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Formação Profissional: Electricista Instalador

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Formação Profissional

Electricista Instalador - Vocacional 2

Secção 1
Electricidade de Instalações
Módulos 1.1 – 1.2 – 1.3 – 1.4 – 1.5

Manual do Formando 1/5


FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

ÍNDICE GERAL

ELECTRICISTA INSTALADOR – VOCACIONAL 2


SECÇÃO 1
ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MANUAL DO FORMANDO 1/5

Módulo Página

1.1 Executar com segurança todos os trabalhos de 5


instalações eléctricas.
1.2 Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos 77
para instalação eléctrica.
1.3 Preparar e aplicar materiais para instalações 103
eléctricas.
1.4 Montar elementos de uma instalação eléctrica 155
completa.
1.5 Montar uma instalação eléctrica completa. 207

Manual do Formando – Electricidade de Instalações | 1


FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

FICHA TÉCNICA

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Título Módulo 1.1


Executar com Segurança Todos os Trabalhos de Instalações
Eléctricas.

Módulo 1.2
Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos para instalação
eléctrica.

Módulo 1.3
Preparar e aplicar materiais para instalações eléctricas.

Módulo 1.4
Montar elementos de uma instalação eléctrica completa.

Módulo 1.5
Montar uma instalação eléctrica completa

Equipa técnica Equipa GIZ Pró-Educação e INEFP Inhambane

Supervisão técnica Carlos Freire e Vithor Nypwipwy

Coordenação Susanne Guamba, GIZ Pró-Educação

Revisão Alexis Bedoya, Carlos Freire, Ivan Bié, António Lourenço


Cuamba

Local Inhambane

Data 14 de Novembro de 2014

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

Edição 3 CEREP, Maputo, Janeiro 2017

--------------------------------------------------------------------------------------------------------------------

2 | Manual do Formando – Electricidade de Instalações


FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MÓDULOS CURRICULARES PARA A FORMAÇÃO PROFISSIONAL DE ELECTRICISTA


INSTALADOR
VOCACIONAL 2 – CRÉDITOS EM TOTAL: 50 - HORAS NORMATIVAS EM TOTAL: 500
---------------------------------------------------------------------------

SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÃO – 310 HORAS NORMATIVAS

1.1 1.2 1.3 1.4 1.5


Trabalhar com Preparar e Preparar e Montar Montar uma
seguranção aplicar aplicar elementos de instalação
em instalações ferramentas e materiais para uma eléctrica
eléctricas instrumentos instalações instalação completa
p. instalação eléctricas eléctrica
eléctrica completa

70 horas 30 horas 30 horas 90 horas 90 horas

SECÇÃO 2 – PRÁTICAS DE AJUSTE – 60 HORAS NORMATIVAS


2.1 2.2 2.3 2.4
Executar com Preparar e Efectuar as Executar
segurança aplicar respectivas trabalhos de
todos os ferramentas traçagens na práticas de
trabalhos de manuais para peça a ser ajuste de
práticas de práticas de trabalhada, de acordo com as
ajuste ajuste acordo com o instruções
diagrama dadas

10 horas 10 horas 20 horas 20 horas

SECÇÃO 3 – ELECTRÓNICA BÁSICA – 60 HORAS NORMATIVAS


3.1 3.2 3.3
Executar com Preparar Executar o
segurança todas as trabalho de
todos os ferramentas e acordo com os
trabalhos de componentes diagramas
electrónica necessários fornecidos e
básica para executar instruções do
o trabalho de supervisor
electrónica
básica

10 horas 20 horas 30 horas

SECÇÃO 4 – INSTALAÇÃO FOTOVOLTAICA – 70 HORAS NORMATIVAS


4.1 4.2 4.3 4.4
Executar com Preparar Seleccionar os Executar o
segurança todas as componentes trabalho de
todos os ferramentas necessários ligação dos
trabalhos de necessárias para executar componentes
instalações para executar o trabalho de de acordo
fotovoltaicas os trabalhos instalações com os diagr.
de instalações fotovoltaicas fornecidos e
fotovoltaicas ´ instruções do
supervisor

10 horas 10 horas 10 horas 40 horas

Manual do Formando – Electricidade de Instalações | 3


FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

4 | Manual do Formando – Electricidade de Instalações


INEFP, GIZ & RIO TINTO FORMAÇÃO PROFISSIONAL – ELECTRICISTA INSTALADOR

Formação Profissional
Electricista Instalador - Vocacional 2

Módulo 1.1

Executar com Segurança Todos os Trabalhos de


Instalações Eléctricas

Manual do Formando

55
11| 5ÇÇJJJÇ5 |55
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

6| Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MÓDULO 1.1 - MANUAL DO FORMANDO

EXECUTAR COM SEGURANÇA TODOS OS TRABALHOS DE INSTALAÇÕES


ELÉCTRICAS

ÍNDICE DO MANUAL
Página
1 HIGIENE, SEGURANÇA E PROTECÇÃO AMBIENTAL NO TRABALHO DE 9
INSTALAÇÃO ELÉCTRICA
1.1 Higiene no trabalho 9
1.2 Acidente de trabalho 10
1.3 Riscos ambientais 12
1.4 Equipamento de protecção individual 15
1.5 Sinalização de segurança 19
1.6 Riscos de electrocussão 25
1.7 Avaliação formativa nº 1 28

2 PRIMEIRO SOCORRO PARA ELECTRICISTAS TRABALHANDO COM BAIXA 30


TENSÃO
2.1 Introdução para primeiro socorro 30
2.2 Electrocussão ou choque eléctrico 30
2.3 Medidas de reanimação de vítimas de choque eléctrico 31
2.4 Queimaduras eléctricas 35
2.5 Ferimentos, fracturas e hemorragias 36
2.6 Avaliação formativa nº 2 39

3 COMBATE DE INCÊNDIOS EM INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS 41


3.1 Fogo e transmissão de calor 41
3.2 Triângulo do incêndio ou de fogo 41
3.3 Classes de incêndio 42
3.4 Normas para prevenção e combate a incêndios 44
3.5 Risco de incêndio devido à corrente eléctrico 45
3.6 Extintores de incêndio 45
3.7 Avaliação formativa nº 3 49

4 GRANDEZAS ELÉCTRICAS 51
4.1 Tensão eléctrica 51
4.2 Intensidade de corrente eléctrica 52
4.3 Tipos de corrente eléctrica 53
4.4 Sentidos da corrente eléctrica 54
4.5 Resistência eléctrica 55
4.6 A lei de Ohm 55
4.7 Potência eléctrica 56
4.8 Avaliação formativa nº 4 58

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas |7
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 FUSÍVEIS, DISJUNTORES E LIGAÇÃO À TERRA 60


5.1 Fusível de corta-circuito 60
5.2 Disjuntores 65
5.3 Ligação à terra 67
5.4 Avaliação formativa nº 4 69

6 TIPOS E SECÇÕES DE CONDUTORES E CABOS ELÉCTRICOS 71


6.1 Condutores eléctricos 71
6.2 Flexibilidade dos condutores eléctricos 72

8| Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1. HIGIENE, SEGURANÇA E PROTECÇÃO AMBIENTAL NO TRABALHO DE INSTALAÇÃO


ELÉCTRICA

1.1 Higiene no Trabalho

A higiene no trabalho do operador electricista deve ser dirigida no sentido de activar a força
física do trabalhador, procurando conciliar as possibilidades fisiológicas do indivíduo e as
necessidades da técnica.

O electricista instalador deve compreender muito bem o espírito da prevenção e adquirir


hábitos de segurança no trabalho, usando sempre os aparelhos de protecção pessoal ou
individual, como por exemplo luvas, óculos, aventais, calçado apropriado, máscaras, fatos
próprios, etc.

O asseio pessoal é imprescindível na prevenção de acidentes de trabalho. Para que você se


não corra o risco de se acidentar:
• As mãos e o tronco devem ser lavados após cada período de trabalho;
• O fato de trabalho (macaco ou bata) deve manter-se limpo;
• O calçado deve ser cuidado por forma a evitar o incómodo e os escorregamentos;
• O local de trabalho deve manter-se limpo e sobretudo arrumado;

Dentre os factores mais importantes na prevenção de acidentes de trabalho salientam-se os


seguintes:

a) Atenção – a maioria dos acidentes de trabalho é devida à distracção dos trabalhadores


ou operários. Para a perfeita segurança, o operário electricista deve em primeiro lugar
prestar a qualquer trabalho que efectua, toda a sua atenção, independentemente da
sua importância, pois é muitas vezes nos trabalhos mais simples e de menor
responsabilidade que surgem os acidentes imprevistos.

b) Utilização das ferramentas – os acidentes referentes à má utilização das ferramentas


de trabalho são normalmente devidos a:
• Utilização da ferramenta inadequada para a operação em vista;
• Más condição da ferramenta, como desgaste, isolamento, limpeza.

c) Iluminação do local de trabalho – a boa iluminação do local de trabalho é factor de


grande importância, pois evita os acidentes devido a má ou falta de visibilidade.
Mesmo a iluminação deficiente provoca a fadiga, o que pode também dar origem a
acidente. Quando se trabalha em locais onde a luz tem acesso difícil é melhor utilizar
lâmpadas portáteis como lanternas, gambiarras, etc.

d) Vestuário – este deve preservar o asseio do corpo, permitindo à fácil movimentação


do operário electricista. É importante evitar a utilização de peças de vestuário
separadas, dando-se especial preferência aos “fatos macaco”. Não se deve utilizar
peças de adorno no corpo durante a execução do trabalho.

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas |9
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.2 Acidente de Trabalho

1.2.1 Conceitos Básicos

Acidente de Trabalho
É o que ocorre pelo exercício do trabalho, a serviço da empresa, provocando lesões
corporais ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou a redução, permanente
ou temporária, da capacidade do trabalho, de acordo com os regulamentos em vigor.

Acidente de Trajecto
É o acidente ocorrido com o empregado no percurso da residência para o trabalho ou vice-
versa.

Cadastro de Acidentes
É um conjunto de registos com informações e dados relativos aos acidentes ocorridos de
modo a facilitar os trabalhos de estatísticas e análises.

Doença Profissional ou do Trabalho


É aquela adquirida no exercício do trabalho a serviço da empresa, equivale-se ao acidente do
trabalho.

Classificação dos Acidentes


Acidentes com afastamento – é aquele que impossibilita o retorno do acidentado ao
trabalho na jornada normal do dia seguinte.
Acidente sem afastamento – é aquele em que o retorno do acidentado ao trabalho ocorre
no dia do acidente ou no dia seguinte.
Acidente sem vítima (incidente) – é toda a ocorrência não programada que interrompe a
actividade normal de trabalho resultando somente em danos materiais ou ao meio
ambiente.

Documentação de Acidente de Trabalho


Para todo acidente de trabalho ocorrido, deve ser providenciada uma comunicação interna
(Ficha de levantamento de dados e análise) e externa – CAT (Comunicação de Acidentes do
Trabalho).

Comunicação interna – é o registo feito pelo sector de Segurança que tem por finalidade
informar internamente a ocorrência para que sejam tomadas as medidas correctivas.
Sempre que ocorrer acidente que resulte em vulto, perda de membro ou função orgânica e
ainda, cause prejuízo de grande monta, a comissão se reunirá em carácter extraordinário em
prazo máximo de 48 horas, após a ocorrência do acidente podendo ser exigida a presença do
responsável pelo sector onde ocorreu o mesmo.

Comunicação externa – é a obrigação legal que a empresa tem de comunicar o acidente ao


Instituto Nacional de Segurança Social (INSS) no período preferencialmente de 24 horas
podendo ser até no máximo de 15 dias. Em caso de morte, deve se avisar imediatamente as
autoridades policiais. O não cumprimento do estabelecido pela legislação poderá implicar
em multas, além do não pagamento dos benefícios pelo INSS e envolvimento civil.

10 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Custos dos Acidentes


Os prejuízos ocasionados pelos acidentes de trabalho afectam em geral a família, a empresa
e até mesmo a nação. Veja exemplos:
Família - lesão incapacitante e até a morte, da principal fonte de recursos económico
financeiro da família.
• Afastamento do trabalho e diminuição das rendas;
• Dificuldades na manutenção da família;
• Factor psicológico.
Empresa – custos do acidente;
• Tempo perdido com o empregado e seus colegas;
• Aumento dos custos pela danificação de máquina, material ou equipamento;
• Atraso nas entregas dos produtos a clientes;
• Aumento do custo produtivo resultante de redução de produtividade;
• Custo indirecto com treinamento e adaptação do novo funcionário para a
função.
Nação – aumento de impostos e taxa de seguros.

1.2.2 Causas de Acidente de Trabalho

Acto Inseguro
É a maneira como a pessoa se expõe, consciente ou inconscientemente, ao risco de sofrer
acidentes.
Exemplo:
• Efectuar trabalhos sem autorização;
• Limpar máquinas em movimento;
• Correr ou brincar em serviço, etc.

Condição Insegura
É a condição característica do local de trabalho (irregularidades em máquinas, equipamentos
etc.) ou da forma com que o trabalho é administrado (falta de treinamento, horas extras
excessivas, etc.) que pode levar a ocorrência de acidentes. São as condições que, presentes
no ambiente de trabalho, comprometem a segurança do trabalhador e a própria segurança
das instalações e dos equipamentos.

Factor Pessoal
São os factores que dão origem às condições ou os actos inseguros.
Exemplo:
• Excesso de confiança;
• Defeito físico;
• Alcoolismo;
• Agressividade;
• Nível de inteligência;
• Grau de atenção, etc.
Divide-se em dois grupos:
• Erro inconsciente do acidentado, ou seja, quando ele não sabe ou não percebe
que está errado. Distracção, esquecimento, falta de conhecimento.
• Falhas orgânicas do acidentado, desmaios, ataque epiléptico.

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas | 11
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.3 Riscos Ambientais

Consideram-se riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos, ergonómicos e de


acidentes existentes nos ambientes de trabalho que, em função de sua natureza,
concentração ou intensidade e tempo de exposição, são capazes de causar danos à saúde do
trabalhador.

Riscos Físicos
Consideram-se agentes físicos, diversas formas de energia a que passam estar expostos os
trabalhadores, tais como ruído, vibrações, pressões anormais, temperaturas extremas,
radiações ionizantes, radiações não ionizantes, bem como o infra-som e ultra-som.

Riscos Químicos
Consideram-se agentes químicos as substâncias, compostos ou produtos que possam
penetrar no organismo pela via respiratória, nas formas de poeiras, fumos, névoas, neblinas,
gases ou vapores, ou que, pela natureza da actividade de exposição, possam ter contacto ou
ser absorvidos pelo organismo através da pele ou por ingestão. Os agentes químicos podem
ser encontrados na forma gasosa, líquida, sólida e/ou pastosa. Quando absorvidos pelo
organismo, produzem, na grande maioria dos casos, reacções diversas, dependendo da
natureza, da quantidade e da forma da exposição a substâncias.

Riscos Biológicos
Consideram-se agentes biológicos as bactérias, fungos, bacilos, parasitas, protozoários, vírus,
entre outros.

São os micro-organismos presentes no ambiente de trabalho, na maioria das vezes são


invisíveis a olho nu e são capazes de produzir doenças, mau cheiro, deterioração de
alimentos etc.

Riscos Ergonómicos
São contrárias as técnicas de ergonomia, que propõem que os ambientes de trabalho devem
se adaptar ao homem, contribuindo assim para a melhoria das condições laborais
proporcionando bem estar físico e psicológico, estando ligados também a factores externos
(do ambiente) e internos (do plano emocional). Em síntese, quando há “disfunção” entre o
posto de trabalho e o indivíduo.

São medidas preventivas contra riscos ergonómicos, o estudo e análise do ambiente, para
proporcionar o máximo de conforto e segurança observando a legislação específica.

Riscos de Acidentes
Os riscos de acidentes do trabalho são oriundos de fontes e agentes ambientais (físico,
químico, biológico, ergonómico e de acidentes do trabalho): do processo produtivo de
trabalho, de tecnologias inapropriadas e de comportamentos de desmotivação e insatisfação
capaz de provocar lesões corporais ou perturbações funcionais ao trabalhador até
consequências graves e permanentes ou da própria morte.

12 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Mapa de Riscos Ambientais


É a representação gráfica dos riscos existentes nos locais de trabalho, por meio de círculos
de diferentes tamanhos e cores com o objectivo de informar e conscientizar os
trabalhadores quanto ao risco e definir um plano de trabalho para implementação das
medidas correctivas.

Quando num mesmo local há incidência de mais um risco de igual gravidade, utiliza-se o
mesmo círculo, dividindo-o em partes iguais.

Exemplo de Mapa de Riscos

Para evidenciar o grau de risco, utilizam-se três tamanhos de circunferências conforme


abaixo. Recomenda-se que a circunferência tenha redução de tamanho de 50% de uma para
outra

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas | 13
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Classificação dos principais riscos ocupacionais em grupos, de acordo com a sua natureza e a
padronização das cores correspondentes.

GRUPO 01 GRUPO 01 GRUPO 03 GRUPO 04 GRUPO 05


VERDE VERMELHO MARROM AMARELO AZUL

RISCOS RISCOS RISCOS RISCOS RISCOS DE


FÍSICOS QUÍMICOS BIOLÓGICOS ERGONÓMICOS ACIDENTES

Esforço físico Arranjo físico


Ruídos Poeiras Vírus
intenso inadequado
Levantamento e Máquinas e
Vibrações Fumos Bactérias transporte manual equipamentos sem
de peso protecção
Exigência de Ferramentas
Radiações
Névoas Protozoários postura inadequadas ou
ionizantes
inadequada defeituosas
Radiações não Controlo rígido de Iluminação
Neblinas Fungos
ionizantes produtividade inadequada

Imposição de
Frio Gases Parasitas Electricidade
ritmos excessivos
Probabilidade de
Trabalho em turno
Calor Vapores Bacilos incêndio ou
e nocturno
explosão
Jornadas de
Substâncias Armazenamento
Pressões anormais trabalho
compostas inadequado
prolongadas
Monotonia e Animais
Humidade
repetitividade peçonhentos
Outras situações
Outras situações
de risco que
causadoras de
poderão contribuir
“stress” físico ou
para a ocorrência
psíquico
de acidentes

14 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.4 Equipamento de Protecção Individual

Todas as actividades profissionais que representam qualquer risco físico para o trabalhador
devem ser cumpridas com o auxílio de EPIs – Equipamentos de Protecção Individual, que
entre outros incluem óculos, protectores auriculares, máscaras, capacetes, luvas, botas,
cintos de seguranças.

Esses acessórios são indispensáveis em fábricas e processos industriais em geral, e alguns


deles são indispensáveis na área de electricidade.

O uso do EPI é fundamental para garantir a saúde e a protecção do trabalhador, evitando


consequências negativas em casos de acidentes de trabalho. Além disso, o EPI também é
usado para garantir que o profissional não será exposto a doenças ocupacionais, que podem
comprometer a capacidade de trabalho e de vida dos profissionais durante e depois da fase
activa de trabalho.

EPI PARA PROTECÇÃO DOS OLHOS E DA CARA


MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Óculos de segurança, com Vista. Oficina de mecânica em
hastes reguláveis e geral (trabalhos na
protecção lateral. bancada, brocagem
etc.).

Óculos de protecção Vista. Oficina de serralharia


(Óculos Lobo) com lente civil com trabalhos de
em plástico. pedra esmeril e/ou
rebarbadora. Qualquer
trabalho que resulte em
muita poeira ou
partículas.

Máscara de protecção com Olhos e cara. Trabalhos intensos com


adaptador de cabeça. rebarbadora e/ou pedra
Viseira em policarbonato esmeril.
transparente e anti-
impacto.

Óculos de segurança com Olhos. Soldadura e corte


lentes bastante escuros, oxiacetilénico.
com hastes reguláveis e
protecção lateral.

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas | 15
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Máscara de soldadura com Olhos e cara. Soldadura de arco


adaptador de cabeça e com eléctrico.
inclinação regulável.

EPI PARA PROTECÇÃO DA CABEÇA


MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Capacete rígido e Cabeça Obras de construção
antichoque, com pontos de civil. Estaleiros navais.
fixação. Estaleiros de construção
e reparação
metalomecânico.
Oficinas e estaleiros com
gruas e/ou guinchos.

EPI PARA PROTECÇÃO DOS OUVIDOS


MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Tampões protectores Ouvido Oficinas e/ou estaleiros
auditivos descartáveis, com com ruído.
ou sem cordão.

Protector auricular anti- Ouvido Oficinas e/ou estaleiros


ruído. com ruído.

EPI PARA PROTECÇÃO CONTRA QUEDAS

MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO


CARACTERÍSTICAS
Cinto de segurança com Quedas Para trabalhos em
corda de serviço postes

16 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

EPI PARA PROTECÇÃO DAS MÃOS


MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Luva de protecção em Mãos Oficina mecânica em
couro e tecido geral.

Para manipulação de
objectos com arestas
cortantes etc.

Luva de protecção em Mãos Soldadura em geral e


couro. outros trabalhos na
oficina de serralharia
civil.

Luva de protecção em Mãos Para manipulação de


couro, forrada e com peças muito quentes e
isolamento de calor para trabalhos de
soldadura especial.

Luva de protecção em PVC Mãos Manuseamento e


ou borracha. trabalhos que envolvem
produtos químicos, óleos
e combustível.

EPI PARA PROTECÇÃO DOS PÉS


MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO
CARACTERÍSTICAS
Sapato de segurança em Pé Utilização geral na
couro, com sola de oficina mecânica.
borracha e com biqueira de
segurança em aço carbona.

Bota de segurança em Pé Soldadura e utilização


couro, com sola de geral em estaleiros
borracha e com biqueira de navais e obras de
segurança em aço carbona. construção civil.

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas | 17
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Bota alta, em policloreto de Pé Para trabalhos em locais


vinil e áreas molhados.

EPI PARA PROTECÇÃO DAS VIAS RESPIRATÓRIAS

MATERIAL DESIGNAÇÃO E PROTECÇÃO APLICAÇÃO


CARACTERÍSTICAS
Semi mascara, anti poeira Vias Para trabalhos gerais em
(partículas). Descartável respiratórias áreas com poeira.

Este tipo de aparelhos


tem por função filtrar o
ar necessário à
respiração de um
indivíduo num ambiente
de atmosfera poluída
que contenha pelo
menos 17% de oxigénio.

Semi mascara, anti poeira, Vias Para trabalhos em áreas


(partículas) com elementos respiratórias com poeira intensiva.
de filtros descartáveis
Este tipo de aparelhos
tem por função filtrar o
ar necessário à
respiração de um
indivíduo num ambiente
de atmosfera poluída
que contenha pelo
menos 17% de oxigénio.

Semi máscara, anti poeira, Vias Para trabalhos em áreas


anti gases e mistos, com respiratórias com poeira e com
elementos de filtro vaporização de tintas
especiais e descartáveis e/ou diluentes, e/ou
combustíveis.

Este tipo de aparelhos


tem por função filtrar o
ar necessário à
respiração de um
indivíduo num ambiente
de atmosfera poluída
que contenha pelo
menos 17% de oxigénio.

18 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.5 Sinalização de Segurança

Os sinais e símbolos de segurança não eliminam por si só os perigos que assinalam e não podem por
isso, em caso algum substituir as providências de protecção adequadas.

É importante que em todos os locais de trabalho haja sinais de segurança para dar informação e
avisos sobre possíveis riscos e perigos a que estamos sujeitos, o tipo de material de segurança que
devemos obrigatoriamente usar para efeitos de prevenção e orientação.

Portanto, os sinais de segurança compreendem sinais de aviso (advertindo um perigo), de proibição,


de obrigação (impondo um comportamento), de indicação, de salvamento ou socorro (indicando
saídas de emergência e meios de socorro ou de emergência). Estes sinais têm uma forma geométrica
e cor, que são dois elementos destinados a facilitar a interpretação do significado do mesmo sinal,
tendo em conta as possíveis anomalias de visão ou enganos devido a eventuais más condições de
iluminação.

As formas geométricas mais usuais e usuais dos sinais de segurança são o circulo, triângulo,
rectângulo, cruz e seta, veja a tabela abaixo

Forma Designação Significado Cor

Vermelha que cobre 35% da superfície da


placa, imagem negra sobre fundo branco,
Círculo Proibição
margem e faixa vermelha

Azul que cobrir 35% da superfície da placa,


Círculo Obrigação imagem branca

Amarelo que cobre 50% da superfície da


placa, imagem negra sobre fundo amarelo e
Triângulo Aviso margem negra

Verde; Amarela; Vermelha; Azul;


Rectângulo Informação

Primeiros
Cruz socorros Verde

Vermelha
Seta Orientação
Verde

Cada uma destas formas dos sinais de segurança está associada a uma ou várias cores cujo
significado convencional de cada uma das cores de segurança e os exemplos de aplicação
apresentamos na tabela a seguir.

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas | 19
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Cor Significado
Vermelha Paragem Sinais de paragem e de proibição, dispositivos de alarme
Proibição e para paragem de emergência
Amarela Atenção Sinais de atenção e de aviso contra perigos fixos ou
Perigo móveis. Interior dos elementos de protecção
Ausência de Perigo Saída de socorro e acesso a refúgio, sinais de passagem
Verde Refúgio livre, postos de socorro, material de socorro e de
Socorro sinalização, sua localização
Organização Obrigação Usada como cor auxiliar, sobretudo em tabuletas de
Azul Informação informação
Branca Cor de contraste Usada em associação com cores de segurança e auxiliares
(vermelho, verde e azul)
Preta Cor de contraste Usada em associação com cor de segurança amarela

As formas e as cores associadas a um símbolo convencional recomendado compõem o sinal


de segurança. Vamos ver alguns dos símbolos usados nos sinais de segurança.

Tipo Sinal Significado


Alerta para existência de substâncias inflamáveis

Fonte da imagem: [Link]

Alerta para a existência de substâncias explosivas.

Fonte da imagem: [Link]


Perigo
Adverte para a existência de substâncias perigosas

Fonte da imagem: [Link]

Adverte para a presença de substâncias corrosivas, tais como


ácido e bases

Fonte da imagem: [Link]


Adverte para a presença de zona com fontes de radiação
ionizantes

Fonte da imagem: [Link]


Adverte a existência de cargas ou objectos suspensas

Fonte da imagem: [Link]

20 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Tipo Sinal Significado


Adverte para o perigo de electrocussão

Fonte da imagem: [Link]


Adverte para o perigo em locais de trabalho onde existe
exposição a fortes campos electromagnéticos, tais como
centrais eléctricas, subestações e postos de transformação de
elevada potência
Fonte da imagem: [Link]
Adverte para o perigo em locais onde se exerçam funções a
altas temperaturas
Perigo
Fonte da imagem: [Link]

Adverte para o perigo em locais onde se exerçam funções a


baixas temperaturas

Fonte da imagem: [Link]


Adverte para o perigo de tropeçamento em locais com piso
saliente.

Fonte da imagem: [Link]

Não fumar

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Passagem Proibida

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Proibição

Proibição de passagem ou aproximação

Indicação de boca de incêndio

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Tipo Sinal Significado


Protecção dos olhos

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Utilização de capacetes de protecção

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Obrigação Utilização de protectores auriculares

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Utilização de calçado ou botas de protecção

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Utilização de protectores individuais de mão

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Utilização de protectores de corpo

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Utilização de cintos de segurança em suspensões

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Tipo Sinal Significado


Indicação de desligado

Informação Indicação de avariado

Indicação de estado de reparação

Local onde se encontram as pessoas ou equipamentos para


prestação de primeiros socorros

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Indicação da direcção a seguir


Emergência
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Indicação da direcção de uma saída de Emergência

Fonte da imagem: [Link]

Indicação de zona livre de trabalho

Indicação da direcção da zona livre de trabalho


Refugio

Indicação da saída de emergência

Para além destes sinais, na electricidade também se usam placas de sinalização.

O objectivo da placa de sinalização é de prevenir os técnicos, operadores electricistas e


outras pessoas, o risco de electrocussão. Essas placas de sinalização dão informação sobre os
cuidados que devemos ter ou o perigo que estamos expostos quando nos aproximamos da
zona onde a placa se encontra montada.

Em seguida apresentamos algumas dessas placas possíveis de encontrar no local de trabalho


ou em outro local:

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Tipo Sinal Significado


Cuidado – Risco de choque eléctrico

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Cuidado – Alta tensão

Fonte da imagem: [Link]

Cuidado – Alta tensão. Mantenha-se afastado


Placas de Fonte da imagem: [Link]
Cuidado

Cuidado – Desligue a corrente eléctrica antes


de iniciar o serviço

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Cuidado - Este equipamento liga e desliga


automaticamente

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Perigo – 380 V

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Perigo – Alimentação por dois lados

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Placas de Perigo
Perigo – Alta tensão

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Perigo – Alta tensão. Mantenha-se afastado

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.6 Riscos de Electrocussão.

1.6.1 Choque eléctrico

O choque eléctrico é o efeito pato fisiológico que resulta da passagem de uma corrente
eléctrica através do corpo humano.
Quando o resultado deste efeito é a morte é habitual designar-se por electrocussão.

A possibilidade da passagem da corrente eléctrica pelo corpo humano depende muito das
características da instalação eléctrica e respectivos circuitos, de algumas características
(normais e/ou anormais) de funcionamento dos mesmos, dos dispositivos de protecção
neles existentes ou não, e do tipo de aparelhos a eles ligados.

Efeitos do choque eléctrico


Estes efeitos dependem fundamentalmente dos seguintes factores:
• Tipo de corrente
• Intensidade da corrente
• Tempo do contacto
• Percurso da corrente
• Resistência do corpo (humidade da pele)
Tipo de corrente - Existem dois tipos de corrente: alternada e contínua. Para intensidades
iguais o risco representado pela corrente alternada é maior. Para a corrente alternada o
risco diminui com o aumento da frequência (em Moçambique, a frequência de distribuição é
de 50 Hz).

Intensidade da corrente - é o factor mais importante no fenómeno do choque eléctrico. A


norma europeia CEI 479 - 1, define 5 zonas de efeitos para correntes alternadas de 15 a 100
HZ, considerando pessoas de 50 kg e um trajecto de corrente entre mão-mão ou mão-pé.

Efeitos patológicos da corrente


• De 0,1 a 0,5 mA - leve percepção superficial, normalmente sem nenhum efeito
patológico (zona 1);
• De 0,5 a 10 mA - pode provocar uma paralisia ligeira nos músculos dos braços
com princípio de tetanização (zona 2);
• De 10 a 30 mA - não se verifica nenhum efeito fisiológico perigoso se a corrente
for interrompida no prazo de 5 segundos (zona 2 e 3);
• De 30 a 500 mA - provoca a paralisia dos músculos do tórax com sensação de
sufocamento; existe ainda a possibilidade de fibrilação cardíaca (zona 4);
• Superior a 500 mA - provoca lesões cardíacas irreversíveis ou mortais.

Atente-se que, em determinadas circunstâncias, correntes entre 25 -


30 mA já são perigosas.

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1.6.2 Resistência do corpo humano

O corpo humano é constituído por um conjunto de líquidos e tecidos orgânicos de


resistividade variável. Na perspectiva da electricidade, pode-se considerar o corpo
constituído por um conjunto de resistências e condensadores.

O valor da resistência da pele depende de factores tais como:


• Tipo de contacto: a resistência do corpo humano depende do trajecto da
corrente. Na prática, quando se fala da resistência do corpo humano, podem
considerar-se os seguintes valores médios, em função do trajecto da corrente:
1. mão-pé 1000 a 1500;
2. mão-mão 1000 a 1500;
3. mão-tórax 450 a 700;
• A humidade da pele: a humidade diminui a resistência da pele; a pele seca e
calosa oferece maior resistência.
• Superfície de contacto: o aumento da área de contacto diminui a resistência do
corpo.
• Tempo de contacto: a resistência diminui com o tempo de contacto.
• Pressão de contacto: a maior pressão de contacto corresponde uma menor
resistência.
• Tensão de contacto: a resistência do corpo diminui com o aumento da tensão
aplicada. Na realidade, as medidas de protecção são tomadas tendo em conta a
diferença de potencial a que estão submetidos dois pontos diferentes do corpo
humano.
• Tensão de segurança: é o valor da tensão de contacto que pode ser
indefinidamente suportada pelo organismo sem acarretar efeitos
fisiopatológicos perigosos. O RSIUEE, refere os seguintes valores:
1. 50 V, quando não há massas susceptíveis de serem empunhadas;
2. 25 V, se houver massas susceptíveis de serem empunhadas ou
aparelhos portáteis com massas acessíveis.

