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Vigas - Seção T

1) O documento descreve o dimensionamento de vigas com seção em T, considerando a colaboração da laje na absorção das tensões de compressão. 2) A largura colaborante da viga (bf) deve incluir a largura da viga (bw) acrescida de até 10% da distância entre pontos de momento nulo de cada lado. 3) No cálculo à flexão, deve-se verificar se a linha neutra corta a mesa da viga ou a nervura, para definir se a seção é falsa T ou verdadeira T e realizar o dimensionamento
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Vigas - Seção T

1) O documento descreve o dimensionamento de vigas com seção em T, considerando a colaboração da laje na absorção das tensões de compressão. 2) A largura colaborante da viga (bf) deve incluir a largura da viga (bw) acrescida de até 10% da distância entre pontos de momento nulo de cada lado. 3) No cálculo à flexão, deve-se verificar se a linha neutra corta a mesa da viga ou a nervura, para definir se a seção é falsa T ou verdadeira T e realizar o dimensionamento
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Dimensionamento de Vigas Com Seção T

1) Introdução: as vigas com seções transversais em T ocorrem em pavimentos cujas


lajes sejam maciças e monolíticas às vigas. Esse efeito pode ser considerado mediante
a adoção de uma largura colaborante da laje associada à viga.
bf bf
mesa ou
bm1 bm2 bm2 bm3
flange
hf

nervura
ou alma
V1 V2 V3
b1 b2 b3
bw bw

Figura 1 - Vigas com laje maciça.


Considere-se que o D.M.F para as vigas 1, 2 e 3 seja o esquematizado a seguir:
hf

V1 V2 V3
b1 b2 b3 corte A-A
bw bw

Figura 2 - Diagrama de Momento Fletor (D.M.F) - vigas 1, 2 e 3.


+
M2
A A

viga 1 viga 2
X
-

M1

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Para M1 e M2: Para X:
(-) (+)

(-) → seção comprimida


(+) → seção tracionada
(+) (-)

Assim sendo, o cálculo como seção T só interessa nas seções de M 1 e M2 → o


concreto ajuda a absorver as tensões de compressão.
De acordo com a NBR 6118, quando a estrutura for modelada sem a
consideração automática da ação conjunta de lajes e vigas, esse efeito pode ser
considerado mediante a adoção de uma largura colaborante da laje associada à viga.

Largura colaborante de vigas de seção T (bf) → É aquela que colabora na absorção das
tensões de compressão no concreto. Deve ser dada pela largura da viga b w acrescida
no máximo de 10% da distância a entre pontos de momento fletor nulo, para cada lado
da viga em que haja laje colaborante, conforme disposta abaixo (NBR 6118:2014):
Para a viga 1 → bf = bm1 + bw + bm2
e
Para a viga 2 → bf = bm2 + bw + bm3

bm1 ≤ b1 bm2 ≤ 0,5b2 bm3 ≤ 0,5b3


bm1 ≤ 0,1a bm2 ≤ 0,1a bm3 ≤ 0,1a

A distância a pode ser estimada, em função do comprimento l do tramo considerado,


como se apresenta a seguir:
→ viga simplesmente apoiada: a = 1,00 l;

a = l = 5,00 m
→ tramo com momento em uma só extremidade: a = 0,75 l;

a = 0,75 l = 0,75 x 4,00 = 3,00 m

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→ tramo com momento nas duas extremidades: a = 0,60 l;

a = 0,60 l = 0,60 x 3,00 = 1,8 m


→ tramo em balanço: a = 2,00 l;

a = 2,00 l = 2,00 x 3,00 = 6,0 m

2) Dimensionamento à Flexão Simples:


O primeiro passo é verificar o comportamento da seção, se é falsa T (seção
retangular - 1o caso) ou verdadeiramente T (decompor a seção - 2o caso). Para realizar
é preciso analisar a profundidade da linha neutra (y) do diagrama retangular
considerando bf, em relação à altura hf do flange (espessura da laje). Com a equação
b f ∙d 2
k6 = determina o k6 e extrai da tabela o valor de kx, na seqüência encontra a
M
profundidade da linha neutra → 𝑦 = 0,8 ∙ 𝑥 = 0,8 ∙ 𝑘𝑥 ∙ 𝑑
Caso y seja menor ou igual a hf, a seção deverá ser calculada como retangular
de largura bf; caso contrário, ou seja, se o valor de y for superior a hf, a seção deverá
ser calculada como seção com verdadeiramente T.

1o Caso → linha neutra corta a mesa (y≤hf):

Figura 3 - Seção falsa T ou retangular

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Tendo-se o momento fletor atuante, calcula-se o valor de k6 pela expressão:
bf ∙ d 2
k6 =
M
Com o uso da tabela extrai o valor de k3 e determina o As pela expressão:
k3 ∙ M
As =
d
2o Caso → linha neutra corta a nervura (y˃hf):

Figura 4 - Seção verdadeiramente T (decompor seção).

Com a situação de que a seção comprimida não é retangular, e sim,


verdadeiramente T, decompõe-se em uma seção retangular com largura bf1=bf-bw e
outra seção com largura b=bw.
(b f −b w )∙d 2
Assim, M1 = , onde k6f é o valor de k6 extraído da tabela, considerando a
k 6f

profundidade da linha neutra igual a espessura da laje, ou seja, y = hf. Com esta
hf
consideração k xf = . Com o valor de kxf correspondente ao kx na tabela, extrai o
0,8∙d
k 3f ∙M 1
valor de k3f e na sequência calcula o As1 com a expressão: As1 =
d
De posse do valor de M1, obtém-se o ΔM, subtraindo do momento fletor total
b w ∙d 2
(∆M = M − M1 ). Com o ΔM obtém-se o k6w com a expressão: k 6w = , de posse
∆M
desse valor extrai da tabela o valor de k3w e determina o ΔAs com a expressão
k 3w ∙∆M
∆As = . O valor da seção de aço As correspondente a seção T é dado por:
d

As = As1 + ∆As

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3) Exemplos de vigas com seção T
Ex.1: Calcule as armaduras de flexão para o projeto e o detalhamento das seções
transversais, onde é possível adotar seção T, para a viga 1 representada na figura
abaixo, considerando os seguintes dados:
fck = 20 MPa 10 cm

Aço CA 50
V1 V2
h = 50 cm 90 cm 350 cm 90 cm
bw bw
hf = 10 cm corte A-A
bw = 18 cm
adotar d = 45 cm A A
brita 1

330 cm
Ambiente classe I

viga 1 viga 2

360 cm
Viga 1 - Diagrama de momento fletor
195,0 kN.m

360 cm 330 cm

165,0 kN.m
275,0 kN.m

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