
do alto da encosta atlântica. Floresce durante os meses de agosto e setembro e
a maturação dos frutos ocorre a partir do final de setembro até meados de outubro. Além disso, produz,
anualmente, grande quantidade de sementes. Entre Agosto e Outubro) ocorre a queda das folhas, a floração e
após alguns dias as folhas voltam a brotar.

MOSCADEIRA - Esta planta produz a noz moscada, especiaria versátil para doces e
salgados, empreagada na perfumaria (moscada quer dizer aromática) e tabacaria, usada
desde os antigos povos romanos. Ah, essa todo mundo conhece... Mas, ao menos no
Brasil, uma outra especiaria produzida por esta árvore não é assim tão conhecida: o
macis.

PAU BRASIL - O pau-brasil (Caesalpinia echinata) é uma leguminosa nativa da Mata


Atlântica, no Brasil, também chamado arabutã, ibirapiranga, ibirapitanga, ibirapitá,
orabutã, pau-de-pernambuco, pau-de-tinta, pau-pernambuco e pau-rosado. A árvore
alcança entre dez e quinze metros de altura e possui tronco reto, com casca cor cinza-
escuro, coberta de acúleos, especialmente nos ramos mais jovens. As flores nascem
em meados de setembro (início da primavera) e duram até meados de novembro. Possuem quatro pétalas
amarelas e uma menor vermelha, muito aromáticas. No centro das flores, encontram-se dez estames e um
pistilo com ovário súpero alongado.

ARATICUM MAROLO - O maroleiro é uma árvore de 6 a 8 m de altura, da família das


anonáceas, incidente nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, interior de
São Paulo e em partes isoladas de Goiás, Mato Grosso, Tocantins, Maranhão e leste
da Bahia. Mas o fruto é mais apreciado em Minas Gerais. O seu tronco é reto com
galhos tortuosos, a casca é corticosa, fendida e grossa. Possui folhas ovadas,
coriáceas, flores verde-amarelas que ocorrem entre novembro e janeiro, com
polinização entomófila, mais especificamente pelo besouro ciclocéfalo.
SUCUPIRA BRANCA - Espécie arbórea com 8-16 m de altura e tronco com 30-40 cm de
diâmetro revestido por casca pardo-amarelada com ritdoma lenticelado e estriado. A
copa alongada é dotada de folhas alternas, estipuladas, compostas imparipinadas, com
20-36 folíolos oblongos a lanceolados, de 3-4 cm de comprimento. Suas flores são
esbranquiçadas ou róseas, dispostas em inflorescências apicais amplas. Os frutos são
sâmaras contendo óleo amargo na estrutura alveolar da região central. Planta decídua
característica de terrenos secos e arenosos do cerrado e de sua transição para a floresta semidecídua. Sua
dispersão é irregular e descontínua, ocorrendo em agrupamentos densos e muitas vezes até em populações
puras. Floresce em setembro-outubro. A maturação dos frutos ocorre de junho a julho, com a planta quase
totalmente despida de folhagem. É uma espécie muito ornamental e pode ser utilizada com sucesso na
arborização urbana de ruas e praças. Além disso, por ser uma espécie tolerante à luz direta e pouco exigente
em relação ao solo, é de grande importância nos reflorestamentos mistos destinados a áreas degradadas.

TIMBÓ - Árvore caducifólia com cerca de 5-15 m de altura e 20 a 30 cm de diâmetro. A casca


externa, nas árvores mais jovens, é cinza-clara, lisa a quase lisa, escamosa e com presença de
lenticelas. As folhas são alternas, compostas, imparipinadas, com 20 a 40 cm de comprimento,
contendo de 21 a 30 folíolos alternos, lanceolados. As flores são amareladas, reunidas em
inflorescência, com até 15 cm de comprimento e os frutos medem de 2,2 a 2,7 cm de
comprimento por 0,8 cm de largura, de cor amarelo-clara, com uma ala pequena ao largo da
sutura superior e com a semente visível no centro. Ocorre de forma natural nos estados do Paraná, Rio de
Janeiro, Rio Grande do Sul, Santa Cataria e São Paulo. É uma espécie precursora e agressiva, jamais
encontrada no interior de florestas. Apresenta regeneração natural intensa fora da floresta primária e por isso
é indicada para conservação, recuperação de solos e de ecossistemas degradados.