1.6.3 Protecção contra choques eléctricos

A protecção contra choques eléctricos está dependente de uma série de variáveis, entre as
quais se destacam o tipo de contactos.

As situações susceptíveis de ocasionar o choque eléctrico devem-se fundamentalmente a


dois tipos de contactos:
• Contactos directos - Quando se toca directamente num condutor activo ou
neutro de uma instalação (partes sob tensão). Os meios de protecção contra
contactos directos são:
1. Afastamento das partes activas;
2. Por isolamento das partes da instalação normalmente sob tensão;
3. Por interposição de obstáculos que impeçam qualquer contacto acidental
com as partes activas;
4. Utilizando tensões baixas, não excedendo os 50 V.

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• Contactos indirectos - Ocorrem quando se toca numa parte da instalação que é


condutora temporariamente, normalmente por avaria, mas que está isolada das
partes condutoras da instalação (é o caso típico da carcaça de um aparelho
eléctrico).
Os meios de protecção contra contactos indirectos devem assegurar que em
qualquer massa ou elemento condutor estranho à instalação eléctrica, não exista
uma tensão superior à de segurança.
Podem incluir-se em dois grupos:
1. Grupo I Medidas ou disposições destinadas a suprimir o próprio risco, fazendo
com que os contactos não sejam perigosos ou impedindo contactos simultâneos
de massas com elementos condutores, entre os quais possa surgir uma diferença
de potencial perigosa;
2. Grupo II Medidas ou disposições com o objectivo de ligar as massas à terra,
directamente ou por intermédio do neutro da instalação, associando-se a um
dispositivo de corte automático que desligue a instalação ou parte da instalação
defeituosa.

Medidas de protecção do grupo I


a) Separação de circuitos de utilização das fontes de energia, por via de
transformadores (CA) ou de conversores (CC);
b) Utilização de tensões reduzidas de segurança, abaixo dos 50 V;
24 V, de valor eficaz para locais húmidos;
50 V, para locais secos.
c) Separação entre as partes activas e as massas acessíveis, através de
isolamento de protecção (classe II);
d) Inacessibilidade simultânea de massas e elementos condutores;
e) Isolamento de protecção;
f) Estabelecimento de ligações equipotenciais.

Medidas de protecção do grupo II


A protecção por ligação à terra consiste na união, por meio de condutores, de
todas as partes metálicas de uma instalação com uma derivação final à terra,
através de um eléctrodo.
Esta medida, obriga:
1. A ligação das massas à terra;
2. Um dispositivo de corte automático que garanta o corte da corrente em
tempo oportuno.

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1.7 Avaliação Formativa Nº 1

Leia atentamente as questões que se seguem e calcule

1. Sobre os mapas de riscos ambientais, o que indicam as cores:


a) Azul:__________________________________________________ ___________;
b) Castanho:_________________________________________________________;
c) Verde:_____________ ______________________________________________;
d) Vermelho:_________________________________________________________;

2. Quais são as formas geométricas mais usuais e usuais dos sinais de segurança?
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

3. Indique os factores mais importantes na prevenção de acidentes de trabalho!


______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________
______________________________________________________________________________

4. Caracterize os seguintes equipamentos de protecção individual:

a) :_____________________________________________________;

b) :_____________________________________________________________;

c) :__________________________________________________________;

d) :______________________________________________________;

e) :____________________________________________________;

5. Que documentação deve ser preenchida em caso de Acidente de Trabalho?


________________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

6. Sobre O que indicam os sinais abaixo:

a) :______________________________________________________;

b) :___________________________________________________;

c) :_______________________________________________________________;

d) :_______________________________________________________________;

e) :_________________________________________________________;

f) :_________________________________________________;

g) :_____________________________________________________;

h) :_____________________________________________________________;

i) :______________________________________________________;

j) :_____________________________________________________________;

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PRIMEIRO SOCORRO PARA ELECTRICISTAS TRABALHANDO COM BAIXA TENSÃO

2.1 Introdução para Primeiro Socorro

Durante a realização de trabalhos em instalações eléctricas podem acontecer acidentes de


trabalho, apesar de todas as medidas e normas de segurança existentes no local.

Em casos de acidente é imprescindível uma ajuda rápida à vítima ou à pessoa que sofre o
acidente pois os efeitos da corrente eléctrica de duração prolongada podem ser desastrosos
e fatais. Se dispormos de algumas regras de segurança, estaremos em condições de prestar
alguma ajuda a uma pessoa acidentada.

Na presença de um acidente eléctrico, um comportamento incorrecto da nossa parte pode


por em perigo a própria vítima e a pessoa que vai ajudar a vítima.

2.2 Electrocussão ou Choque Eléctrico

A qualquer pessoa que tenha tocado em um condutor ou peça sob tensão, mesmo que ela
aparente todas as aparência de uma pessoa morta, você deve proceder da seguinte maneira.

1. Se uma vítima estiver em contacto com um condutor ou uma fonte de energia, a


primeira coisa que se deve fazer é desligar o quadro geral da instalação para garantir
primeiro a sua própria segurança.

2. Se não tiver como desligar a fonte, coloque debaixo dos seus pés material isolante
(uma camada grossa de jornais, um tapete bem grosso de borracha, uma tábua de
madeira) - e tente afastar da fonte de energia os membros da vítima em contacto,
empurrando com um cabo de vassoura ou uma cadeira de madeira ou outro tipo de
material isolante;

3. Retire a vítima da zona de perigo para outro local mais seguro;

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4. Com a máxima urgência, determinar os tipos de lesões que a vítima pode ter (paragem
cardíaca e/ou respiratória) e aplicar as medidas de reanimação;

5. Após a reanimação, transportar a vítima ao centro hospitalar, sempre em condições de


se poder retomar as medidas de reanimação se necessário;

6. Dar de beber à vítima enquanto consciente cerca de 20cm3 de água misturada com
uma colher de sopa de bicarbonato de sódio.

2.3 Medidas de Reanimação de Vítimas de Choque Eléctrico

Inicie imediatamente respiração artificial pelo método boca-a-boca se ocorrer parada


respiratória, acompanhada de massagem cardíaca se houver comprometimento do ritmo
cardíaco.

MÉTODO BOCA-A-BOCA

É um dos métodos mais antigos e eficazes que se conhece. Como o nome indica, é uma
técnica simples, necessitando apenas que o socorrista procure encher os pulmões de um
acidentado soprando fortemente em sua boca.

No entanto, para que isso aconteça, é necessário garantir a livre entrada de ar no trato
respiratório. Para que haja esse livre curso de ar, põe-se a cabeça do paciente em posição
adequada, levantando-se o pescoço do acidentado e forçando-se a cabeça, em flexão, para
trás.

Este cuidado é muito importante porque, normalmente, quando uma pessoa perde os
sentidos, as mucosas tornam-se flácidas, principalmente a língua, que recua, oprimindo a
entrada de ar. Em seguida, com os polegares abre-se a boca do paciente, permitindo que a
circulação de ar se faça normalmente.

Para o contacto boca-a-boca procede-se da seguinte forma:

1: Conserva-se a cabeça da vítima para trás e, com uma das mãos sob seu pescoço e outra
sobre a testa, apertam-se-lhe as narinas para evitar que o ar escape;

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2: O socorrista, em seguida, põe sua boca aberta sobre a boca do paciente, soprando
fortemente, até notar a expansão do peito do acidentado;

3: O socorrista, então, retira sua boca para que haja expulsão do ar e assim se esvazie o
pulmão do acidentado.

O processo deve ser repetido tantas vezes quanto necessário, em ritmo de doze vezes por
minuto.

É uma técnica simples em que o socorrista sente imediatamente se o ar está entrando nos
pulmões do acidentado ou não, promovendo um bom nível de oxigenação pulmonar.
Apresenta, como desvantagem, ausência de estímulo circulatório pela falta de compressão
sobre o tórax. Além disso, nos casos de asfixia por gases ou outros tóxicos, não se aconselha
usar este método, pelo perigo de envenenamento do próprio socorrista.

Nos casos de contractura dos músculos maxilares, fenómeno comum nos choques eléctricos,
o que torna muito difícil abrir a boca da vítima, e nos casos de ferimento nos lábios, pratica-
se o método boca-a-nariz, igual ao método acima descrito, apenas tendo o cuidado de
fechar a boca da vítima quando se pratica o sopro para enchimento dos pulmões.

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PARADA CARDÍACA

Muitas vezes, a asfixia é acompanhada de parada cardíaca, o que torna o quadro bastante
grave. Nestes casos, ao mesmo tempo em que praticamos a respiração artificial, devemos
tentar reanimar os batimentos cardíacos por meio de estímulo exterior, de natureza
mecânica, facilmente aplicado por qualquer pessoa.

A parada cardíaca é de fácil reconhecimento graças a sinais clínicos tais como:


• Inconsciência:
• Ausência de batimentos cardíacos;
• Parada respiratória;
• Extremidades arroxeadas;
• Palidez intensa;
• Dilatação das pupilas.

A primeira providência a ser tomada, antes da chegada do médico, será a massagem


cardíaca externa. A massagem cardíaca externa consiste na compressão ritmada sobre o
tórax do paciente, na área cardíaca, visando estimular a circulação através do esvaziamento
parcial das cavidades do coração por efeito de pressão mecânica. É uma prática simples e
que traz óptimos resultados.

No método Sylvester, de respiração artificial pela compressão do tórax para esvaziamento


dos pulmões, pratica-se, também, o estímulo cardíaco. Mas, no método boca-a-boca, que
não é acompanhado de compressão torácica, deve-se iniciar massagens cardíacas com
frequência de 60 vezes por minuto.

Procedimento:

1: Deite o paciente de costas, sobre


uma superfície dura;

2: Faça pressão sobre o externo, que


deste modo comprimirá o coração
de encontro ao arco costal e à coluna
vertebral;

3: Descomprima rapidamente;

4: Repita a manobra em ritmo de 60


vezes por minuto, até haver
batimentos espontâneos ou até a
chegada do médico.

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PARADA CARDIOPULMONAR

A ressuscitação cardiopulmonar é um conjunto de manobras utilizadas para


restabelecimento das funções circulatória e respiratória para preservar a vida.

A parada cardiorrespiratória pode ser provocada pelo choque eléctrico. As manifestações


são inconsciência, parada respiratória e ausência de pulso em grande artéria.

O socorrista deve certificar-se da parada cardiorrespiratória, observando a ausência de


movimentos do tórax e pulso. Para o socorro, deve-se colocar a vítima de barriga para cima;
afrouxar as roupas; abrir e desobstruir as vias aéreas, hiperextendendo a cabeça da vítima;
depois deve-se colocar a máscara (Pocket Mask) na face da vítima e fazer duas expirações
firmes e profundas (de 1,5 a 2 segundos cada), de modo a expandir os pulmões.

Se houver pulso arterial, mas não respiração, o socorrista deve fazer uma ventilação a cada 5
segundos (em caso de adulto), verificando o pulso frequentemente, até a presença de um
suporte avançado. Na ausência de pulso, quando se tratar de um socorrista, fazer massagem
cardíaca, comprimindo o tórax 15 vezes, alternando esse movimento com 2 ventilações,
procurando manter uma frequência de 80 a 100 massagens por minuto. O socorrista deve
verificar a eficiência da reanimação, após 5 ciclos de 15 por 2. Sempre procurando a
presença de pulso.

Caso haja dois socorristas que saibam fazer a massagem cardíaca, a ressuscitação
cardiopulmonar deve ser feita utilizando o método de uma ventilação para cinco massagens.
O socorrista que está ventilando deve, intermitentemente, palpar uma das carótidas por
alguns segundos.

Quando você não tem conhecimento do ocorrido, e a vítima apresentar,


concomitantemente, rigidez de articulação, pele fria e arroxeada, manchas hipostáticas e
pupilas dilatadas, não deverá ser realizada a ressuscitação cardiorrespiratória.

A ressuscitação cardiorrespiratória deverá ser finalizada quando as funções vitais retornar,


na exaustão do único socorrista ou na presença de uma autoridade médica.

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2.4 Queimaduras Eléctricas

Na manobra de seccionadores em carga, fusíveis e até em casos de curto-circuitos, é


comum, o surgimento de arco eléctrico que pode provocar queimaduras nos operadores ou
pessoas circunvizinhas. Estas pessoas podem sofrer queimaduras eléctricas.

Dependendo da gravidade, as queimaduras eléctricas podem ser:


• 1º grau – são pouco extensas, a pele torna-se vermelha, aparece um inchaço e a dor é
discreta:
• 2º grau – são extensas, aparecem bolhas sobre pele vermelha, as dores são mais
intensas:
• 3º grau – são muito extensas, a pele torna-se branca ou carbonizada, com pouca ou
nenhuma dor na área de 3º grau:

Os primeiros socorros a dar a uma vítima de queimaduras dependem do tipo de grau da


mesma:

Quando a queimadura for pouco extensa ou extensa (1° e 2° grau):

1. Resfrie rapidamente o local com água ou compressas frias durante 5 minutos;


2. Lave e desinfecte a pele à volta da queimadura:

3. Seque com delicadeza procurando não romper as bolhas;


4. Coloque um penso esterilizado:

5. Procure levar a vítima ao hospital;

Quando a queimadura for muito extensa (3° grau):

1. Retire da vítima roupas, anéis e outro objectos de adorno presentes na área


queimada;
2. Evolva ou cubra a vítima num lençol ou toalha limpa;
3. Evitar arrefecimento, tapando a vítima com uma manta;

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4. Verifique a respiração, se necessário faça respiração artificial;


5. Procure transportar a vítima para o hospital mais próximo;

2.5 Ferimentos, Fracturas e Hemorragias

No campo da electricidade, ao longo da realização de determinadas actividades, é possível o


surgimento de acidentes de trabalhos que provoquem ferimentos e/ou fracturas e/ou
hemorragias.

O ferimento é resultado de uma lesão no corpo da vítima. Estes podem ser de dois tipos:

Ferimentos externos – são ferimentos visíveis ao observarmos o corpo da vítima, tais como
arranhões ou escoriações (superficiais ou profundas), cortes, hematomas, etc.
Nos ferimentos externos podemos destacar dois grupos:

a) Ferimentos pequenos como picadas, escoriações, golpes, etc. Na presença destes,


devemos:

1. Lavar bem com água e sabão e desinfectar a pele à volta do ferimento;

2. Coloque um penso esterilizado sobre o ferimento;

3. Procure transportar a vítima para o hospital.

b) Ferimentos graves como golpes profundos e externos, esmagamentos, etc.:

1. Cobrir o ferimento com compressas esterilizadas;

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2. Ligar a parte afectada;

3. Procurar transportar a vítima para o hospital mais próximo:

Em casos de hemorragias:

1. Coloque a vítima deitada;


2. Não retire os objectos incrustados;
3. Proteja-se de contacto com o sangue da vítima;
4. Se o sangue corre, cubra o ferimento com pano limpo (toalhas, gazes grossas, etc.) e
lentamente fazer um penso compressivo;

5. Comprima firmemente, se não cessar comprima mais ainda;


6. Se o sangue sai em jacto ou se a compressão não resulta, coloque um garrote entre a
ferida e a raiz da perna ou braço;

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7. Se o sangue correr ainda ao fim de 30 minutos, depois de desapertar o garrote, espere


5 segundos e reaperte-o novamente. Se o sangue deixar de correr, retire o garrote,
mantendo a vítima sob vigilância;

8. Peça ajuda.

Ferimento interno - uma contusão resultante de uma colisão com um objecto duro pode
lesar um músculo ou órgão interno sem apresentar lesões na pele. Em situações destas não
há muito o que fazer pois dificilmente se conseguirá um diagnóstico de imediato. Talvez
manter a vítima deitada e pedir ajuda especializada.

Devemos suspeitar de fracturas quando a vítima apresenta alguns sinais e sintomas descritos
abaixo:

1. Dor em um osso ou articulação;

2. Incapacidade de movimentação;

3. Adormecimento;

4. Mudança na coloração local da pele;

5. Forma ou posição anormal de um osso ou articulação;

Para podermos dar ajuda à vítima, devemos antes de tudo:

1. Gentilmente apalpar o corpo da vítima, dedos das mãos e pés, sempre


observando se há reacção de dor;

2. Tranquilizar e movimentar a vítima o mínimo possível;

3. Colocar um penso esterilizado sobre a ferida se existir e imobilizar a parte


afectada com talas (de madeira ou cartão) e ataduras;

 Esperar pelo socorro especializado.

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2.6 Avaliação Formativa Nº 2

Leia atentamente as questões que se seguem e calcule

1. Em casos de uma pessoa com hemorragias, que procedimentos você deve tomar?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

2. Nas situações de uma vitima ferida e que apresenta alguns sinais e sintomas de
fracturas, o que não se deve fazer?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
______________________________________________________________________

3. E se a vitima apresenta uma queimadura extensa de 3° grau, o que devemos fazer?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

4. Indique todos os procedimentos para ferimentos pequenos como picadas, escoriações,


golpes:
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

5. O que fazer se o coração da vítima não bate?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

6. Em casa do choque eléctrico de uma pessoa que tenha tocado em um condutor ou


peça sob tensão e permanece em contacto, o que você deve fazer para salvar essa
vitima?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

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7. Em muitos acidentes de trabalho, acontece que a vítima não respira. O que se deve
fazer para confirmar que a vítima não respira?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

8. Em caso de ferimentos graves como golpes profundos e externos, esmagamentos, o


que devemos fazer para salvar a vitima?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

9. E se a vitima apresenta uma queimadura extensa do 1º ou 2° grau, o que devemos


fazer?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

10. O que ilustra a figura a baixo?

________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

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3 COMBATE DE INCÊNDIOS EM INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

3.1 Fogo e Transmissão de Calor

O fogo é uma reacção química que fornece calor, luz e chama. Só existe fogo na presença de
três elementos básicos (combustível oxigénio e calor).
O fogo pode ser definido como produto da combustão de material sólido, líquido, gasoso,
com liberação de luz e calor.
Oxigénio é o comburente e o material que queima, é o combustível (pode ser sólido, líquido,
em forma de vapor ou ainda na forma gasosa).
Calor é a quantidade de energia, unidade de medida [J], [cal].
Temperatura é o nível de energia, unidade de medida dada em graus [C], [F], [K].
Transmissão do calor:

• Condução - propagação através de um meio físico (continuidade molecular) ex: barra


de aço.
• Convecção – propagação através de um meio circulante gasoso ou líquido (correntes
"térmicas" de vapores) ex: evaporação de solventes, vazamento de GLP.
• Irradiação – propagação por ondas caloríficas que um corpo aquecido transmite em
todas as direcções semelhantes à luz. Ex: calor do sol, chapa de metal aquecida (solda).
• Combustão – é uma reacção química em cadeia, de oxidação rápida entre um
combustível, um comburente, com adição de energia de activação, liberando luz e
calor.
• Combustível – é todo material que libera vapores inflamáveis chegando a ponto de
combustão
a) Sólido – madeira, papel, tecido...
b) Líquido – gasolina, álcool, éter, tinta, solvente...
c) Gás – hidrogénio, GLP, acetileno, metano...
• Comburente – é o oxigénio do ar
• Ar atmosférico – é a mistura de oxigénio 21%, nitrogénio 78% e 1% de outros gases.
• Reacção química – reacção de oxidação do combustível pelo oxigénio do ar.

3.2 Triângulo do Incêndio ou de Fogo

Para haver fogo, é necessária a


existência de calor, combustível e
oxigénio, concorrendo simultânea-
mente, em proporções definidas. Para
facilitar a compreensão dos elementos
essenciais do fogo, dispusemos tais
elementos como se fossem os três
lados de um triângulo, que chamamos
triângulo do fogo.

Quando os três lados estiverem juntos, formando o triângulo, haverá fogo; quando faltar um
ou mais lados, não haverá fogo.

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Três são os processos de extinção de incêndio que têm por objectivo quebrar o triângulo do
fogo:
• Resfriamento – É a redução gradual do calor contido nos corpos que ardem, até a
diminuição suficiente da temperatura. Para esse fim, é comummente empregada a
água.
• Abafamento - Ocorre com a redução do percentual de oxigénio (comburente) que
alimenta o fogo, em torno de até 13% de O2 para apagar chamas e inferior a 8% para
extinção de brasas. Pode ser realizado, entre outras maneiras:
1. Pela cobertura ou envolvimento do corpo em chamas;
2. Pelo fechamento hermético da área de fogo;
3. Pela obstrução ou calafetagem de passagens e portas;
4. Pelo emprego de substâncias incombustíveis.
• Isolamento - Consiste em evitar a propagação do incêndio, através da retirada do
combustível que ainda não queimou de perto do foco de incêndio.

3.3 Classes de Incêndio

CLASSE A: Incêndios em combustíveis sólidos: queimam em superfície e profundidade e


deixam resíduos após a queima (cinza, fuligem ou carvão). O melhor agente
extintor é a água, que provoca o resfriamento.
Exemplos: madeira, papel, papelão, pano, lixo, fibra etc.

CLASSE B: Incêndios em combustíveis líquidos: queimam somente em superfície e


normalmente não deixam resíduos. Para sua extinção, é essencial um efeito de
abafamento. Os melhores agentes extintores são: CO2, PQS e espuma.

Exemplos: gasolina, óleo, graxa, querosene, tinta, álcool, éter, acetona, etc.

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CLASSE C: Incêndios em equipamentos eléctricos energizados: sua principal característica é


não ser possível a utilização de agentes extintores de incêndio que conduzem
energia eléctrica, como água ou espuma. Eliminando-se a fonte de energia, o
incêndio passa a ser classe A, B ou D. Caso não seja possível desligar o circuito,
utilize gás carbónico ou pó químico seco.
Exemplos: ar condicionado, ventilador, geleira, congelador, televisão, motor,
transformador etc.
Alguns equipamentos electrónicos têm como característica acumular energia
eléctrica mesmo estando desligados, neste caso sempre serão considerados
classe C.
Exemplos: televisão, monitor de computador etc.

CLASSE D: Fogo em metais pirofóricos, isto é, em ligas metálicas que, pela própria queima,
produzem alimento para as chamas. Alguns exemplos de metais pirofóricos:
magnésio, zinco, alumínio em pó, titânio, sódio, zircónio etc. Em razão das suas
características, devemos usar pó químico seco especial sobre o objecto em
chamas que se funde em contacto com metal combustível, formando uma capa
que o isola do ar atmosférico e de outros corpos combustíveis. Outro
procedimento é retirar o material não atingido de perto da queima, efectuando-
se assim o isolamento.

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3.4 Normas para Prevenção e Combate a Incêndios

• Instalar, sempre que possível, aparelhos de detecção e alarme, para avisarem quando
o fogo estiver ainda em formação, proporcionando um combate mais eficaz. Há uma
razoável quantidade de tipos de detectores e alarmes no mercado;
• Não jogar ou colocar fósforos ou cigarros em cestos de lixo. Alguns grandes incêndios
começaram assim;
• Não usar extintores de espuma, água-gás e/ou água pressurizada em circuitos
eléctricos energizados;
• Manter o extintor sempre em seu local, limpo, bem conservado e em perfeitas
condições de uso (carga, pressão etc.);
• Informar a todos os funcionários/estudantes e pessoal de trabalho a localização dos
extintores, para que classe de incêndio eles servem e como usá-los;
• Proibir a obstrução da área destinada ao equipamento de combate a incêndio;
• Cuidar da boa ordem e arrumação em todos os compartimentos e corredores.
• Fazer manutenção dos corredores de ventilação entre pilhas de materiais combustíveis
ou inflamáveis;
• Não acumular de forma alguma lixos e sobras inflamáveis;
• Não permitir o acúmulo de inflamáveis ou de explosivos em armários, estantes,
gavetas etc. Deverão ser mantidos, em quantidades mínimas possíveis, em recipientes
bem fechados e em lugares ventilados. O ideal será conservá-los em recipientes à
prova de inflamabilidade ou de explosão;
• Proporcionar boa ventilação em ambientes onde haja possibilidade de a atmosfera
estar carregada de poeiras ou emanações inflamáveis ou explosivas;
• Não utilizar material inflamável para limpar ou lavar o chão, as paredes etc. Usar
somente detergentes não inflamáveis;
• Nomear um responsável para inspeccionar, com a maior frequência possível, todos os
locais que possam ser considerados perigosos, do ponto de vista de incêndios;
• Revisar periodicamente o estado das instalações eléctricas, em especial no que se
refere à sobrecarga. São muitos os incêndios cuja origem reside no mau estado dos
circuitos eléctricos ou na má distribuição das respectivas cargas;
• Instalar, à entrada de recintos onde é proibido fumar, grandes cinzeiros, em locais bem
visíveis e pintados de vermelho, para servirem de lembrete aos fumantes distraídos;
• Construir, sempre que possível tanque de água, para reserva, com razoável
capacidade, visando servirem exclusivamente ao combate a incêndios, em especial nas
zonas onde haja falta periódica de água na rede de abastecimento. Tal prática se torna
indispensável em indústrias onde são manuseados produtos explosivos, de fácil
combustão, inflamáveis, prédios com mais de 3 pavimentos etc.;
• Colocar nos pátios das fábricas, em locais estratégicos, hidrantes para eventual
combate a incêndios pelo lado externo do edifício ou edifícios. Bombas hidráulicas
deverão ser usadas, para pressurizar a rede preventiva de incêndio;
• Testar hidrostaticamente todos os extintores a cada 5 anos e recarrega-los uma vez ao
ano;
• Armazenar todo produto químico dentro de seus grupos. Evitar o armazenamento
entre explosivos, corrosivos, inflamáveis e de certos produtos que, em contacto com
outros, produzem reacções perigosas.

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3.5 Risco de Incêndio Devido à Corrente Eléctrica

Nas instalações onde existe grande número de substâncias inflamáveis. A corrente eléctrica
pode estar na origem dos incêndios, normalmente causado pelo:
• Sobreaquecimento devido à deterioração do material isolante dos condutores
eléctricos, por efeito de Joule,
• Arco eléctrico produzido por equipamentos ou por electricidade estática;
• Defeitos dos equipamentos que podem provocar faíscas susceptíveis de provocarem
explosões quando a trabalhar em atmosferas explosivas.

Sobreaquecimento
As principais causas de sobreaquecimento são as sobreintensidades, ou seja correntes
eléctricas de intensidade excessiva, em relação ao valor calculado para o respectivo
condutor. Estas sobreintensidades, por sua vez, podem ter origens diversas:
1. Sobrecargas: quando a corrente que percorre o condutor é superior à intensidade para
a qual ele foi projectado (intensidade nominal). Esta situação ocorre habitualmente
quando se ligam cargas em excesso;
2. Curto-circuito: quando se tocam dois condutores entre os quais existe uma
determinada diferença de potencial e entre os quais a resistência é muito pequena ou
nula. Esta situação que provoca a passagem instantânea de correntes de valor elevado
e provoca quase sempre a fusão dos condutores, acompanhada de pequenas
explosões;
3. Defeitos de isolamento: devidos à má execução da instalação ou de equipamentos
eléctricos, ao envelhecimento do material, ou ao tratamento negligente dos cabos de
ligação, permitindo que os veículos passem por cima provocando danos sobre o
isolamentos;
4. Resistência de contacto: resultante de ligações eléctricas através de contactos
imperfeitos, como ligações mal apertadas ou terminais algo soltos, provocando uma
resistência elevada à passagem da corrente.

Arco eléctrico
O arco eléctrico que pode estar na origem de muitos incêndios numa oficina, resulta
normalmente de:
1. Trabalhos de soldadura;
2. Faíscas produzidas pelo funcionamento anormal de equipamento eléctrico;
3. Faíscas produzidas pela electricidade estática e por descargas atmosféricas.

3.6 Extintores de Incêndio

3.6.1 Localização

Os extintores deverão ser instalados em lugares bem visíveis, devidamente assinalados e de


livre acesso. Cada extintor deve estar colocado a uma altura tal, que uma pessoa de estatura
mediana possa pegá-lo sem dificuldades. Não deverá ser permitido o acúmulo de materiais
no chão, por baixo e ao redor dos mesmos. A figura a seguir mostra um sistema prático de
sinalização, destinado a alertar que a área sob o extintor não deve ser ocupada.

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Jamais devem ser instalados extintores no fundo de compartimentos. De preferência, devem


ser instalados pelo lado de fora, próximo à porta de acesso, para fácil alcance em caso de
emergência.

3.6.2 Extintor de incêndio de CO2


Dados técnicos:
1. Mangueira.
2. Gatilho.
3. Alça para transporte.
4. Pino de segurança.
5. Tubo sifão.
6. Recipiente.
7. Punho.
8. Difusor.

Capacidade: 2, 4, 6 e 8 kg.
Alcance médio do jacto: 3 m.

Técnica de utilização:
• Identifique o extintor pela sua aparência, observando a etiqueta presa ao
mesmo;
• Retire o extintor do suporte preso à parede ou outro lugar em que esteja
acondicionado;
• Retire o lacre e o pino de segurança;
• Segure pelo punho, aponte o difusor para baixo e aperte o gatilho
rapidamente, a fim de confirmar o agente extintor;
• Transporte o extintor até próximo do local sinistrado (1 a 2 m);
• Direccione o jacto para a base do fogo e movimente-o em forma de
ziguezague horizontal, a favor do vento.

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3.6.3 Extintor de Pó Químico Seco (PQS)


Dados técnicos:
1. Mangueira.
2. Gatilho.
3. Alça para transporte.
4. Recipiente.
5. Tubo sifão.
6. Tubo de pressurização.
7. Cilindro de gás propelente (ampola externa).

Capacidade: 4, 6, 8, 10 e 12 kg.
Alcance médio do jacto: 6 m.

Técnica de utilização:
• Identifique o extintor pela sua aparência, observando a etiqueta presa ao
mesmo.
• Retire o extintor do suporte preso à parede ou outro lugar em que esteja
acondicionado.
• Empunhe a mangueira para baixo e gire o volante da ampola externa no sentido
anti-horário, rompendo assim o lacre e pressurizando a carga extintora. Aperte o
gatilho, localizado na extremidade do mangotinho, rapidamente, a fim de
confirmar a existência do agente extintor. Neste momento, afaste qualquer parte
do corpo da trajectória da tampa, caso esteja projectada, mediante o aumento
da pressão interior do aparelho.
• Transporte o extintor até próximo do local sinistrado (5 m).
• Direccione o jacto para a base do fogo e movimente-o em forma de ziguezague
horizontal, a favor do vento.

3.6.4 Extintor de pó químico seco pressurizado


Dados técnicos:
1. Mangueira com esguicho.
2. Gatilho.
3. Alça para transporte.
4. Pino de segurança.
5. Tubo sifão.
6. Recipiente.
7. Manómetro.

Capacidade: 4, 6, 8, 10 e 12 kg.
Alcance médio do jacto: 6 m.

Técnica de utilização:
• Identifique o extintor pela sua aparência, observando a etiqueta presa ao
mesmo.
• Retire o extintor do suporte preso à parede ou outro lugar em que esteja
acondicionado.
• Retire o lacre e o pino de segurança.

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• Empunhe a mangueira para baixo e aperte o gatilho rapidamente, a fim de


confirmar o agente extintor.
• Transporte o extintor até próximo do local sinistrado (5 m).
• Aperte o gatilho, direccione o jacto para a base do fogo e movimente-o em
forma de ziguezague horizontal, a favor do vento.

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3.7 Avaliação Formativa Nº 3

Leia atentamente as questões que se seguem e calcule

1. Para um Extintor de pó químico seco pressurizado indique a


legenda da figura:
1:__________________________________________;
2:__________________________________________;
3:__________________________________________;
4:__________________________________________;
5:__________________________________________;
6:__________________________________________;

2. Indique as técnicas e procedimentos para a utilização do Extintor de Pó Químico Seco?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3. Em que altura um extintor deve estar colocado?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4. Indique 10 normas para prevenção e combate a incêndios


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

5. Para um Extintor de incêndio de CO2 indique a legenda da figura:


1:__________________________________________;
2:__________________________________________;
3:__________________________________________;
4:__________________________________________;
5:__________________________________________;
6:__________________________________________;

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6. Em que lugar um extintor deve estar localizado?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

7. Indique as causas de Sobreaquecimento nas instalações eléctricas?


_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

8. Indique a classe de incêndio a que pertencem os itens da figura abaixo

_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

9. Indique a origem do arco eléctrico que pode estar na origem de muitos incêndios
numa oficina.
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

10. Indique os processos de extinção de incêndio que têm por objectivo quebrar o
triângulo de fogo?
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________
_______________________________________________________________________

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4 GRANDEZAS ELÉCTRICAS

4.1 Tensão Eléctrica

Tensão eléctrica ou diferença de potencial (ddp) ou voltagem é a diferença de potencial


eléctrico entre dois pontos ou é a diferença em energia eléctrica potencial por unidade
de carga eléctrica entre dois pontos. O símbolo da tensão é o “U” ou “V”.

