FACULDADE SÃO LEOPOLDO MANDIC
INTERCORRÊNCIAS EM HARMONIZAÇÃO OROFACIAL - RINOMODELAÇÃO
FABIOLA MARTINS
Campinas
2022
1
FABIOLA MARTINS
INTERCORRÊNCIAS EM HARMONIZAÇÃO OROFACIAL - RINOMODELAÇÃO
Trabalho de Conclusão de Curso
apresentado na Faculdade São
Leopoldo Mandic como requisito
básico para a conclusão do curso de
especialização em Harmonização
Orofacial.
Orientadora: Renata Sari Precetti
Campinas
2022
2
RESUMO
A Organização Mundial de Saúde (OMS) redefiniu saúde como um estado de
completo bem-estar físico, mental e social e não apenas a ausência de doença.
Nesse sentido, a Odontologia tem espaço de extrema importância não só em tratar a
saúde bucal, mas o paciente como um todo. Cada vez mais aumentam-se as buscas
por cirurgiões dentistas especializados na área da estética, com a finalidade de
aperfeiçoar o sorriso e assim ter uma harmonia facial. O ácido hialurônico (AH) é
atualmente o melhor preenchedor e o mais utilizado na realização do
rejuvenescimento facial. Mesmo existindo no organismo desde o início, o AH se
torna escasso ao longo dos anos devido ao envelhecimento natural da pele. Por ser
um procedimento rápido e simples, a rinomodelação com AH não promove
afastamento do paciente de suas atividades durante a recuperação e mesmo assim
fornece resultados que se comparam aos da rinoplastia cirúrgica. Grande parte dos
efeitos adversos resultantes do uso de AH na rinomodelação são transitórios, porém
alguns podem ser irreversíveis e causar déficits funcionais e estéticos. As
intercorrências são divididas em primárias (de início imediato com até 24 horas ou
poucos dias após a realização do procedimento) ou tardias (ocorrem dias ou meses
após a aplicação do produto). Com base no que foi descrito, conclui-se que mesmo
o Ácido Hialurônico sendo um produto seguro e de baixo índice de complicações,
existe ainda a possibilidade de ocorrerem. Sendo assim, torna-se necessário que os
profissionais estejam capacitados para fazerem tal procedimento.
Palavras chave: Harmonização orofacial; Rinomodelação; Ácido Hialurônico.
3
ABSTRACT
The World Health Organization (WHO) has redefined health as a state of complete
physical, mental, and social well-being and not merely the absence of disease. In this
sense, dentistry has an extremely important role not only in treating oral health, but
the patient as a whole. The search for dental surgeons who specialize in the
aesthetic area is increasing, with the purpose of perfecting the smile and thus having
facial harmony. Hyaluronic acid (HA) is currently the best filler, and the most widely
used for facial rejuvenation. Even though it exists in the body from the beginning, HA
becomes scarce over the years due to the natural aging of the skin. Because it is a
quick and simple procedure, rhinomodeling with HA does not keep the patient away
from his or her activities during recovery, and even so provides results that are
comparable to those of surgical rhinoplasty. Most of the adverse effects resulting
from the use of HA in rhinomodeling are transient, but some may be irreversible and
cause functional and aesthetic deficits. The complications are divided into primary
(immediate onset up to 24 hours or a few days after the procedure) or late (occurring
days or months after the application of the product). Based on what has been
described, we conclude that even though hyaluronic acid is a safe product and has a
low rate of complications, there is still the possibility that they may occur. Thus, it is
necessary that professionals are trained to perform such a procedure.
Keywords: Orofacial Harmonization; Rhinomodeling; Hyaluronic Acid.
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SUMÁRIO
1 INTRODUÇÃO.............................................................................................. 6
2 OBJETIVOS................................................................................................. 7
3 METODOLOGIA........................................................................................... 8
4 O ÁCIDO HIALURÔNICO NO ORGANISMO.............................................. 9
5 A HARMONIZAÇÃO OROFACIAL E O USO DO AH................................. 11
6 A ANATOMIA NASAL.................................................................................. 12
7 RINOMODELAÇÃO..................................................................................... 14
7. INTERCORRÊNCIAS NA RINOMODELAÇÃO............................................ 15
8 CONCLUSÃO............................................................................................... 17
REFERÊNCIAS............................................................................................ 18
5
1 INTRODUÇÃO
Antigamente, ser saudável significava não ter doença. Em 1947, a Organização
Mundial de Saúde (OMS) redefiniu saúde como “um estado de completo bem-estar
físico, mental e social e não apenas a ausência de doença” (MINISTÉRIO DA
SAÚDE).
