INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE ANGOLA – ISTA
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Criado pelo Decreto nº 24/07 do Conselho de Ministros, em 07 Maio de 2017
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS SOCIAIS E HUMANAS
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
ACONSELHAMENTO
JUNG E A PRATICA DA PSICOTERAPIA ANALITICA
Grupo nº: 01
2º Ano
Período: Tarde
Curso: Psicologia
Sala nº 02
Docente
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Paulo Van-Dúnem Paim
CAXITO-2022/2023
INSTITUTO SUPERIOR TÉCNICO DE ANGOLA (ISTA)
POLO-CAXITO
DEPARTAMENTO DE PSICOLOGIA
ACONSELHAMENTO
JUNG E A PRATICA DA PSICOTERAPIA ANALITICA
Trabalho apresentado ao ISTA/Bengo como parte
necessária do requisito parcial para a obtenção de uma nota
na Disciplina de Aconselhamento, orientado pelo Professor
Paulo Van-Dúnem S. Paim
Autores:
Ana Maria Cazequeza
Borges João
Domingos Lemos Dias Dos Santos
Manuel João Caculo Bernardo
Margarida Manuela Gonçalo António Prata
Maria António Domingos da Silva
Paulo Sargento Francisco Muxito
Pedro Garcia Félix João
Rodrigo Sacamboa Caumba
CAXITO-2022/2023
ÍNDICE
1. INTRODUÇÃO BIOGRÁFICAS: CARL JUNG..................................................................1
2. PRINCÍPIOS TEÓRICOS DA PSICOLOGIA JUNGUIANA...............................................2
2.1. Teoria da Personalidade...................................................................................................2
2.1.2. Arquétipos.....................................................................................................................3
2.1.3. Tipos de Personalidade..................................................................................................3
2.2- Teoria da Psicopatologia..................................................................................................3
2.3. A Pratica da Terapia Junguiana........................................................................................4
2.4. Estágios da jornada rumo à individualização...................................................................4
3. CONCLUSÃO........................................................................................................................6
4. BIBLIOGRAFIA....................................................................................................................7
1. INTRODUÇÃO BIOGRÁFICAS: CARL JUNG
Carl Gustav Jung nasceu em Kesswill, Suíça, em 1875 e morreu em Zurique em 1961.
Seus pais haviam perdido dois filhos bebés, de modo que Carl ficou sendo filho único até
nascer sua irmã, nove anos mais tarde. Na juventude, Jung recordava-se de ter enfrentados
muitos temores e inseguranças. A mãe, dona-de-casa, ficou doente e teve de se afastar durante
um tempo significativo quando Jung estava com 3 anos. A criança sentiu essa ausência como
um terrível e assustador abandono. O pai de Jung, pastor, responsabilizou-se pelo
desenvolvimento intelectual do filho, ensinando-lhe latim muito cedo. Jung contava que sua
mãe também era intelectualmente orientada, muitas vezes lendo para ele a respeito de
religiões exóticas do mundo.
Antes de decidir pelo curso de medicina, que concluiu em 1900, Jung pensou em
seguir as carreiras de Arqueologia e Teologia. Não obstante, ele continuou a desenvolver seu
interesse pelos fenómenos espirituais, trabalhando com Eugene Bleuler em um hospital de
doentes mentais em Zurique, e mais tarde com Pierre Janet em Paris.
Jung casou-se com Emma Rauschenbach em 1903, e o casal teve quatro filhas e um
filho. Embora tenha passado a maior parte da vida na Suíça, Jung viajava frequentemente para
satisfazer sua ávida curiosidade sobre diferentes culturas e hábitos humanos. Carl Jung
começou a se corresponder com Sigmund Freud em 1906 e viajou para Viena com a família
em 1907 por uma semana, para ter vida social e conhecer Freud e os membros do circulo
psicanalítico de Viena. Os dois passaram juntos 13 horas diretas, depois de uma reunião de
quarta-feira do grupo de Freud, desfrutando intensamente da companhia intelectual um do
outro.
Freud, Jung e Adler foram contemporâneos, familiarizados uns com os outros, vivendo
em mundos parecidos, e usando de terminologia semelhante para explorar e enunciar ideias
relativamente novas sobre o comportamento humano que circulavam na época. Contudo, há
grandes diferenças entre a vida familiar e a posição profissional. O pai de Jung, um pastor, e
seu avô, médico, eram conhecidos como intelectuais e politicamente radicais.