A unidade de medida da tensão eléctrica é o volt, símbolo (V) – unidade usada em


homenagem ao físico italiano Alessandro Volta.

Por exemplo na tomadas das nossas casas ou nas tomadas deste centro de formação
dizemos que tem 220 volts. Mais na verdade estamos a falar de 220 volts da diferença de
potencial que existe entre os dois pólos da tomada.

O voltímetro é o instrumento ou aparelho de medição utilizado para se medir a tensão ou a


ddp entre dois pontos em um sistema ou de uma tomada. O símbolo do Voltímetro é

Múltiplos do Volt
QUILOVOLT: abreviada pela letra KV
Um Quilovolt (1 KV) equivale a 1.000 V.

Para converter Quilovolt em volt, deve-se multiplicar o valor em Quilovolt por 1000 (mil), o
resultado desta divisão será dado em volts.
Exemplo:
Converter 13,8 KV em volts (V)
13,8 x 1000 = 13800 V

Para converter volts (V) em Quilovolts (KV), deve-se dividir o valor dado em volts por mil.
Exemplo:
Converter 13800 V em KV
13800 / 1000 = 13,8 KV

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Submúltiplos do Volt
MILIVOLT: abreviada por mV
Um Milivolt (mV), equivale a 0,001 V

Para converter Milivolts em Volts, deve-se dividir o valor dado em Milivolts (mV) por 1000
(mil), o resultado desta divisão será dado em Volts.
Exemplo:
Converter 400 mV em V
400 / 1000 = 0,4 V

Para converter Volts em Milivolts deve-se multiplicar o valor dado em Volts (V) por 1000
(mil), o resultado desta multiplicação será dado em Milivolts (mV).
Exemplo:
Converter 2 V em mV.
2 x 1000 = 2000 mV

4.2 Intensidade de Corrente Eléctrica

A corrente eléctrica ou amperagem é o fluxo ordenado de partículas portadoras de carga


eléctrica, ou também, é o deslocamento de cargas dentro de um condutor, quando existe
uma diferença de potencial eléctrico entre as extremidades. O símbolo da corrente é o “I”

Imaginemos dois tanques cheios de água, sendo um mais cheio do que o outro. Se ligarmos
esses dois tanques por um tubo (condutor de água), pela diferença de nível de água
(diferença de potencial) haverá um fluxo de água do tanque mais cheio para o tanque mais
vazio até que os níveis sejam iguais (mesmo potencial).

A unidade de medida da Corrente Eléctrica é o Ampere (A) – unidade usada em homenagem


ao físico francês André-Marie Ampère. O aparelho utilizado para medir a Corrente Eléctrica é
o Amperímetro. O Símbolo do Amperímetro é:

A corrente só pode ser medida em SÉRIE. Com um amperímetro em mãos e


uma tomada simples (bipolar) não é possível medir corrente, só seria possível
com o auxílio de um circuito em série. Se você tentar medir colocando as
ponteiras do multímetro na tomada, será uma experiência EXPLOSIVA !!!

Múltiplos do Ampère
QUILO AMPERE: Abreviado pelas letras KA.
Um Quilo ampere (1 KA) é igual a 1000 A.

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Para converter Quilo ampere em Ampère deve-se multiplicar o valor dado em Quilo ampere
(KA) por 1000 (mil), o resultado desta multiplicação será dado em Ampère (A).
Exemplo:
Converter 2,5 KA em A.
2,5 x 1000 = 2500 A.

Para converter Ampère em Quilo ampere, deve-se dividir o valor dado em Quilo ampere
(KA) por 1000 (mil), o resultado desta divisão será dado em Ampère.
Exemplo:
Converter 2000 A em KA
2000 / 1000 = 2 KA.

Submúltiplos do Ampère
MILIAMPERE: abreviada por mA
Um Miliampere (mA), equivale a 0,001 A

Para converter Miliampere em Amperes, deve-se dividir o valor dado em Miliamperes (mA)
por 1000 (mil), o resultado desta divisão será dado em Amperes.
Exemplo:
Converter 400 mA em A
400 / 1000 = 0,4 A

Para converter Amperes em Miliamperes deve-se multiplicar o valor dado em Amperes (A)
por 1000 (mil), o resultado desta multiplicação será dado em Miliamperes (mA).
Exemplo:
Converter 2 A em mA.
2 x 1000 = 2000 mA

4.3 Tipos de Corrente Eléctrica

O sentido da corrente é definido pela direcção em que os electrões se movimentam. A


corrente pode ser classificada em relação a movimentação de seus electrões em corrente
alternada e corrente contínua.

Corrente Contínua (CC ou DC)

Quando as cargas eléctricas se movimentam em uma só direcção temos a Corrente Contínua


- C.C, ou DC (Direct Current).

Quando esse movimento de cargas é sempre no mesmo sentido, surge no corpo uma
corrente eléctrica contínua, conhecida como CC. É exactamente o tipo de corrente fornecido
por uma pilha de lanterna, bateria de automóvel e a fonte de alimentação do computador.

Os circuitos integrados das placas dos computadores trabalham sob uma alimentação de CC.

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A Voltagem de Corrente Contínua (VCC) ou DCV (Direct Current Voltage) é quem realmente
alimenta a maioria dos equipamentos electrónicos.

Quando um equipamento é ligado na tomada de tensão VAC - Voltagem de Corrente


Alternada (220), um circuito electrónico chamado fonte de alimentação converter a tensão
VAC em DCV que alimenta os circuitos electrónicos em geral.

Outras formas de geração de energia contínua são as: Baterias (carros, telefone celulares,
rádio comunicadores, etc.), as pilhas (rádios portáteis, brinquedos, etc.) ou até mesmo a
energia solar (painéis solares), entre outras.

Símbolos da Corrente Contínua e da Voltagem de Corrente Contínua:

Corrente Alternada (CA ou AC)

É definida como a corrente que não só varia de sentido, mas também em sua intensidade ao
longo do tempo. Quando a movimentação dos electrões varia de sentido em um
determinado tempo, classificamos esta como Corrente Alternada – CA (ou AC: Alternate
Current).

A Voltagem de Corrente alternada – VCA (ou ACV: Alternate Current Voltage) é gerada em
Moçambique na sua grande parte pelas hidroeléctricas que convertem a energia cinética da
água em energia potencial, através do movimento de turbinas.

4.4 Sentidos da Corrente eléctrica

Quando falamos no sentido da corrente eléctrica, estamos querendo definir em que


direcção às cargas eléctricas estão se movimentando.

Sentido Convencional - É o sentido usado para estudos na maioria dos livros técnicos. Neste
sentido a corrente se desloca do positivo para o negativo.

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Sentido Real - Este é o sentido verdadeiro dos electrões, do negativo para o positivo

4.5 Resistência eléctrica

A corrente eléctrica ao passar por um certo material pode ter ou não “dificuldade”. Certos
materiais impõe maior dificuldade à passagem da corrente eléctrica do que outros. A essa
“dificuldade que o material impõe à passagem da corrente chama-se Resistência Eléctrica.

Todo material, por mais condutor que seja, oferece uma resistência à passagem da corrente.
Os melhores condutores serão aqueles que terão a menor resistência e os piores condutores
a maior resistência.

Quanto maior a resistência eléctrica maior será o calor dissipado pelo condutor na passagem
de uma mesma corrente.

A unidade de medida da Resistência eléctrica é o ohms (Ω) – unidade em homenagem ao


físico alemão Georg Simon Ohm.

O aparelho utilizado para medir a Resistência eléctrica é o Ohmímetro.

4.6 A Lei de Ohm

As grandezas descritas acima, nomeadamente a corrente, a tensão ou diferença de potencial


e a resistência eléctrica são relacionadas pela lei de Ohm:

V = diferença de potencial (d.d.p.)


R = resistência em ohms (Ω)
I = corrente em amperes (A)

Exemplo 1:

Queremos saber a (d.d.p.) de um equipamento que, através de uma resistência de 100


ohms, estabelece uma corrente de 1 ampere.

Solução:
V = R x I V =100 x 1 = 100 V

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Exemplo 2:

Qual a corrente que circula através de um condutor de 10 ohms de resistência, quando em


suas extremidades existe um equipamento de 110 “Volts” ?

Solução:
V=RxI
I = V/R
I =110 / 10 = 11 A

Exemplo 3:

Queremos saber resistência oposta ao deslocamento de uma corrente de 5 amperes,


quando existe uma d.d.p. de 220 “Volts” fornecida por uma fonte.

Solução:
V=RxI
R=V/I
R =220 / 5= 44Ω

4.7 Potência Eléctrica

Todo condutor sujeito a uma tensão é atravessado por uma corrente. Essa corrente que
passa pelo condutor é capaz de produzir algum trabalho, assim como ocorre com os motores
eléctricos. Essa capacidade de produzir trabalho é definida como Potência Eléctrica e
normalmente é referenciada pela letra P. Apesar dos nomes serem parecidos não devemos
confundir potência eléctrica com potencial eléctrico.

Um determinado equipamento terá uma potência maior ou menor de acordo com a sua
capacidade de produzir mais ou menos trabalho eléctrico.

A unidade de medida da Potência eléctrica é o Watt (W) – unidade em homenagem ao


matemático e engenheiro escocês James Watt.

O Watt é a potência gerada por uma corrente de um ampere passando por um condutor
sujeito a uma tensão de 1 volt.:

O Aparelho utilizado para medir a Potência eléctrica é o Wattímetro.

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Múltiplos do Watt
QUILOWATTS: Abreviado pelas letras KW.
Um Quilowatt (1 KW) é igual a 1000 W.

Para converter Quilowatt em watt deve-se multiplicar o valor dado em Quilowatt (KW) por
1000 (mil), o resultado desta multiplicação será dado em watt (W).

Exemplo:
Converter 2,5 KW em W.
2,5 x 1000 = 2500 W.

Para converter watt em Quilowatt, deve-se dividir o valor dado em Quilowatt (KW) por 1000
(mil), o resultado desta divisão será dado em watt.

Exemplo:
Converter 2000 W em KW
2000 / 1000 = 2 KW.

Submúltiplos do Watt
MILIWATT: abreviada por mA
Um Miliwatt (mW), equivale a 0,001 W

Para converter Miliwatt em watt, deve-se dividir o valor dado em Miliwatt (mW) por 1000
(mil), o resultado desta divisão será dado em watt.

Exemplo:
Converter 400 mW em W
400 / 1000 = 0,4 W

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4.8 Avaliação Formativa Nº 4

Leia atentamente as questões que se seguem e calcule

1. Sobre resistência, indique:


a) Sua unidade de medida:_____________________________________________;
b) O aparelho utilizado para medi-la:_____________________________________;
c) A lei de Ohm:______________________________________________________;
d) Defina:___________________________________________________________;

2. Qual a resistência de um liquidificador que usa 220 V de tensão e corrente de 1,2 A ?

______________________________________________________________________

3. Qual a voltagem que um rádio tem quando usa uma resistência de 220 Ω e amperagem
de 1,4 A ?

_______________________________________________________________________

4. Sobre d.d.p, indique:


a) Sua unidade de medida:_____________________________________________;
b) Aparelho utilizado para medi-la:______________________________________;
c) Seus múltiplos:____________________________________________________;
d) Seus submúltiplos:_________________________________________________;

5. Qual é a potência de um chuveiro eléctrico que tem 220Ω de resistência e corrente de


4 A?
_____________________________________________________________________

6. Qual a resistência eléctrica de um brinquedo que usa tensão de 220 V e corrente de 2 A ?

______________________________________________________________________

7. Sobre Corrente eléctrica


a) Tipos existentes:___________________________________________________;
b) Seus sentidos:_____________________________________________________;
c) O aparelho utilizado para medi-la:_____________________________________;
d) Sua unidade de medida:___________________________ __________________;

8. Qual a corrente que uma batedeira usa para funcionar quando a sua resistência é de
4Ω e a sua potência eléctrica é de 100 W ?

_____________________________________________________________________

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

9. Qual a tensão de uma geladeira que tem 200 W de potência e usa uma corrente de
1,12 A ?

_____________________________________________________________________

10. Sobre potência, indique:


a) O aparelho utilizado para medi-la:____________________________________;
b) Sua unidade de medida:____________________________________________;
c) Defina:_________________________________________________________;
d) Formula:________________________________________________________;

11. Qual é a potência em W de uma impressora que tem a tensão de 220 V e corrente de
0,9 A ?

_____________________________________________________________________

12. Quantos watts 5 computadores de tensão de 240 V e amperagem de 1,2ª penduram


em um estabilizador;

_____________________________________________________________________

_____________________________________________________________________

13. Complete as devidas relações entre: Potência, Resistência, Amperagem e Voltagem:

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5 FUSÍVEIS, DISJUNTORES E LIGAÇÃO À TERRA

5.1 Fusível de Corta-Circuito

Os fusíveis são elementos sensíveis de acção reduzida. São intercalados nos circuitos
eléctricos, para interromper a passagem da corrente eléctrica se existir uma anomalia de
funcionamento.

Quando circula uma corrente muito elevada no circuito onde o fusível está instalado, a
temperatura do fusível aumenta devido a essa corrente que passa. Se a corrente aumenta
cada vez mais, a temperatura também aumenta ate o fusível se romper, cortando a
passagem da corrente eléctrica:

Q = I 2 ⋅ R ⋅t
onde: Q é o calor gerado pela corrente I que atravessa a resistência eléctrica do fusível
por unidade tempo, em joule.
I é a corrente eléctrica, em Ampere.
R é a resistência eléctrica do fusível, em Ohm.
t é a duração ou espaço de tempo, em segundos, em que a corrente eléctrica I
percorreu o fusível.

Na electricidade, vários símbolos são usados para representar os inúmeros fusível:

Os fusíveis são constituídos geralmente por


ligas, formadas por materiais como chumbo,
estanho, cádmio, bismuto e mercúrio,
porque apresentam baixos pontos de fusão,
que variam de 20 a 200 ºC.

Todos os fusíveis usados na indústria de


electricidade devem possuir sempre um
material isolante a envolvê-lo, para que ele
não fique exposto, pois o arco eléctrico que
surge durante a fusão poderá danificar
equipamentos vizinhos e pessoas próximas.
Os materiais mais utilizados são: a
porcelana, a cerâmica, o papelão e o vidro.

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Para o uso de qualquer fusível é importante ter em conta as seguintes característica de


trabalho:

• Intensidade nominal ou calibre (I n )


que é o valor da intensidade de corrente máxima que o fusível pode suportar
permanentemente sem fundir. Este valor é sempre fornecido pelo fabricante do
fusível e vem gravado no corpo do aparelho.

• Curva característica de fusão × tempo de fusão


que é a curva que relaciona os valores da intensidade de corrente os quais o fusível
funde com o tempo que demora a fundir. São normalmente construídos três tipos de
curvas para os fusíveis: (1) de acção instantânea ou rápida; (2) de acção retardada;
(3) de acção lenta.

• Poder de corte
que é a intensidade máxima, de corrente, que o fusível é capaz de interromper, sem
destruição do invólucro do elemento fusível. Por exemplo, nos fusíveis de Alto Poder
de Corte (APC), este pode ir até 100 kA.

• Tensão de serviço
que é a tensão realmente existente no ponto do circuito onde está instalado o corta-
circuito fusível.

• Tensão nominal (T n )
que é o valor da tensão que não desliga o fusível e corresponde à máxima das
tensões de exercício, a qual o fusível pode funcionar regularmente.

• Intensidade convencional de não fusão (I nf )


que é a intensidade de corrente eléctrica admissível no elemento fusível, sem que
este funda, durante o tempo convencional.

• Intensidade convencional de fusão (I f )


que é a intensidade de corrente eléctrica que deve provocar a fusão do elemento
fusível num tempo não superior ao tempo convencional.

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Características dos corta-circuitos fusíveis

Intensidade nominal Intensidade Intensidade


(In) convencional convencional
de não fusão de fusão
Igual ou inferior a 6 A 1,5 In 2,1 In
Superior a 6 A e igual ou 1,5 In 1,9 In
inferior a 10 A
Superior a 10 A e igual 1,4 In 1,75 In
ou inferior a 25 A
Superior a 25 A 1,3 In 1,6 In

Fusíveis de baixa tensão:

a) Fusíveis de baixa corrente - normalmente possuem invólucros de vidro ou cerâmica.


São pequenos e possuem especificação de corrente da ordem de 5 A e trabalham com
tensões máximas de 60 V.

b) Fusíveis ultra-rápidos Sitor - são fusíveis ultra-rápidos apropriados em instalações


industriais para a protecção de semicondutores, tirístores, GTO's e díodos, em geral,
circuitos electrónicos à base de semicondutores. Estes fusíveis podem ser encontrados
em grupos de dois (2) tamanhos, com correntes nominais de 32 à 710 A e podendo ser
usados a uma tensão nominal de 800 à 1000 V em corrente alternada ou em grupos de
5 tamanhos, com correntes nominais de 16 à 800 A e podendo ser usados a uma
tensão nominal de 440 à 690 V em corrente contínua.

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c) Fusíveis ultra-rápidos Silized — são utilizados na protecção de curto-circuito de


semicondutores nos circuitos electrónicos de potência, estão adaptados às curvas de
carga dos tirístores e díodos de potência, permitindo, quando da sua instalação, seu
manuseio sem riscos de toque acidental. Podem ser encontrados em 3 tamanhos para
correntes nominais que variam de 16 à 100 A, uma capacidade de interrupção nominal
de corrente de 50 kA em até 500 V em corrente alternada ou de 8 kA em até 500 V em
corrente contínua. São fusíveis que permitem a fixação rápida, por engate sobre trilhos
ou parafusos.

d) Fusíveis tipo Rolha — é o mais comum nas instalações domiciliares, tem como
capacidade de corrente valores que variam de 6 a 30 A e tensão máxima de trabalho
250 V.

e) Fusível tipo Cartucho — é normalmente utilizado em circuitos de iluminação e força


motriz. Tem como capacidade de corrente valores que variam de 10 a 100 A e tensão
máxima de trabalho 250 V.

f) Fusível tipo Faca — este aparelho possui o fio fusível com uma redução na área
transversal em alguns trechos, característica responsável por tentar localizar a área de
fusão. Tem como capacidade de corrente, valores que variam de 80 à 600 A e como
tensão máxima de trabalho de até 500 V

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g) Fusível tipo Diazed – este possui areia em seu interior que serve de atenuador dos
efeitos da pressão, temperatura e arco eléctrico, durante a fusão do elemento fusível.
Possui espoleta, que é uma pedra de cor vermelha, que se desprende da sua posição
quando o fusível é queimado. Estes fusíveis são conhecidos e largamente utilizados
pela sua alta precisão, principalmente os rápidos, que possuem o tempo de fusão na
ordem de alguns décimos de segundo.

Em seguida apresentamos alguns característicos deste tipo de fusível:


• Fusíveis de corrente nominal que variam de 2 a 60 A são rápidos e de 80 a 100 A
são retardados;
• Fusível até 20 A, a capacidade nominal de interrupção é de 100 kA a 220 V DC;
• Fusível de 25 a 63 A, a capacidade nominal de interrupção é de 70 kA a 500 V AC;
• Fusível de 80 e 100 A, a capacidade nominal de interrupção é de 50 kA a 500 V
AC.

Para além das características mencionadas é importante referenciar que estes fusíveis
são largamente utilizados na protecção de curto-circuito em instalações eléctricas
residenciais, comerciais e industriais e quando normalmente instalados, permitem o
seu manuseio sem riscos de contacto acidental.

h) Fusível tipo NH3- são muito semelhantes aos Diazed, diferindo apenas na capacidade
de corrente e encapsulamento. São geralmente do tipo retardados e aplicados na
protecção contra curto-circuitos e sobrecargas em instalações industriais. Estes fusíveis
podem ser encontrados em tamanhos, com correntes nominais de 6 à 1250 A. Sua
capacidade de interrupção nominal de corrente varia de 125 kA, 500 V em corrente
alternada a 200 kA, 250 V em corrente contínua.

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Para além dos aspectos apresentados, com o uso de punhos, garante-se o manuseio
seguro na montagem ou substituição destes fusíveis.

5.2 Disjuntores

Existem diferentes tipos de disjuntores, mas, os mais usuais são o electromagnético, o


magnetotérmico e o diferencial.

Os disjuntores são usados na protecção contra altas correntes com a vantagem de poderem
ser religados várias vezes. O número de vezes é determinado pelo fabricante e é da ordem
de milhares.

Os disjuntores com acção magnética funcionam na ocorrência de curto-circuitos. Estes são


representados pelos símbolos da figura (a). Um disjuntor somente térmico é representado
pelo símbolo da figura (b) e protege a instalação apenas contra sobrecargas. Em geral, há
disjuntores que combinam ambas formas de protecção, estes são chamados de
magnetotérmicos, simbolizados na figura (c).

a) b) c)

Os disjuntores são desligados através de relés que podem por sua vez actuar por diversas
grandezas físicas como por exemplo tensão, corrente ou temperatura. Como a potência
comandada é muito grande, os processos de ligar e desligar devem ser rápidos e precisos, e
isso só é conseguido nos disjuntores de alta potência, por uma forte mola que é tencionada
por um motor eléctrico, e a energia mecânica acumulada na mola é descarregada no
mecanismo de fechamento ou de abertura do disjuntor, fazendo com que estes sejam muito
rápidos.

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Disjuntor diferencial — o seu princípio de funcionamento baseia-se na comparação entre


duas ou mais correntes, actuando quando a diferença entre elas excede um dado valor,
indicando a existência de defeito no circuito. Nos disjuntores trifásicos, as três fases e o
neutro passam por dentro do núcleo ferromagnético do disjuntor. Em caso de fuga de
corrente, o sistema de correntes fica desequilibrado, passando a existir um fluxo no núcleo
que, aplicado à bobina do disparador, faz com que o interruptor se desligue. Os disjuntores
diferenciais (figura a baixo) protegem os circuitos principalmente contra as correntes de
fuga, protegendo por isso, indirectamente o utilizador que manuseie receptores onde se
possam dar essas correntes de fuga.

No entanto, este dispositivo acumula frequentemente as funções do disjuntor


magnetotérmico, protegendo também a instalação contra os curto-circuitos e sobrecargas.
As características que descrevemos no estudo dos relés aplicam-se também aos disjuntores,
nomeadamente os tipos de curvas características, o calibre, o valor de regulação, poder de
corte e fecho e a temporização.

Disjuntor magnetotérmico — a figura abaixo mostra um disjuntor magnetotérmico, cujo


esquema simplificado pode ser visto do lado direito da figura. Entre os bornes 1 e 2, a
corrente passa pela resistência de baixo valor R (que está próxima da lâmina bimetálica B),
pela bobina do electroíman E e pelo par de contactos C. Este tende a abrir pela acção da
mola M2 mas o braço actuador A impede com ajuda da mola M1. O electroíman E é
dimensionado para atrair a extremidade do actuador A somente em caso de corrente muito
alta (curto circuito) e, nesta situação, A irá girar no sentido indicado, libertando a abertura
do par de contactos C pela acção de M2.

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5.3 Ligação à Terra

Numa instalação eléctrica sem ligação à terra, em casos de acidente ou choque eléctrico, a
corrente ocasionada por esse defeito passa totalmente através do corpo humano e, se a
tensão de massa for superior a 50 V, a corrente pode ser muitíssimo perigosa.

Se a massa da instalação estiver ligada à terra através de uma resistência de pequeno valor,
a maior parte da corrente passará através da resistência e não pelo corpo humano.

Existem vários tipos de ligação à terra, designadas normalmente por associação de duas ou
três letras, designando a primeira a situação do neutro em relação à terra, e a segunda, a
situação das massas em relação à terra; a terceira letra fornece uma informação
complementar sobre as funções do condutor de protecção.

A ligação das massas à Terra constituem uma medida de protecção contra choques eléctricos

Destacam-se:

Sistema TT
O neutro está ligado à terra e as massas são ligadas directamente à terra através de
eléctrodos próprios, distintos do neutro. Este sistema é maioritariamente utilizado em
instalações industriais e domésticas.

Sistema TN
O neutro está ligado à terra e as massas estão ligadas ao ponto neutro por condutores de
protecção.
• Se o condutor neutro e o de protecção se confundem, o sistema é designado de
TNC.
• Se o condutor neutro e o de protecção são separados, o sistema é designado de
TNS.

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Sistema IT
O neutro não está ligado à terra (neutro isolado) ou está ligado por intermédio de uma
impedância (neutro impedante).

Resistência de terra
A resistência de terra deve ter o valor menor possível e não deve ser superior a 10? A tensão
de segurança de funcionamento do aparelho de protecção é de 25 ou 50 volt, conforme as
massas são empunháveis ou não.

Protecção diferencial
Os aparelhos de protecção sensíveis à corrente diferencial-residual deverão assegurar,
directa ou indirectamente, o corte omnipolar do circuito em que estão inseridos e ser
dotados de dispositivo que permita sem meios especiais, verificar o seu estado de
funcionamento.

Estes aparelhos actuam num tempo determinado, atingido a corrente de fuga, ou residual
( I ∆n ), um valor mínimo. Em função deste valor mínimo, consideram-se as seguintes classes
de sensibilidade:

Nível Corrente Residual


Baixa sensibilidade I ∆n > 1000mA
Média sensibilidade 30 ≤ I ∆n ≤ 1000mA
Alta sensibilidade 12 ≤ I ∆n ≤ 30mA
Muito alta sensibilidade I ∆n ≤ 12mA

Características da terra
Todos os sistemas de protecção estão directa ou indirectamente relacionados com a terra,
pois a corrente que percorre o corpo humano escoa-se, regra geral, para a terra; isto só não
acontece quando se está isolado da mesma e em contacto simultâneo com dois pontos a
potencial diferente.

Esta ligação é assegurada por um eléctrodo de terra que pode ter várias formas e tem que
ser montado de acordo com algumas regras.

A resistência de terra deve ser medida, podendo ser utilizado mais do que um método.

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5.4 Avaliação Formativa Nº 5

Leia atentamente as questões que se seguem e calcule

1. Diga o que representa cada um dos símbolos da figura ao lado:


a) ___________________________;
b) ___________________________;
c) ___________________________;

2. Indique as características de trabalho dos fusíveis.


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

3. O que acontece numa instalação eléctrica sem ligação à terra, em casos de acidente ou
choque eléctrico?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

4. Sobre d.d.p, indique

a) E:____________________________;
b) A:____________________________;
c) M1:___________________________;
d) R:____________________________;
e) 1 e 2: _________________________;
f) C:____________________________;
g) M2:___________________________;

5. Indique as classes de sensibilidade da protecção diferencial?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

6. Como é assegurada a ligação a terra?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

7. Complete a legenda do fusível:

a) _______________________;
b) ________________________;
c) ________________________;
d) ________________________;
e) ________________________;
f) ________________________;

8. Qual é a capacidade nominal de interrupção de um Fusível tipo Diazed de 20 A ?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

9. Como funciona em fusível em geral?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

10. Qual é o principio de funcionalmente de um disjuntor diferencial?


________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________

70 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
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6 TIPOS E SECÇÕES DE CONDUTORES E CABOS ELÉCTRICOS

6.1 Condutores Eléctricos

Condutores eléctricos para baixa tensão podem ser fios ou cabos de cobre ou alumínio
capazes de transportar energia eléctrica em circuitos com tensões eléctricas de até 1000 V.

Os principais componentes de um fio ou cabo de potência em baixa tensão são o condutor, a


isolamento e a cobertura.

O condutor pode ser constituído por um único fio metálico maciço rígido ou por um
conjunto de fios torcidos formando um condutor flexível.

Alguns cabos eléctricos podem ser dotados apenas de condutor e isolamento, sendo
chamados então de condutores isolados, enquanto outros podem possuir adicionalmente a
cobertura (aplicada sobre o isolamento), sendo chamados de cabos unipolares ou
multipolares, dependendo do número de condutores que possuem. A figura mostra
exemplos desses três tipos de condutores eléctricos.

Em função de suas propriedades eléctricas, térmicas, mecânicas e custos, o cobre e o


alumínio são os metais mais utilizados na indústria de fabricação de fios e cabos eléctricos. A
prática nos leva a observar que, quase sempre, as linhas aéreas são construídas em alumínio
e as instalações internas são com condutores de cobre. De acordo com o regulamento de
instalações eléctricas de baixa tensão é proibido o uso de alumínio em instalações
residenciais.

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

6.2 Flexibilidade dos Condutores Eléctricos

Um condutor eléctrico pode ser constituído por uma quantidade variável de fios, desde um
único fio até centenas deles. Essa quantidade de fios determina a flexibilidade do cabo.
Quanto mais fios, mais flexível o condutor e vice-versa.

Um fio é um produto maciço, composto por um único elemento condutor. Trata-se de uma
óptima solução económica na construção de um condutor eléctrico, porém apresenta uma
limitação no aspecto dimensional e na reduzida flexibilidade, sendo, em consequência,
limitado a produtos de pequenas secções (até 16 mm²).

O termo condutor encordoado tem relação com a construção de uma corda, ou seja,
partindo-se de uma série de fios elementares, eles são reunidos (torcidos) entre si,
formando então o condutor. Essa construção apresenta uma melhor flexibilidade do que o
fio.

As formações padronizadas de condutores encordoados (cordas) redondos normais são:


• 7 fios (1+6);
• 19 fios (1+6+12);
• 37 fios (1+6+12+18) e assim sucessivamente.
Nessa formação, a camada mais externa possui o número de fios da camada anterior mais
seis.

Um condutor encordoado compactado é uma corda na qual foram reduzidos os espaços


entre os fios componentes. Essa redução é realizada por compressão mecânica ou trefilação.
O resultado desse processo é um condutor de menor diâmetro em relação ao condutor
encordoado redondo normal, porém com menor flexibilidade.

72 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Um condutor flexível é obtido a partir do encordoamento de um grande número de fios de


diâmetro reduzido.

Cabo Unipolar H05V-U / H07V-U

Características
• Tensão de ensaio: H05V-U 2.000 VOLTS; H07V-U 2.500 VOLTS
• Tensão nominal: H05V-U 300/500 VOLTS; H07V-U 450/750 VOLTS
• Norma: NP2356

Descrição
• Condutor: Cobre Classe I.
• Isolamento: Policloreto de Vinil (PVC).
• Cor do isolamento: Azul; Amarelo; Branco; Castanho; Cinzento; Creme; Encarnado;
Preto; Verde/Amarelo e Verde.

Aplicações
• Instalações fixas protegidas, estabelecidas no interior de aparelhos de utilização.
• Apropriados para canalizações à vista ou embebidas, protegidos por tubos, para
circuitos de sinalização, controle e potência

Os valores de intensidade máxima admissível, referem-se às seguintes condições:


• Regime permanente.
• Temperatura ambiente de 30 ºC e temperatura máxima junto da alma condutora de 70
• Caso de um único condutor instalado ao ar livre.

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Cabo Unipolar Flexível H05V-K/H07V-K

Características
• Temperatura de serviço: -5 a +70 ºC
• Tensão de ensaio: H05V-K 2.000 VOLTS; H07V-K 2.500 VOLTS
• Tensão nominal: H05V-K 300/500 VOLTS; H07V-K 450/750 VOLTS
• Raio de curvatura: 5 x diâmetro
• Norma: CENELEC

Descrição
• Condutor: Cobre Electrolítico, flexível, Classe V.
• Isolamento: Policloreto de Vinil (PVC).

Aplicações
• Cabo flexível para transporte de energia e alimentação, para instalações;
• Fixas e semimóveis de edifícios e unidades industriais e no interior de equipamentos.