Nesse sentido, a Odontologia tem espaço de extrema importância não só em tratar a
saúde bucal, mas o paciente como um todo. Cada vez mais aumentam-se as buscas
por cirurgiões dentistas especializados na área da estética, com a finalidade de
aperfeiçoar o sorriso e assim ter uma harmonia facial (CRUZ E BREDA, 2021).
Apesar da popularização das intervenções estéticas cirúrgicas, a necessidade e o
desejo do paciente podem ser fatores decisivos na escolha do método de tratamento
e resultar em tratamentos menos invasivos como o preenchimento facial
(PAPAZIAN, 2018).
O ácido hialurônico (AH) é atualmente o melhor preenchedor e o mais utilizado na
realização do rejuvenescimento facial. Trata-se de um polissacarídeo presente no
tecido conjuntivo dos humanos, que se reduz conforme o aumento de idade
resultando em formação de rugas e diminuição da elasticidade da pele. Para
minimizar esses danos, pode-se utilizar o AH para fins estéticos já que ele retarda os
sinais de envelhecimento conferindo volume, sustentação, hidratação e elasticidade
para a pele (CASTRO, 2020).
Ainda que inúmeros trabalhos demonstrem altos índices de sucesso nos
procedimentos estéticos associados ao ácido hialurônico, intercorrências podem
acontecer se houver erro na execução da técnica (SOUZA, 2021).
Por conta do que foi descrito, sentiu-se a necessidade de realizar uma revisão de
literatura sobre as intercorrências que podem surgir com a utilização do AH
apresentando, principalmente, o procedimento de rinomodelação.
6
2 OBJETIVOS
Revisar a bibliografia acerca das intercorrências em harmonização orofacial dando
enfoque para o procedimento de rinomodelação e contextualizando a forma correta
de abordar um caso desse.
7
3 METODOLOGIA
Realizou-se uma revisão bibliográfica cujas informações foram obtidas através de
artigos científicos encontrados em bases de dados digitais como PubMed e Google
Acadêmico.
8
4 O ÁCIDO HIALURÔNICO NO ORGANISMO
A pele, o maior órgão do corpo humano, reveste a superfície de aproximadamente 2
m² do corpo e é a principal barreira física contra o meio externo. Possui funções
vitais de controle e comunicação que garantem a homeostase do organismo e, por
estar sempre em transformação, tem suas funções fisiológicas e estruturais
alteradas com o passar do tempo (BERNARDO, 2019).
A epiderme é a camada da pele que está em contato com o ambiente e se divide em
cinco subcamadas: a córnea, sendo a camada mais superficial, a camada lúcida que
é seguida da camada granulosa e camada espinhosa e o estrato basal que é a
camada mais profunda da epiderme. Já a derme ou tecido conectivo da pele, é
composta principalmente de elastina e colágeno. Respectivamente, o primeiro
proporciona à pele importante propriedade elástica e o último, confere integridade
estrutural e mecânica (BERNARDES, 2018).
O envelhecimento da pele ocorre principalmente pela fragmentação da matriz de
colágeno na derme causada por enzimas específicas, como a metaloproteinase por
exemplo. A fragmentação dessa estrutura na derme resulta na diminuição da
produção de colágeno. Este é encontrado nos tecidos conjuntivos do corpo, porém é
possível perceber sua deficiência na fase adulta já que o organismo diminui a sua
produção (GERMANO, 2017).
O ácido hialurônico é um polímero natural encontrado na matriz extracelular de
vários tecidos como derme, cartilagem humana, tecidos conectivos, cérebro, entre
outros. A molécula de AH é um dissacarídeo glicosaminoglicano composto por
unidades D-ácido glucurônico e N-acetil D-glucosamina unidas de forma alternada
por ligações glicosídicas. Por ser hidrofílico, esse produto tem a capacidade de reter
aproximadamente 6 litros de água para cada 1 grama de AH, o que lhe proporciona
características hidrodinâmicas essenciais para hidratação, tensão e integridade dos
tecidos. Justamente por essas propriedades, o AH é habitualmente utilizado para
fins estéticos que resultam em maior hidratação, maleabilidade e elasticidade da
pele (MAIA, 2018).
