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Direito Público e Privado em Moçambique

Este documento discute as várias constituições de Moçambique desde 1975 e as principais alterações feitas em cada uma. Também explora a diferença entre direito público e privado e fornece exemplos de subdivisões de cada um.

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Beres Sange
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Direito Público e Privado em Moçambique

Este documento discute as várias constituições de Moçambique desde 1975 e as principais alterações feitas em cada uma. Também explora a diferença entre direito público e privado e fornece exemplos de subdivisões de cada um.

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UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE

Instituto de Educação à Distância

Tema: Constituição da República de Moçambique a primeira de 1975/2018

Direito publico versos Direito Privado

Nome: Salavia Eugenio Martinho


Código do Estudante: 708211992

Curso: Administração Pública


Disciplina: Direito Constitucional, Público e Privado
Ano de Frequência: 2⁰ ano

Docente: Zeca Francisco Tomocene

Nampula, novembro, 2022


UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MOÇAMBIQUE
Instituto de Educação à Distância

Tema: Constituição da República de Moçambique a primeira de 1975/2018

Direito publico versos Direito Privado

Nome: Salavia Eugenio Martinho


Código do Estudante: 708211992

Curso: Administracao Publica


Disciplina: Direito Constitucional, Público e Privado
Ano de Frequência: 2⁰ ano

Universidade católica de Moçambique


Instituto a distancia – este trabalho é de carater avaliativo
da cadeira de Direito Constitucional, Público e Privado,
lecionado pelo docente, Zeca Francisco Tomocene

Nampula, novembro, 2022


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Índice
Introdução ......................................................................................................................... 1

Constituição de 1975 ........................................................................................................ 2

Constituição de 1990 ........................................................................................................ 2

Constituição de 2004 ........................................................................................................ 3

Constituição da República de Moçambique – Col. Legislação Atualização I – outubro


de 2018 ............................................................................................................................. 3

Pág. 10 É redigido o artigo 8.º. ......................................................................................... 4

Estado unitário (Pág. 10 É redigido o artigo 8º) ............................................................... 4

Princípios gerais do sistema eleitoral (Pág. 34 É redigido o artigo 135.º) ...................... 4

Princípios gerais do sistema eleitoral ............................................................................... 4

Direito publico e Direito privado...................................................................................... 4

Subdivisões do Direito Público ........................................................................................ 4

Direito Constitucional ...................................................................................................... 5

Direito Administrativo...................................................................................................... 5

Direito Tributário.............................................................................................................. 5

Direito Processual ............................................................................................................. 5

Direito penal ..................................................................................................................... 5

Direito Internacional Público............................................................................................ 6

Subdivisões do Direito Privado ........................................................................................ 6

Direito Civil ...................................................................................................................... 6

Direito Comercial ............................................................................................................. 6

Direito do Consumidor ..................................................................................................... 6

Direito do Trabalho .......................................................................................................... 6

Direito Internacional Privado. .......................................................................................... 7

Fontes do Direito .............................................................................................................. 7

Conclusão ......................................................................................................................... 8

Bibliografia ....................................................................................................................... 9
Introdução

No presente trabalho de campo da cadeira de Direito Constitucional, Público e Privado


irei falar sobre Constituição da República de Moçambique a primeira de 1975/2018
Direito publico versos Direito Privado. A primeira Constituição de Moçambique entrou
em vigor em simultâneo com a proclamação da independência nacional em 25 de junho
de 1975. Nesta altura, a competência para proceder a revisão constitucional fora atribuída
ao Comité Central da Frelimo até a criação da Assembleia com poderes constituintes, que
ocorreu em 1978. Considerando a importância da constituição como a “lei-mãe” do
Estado moçambicano, e daí a necessidade do seu conhecimento pelos cidadãos, de
seguida é feita uma breve menção sobre a evolução constitucional de Moçambique

A Lei n.º 1/2018, de 12 de junho, revê pontualmente a Constituição da República para


ajustá-la ao processo de consolidação da reforma democrática do Estado, ao
aprofundamento da democracia participativa e a garantia da paz, reiterando o respeito aos
valores e princípios da soberania e da unicidade do Estado.