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Cabo com Cobre Flexível H05VV-F / H05VVH2-F

Características
• Tensão 300/500 V

Descrição
• Condutor: Cobre flexível classe 5 para instalação móvel (-F).
• Isolamento: Policloreto de vinilo (V). Identificação por cores.
• Bainha: Policloreto de vinilo (V) nas cores habituais: Cinzento, Branco e Preto.

Aplicações
• Utilização em serviços móveis no interior, como locais domésticos, cozinhas,
escritórios, aparelhos portáteis
• Máquinas de lavar, frigoríficos, aspiradores, equipamentos de escritório, motores na
indústria ligeira, berbequins, serras circulares, etc.

Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas | 75
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

76 | Manual do Formando – Módulo 1.1 – Executar com segurança todos os trabalhos de instalações eléctricas
INEFP, GIZ & RIO TINTO FORMAÇÃO PROFISSIONAL – ELECTRICISTA
INSTALADOR

Formação Profissional
Electricista Instalador - Vocacional 2

Módulo 1.2

Preparar e Aplicar Ferramentas e Instrumentos


para Instalação Eléctrica

Manual do Formando

Manutenção Industrial - Formação Profissional INEFP – Manuais – Electricista Instalador Pagi|5na77


77
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

78 |Manual do Formando – Módulo 1.2 – Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos para instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MÓDULO 1.2 – MANUAL DO FORMANDO

PREPARAR E APLICAR FERRAMENTAS E INSTRUMENTOS PARA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

ÍNDICE DO MANUAL
Página
1 INTRODUÇÃO ÀS FERRAMENTAS PARA INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS 80
1.1 Selecção de ferramentas manuais para instalação eléctrica 80
1.2 Alicates 80
1.3 Chaves de aperto de parafusos 82
1.4 Avaliação formativa nº 1 84

2 FURAÇÃO COM BERBEQUIM ELÉCTRICO 85


2.1 Introdução ao berbequim eléctrico 85
2.2 Brocas 86
2.3 Avaliação formativa nº 2 88

3 MEDIÇÃO DE TENSÃO, INTENSIDADE E RESISTÊNCIA COM MULTÍMETRO 89


3.1 Introdução ao multímetro 89
3.2 Medição de tensão AC usando multímetro analógico 90
3.3 Medição de resistência usando multímetro analógico 91
3.4 Medição de tensão contínua (DCV) usando multímetro analógico 92
3.5 Medição de corrente contínua (DCA) usando multímetro analógico 93
3.6 Medição de tensão alternada (VAC) usando multímetro digital 94
3.7 Medição de corrente alternada (AAC) usando multímetro digital 94
3.8 Medição de resistência usando multímetro digital 96
3.9 Medição de tensão contínua (DCV) usando multímetro digital 97
3.10 Avaliação formativa nº 3 97

4 IDENTIFICAÇÃO DE VÁRIOS NÍVEIS DE TENSÃO EM FONTES DE ENERGIA 98


ELÉCTRICA
4.1 Fonte de alimentação ajustável de corrente contínua 98
4.2 Fonte de alimentação de corrente alternada 101

Manual do Formando – Módulo 1.2 – Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos para instalação eléctrica | 79
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1. INTRODUÇÃO ÀS FERRAMENTAS PARA INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

1.1. Selecção de Ferramentas Manuais para Instalação Eléctrica

A execução, a realização ou montagem de qualquer instalação eléctrica depende muito das


ferramentas e dos instrumentos a serem usadas e depende também de como essas mesmas
ferramentas e instrumentos são utilizadas.

Instrumentos e ferramentas adequadas ao serviço ou uma determinada actividade, para


além de facilitarem o trabalho e dão correcção e segurança ao utilizador e ao trabalho. Com
ferramentas e instrumentos adequadas a uma certa tarefa ou actividade, ganha-se tempo,
executa-se a tarefa dentro do melhor padrão e despende-se menos energia.

1.2 Alicates

São ferramentas manuais de aço carbono feitas por fundição ou forjamento, compostas de
dois braços e um pino de articulação, tendo em uma das extremidades dos braços, suas
garras, cortes e pontas, temperadas e revenidas.

Os alicates servem para segurar por apertos, cortar, dobrar, colocar e retirar determinadas
peças nas montagens.

Os principais tipos de alicate são:


• Alicate Universal - serve para efectuar operações como segurar, cortar e dobrar.

Os alicates universais para electricistas devem ter um isolamento no braço que suporte
até 1000 V CA

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

• Alicate de Corte - serve para cortar chapas, arames e fios.

Os alicates de corte para electricistas devem ter um isolamento no braço que suporte
até 1000 V CA.

• Alicate de Bico ou de ponta é utilizado em serviços de mecânica e de electricidade,


sobretudo quando se realizam tratamentos de terminais dos condutores.

Os alicates de ponta para electricistas também devem ter um isolamento no braço que
suporte até 1000 V CA.

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• Alicate Descarnador de Fios - Pode ser bastante simples como o do tipo que se
assemelha a um alicate universal. Regula-se a abertura das lâminas de acordo com o
diâmetro do condutor a ser desencapado.

Outro tipo de descarnador é o desarme automático. Nele existem orifícios com


diâmetros reguláveis correspondentes aos diversos condutores. Ao pressionar suas
hastes, tanto o corte como a remoção da isolação são executados.

1.3 Chaves de Aperto de Parafusos

• Chave de Parafuso de Fenda - é uma ferramenta de aperto constituída de uma haste


cilíndrica de aço carbono, com uma de suas extremidades forjada em forma de cunha
e a outra em forma de espiga, onde se acopla um cabo de madeira ou plástico.

É uma ferramenta largamente usada pelo electricista para apertar e desapertar


parafusos cujas cabeças tenham fendas ou ranhuras que permitam a entrada da
cunha.

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Para além da fenda, existem diversos outros padrões de cabeças de parafuso como Phillips
(estrela), Pozidriv, Torx e Allen (sextavado por interior).

a) Chaves de Fenda

b) Chaves Phillips

c) Chaves Pozidriv

d) Chaves Torx

e) Chaves Allen

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1.4 Avaliação Formativa Nº 1

Leia atentamente as questões que se seguem

1. Indique todos os padrões de cabeças de parafuso.


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2. Identifique as seguintes ferramentas, colocando o numero no nome correspondente:


( ) alicate de corte frontal;

( ) alicate de bico redondo;

( ) alicate universal;

( ) alicate de bico curvado

( ) alicate descarnador

( ) alicate de eixo móvel.

( ) alicate de corte diagonal;

( ) alicate de ponta chata.

3. Relaciona a coluna A (o que fazer) com a coluna B (instrumentos).

Coluna A Coluna B

a) ( ) Para cortar 1. Alicate de corte diagonal.

b) ( ) Para segurar 2. Chaves de fenda, chaves estrela

c) ( ) Para descarnar 3. Alicate descarnador, alicate de corte

d) ( ) Para apertar 4. Alicate universal, alicate de bicos

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2 FURAÇÃO COM BERBEQUIM ELÉCTRICO

2.1 Introdução ao Berbequim Eléctrico

Berbequim eléctrico ou simplesmente furadeira portátil é um instrumento largamente usado


pelo electricista para a abertura de furos em chapas ou em paredes.

Esta ferramenta pode ser transportada com facilidade e pode ser operado em várias
posições.

Características:
• Potência do motor
• Número de rotações por minuto (rpm)
• Capacidade
• Deslocamento máximo de eixo principal

Acessórios:
• Mandril porta-brocas
• Jogo de buchas de redução
• Morsa
• Cunha para retirar mandril, brocas e buchas de
redução

Condições de uso:
• A máquina deve estar limpa
• O mandril deve estar em bom estado
• A broca deve estar bem presa e centrada
• O cabo eléctrico e a ficha devem estar em boas condições.

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2.2 Brocas

As Brocas são ferramentas de corte, de forma cilíndrica, com canais rectos ou helicoidais que
terminam em ponta cónica e são afiadas com determinado ângulo.

As brocas se caracterizam pela medida do diâmetro, forma da haste e material de


fabricação, são fabricadas, em geral, em aço carbono e também em aço rápido.

As brocas de aço rápido são utilizadas em trabalhos que exijam maiores velocidades de
corte, oferecendo maior resistência ao desgaste e calor do que as de aço carbono.

Classificação:
As brocas apresentam-se em diversos tipos, segundo a natureza e características do trabalho
a ser desenvolvido. Os principais tipos de brocas são:
a) Broca helicoidal de haste cilíndrica
b) Broca helicoidal de haste cónica
c) Broca de centrar
d) Broca com orifícios para fluido de corte

A Broca Helicoidal é o tipo mais usado, e apresenta a vantagem de conservar o seu


diâmetro, embora se faça afiação dos gumes várias vezes.

As brocas helicoidais diferenciam-se apenas pela construção das hastes, pois as que
apresentam haste cilíndrica são presas em um mandril, e as de haste cónica, montadas
directamente no eixo da máquina.

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Processo de execução

1) Prenda a peça e com um punção, marque o ponto onde será feito o furo.

2) Prenda a broca no mandril.

3) Seleccione o sentido de rotação.

4) Gire a porca reguladora até uma distância (H) do batente igual à profundidade de
penetração (P), mais a altura (a) do cone da broca.

5) Centre a broca no ponto puncionado.

6) Ligue o berbequim e inicie o furo com avanço lento.

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2.3 Avaliação Formativa Nº 2

Leia atentamente as questões que se seguem

1. Para que é necessário abrir furos?


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2. Como deve ser feito um furo?


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3. Para que serve a broca?


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4. Relaciona a coluna A (o que fazer) com a coluna B (instrumentos).

Coluna A Coluna B

a) ( ) Para medir 1. régua, esquadro de base e de centrar, e suta

2. riscador, compasso, graminho


b) ( ) Para traçar
3. escala, graminho

c) ( ) Para furar 4. soluções corantes

5. punção e martelo
d) ( ) Para marcar
6. broca, mandril, furadeira

5. Ordene a sequência de etapas da traçagem, numerando os parênteses de 1 a 6:

a) ( ) Regulação da profundidade de penetração da broca.


b) ( ) Ligação da furadeira e início da abertura do furo com avanço lento.
c) ( ) Centrar a broca no ponto puncionado.
d) ( ) Posicionamento da peça sobre a superfície de referência.
e) ( ) Fixação da broca no mandril
f) ( ) Fixação da peça.

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3 MEDIÇÃO DE TENSÃO, INTENSIDADE E RESISTÊNCIA COM MULTÍMETRO

3.1 Introdução ao Multímetro

O multímetro é um aparelho usado para medir correntes eléctricas contínuas e alternadas


em Amperes, tensões contínuas e tensões alternadas em Volts. Como o multímetro pode
medir varias grandezas eléctricas, o aparelho deve ser regulado e ajustado para medir
exactamente a grandeza que precisamos medir. Se um procedimento errado for feito, então
o aparelho vai se danificar.

Existem dois tipos de multímetro:


• O analógico (de ponteiro) – que é melhor para testar a maioria dos componentes
electrónicos;

• O digital, de visor de cristal liquida, que é melhor para medir tensões, correntes e
testar resistências

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Os multímetros, quer os analógicos assim como os digitais, são dotados de duas pontas de
prova de acesso ao exterior do aparelho, através das quais é possível medir as grandezas

3.2 Medição de Tensão CA (ACV) Usando Multímetro Analógico

O procedimento para a medição da tensão alternada é muito parecido com a medição da


tensão continua. As escalas são parecidas, a leitura do painel é feito da mesma forma que a
função DCV. A diferença é que a tensão alternada não tem polaridade, portanto a posição
das pontas do multímetro não altera em nada na medida.

Processo de execução

1) Ligue uma das pontas preta no borne marcado "-" do multímetro e uma das pontas
vermelha no borne "+";

2) Ajuste a chave selectora de função e escala para a posição "ACV". Seleccione uma das
escalas de tensão alternada, que seja adequada à leitura que deseja efectuar. Em caso
de dúvida utilize a mais elevada (“500 V”) e vá, progressivamente, decrescendo de
escala até obter uma leitura mais exacta.

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3) Aplique as pontas de prova em paralelo com o circuito que deseja medir tensão.

4) Leia a tensão na escala seleccionada.

3.3 Medição de Resistência Usando Multímetro Analógico

Processo de execução

1) Ligue uma das pontas preta no borne marcado "-" do multímetro e uma das pontas
vermelha no borne "+";

2) Seleccione uma das escalas de resistência, que seja adequada à leitura que deseja
efectuar. Curto-circuito as pontas de prova e ajuste o botão "OHM ADJ" para que se
leia na escala de OHM (verde) o valor zero.

3) Quando for medir um resistor, que esteja ligado em um circuito, solte um dos seus
terminais, para que a medição não seja influenciada pelos outros componentes.

4) Aplique as pontas de prova em paralelo com o resistor a ser medido.

5) Leia o valor do resistor na escala verde e utilize o multiplicador “Rx10” ou “Rx1K”, de


acordo com a posição da chave selectora, para obter o valor final da leitura.

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3.4 Medição de Tensão CC (DCV) Usando Multímetro Analógico

Esta função pode ser usada para medir a tensão de uma pilha ou e uma bateria de
acumuladores ou em qualquer ponto de um circuito electrónico, como por exemplo
nos terminais de um díodo ou transístor.

Assegure-se que a pilha esteja correctamente colocada e conectada ao


multímetro.

Processo de execução

1) Escolher a escala mais próxima acima da tensão a ser medida (DCV 2,5 – 10 – 50 – 250
– 1000). Por exemplo, para medir a tensão de uma pilha (9 V) usamos a escala de DCV
10;

2) Colocar uma das pontas preta no terminal comum ou negativo do multímetro "-" e a
outra ponta deve ser colocada no terminal negativo do circuito ou no ponto de menor
tensão (pólo negativo das pilhas e baterias).

3) Colocar uma das pontas vermelha no ponto positivo do multímetro "+" e a outra ponta
no terminal positivo do circuito;

4) A leitura no painel é feita da esquerda para a direita.

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3.5 Medição de Corrente Continua (DCA) Usando Multímetro Analógico

Processo de execução

1) Ligue uma das pontas preta no borne marcado "-" do multímetro e uma das pontas
vermelha no borne "+";

2) Ajuste a chave selectora de função e escala para a posição "DCA". Seleccione uma das
escalas de corrente contínua, que seja adequada à leitura que deseja efectuar. Em
caso de dúvida utilize a mais elevada (“250 mA”) e vá, progressivamente, decrescendo
de escala até obter uma leitura mais exacta.

3) Desligue o circuito que pretende testar, interrompa o condutor no qual quer medir a
corrente e ligue o multímetro em série com o circuito.

4) Ligue o circuito a ser medido.

5) Quando o ponteiro do multímetro deflectir para o lado esquerdo, isto significa que o
circuito está com a polaridade invertida em relação às pontas de prova, inverta a
posição das mesmas em relação ao circuito.

6) Após a medição desligue o circuito, remova o multímetro e ligue o condutor


interrompido.

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3.6 Medição de Tensão Alternada (VAC) Usando Multímetro Digital

Processo de execução

1) Conecte uma das pontas preta no borne marcado "COM" do multímetro e uma das
pontas vermelha no borne "VΩHz";

2) Seleccione uma das escalas de tensão alternada, que seja adequada à leitura que
deseja efectuar. Em caso de dúvida utilize a mais elevada (“750 VAC”) e vá,
progressivamente, decrescendo de escala até obter uma leitura mais exacta:

Nunca tente medir tensões superiores a 400 V AC.

3) Aplique as pontas de prova em paralelo com o circuito que deseja medir.

4) Leia o valor da tensão exibido no visor.

3.7 Medição de Corrente Alternada (AC) Usando Multímetro Digital

Processo de execução

A escala de 10 A AC não é protegida e apresenta uma baixa impedância


interna, portanto não tente medir corrente superior a 10 A AC ou
tensão, para evitar danos ao multímetro ou no equipamento sob teste.

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1) Ligue uma das pontas preta no borne marcado "COM" do multímetro e uma das
pontas vermelha no borne "mA"ou "10 A". Este último borne só deverá ser usado
quando se for medir até 10 A AC e a chave selectora estiver na posição "10 A AC".

2) Caso tenha escolhido o borne “10 A" seleccione a escala “10 A AC”, caso contrário
escolha uma das escalas de corrente compreendida, entre "20 mA" a "200 mA", que
seja adequada à leitura a ser feita.

3) Com a ponta de prova vermelha conectada no borne "mA" não tente medir mais que
200 mA AC e, se estiver conectada no borne "10 A", não tente medir mais que 10 A AC,
caso contrário poderá danificar o multímetro.

4) Desligue o circuito que pretende testar, interrompa o condutor no qual quer medir a
corrente e ligue o multímetro em série com o circuito.

5) Ligue o circuito a ser medido.

6) Leia o valor da corrente no visor do multímetro.

Nunca mude de escala com o circuito energizado, desligue-o primeiro.

7) Após a medição desligue o circuito, remova o multímetro e ligue o condutor


interrompido.

Não meça correntes superiores a 10 A por um tempo superior a 15 segundos


e aguarde 5 minutos para fazer duas medidas sucessivas.

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3.8 Medição de Resistência Usando Multímetro Digital

Processo de execução

Nunca tente medir resistência em um circuito que esteja energizado, ou


antes, que os capacitadores do mesmo tenham sido descarregados.

1) Ligue uma das pontas preta no borne marcado "COM" do multímetro e uma das
pontas vermelha no borne "VΩHz";

2) Gire a chave selectora para a função de resistência e escolha uma das escalas, que seja
adequada à leitura que deseja efectuar.

3) Aplique as pontas de prova em paralelo com o resistor a ser medido.

4) Leia o valor da resistência no visor.

Quando for medir um resistor que esteja ligado em um circuito, solte um dos
seus terminais, para que a medição não seja influenciada pelos demais
componentes do circuito.

5) Em leituras de valor superior a 1 M Ohm o multímetro demorará alguns segundos até


que a leitura estabilize no visor.

6) Na escala de 200 M Ohm para obter o valor final da leitura, deverá ser subtraído 1 M
Ohm do valor exibido no visor.

3.9 Medição de Tensão Continua (DCV) Usando Multímetro Digital

Processo de execução

1) Conecte uma das pontas preta no borne marcado "COM" do multímetro e uma das
pontas vermelha no borne "VΩHz";

2) Seleccione uma das escalas de tensão contínua, que seja adequada à leitura que deseja
efectuar. Em caso de dúvida utilize a mais elevada (“1000 V DC”) e vá,
progressivamente, decrescendo de escala até obter uma leitura mais exacta.

Nunca tente medir tensões superiores a 400 V DC.

3) Aplique as pontas de prova em paralelo com o circuito que deseja medir.

4) Leia o valor da tensão exibido no visor, caso esteja precedido do sinal menos (“-“), será
indicação que as pontas de prova estão com a polaridade invertida em relação ao
circuito.

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3.10 Avaliação Formativa Nº 3

Leia atentamente as questões que se seguem

1. Utilizando um multímetro analógico, meça:


a) Tensão nas pilhas de 1,5 Volt e 9 Volt;
b) Tensão numa bateria do painel fotovoltaico;
c) Numa bateria de um telefone celular;
d) Numa tomada monofásica;
e) Numa tomada trifásica.

2. Utilizando um multímetro digital, meça:


a) Tensão nas pilhas de 1,5 Volt e 9 Volt;
b) Tensão numa bateria do painel fotovoltaico;
c) Numa bateria de um telefone celular;
d) Numa tomada monofásica;
e) Numa tomada trifásica.

3. Utilizando um multímetro analógico, verificar a continuidade em:


a) Num condutor eléctrico;
b) Num cabo eléctrico;
c) Numa resistência;
d) Num díodo;
e) Entre um ponto de fase ou neutro e a carcaça de um ferro eléctrico de engomar

4. Utilizando um multímetro digital, verificar a continuidade em:


a) Num condutor eléctrico;
b) Num cabo eléctrico;
c) Numa resistência;
d) Num díodo;
e) Entre um ponto de fase ou neutro e a carcaça de um ferro eléctrico de engomar

5. Utilizando um multímetro digital, medir a corrente no circuito:

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

4 IDENTIFICAÇÃO DE VÁRIOS NÍVEIS DE TENSÃO EM FONTES DE ENERGIA ELÉCTRICA

4.1 Fonte de Alimentação Ajustável de Corrente Contínua

Uma fonte de alimentação ajustável ou variável é um instrumento utilizado para ajustar


tanto a tensão quanto a corrente de saída para alimentar (energizar), de forma controlada,
determinados circuitos e componentes electrónicos, ou para a realização de testes de
funcionalidade e caracterização.

O objectivo principal de uma fonte ajustável é transformar a energia eléctrica recebida da


rede sob a forma de corrente alternada (AC - Alternating Current) em uma energia eléctrica
de corrente contínua (DC - Direct Current), adequada para a alimentação de equipamentos
eléctricos e electrónicos mais sensíveis.

Geralmente utilizadas em bancadas e linhas de produção, as fontes de alimentação variáveis


são indicadas para diversas aplicações, dentre elas:
• A realização de testes, reparos e recargas de diversos equipamentos electrónicos.
• Alimentar circuitos de projectos electrónicos em “Protoboards”;
• Testes de consumo de produtos;
• Localização de curto-circuito;
• Auxiliar no desenvolvimento de novos produtos;
• Laboratórios educacionais, etc.

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Características:
• Fonte chaveada ajustável
• Display: 3 dígitos, tensão e corrente
• Tensão de Saída: 0 ~ 30 V
• Corrente de Saída: 0 ~ 3 A

1. Visualizador de corrente em Ampere (A)


2. Ajuste grosso de corrente
3. Ajuste fino de corrente
4. Indicador de CC
5. Chave ON/OFF
6. Visualizador de tensão em Volt (V)
7. Ajuste grosso de tensão
8. Ajuste fino de tensão
9. Indicador CV
10. Borne ou terminal de saída: polaridade
positiva
11. Borne ou terminal de terra ou massa
(GND)
12. Borne ou terminal de saída: polaridade
negativa

Procedimentos de ligação da fonte:

1) Localize a chave selectora na parte traseira da fonte;

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

2) Ajuste a chave selectora para tensão de 220 volts:

3) Na parte frontal, ligue a chave ON/OFF (POWER) da fonte:

100 |Manual do Formando – Módulo 1.2 – Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos para instalação eléctrica
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4.2 Fonte de Alimentação Corrente Alternada

Existem fontes de corrente alternada monofásicas e trifásicas com saída senoidal


controladas em tensão ou corrente.

Características
• Tensão: até 600 V (Linha);
• Potência: até 100 kVA;
• Frequência: 30 Hz a 150 Hz;
• Comunicação RS232;
• Baixa Distorção Harmônica;
• Protecções: térmica, sobre-corrente, curto-circuito;
• Isolação galvânica em alta frequência;
• Correcção do factor de potência e regeneração de energia;
• Medições da corrente de saída, potência activa, potência aparente e factor de
potência com 1% de precisão.

Manual do Formando – Módulo 1.2 – Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos para instalação eléctrica | 101
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

102 |Manual do Formando – Módulo 1.2 – Preparar e aplicar ferramentas e instrumentos para instalação eléctrica
FORMAÇÃO PROFISSIONAL – ELECTRICISTA INSTALADOR –
VOCACIONAL 2

Formação Profissional
Electricista Instalador - Vocacional 2

Módulo 1.3

Preparar e Aplicar Materiais


para Instalações Eléctricas

Manual do Formando

103103
Manual do Formador – Módulo 1.3 – Preparar e aplicar materiais para instalações eléctricas – Página
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

104 | Manual do Formando - Módulo 1.3 – Preparar e aplicar materiais para instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MÓDULO 1.3 - MANUAL DO FORMANDO

PREPARAR E APLICAR MATERIAIS PARA INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS

ÍNDICE DO MANUAL
Página
1 MEDIÇÃO, TRAÇAGEM, CORTE E DOBRAGEM DE TUBOS PA PARA 107
INSTALAÇÕES ELÉCTRICAS
1.1 Localização de elementos e traçado de percurso da instalação eléctrica 107
1.1.1 Materiais utilizadas 107
1.1.2 Localização de elementos 110
1.1.3 Traçado do percurso da instalação eléctrica 111
1.2 Electrodutos e acessórios 112
1.2.1 Introdução a electrodutos 112
1.2.2 Electroduto rígido metálico 113
1.2.3 Electroduto rígido plástico (PVC) 113
1.2.4 Electroduto flexível metálico 114
1.3 Corte, abertura de roscas e curvatura 115
1.3.1 Serra manual 115
1.3.2 Corta-tubos 116
1.3.3 Tarraxa para tubo metálico 116
1.3.4 Tarraxa para tubo PVC 116
1.3.5 Morsa de bancada para tubos 117
1.3.6 Lima redonda 117
1.3.7 Vira-tubos 118
1.3.8 Curvatura de electroduto rígido metálico 119
1.4 Moldagem ou soldagem de plástico 121
1.5 Acessórios 124

2 MONTAGEM DE TUBAGEM PA, CAIXAS DE DERIVAÇÃO, BUCHAS E 126


CABOS ELÉCTRICOS
2.1 Caixa estampada 126
2.2 Caixa octogonal (ponto de luz) 127
2.3 Instalação de conduletes 129
2.4 Condulete equipado com acessórios eléctricos 131

3 MONTAGEM DE SISTEMAS DIFERENTES DE FIXAÇÃO DE CABOS E 132


CONDUTORES
3.1 Introdução à fixação de cabos e condutores 132
3.2 Montagem e fixação de cabos eléctricos com abraçadeiras ISO 132
3.3 Montagem e fixação de cabos eléctricos com abraçadeiras de prego 134

4 MEDIÇÃO, CORTE E REMOÇÃO DE ISOLAMENTO DE CABOS E FIOS 135


ELÉCTRICOS
4.1 Introdução à descarnação de fios e cabos 135
4.2 Descarnação de fios 135
4.3 Descarnação de cabos 137

Manual do Formando - Módulo 1.3 – Preparar e aplicar materiais para instalações eléctricas | 105
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 PREPARAÇÃO DE TERMINAIS PARA LIGAÇÕES ELÉCTRICAS 138


5.1 Introdução 138
5.2 Junções e derivações 138
5.2.1 Junções 138
5.2.2 Junções na caixa de derivação 142
5.2.3 Junções em derivação 143
5.3 Anilhas 144
5.4 Solda branda 146

6 AVALIAÇÃO SUMATIVA 150

106 | Manual do Formando - Módulo 1.3 – Preparar e aplicar materiais para instalações eléctricas
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1. MEDIÇÃO, TRAÇAGEM, CORTE E DOBRAGEM DE TUBOS PA PARA INSTALAÇÕES


ELÉCTRICAS

1.1. Localização de Elementos e Traçado de Percurso da Instalação Eléctrica

1.1.1. Materiais utilizados

• Lápis de carpinteiro - É usado para obras no osso;

• Giz de alfaiate - É empregado em paredes já acabadas, quando há necessidade de


aumentar as instalações já existentes;

• Linha de bater - É um instrumento simples, composto de linha de algodão envolvida


em pó corante. É utilizada para efectuar o traçado de percurso entre dois pontos
distantes.

Como a linha de bater é usada em traçados de percurso longo, necessitamos de


utilização de corantes, que variam de acordo com a superfície a ser marcada. Caso a
superfície esteja pintada, é recomendado o uso de corantes claros, tais como talco ou
pó de giz.

• Fita Métrica - É uma fita métrica de pano ou de aço dentro de uma caixa de couro ou
plástico, como mostra a figura:

Existem fitas métricas para medidas de grande extensão, possuindo até 100 metros.
Entretanto, as fitas mais comuns são as que medem 2, 3 ou 5 metros. Elas trazem
todas as medidas lineares, assim como o metro articulado, e podem medir
superfícies curvas, adaptando-se a qualquer contorno.

Manual do Formando - Módulo 1.3 – Preparar e aplicar materiais para instalações eléctricas | 107
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

• Metro articulado - É uma escala de madeira ou metal – no caso, alumínio – com


dupla face graduada em milímetro, centímetro, metro ou em polegada e suas
respectivas divisões.

• Prumo de centro – É um instrumento formado por uma peça de metal suspensa por
um fio e serve para que se determine a direcção vertical. É muito aplicado na
construção civil com o objectivo de verificar a perpendicularidade ou prumo de
qualquer estrutura.

Nas instalações eléctricas empregamos o prumo de centro para marcar as descidas


de linhas nas paredes, para determinar os pontos de luz no tecto e para transportar
as marcas feitas no piso.

• Nível - É um instrumento que serve, principalmente, para medir a horizontalidade.


Constitui-se de uma régua de madeira, de plástico ou de alumínio na qual está fixado
um tubo de vidro ligeiramente curvado e com uma quantidade de líquido que
permite a formação de uma bolha de ar no seu interior. Através do vidro fixado
horizontalmente na régua de madeira verifica-se o nivelamento quando a bolha de ar
estiver fixada no centro do vidro, isto é, entre os dois traços marcados nele.

Existem outros tipos de nível que apresentam um ou dois vidros fixos


perpendicularmente ao comprimento da régua. São chamados de “vidros de prumo”
e servem para verificar se uma parede ou uma viga estão no prumo perpendicular ou
horizontal.

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

• Escadas - Quando são usadas em instalações eléctricas, encontramos três tipos


diferentes:

a) Escada simples - Precisa ser apoiada na parede ou porta onde se estiver a executar o
trabalho ou serviço. A distância entre a parede e o apoio na base da escada deve ser
a quarta-parte de seu comprimento;

Cuidados no uso da escada simples

b) Escadote ou escada de abrir - É composta de duas escadas simples, presas nas


extremidades por um eixo chamado pivô, o qual pode ser movido. Possui, na lateral,
uma haste metálica articulável, o que evita uma abertura muito ampla e,
consequentemente, seu deslizamento. Não há necessidade de estar apoiada em
postes ou paredes. Por ser uma escada bastante estável é usada para trabalhos
suspensos, permitindo a subida de dois operadores. É de grande aplicação nos
trabalhos de electricidade.

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1.1.2. Localização de elementos

Vamos definir os procedimentos necessários para traçar o percurso da instalação eléctrica,


estabelecendo a localização dos elementos fundamentais: tomada, interruptor e lâmpada.

Tomada

a) Marcar o ponto referencial da tomada no piso.

Procedimento:
1) Identifique, na planta baixa, o local onde será
marcada a tomada.

2) Meça a distância entre o símbolo e um ponto de


referência (porta, janela, parede, etc.).

3) Faça a conversão da medida da planta baixa para


a medida real (use a escala indicada na planta
baixa).

4) Marque no piso o ponto referencial da tomada,


usando a medida real.

b) Localizar a tomada na parede.

Procedimento:
1) Meça na parede, utilizando o metro articulado, a
altura da tomada, na mesma direcção do ponto de
referência feito no piso.

2) Localize a tomada na parede usando o giz:

Interruptor

a) Marcar o ponto referencial do interruptor simples no piso

Procedimento:
1) Identifique, na planta baixa, o local onde será
marcado o interruptor simples;

2) Meça, na planta baixa, a distância entre o símbolo e


a porta;

3) Marque no piso o ponto referencial do interruptor.

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b) Marcar o ponto referencial do interruptor simples no piso

Procedimento:
1) Meça na parede, utilizando o metro articulado, a altura
do interruptor, na mesma direcção do ponto de
referência feito no piso;

2) Localize o interruptor na parede, usando giz.

Lâmpadas

a) Marcar o ponto referencial da lâmpada no piso

Procedimento
1) Trace as diagonais, utilizando a linha de bater;

2) Reforce com giz o cruzamento das diagonais;

3) Marque no piso o ponto referencial da lâmpada.

b) Localizar a lâmpada no tecto

Procedimento
1) Transfira a marca do piso para o tecto, utilizando o
prumo de centro;

2) Localize a lâmpada no tecto, marcando com giz a


posição exacta onde se encontra o fio-de-prumo
de centro.

1.1.3. Traçado do percurso da instalação eléctrica

a) Na parede

Procedimento
1) Coloque o prumo de centro de maneira que
coincida com a marca do interruptor no piso;

2) Marque um ponto referencial no tecto;

3) Apoie a linha de bater no ponto referencial do


tecto;

4) Apoie e estique a linha de bater na perpendicular


até o ponto referencial, puxe a linha de bater dez
centímetros aproximadamente e solte-a, traçando
o percurso da instalação eléctrica na parede.

