UNIVERSIDADE FEDERAL DO AMAZONAS
INSTITUTO DE CIÊNCIAS EXATAS
DEPARTAMENTO DE FÍSICA
IEF029 - LABORATÓRIO DE FÍSICA I E
RELATÓRIO 03 (2018-1) – QUEDA LIVRE
MANAUS – AM
ABRIL DE 2018
ARTHUR HENRIQUE BAIA GENTIL – 21852758
CARLOS OLÍMPIO BARROS CARNEIRO JÚNIOR – 21852759
GILBERTO GIULIANO ALVES DE DEUS – 21850610
JERÔNIMO XIMENES PRADO – 21852760
LORENA COSTA DA SILVA – 21853181
MATHEUS CHAVES FONTELES – 21851026
RELATÓRIO 03 (2018-1) – QUEDA LIVRE
Relatório apresentado como instrumento
parcial de avaliação para obtenção de nota na
disciplina de Laboratório de Física IE, do
curso de Engenharia Elétrica - Eletrotécnica,
da Universidade Federal do Amazonas.
Orientador: Prof. Edgar Sanches.
DATA DO EXPERIMENTO: 13/04/2018
DATA DA ENTREGA: 27/04/2018
MANAUS – AM
ABRIL DE 2018
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO .................................................................................................................. 4
1.1 OBJETIVOS ................................................................................................................. 4
2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA ......................................................................................... 5
3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL ................................................................................. 7
4. TRATAMENTO DE DADOS .............................................................................................. 9
5. CONCLUSÃO .................................................................................................................. 12
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................ 13
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1. INTRODUÇÃO
O presente relatório consiste em encontrar o valor da gravidade local e
compará-lo com o teórico. Onde, a partir de várias medidas de alturas diferentes, foi
analisado o tempo de uma esfera em queda livre. E, dando sequência, os valores
encontrados foram equacionados de forma a ser possível construir os gráficos,
posição vs tempo ou posição vs tempo ao quadrado, por exemplo. Dessa feita,
podendo assim interpretá-los e obter o valor de g a partir da curva.
1.1. OBJETIVOS
Estudar o movimento de um corpo em queda livre e a partir de então,
tem-se como objetivo determinar a aceleração da gravidade a partir dos dados
obtidos.
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2. FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
A gravidade é descrita pela lei de Newton da gravitacional universal, que
iniciou seus estudos a esse projeto depois de observar o porquê de uma maça não
flutuar ao invés de cair no chão. Daí então supôs que uma força puxava a maça para
baixo.
No estudo da física, a queda livre é o resultado da aceleração que a
gravidade exerce sobre um objeto. Sendo a principal força que atua em um corpo
em queda livre é a força peso, que é a força exercida pela gravidade para atrair um
corpo para superfície.
A gravidade é descrita pela lei de Newton da gravitacional universal, que
iniciou seus estudos a esse projeto depois de observar o porquê de uma maça não
flutuar ao invés de cair no chão. Daí então supôs que uma força puxava a maça para
baixos.
Sabe-se também que a força gravitacional atua sobre qualquer corpo que
possua massa no universo, a própria órbita dos planetas, às marés, entres outras
estão diretamente relacionadas a ela.
É fato que a gravidade puxa os corpos para baixo, logo a gravidade não
tem coordenada no eixo x, além disso, se considerarmos como negativa esse
movimento sempre será para baixo do eixo y.
Na superfície da terra o valor da gravidade varia ligeiramente com a
altitude e coma latitude. Em latitudes médias e ao nível do mar seu valor 9,8 m/s².
Como o movimento se dá em uma dimensão, a vertical, definimos:
- Posição, Y: Localizar um corpo em relação a um ponto de referência
(origem):
- Deslocamento: Variação na posição de um corpo:
- Velocidade: Relação entre deslocamento e intervalo de tempo:
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- Aceleração: Relação entre velocidade e tempo:
A posição de um corpo em função do tempo, para o movimento de queda
livre é dada pela expressão:
Onde substituímos a por – g, já que a aceleração tem sentido negativo
(para baixo em nosso sistema de referência).
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3. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL
1º Passo: visualização do material:
O primeiro passo tomado em nosso experimento foi à visualização do
material que será utilizado. Neste caso utilizaremos a Montagem para queda livre,
no qual é constituído de:
1 esfera de D ≈ 19mm; 1 fixador de esfera;
1 cronômetro digital; 2 cordões de conexão de
1 suporte de base; 750mm;
2 grampos duplos; 2 cordas de conexão de
1 haste de suporte; 1500mm;
1 régua milimetrada; 1 prato de interruptor.
Abaixo a figura do sistema utilizado:
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2º Passo: Utilização do Sistema de Montagem para Queda Livre:
Devido a falhas na calibração do cronômetro não foi possível adotar a
primeira medida como 100 mm, de acordo como o Manual de Laboratório de Física
1E pede, então foi adotado como 200 mm a primeira medida, sendo adicionados 100
mm posteriormente a cada medida. Tendo noção do que implicaria tal mudança,
põem-se então em uso do equipamento para execução do experimento.