SAPUCAINHA - Espécie arbórea com 5-20 m de altura e 10-40 cm de diâmetro. Suas folhas
são simples, pubescentes quando jovens e com 10-18 cm de comprimento quando adultas.
As flores são inicialmente brancas, tornando-se, com o tempo, amareladas com a zona
central das pétalas de coloração marrom-parda. Existem plantas masculinas, femininas e
hermafroditas. Os frutos são cápsulas globulares de coloração verde-escura.
Ocorre naturalmente no sul da Bahia, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de janeiro e São
Paulo. Planta perenifólia ou semidecídua, indiferente às condições físicas do solo,
característica da mata pluvial atlântica. Sua freqüência é muito baixa, ocorrendo predominantemente nas
planícies aluviais, tanto na mata primária como nas formações secundárias. Floresce durante quase o ano todo,
predominando entre os meses de junho a setembro. Os frutos amadurecem em agosto-setembro e são
atrativos para animais silvestres, principalmente roedores. Por esse motivo é muito empregada na arborização
de ruas e praças, bem como reflorestamentos.
ÁRVORE DA CHUVA - Árvore com altura entre 15 e 25 m e tronco de 40-80 cm de
diâmetro. Folhas compostas imparipinadas, com 15-29 folíolos opostos e glabros, de
4-7 cm de comprimento. Ocorre na floresta pluvial da encosta atlântica desde o sul
da Bahia até São Paulo. Planta semidecídua característica da mata pluvial atlântica.
É frequentemente encontrada em encostas e topos de morros onde a drenagem é
rápida. Apesar de ser característica da floresta primária, pode ser encontrada em
formações secundárias mais desenvolvidas. Produz anualmente grande quantidade de sementes viáveis.

CHUVA DE OURO - Espécie arbórea com altura de 10-20 m e tronco colunar bifurcado
próximo à base, de 30-40 cm de diâmetro, revestido por casca pardacenta fina com
ritdoma lenticelado. Suas folhas são opostas cruzadas, simples, glabras e com nervuras
proeminentes na face inferior. As flores amarelas e vistosas são reunidas em
inflorescências. Planta semidecídua característica da floresta pluvial da região
Amazônica. Ocorre tanto no interior da mata como em formações secundárias. Floresce durante os meses de
fevereiro-maio e a maturação dos frutos ocorre em setembro-outubro. A árvore é extremamente ornamental
para fins paisagísticos e é de grande importância para plantio de áreas degradadas destinadas a preservação.
SANSÃO DO CAMPO - Planta espinhenta de 5-8 metros de altura, dotada de copa
baixa e densa, e tronco com 20-30 cm de diâmetro. As folhas são alternas
espiraladas, compostas bipinadas, geralmente com 3 pares de pinas opostas,
glabros, de 3-8 cm de comprimento. Flores brancas dispostas em inflorescências e
frutos secos de coloração marrom. Ocorre naturalmente na caatinga, do Maranhão
até a Bahia. Planta decídua, pioneira, característica da vegetação da caatinga.
Ocorre preferencialmente em solos profundos, tanto em formações primárias como secundárias. Produz
anualmente grande quantidade de sementes viáveis e suas flores são melíferas.

TUCANEIRO - Espécie arbórea com 8-20 metros de altura, dotada de copa rala e tronco
com 40-60 cm de diâmetro, revestida por casca com coloração parda e ritidoma
escamoso. As folhas são opostas cruzadas, simples e de margens pouco onduladas.
Face inferior com coloração mais clara e nervuras proeminentes. As flores são brancas,
pouco vistosas e dispostas em inflorescências. Os frutos são bagas vermelhas e vistosas
contendo 1-4 sementes. Ocorre naturalmente da Bahia ao Rio Grande do Sul. Planta
decídua característica das florestas de galeria e pluvial atlântica. É rara fora da faixa
litorânea, podendo ser encontrada apenas em matas ciliares. Ocorre preferencialmente
em terrenos úmidos e até mesmo brejosos e produz anualmente grande quantidade de
sementes que são dispersas pela avifauna. A floração ocorre durante os meses de outubro e dezembro a
maturação dos frutos ocorre entre janeiro e março. É uma espécie pioneira e de rápido crescimento,
indispensável nos plantios destinados à recuperação de áreas deradadas.

PINHEIRO DO PARANÁ - Espécie da classe dos pinheiros (gminospermas) com 20-


50 m de altura e tronco retilíneo com 90-180 cm de diâmetro. Suas folhas são
aciculadas, coriáceas e glabras. A planta jovem possui forma piramidal e bem
diferente da adulta. Ocorre naturalmente em regiões de altitudes acima de 900 m de
Minas Gerais, Rio de Janeiro, até o Rio Grande do Sul. Planta perenifólia, pioneira,
característica de regiões de altitude onde forma as chamadas "mata de pinhais".
Ocorre, geralmente, na forma de agrupamentos quase homogêneos, dominando
completamente o dossel. A maturação das pinhas ocorre nos meses de abril-maio, somente vinte meses após
o inicio da formação dos órgãos reprodutivos femininos.

MUTAMBO - Espécie arbórea com altura entre 8-16 m e tronco com 30-50 cm de diâmetro,
revestido por casca acinzentada com ritidoma escamoso. Suas folhas são simples,
ovaladas, cobertas por pubescência em ambas as faces e com 10 a 13 cm de
comprimento por 4 a 6 cm de largura. Os frutos são cápsulas grosseiras de coloração
escura e polpa seca e adocicada. Ocorre na floresta latifoliada semidecídua, em
praticamente todo o país. Planta semidecídua, pioneira, característica das formações
secundárias da floresta semidecídua da bacia do Paraná. Sua dispersão é ampla, porém
irregular e descontínua, ocorrendo também em outras formações com altitudes de até 800 m. A floração ocorre
a partir do final do mês de setembro, prolongando-se até o inicio de novembro. A maturação dos frutos ocorre
em agosto-setembro, entretanto, permanecem na árvore.

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