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b) No tecto

Procedimento
1) Apoie a linha de bater até o ponto final do
percurso traçado na parede;

2) Estique a linha de bater até a localização


da lâmpada;

3) Puxe a linha de bater dez centímetros


aproximadamente e solte-a, marcando o
traçado do percurso da instalação
eléctrica no tecto.

1.2. Electrodutos e Acessórios

1.2.1 Introdução a electrodutos

São tubos de metal ou plástico, rígido ou flexível, utilizados com a finalidade de conter os
condutores eléctricos e protegê-los da humidade, ácidos, gases ou choques mecânicos.

Os electrodutos podem ser classificados como:

a. Rígidos: Metálicos, plásticos (PVC)


b. Flexíveis: Metálicos (conduites), plásticos (corrugado)
c. Especiais: Ferro galvanizado, fibrocimento

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1.2.2. Electroduto rígido metálico

Descrição:
 Tubo de aço dobrável ou ferro galvanizado.
 Com ou sem costura longitudinal.
 Pintado interno e externamente com esmalte de cor preta.
 Fabricado com diferentes diâmetros e espessuras de parede.
 Adquirido em vara de 3 metros e dotado de rosca externa nas extremidades.
 Comprimento da rosca igual à metade do comprimento da Iuva.
 Função: conter e proteger os condutores.

Nota:
Os de parede grossa chamam-se "electrodutos pesados" e os de parede fina, "electrodutos
leves".

1.2.3. Electroduto rígido plástico (PVC)

Descrição
 Tubo de plástico dobrável.
 Sem costura longitudinal.
 Dotado de rosca externa na extremidade
 Fabricado com diferentes diâmetros e espessuras de parede.
 Adquirido em vara de 3 metros.
 Comprimento da rosca igual à metade do comprimento da luva.
 Função: conter e proteger os condutores.

ELECTRODUTOS RÍGIDOS METÁLICOS TIPO ROSQUEÁVEL

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ELECTRODUTOS DE PVC RÍGIDOS TIPO ROSQUEÁVEL

1.2.4. Electroduto flexível metálico

Estes electrodutos não podem ser embutidos nem utilizados nas partes externas das
edificações, em localizações perigosas e não podem nunca ser expostos à chuva ou ao sol.
Devem constituir trechos contínuos e não devem ser emendados. Necessitam ser
firmemente fixados por braçadeiras.

Em geral, são utilizados na instalação de motores ou de outros aparelhos eléctricos sujeitos à


vibração ou que tenham necessidade de ser deslocados em pequenos percursos. Também
são utilizados em ligações de diversos quadros. Para a sua fixação, usa-se o “box” recto ou
curvo. São encontrados em diversos diâmetros, expressos em polegadas (1/2", 3/4". 1") e
vendidos a metro.

Nota:
O electroduto flexível de plástico é bastante utilizado nas instalações das edificações, desde
que haja condições adequadas. As características principais dos electrodutos são fornecidas
por uma tabela em correspondência com o diâmetro nominal.

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1.3. Corte, Abertura de Roscas e Curvatura

1.3.1. Serra manual

Algumas ferramentas poderão ser utilizadas quando da aplicação dos electrodutos, com a
finalidade de fazer corte, abrir roscas ou fazer curvas. Dentre elas, destacam-se a serra
manual.

A serra manual tem uma folha de serra, e os seus dentes, quando vistos de frente, são um
pouco inclinados para um e outro lado da folha. Esta inclinação para os lados é que permite
efectuar o corte. A serra manual serve para cortar metais e outros materiais duros.

A folha de serra coloca-se no arco, fixando-a nos ganchos que tem em cada extremo. O
gancho do extremo oposto ao punho tem um parafuso e uma porca de orelhas, que a
aparafusar estica a folha da serra.

A lâmina de serra é fabricada em aço temperado de duas qualidades, ou em "aço carbono"


ou em "aço rápido", sendo esta última de maior qualidade.

A lâmina de serra é normalizada, quanto ao comprimento, em 8, 10 e 12 polegadas e ao


número de dentes por polegada, em 18, 24 e 32 dentes. A lâmina de 32 dentes é a mais
usada pelos electricistas.

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1.3.2 Corta tubos

Descrição

1. Corpo.
2. Navalha circular cortadora
3. Roletes
4. Cabo móvel com parafuso de ajuste

Função: Corte de electrodutos rígidos metálicos.

1.3.3. Tarraxa para tubo metálico

Descrição – Tarraxa simples com catraca

1. Corpo
2. Caçonete
3. Cabo
4. Trava da catraca

Função: abrir rosca externa em electrodutos


rígidos metálicos.

1.3.4. Tarraxa para tubo PVC

Descrição

a. Corpo
b. Cabo
c. Guia
d. Caçonete intercambiável

Função: abrir rosca externa em electroduto de


PVC (plástico).

Procedimento:

1) Encaixar o tubo na tarraxa pelo lado da


guia;

2) Gire 1 (uma) volta para a direita e depois


1/4 de volta para a esquerda;

3) Repetir a operação até obter uma rosca


no comprimento desejado.

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1.3.5 Morsa de bancada para tubos

Descrição

a. Corpo.
b. Manípulo.
c. Parafuso de aperto.
d. Trava.
e. Articulação.
f. Mordente.
g. Mandíbula fixa.
h. Mandíbula móvel.

Função: prender os tubos para o trabalho de corte e


roscagem.

1.3.6. Lima redonda

Descrição

• Corpo
• Cabo
• Forma: cilíndrica, levemente afiada.

Função: escarear tubos ou aberturas circulares ou côncavas

Existe outra ferramenta, chamada escareador, que pode limpar o canto interior do tubo:

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1.3.7. Vira-tubos

O vira-tubos mais utilizado pelo electricista,


para curvar electrodutos, é uma
ferramenta que resulta da adaptação de
uma peça de tubo metálico, com um outro
pedaço de tubo galvanizado, de
aproximadamente um metro de
comprimento.

Existem vários outros tipos de vira-tubos para curvar electrodutos, como os que aparecem
nas ilustrações abaixo:

Além desses, para curvar electrodutos de bitola superior a uma polegada, utiliza-se o vira-
tubos hidráulico. Mas nem sempre o electricista dispõe do vira-tubos apropriados. É comum,
entre os profissionais, a utilização de certos artifícios para curvar electrodutos, tais como os
que aparecem na figura a seguir.

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1.3.8. Curvatura de electroduto rígido metálico

Quando se deseja que uma rede de electrodutos transponha um obstáculo ou acompanhe


uma superfície com uma curvatura especial, e quando não há uma curva postiça adequada
para essa circunstância, pode-se dobrar o electroduto. Esse trabalho de dobrar ou curvar um
electroduto, embora seja muito empregado, deve, sempre que possível, ser evitado.

Quando, entretanto, for obrigatório, deve-se fazê-lo a frio e com todos os cuidados para que
não haja redução sensível na secção interna do electroduto.

Procedimento:
1) Preparar um molde da curva:
Com um arame grosso de ferro, prepare o modelo do formato que o tubo deve ter.
Faça as curvas no arame e, a cada conformação dada no mesmo, experimente no local
onde irá o tubo ser fixado.

2) Iniciar a dobragem:
Escolha uma das extremidades do electroduto para iniciar o trabalho. Enfie a ponta do
electroduto no T do vira-tubos, e firme o tubo no chão, com o pé. Usando o próprio
electroduto como alavanca, inicie o seu encurvamento.

Nota: A cada pequena curvatura deve-se mudar a posição do T para não amassar o
tubo

3) Concluir a dobragem:
Coloque o electroduto no chão, prendendo-o sob os pés e com a extremidade livre
encostada na parede. Coloque junto ao electroduto o molde e, com o T, complete a
curvatura iniciada na fase anterior.

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Nota: Como na fase anterior, a cada pequeno encurvamento, mude a posição T no


electroduto.

a) As curvas devem corresponder ao diâmetro interno do electroduto. Assim, os raios


mínimos das curvas devem obedecer à seguinte tabela:

Por exemplo: ao curvar um electroduto de 3 polegadas, o raio mínimo da curva deverá


ser de 46 cm.

b) Não recue o tubo no vira-tubos para fechar mais a curvatura algum ponto, nem force
muito no mesmo lugar, para não amassá-lo.

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c) A costura do tubo (a) deverá ficar na sua faixa neutra (para cima), pois as costuras
constituem um perigo para o isolamento do condutor.

1.4. Moldagem ou Soldagem de Plástico

Caso se deseje dobrar, moldar ou soldar peças de PVC ou de polietileno, deve-se proceder
lentamente, com muito cuidado e de maneira controlada, para assim se conhecer o efeito
do calor no material correspondente, porque, nestes casos, variações relativamente
pequenas na temperatura podem causar deformações nas peças.

Maçarico - É um equipamento que proporciona a chama necessária para os trabalhos de


curvamento em electroduto de PVC. Existem vários tipos de maçaricos, a saber: a gás,
a gasolina, a querosene, oxiacetilénico, etc.

O gás liquefeito do petróleo é um hidrocarboneto leve (butano ou propano comercial)


normalmente gasoso, extraído do gás natural ou dos gases de refinaria. Os gases, quando
comprimidos acima de certa pressão, que varia conforme o gás, se liquefazem. Após a
descompressão, voltam ao estado gasoso. Por esse motivo, o gás do petróleo é vendido
comercialmente em bujões de 1, 3, 5 e 13 kg; em cilindros de 45 kg e em carrapetas de 90 a
120 kg, no estado líquido, sob forte pressão, sendo descomprimido à medida que é usado.

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a) Maçarico a gás

Descrição

a. Queimador.
b. Suporte múltiplo de duplo comando
c. Registo tradicional.
d. Gatilho.
e. Suporte para sustento.

Procedimento - Utilização do maçarico a gás

1) Verificar se o maçarico está em perfeitas condições de uso, assim como a mangueira.


2) Não utilizar isqueiro; usar fósforo de segurança.
3) Utilizar mangueira de tamanho adequado, de modo a permitir uma certa distância
entre o bujão e o local onde está sendo utilizado o maçarico.
4) Não deixar a mangueira ficar enrolada.
5) Utilizar espuma de sabão e nunca o fogo, para verificação de escapamento de gás.
6) Evitar, no final do trabalho, a concentração do gás na mangueira; para isto, desligar
inicialmente a torneira do bujão, até que a chama se extinga totalmente.

b) Soprador térmico

O soprador térmico oferece uma grande gama de aplicações, tais como:

• Raspar a fundo, sem nenhuma dificuldade, pinturas de tintas a óleo, sintéticas, etc.;
• Aquecer plásticos para moldar ou soldar;
• Secar superfícies unidas;
• Efectuar solda de estanho em chapas ou tubos;

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c) Mola

Descrição – Arame de aço

a. Enrolado sob forma de espiral


b. Guia
c. Argola na extremidade

Função: impedir a deformação do diâmetro interno do electroduto durante o curvamento.

Utilização da mola:
Para impedir a redução do diâmetro interno do electroduto rígido de plástico (PVC) durante
o seu curvamento, devem-se observar os seguintes procedimentos:

1) Seleccionar a mola correspondente ao diâmetro do electroduto que será curvado.

2) Colocar a mola sobre o electroduto, de maneira que coincida com o trecho que será
curvado, e segurar a guia da mola com as mãos, fazendo topo, isto é, até atingir a
extremidade do electroduto, com os dedos polegar e indicador.

3) Introduzir a mola no electroduto, empurrando-a, até que os dedos voltem a fazer topo
com a entrada que servia como referência.

4) Retirar a mola depois de curvar o electroduto.

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d) Areia

Procedimentos

1) Encher o electroduto com areia seca.

2) Vedar as extremidades com um material não molhado e que seja fácil de retirar.

3) Aquecer suavemente o electroduto na extremidade onde se pretende fazer a curva.


Cuidado para não queimar o electroduto.

4) Com a mão ou material apropriado, fazer a curva com o diâmetro desejado;

5) Retirar a areia, depois de curvar o electroduto.

1.5. Acessórios

Junção com luvas, buchas e arruelas:

a) Curvas

b) Luvas

Descrição
1 - Peça de metal ou plástico.
2 - Dotada de rosca interna.
3 - Especifica pelo comprimento e pelo diâmetro nominal

Função: servem para juntar e emendar electrodutos.

Ao se utilizarem as luvas para fazer junção de electrodutos é importante observar o


comprimento do tubo, que deve ser de 2 cm para que a conexão seja perfeita.

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Se a tubulação ficar exposta ao tempo, é recomendável que se utilize veda-rosca, como


material vedante entre roscas. Não utilize aperto excessivo, através do uso de chaves.

Luvas e conectores sem rosca

O uso de luvas e conectores sem rosca é prático e funcional nas


instalações aparentes onde houver a utilização de conectores
rígidos e demandam menor tempo de trabalho.

Estas luvas e conectores normalmente são fabricados em


alumínio, com ou sem vedação.

Os conectores para entrar em caixas de derivação podem ter


rosca no lado da caixa (box)

c) Buchas e arruelas

Na montagem dos electrodutos nas caixas, empregam-se porcas especiais, que existem em
diferentes dimensões, adequadas aos electrodutos com que devem trabalhar.

As porcas que são colocadas pelo lado interno das caixas servem, principalmente, para
proteger o isolamento dos condutores e são também conhecidas como “buchas”. As que são
colocadas pelo lado externo das caixas servem para dar o aperto de fixação do electroduto à
caixa e são normalmente chamadas de “arruelas”.

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2. MONTAGEM DE TUBAGEM PA, CAIXAS DE DERIVAÇÃO, BUCHAS E CABOS


ELÉCTRICOS

2.1. Caixas Estampadas

Em todas as extremidades de electrodutos em que há entradas, saídas ou emendas de


condutores, ou nos pontos de instalação de aparelhos e dispositivos, devem ser usadas
caixas que são fabricadas em chapas de aço, esmaltadas, galvanizadas ou em plástico,
protegidas interna e externamente.

As caixas possuem orelhas para a fixação de tampas, aparelhos ou dispositivos, assim como
orifícios parcialmente abertos para a introdução e fixação dos electrodutos.

Nas instalações expostas, elas podem ser substituídas por conduletes, que são caixas
também utilizadas para colocação de interruptores e tomadas. Servem ainda para conter
derivações e emendas e como caixas de passagem.

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2.2. Caixa Octogonal (Ponto de Luz)

São caixas próprias para a utilização como pontos de luz. Algumas delas possuem fundo
móvel, possibilitando a fixação de electrodutos. Servem ainda como caixas de passagens e
para conter emendas e derivações.

O desenho abaixo ilustra a localização de caixas, luvas, curvas, buchas, arruelas e tubos.

Na instalação de electrodutos rígidos em caixas de passagem devem ser observadas as


recomendações das ilustrações em seguida:

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2.3. Instalação de Conduletes

Para executar instalações com tubulações aparentes usa-se também caixa de derivação
(conduletes). Onde as condições de instalações exigem, utiliza-se fita veda-rosca como
material vedante entre roscas. Não se utilize apertos excessivos, através de uso de chaves.
Obtém-se rosqueamento perfeito através de aperto manual.

Exemplo de instalações com condulete roscável:

1. Abraçadeiras adequadas proporcionam segurança e alinhamento perfeito.

2. Alterações ou transferências de instalações são efectuadas com rapidez e segurança,


conforme pode ser constatado pela ilustração.

3. A ligação das extremidades de tubulações é simplificada através da aplicação de luvas.

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Conduletes sem rosca

É um tipo de caixa de derivação sem rosca própria, para instalação aparente. Os


electrodutos são fixados às entradas por meio de parafusos.

Exemplo de instalação de condulete sem rosca

1. Conector curva para box: facilita a execução de curvas, pois com a retirada da tampa
os fios deslizam livremente.

2. Bucha e arruela; enquanto a arruela fixa o tubo, a bucha evita o descascamento do fio
e serve de contra-porca para fixação.

3. Exemplo de aplicação de conector recto que permite a execução de instalações


completas com electrodutos lisos, sem roscas.

4. Luvas e conectores sem rosca: para conexão de electrodutos rígidos. Fornecidos sem
ou com vedação de borracha. Permitem contornos com aplicação de conduletes.

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2.4. Conduletes Equipados com Acessórios Eléctricos

Os conduletes com acessórios eléctricos são dotados de tampas intercambiáveis, permitindo


as mais variadas combinações. Todas as tampas equipadas podem ser fornecidas
isoladamente para montagem em painéis ou já montadas nos conduletes. A imagem em
seguida mostre uma instalação eléctrica aparente de conduletes com acessórios eléctricos,
com tomadas e interruptores.

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3. MONTAGEM DE SISTEMAS DIFERENTES DE FIXAÇÃO DE CABOS E CONDUTORES

3.1. Introdução à Fixação de Cabos e Condutores

Segundo a norma que regula o "Suporte de cabos para instalações eléctricas" os suportes de
cabos devem ter a capacidade de alojar cabos ou conjuntos de cabos com os diâmetros
indicados pelo fabricante ou respectivo distribuidor, sem romper ou quebrar, nem danificar
a rosca dos parafusos.

Para a fixação devem ser aplicados e utilizados acessórios e métodos adequados, que
excluam a possibilidade de danos ou de deformação do formato.

Além disso, na suspensão de cabos e ao seleccionar os sistemas de fixação, devem ser


consideradas as respectivas capacidades de carga de cabos para a colocação fixa em
edifícios.

A distância de fixação para cabos é indicada na tabela a baixo. Assim, por exemplo, para
cabos na colocação horizontal, estão predefinidas distâncias de 20 vezes o diâmetro do
cabo. No entanto não deve ser excedida uma distância de 80 cm.

Diâmetro externo dos Distância máxima em caso Distância máxima em caso


cabos de fixação horizontal de fixação vertical
mm mm mm
2-9 250 400
9 - 15 300 400
15 - 20 350 450
20 - 40 400 550

No caso da colocação vertical, as distâncias entre abraçadeiras podem ser aumentadas, mas
sem exceder 1,5 m.

3.2 Montagem e Fixação de Cabos Eléctrico com Abraçadeiras ISO

Procedimentos

1) Preparação de montagem - Marcação do percurso de instalação e criação dos orifícios


de montagem;

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2) Montagem das abraçadeiras no tecto ou na parede. Instalar as abraçadeiras com a


fixação da base a ser realizada por pernos de rosca M6.

3) Fixação de condutores: Os condutores são fixados através da tampa com parafusos.


Aperte muito bem para que o cabo fique seguro;

4) As abraçadeiras devem garantir a fixação dos cabos ao tecto ou à parede de forma


segura.

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3.3 Montagem e Fixação de Cabos Eléctricos com Abraçadeiras de Prego

As abraçadeiras de prego são adequadas para a fixação de cabos de instalação em diferentes


bases. A abraçadeira de prego é fixa ao cabo pelo seu formato. Assim é possível uma
montagem mesmo nos pontos mais difíceis:

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4. MEDIÇÃO, CORTE E REMOÇÃO DE ISOLAMENTO DE CABOS E FIOS ELÉCTRICOS

4.1 Introdução à Descarnação de Fios e Cabos

Descarnar condutores é uma operação que consiste em tirar o isolamento do mesmo,


deixando a descoberto a parte condutora, para que ao unir-se com outros condutores ou ao
ligar-se com os aparelhos eléctricos, façam um bom contacto eléctrico. Esta operação de
descarnar condutores é realizada sobre fios ou cabos.

O comprimento das pontas deve ser igual a 50 vezes o diâmetro do condutor nu,
aproximadamente.

Na prática, pode-se descarnar o fio:

 1,5 mm2 8 cm;


 2,5 mm2 10 cm;
 4 mm2 13 cm.

Ao manusear a faca ou navalha, evite ferir-se com a lâmina. O movimento


de cortar deve ser executado afastando a lâmina da mão que segura o
objecto.

4.2 Descarnação de Fios

Para descarnar fios condutores é preciso dispor do próprio fio condutor isolado e uma
navalha ou alicate descarnador. Esta operação realiza-se da seguinte maneira:

Procedimento

a) Segure o fio condutor com uma das mãos, deixando livre o troço do condutor que é
para descarnar. Com a outra mão, segura a navalha ou descarnador;

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b) Faça uma pequena incisão no comprimento do condutor que vai ser descarnado,
apertando o troço livre do condutor entre o polegar e a navalha. Se for alicate
descarnador, modere o esforço para não ferir também o próprio material condutor.

c) Faça um corte à volta da incisão que você definiu no ponto anterior, enterrando a
navalha no isolador, até tocar o material metálico. Aqui deve-se ter muito cuidado
para não danificar o filete metálico. Finalmente roda a navalha e o condutor em
sentido contrário. Tenha o cuidado de não aumentar a pressão.

d) Separe o isolador do condutor;

e) Uma vez descarnado o fio condutor terá o aspecto idêntico ao da figura que se segue:

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4.3 Descarnação de Cabos

Para descarnar cabos, as operações são semelhantes às explicadas anteriormente. Por


exemplo, vamos descarnar um cabo com 2 x 1,5 mm2:

Procedimento

a) Separam-se os dois condutores que constituem o cabo, até um determinado


comprimento considerável. De seguida procede-se como nas linhas a), b), c), d) do
procedimento anterior:

b) Os condutores do cabo já descarnados têm a configuração idêntica a da figura que se


segue:

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5. PREPARAR TERMINAIS PARA AS LIGAÇÕES ELÉCTRICAS

5.1 Introdução

Na oficina de electricidade o electricista tem como matéria-prima os fios condutores os


quais se devem dar formas que irão variar de acordo com a rigorosidade do trabalho que se
pretende realizar. Neste âmbito, e sendo o condutor eléctrico a via para permitir a circulação
de corrente eléctrica pelos diferentes elementos e aparelhos eléctricos, vai estar sujeito a
diversas ligações:

 Junções e derivações
 Anilhas ou Olhal
 Soldaduras.

5.2 Junções e Derivações

5.2.1 Junções

As junções servem para unir ou ligar dois ou mais condutores que podem ser submetidos a
uma tensão mecânica. Ao se realizarem as junções de dois ou mais condutores é necessário
que esta não aumente a resistência eléctrica do condutor resultante.

Para ligar ou unir fios condutores de até uma secção de 2,5 mm2, pode-se empregar o
sistema representado na figura:

Para fios condutores de secção maiores até 16 mm2, emprega-se o sistema representado na
figura. Estas ligações são feitas com a ajuda de ferramentas apropriadas como por exemplo
alicates.

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Se tiver que ligar fios de secções diferentes, por exemplo um condutor de 10 mm2 e um
outro de 1,5 mm2, deve-se uni-los em forma de cauda, veja a figura.

Vai ter que unir dois fios condutores, atando-os com um arame fino e soldando depois com
estanho a junção executada.

A junção de cabos ou condutores multifilares é mais trabalhosa. Para realizar esta operação
emprega-se muitas vezes a chamada junção em estrela, veja a figura:

As junções de que estamos a falar dividem-se em dois tipos:


• Junção de prolongamento
• Junção em derivação.

Junção de prolongamento

Este tipo de junção realiza-se quando se trata de uma instalação que termina com um
condutor que tem de continuar. Elas são de dois tipos:

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a) Junção de fios em prolongamento

Procedimento
Para a realização prática deste tipo de junção deve-se seguir a seguinte ordem de operação:

1. Com alicate descarnador ou navalha, descarne as extremidades dos condutores num


comprimento admissível e necessário;

2. Cruze os extremos a unir, colocando-os como mostra a figura:

3. Usando as mãos, torce as extremidades dos condutores, girando uma sobre a outra:

4. Fazendo pressão com o dedo polegar, procure que os fios fiquem uniformes e bem
apertados:

5. Após cruzarem-se correctamente as extremidades, com o alicate universal, torce bem


forte uma sobre outra. Para tal gire o alicate em sentido contrário procurando que os
fios fiquem enrolados uniformemente e bem apertados;

6. Finalmente repita a mesma operação com o outro fio, até a junção ficar como na
figura:

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b) Junção de cabos em prolongamento

Procedimento
No caso dos cabos procede-se da mesma forma como o dos fios, como se se tratasse da
mesma operação.

c) Junção em cauda de rato

Este tipo de junção aplica-se em fios de secção máxima de 4 mm2 e cabos até 6 mm2,
especialmente em caixas de ligações e mecanismos em geral, em todas as aplicações nas
quais os condutores não são submetidos a esforços mecânicos.

Procedimento
1. Com alicate descarnador ou navalha, retire o isolamento dos condutores somente nas
suas extremidades a unir;

2. Cruze os extremos a unir, colocando-os como mostra a figura:

3. Com o alicate universal, aperte bem forte as extremidades dos condutores a unir e
com a outra mão segure a parte não fechada dos condutores começando a torce-los;

4. Corte as pontas da junção com alicate e dobre a junção pela metade, apertando com o
alicate universal:

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5. Enrole a junção com fita isoladora, como na figura:

5.2.2 Junções na caixa de derivação

Procedimento

1. Descarne as pontas, em um comprimento igual a cinquenta vezes o diâmetro do


condutor nu.

2. Cruze os condutores.

3. Torça os condutores, inicialmente com a mão, auxiliado por um alicate.

4. Dê o aperto final com dois alicates.

5. Dobre a ponta dos condutores.

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5.2.3 Junções em derivação

É uma junção realizada quando se deriva de um condutor, fio ou cabo para um outro
condutor de igual ou menor secção.

As junções e derivações que se vão estudar, utilizam-se entre os limites:


 Fio: secção até 16 mm2
 Cabo: secção até 4 mm2

Os limites do emprego destas junções são de carácter obrigatório, sendo os seguintes:


 Junção de fio sobre fio: para fios de secção até 4 mm2 sobre fio de igual ou inferior
secção.
 Junção de fio sobre cabo: para fios de secção até 4 mm2 sobre cabos até 10 mm2.
 Junção de cabo sobre fio: para cabos de secção até 6 mm2 sobre fio até 4 mm2.
 Junção de cabo sobre cabo: para cabos de secção até 6 mm2 sobre cabos até 10 mm2.

Procedimento

Estas junções são realizadas dentro dos parâmetros de segurança e obedecendo à seguinte
ordem de operações:

1. Descarne a extremidade do condutor derivado em aproximadamente 50 vezes o seu


diâmetro;

2. Descarne com a navalha, o condutor principal em 10 vezes o seu diâmetro, mas


somente por onde será realizada a junção/derivação. Neste acto nós recomendamos-
lhe maior atenção para não danificar ou ferir o condutor;

3. Cruze os condutores na perpendicular, criando contacto entre as partes nuas;

4. Enrole a extremidade do condutor derivado sobre o condutor principal.

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5. Aperte a junção/derivação com o alicate, procurando que fique comprimido e bem


forte.

5.3 Anilhas

Para além de junções e derivações utilizando condutores eléctricos, também surge, por
vezes, a necessidade de estabelecer a ligação de fios a alguma aparelhagem eléctrica por
intermédio de parafusos. Para o aperto de condutores nos aparelhos eléctricos ou
electrodomésticos, estes devem estar em forma de olhal ou simplesmente anilha. A anilha é
o nome que se dá à extremidade de um condutor construído de modo a que este permita a
passagem pelo seu diâmetro interno de um parafuso de fixação.

Procedimento
Para a construção das anilhas, seguem-se as seguintes instruções:

1. Usando o alicate de corte ou navalha, descarne o fio condutor num comprimento


aproximado a 4 vezes o diâmetro que se pretende dar a anilha (L= 4 x D);

2. Com um alicate de pontas redondas, segure as pontas do fio e garante que esteja
seguro;

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3. Rode o alicate até formar-se a anilha como o ilustrado nas figuras em seguida:

4. Quando a anilha estiver formada, aperte com a parte mais fina do alicate e rodear no
sentido contrário ao seguido para se formar a anilha. Isto para fazer com que a anilha
fique centrada.

5. A anilha formada terá a forma da figura abaixo

Procure também que o diâmetro da anilha formada se ajuste perfeitamente ao do


parafuso de ligação, e que não sobressaia da cabeça do parafuso de ligação.

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5.4 Solda Branda

As junções e derivações estudadas, mesmo as anilhas, ainda que bem-feitas, não podem
suportar alguns esforços mecânicos e consequentemente a sua deterioração será inevitável
provocando deficiências no funcionamento do circuito. Para se aumentar a resistência
mecânica nos condutores eléctricos, adopta-se a soldadura.

Classificação
As soldaduras podem classificar-se em dois tipos:
 Soldadura branda
 Soldadura dura

Ambos os conceitos equivalem ao metal de ligação empregue na soldadura.

A solda branda, estudada neste capítulo, emprega-se para unir peças usando como metal de
ligação o estanho, por ser um metal de fusão a temperaturas baixas e por ter boas
propriedades mecânicas. Nesta soldadura, as peças soldadas não podem ser submetidas a
temperaturas que ultrapassem os 200 ºC, já que a partir desta temperatura começa a
amolecer, perdendo solidez, e um pequeno esforço é suficiente para separar as peças. Para
além disto o próprio material tem a sua temperatura de fusão que se for ultrapassada este
liquefaz-se.

Elementos necessários: Para se efectuar este tipo de ligação, é necessário dispor de um


ferro de estanhar (de preferência eléctrico) e o respectivo material de ligação (estanho ou
solda). Nestas operações emprega-se como ferramentas auxiliares as lixas, limas, navalha,
escova metálica, trapos, etc.

Descrição - Ferro eléctrico de soldar

• Para ligar à tomada de 220 V.


• Consumo de 40 a 120 W.
• Temperatura aproximada na ponta: 300 ºC.
• Uso manual.
• Tipo de ponta recta ou curva intercambiável.
• Tipo machadinha, para serviços pesados.

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Descrição – Solda

• Liga de chumbo e estanho, na proporção de 40 % de chumbo e 60 % de estanho, ou


em outras proporções, 25% ou 75%, por exemplo.
• Apresenta-se em forma de barra ou fio, com núcleo de breu.
• A temperatura de fusão é aproximadamente 170 ºC.
• Ao fundir-se, adere a outros metais, especialmente o cobre e o bronze.
• A solda feita somente de estanho é também conhecida como solda branda ou solda
fraca.

Descrição - Fita isolante

• Flexível, maleável, impermeável.


• Dieléctrica com ruptura acima de 750 V.
• Adesiva, sendo sensível à pressão.
• Plástica, em várias cores.
• Seccionável com lâmina ou tesoura.
• Resistente à humidade e a agentes corrosivos.
• Em rolo de 19 mm X 20 m; espessura: 0,19 mm e em outras dimensões.
• Além dos materiais e ferramenta apresentados, são também utilizados o alicate
universal (corta, dobra e aperta) e a faca de electricista ou canivete.

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Procedimento
Uma vez terminadas as ligações, é para fazer os estanhados. Para efectuar uma boa
soldadura recomenda-se o seguinte:

1. Limpe a ponta do ferro com uma lima fina ou lixa. Ligue o ferro de soldar para que
inicie o aquecimento da ponta.

2. Limpe as partes a soldar limando, lixando, ou por outras, faça desaparecer a ferrugem,
o isolamento, a pintura, a sujidade e tudo o que possa dificultar a ligação.

3. Aqueça com o ferro de soldar as partes das peças a soldar e logo em seguida sobrepor
o metal de ligação.

4. Uma vez realizada a soldadura e tendo-se esperado que esta tenha arrefecido sem se
ter movido as peças soldadas, passe ao acabamento da soldadura, limpando os
resíduos com uma lixa ou lima dependendo da superfície e da sua sensibilidade.

5. Tenha o cuidado de deixar a ponta de ferro estanhada (coberta de estanho de modo a


que depois de arrefecida não se oxide).

Isolamento da junção
Para isolar a parte da junção, deve-se utilizar fita isoladora de:

• Tecido de algodão impregnado com adesivo;


• Borracha, fabricada com diversos compostos de borracha, sem adesivo;
• Plástico, fabricado em material plástico e com um lado adesivo;

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Procedimento

1. Prenda a ponta da fita isolante com o polegar na capa do condutor.

2. Enrole a fita isolante sobre a emenda de modo que cada volta cubra meia volta
anterior.

3. Sem cortar a fita, repita a operação até que a emenda tenha espessura igual ao
isolamento do condutor.

4. Corte a fita isolante.

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6. AVALIAÇÃO SUMATIVA

Leia atentamente as questões que se seguem e calcule

1. Encontre um fio condutor de 2,5 mm2 de secção e corte um comprimento não superior
a 20 cm:
a) Numa das extremidades à sua escolha, meça 2,5 cm do ponto extremo e coloque
uma marca qualquer.
b) Com ajuda de uma navalha ou alicate, descarne exactamente os 2,5 cm de
comprimento. Anote todas a dificuldades e facilidades.
c) Na outra extremidade, meça 3,5 cm do ponto extremo e coloque outra marca.
d) Com ajuda do alicate descarnador, retire os 3,5 cm do isolador. Anote as
dificuldades e facilidades.
e) Faça uma comparação das duas operações e tire conclusões.