9
Mesmo existindo no organismo desde o início, o AH se torna escasso ao longo dos
anos devido ao envelhecimento natural da pele. Sendo assim, desenvolvem-se
rugas, marcas de expressões, perda de volume e depressões na derme pela
diminuição da hidratação dérmica (BERNARDES, 2018).
Dentre as principais funções do AH incluem-se o preenchimento do espaço facial, a
lubrificação e absorção de choque, modulação de células inflamatórias e eliminação
de radicais livres. Por servir como sequestrador de radicais livres, apresenta também
efeito antioxidante e aumenta a proteção da pele em relação a radiação UV e
contribui para o aumento da capacidade de reparação tecidual, ou seja, é uma
excelente proposta no tratamento do envelhecimento facial e no preenchimento de
partes moles corrigindo depressões, rugas e sulcos (SANTONI, 2018).
10
5 A HARMONIZAÇÃO OROFACIAL E O USO DO AH
De acordo com a Resolução 176/2016 do CFO – Conselho Federal de Odontologia –
Artigo 1º:
“A área anatômica de atuação clínico-cirúrgica do
cirurgião-dentista é superiormente ao osso hióide, até o
limite do ponto násio (ossos próprios de nariz) e
anteriormente ao tragus, abrangendo estruturas anexas
e afins. Para os casos de procedimentos não cirúrgicos,
de finalidade estética de harmonização facial em sua
amplitude, inclui-se também o terço superior da face. ”
Atualmente muitas pessoas levam ao dentista pedidos que vão além do sorriso
como função, beleza, rejuvenescimento, harmonia e bem-estar emocional. Mas para
que esses desejos sejam atendidos, é necessário um profissional atualizado que
saiba indicar ou aplicar as terapêuticas estéticas e cosméticas. Nesse sentido, a
Odontologia se torna grande aliada na busca do sorriso em harmonia com uma face
equilibrada (CAVALCANTI, 2017).
No que se refere ao envelhecimento facial, o preenchimento cutâneo tem a
função de amenizar sinais e promover o rejuvenescimento. Esse procedimento
deve ser seguro e eficaz, biocompatível, não alergênico, não carcinogênico,
reprodutível, estável, de fácil aplicação e remoção, além de ter um bom custo x
benefício. Diante disso, o ácido hialurônico é o que mais se aproxima do ideal,
sendo utilizado para preenchimento de rugas, cicatrizes, aumento de volume
labial, sulco nasojugal e remodelação facial (VASCONCELOS, 2020).
Para esse procedimento, o AH é aplicado, na forma de gel, na derme superficial,
média e profunda sendo que a profundidade vai depender da viscosidade do
produto. Quanto mais fluído for o produto, mais superficial será sua aplicação e
quanto mais viscoso, mais profundo (SANTONI, 2018).
A validade da aplicação do AH é de aproximadamente 6 meses, porém é indicado
basear-se nas recomendações do fabricante do produto.
11
6 ANATOMIA NASAL
O nariz é uma estrutura composta de pele, cartilagem e osso e que possui
importantes aspectos estéticos e funcionais. Localizado no terço médio da face, ele
se torna fundamental para o conceito de “face normal” mesmo que apresente
alterações de tamanho (VIRMOND, 2003).
A porção de cartilagem do nariz é formada, na porção da ponta pela cartilagem alar,
no dorso pela cartilagem lateral e internamente pelo septo cartilaginoso que se apoia
no osso vômer. Estas cartilagens são as principais responsáveis pela forma do nariz,
conforme Figura 1. No lado externo, o nariz apresenta os orifícios nasais e as asas
nasais separadas pela columela. A pele da porção anterior do nariz é mais espessa
e aderida aos planos profundos, apresentando uma grande quantidade de glândulas
sebáceas. No dorso nasal, por sobre os ossos, a pele é mais delgada e móvel. A
porção do dorso mais próxima da linha dos olhos se denomina glabela.
(LOCKHART, 1965).