O mundo de Jung era muito maior que sua Suíça natal. Ele viajou para muitas terras
distantes, inclusive Uganda, Quénia, Novo México, Tunísia e Argélia. Leu extensamente
sobre religião, mitologia, folclore, filosofia e teologia.
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2. PRINCÍPIOS TEÓRICOS DA PSICOLOGIA JUNGUIANA
Enquanto Freud era metódico, pessimista e preocupado com estados inconscientes,
causadores de conflitos e de impulsos instintivos, Jung era impressionista, otimista e
preocupado com forças inconscientes, mistérios, mitos e símbolos. Sua enfase maior estava no
grande potencial e na energia criadora inerente aos indivíduos e à sociedade. Jung e Freud
acreditavam que a chave da cura psicológica e do crescimento envolvia tornar consciente o
inconsciente, mais, para o Freud, o inconsciente era um caldeirão de impulsos primitivos que
era preciso domar e subjugar. Para Jung, o inconsciente era a origem tanto de grande perigo
como de grande sabedoria a ser abordada com respeito e esperança e com atitude atenta.
Jung atribui à sua teoria e terapia a denominação psicoterapia analítica para distingui-
la da Psicanálise de Freud. Entretanto, talvez porque a psicoterapia analítica tenha ficado
muito estreitamente alinhada com Jung, os termos junguianos e analítica são empregues de
maneira intercambiável. É importante perceber que a palavra analítica não insinua uma
estreita relação com o conceito de análise. O motivo pelo qual isso é importante é que a
Psicanálise passou a significar, na linguagem comum, análise do inconsciente. Jung deixou
bem claro que ninguém deveria tentar simplesmente analisar o inconsciente, declarando: Na
verdade, cometeríamos um erro grave se tentássemos substituir a análise do inconsciente
pelos não conhecidos métodos conscientes.
2.1. Teoria da Personalidade
Inconsciente – É a imensa reserva de forcas, motivos, predisposições e energia em
nossa psique que está, a qualquer momento dado, indisponível para nossa mente
consciente, mas que, quando buscada, pode oferecer equilíbrio e saúde.
Complexos – Para Jung, um complexo era turbilhão de energia gerada no
inconsciente. A energia gira e circula porque existe alguma coisa discordante e não
resolvida na da pessoa. Sustentava que era possível pensar nos complexos como
obstáculos desafiadores – assim os complexos não eram necessariamente negativos,
mais seus efeitos, sim.
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2.1.2. Arquétipos
1. Persona: é o arquétipo que toma forma ou se modifica na situação em que se
encontra a pessoa. Jung achava que as pessoas saudáveis se adaptam às demandas
sociais à sua vida.
2. Sombra: é o aspecto da nossa psique que nunca chegamos a conhecer nem nunca
reprimimos. Contém aspectos de nós mesmos que nunca fomos capazes de aceitar. É
compensadora, ou tem um relacionamento directo e recíproco com a persona.
3. Anima e animus: os princípios femininos e masculino presentes em todos os seres
humanos. Os junguianos acreditam que todos os seres humanos são potencialmente
andróginos, mas, segundo a maioria, um dos lados acaba por predominar.
4. O self: é o arquétipo central, o organizador, o arquétipo da consciência de existir.
2.1.3. Tipos de Personalidade
1. Extroversão: a orientação para o mundo exterior de pessoas, coisas e actividades.
Os extrovertidos tendem a gostar de interagir com as pessoas
frequentemente, ter muitos amigos e conhecidos, e ficam à vontade e energizados
pelas interações sociais.
2. Introversão: a orientação para mundo interior de conceitos, ideias e experiencias
internas. Os introvertidos têm um circulo menor de amigos, apreciam ficar
sozinhos, e podem se sentir pouco à vontade em interações sociais.
2.2- Teoria da Psicopatologia
Os junguianos acreditam que as pessoas procuram aconselhamento porque são
levadas pelo inconsciente. Alguma coisa precisa de atenção; algo não está certo na vida da
pessoa, ou o desenvolvimento e a vontade inconsciente enviarão mensagens de problemas até
que a pessoa dê atenção e cuide do que está errado. As pessoas procuram ajuda devido a uma
vaga e inespecífica insatisfação ou descontentamento. Alem disso, elas vêm simplesmente
pela vontade de se conhecerem um pouco melhor – para levarem a vida de maneira rica e
mais completa.