2. Encontre agora um cabo flexível de 2 x 1,5 mm2 e corte um comprimento não superior
a 20 cm.
a) Numa das extremidades, meça 3 cm de comprimento e coloque um sinal.
b) Com ajuda de um alicate descarnador, retire os 3 cm do isolador.
c) Na outra extremidade, meça também 3 cm e com ajuda de um alicate de corte,
retire os 3 cm de comprimento do isolador.
d) Compare as duas operações, descrevendo as dificuldades e facilidades de
realização.

3. Agora procure encontrar um condutor de 4 ou 6 mm2 de secção e corte um


comprimento de 20 cm.
a) Com ajuda de uma fita métrica, marque o ponto centro do pedaço de 20 cm que
você cortou. A partir do ponto centro, marque 2,5 cm à direita e 2,5 cm à
esquerda, de modo a obter um comprimento de 5 cm.
b) Com a ajuda de uma navalha, retire os 5 cm do isolamento no centro do
condutor.
c) Faça um quadro resumo desta operação e não se esqueça de apontar as
dificuldades e facilidades.

4. Encontre um fio condutor de 1,5 mm2 de secção e corte dois pedaços de 15 cm de


comprimento cada.
a) Descarne cerca de 4 cm numa das extremidades de cada um dos pedaços.
b) Siga os restantes passos da junção de fios em prolongamento até obter uma
junção. Anote as dificuldades e facilidades.

5. Encontre outro fio condutor de 2,5 mm2 e corte dois pedaços de 15 cm de


comprimento.
a) Descarne cerca de 5 cm numa das extremidades de cada um dos pedaços das
extremidades.
b) Realize a junção em cauda de rato. Anote as dificuldades e facilidades.

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6. Agora procure encontrar um condutor de 4 ou 6 mm2 de secção e corte dois pedaços


de 10 cm de comprimento cada.
a) Descarne 3 cm de cada pedaço. Com a ajuda de um arame fino, ate-os em
prolongamento. Anote as dificuldades e facilidades da operação.

7. Encontre um fio condutor de 2,5 mm2 de secção e corte um comprimento de 20 cm.


a) Com a ajuda de uma fita métrica, marque o ponto centro do pedaço de 20 cm
que você cortou. A partir do ponto centro, marque 2,5 cm à direita e 2,5 cm à
esquerda, de modo a obter um comprimento de 5 cm.
b) Com a ajuda de uma navalha, retire os 5 cm do isolamento no centro do
condutor.
c) Corte outro fio condutor da mesma secção e comprimento. Descarne 4 cm a
partir de uma das extremidades qualquer.
d) Cruze os condutores na perpendicular, criando contacto entre as partes nuas.
Enrole a extremidade do condutor derivado sobre o condutor principal.
e) Aperte a junção/derivação com o alicate, para que o condutor derivado não
possa girar em torno do condutor principal. Anotar as dificuldades e facilidades.

8. Repita a operação do número 1 com um condutor de 10 ou 16 mm2.


a) Corte um pedaço de comprimento de 20 cm.
b) Com a ajuda de uma fita métrica, marque o ponto centro do pedaço de 20 cm
que você cortou. A partir do ponto centro, marque 5 cm à direita e 5 cm à
esquerda, de modo a obter um comprimento de 10 cm.
c) Corte outro pedaço de comprimento de 20 cm e descarne 12 cm do mesmo.
d) Sobre a parte descoberta do segundo pedaço, coloque um aro a 4 cm da
extremidade do isolamento. Aperte bem o aro.
e) Desenrole os condutores e corte o condutor central.
f) Cruze os condutores na perpendicular,
criando contacto entre as partes nuas.
g) Procure enrolar as extremidades do
condutor derivado sobre o condutor
principal, até a derivação apresentar-se
como na figura ao lado.

9. Repita a operação do número 1 com um condutor de 10 ou 16 mm2.


a) Corte dois pedaços de 20 cm de comprimento cada.
b) Descarne 11 cm de cada pedaço.
c) Sobre a parte descoberta de cada pedaço, coloque um aro a 4 cm da
extremidade do isolamento. Aperte bem o aro.
d) Desenrole os condutores de cada um dos pedaços. Corte o condutor central.
e) Execute os restantes passos até obter a figura a baixo.

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10. Encontre um fio condutor de 2,5 mm2 de secção e corte um pedaço de 15 cm de


comprimento.
a) Descarne cerca de 4 vezes o diâmetro do condutor numa das extremidades
qualquer.
b) Procure fazer uma anilha ao terminal descarnado.

11. Agora procure encontrar um condutor de 4 ou 6 mm2 de secção e corte um pedaço de


15 cm de comprimento.
a) Descarne cerca de 4 vezes o diâmetro do condutor numa das extremidades
qualquer.
b) Procure fazer uma anilha ao terminal descarnado.

12. Corte 4 pedaços de 20 cm de comprimento de um condutor de 2,5 mm2. Com uma


navalha, descarne os 20 cm de cada um dos pedaços.

a) Sobre cada um dos pedaços, marque intervalos de 5 cm.

b) Coloque os 4 pedaços sobre a mesa de trabalho, dispondo-os paralelamente um


do outro, num espaçamento de 4 cm.

c) Corte outros 4 pedaços de 20 cm cada e descarne-os.

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

d) Coloque cada um destes pedaços (os últimos 4 pedaços) perpendicularmente


sobre os 4 primeiro, nos pontos que você marcou, até obter uma grelha.

e) Com a ajuda do ferro de soldar eléctrico, solde os pontos de contacto entre os


condutores.

NOTAS

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NOTAS

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Formação Profissional
Electricista Instalador - Vocacional 2

Módulo 1.4

Montar Elementos de
uma Instalação Eléctrica

Manual do Formando

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica155


| 155
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

156 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MÓDULO 1.4 - MANUAL DO FORMANDO

MONTAR ELEMENTOS DE UMA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

ÍNDICE DO MANUAL
Página
1 MATERIAIS DO ELECTRICISTA 158
2 SIMBOLOGIA PARA ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÃO 161
3 MONTAGEM DE UMA INSTALAÇÃO SIMPLES 164
3.1 Procedimento de montagem 164
3.2 Montagem de fusíveis e disjuntores 165
4 INSTALAÇÃO DE INTERRUPTORES E TOMADAS 167
4.1 Montagem de interruptores e tomadas 167
4.2 Instalação com interruptor simples para comandar uma lâmpada 169
4.3 Instalação com comutação de lustre para comandar lâmpadas 171
4.4 Instalação com comutação de escada para comandar lâmpadas 172
4.5 Instalação com comutação de escada com inversor 173
4.6 Montagem de interruptores 174
4.7 Montagem de tomadas 176
4.8 Tipos de instalações eléctricas no interior. 179
5 MONTAGEM DE COMPONENTES DE UM QUADRO ELÉCTRICO 180
5.1 Constituição do quadro eléctrico 180
5.2 Componentes do quadro eléctrico 181
5.3 Montagem do quadro eléctrico 183
6 LIGAÇÃO À TERRA 185
7 EXERCÍCIOS E AVALIAÇÕES FORMATIVAS 188
7.1 Exercício prático Nº 1 – Instalação doméstica elementar 188
7.2 Exercício prático Nº 2 – Lâmpada incandescente, campainha e tomada 194
7.3 Exercício prático Nº 3 – Sistema de intercomunicação 200

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 157
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1. MATERIAIS DO ELECTRICISTA

Sobre os materiais para instalação eléctrica vamos recordar o seguinte:

a) Condutores eléctricos – são materiais nos quais as cargas eléctricas se deslocam


de maneira relativamente livre.

b) Fio - são feitos de um único e espesso filamento; ou seja constituído por uma
alma condutora, e por isso são rígidos.

c) Cabo - constituído por diversos filamentos finos, o que lhe dá maleabilidade.

d) Ligador – dispositivo destinado a ligar, eléctrica e mecanicamente dois ou mais


condutores, ou um condutor a um aparelho.

e) Tubo - invólucro de secção recta continua, circular ou não, destinado em regra à


protecção de condutores isolados.

Tubo anelado Tubo PVC

f) Conduta - invólucro de secção recta descontínua destinado à protecção de


condutores nus, condutores isolados ou cabos podendo ser fechado por uma
superfície amovível.

158 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE TUBOS PARA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

Para saber quantos condutores no máximo devem passar em cada tudo (secção do tubo) é
só fazer a correspondência entre o número de condutores na vertical e a secção na
horizontal.

g. Codificação dos cabos - Em certos manuais podem encontrar varias formas de


interpretar as cores dos condutores. Para instalações monofásicas utilizamos as cores
como apresentado na figura a seguir:

Nota: Em outros casos podemos usar as cores castanho, vermelho, preto, cizento ate
cor branca como fio de fase mas nunca usar a cor azul e nem amarelo/verde. Essas
cores devem ser usadas como neutro para o azul e amarelo/ verde ou verde como
terra.

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 159
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Em instalações trifásicas utilizamos as seguintes cores:

h. Caixa de derivação – local onde são feitas as derivações ou uniões de condutores de


uma dada instalação.

i. Caixa de aparelhagem - dispositivos onde vamos alocar os nossos aparelhos como


tomadas e interruptores

Ao afixar a nossa caixa de aparelhagem devemos ter em conta a posição de modo a


facilitar no aperto dos aparelhos.

j. Buchas - estes ajudam nos na afixação de parafusos em um furo, geralmente feito por
uma broca usando se uma furadeira (berbequim). Deve se observar sua espessura de
acordo com o respectivo parafuso e broca.

160 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

2 SIMBOLOGIA ELÉCTRICA

Aparelhagem Descrição Unifilar Multifilar

Interruptor simples

Comutador de
lustre

Comutador de
escada

Inversor de grupo

Botão de pressão

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 161
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Aparelhagem Descrição Unifilar Multifilar

Variador de luz

Ficha

Ficha fêmea

Tomada

Tomada com terra

Tomada do trifásico
com terra

162 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Aparelhagem Descrição Unifilar Multifilar

Ponto de luz

Lâmpada
fluorescente

Caixa de derivação

Quadro eléctrico

Portinhola

Fusível

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 163
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3 MONTAGEM DE UMA INSTALAÇÃO SIMPLES

3.1 Procedimento de Montagem

1) Dispor ou ter em mãos um papel com o esboço do esquema eléctrico que vai ser
montado;

2) Dirija-se ao seu painel de trabalho ou de montagem e transfira o esquema do


papel para o painel, isto é, desenhe o esquema no painel;

3) Marque os pontos de luz, de caixa de tomada, de caixa da aparelhagem e das


caixas de derivação;

4) Afixe todos componentes, nomeadamente caixas de aparelhagem, caixas de


derivação;

5) Marque os pontos das abraçadeiras para cabos ou tubos de uma forma lógica
respeitando o regulamentado, as normas de higiene e segurança no trabalho;

6) Coloque os cabos ou tubos nas abraçadeiras, apertando-os para que fiquem fixos
e seguros;

7) No caso dos tubos, fazer o enfiamento ou condução dos cabos ou condutores no


interior dos tubos.

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3.2 Montagem de Fusíveis ou Disjuntores

A escolha de fusível é feito considerando-se a corrente nominal da rede, a malha ou circuito


que se pretende proteger.

Os circuitos eléctricos devem se dimensionados para uma determinada carga nominal dada
pela carga que se pretende proteger.

De acordo com as normas usamos os condutores de secção 1,5 mm2 para circuito de
iluminação; e 2,5 mm2 para circuitos de tomadas.

Em instalações eléctricas monofásicas, em geral usamos a protecção de 10 A para circuitos


de iluminação e protecção de 16 A em circuitos de tomadas.

AMPERAGEM DE FUSÍVEIS
INSTALAÇÃO MONOFÁSICA
Secção do Cabo
Utilização do circuito Fusível
(fase, neutro, terra)
Iluminação 1,5 mm2 10 A

Tomadas gerais 2,5 mm2 16 A

Fusíveis são usados como protecção contra sobre-corrente e curto-circuitos.

Fusíveis são dispositivos construídos de um material capaz de fundir quando através dele
circula uma corrente acima dos valores estabelecidos.

Normalmente utilizam-se fusíveis feitos de ligas de chumbo, que é um material de baixa


ponto de fusão.

Se, por exemplo, possuímos em nossa instalação um fusível de 15 amperes, isto significa que
podem circular correntes até este valor. Se, por qualquer anomalia, esta corrente for
aumentando rapidamente, o fusível se queimará, evitando um curto-circuito na instalação e
a possibilidade de incêndio. Esta é a razão pela qual os fusíveis de uma determinada
instalação eléctrica jamais devem ser substituídos por outro material.

As normas estabelecem que, para a protecção dos condutores, o fusível correctamente


especificado deverá ter um valor no máximo igual à capacidade de corrente do condutor.

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Disjuntores são dispositivos de protecção largamente usados nas instalações eléctricas. A


função é, tanto como os fusíveis, de proteger a instalação eléctrica, e os componentes
associados, contra os efeitos de curto-circuito e sobrecarga.

Os disjuntores agem de modo diferente dos fusíveis, isto é:

 Quando há uma sobrecarga, produz-se aquecimento em uma lâmina bimetálica,


desligando-se o disjuntor.

 Quando há um curto-circuito, age um dispositivo magnético, operando


instantaneamente o disjuntor.

Os disjuntores têm sobre os fusíveis a vantagem de não necessitaram de substituição


quando disparam, e sim apenas de um religamento, como se fossem um interruptor. Se o
defeito na rede continuar, o disjuntor desarmará novamente e, neste caso, não deverá mais
ser rearmado antes da pesquisada a causa do defeito.

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4 INSTALAÇÃO DE INTERRUPTORES E TOMADAS

4.1 Montagem de Interruptores e Tomadas

Interruptores - Para instalações domésticas monofásicas existem vários tipos de


interruptores, como por exemplo o interruptor simples.

Podemos mostrar em vários diagramas como ligar diferentes tipos de interruptores de modo
a facilitar na compreensão do funcionamento destes. De entre vários diagramas podemos
encontrar:

Diagrama Funcional - Apenas considera as funções da aparelhagem na montagem a realizar


sem ter em conta a sua posição relativa. Tem a vantagem de mostrar quer o funcionamento
quer as ligações principais, sem cruzamento de linhas, o que por si torna mais fácil a análise
eléctrica do circuito.

Diagrama Unifilar - A representação unifilar tem uma simbologia própria e simplificada mas
não nos indica o modo de ligação nas montagens de forma a compreendermos o seu
funcionamento. Dá-nos, contudo, indicações úteis sobre o percurso da instalação, elementos
que a constituem e a sua localização. A simplicidade desta representação, faz com que ela
seja utilizada no desenho das plantas de edifícios, para a elaboração do respectivo projecto
eléctrico da instalação.

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Diagrama Multifilar - Indica-nos a forma e ligação entre os vários aparelhos e elementos do


circuito, tendo também simbologia bem definida e geralmente diferente da representação
unifilar.

Diagrama Arquitectural - Quando o traçado das canalizações e localização dos restantes


elementos da instalação (caixas de derivação, aparelhos de comando, aparelhos de
utilização, etc.) é executado em plantas, o esquema daí resultante diz-se arquitectural.

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4.2 Instalação com Interruptor Simples para Comandar uma Lâmpada

O interruptor simples é empregue sempre que se deseja comandar de um só lugar um único


circuito, com uma ou mais lâmpadas.

a) Incandescente

Material necessário:

 Tubo PVC
 Caixa de derivação
 Caixa de aparelhagem
 Braçadeiras
 Boquilhas
 Interruptor simples
 Condutor H07V-U
 Suporte da lâmpada
 Lâmpada incandescente

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b) Fluorescente

Material necessário:

 Tubo PVC
 Caixa de derivação
 Caixa de aparelhagem
 Braçadeiras
 Boquilhas
 Interruptor simples
 Condutor H07V-U
 Suportes para lâmpadas fluorescentes
 Balastro
 Arrancador
 Lâmpada fluorescente.
Nota: nunca esquecer de fazer todos passos ditos anteriormente quando for a fazer
qualquer montagem.

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4.3 Instalação com Comutação de Lustre para Comandar Lâmpadas

Comutação de lustre: É empregue sempre que se deseja comandar de um só lugar


dois circuitos, com uma ou mais lâmpadas.

Material necessário:

 Tubo PVC
 Caixa de derivação
 Caixa de aparelhagem
 Braçadeiras
 Boquilhas
 Comutador de lustre
 Condutor H07V-U
 Suportes de lâmpadas
 Lâmpadas de incandescência.

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4.4 Instalação com Comutação de Escada para Comandar Lâmpadas

Comutação de escada ou quarto: Montagem que tem por objectivo o comando de um só


circuito eléctrico de dois sítios diferentes. As escadas, quartos, certos corredores e salas com
duas entradas são exemplos de locais onde, por funcionalidade e comodidade, as lâmpadas
devem ser comandadas de dois locais diferentes. Acende-se na “entrada”, apaga-se na
“saída” e vice – versa.

Material necessário:

 Tubo PVC
 Caixa de derivação
 Caixa de aparelhagem
 Braçadeiras
 Boquilhas
 Comutadores de escada
 Condutor H07V-U
 Suportes de lâmpada
 Lâmpadas de incandescência.

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4.5 Instalação com Comutação de Escada com Inversor

Comutação de escada com inversor: Montagem que tem por objectivo o comando de um só
circuito eléctrico de mais de dois sítios diferentes. É utilizada em corredores compridos,
corredores em ângulo, caixas de escada, etc.

Material necessário:

 Tubo PVC
 Caixa de derivação
 Caixa de aparelhagem
 Braçadeiras
 Boquilhas
 Comutador de escada
 Inversor de grupo
 Condutor H07V-U
 Suportes de lâmpada
 Lâmpadas de incandescência

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4.6 Montagem de Interruptores

Na caixa de aparelhagem onde se vai afixar o interruptor geralmente aparecem ali dois a três
condutores nomeadamente o fio de fase que sai do quadro (castanho ou preto), o fio que sai
do interruptor até a lâmpada (preto ou cinzento), e algumas vezes também o fio da terra.

Procedimento:

1) Seleccione todas as ferramentas necessárias:

Chave de fenda isolada Alicate de corte isolado Busca pólo para 220-240 V

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2) Desligue a chave geral de energia eléctrica ou os disjuntores;

3) Se as pontas dos fios estiverem danificadas, corte-as. Descarne cerca de 5 mm dos fios
para deixá-los com as pontas renovadas.

4) Com o interruptor na mão, ligue o fio fase no pino do meio. Depois, ligue o fio de ida
para a lâmpada em um dos outros pinos que sobraram. Aperte com parafuso os fios
nos respectivos pinos.

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5) Após a fixação do suporte, encaixe o interruptor. Em seguida, coloque a blindagem


para terminar o acabamento. Religue a rede eléctrica.

4.7 Montagem de Tomadas

Uma tomada eléctrica é o ponto de ligação que fornece a electricidade a


uma ficha (macho) conectado a ela. As tomadas mais comuns, utilizadas em circuitos
monofásicos, têm três terminais, um terminal para fase, um terminal para para neutro,
um terminal para terra (protecção). O terminal para terra fica normalmente no centro.

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Procedimento:

1) Seleccione todas as ferramentas necessárias:

Chave de fenda isolada Alicate de corte isolado Busca pólo para 220-240 V

2) Desligue a chave geral de energia eléctrica ou os disjuntores;

3) Se as pontas dos fios estiverem danificadas, corte-as. Descarne cerca de 5 mm dos fios
para deixá-los com as pontas renovadas.

Lembre-se que, os fios da tomada podem ser identificados pelas seguintes cores:
Castanho = Fase
Azul = Neutro
Verde / Amarelo = Terra

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4) Para certificar-se de que identificou os fios correctamente, ligue provisoriamente a


rede eléctrica e teste os fios utilizando a busca pólo. Depois desligue.

5) Ligue o fio terra no pino do meio. Fixe o fio fase por um lado e o neutro por outro lado.
Aparafuse os fios nos respectivos pinos

6) Após a fixação do suporte, encaixe a tomada. Em seguida, coloque a blindagem para


terminar o acabamento. Religue a rede eléctrica.

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4.8 Tipos de Instalações Eléctricas no Interior

A) Em saliência

Colocação aparente debaixo de calhas, molduras ou rodapés


PVC.

Uso: sobretudo adaptada para a restauração de uma divisão ou


de uma habitação já construída.

Vantagens: sistema modulável, simples e rápido de instalar,


sem pó nem sujidades.

Inconvenientes: menos estético do que a colocação embutida

B) Embutida

Os circuitos caminham dentro de tubagens inseridas em roços.

Uso: construção nova ou grande restauração.

Vantagens: instalação particularmente estética e escolha mais


ampla em termos de aparelhagem.

Inconvenientes: trabalhos pesados e sujeitos à sujidade,


requerendo uma ferramenta específica (roçadora ou máquina
de abertura de roços para abrir os roços, serra copo ou
trépano para perfurar o local das caixas de embutir).

Montagem de uma tomada monofásica numa instalação


embutida.

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5 MONTAGEM DE COMPONENTES DE UM QUADRO ELÉCTRICO

5.1 Constituição do Quadro Eléctrico

O quadro eléctrico de uma instalação eléctrica doméstica, seja monofásica ou trifásica,


é um quadro com equipamento eléctrico destinado a receber energia eléctrica de uma
ou mais alimentações, e distribui-la a um ou mais circuitos eléctricos, e também
desempenhando funções de protecção, seccionamento, controle e medição.

O quadro eléctrico garante a segurança dos circuitos eléctricos, e é importante que


toda instalação eléctrica seja dividida em vários circuitos, e cada um deles deve ser
concebido de forma a poder ser seccionado sem risco de realimentação inadvertida

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Os ramais de distribuição alimentam pontos de luz (ou lâmpadas), interruptores para


accionamento das lâmpadas (comandos), tomadas que fornecerão energia aos
aparelhos eléctricos, além de cargas cuja potência é considerada elevada como
chuveiros eléctricos, máquinas de lavar, forno microondas, etc.

O quadro eléctrico tem um ou mais dispositivos de protecção e/ou manobra e a


ligação de condutores eléctricos interligados a eles, a fim de distribuir a energia
eléctrica aos diversos circuitos. Em qualquer instalação eléctrica, devemos saber como
realizar os procedimentos correspondentes à execução de um projecto elaborado
previamente, em conformidade com as especificações da EDM.

Os disjuntores servem para proteger os circuitos que alimentam as cargas. Existem


dois barramentos contendo os condutores neutro e de protecção (terra) aonde o
primeiro deve estar isolado electricamente do quadro eléctrico e o segundo (de
protecção) deve estar acoplado a ele, constituindo portanto a protecção dos circuitos
contra choques no contacto indevido com superfícies conduzindo energia, sendo que
este encontra-se ligado ao aterramento geral da instalação.

5.2 Componentes do Quadro Eléctrico

Disjuntores unipolares, bipolares ou tripolares:

Disjuntores diferenciais, bipolares ou tripolares:

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Interruptor de corte geral:

Barramento de neutro:

Barramento de terra:

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5.3 Montagem do Quadro Eléctrico

Todos os cabos eléctricos que entram no quadro, devem estar identificados de modo a
facilitar a montagem dos circuitos

Em seguida montamos as bases onde vamos alocar os nossos disjuntores:

Na colocação dos disjuntores deve-se seguir a sequência do percurso da corrente. Os


cabos que vem da concessionária (EDM) são ligados directamente no disjuntor de
corte geral, não importa se a instalação é monofásica ou trifásica.

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A saída do disjuntor geral vai directamente na entrada do disjuntor residual (ver a


sequência de ligação neutro no seu devido borne). Na saída do disjuntor residual o
neutro liga se no barramento onde se vai juntar com todos os fios neutros.

A fase é ligada nas entradas de todos os disjuntores termomagnéticos (parciais) onde a


saída deste vai alimentar o seu devido circuito.

Legenda:

1 Base para afixar os disjuntores


2-3 Disjuntores termomagnéticos para protecção e alimentação dos circuitos
4 Barramento de neutro
5 Barramento de terra.

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6 LIGAÇÃO À TERRA

Terra (ou massa) são conceitos usados nos campos da electricidade e da electrónica
como ponto de referência para um potencial eléctrico de zero volt. De acordo com o
tipo de instalação, esta referência pode conter uma função específica.

A terra é o condutor eléctrico cuja função é conectar à terra, ou seja, ao terra eléctrico,
todos os dispositivos que precisarem utilizar seu potencial como referência ou valer-se
de suas propriedades eléctricas.

O fio terra, uma vez que encontra-se sempre neutro e (teoricamente) presente em
todo circuito eléctrico, é sempre tomado como ponto de referência para a medida de
potenciais, sendo a ele atribuído, então, o potencial de zero volts. A necessidade de tal
referência fundamenta-se no facto físico de não haver, a rigor, sentido no termo
"potencial eléctrico de um ponto", pois, em física, define-se apenas a diferença de
potencial (ddp) entre dois pontos.

Em sistemas com instalações eléctrica, a terra possui as funções de:

 Referência eléctrica para a tensão.


 Referência para sistemas de protecção.
 Escoamento de excesso de carga (e energia), proveniente de sobrecargas e sobre
tensões (através de supressores de surto).
 Protecção de pessoal e equipamentos, por equipotencialização do solo.
 Transmissão de energia em modo monopolar, como em transmissão em corrente
contínua ou distribuição rural

Eléctrodo de terra - Corpo condutor ou conjunto de corpos condutores em contacto


com o solo, garantindo uma ligação eléctrica com este. Para a sua execução podem ser
utilizados:

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 Tubos, varetas ou perfiladas; fitas, varões ou cabos nus etc.

MONTAGEM DE UM ELÉCTRODO DE TERRA

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ALGUNS ASPECTOS IMPORTANTES

 As soluções mais utilizadas são: os tubos, vareta ou perfilados. Estes deverão ser
enterrados verticalmente a uma profundidade mínima de 80 cm.

 Só deve haver terra única em cada edifício; ou seja um eléctrodo de terra em


cada edifício.

 A ligação equipotencial principal deve ser feita entre o terminal principal de terra
e as partes metálicas da construção e as canalizações metálicas do edifício (ex:
de agua, de gás, de aquecimento centra, ar condicionado, fogão, etc.)

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7 EXERCÍCIOS E AVALIAÇÕES FORMATIVAS

7.1 Exercício Prático Nº 1 – Instalação Domestica Elementar

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de brocas (para metal e concreto) buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicates para
electricista, jogo de chaves de fenda e estrela para electricista,
martelo, faca de electricista, alicate descarnador, guia
metálico para enfiamento de cabos e condutores, quadro
eléctrico de distribuição de energia, (montagem á superfície)
disjuntor diferencial (RCD-30mA), disjuntores
electromagnéticos de protecção dos circuitos de iluminação (5
Amp) e circuito de tomadas de corrente (10 Amp), fio eléctrico
1,5mm² e 2,5mm², (castanho e azul), condutor de terra
(amarelo/verde) ou cobre nu (descarnado), três (3) caixas de
derivação para exterior (4 entradas), um (1) interruptor
unipolar, uma (1) tomada de corrente, um (1) suporte/bocal
para lampada incandescente com lampada, tubagem PVC,
abraçadeiras para tubagem PVC e molas para dobragem de
tubagem PVC, fita isoladora, ligadores ou barra de junção
de1,5mm² e 2,5mm², parafusos tipo fenda e estrela.

Duração

Instruções para os formandos • Os candidatos devem observar as regras e regulamentos


de segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser
usados com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser efectuadas de acordo com as
leis e regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos executados com possibilidade de risco de
morte, o exercício deverá ser repetido.

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Instruções para os formadores do • Instruções para o teste e diagramas eléctricos devem ser
INEFP apresentados e facultados aos candidatos.

• Candidatos devem ser informados sobre o tempo que falta


para concluírem o trabalho.

Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro
executado: eléctrico de distribuição (220V), com disjuntor diferencial
(30mA) e dois (2) disjuntores electromagnéticos de protecção
nos circuitos de iluminação e tomada, três (3) caixas de
derivação exteriores (4 entradas), um (1) interruptor unipolar,
uma (1) tomada de corrente monofásica, um (1) bocal para
lâmpada incandescente com lampada, e de acordo com o
diagrama fornecido.

O interruptor deve controlar a lâmpada e não a tomada de


corrente.

A distância desde o quadro de distribuição á primeira caixa de


derivação deve ser de 600mm, e a distância entre cada um dos
outros componentes da instalação é de 400mm.

DIAGRAMA:

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Folha de Trabalho para o Formando:

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TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critério de avaliação Guia de pontuação Pro Resul
cesso tado
1 Preparar os trabalhos Uniformizado com equipamentos de protecção
1
eléctricos individual (E.P.I.)
Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Geral Quadro Geral de distribuição, disjuntor diferencial
de distribuição (QG), e disjuntores de protecção de circuitos 1
com disjuntor inspeccionados contra defeitos de fabrico
diferencial e de Posição do Quadro Geral de distribuição marcada
3
protecção de na parede, de acordo com os planos de instalação
circuitos Posição dos furos de fixação do Quadro Geral de
3
distribuição marcados na parede
Furação para fixação do Quadro Geral de
distribuição executada e com as medições 3
correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Quadro Geral de distribuição instalado e
1
devidamente apertado
3 Instalar caixas de Caixas de derivação inspeccionadas contra defeitos
1
derivação de fabrico
Posição das caixas de derivação marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos de fixação das caixas de
3
derivação marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas
4 Instalar interruptor Interruptor unipolar inspeccionado contra defeitos
1
unipolar de fabrico
Posição do interruptor unipolar marcado na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação do interruptor
3
unipolar marcado na parede
Furação para fixação do interruptor unipolar
3
executado e com as medidas correctas
Interruptor unipolar instalado e devidamente
apertado
1

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5 Instalar tomadas de Tomadas de corrente inspeccionadas contra


1
corrente (220V) defeitos de fabrico
Posição das tomadas de corrente marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação das tomadas de
3
corrente marcada na parede
Furação para fixação das tomadas de corrente
3
executada e com as medidas correctas
Tomadas de corrente instaladas e devidamente
1
apertadas
6 Instalar suporte/bocal Bocal de lâmpada incandescente inspeccionado
1
para lâmpada contra defeitos de fabrico
incandescente Posição do bocal de lâmpada incandescente
marcada na parede, de acordo com o diagrama 3
eléctrico
Posição dos furos para fixação do bocal de lâmpada
3
incandescente marcada na parede
Furação para fixação do bocal de lâmpada
incandescente executada e com as medidas 3
correctas
Bocal de lâmpada incandescente inspeccionado
1
contra defeitos de fabrico
7 Instalar abraçadeiras Posição das abraçadeiras para fixação da tubagem
para fixação de plástica PVC marcada na parede, de acordo com as 2
tubagem PVC regras e regulamentos
Furação para fixação das abraçadeiras executada e
2
com as medidas correctas
Abraçadeiras instaladas e devidamente apertadas 1
8 Instalar tubagem PVC Medição e cortes de tubagem plástica PVC
efectuada correctamente para o trabalho a 3
executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários
2
componentes eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
1
apertada na parede
9 Instalar condutores Quantidade de condutores eléctricos necessários
eléctricos correctamente calculado, e baseado nas medidas 3
do diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação de
cada um dos componentes da instalação cortados
3
com medidas correctas, e baseado nas medidas do
diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas
10 Instalar tampas das Tampas das caixas de derivação instaladas e
caixas de derivação parafusos de fixação devidamente colocados e 2
apertados

192 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

11 Instalar tampas das Tampas das tomadas de corrente instaladas e


tomadas de corrente parafusos de fixação devidamente colocados e 2
apertados
12 Instalar tampa do Tampa do interruptor unipolar instalada e
interruptor unipolar parafusos de fixação devidamente colocados e 2
apertados
13 Circuito eléctrico de Tomadas de corrente com voltagem presente
4
lâmpada e tomada a (220V)
funcionar Interruptor a funcionar 4
Lâmpada a funcionar 4
14 Quadro eléctrico de Disjuntores de protecção com calibres correctos. 4
distribuição a
funcionar Disjuntor diferencial instalado 4
Condutores de Terra instalados 4
15 Efectuar limpeza final Ferramentas e os materiais de trabalho arrumados 1
no local de trabalho
Resíduos produzidos durante a execução do
1
trabalho eléctrico removidos

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7.2 EXERCÍCIO PRÁTICO Nº 2 – Lâmpada Incandescente, Campainha e Tomada

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de broca (para metal e concreto), buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicate para o
electricista, martelo, faca de electricista, descarnador para
cabos eléctricos, fita metálica para enfiamento de cabos e
condutores, quadro eléctrico de distribuição (montagem á
superfície), disjuntor diferencial (RCD-30mA), disjuntores
electromagnéticos de protecção dos circuitos de iluminação (5
Amp) e circuito de tomadas de corrente (10 Amp), fio eléctrico
1,5mm² e 2,5mm², (castanho e azul), condutor de terra
(amarelo/verde) ou cobre nu (descarnado) condutor para
campainha 0,5mm², uma (1) tomada de corrente, uma (1)
lâmpada incandescente, um (1) suporte/bocal para lâmpada
incandescente, duas (2) caixas de derivação para exterior (4
entradas), tubagem PVC, abraçadeiras para tubagem PVC e
molas para dobragem de tubagem PVC, fita isoladora,
ligadores ou barra de junção de1,5mm² e 2,5mm², fita
isoladora, parafusos tipo fenda e estrela.
Duração
Instruções para os formandos • Os candidatos devem seguir as regras e regulamentos de
segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser
usados com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser efectuadas de acordo com as
leis e regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos executados com possibilidade de risco de
morte, o exercício devera ser repetido.