Figura 1 – Estruturas cartilaginosas do nariz. [Link]
No que se refere à inervação da região nasal, contemplam-se os nervos
infratroclear, dorsal nasal, supraorbital e etmoidal anterior que são os responsáveis
pela inervação do dorso do nariz. Já o nervo supratroclear promove inervação na
região medial e central da fronte além da região da raiz nasal. O nervo infratroclear é
responsável pela sensibilidade da raiz nasal e o nervo nasal externo inerva o dorso,
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ápice e asa nasal e, por fim, o nariz externo é inervado pelo nervo infraorbital
(TAMURA, 2010).
O subsídio vascular do nariz localiza-se na
porção superficial da musculatura e se origina de
dois sistemas arteriais principais: a artéria
oftálmica e a artéria facial. A artéria principal do
sistema oftálmico é a artéria nasal dorsal que
provém da órbita medial e percorre a superfície
anterior dos ossos nasais em direção à ponta
nasal. A artéria nasal dorsal fornece suprimento
para a porção cranial do nariz e contribui para o
plexo subdérmico da ponta nasal conforme
Figura 2 (ROHRICH; AHMAD; ONEAL, 2017).
Figura 2 – Aporte arterial nasal.
[Link]
nasal-consideracoes-anatomicas
A ponta nasal é irrigada principalmente pelas artérias angular e labial superior, que
são originárias da artéria facial. Normalmente a artéria angular irriga a artéria nasal
lateral, que passa medialmente ao longo da margem cefálica das cruras laterais e
emite ramos caudais em direção à borda da narina. A artéria labial superior tem
como fonte da artéria columelar, que sobe a columela em direção à região entre os
domos. As artérias nasais lateral e columelar sequencialmente encontram-se na
região dorsal e seguem superficialmente à camada musculoaponeurótica
(ROHRICH; AHMAD; ONEAL, 2017).
Quando lidamos com preenchimentos faciais, o conhecimento pela vascularização
da região se torna de suma importância pelo risco de acidentes vasculares
embólicos.
13
7 RINOMODELAÇÃO
Por ser um procedimento rápido e simples, a rinomodelação com AH não promove
afastamento do paciente de suas atividades durante a recuperação e mesmo assim
fornece resultados que se comparam aos da rinoplastia cirúrgica (FRISINA, et al.,
2020).
A rinomodelação é um procedimento não cirúrgico que consiste em modelar o nariz
e deixar o rosto mais harmônico e equilibrado. Em maioria, as queixas são giba do
dorso nasal convexa, ponta do nariz caída, refinar o nariz para parecer mais estreito
e ligeiras depressões (ZIMMER, MENDES, 2021).
Com os avanços tecnológicos nos produtos injetáveis a base de AH e o refinamento
das técnicas de aplicação, o ácido hialurônico se tornou padrão ouro como agente
volumizador (FRISINA, et al., 2020). É o produto, atualmente, mais utilizado pois
possui facilidade de aplicação, eficácia previsível e rápida recuperação do paciente
(CARRUTHERS et al., 2009).
A realização desse procedimento baseia-se na aspiração do produto com uma
seringa, palpar a pele para analisar o local da injeção, fazer a aplicação lentamente
e com baixa pressão e a agulha deve ser profunda na região de linha média, no
plano subgaleal do nariz. A quantidade do produto aplicado depende da gravidade
do “defeito” no local da aplicação (MAIO et al., 2017).
A rinomodelação com AH é considerada um tipo de preenchimento onde a molécula
injetada é biodegradável e isso resulta na diminuição gradativa conforme o passar
do tempo, ou seja, é um preenchimento absorvível. Sendo assim, essa técnica tem
durabilidade variada de 4 a 8 meses e se faz necessário a manutenção do resultado
obtido, mas isso pode variar entre os indivíduos. Através da degradação das
moléculas do AH após sua injeção sob a pele, os principais responsáveis pela
duração dos efeitos do preenchimento são a digestão enzimática, os movimentos
faciais e fatores externos como fumo e uso de álcool (NANDA, BANSAL, 2013).
14
7.1 INTERCORRÊNCIAS NA RINOMODELAÇÃO
Grande parte dos efeitos adversos resultantes do uso de AH na rinomodelação são
transitórios, porém alguns podem ser irreversíveis e causar déficits funcionais e
estéticos.
