Comunicação Interna na Autoridade Tributária Moçambique
Comunicação Interna na Autoridade Tributária Moçambique
(2012 - 2015)
i
DECLARAÇÃO DE HONRA
Declaro por minha honra que este trabalho de fim de curso nunca foi apresentado, na sua
essência, para a obtenção de qualquer grau académico e que ele constitui o resultado da minha
investigação, estando indicadas no texto e nas referências bibliográficas as fontes que utilizei.
O Candidato
____________________________
(Armando David Ambrique)
Maputo, Julho de 2015
iii
Dedico este trabalho à memória dos meus pais
vida académica.
iv
AGRADECIMENTOS
v
RESUMO
O presente trabalho com o tema: Comunicação Interna como Ferramenta de Manutenção dos
Funcionários na Autoridade Tributária de Moçambique, tem como objectivo geral analisar a
eficácia da comunicação interna na manutenção dos funcionários da Autoridade Tributária; e têm
como objectivos específicos identificar os mecanismos de comunicação interna na Autoridade
Tributária de Moçambique; fazer o levantamento dos canais e suportes de comunicação interna
na AT; analisar o fluxo de comunicação na AT; perceber as inter-relações entre comunicação
interna e motivação do pessoal; analisar o tipo de sistema de informação usado para garantir uma
comunicação eficiente entre os gestores de topo e os funcionários de base; e analisar os
sentimentos e percepções dos funcionários sobre a comunicação interna e a motivação.
Para a materialização dos objectivos do trabalho recorreu-se à um estudo de caso, onde foram
utilizados, como instrumentos de recolha de dados, a observação, as conversas informais e um
questionário misto que contém perguntas abertas e fechadas.
No processo de análise e interpretação de dados fez-se um cruzamento entre as referências
teóricas e conceptuais que orientam a pesquisa e os dados do inquérito efectuado, como forma de
verificar se as informações recolhidas correspondem aos resultados esperados.
Com o estudo de caso foi possível apurar que para os funcionários da AT, a CI constitui uma
importante ferramenta para a melhoria do ambiente de trabalho, para o aumento da motivação e,
para a manutenção dos funcionários numa instituição. Contudo, eles encontram-se divididos
quanto a eficácia da CI praticada na AT, existindo, assim, funcionários que consideram a CI
eficaz e outros não.
vi
ABSTRACT
This work with the theme: Internal Communications as Employee Maintenance Tool in the
Revenue Authority of Mozambique, has the overall objective to analyze the effectiveness of
internal communication in the maintenance of employees of the Revenue Authority; and has the
following specific objectives: identifies internal communication mechanisms in Revenue
Authority; map both channels and internal communication media on RA; analyze the
communication flow in the RA; understand the interrelationships between internal
communication and motivation of staff; analyze the type of information system used to ensure
efficient communication between the top management and employees; and analyze the feelings
and perceptions of employees about internal communication and motivation.
For the materialization of labor objectives i resorted to a case study, which were used as data
collection tools, observation, informal conversations and a mixed questionnaire containing open
and closed questions.
In the process of analysis and interpretation of data became a cross between the theoretical and
conceptual references that guide the research and survey data carried out, in order to verify that
the information collected matches the results expected.
With the case study it was found that for the employees of RA, IC is an important tool for
improving the working environment, to increase the motivation and for the maintenance of the
employees in an institution. However, they are divided on the effectiveness of IC practiced in
RA and there, so employees who consider effective IC and others not.
