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Relatorio 4

Este relatório descreve um experimento de movimento harmônico simples vertical realizado com um oscilador de massa-mola. O objetivo era determinar a constante elástica da mola e medir o período de oscilação. A constante elástica foi obtida aplicando cargas variadas na mola e traçando um gráfico de força versus elongação, enquanto o período foi medido cronometrando 20 oscilações com uma massa de 0,33926 kg. Os resultados experimentais estavam de acordo com os valores teóricos dentro de um des

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Flavia Marques
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Relatorio 4

Este relatório descreve um experimento de movimento harmônico simples vertical realizado com um oscilador de massa-mola. O objetivo era determinar a constante elástica da mola e medir o período de oscilação. A constante elástica foi obtida aplicando cargas variadas na mola e traçando um gráfico de força versus elongação, enquanto o período foi medido cronometrando 20 oscilações com uma massa de 0,33926 kg. Os resultados experimentais estavam de acordo com os valores teóricos dentro de um des

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UNIVERSIDADE FEDERAL DE ALAGOAS

INSTITUTO DE FÍSICA

FLÁVIA EMANUELLE FREITAS MARQUES

MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES VERTICAL (MHS Vertical): Relatório de


fisica experimetal II

Maceió

2023
FLÁVIA EMANUELLE FREITAS MARQUES

MOVIMENTO HARMÔNICO SIMPLES VERTICAL (MHS Vertical): Relatório de


fisica experimetal II

Relatório referente ao experimento de


movimento harmônico simples vertical,
sob a orientação do professor(a) Maria
Tereza, como requisito para avaliação da
disciplina de física experimental II.

Orientadora: Maria tereza de Araújo

Maceió
2023
1. OBJETIVO
Enunciar a Lei de Hooke, determinar a constante elástica da mola e utilizar os
conhecimentos obtidos no experimento para explicar o funcionamento de um dinamômetro.
2. MATERIAIS
A tabela 1, irá apresentar os equipamentos utilizados neste experimento.

Tabela 1. Equipamentos

1- Suporte de sustentação 1- Mola helicoidal


1- Régua milimetrada 1-Suporte de massa
1-Cronômetro Massas diversas
Fonte: Autora, 2023

3. INTRODUÇÃO
O sistema massa-mola exibe comportamento oscilatório amortecido, mas pode ser
considerado um oscilador harmônico sob certas condições. O sistema massa-mola ideal
é, sem dúvida, o sistema mais utilizado para estudar as oscilações harmônicas. Quando
movido de uma posição de repouso e imediatamente liberado, ele executa um movimento
de oscilação harmônica, desde que o movimento esteja próximo de sua posição de
equilíbrio1, Figura 1

Figura 1. Sistema massa-mola

Fonte: Só física, 2023


O ponto onde o corpo fica em equilíbrio é:

∑𝐹 = 0

𝐹𝑒𝑙 − 𝑃 = 0

𝐹𝑒𝑙 = 𝑃

É o ponto onde a força elástica e a força peso se anulam. Apesar da energia


potencial elástica não ser nula neste ponto, considera-se este o ponto inicial do movimento
.3

A lei de Hooke afirma que quando a força deixa de ser aplicada, a mola retorna ao
seu estado inicial. Portanto, quando uma força é aplicada ao sistema massa-mola e ela é
liberada, veremos que o sistema sofrerá um movimento periódico em torno do ponto de
equilíbrio.2

Partindo do ponto de equilíbrio, ao ser "puxado" o bloco, a força elástica será


aumentada, e como esta é uma força restauradora e não estamos considerando as
dissipações de energia, o oscilador deve se manter em MHS, oscilando entre os pontos A
e -A, já que a força resultante no bloco será 2:

𝐹 = 𝐹𝑒𝑙 – 𝑃

𝐹 = −𝑘𝑥 − 𝑃

O peso não varia conforme o movimento, é pode ser considerado como uma
constante. Assim, a força varia proporcionalmente à elongação do movimento,
portanto é um MHS2.

Tendo seu período expresso por:

𝑚
𝑇 = 2𝜋√
𝑘
4. PROCEDIMENTO EXPERIMENTAL

-Parte 1: Determinar da constante elástica de uma mola desconhecida


Montou-se o experimento conforme a figura abaixo;
Figura 3. Oscilador elástica de uma mola desconhecida.

Fonte: Roteiro experimental, 2023


Foi pendurado o suporte na mola, usou-se uma mola de constante elástica
desconhecida, mediu as distâncias de elongação sofrida pela mola quando submetida à ação
de forças variadas. Provocou-se uma variação da força aplicada à mola, variando a massa
acrescentada ao suporte de 10g a 200g obtendo 20 pontos experimentais, aguardou o
equilíbrio e mediu o comprimento da mola. Traçou-se um gráfico de P em função das
elongações x para obter a constante k dessa mola.

-Parte 2: Determinação do período de oscilação

Usou-se um cronômetro e uma massa de 150 g e mediu 5 vezes o período de 20


oscilações para o sistema massa-mola para calcular o período de oscilação para as
respectivas massas. Calculou-se o período de oscilação médio T ̄ e também o período teórico
e comparou com o período experimental. Logo depois, usou-se outra mola e repetiu-se os
procedimentos anteriores.
5. RESULTADOS E DISCUSSÃO

- Parte 1: Determinar da constante elástica de uma mola desconhecida

Foi adicionado três massas juntas e depois mais massas, tendo oito massas no total,
como na Figura 3. Depois de adicionar as massas no sistema massa-mola, foi anotado os
valores do comprimento da mola para cada massa acrescentada, Tabela 2.

Figura 3. Oscilador antes e depois da adição de massas

Fonte: Autora, 2023.