As intercorrências são divididas em primárias (de início imediato com até 24 horas
ou poucos dias após a realização do procedimento) ou tardias (ocorrem dias ou
meses após a aplicação do produto) (CROCCO; ALVES; ALESSI, 2012).
O edema é considerado uma das complicações mais comuns no uso de
preenchedores e surge por conta da inflamação local e da propriedade hidrofílica do
AH que atrai água para a região de aplicação. Uma forma de minimizar o edema é
fazendo o uso de compressa local fria e em casos mais extremos indicar a aplicação
de anestésico na forma de pomada com epinefrina (CROCCO; ALVES; ALESSI,
2012).
Outra ocorrência primária é o hematoma e isso ocorre pela perfuração de capilares
no momento em que se injeta o produto. Além disso, preenchedores com
associação de lidocaína promovem uma vasodilatação e isso pode aumentar o risco
de sangramento. Em caso de hematoma, fazer compressa fria imediata no local
(CROCCO; ALVES; ALESSI, 2012).
Daher et al. (2019) recomendam o uso de microcânula já que é menos provável que
ocorra a perfuração de vasos ou artérias com essa técnica, além de fazer a redução
do trauma intratecidual e do número de perfurações comparando com o uso de uma
agulha.
A necrose é uma ocorrência primária rara que se dá pela inflamação intensa ou
injeção intra-arterial com embolização vascular. Os pacientes queixam dor logo após
o procedimento, horas depois palidez local (que se dá pela falta de oxigenação), e
que posteriormente atingem uma coloração cinza-azulada (CROCCO; ALVES;
ALESSI, 2012). Nesse caso, recomenda-se a aplicação de injeção de hialuronidase
dentro das primeiras 24 horas, além de compressas mornas e massagem local.
Pomada de nitroglicerina também é indicada pois o fármaco é um potente
vasodilatador (HARB; BREWSTER, 2019).
15
Os casos de infecção normalmente ocorrendo pela má assepsia do paciente ou por
contaminação do produto a ser injetado. Podendo ser bacteriana ou viral, a infecção
pode ocorrer também pela reativação do herpes simples ou infecção por
Staphylococcus aureus ou Streptococcus pyogenes, que são bactérias presentes
naturalmente na pele. Nestas situações o tratamento é orientado por um médico
(CROCCO; ALVES; ALESSI, 2012; BRAZ; SAKUMA, 2017).
Os nódulos também são considerados ocorrências primárias e são classificados
como não inflamatórios, sendo causados pelo acúmulo de produto ou pela injeção
muito superficial. Manifestam-se como erupções cutâneas esbranquiçadas e
palpáveis e o tratamento é feito através de massagem local logo após seu
surgimento ou aplicação de hialuronidase caso não desapareçam (BRAZ; SAKUMA,
2017).
No que se refere às ocorrências tardias, se encontram as reações alérgicas, nódulo
inflamatórios ou granulomas e cicatriz hipertrófica que podem aparecer entre 6 e 24
meses após o procedimento.
Estas intercorrências ocorrem não por sensibilidade ao produto mas sim pela
presença de impurezas na produção do AH e por fermentação de bactérias. Para o
tratamento é indicado aplicação de hialuronidase ou infiltração intralesional de
corticoide, além de drenagem local (FRISINA, et al., 2020).
16
8 CONCLUSÃO
Com base no que foi descrito, conclui-se que mesmo o Ácido Hialurônico sendo um
produto seguro e de baixo índice de complicações, existe ainda a possibilidade de
ocorrerem. Sendo assim, torna-se necessário que os profissionais estejam
capacitados para fazerem tal procedimento.
Profissionais da área da saúde habilitados à HOF devem ter profundo conhecimento
da anatomia facial, da técnica a ser utilizada e trabalhar com produtos de boa
procedência.
Além disso, é importante que seja feita uma anamnese minuciosa para
conhecimento de todas as informações, doenças ou traumas anteriores do paciente
que podem intensificar as intercorrências.
Por fim, é essencial que o profissional saiba o manejo dessas possíveis
complicações que podem ocorrer durante ou após o procedimento e revertê-las para
impedir de evoluírem para um quadro mais severo.
17
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