194 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Instruções para os formadores do • Instruções para o teste e diagramas eléctricos devem ser
INEFP apresentados e facultados aos candidatos
• Os candidatos devem ser informados sobre o tempo que
falta para concluir os trabalhos práticos.
Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro
executado: eléctrico de distribuição de energia (220V) com disjuntor
diferencial (30mA) e dois (2) disjuntores electromagnéticos de
protecção nos circuitos de iluminação e tomada, duas (2)
caixas de derivação exteriores (4 entradas), um (1) bocal para
lâmpada incandescente com lâmpada, um (1) interruptor
unipolar, uma (1) tomada monofásica de corrente, um (1)
interruptor de pressão, e uma (1) campainha eléctrica (220V).
A distância do quadro geral á primeira caixa de derivação é de
400mm, e a distância entre cada um dos outros componentes
da instalação é de 300mm.

DIAGRAMA:

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 195
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Folha de Trabalho para o Formando

196 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critérios de
Guia de Pontuação Pro Resul
Avaliação
cesso tado
1 Preparar os Uniformizado com equipamentos de protecção
1
trabalhos individual (E.P.I.)
eléctricos Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Quadro Geral de distribuição, disjuntor diferencial, e
Geral de termomagnéticos inspeccionados contra defeitos de 1
distribuição fabrico.
(QG), com Posição do Quadro Geral de distribuição marcada na
3
disjuntor parede, de acordo com o plano de instalação.
diferencial, e Posição dos furos para fixação do quadro eléctrico
3
termomagnétic de distribuição marcada na parede.
o de protecção Furacão para fixação do Quadro Geral de distribuição
do circuito 3
executada e com as medições correctas.
Buchas plásticas com as medidas correctas inseridas
2
nos respectivos furos.
Quadro eléctrico de distribuição instalado e
1
devidamente apertado.
3 Instalar caixas Caixas de derivação inspeccionadas contra defeitos
1
de derivação de fabrico.
Posição da caixa de derivação marcada na parede de
3
acordo com o plano de instalação.
Posição dos furos de fixação das caixas de derivação
3
marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas inseridas
2
nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas
4 Instalar Posição das abraçadeiras para fixação da tubagem
abraçadeiras plástica PVC marcada na parede, de acordo com as 2
para fixação de regras e regulamentos
tubagem PVC Furação para fixação das abraçadeiras executada e
2
com as medidas correctas
Abraçadeiras instaladas e devidamente apertadas 1
5 Instalar Medição e cortes de tubagem plástica PVC
tubagem PVC efectuada correctamente para o trabalho a 3
executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários
2
componentes eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
1
apertada na parede

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 197
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

6 Instalar Quantidade de condutores eléctricos necessários


condutores correctamente calculado, e baseado nas medidas do 3
eléctricos diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação de
cada um dos componentes da instalação cortados
3
com medidas correctas, e baseado nas medidas do
diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas
7 Instalar tomada Tomada de corrente inspeccionada contra defeitos
1
de corrente de fabrico
(220V) Posição da tomada de corrente marcada na parede,
3
de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação da tomada de
3
corrente marcados na parede
Furação para fixação da tomada de corrente
3
executada e com as medidas correctas
Tomada de corrente instalada e devidamente
apertada 1

8 Instalar Interruptor simples inspeccionado contra defeitos


1
interruptor de fabrico
simples Posição do interruptor simples marcado na parede,
3
de acordo com o plano de instalação
Posição dos furos para fixação do interruptor
3
simples na parede
Furação para fixação do interruptor simples
3
executada e com as medidas correctas
Interruptor simples devidamente instalado e
1
apertado
9 Instalar o Suporte da lâmpada incandescente inspeccionados
1
suporte da contra defeitos de fabrico
lâmpada Posição do suporte da lâmpada incandescente
incandescente marcada na parede, de acordo com o plano de 3
instalação
Posição dos furos para fixação do suporte da
3
lâmpada incandescente na parede
Furação para fixação do suporte da lâmpada
incandescente executada e com as medidas 3
correctas
Suporte da lâmpada incandescente devidamente
1
instalado e apertado
10 Instalar as Tampas das tomadas de corrente instaladas e
tampas das parafusos de fixação devidamente colocados e
tomadas de apertados 2
corrente

198 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

11 Instalar as Tampas das caixas de derivação instaladas e


tampas das parafusos de fixação devidamente colocados e
2
caixas de apertados
derivação
12 Elementos Lâmpada incandescente a funcionar. 4
eléctricos
instalados e a Tomadas de corrente testadas e com voltagem
4
funcionar presente (220V).
Botão de pressão a funcionar. 4
13 Quadro Disjuntores de protecção com calibres correctos. 4
eléctrico de
distribuição a Disjuntor diferencial instalado 4
funcionar Condutores de Terra instalados 4
14 Efectuar limpeza Ferramentas e os materiais de trabalho arrumados 1
final no local de
trabalho Resíduos produzidos durante a execução do
trabalho eléctrico removidos 1

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 199
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

7.3 EXERCÍCIO PRÁTICO Nº 3 – Sistema de Intercommunicação

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de brocas (para metal e concreto) buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicates para
electricista, jogo de chaves de fenda e estrela para electricista,
martelo, faca de electricista, alicate descarnador, guia
metálico para enfiamento de cabos e condutores, quadro
eléctrico de distribuição de energia (montagem exterior),
disjuntor diferencial (RCD-30mA), disjuntores
electromagnéticos de protecção dos circuitos de iluminação (5
Amp) e circuito de tomadas de corrente (10 Amp), fio eléctrico
1,5mm² e 2,5mm², (castanho e azul), condutor de terra
(amarelo/verde) ou cobre nu (descarnado), duas (2) caixas de
derivação para exterior (4 entradas), dois (2) interruptores de
pressão, duas (2) unidades de intercomunicação, tubagem
PVC, abraçadeiras para tubagem PVC e molas para dobragem
de tubagem PVC, fita isoladora, ligadores ou barra de junção
de1,5mm² e 2,5mm², parafusos tipo fenda e estrela.
Duração
Instruções para os formandos • Os candidatos devem observar as regras e regulamentos
de segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser
usados com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser efectuadas de acordo com as
leis e regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos executados com possibilidade de risco de
morte, o exercício deverá ser repetido.

200 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Instruções para os formadores do • Instruções para o teste e diagramas eléctricos devem ser
INEFP apresentados e facultados aos candidatos
• Candidatos devem ser informados sobre o tempo que falta
para concluírem o trabalho
Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro
executado: eléctrico de distribuição de energia (220V) com disjuntor
diferencial (30mA), um (1) disjuntor de protecção do circuito,
duas (2) caixas de derivação (4 entradas), dois (2)
interruptores de pressão, duas (2) estações de
intercomunicação, e de acordo com o diagrama fornecido.
A distância entre o quadro de distribuição e a primeira caixa
de derivação deve ser 600mm, e a distância entre todos os
outros componentes da instalação 400mm.

DIAGRAMA:

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 201
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Folha de Trabalho para o Formando

202 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critério de
Guia de pontuação Pro Resul
avaliação
cesso tado
1 Preparar os Uniformizado com equipamentos de protecção
1
trabalhos individual (E.P.I.)
eléctricos Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Quadro Geral de distribuição, disjuntor diferencial
Geral de e disjuntores de protecção de circuitos 1
distribuição (QG), inspeccionados contra defeitos de fabrico
com disjuntor Posição do Quadro Geral de distribuição marcada
3
diferencial e de na parede, de acordo com os planos de instalação
protecção de Posição dos furos de fixação do Quadro Geral de
3
circuitos distribuição marcados na parede
Furação para fixação do Quadro Geral de
distribuição executada e com as medições 3
correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Quadro Geral de distribuição instalado e
1
devidamente apertado
3 Instalar caixas de Caixas de derivação inspeccionadas contra defeitos
1
derivação de fabrico
Posição das caixas de derivação marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos de fixação das caixas de
3
derivação marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas
4 Instalar unidades Unidades de intercomunicação inspecionadas
1
de contra defeitos de fabrico
intercomunicação Posição das unidades de intercomunicação
marcada na parede, de acordo com o diagram 3
eléctrico
Posição dos furos de fixação das unidades de
3
intercomunicação marcados na parede
Furação para fixação das unidades de
intercomunicação executada e com as medidas 3
correctas
Unidades de intercomunicação instaladas e
devidamente apertadas 1

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 203
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 Instalar Inspeccionar os interruptores de pressão contra


1
interruptores de defeitos de fabrico
pressão para Posição dos interruptores de pressão marcada na
3
activação do parede, de acordo com o diagrama eléctrico
sistema de Posição dos furos de fixação dos interruptores de
3
intercomunicação pressão marcada na parede
Furação para fixação dos interruptores de pressão
3
executada e com as medidas correctas
Interruptores de pressão instalados e devidamente
1
apertados
6 Instalar Posição das abraçadeiras para fixação da tubagem
abraçadeiras para plástica PVC marcada na parede, de acordo com as 2
fixação de regras e regulamentos
tubagem PVC Furação para fixação das abraçadeiras executada e
2
com as medidas correctas
Abraçadeiras instaladas e devidamente apertadas 1
7 Instalar tubagem Medição e cortes de tubagem plástica PVC
PVC efectuada correctamente para o trabalho a 3
executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários
2
componentes eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
1
apertada na parede
8 Instalar Quantidade de condutores eléctricos necessários
condutores correctamente calculado, e baseado nas medidas 3
eléctricos do diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação de
cada um dos componentes da instalação cortados
3
com medidas correctas, e baseado nas medidas do
diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas
9 Instalar tampas Tampas das caixas de derivação instaladas e
das caixas de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
derivação apertados
10 Sistema de Botões de pressão a funcionar 4
intercomunicação
Alto falantes a funcionar 4
a funcionar
11 Quadro eléctrico Disjuntores de protecção com calibres correctos. 4
de distribuição a
Disjuntor diferencial instalado 4
funcionar
Condutores de Terra instalados 4
12 Efectuar limpeza Ferramentas e os materiais de trabalho arrumados 1
final no local de
trabalho Resíduos produzidos durante a execução do
trabalho eléctrico removidos 1

204 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica | 205
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

206 | Manual do Formando – Módulo 1.4 – Montar elementos de uma instalação eléctrica
INEFP, GIZ & RIO TINTO FORMAÇÃO PROFISSIONAL – ELECTRICISTA
INSTALADOR

Formação Profissional
Electricista Instalador - Vocacional 2

Módulo 1.5

Montar uma
Instalação Eléctrica Completa

Manual do Formando

207 207 – Electricista


Manutenção Industrial - Formação Profissional INEFP – Manuais
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

208 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

MÓDULO 1.5 - MANUAL DO FORMANDO

MONTAR UMA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA COMPLETA

ÍNDICE DO MANUAL
Página
1 TRAÇAGEM E PREPARAÇÃO DE MATERIAL PARA INSTALAÇÃO 210
ELÉCTRICA
1.1 Preparação do trabalho 210
1.2 Projecto eléctrico 210
1.3 Pré-requisitos teóricos 210
1.4 Esquema de instalação 211
1.5 Esquema de princípio 212
1.6 Esquema de ligação eléctrica em representação unifilar 212
1.7 Esquema de ligação eléctrica em representação multifilar 213
1.8 Instalação embutida ou em saliência 213
1.9 Traçagem de uma instalação eléctrica 213
1.10 Localização de elementos da instalação eléctrica 214
1.11 Tipos e secções de cabos e condutores eléctricos 214
1.12 Cores dos condutores isolados 218
1.13 Corrente máxima admissível em cabos eléctricos 218
1.14 Classificação de invólucros de equipamento eléctrico 219

2 LIGAÇÃO DE UM QUADRO ELÉCTRICO À TERRA E A REDE PÚBLICA 221


2.1 Ferramentas e equipamento de protecção individual 221
2.2 Procedimento de montagem 222
2.3 Montagem de elementos do quadro eléctrico 223
2.3.1 Quadro de distribuição para fornecimento monofásico 223
2.3.2 Quadro de distribuição para fornecimento trifásico 224

3 DETECÇÃO E REMEDIAÇÃO DE FALHAS NUMA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA 225


3.1 As falhas mais comuns 225
3.2 Falhas de fugas de corrente 225
3.3 Falhas de curto-circuito 225
4 ARRUMAÇÃO E LIMPEZA 229
5 EXERCÍCIOS E AVALIAÇÕES FORMATIVAS 230
5.1 Exercício Nº 1 – Ficha de trabalho 230
5.2 Exercício Nº 2 – Leitura de desenho e listagem de materiais 232
5.3 Exercício Nº 3 – Montagem de duas lâmpadas fluorescentes e tomada 233
5.4 Exercício Nº 4 – Montagem de comutação de escada 239
5.5 Exercício Nº 5 – Montagem de lâmpadas, campainha e tomada 244
5.6 Exercício Nº 6 – Montagem de comutação de escada e duas tomadas 250

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |209
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1 TRAÇAGEM E PREPARAÇÃO DE MATERIAL PARA INSTALAÇÃO ELÉCTRICA

1.1 Preparação do Trabalho

Projectar uma instalação eléctrica qualquer é tarefa que exige conhecimento e


sobretudo aplicação de normas que regulamentam o exercício correcto da função.

O projectista, que é o profissional responsável pelo dimensionamento adequado dos


fios e demais componentes que integram o abastecimento interno de energia no
interior de um ambiente, seja ele residencial ou comercial, deve ter domínio sobre
técnicas a serem consideradas quando torna-se necessário definir quais elementos e
materiais utilizar e de que forma eles contribuirão para que alimentem
adequadamente lâmpadas, interruptores e tomadas.

1.2 Projecto Eléctrico

Para construir uma casa, uma escola ou uma indústria, é necessária, inicialmente, a
elaboração de vários projectos, como os arquitectónicos, o eléctrico, o hidráulico, o
estrutural, etc.

Ao electricista cabe, apenas, interpretar e, posteriormente, executar a montagem da


instalação eléctrica.

Para se fazer o projecto eléctrico, o responsável tem que ter em mãos o projecto
arquitectónico. A partir dele, projectará a instalação eléctrica. Após o projecto
eléctrico ter sido elaborado, chegará até nossas mãos uma cópia, para que seja
analisado. Baseados nele, poderemos passar a sua execução. Para que não se tenha
dificuldade em interpretá-lo, é necessário ter alguns conhecimentos a respeito da
leitura do projecto arquitectónico.

1.3 Pré-requisitos Teóricos

A tecnologia de instalação não trata apenas da execução prática de instalações


eléctricas. A leitura e, sob determinadas condições, a criação de esquemas de circuitos,
são pré-requisitos importantes para um trabalho sem problemas no local da obra.

Para garantir uma comunicação bem-sucedida entre as diferentes partes ou entre


arquitectos, autores dos projectos e executantes, têm de ser criados determinados
meios de comunicação. Estes meios de comunicação existem em quase todos os
sectores de actividade. Na tecnologia de instalação, os meios de comunicação
assumem a forma de diferentes tipos de esquemas de circuitos.

Tipos de esquemas de circuitos:

 Esquema de instalação.
 Esquema de princípio.
 Esquema de ligações eléctricas em representação unifilar.

210 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

 Esquema de ligações eléctricas em representação multifilar.


 Esquema funcional.
 Esquema de cablagem.

Em cada um dos esquemas é representada a interacção de diferentes equipamentos


eléctricos de diferentes modos (por ex., multipolar, unipolar, etc.). Os esquemas gerais
e de instalação são documentação de trabalho para a instalação de cabos. Não
informam sobre o funcionamento de circuitos. Os esquemas de ligações eléctricas são
documentação de trabalho para a criação de circuitos. Mostram a função directa de
controlos e de circuitos de instalação

Nas tarefas a processar, os seguintes esquemas de circuitos representam um papel


importante.

1.4 Esquema de Instalação

O esquema de instalação é uma representação unipolar. É integrado na planta do


edifício com a orientação correcta e praticamente sempre à escala. Este esquema
inclui todos os dados necessários para a instalação das cablagens.

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |211
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.5 Esquema de Princípio

O esquema de princípio mostra um circuito ou uma distribuição numa representação


unipolar simplificada. O esquema de princípio de um circuito de instalação inclui dados
sobre o tipo de instalação, o material do cabo, a secção transversal, o tipo de circuito e
as condições de instalação.

1.6 Esquema de Ligação Eléctrica em Representação Unifilar

O esquema de ligações eléctricas em representação unifilar é um esquema multipolar,


representado por circuitos de corrente. Os circuitos de corrente podem estar dispostos
na horizontal ou na vertical e, se possível, sem se cruzarem. O condutor de protecção
pode ser suprimido para proporcionar uma maior clareza ao esquema.

212 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.7 Esquema de Ligação Eléctrica em Representação Multifilar

O esquema de ligações eléctricas em representação multifilar mostra todos os


pormenores das ligações de um circuito. Todas as partes e os respectivos
equipamentos são representados de forma correlacionada.

SIMBOLOGIA PARA ESQUEMAS ELÉCTRICOS

Para o significado dos símbolos utilizados nos esquemas eléctricos unifilares e


multifilares, consulte as páginas 161 - 163

1.8 Instalação Embutida ou em Saliência

O projecto eléctrico e os seus desenhos descrevem se a instalação é embutida ou em


saliência, ou uma mistura dos dois conceitos.

A instalação embutida também tem a denominação de instalação embebida, e a


instalação em saliência também tem a denominação de instalação a vista.

INSTALAÇÃO ELÉCTRICA EMBUTIDA OU EM SALIÊNCIA


Consulte página 179

1.9 Traçagem de uma Instalação Eléctrica

MEDIÇÃO E TRAÇAGEM
Consulte as páginas 107 - 109

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |213
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.10 Localização de Elementos de Uma Instalação Eléctrica

LOCALIZAÇÃO DE ELEMENTOS

Consulte as páginas 110 - 112

1.11 Tipos e Secções de Condutores e Cabos Eléctricos

A utilização da electricidade pressupõe a existência de canais de ligação entre uma


fonte de energia eléctrica e os aparelhos de utilização. Esses canais constituem as
canalizações eléctricas e são uma parte fundamental das instalações eléctricas,
concorrendo de forma relevante para a qualidade e segurança da distribuição de
electricidade.

Os condutores isolados e os cabos são constituintes relevantes das canalizações,


assumindo uma diversidade significativa para responder às inúmeras situações de
estabelecimento e de utilização.

Canalizações eléctricas são os conjuntos constituídos por um ou mais condutores


eléctricos e pelos elementos que garantem a sua fixação e, em regra, a sua protecção
mecânica.

Condutores isolados são os conjuntos constituídos pela alma, pelo invólucro isolante e
pelos eventuais ecrãs (blindagens).

Cabos são os conjuntos constituídos por um ou mais condutores isolados, o seu


eventual revestimento individual, os eventuais revestimentos de protecção e
eventualmente um ou mais condutores não isolados.

CONSTITUIÇÃO GERAL DE CABOS ELÉCTRICOS

Almas condutoras: Os metais constituintes são geralmente o cobre ou o alumínio, este


com maior resistividade. As almas podem ser constituídas por um só fio (maciças),
situação habitual para as secções mais baixas (até 4 mm2) ou por vários fios cablados
(multifilares). As almas multifilares podem ser realizadas com diversos graus de
flexibilidade. As secções das almas são geralmente circulares (dispostas em camadas
concêntricas) ou sectoriais (dispostas em sectores).

Invólucro isolante: A natureza e a espessura deste invólucro determinam o limite da


tensão estipulada de serviço e o comportamento contra a corrosão (óleos, ácidos e
seus vapores).

Bainhas: Podem ser do tipo isolante (constituídas por materiais do mesmo tipo dos
invólucros, neste caso reforçando o isolamento principal do condutor ou do cabo) ou
metálico (em fitas de alumínio, chumbo ou aço, com a função de protecção mecânica).
As bainhas interiores asseguram a estanqueidade dos cabos.

214 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Para protecção específica contra roedores, microorganismos e térmitas poderão ser


previstas bainhas exteriores com características adequadas.

Ecrãs: São geralmente de cobre (nu ou estanhado) ou de alumínio, revestindo a forma de


fitas, malhas ou tranças.

IDENTIFICAÇÃO DOS CABOS

Para a identificação dos vários tipos de cabos eléctricos para instalações utiliza-se um
sistema internacional. Em Moçambique utiliza-se muitas vezes materiais eléctricos de
origem europeia, e a seguir apresenta-se a denominação em conformidade com o
estandarte CENELEC (comité europeu para a normalização electrotécnica).

Exemplo de cabo: H03VVH2-F

Normalização Constituintes Construção


DESCRIÇÃO
Tipo Tensão Isolamento Revesti- Bainha Forma Natureza Flexi- Composição
mento bilidade

Códigos H 03 V V H2 -F

Referência 1 2 3 4 5 6 7 8 9

Resultado: O cabo H03VVH2-F é:

 Um cabo harmonizado,
 Para a tensão máx. de 300 V
 Com isolamento em PVC
 Com bainha em PVC
 Com condutores não separáveis
 Em cobre
 Com condutor flexível

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |215
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE IDENTIFICAÇÃO DE CÓDIGOS DE CABOS ELÉCTRICOS

Ref. Código Descrição

1 Normalização
H Harmonizado
A Tipo nacional, reconhecido
PT-N Tipo nacional, não reconhecido
2 Tensão Nominal
03 300 / 300 V
05 300 / 500 V
07 450 / 750 V
1 0,6 / 1 kV
3 Isolamento
R Borracha
V PVC (policloreto de vinílico)
X PEX (polietileno reticulado)
4 Revestimento / Armadura
A2 Bainha de alumínio
A7 Blindagem de alumínio
Z4 Armadura em fita de aço
5 Bainha
N Policloropreno
R Borracha
V PVC (policloreto de vinílico)
6 Forma
Sem letra Cabo circular
H Cabo plano – condutores separáveis
H2 Cabo plano – condutores não separáveis
7 Natureza
Sem letra Cobre
-A Alumínio
8 Flexibilidade
-F Condutor flexível classe 5
-H Condutor flexível classe 6
-K Condutor ou cabo flexível para instalação fixa
-R Condutor rígido circular cablado
-S Condutor rígido seccional cablado
-U Condutor rígido maciço cablado
-W Condutor rígido maciço sectorial
9 Composição
Número de condutores
X Ausência de condutor verde / amarelo
G Existência de condutor verde / amarelo
Secção do condutor em mm2

216 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

DESCRIÇÃO E UTILIZAÇÃO DE ALGUNS CABOS ELÉCTRICOS MAIS UTILIZADOS

CABO COMPOSIÇÃO UTILIZAÇÃO

H05V-U 1: Alma condutora Utilizado em instalações à


unifilar de cobre. vista ou embebidas,
protegido por tubos, e em
2: Isolamento em PVC. canalizações à vista,
protegido por condutas

H05V-K 1: Alma condutora Utilizado em instalações à


flexível de cobre. vista ou embebidas,
protegido por tubos, e em
2: Isolamento em PVC. canalizações à vista,
protegido por condutas

H03VH-H 1: Alma condutora Utilizado em locais


flexível de cobre. domésticos, para alimentar
aparelhos portáteis leves.
2: Isolamento em PVC

H03VVH2-F 1: Alma condutora Utilizado em locais


flexível de cobre. domésticos, para alimentar
aparelhos portáteis leves.
2: Isolamento em PVC.

3: Bainha exterior em
PVC.

H05VV-F 1: Alma condutora Utilizado em locais


flexível de cobre. domésticos, para alimentar
aparelhos domésticos,
2: Isolamento em PVC. mesmo instalados em locais
húmidos
3: Bainha exterior em
PVC.

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |217
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.12 Cores dos Condutores Isolados

Em instalações de corrente alternada deve se aplicar os seguintes cores dos


condutores de instalação:

Fase : Castanho e /ou preto


Neutro : Azul
Terra : Verde/Amarelo

CORES DOS CABOS ISOLADOS


Para mais informação, consulte as páginas 159 - 160

1.13 Corrente Máxima Admissível em Cabos Eléctricos

Os cabos eléctricos têm naturalmente limites dos amperes permitidos em cada cabo.

Como regra geral podemos utilizar os valores constantes na tabela apresentada em


seguida.

Os valores são dados como valores máximos, e sobre a condição de que a temperatura
ambiental não é mais alto de 40 ºC.

Intensidade de Corrente Máxima Admissível para Cabos Eléctricos

Temperatura Ambiental Max. de 40 ºC


(máx. 3 cabos enfiados no mesmo tubo)

Secção Nominal mm2 Corrente Máxima Admissível


1,5 10 A
2,5 16 A
4 21 A
6 27 A
10 37 A
16 52 A

218 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

1.14 Classificação de Invólucros de Equipamento Eléctrico

Temos várias classes de qualidades para o equipamento eléctrico a utilizar nas


instalações.

Para categorizar as características dos invólucros dos equipamentos eléctricos em


relação às influências externas de poeira e líquidos (água e vapor) utilizamos a
classificação IP.

O código IP é definido por dois dígitos. O primeiro dígito indica o grau de protecção
contra a penetração de corpos sólidos (poeira), variável de 0 a 6, enquanto o segundo
dígito indica o grau de protecção contra a penetração de líquidos (vapores), variável de
0 a 8.

Classificação IP para Invólucros de Equipamento Eléctrico

Protecção contra sólidos Codificação IP


Nenhuma protecção especial IP 0x
Pequenos objectos (≤ 2,5 mm) IP 3x
Objectos muito pequenos (< 1 mm) IP 4x
Poeiras ligeiras IP 5x
Poeiras médias / abundantes IP 6x
Protecção contra líquidos / vapores Codificação IP
Nenhuma protecção IP x0
Gotas de água IP x1
Chuva leve IP x2
Projecção de água IP x3
Jactos leves de água IP x4
Jactos fortes de água (baixa pressão) IP x5
Imersão temporária IP x6
Imersão até 1 metro IP x7
Imersão prolongada sobre pressão IP x8

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |219
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Exemplos da aplicação da classificação IP:

Material classificado IP 44: Este material é protegido contra a intrusão de objectos


muito pequenos e protegido contra intrusão de jactos de água.

Material classificado IP 54: Este material é protegido contra a intrusão de poeiras


ligeiras e protegida contra a intrusão de jactos de água.

Material classificado IP 65: Este material é protegido contra a intrusão de poeiras


abundantes e protegida contra a intrusão de jactos fortes de água.

220 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

2 LIGAÇÃO DE UM QUADRO ELÉCTRICO À TERRA E À REDE PÚBLICA

2.1 Ferramentas e Equipamento de Protecção Individual

Para instalar de maneira correcta um quadro eléctrico é necessário que o electricista


tenha em mãos ferramentas essenciais que lhe auxiliarão durante o processo de
montagem.

a) Equipamentos de protecção individual (EPI):

 Capacete
 Óculos de Protecção
 Luvas
 Botas ou sapatos de segurança
 Roupa de trabalho adequado (fardamento de trabalho)

b) Ferramentas

 Fita métrica
 Nível
 Busca pólo
 Multímetro com testadores
 Alicate universal
 Alicate de corte diagonal
 Alicate de bicos
 Alicate descarnador

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |221
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

 Chaves de fenda
 Chaves estrela
 Martelo de pena
 Berbequim eléctrico com brocas e acessórios.

2.2 Procedimento de Montagem

1) Identificar o local onde será instalado o quadro de distribuição. Essa informação


é obtida a partir da leitura do projecto de instalação com os seus desenhos.

2) O quadro de distribuição deve ser fixo e/ou chumbado na parede, utilizando a


configuração de embutir adequada ao método recomendado pelo fabricante.

3) Realizar a distribuição dos circuitos terminais com os cabos e fios que irão
alimentar as cargas da instalação como lâmpadas, tomadas, termoacumulador e
demais equipamentos de potência.

4) Montar os respectivos circuitos no quadro de distribuição.

5) Instalar os disjuntores de protecção adequados aos circuitos conforme indicado


pelo fabricante e com a amperagem indicada no projecto. Esta operação deve
ser realizada obedecendo rigorosamente as instruções constantes no projecto.

6) Efectuar as ligações entre as entradas dos disjuntores através do cabo de


alimentação fase.

7) Finalizar os circuitos correspondentes de fase, neutro e terra ao disjuntor


diferencial residual e disjuntor termomagnético (que realiza a protecção dos
circuitos contra sobrecarga e curto-circuito).

222 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

8) Encaixar o suporte contendo os disjuntores previamente montados nas torres do


corpo do quadro de distribuição.

9) Montar o suporte dos barramentos neutro e terra e ajustá-los às laterais do


quadro de distribuição.

10) Realizar a ligação dos fios neutros e terras aos devidos barramentos, além dos
fios de alimentação (fase) às saídas dos disjuntores correspondentes que irão
proteger os circuitos terminais.

2.3 Montagem de Elementos do Quadro Eléctrico

2.3.1 Quadro de Distribuição (QD) para Fornecimento Monofásico

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |223
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

2.3.2 Quadro de Distribuição para Fornecimento Trifásico

1) Barramento de neutro.
2) Disjuntor diferencial residual tetrapolar.
3) Barramento de protecção.
4) Disjuntores dos circuitos terminais.
5) Disjuntores dos circuitos terminais monofásicos.
6) Barramento de interligação das fases.

224 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

3 Detecção e Remediação de Falhas Numa Instalação Eléctrica

3.1 As Falhas Mais Comuns

Os problemas mais comuns que podem surgir nas instalações eléctricas residenciais
são os curto-circuitos e fuga de corrente. Ambos acontecem principalmente quando
existem falhas na isolação dos circuitos, ou seja, nos casos em que há condutores
desencapados, ligações malfeitas e fadiga do material isolante.

O curto-circuito ocorre quando há contacto entre condutores energizados pela rede


eléctrica. Nesse caso, o disjuntor do circuito que está em curto desarma e é fácil
descobrir o ponto em que ocorreu o curto. Mas quando uma instalação tiver todas as
cargas interligadas em um mesmo circuito, a situação é mais crítica.

Para detectar o ponto da instalação em que ocorreu o curto-circuito, o electricista


deve usar uma lâmpada de teste ligada em paralelo ao disjuntor que está desarmando.
Esse profissional saberá que o ponto com problemas foi encontrado quando o brilho
da lâmpada diminuir ou cessar.

3.2 Falhas de Fugas de Corrente

A fuga de corrente é uma espécie de "vazamento" da corrente eléctrica. Para facilitar a


detecção desse problema, os circuitos devem ter um dispositivo chamado DR
(Disjuntor Diferencial Residual). Esse elemento desarma no caso de fuga de corrente e,
com isso, evita choques em pessoas e danos em equipamentos.