Tabela 2. Distâncias de elongação sofrida e comprimento de onda.

m (kg) x (m)
0,1578 0,0595
0,2104 0,0695
0,2625 0,0790
0,3153 0,0890
0,3681 0,0995
0,4206 0,1100
Fonte: Autora, 2023.

Antes da adição da massa, o comprimento da mola era de 0,057 m, e foi sendo


aumentado. No qual é encontrado devido a força peso que está atuando na mola, quando
comprimida ou esticada, a mola exerce uma força sobre a massa no sentido contrário ao do
deslocamento, puxando-a sempre em direção à posição de equilíbrio, pois a mola sempre
volta à sua posição original, porém oposta à força aplicada.
Para esboçar o Gráfico 1 foi necessário calcular a força peso de cada ponto, é foi
levado em consideração g = 10 m/s2.

m1 = 0,1578 g
P = m.g
P = 0,1578 x 10
P = 1,578 N
Também fez o mesmo cálculos para as outras massas.
Gráfico 1. Força (P) em função das elongações (x)

Fonte: Autora, 2023.


Calculou-se o peso e fez o gráfico a partir do coeficiente angular obteve-se o
coeficiente angular que se refere a aproximação da constante elástica, nisso o K encontrado
no gráfico foi de 52,2 N/m. Para encontrar a constante k teoricamente usou-se o cálculo a
seguir:
∆𝐹 = 4, 206 − 1, 578
∆𝐹 = 2, 628 N
∆𝐹/6 (número de massas adicionadas) ∆𝐹 = 0, 438 N
∆𝑥 = 0, 11 − 0, 06
∆𝑋 = 0, 05 m
∆𝑥/6 (número de massas adicionadas) → ∆𝑥 = 8,33x 10−3 m
∆𝐹
K=
∆𝑋
0,438
K=
8,33𝑥10−3

K = 52,2 𝑁/m
Cálculo de desvio percentual entre os valores obtidos na parte teórica e na parte
experimental da constante de K:

𝑉𝑡 − 𝑉𝑒𝑥𝑝
𝐷𝑃 = 𝑥 100%
𝑉𝑡

52,5 − 52,2
𝐷𝑃 = 𝑥 100%
52,5

𝐷𝑃 = 0,57%

Nisso, o desvio entre a constante da parte teórica e parte experimental, foi de 0,57%,
na qual não teve uma margem de erro grande. A aproximação linear obtida no gráfico plotado
deu uma ideia de que os valores empíricos não estão longe dos valores esperados. A partir
do experimento realizado, das anotações e dos resultados obtidos, pode-se concluir que à
medida que a massa aumenta, é também o valor de elongações do sistema.

-Parte 2: Determinação do período de oscilação

Na segunda parte, analisou-se o período em relação às oscilações da mola com a


adição de uma massa de 0,33926 kg, nisso foi medido o tempo gasto para 20 oscilações,
repetindo 5 vezes para obter a média do período, Tabela 3.

Tabela 3. Período medido em 20 oscilações.

T (s)
10,27
10,61
10,53
10,53
10,72
Média: 10,53s
Fonte: Autora, 2023.
Para o cálculo do período teórico foi considerado o k teórico encontrado.

𝑚
𝑇 = 2𝜋√
𝑘

0,33926
𝑇 = 2.3,14√
52,5

𝑇 = 0,51𝑥 20 ( 𝑛ú𝑚𝑒𝑟𝑜 𝑑𝑒 𝑜𝑠𝑐𝑖𝑙𝑎çõ𝑒𝑠)

𝑇 = 10,20𝑠
Cálculo de desvio percentual entre os valores obtidos na parte teórica e na parte
experimental do período (T):

𝑉𝑡 − 𝑉𝑒𝑥𝑝
𝐷𝑃 = 𝑥 100%
𝑉𝑡

10,20 − 10,53
𝐷𝑃 = 𝑥 100%
10,20

𝐷𝑃 = 2,23%

Depois de analisar os períodos, observou que o valor experimental é próximo ao valor


teórico, cujo o resultado do desvio foi de 2,23%, mas ainda dentro do parâmetro de 5%.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Portanto, o experimento realizado alcançou o objetivo de verificar a lei Hooke. Com
o experimento, analisou que o comportamento estático da mola com pequenas deformações
também é descrito pela lei de Hooke, e o período de oscilação é independente da amplitude.
Nisso quando remove um sistema em equilíbrio estável dessa situação, ele começa a realizar
um movimento oscilatório periódico em torno de sua posição de equilíbrio, o MHS. Sem
força, ela desaparece, e a mola sem adição de massa retorna à sua forma e comprimento,
quase como era originalmente.
Alguns fatores externos podem ter causado oscilações nos resultados, como o peso do
suporte que sustenta a massa da mola, mas que é considerado desprezível. Outro fator
relevante é o tempo da mola utilizada, pois por ter sido utilizada por vários alunos, os valores
da constante da mola e do elástico podem ter mudado.
Nas condições apresentadas dos resultados, conclui-se que o experimento realizados
foi executado de maneira correta, porém houve interferências mínimas, que não compromete
os resultados obtidos e que foram pontuais nos resultados finais.
7. REFERÊNCIAS
[1] HALLIDAY, D.; RESNICK, R., WALKER, J., Fundamentos da Física: Mecânica.
Vol. 1, 4ª Edição, Rio de Janeiro, LTC, 1996.

[2] KELLER, F. J.; GETTYS, W. E.; SKOVE, M. J.; “Física”; 1a Edição; São Paulo;
Makron Books; 2004;
[3] Oscilador Massa-Mola. Só Física. Virtuous Tecnologia da Informação, 2008-2023.
Disponível em: [Link]
Acesso em: 01 de Maio, 2023.

[4] Roteiro de Física Experimental 2. IF, Maceió - Al, 2023.

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