1
Constituição de 1975

Caldeira (2020) Diz, tendo como um dos objetivos fundamentais “a eliminação das
estruturas de opressão e exploração coloniais... e a luta contínua contra o colonialismo e
o imperialismo”, foi instalado na República Popular de Moçambique (RPM) o regime
político socialista e uma economia marcadamente intervencionista, onde o Estado
procurava evitar a acumulação do poderio económico e garantir uma melhor
redistribuição da riqueza.

Esta Constituição sofreu seis alterações pontuais, designadamente: em 1976, em 1977,


em 1978, em 1982, em 1984 e em 1986.

Destas, merece algum realce a alteração de 1978 que incidiu maioritariamente sobre os
órgãos do Estado (sua organização, competências, entre outros), retirou o poder de
modificar a Constituição do Comité Central da Frelimo e retirou a competência legislativa
do Conselho de Ministro (uma vez criada a Assembleia, popular que teria estas
competências) e a de 1986 que fora motivada pela institucionalização das funções do Presidente
da Assembleia Popular e de Primeiro-Ministro, criados pela 5ª Sessão do Comité Central do
Partido Frelimo.

Constituição de 1990

Caldeira (2020) Diz a revisão constitucional ocorrida em 1990 trouxe alterações muito
profundas em praticamente todos os campos da vida do País. Estas mudanças que já
começavam a manifestar-se na sociedade, principalmente na área económica, a partir de
1984, encontram a sua concretização formal com a nova Constituição aprovada.
Resumidamente, podemos citar alguns aspectos mais marcantes, como sejam:

✓ Introdução de um sistema multipartidário na arena política, deixando o partido


Frelimo de ter um papel dirigente e passando a assumir um papel histórico na
conquista da independência;
✓ Inserção de regras básicas da democracia representativa e da democracia
participativa e o reconhecimento do papel dos partidos políticos;
✓ Na área económica, o Estado abandona a sua anterior função basicamente
intervencionista e gestora, para dar lugar a uma função mais reguladora e
controladora (previsão de mecanismos da economia de mercado e pluralismo de
sectores de propriedade);

2
✓ Os direitos e garantias individuais são reforçados, aumentando o seu âmbito e
mecanismos de responsabilização;
✓ Várias mudanças ocorreram nos órgãos do Estado, passam a estar melhor
definidas as funções e competências de cada órgão, a forma como são eleitos ou
nomeados;
✓ Preocupação com a garantia da constitucionalidade e da legalidade e consequente
criação do Conselho Constitucional; entre outras.

A CRM de 1990 sofreu três alterações pontuais, designadamente: duas em 1992 e uma
em 1996. Destas merece especial realce a alteração de 1996 que surge da necessidade de
se introduzir princípios e disposições sobre o Poder Local no texto da Constituição,
verificando-se desse modo a descentralização do poder através da criação de órgãos locais
com competências e poderes de decisão próprios, entre outras (superação do princípio da
unidade do poder).

Constituição de 2004

Caldeira (2020) privilegia esta é a última revisão constitucional ocorrida em


Moçambique. Fora aprovada no dia 16 de novembro de 2004. Não se verifica com esta
nova Constituição uma rutura com o regime da CRM de 1990, mas sim, disposições que
procuram reforçar e solidificar o regime de Estado de Direito e democrático trazido em
1990, através de melhores especificações e aprofundamentos em disposições já existentes
e também pela criação de novas figuras, princípios e direitos e elevação de alguns
institutos e princípios já existentes na legislação ordinária à categoria constitucional.

Constituição da República de Moçambique – Col. Legislação Atualização I –


outubro de 2018

Carlos (2018) fala outubro de 2018 A Lei n.º 1/2018, de 12 de junho, revê pontualmente
a Constituição da República para ajustá-la ao processo de consolidação da reforma
democrática do Estado, ao aprofundamento da democracia participativa e a garantia da
paz, reiterando o respeito aos valores e princípios da soberania e da unicidade do Estado.
De modo a garantir a atualidade da obra Constituição da República de Moçambique, são
indicados, neste documento, os textos que sofreram alterações e a sua redação atual.