O DR é um factor de protecção e, por isso, sua instalação é obrigatória particularmente


em circuitos de tomadas de áreas húmidas, como banheiros e cozinhas. Em redes sem
DR, o que não é permitido, o principal sinal de que existe fuga de corrente é o choque
eléctrico ao tocar aparelhos com carcaças metálicas.

Para realizar verificação de instalações eléctricas e identificação de curtos e fugas de


corrente, o electricista deve sempre usar óculos de protecção (contra possíveis
desprendimentos de partículas, faíscas e pontas de fio) e calçado de protecção, com
solado de borracha. Em caso de obras, também é importante usar capacete, que
protege contra quedas de materiais e outros incidentes.

Outra recomendação importante é retirar adornos como alianças, anéis e brincos,


especialmente se forem de metal. Em situações comuns, contudo, como o electricista
deve trabalhar com o circuito desenergizado, a luva pode diminuir a sensibilidade das
mãos e dificultar o trabalho.

3.3 Falhas de Curto-Circuitos

Ferramentas e equipamentos de protecção necessários para os serviços de instalações


eléctricas são: Busca-polo, multímetro, chaves de fenda isolados, chaves estrela
isoladas e alicates isolados.

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |225
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Equipamentos de protecção individual são: calçado de protecção com solado de


borracha, óculos de protecção, luvas, e fardamento apropriado.

O teste para encontrar o ponto que apresenta um curto-circuito deve ser feito usando-
se uma lâmpada de teste (incandescente, com 150 W e 220 V), colocada em paralelo
com o disjuntor que está desarmando. Vá desconectando o condutor fase em todas as
ligações reguladas pelo disjuntor.

Quando a lâmpada apagar ou ficar com um brilho reduzido, o electricista terá


encontrado o ponto em que ocorre o curto-circuito.

226 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

DICAS PARA IDENTIFICAR FUGAS

Dispositivos DR (Diferenciais Residuais). À esquerda, um DR bipolar. À direita, um DR


tetrapolar. -

Para os DR e disjuntores montados no quadro de distribuição da figura a baixo: No topo, em


branco, estão os condutores alimentadores, que ligam o quadro ao medidor de energia
eléctrica. Na parte de baixo estão todos os condutores neutros da instalação (sempre em
azul) e os fios-terra (sempre em verde-amarelo ou em verde).

Quando há fuga de corrente na rede eléctrica, o DR desarma ou desliga automaticamente.


Para identificar o ponto da rede eléctrica que apresenta fuga, no quadro de distribuição,
deixe todos os disjuntores activados e o DR desarmado. Vá desligando os disjuntores um a
um, tentando armar o DR. Quando o DR armar, o electricista terá encontrado o disjuntor que
apresenta fuga, isto é o último disjuntor que foi desligado.

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |227
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Identificado o disjuntor em que há fuga de corrente, vá desconectando o condutor-fase em


todas as conexões reguladas pelo disjuntor afectado, uma a uma, sempre tentando armar o
DR. Quando ele armar é sinal de que o ponto com problemas foi encontrado.

Caso o problema não esteja em um dos disjuntores, verifique os condutores neutros.


Desligue todos os disjuntores e, em seguida, vá desconectando cada um dos condutores,
tentando armar o DR. Quando o DR armar, o condutor responsável pela fuga foi encontrado
(o último que foi desconectado). Faça a troca do fio.

228 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

4 ARRUMAÇÃO E LIMPEZA

Depois do trabalho realizado e imperioso que o técnico electricista coloque os espaços


em ordem de modo a evitar acidentes, para os utilizadores. Com deve seguir algumas
regras de segurança tais como:

a) Verificar se todas as ferramentas utilizadas estão em ordem.

b) Realizar o inventário do material de trabalho e colocar nos respectivos lugares.

c) Verificar se todos os pontos estão devidamente fechados e isolados.

d) Recolher o material excedente e coloca-lo no devido lugar para futuras


utilizações.

E também imperioso que todo o material usado na instalação seja devidamente limpo
e arrumado conforme a exigência de cada equipamento, de modo a evitar a sua
danificação.

As chaves, os aparelhos de medida, devem ser devidamente limpos e arrumados nos


devidos lugares para uma boa e duradoura conservação.

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |229
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 EXERCÍCIOS E AVALIAÇÕES FORMATIVAS

5.1 Exercício Nº 1 – Ficha de Trabalho

FICHA DE TRABALHO – PARTE 1

1) Qual é a secção do cabo que se deve escolher para um circuito monofásico


com a intensidade máxima de 10 A ?

2) Qual é a secção do cabo que se deve escolher para um circuito monofásico


com a intensidade máxima de 16 A ?

3) Qual é a secção do cabo que se deve escolher para um circuito monofásico


com a intensidade máxima de 23 A ?

4) Descreve as características de um cabo eléctrico com o código de H05R-H

5) Descreve as características de um cabo eléctrico com o código de H03VH-H

6) Descreve as características de um cabo eléctrico com o código de H05VV-F

7) Qual é a cor que deve ter um fio condutor isolado para neutro

8) Qual é a cor que deve ter um fio condutor isolado para fase

9) Qual é a cor que deve ter um fio condutor isolado para terra.

FICHA DE TRABALHO – PARTE 2

Os seguintes exercícios são realizados com uma variedade de cabos eléctricos e


condutores isolados

1) Identifique condutores com a secção nominal de 1,5 mm2

2) Identifique condutores com a secção nominal de 2,5 mm2

3) Identifique condutores com a secção nominal de 4 mm2

4) Identifique condutores com a secção nominal de 6 mm2

5) Identifique condutores com a secção nominal de 10 mm2

6) Identifique condutores com a secção nominal de 16 mm2

230 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

FICHA DE TRABALHO – PARTE 3

1) Qual é a classificação IP que deve ter componentes eléctricos para instalação


numa sala de uma residência normal ?

2) Qual é a classificação IP que deve ter componentes eléctricos para instalação


numa cozinha de uma residência normal ?

3) Qual é a classificação IP que deve ter componentes eléctricos para instalação


numa sala de aulas ?

4) Qual é a classificação IP que deve ter componentes eléctricos para instalação


num laboratório de física numa escola ?

5) Qual é a classificação IP que deve ter componentes eléctricos para instalação


numa oficina de automóveis ?

6) Qual é a classificação IP que deve ter componentes eléctricos para instalação


numa cozinha de um restaurante ?

7) Qual é a classificação IP que deve ter as tomadas para máquinas de lavar


numa lavandaria ?

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |231
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5.2 Exercício Nº 2 – Leitura de Desenho e Listagem de Materiais

 Estude o desenho a seguir.

 Descreve a instalação eléctrica.

 Elabore uma lista completa de todos os materiais necessários para a execução da


instalação eléctrica.

232 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5.3 Exercício Nº 3 – Montagem de Duas Lâmpadas Fluorescentes com Tomada

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de brocas (para metal e concreto) buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicates para electricista,
jogo de chaves de fenda e estrela para electricista, martelo,
faca de electricista, alicate descarnador, guia metálico para
enfiamento de cabos e condutores, quadro eléctrico de
distribuição de energia (montagem exterior), disjuntor
diferencial (RCD-30mA), disjuntores electromagnéticos de
protecção dos circuitos de iluminação (5 Amp) e dos circuitos
de tomadas de corrente (10 Amp), fio eléctrico 1,5 mm² e 2,5
mm², (castanho e azul), condutor de terra (amarelo/verde) ou
cobre nu (descarnado), duas (2) caixas de derivação para
exterior (4 entradas), uma (1) tomada de corrente monofásica,
um (1) interruptor unipolar, duas (2) armaduras de lâmpada
fluorescente completas, tubagem PVC, abraçadeiras para
tubagem PVC e molas para dobragem de tubagem PVC, fita
isoladora, parafusos tipo fenda e estrela, ligadores ou barra de
junção de 1,5 mm² e 2,5 mm².

Duração

Instruções para os formandos • Os candidatos devem observar as regras e regulamentos de


segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser usados
com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser feitas de acordo com as leis e
regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos executados com possibilidade de risco de
morte, o exercício devera ser repetida.

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |233
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Instruções para os formadores do • Instruções para o teste e diagramas eléctricos devem ser
INEFP apresentados e facultados aos candidatos
• Candidatos devem ser informados sobre o tempo que falta
para concluírem o trabalho.

Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro eléctrico
executado: de distribuição de energia (220 V) com disjuntor diferencial (30
mA), dois (2) disjuntores electromagnéticos de protecção para
os circuitos de iluminação e tomada de corrente, duas (2) caixas
de derivação exteriores (4 entradas), um (1) interruptor
unipolar, uma (1) tomada de corrente monofásica, duas (2)
armaduras de lâmpada fluorescente completas, e de acordo
com o diagrama fornecido.
O interruptor controla as duas lâmpadas fluorescentes em
simultâneo, e a tomada de corrente permanece sempre activa.
A distância entre o quadro de distribuição e a primeira caixa de
derivação deve ser 600 mm, e a distância entre cada um dos
outros componentes 300 mm.

DIAGRAMA:

234 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Folha de Trabalho para o Formando

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |235
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critério de
Guia de pontuação Pro Resul
avaliação
cesso tado
1 Preparar os Uniformizado com equipamentos de protecção
1
trabalhos individual (E.P.I.)
eléctricos Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Quadro Geral de distribuição, disjuntor diferencial e
Geral de disjuntores de protecção de circuitos inspeccionados 1
distribuição (QG), contra defeitos de fabrico
com disjuntor Posição do Quadro Geral de distribuição marcada na
3
diferencial e de parede, de acordo com os planos de instalação
protecção de Posição dos furos de fixação do Quadro Geral de
3
circuitos distribuição marcados na parede
Furação para fixação do Quadro Geral de
3
distribuição executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas inseridas
2
nos respectivos furos
Quadro Geral de distribuição instalado e
1
devidamente apertado
3 Instalar caixas de Caixas de derivação inspeccionadas contra defeitos
1
derivação de fabrico
Posição das caixas de derivação marcada na parede,
3
de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos de fixação das caixas de derivação
3
marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas inseridas
2
nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas
4 Instalar Interruptor unipolar inspeccionado contra defeitos
1
interruptor de fabrico
unipolar Posição do interruptor unipolar marcado na parede,
3
de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação do interruptor
3
unipolar marcado na parede
Furação para fixação do interruptor unipolar
3
executado e com as medidas correctas
Interruptor unipolar instalado e devidamente
apertado 1

236 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 Instalar tomadas Tomadas de corrente inspeccionadas contra defeitos


1
de corrente (220 de fabrico
V) Posição das tomadas de corrente marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação das tomadas de
3
corrente marcada na parede
Furação para fixação das tomadas de corrente
3
executada e com as medidas correctas
Tomadas de corrente instaladas e devidamente
1
apertadas
6 Instalar Armaduras de lâmpadas fluorescentes
1
armaduras de inspeccionada contra defeitos de fábrica
lâmpada Posição das armaduras de lâmpada fluorescentes
fluorescentes marcadas na parede, de acordo com o diagrama 3
eléctrico
Posição dos furos para fixação das armaduras de
3
lâmpadas fluorescentes marcada na parede
Furação para fixação das armaduras de lâmpadas
3
fluorescentes executada e com as medidas correctas
Armaduras de lâmpadas fluorescentes instaladas e
1
devidamente apertadas
7 Instalar Posição das abraçadeiras para fixação da tubagem
abraçadeiras para plástica PVC marcada na parede, de acordo com as 2
fixação de regras e regulamentos
tubagem PVC Furação para fixação das abraçadeiras executada e
2
com as medidas correctas
Abraçadeiras instaladas e devidamente apertadas 1
8 Instalar tubagem Medição e cortes de tubagem plástica PVC
3
PVC efectuada correctamente para o trabalho a executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários componentes
2
eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
1
apertada na parede
9 Instalar Quantidade de condutores eléctricos necessários
condutores correctamente calculado, e baseado nas medidas do 3
eléctricos diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação de
cada um dos componentes da instalação cortados
3
com medidas correctas, e baseado nas medidas do
diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas
10 Instalar tampas Tampas das caixas de derivação instaladas e
das caixas de parafusos de fixação devidamente colocados e
2
derivação apertados

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |237
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

11 Instalar tampas Tampas das tomadas de corrente instaladas e


das tomadas de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
corrente apertados
12 Iluminação Lâmpadas fluorescentes a funcionar
fluorescente a 4
funcionar
13 Tomadas de Tomadas de corrente com voltagem presente (220
corrente activas V) 4

14 Quadro eléctrico Disjuntores de protecção com calibres correctos.


de distribuição a 4
funcionar
Disjuntor diferencial instalado
4

Condutores de Terra instalados


4

15 Efectuar limpeza Ferramentas e os materiais de trabalho arrumados


final no local de 1
trabalho
Resíduos produzidos durante a execução do trabalho
eléctrico removidos 1

238 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5.4 Exercício Nº 4 – Montagem de Comutação de Escada com Inversor

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de brocas (para metal e concreto) buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicates para
electricista, jogo de chaves de fenda e estrela para electricista,
martelo, faca de electricista, alicate descarnador para cabos
eléctricos, guia metálico para enfiamento de cabos e
condutores, quadro eléctrico de distribuição de energia
(montagem exterior),disjuntor diferencial (RCD-30mA),
disjuntores electromagnéticos de protecção do circuito de
iluminação (5 Amp), fio eléctrico 1,5 mm² e 2,5 mm²,
(castanho e azul), condutor de terra (amarelo/verde) ou cobre
nu (descarnado), três (3) caixas de derivação para exterior (4
entradas), dois (2) comutadores de escada, um (1) inversor,
(comutação tripla), uma (1) armadura de lâmpada
fluorescente completa, tubagem PVC, abraçadeiras para
tubagem PVC e molas para dobragem de tubagem PVC, fita
isoladora, parafusos tipo fenda e estrela, ligadores ou barra de
junção de 1,5 mm² e 2,5 mm².
Duração

Instruções para os formandos • Os candidatos devem observar as regras e regulamentos


de segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser
usados com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser efectuadas de acordo com as
leis e regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos executados com possibilidade de risco de
morte, o exercício deverá ser repetida.

Instruções para os formadores do • Instruções para o teste e diagramas eléctricos devem ser
INEFP apresentados e facultados aos candidatos
• Candidatos devem ser informados sobre o tempo que falta
para concluírem o trabalho

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |239
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro
executado: eléctrico de distribuição de energia (220 V) com disjuntor
diferencial de (30 mA), um (1) disjuntor electromagnético de
protecção no circuito de iluminação, três (3) caixas de
derivação (4 entradas), dois (2) comutadores de escada, um
(1) inversor e uma (1) armadura completa de lâmpada
fluorescente.
A distância entre o quadro eléctrico de distribuição e a
primeira caixa de derivação deve ser de 600 mm, e a distância
entre todos os outros componentes da instalação 400 mm.

DIAGRAMA:

240 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
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Folha de Trabalho para o Formando

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TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critério de avaliação Guia de pontuação Pro Resul
cesso tado
1 Preparar os Uniformizado com equipamentos de protecção
1
trabalhos eléctricos individual (E.P.I.)
Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Quadro Geral de distribuição, disjuntor diferencial
Geral de distribuição, e disjuntores de protecção de circuitos 1
(QG) com disjuntor inspeccionados contra defeitos de fabrico
diferencial e de Posição do Quadro Geral de distribuição marcada
3
protecção de na parede, de acordo com os planos de instalação
circuitos Posição dos furos de fixação do Quadro Geral de
3
distribuição marcados na parede
Furação para fixação do Quadro Geral de
distribuição executada e com as medições 3
correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Quadro Geral de distribuição instalado e
1
devidamente apertado
3 Instalar caixas de Caixas de derivação inspeccionadas contra defeitos
1
derivação de fabrico
Posição das caixas de derivação marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos de fixação das caixas de
3
derivação marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas
4 Instalar sistema de Comutadores de escada inspeccionados contra
1
comutação de defeitos de fabrico
escada (tripla Posição dos comutadores de escada marcada na
3
comutação) parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação dos comutadores de
3
escada marcados na parede
Furação para fixação dos comutadores de escada
3
executada e com as medidas correctas
Comutadores de escada instalados e devidamente
apertados 1

242 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 Instalar armadura de Armadura de lâmpada fluorescente inspeccionada


1
lâmpada contra defeitos do fabricante.
fluorescente Posição da armadura de lâmpada fluorescente
marcada na parede, de acordo com o diagrama 3
eléctrico
Posição dos furos para fixação da armadura de
3
lâmpada fluorescente marcada na parede
Furação para fixação da armadura de lâmpada
fluorescente executada e com as medidas 3
correctas
Armadura de lâmpada fluorescente instalado e
1
devidamente apertado
6 Instalar abraçadeiras Posição das abraçadeiras para fixação da tubagem
para fixação de plástica PVC marcada na parede, de acordo com as 2
tubagem PVC regras e regulamentos
Furação para fixação das abraçadeiras executada e
2
com as medidas correctas
Abraçadeiras instaladas e devidamente apertadas 1
7 Instalar tubagem Medição e cortes de tubagem plástica PVC
PVC efectuada correctamente para o trabalho a 3
executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários
2
componentes eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
1
apertada na parede
8 Instalar condutores Quantidade de condutores eléctricos necessários
eléctricos correctamente calculado, e baseado nas medidas 3
do diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação de
cada um dos componentes da instalação cortados
3
com medidas correctas, e baseado nas medidas do
diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas
9 Instalar tampas das Tampas das caixas de derivação instaladas e
caixas de derivação parafusos de fixação devidamente colocados e 2
apertados
10 Instalar tampas dos Tampas dos comutadores de escada instaladas e
comutadores de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
escada apertados
11 Sistema de comu-
tação de escada Interruptores fazem comutação da lâmpada 4
(tripla) a funcionar
12 Efectuar limpeza Ferramentas e os materiais de trabalho arrumados 1
final no local de
trabalho Resíduos produzidos durante a execução do
1
trabalho eléctrico removidos

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |243
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5.5 Exercício Nº 5 – Montagem de Lâmpadas, Campainha e Tomada

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de brocas (para metal e concreto) buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicates para
electricista, jogo de chaves de fenda e estrela para electricista,
martelo, faca de electricista, alicate descarnador, guia
metálico para enfiamento de cabos e condutores, quadro
eléctrico de distribuição de energia (montagem exterior),
disjuntor diferencial (RCD-30mA), disjuntores
electromagnéticos de protecção do circuito de iluminação (5
Amp), e circuito de tomadas de corrente (10 Amp), fio
eléctrico 1,5 mm² e 2,5 mm², (castanho e azul), condutor de
terra (amarelo/verde) ou cobre nu (descarnado), três (3)
caixas de derivação para exterior (4 entradas), uma (1) tomada
de corrente monofásica, um (1) interruptor unipolar, um (1)
interruptor de pressão, um (1) suporte/bocal de lâmpada
incandescente com lâmpada, uma (1) campainha de porta de
habitação (220 V), tubagem PVC, abraçadeiras para tubagem
PVC e molas para dobragem de tubagem PVC, fita isoladora,
parafusos tipo fenda e estrela, ligadores ou barra de junção de
1,5 mm² e 2,5 mm²

Duração

Instruções para os formandos • Os candidatos devem observar as regras e regulamentos


de segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser
usados com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser feitas de acordo com as leis e
regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos executados com possibilidade de risco de
morte, o exercício devera ser repetida.

Instruções para os formadores do • Instruções para o teste e diagramas eléctricos devem ser
INEFP apresentados e facultados aos candidatos
• Candidatos devem ser informados sobre o tempo que falta
para concluírem o trabalho

244 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro
executado: eléctrico de distribuição de energia (220 V) com disjuntor
diferencial de 30 mA, dois (2) disjuntores electromagnético de
protecção dos circuitos de iluminação e tomada de corrente,
três (3) caixas de derivação exteriores (4 entradas), um (1)
bocal de lâmpada incandescente com lâmpada, um (1)
interruptor unipolar, uma (1) campainha eléctrica de
habitação (220 V), um (1) interruptor de pressão, uma (1)
tomada de corrente monofásica, e de acordo com o diagrama
fornecido.
A distância entre o quadro de distribuição e a primeira caixa
de derivação deve ser de 600 mm.
Todos os outros componentes da instalação têm entre si uma
distância de 400 mm

DIAGRAMA:

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |245
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Folha de Trabalho para o Formando

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critério de
Guia de pontuação Pro Resul
avaliação
cesso tado
1 Preparar os Uniformizado com equipamentos de protecção
1
trabalhos individual (E.P.I.)
eléctricos Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Quadro Geral de distribuição, disjuntor diferencial e
Geral de disjuntores de protecção de circuitos inspeccionados 1
distribuição (QG), contra defeitos de fabrico
com disjuntor Posição do Quadro Geral de distribuição marcada na
3
diferencial e de parede, de acordo com os planos de instalação
protecção de Posição dos furos de fixação do Quadro Geral de
3
circuitos distribuição marcados na parede
Furação para fixação do Quadro Geral de
3
distribuição executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas inseridas
2
nos respectivos furos
Quadro Geral de distribuição instalado e
1
devidamente apertado
3 Instalar caixas de Caixas de derivação inspeccionadas contra defeitos
1
derivação de fabrico
Posição das caixas de derivação marcada na parede,
3
de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos de fixação das caixas de derivação
3
marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas inseridas
2
nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas
4 Instalar Interruptor unipolar inspeccionado contra defeitos
1
interruptor de fabrico
unipolar Posição do interruptor unipolar marcado na parede,
3
de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação do interruptor
3
unipolar marcado na parede
Furação para fixação do interruptor unipolar
3
executado e com medidas correctas
Interruptor unipolar instalado e devidamente
apertado. 1

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |247
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5 Instalar tomadas Tomadas de corrente inspeccionadas contra defeitos


1
de corrente de fabrico
(220 V) Posição das tomadas de corrente marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação das tomadas de
3
corrente marcada na parede
Furação para fixação das tomadas de corrente
3
executada e com as medidas correctas
Tomadas de corrente instaladas e devidamente
1
apertadas
6 Instalar Bocal de lâmpada incandescente inspeccionado
1
suporte/bocal contra defeitos de fabrico
para lâmpada Posição do bocal de lâmpada incandescente
incandescente marcada na parede, de acordo com o diagrama 3
eléctrico
Posição dos furos para fixação do bocal de lâmpada
3
incandescente marcada na parede
Furação para fixação do bocal de lâmpada
incandescente executada e com as medidas 3
correctas
Bocal de lâmpada incandescente instalado e
1
devidamente apertado
7 Instalar Botão de pressão da campainha inspeccionado
1
interruptor de contra defeitos de fabrico
pressão da Posição do botão de pressão da campainha marcada
3
campainha na parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação do botão de pressão
3
da campainha marcada na parede
Furação para fixação do botão de pressão da
3
campainha executada e com as medidas correctas
Botão de pressão da campainha instalado e
1
devidamente apertado
8 Instalar tubagem Medição e cortes de tubagem plástica PVC
3
PVC efectuada correctamente para o trabalho a executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários componentes
2
eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
1
apertada na parede
9 Instalar Quantidade de condutores eléctricos necessários
condutores correctamente calculado, e baseado nas medidas do 3
eléctricos diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação de
cada um dos componentes da instalação cortados
3
com medidas correctas, e baseado nas medidas do
diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas

248 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

10 Instalar tampas Tampas das caixas de derivação instaladas e


das caixas de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
derivação apertados
11 Instalar tampa da Tampa da tomada de corrente instalada e parafusos
tomada de de fixação devidamente colocados e apertados 2
corrente
12 Interruptor de Campainha a funcionar
pressão da
4
campainha a
funcionar
13 Interruptor Lâmpada a funcionar
unipolar a 4
funcionar
14 Tomada de Tomada de corrente com voltagem presente (220 V)
4
corrente activa
15 Quadro eléctrico Disjuntores de protecção com calibres correctos. 4
de distribuição a
funcionar Disjuntor diferencial instalado 4
Condutores de Terra instalados 4
16 Efectuar limpeza Ferramentas e os materiais de trabalho arrumados 1
final no local de
trabalho Resíduos produzidos durante a execução do trabalho
1
eléctrico removidos

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FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

5.6 Exercício Nº 6 – Montagem de Comutação de Escada e Duas Tomadas

Data: O formando:

Início: ____ / ____ / ____ Nº. _________

Fim: ____ / ____ / ____ Nome: ______________________________

Equipamentos, ferramentas e Equipamento de marcação, fita métrica, nível, berbequim


materiais requeridos eléctrico, jogo de brocas (para metal e concreto) buchas para
parede, escadote, multímetro, jogo de alicates para
electricista, jogo de chaves de fenda e de estrela para
electricista, martelo, faca de electricista, descarnador para
cabos eléctricos, fita metálica para enfiamento de cabos e
condutores, quadro eléctrico de distribuição (montagem á
superfície) disjuntor diferencial (RCD-30mA), disjuntores
electromagnéticos de protecção dos circuitos de iluminação (5
Amp) e circuito de tomadas de corrente 10 Amp), fio eléctrico
1,5 mm² e 2,5 mm², (castanho e azul), condutor de terra
(amarelo/verde) ou cobre nu (descarnado), cinco (5) caixas de
derivação para exterior (4 entradas), dois (2) comutadores de
escada, duas (2) tomadas de corrente, um (1) suporte para
lâmpada/bocal e lâmpada, tubagem PVC, abraçadeiras para
tubagem PVC e molas para dobragem de tubagem PVC, fita
isoladora, ligadores ou barra de junção de 1,5 mm² e 2,5 mm²,
fita isoladora, parafusos tipo fenda e estrela.
Duração

Instruções para os formandos • Os formandos devem seguir as regras e regulamentos de


segurança durante toda a execução dos trabalhos.
• Ferramentas e equipamentos de medição devem ser
usados com o devido cuidado.
• Todas as ligações devem ser efectuadas de acordo com as
leis e regulamentos em vigor.
• Todas as tomadas de corrente devem estar devidamente
ligadas ao circuito de terra.

Em caso de violação grave das regras de segurança nos


trabalhos eléctricos a serem executados, com possibilidades
de risco para a integridade física do executante, o exercício
deverá ser repetida.

Instruções para os formadores do • Instruções relacionadas com o trabalho prático de


INEFP instalação eléctrica, devem ser apresentados e facultados
aos formandos
• Os formandos devem ser periodicamente informados
sobre o tempo que falta para concluírem o trabalho

250 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Trabalho prático a ser Instalar um sistema eléctrico que inclui um (1) quadro eléctrico
executado: de distribuição de energia (220 V) com disjuntor diferencial (30
mA) e dois (2) disjuntores electromagnéticos de protecção dos
circuitos de iluminação e tomadas, cinco (5) caixas de derivação
exteriores (4 entradas), duas (2) tomadas monofásicas de
corrente, um bocal para lâmpada incandescente com lâmpada,
e comandada por dois comutadores de escada.
A distância entre o quadro de distribuição e a primeira caixa de
derivação deve ser 400 mm.
A distância entre as caixas de derivação e cada um dos
comutadores de escada deve ser de 400 mm.
A distância entre caixas de derivação e as tomadas de corrente
deve ser de 300 mm.
A distância entre a caixa de derivação e o bocal da lâmpada
deve ser 200 mm.

DIAGRAMA:

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |251
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

Folha de Trabalho para o Formando

252 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

TABELA DE AVALIAÇÃO

# Pontuação
Critério de
Guia de pontuação Pro Resul
avaliação
cesso tado
1 Preparar os Uniformizado com equipamentos de protecção
1
trabalhos eléctricos individual (E.P.I.)
Ferramentas e equipamento necessários
3
seleccionados para efectuar o trabalho eléctrico
Material necessário seleccionado para efectuar o
3
trabalho eléctrico
2 Instalar Quadro Quadro Geral de distribuição, disjuntor
Geral de distribuição diferencial e disjuntores de protecção de
1
(QG), com disjuntor circuitos inspeccionados contra defeitos de
diferencial e de fabrico
protecção de Posição do Quadro Geral de distribuição marcada
circuitos na parede, de acordo com os planos de 3
instalação
Posição dos furos de fixação do Quadro Geral de
3
distribuição marcados na parede
Furação para fixação do Quadro Geral de
distribuição executada e com as medições 3
correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos.
Quadro Geral de distribuição instalado e
1
devidamente apertado.
3 Instalar caixas de Caixas de derivação inspeccionadas contra
1
derivação defeitos de fabrico
Posição das caixas de derivação marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos de fixação das caixas de
3
derivação marcados na parede
Furação para fixação das caixas de derivação
3
executada e com as medições correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Caixas de derivação instaladas e devidamente
1
apertadas

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |253
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

4 Instalar sistema de Comutadores de escada inspeccionados contra


1
comutação de defeitos de fabrico
escada Posição dos comutadores de escada marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação dos comutadores
3
de escada marcados na parede
Furação para fixação dos comutadores de
3
escada executada e com as medidas correctas
Buchas plásticas com as medidas correctas
2
inseridas nos respectivos furos
Comutadores de escada instalados e
1
devidamente apertados
5 Instalar tomadas de Tomadas de corrente inspeccionados contra
1
corrente (220 V) defeitos de fabrico
Posição das tomadas de corrente marcada na
3
parede, de acordo com o diagrama eléctrico
Posição dos furos para fixação das tomadas de
3
corrente marcada na parede
Furação para fixação das tomadas de corrente
3
executada e com as medidas correctas
Tomadas de corrente instaladas e devidamente
1
apertadas
6 Instalar bocal para Bocal de lâmpada incandescente inspeccionado
1
lâmpada contra defeitos de fabrico
incandescente Posição do bocal de lâmpada incandescente
marcada na parede, de acordo com o diagrama 3
eléctrico
Posição dos furos para fixação do bocal de
3
lâmpada incandescente marcada na parede
Furação para fixação do bocal de lâmpada
incandescente executada e com as medidas 3
correctas
Bocal de lâmpada incandescente instalado e
1
devidamente apertado
7 Instalar abraçadeiras Posição das abraçadeiras para fixação da
para fixação de tubagem plástica PVC marcada na parede, de 2
tubagem PVC acordo com as regras e regulamentos
Furação para fixação das abraçadeiras executada
2
e com as medidas correctas
Abraçadeiras instaladas e devidamente
1
apertadas
8 Instalar tubagem Medição e cortes de tubagem plástica PVC
PVC efectuada correctamente para o trabalho a 3
executar.
Tubagem PVC instalada entre os vários
2
componentes eléctricos e sem falhas visíveis
Tubagem plástica PVC instalada e devidamente
apertada na parede 1

254 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

9 Instalar condutores Quantidade de condutores eléctricos


eléctricos necessários correctamente calculado, e baseado 3
nas medidas do diagrama eléctrico
Condutores eléctricos necessários para ligação
de cada um dos componentes da instalação
3
cortados com medidas correctas, e baseado nas
medidas do diagrama eléctrico
Todas as ligações de condutores eléctricos
efectuadas de acordo com as funções requeridas 3
pelo diagrama eléctrico
Teste de continuidade em todas as ligações de
2
condutores eléctricos efectuadas
10 Instalar as tampas Tampas das caixas de derivação instaladas e
das caixas de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
derivação apertados
11 Instalar as tampas Tampas das tomadas de corrente instaladas e
das tomadas de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
corrente apertados
12 Instalar as tampas Tampas dos comutadores de escada instaladas e
dos comutadores de parafusos de fixação devidamente colocados e 2
escada apertados
13 Sistema de Interruptores fazem comutação da lâmpada
comutação de 4
escada a funcionar
14 Tomadas de corrente Tomadas de corrente com voltagem presente
4
activas (220 V)
15 Quadro eléctrico de Disjuntores de protecção com calibres correctos. 4
distribuição a
funcionar Disjuntor diferencial instalado 4
Condutores de Terra instalados 4
16 Efectuar limpeza Ferramentas e os materiais de trabalho
1
final no local de arrumados
trabalho Resíduos produzidos durante a execução do
1
trabalho eléctrico removidos

Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa |255
FP VOCACIONAL 2 – ELECTRICISTA INSTALADOR – SECÇÃO 1 – ELECTRICIDADE DE INSTALAÇÕES

NOTAS

256 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa
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208 | Manual do Formando – Módulo 1.5 – Montar uma instalação eléctrica completa

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