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LISTA DE ABREVIATURAS E SIGLAS
AT – Autoridade Tributária
BM – Banco Mundial
CI – Comunicação Interna
IC - Internal Communication
RA - Revenue Authority
viii
LISTA DE FIGURAS
ix
ÍNDICE
1. Introdução ................................................................................................................................ 1
1.1. Contextualização .............................................................................................................. 2
1.2. Problema de pesquisa ....................................................................................................... 3
1.2. 1. Hipóteses ................................................................................................................... 3
1.3. Objectivos......................................................................................................................... 4
1.4. Justificava ......................................................................................................................... 4
1.5. Estrutura do Trabalho ....................................................................................................... 4
2. Quadro Teórico ........................................................................................................................ 6
2.1. Conceitos .......................................................................................................................... 6
2.1.1. Comunicação............................................................................................................. 6
2.1.2. Comunicação Interna ................................................................................................ 6
2.1.3. Comunicação Pública................................................................................................ 7
2.1.4. Motivação ................................................................................................................. 8
2.2. Revisão da literatura ......................................................................................................... 9
2.2. 1. Comunicação Interna no Sector Público ................................................................... 9
2.2.2. Motivação ............................................................................................................... 11
2.2.3. Comunicação Interna e Motivação ......................................................................... 14
2.3. Teoria de Base ................................................................................................................ 16
2.4. Modelo de análise........................................................................................................... 19
3. Metodologia ........................................................................................................................... 20
4. Estudo de caso ....................................................................................................................... 22
4.1. Apresentação da instituição ............................................................................................ 22
4.2. Apresentação dos dados ................................................................................................. 23
4.3. Análise dos dados ........................................................................................................... 29
4.3.1. Comunicação Interna na AT ................................................................................... 29
[Link]. Fluxo de comunicação na AT ................................................................................. 33
4.3.2. Comunicação interna e motivação dos funcionários na AT ................................... 35
4.3.3. Eficácia da comunicação interna na manutenção dos funcionários da Autoridade
Tributária ............................................................................................................................... 36
5. Conclusão e recomendações .................................................................................................. 38
5.1. Conclusão ....................................................................................................................... 38
5.2. Recomendações .............................................................................................................. 39
6. Referência Bibliográfica ........................................................................................................ 40
Apêndices e Anexos ...................................................................................................................... 42
1. Introdução
A Autoridade Tributária de Moçambique é uma instituição pública, fundada em 2006, que conta
com a colaboração de várias pessoas que trabalham nas diferentes carreiras profissionais e,
algumas delas, desempenham cargos de direcção e de chefia. Esse conjunto de pessoas constitui
os recursos humanos da instituição. De acordo com Caixote e Monjane (2013, p. 5), os recursos
humanos são diferentes de outros tipos de recursos que a organização possui pelas seguintes
razões: únicos recursos vivos e dinâmicos; heterogéneos; flexíveis, crescem e desenvolvem-se;
saber, saber fazer, saber estar ou ser e querer fazer (vontade própria); têm necessidades e
objectivos próprios; exigem mecanismos de controlo complexos e difíceis de implantar; fins em
si próprios; bem como, capacitados e competentes para reagir aos estímulos. Sendo assim, as
organizações necessitam de desenvolver estratégias de comunicação interna com vista a permitir
com que os funcionários se sintam parte importante da instituição.
A comunicação interna significa a comunicação de uma organização com o seu meio interno e,
constitui uma ferramenta que permite às organizações dialogar, informar e interagir com o
público interno e é fundamental para a motivação dos seus funcionários, bem como, na
construção da sua imagem. A Autoridade Tributária de Moçambique sendo uma instituição de
grande importância e que emprega inúmeros cidadãos em todo país, precisa de encontrar formas
adequadas para manter uma comunicação saudável com o público interno, como forma de
aumentar a motivação no seio dos seus colaboradores directos, e, consequentemente, aumentar a
produtividade dos seus funcionários e, também, influenciar na manutenção dos mesmos.
Uma comunicação interna bem elaborada, coerente e coesa reveste-se de extrema importância
para qualquer organização que queira manter um relacionamento sólido e estreito com o seu
público interno, e, assim, contribuir para a manutenção dos seus funcionários, bem como, para o
alcance dos objectivos organizacionais.
É nesta onda de ideias, ou seja, por ter reconhecido a importância que a comunicação interna
representa para a construção e manutenção de uma relação saudável entre a AT e o seu público
interno, e, consequentemente, para o alcance da excelência, não só na Autoridade Tributária,
como em muitas organizações públicas moçambicanas, que se elaborou o presente trabalho.
1
1.1. Contextualização
Após a proclamação da independência de Moçambique, em 1975, o modelo de governação
adoptado não abria espaço para liberdades individuais e, também, não abria espaço para o debate
de ideias entre os dirigentes das instituições públicas e os seus funcionários.
Com a entrada de Moçambique às Instituições de Bretton Woods (BM e FMI) a situação muda.