A trajetória normal e saudável da vida humana, de acordo com os junguianos,
segue em direção à individualização e à transformação – uma jornada que continua por toda a
vida. A primeira metade da vida é gasta em descobrir quem somos, em nos afirmamos,
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lutando por uma posição. A segunda metade é de integração – seguir nossas vocações e
nossos dons, sem desperdiçar nossas energias onde não nos ajustamos ou não somos bem-
vindos. Às vezes ficamos presos ou assustados e precisamos de assistência para separar as
mensagens e os problemas. Isso não é patologia no sentido de desvio ou doença, mas apenas
um caso de alguém com problemas que se perdeu do caminho.
2.3. A Pratica da Terapia Junguiana
Jung acreditava que os seres humanos seguem uma jornada rumo à individualização.
Trata-se de uma jornada umo à completude, ou autenticidade, que toma forma no inicio da
segunda metade da vida. Por essa época, os adultos se tornam conscientes dos limites que
suportamos quando procuramos atender às exigências sociais à nossa volta por meio da nossa
persona – exigências que podem facilmente se tornar restritivas ou mesmo destrutivas se
nossa persona nos possuir. Começamos por admitir nossas imperfeiçoes, nossos desejos
infantis, nossas hipocrisias e insatisfações.
2.4. Estágios da jornada rumo à individualização
1º Persona e Autenticidade: na jornada da individualização, torna-se necessário que
abandonemos as fachadas mais evidentes e que nos esforcemos para ser autenticamente
nós mesmos, não importando quais possam ser as exigências sociais. As perguntas que se
apresentam nesse esforço podem ser: quem sou eu realmente?
2º Fazer as pazes com o lado obscuro: em algum momento temos de compreender que
temos uma sombra – nosso próprio lado obscuro – é começar o trabalho de conhecer e
incorporar ao consciente essa parte regredida é reprimida de nós mesmos. Ao trabalhar
com nossa sombra, nossa tarefa é resolver os opostos que incorporamos e fazer as pazes
com os desejos e impulsos que deixamos de lado ou negamos. É importante aprender a
utilizar a energia criativa presente em nossa sombra.
3º Integração da Anima/Animus: o trabalho de integrar o aspecto anima/animus leva-
nos ainda mais fundo na união e na completude: este trabalho envolve permanecer em
contacto com o arquétipo do sexo oposto que cada um incorpora. Os junguianos acreditam
que os seres humanos plenamente individuados são confortavelmente andróginos.
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4º Transcendência, Completude, Vida Plenamente Consciente: Jung considerava que
a psicoterapia leva-nos a um tipo de lugar espiritualmente completo no qual
encontramos, damos as boas-vindas e trazemos para a plena consciência o Deus Interno.
Os clientes que procuram um profissional que empregue técnicas junguianas são pessoas que
desejam explorar sua angustia existencial, ou seu espirito conturbado, na conversa terapêutica
e conhecer a importância de seus sonhos, suas fantasias e seus temores.
A utilização de técnicas junguianas pode de ser especialmente útil com clientes que se
lembram dos seus sonhos e ficam intrigados ou perturbados com eles. Muitas vezes, clientes
que estão trabalhando com terapeutas analíticos são instruídos a manter um diário dos sonhos
e anotar outras impressões que lhes ocorram durante a semana. Espera-se que os clientes
sejam francos, espontâneos e observadores de si mesmos tanto quanto possam durante a
terapia.
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3. CONCLUSÃO
Concluímos assim, de acordo ao manual de apoio que nos foi atribuído ao professor da
cadeira de Aconselhamento, podemos perceber que Carl Jung foi um dos sobreviventes dos
quatro filhos de seus pais. Ele concluiu seus estudos em Medicina em 1900. Teve interesse em
formação nas áreas de arqueologia e teologia, mas tarde trabalhou com Eugene Bleuler em um
hospital de doentes mentais em Zurique, e em outros momentos com Pierre Janet em Paris.
Jung estudou o inconsciente atribuindo assim como sendo a origem de grande perigo
como também de grande sabedoria. Jung atribuiu a sua teoria como sendo psicoterapia
analítica para diferencia-la da psicanalise de Freud. Jung acreditava também em seus ideias
que o ser humano seguem um rumo que ele chamou de individualismo. Jung era
impressionista, otimista e preocupado com forças inconscientes, mistérios, mitos e símbolos.
Sua enfase maior estava no grande potencial e na energia criadora inerente aos indivíduos e à
sociedade.
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4. BIBLIOGRAFIA
PAIM, P. V.-D. (s.d.). JUNG E A PRATICA DA PSICOTERAPIA ANALITICA. CAXITO.