Primeiramente definimos um ponto de referência (no caso, o suporte de base, mais
o prato interruptor e mais a metade da esfera) e anotamos sua posição na régua
milimetrada, para que assim possamos delimitar a distância exata determinada para
o experimento.
Posicionado o fixador (já com a esfera presa) no local exato, libera-se a
esfera para iniciar a contagem do tempo de queda, caindo no prato interruptor, que é
usado para interromper a contagem do cronômetro. O prato deve ser levantado
manualmente depois de cada medida. A cada distância utilizada, repete-se três
vezes o procedimento acima, somam-se os valores obtidos e tira-se a média.
A tabela a seguir mostra as distâncias (y) e seus respectivos tempos (t):
y(m) (t1 + t2 + t3) / 3 = t(s)
0,2 (0,2573 + 0,2565 + 0,2563) / 3 = 0,2567
0,3 (0,2858 + 0,2873 + 0,2964) / 3 = 0,2898
0,4 (0,3150 + 0,3158 + 0,3157) / 3 = 0,3155
0,5 (0,3452 + 0,3473 + 0,3460) / 3 = 0,3461
0,6 (0,3737 + 0,3742 + 0,3742) / 3 = 0,3742
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4. TRATAMENTO DE DADOS
Foram feitas 5 (cinco) coletas de dados com diferentes alturas para uma
esfera e uma variação de 0.1 m para próxima medição. É importante fazer a
observação que a primeira variação foi de 0.2 m, devido a um problema no
equipamento da instituição. Dessa forma, foi possível obter 3 valores para cada
variação de altura. Assim obtivemos 5 (cinco) pares ordenados (h, t) e (h, t²) e
realizando o ajuste abaixo explicado, obteremos o valor experimental de g.
Δy (m) t1(s) t2(s) t3(s) tM(s) tM2(s)
0.2 0.2573 0.2565 0.2563 0.2567 0.0658
0.3 0.2858 0.2873 0.2964 0.2865 0.0820
0.4 0.3150 0.3158 0.3157 0.3155 0.0995
0.5 0.3452 0.3473 0.3460 0.3461 0.1198
0.6 0.3737 0.3742 0.3742 0.3740 0.1399
Fazendo as variações de espaço em função do tempo, y=f(t), teremos a
seguinte parábola:
Gráfico: Espaço X Tempo
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E para fins didáticos, o mesmo gráfico, porém com menos zoom:
Gráfico: Espaço X Tempo
Com os valores do tempo e variações de espaços medidos, podemos
obter o valor da gravidade g através de um processo chamado linearização, onde
transformamos uma curva em uma reta. Pois já foi mostrado que o espaço em
função do tempo gera uma parábola.
Visto que , se fizermos t²=u, por exemplo, temos então
. Dessa forma temos que h em função de u será uma reta e seu
coeficiente angular será .
A seguir é mostrado o gráfico já linearizado, onde h está em função de t²,
gerando assim uma reta como já explicado anteriormente.
Gráfico y Vs t2
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Como mostra o gráfico acima o valor do coeficiente angular reta é 5.35
(com um erro de ± 0.44). Mostramos anteriormente que esse valor será igual .
Dessa forma temos:
Conhecido o valor experimental da aceleração da gravidade, é possível
calcular o erro relativo. Tomando como valor verdadeiro da gravidade como 9,8,
temos:
Vv – Valor verdadeiro.
Vexp- Valor experimental.
Pelas condições e circunstâncias de realização do experimento, o valor
obtido foi satisfatório, visto que o valor teórico de aproximadamente 9,81 m/s² foi
obtido com melhor exatidão nas variações de espaço, tirado ao máximo a resistência
do ar e um equipamento com incrível precisão. Portanto, o erro de 9,1% é aceitável
e satisfatório para a equipe.
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5. CONCLUSÃO
Com a execução do experimento aplicou-se os conceitos de queda livre, o
qual se refere ao movimento retilíneo uniforme. Construímos então um gráfico com
suas alturas e seus respectivos tempos médios, através da equação:
Conseguiu-se achar a aceleração da gravidade atuante na esfera. A
respeito dos dados obtidos, eles foram diferentes do valor teórico de 9,8m/s².
Essa diferença deve-se a inexatidão e método rudimentar do
experimento. Para obter maior precisão, é necessário que seja aplicado vácuo ao
realizar o experimento, além da utilização de um equipamento mais recente e com
mais exatidão. Contudo o experimento serviu para mostrar a eficácia da equação do
espaço do movimento uniformemente variado, que mostrou-se regular de acordo
com as curvas de SxT² , cujo coeficiente angular é dado por g/2.
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6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
Manual de Laboratório – Universidade Federal do Amazonas, Instituto
de Ciências Exatas, Departamento de Física.
Young, Hugh D. Física I/ Young e Freedman; tradução de Sonia Midori
Yamamoto; revisão técnica Adir Moysés Luiz. --- 12 ed.--- São Paulo: Addison
Weslwy,2008.