3
Pág. 10 É redigido o artigo 8.º.

Estado unitário (Pág. 10 É redigido o artigo 8º)

1. A República de Moçambique é um Estado unitário.


2. O Estado orienta-se pelos princípios da descentralização e de subsidiariedade.
3. O Estado respeita na sua organização e funcionamento, a autonomia dos órgãos
de governação provincial, distrital e das autarquias locais. [Redação introduzida
pela Lei n.º 1/2018, de 12 de junho.]

Princípios gerais do sistema eleitoral (Pág. 34 É redigido o artigo 135.º)

Princípios gerais do sistema eleitoral

1. O sufrágio universal, direto, igual, secreto, pessoal e periódico constitui a regra


geral de designação do Presidente da República, dos deputados da Assembleia da
República, dos membros das assembleias provinciais, dos governadores de
Província, das assembleias distritais, dos administradores de Distrito, dos
membros das assembleias autárquicas e dos presidentes dos conselhos
autárquicos.
2. O apuramento dos resultados das eleições obedece ao sistema de representação
proporcional.

Direito publico e Direito privado

Afirma Costa & Oliveira (2016) “Historicamente, o Direito tem sido dividido em dois
grandes grupos. De um lado está o Direito Público e do outro, o Direito Privado. É bem
verdade que essa distinção não é perfeita. Em alguns ramos do Direito Privado, podem
ser encontradas características do Direito Público e vice-versa. A distinção é importante,
todavia, para que nós possamos compreender dois conceitos extremos e, a partir deles,
entender as variações. É como, após conhecer o preto e o branco, estar apto a classificar
as coisas em vários tons de cinza”. (p. 14)
De acordo Costa & Oliveira (2016) “Direito público: compreendido como aquele em que
um dos sujeitos da relação jurídica é o próprio Estado. Direito privado, compreende os
ramos do Direito em que se disciplinam as relações entre os particulares”. (p. 14)

Subdivisões do Direito Público

Conforme Costa & Oliveira (2016) “Quando subdividimos o Direito Público (e mesmo
o Direito Privado), temos por objetivo compreender as diversas áreas específicas as quais
se pode perceber o uso do Direito na produção de normas sociais. Nesse sentido é que a
literatura jurídica expressa – com algumas pequenas variações de livro para livro – que
os principais ramos do Direito Público são:” (p. 15)

4
✓ Direito Constitucional;
✓ Direito Administrativo;
✓ Direito Tributário;
✓ Direito Processual;
✓ Direito Penal;
✓ Direito Internacional Público.

Direito Constitucional

Conforme Costa & Oliveira (2016) “É o ramo encarregado das normas jurídicas que
constituem um Estado, definem a sua estrutura e sua forma de organização, além de versar
sobre os direitos e as garantias das pessoas. Vamos falar sobre isso mais adiante em
capítulo próprio.” (p. 16)

Direito Administrativo

De acordo Costa & Oliveira (2016) “É compreendido como aquele ramo do Direito que
se ocupa das normas jurídicas, dos princípios que regem as atividades administrativas do
Estado e também da sua organização administrativa.” (p. 16)

Direito Tributário

Conforme Costa & Oliveira (2016) “Cuida dos critérios pelos quais o Estado arrecadará
os valores necessários (tributos) para bem administrar os interesses sociais.” (p. 16)

Direito Processual

Afirma Costa & Oliveira (2016) “Consiste em um ramo específico do Direito que
congrega as normas que orientam as pessoas (físicas e jurídicas – incluindo a própria
figura estatal) sobre o modo pelo qual podem obter uma solução do Estado em relação
aos conflitos específicos.” (p. 17)

Direito penal

Conforme Costa & Oliveira (2016) “Também apresenta as normas jurídicas de


natureza pública. Essa afirmação decorre do fato de caber ao Estado a titularidade pela
punição àqueles que cometem crimes. Houve um tempo em que as coisas eram diferentes:
os homens faziam justiça com as próprias mãos. Esse tempo era chamado de justiça
privada. Nos dias de hoje, a sociedade e o Direito entendem que somente o Estado tem a
prerrogativa de aplicar uma pena ao indivíduo que resolve cometer um crime, ou seja,
transgredir uma norma de natureza penal.” (p. 18)

5
Direito Internacional Público.

As suas normas jurídicas são bastante peculiares. Partem de princípios e de pressupostos


específicos.

Subdivisões do Direito Privado

Conforme Costa & Oliveira (2016) “As normas jurídicas de Direito Privado são aquelas,
como vimos, que regulamentam as relações entre particulares, ou seja, pessoas físicas ou
jurídicas que não integram a estrutura do Estado.” (p. 19)

✓ Direito Civil
✓ Direito Comercial
✓ Direito do Consumidor
✓ Direito do Trabalho
✓ Direito Internacional Privado.

Direito Civil

Que por muitos é chamado de Direito Privado Comum, já que congrega as normas
jurídicas gerais sobre as relações pessoais, familiares e patrimoniais.

Direito Comercial

Já possuiu uma legislação própria – como vários outros ramos do Direito possuem. Ele
era denominado Código Comercial.

Direito do Consumidor

Regulamenta um ramo específico das relações comerciais. Por meio de um contrato se


pressupõe, geralmente, que as partes possuam capacidades equivalentes, ou seja,
igualdade de condições.

Direito do Trabalho

Regulamenta relações sociais entre particulares. E, assim como no Direito do


Consumidor, as relações são comumente estabelecidas de maneira desigual.

6
Direito Internacional Privado.

Conforme Costa & Oliveira (2016) “Suas normas tratam dos conflitos de
legislações estrangeiras. É nessa esfera do Direito que vamos encontrar normas
que nos ajudam a resolver o conflito que se estabelece, por exemplo, quando duas
pessoas casadas – sendo que uma é de um país e outra de outro – resolvem se
divorciar.” (p. 21)
Fontes do Direito

Na perspetiva Souza (2015) “A palavra fonte nos remete à ideia de nascente e nascente,
por sua vez, remete-nos à origem. A expressão metafórica ‘Fontes do Direito’ indica os
meios pelos quais se formam as regras jurídicas” (14)

As fontes diretas: são aquelas que, pela sua própria força, geram uma regra jurídica.
Cumprem essa função a lei e o costume.

As fontes indiretas: são aquelas que, embora não gerem, independentemente, uma regra
de imediato, exercem grande influência para a elaboração da norma. Este papel é
desempenhado pela doutrina e pela jurisprudência

7
Conclusão

Chegando a este ponto de trabalho concluo que o conceito mais clássico de Direito nos
ensina que ele se constitui em um conjunto de normas que são impostas para regular as
condutas humanas e assim prevenir os conflitos. Seu objetivo, portanto, é prevenir a paz
social de qualquer ameaça. Você pode agora estar pensando – com um pouco de
descrédito na atual realidade social – que a nossa sociedade não tem vivido uma paz assim
tão evidente. E, de fato, não é difícil compreender que há vários motivos para que
possamos fazer essa afirmação. Acontece que o Direito não é exatamente a solução dos
conflitos. Ele é um entre vários outros métodos pelos quais a sociedade pode se organizar.
O Direito é o que se produz a partir da solução dos conflitos sociais.

8
Bibliografia
Oliveira, J. R., & Costa, T. F. (2016). Instituicoes de direito publico e privado (3 ed.).
Sao paulo, Brasil: CAPES.

Souza, S. C. (2015). Introducao ao direito publico. Sao paulo, Brasil: UFMT.

Cadeira. S. Evolução constitucional na república de moçambique. Recuperado em


http://Evolucao%20Constitucional%20Na%20Republica%20De%20Mocambique.pdf

Carlos D. coleção legislação – atualizações online. Recupedo em


https://www.pluraleditores.co.mz/content/actualizacoes/PLMCLCRMZ_20182988_AtO
n1.

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