O Governo, com base no Programa de Ajustamento Estrutural, teve que efectuar reformas de
âmbito político, económico e social, como forma de beneficiar do apoio daquelas instituições
para sair da crise provocada pela guerra civil. O PAE constitui um conjunto de medidas
económicas baseadas fundamentalmente em pressupostos neoclássicos que as instituições de
Bretton Woods sugerem para a saída da crise. Essas medidas económicas são acompanhadas por
reformas políticas, ou seja, os países que quisessem se beneficiar do apoio das IBW tinham que
abandonar os regimes monopartidários e optar pela democracia.
Foi graças a essas medidas que os moçambicanos passaram a dispor de mais liberdades
individuais, eleições, maior respeito pelos direitos do Homem, e, também, através do qual
iniciou-se um processo de liberalização da economia e abertura do mercado para investimentos
privados.
Com a adopção do Programa de Reabilitação Económica, em 1987, a economia moçambicana
abriu-se aos investimentos estrangeiros directos e, consequentemente, algumas indústrias e
empresas estatais foram privadas.
Com a adopção dessas medidas, o mercado moçambicano tornou-se atractivo e, como
consequência, várias empresas nacionais e estrangeiras implantaram-se em Moçambique e,
algumas delas, ofereciam bom pacote remunerativo e bom ambiente de trabalho.
Com essa nova realidade, a administração pública moçambicana foi confrontada com a fuga
massiva dos seus funcionários para o sector privado e se tem deparado com enormes dificuldades
em manter o seu quadro de pessoal fiel à si ou, se preferirmos, a “vestir a sua camisola”.
Na tentativa de reverter essa situação, os gestores públicos procuram por meios eficazes de
manutenção dos seus funcionários. Assim sendo, eles têm recorrido à técnicas e métodos de
gestão de recursos humanos do sector privado para motivar os seus funcionários a continuar
como seus colaboradores.
Segundo Caixote e Monjane (2013, p. 227), o subsistema de manutenção de recursos humanos, é
uma ferramenta importante usada pelos gestores no sentido de manter satisfeitos e motivados os
2
colaboradores e induzi-los a permanecer na organização e a vestir a sua camisola. Esse
subsistema visa aumentar o empenho e a satisfação dos colaboradores para sua estabilização na
organização.
Por outro lado, Gil (2009, p. 211), argumenta que uma das formas de motivar as pessoas é
encorajar iniciativas. Para ele, o recurso de solicitar a participação da equipa na formulação de
novas propostas e soluções de problemas, constitui um dos mais poderosos factores de
motivação.
1.2. 1. Hipóteses
Hipótese 1: A boa comunicação permite maior interacção entre os diferentes níveis hierárquicos
da instituição, promovendo, assim, a melhoria do ambiente de trabalho e o aumento da
motivação nos funcionários de base;
Hipótese 2: A prática contínua de uma comunicação interna aberta, abre espaço para o
nascimento ou surgimento de um forte sentimento de pertença nos funcionários e,
consequentemente, eles passam a identificar-se com a instituição.
3
1.3. Objectivos
1.3.1. Objectivo geral
1.4. Justificava
4
trabalho onde apresentar-se-á a metodologia usada para a elaboração do trabalho. A quarta parte
do trabalho é reservada ao estudo de caso, onde, apresentar-se-á os resultados da investigação. E,
por fim, na quinta parte será apresentada a conclusão e as respectivas recomendações.
5
2. Quadro Teórico
2.1. Conceitos
2.1.1. Comunicação
A comunicação constitui um processo de troca de ideias, mensagens ou informações através da
fala, de sinais, da escrita ou de comportamento. De acordo com Rabaça (2001, p. 155), a
comunicação provém do latim communicare, que significa tornar comum, partilhar, repartir,
associar, trocar opiniões e conferenciar. A comunicação implica a participação, interacção, troca
de mensagens, emissão ou recebimento de informações novas.
Segundo Cherry, citado por Caetano e Rasquilha (2004, p.20), a comunicação significa
compartilhar elementos de comportamento ou modos de vida, pela existência de um conjunto de
regras.
Na concepção de Teixeira (2013, p.255), a comunicação é o processo de transferência de
informações, ideias, conhecimentos ou sentimentos entre as pessoas. A comunicação fornece os
meios através dos quais os membros da organização podem ser induzidos a implementar acções
planeadas, e a fazê-los motivados e com entusiasmo.
Daft (2005, p.425), entende a comunicação como sendo o processo pelo qual as informações são
transmitidas ou entendidas por duas ou mais pessoas, geralmente com a intenção de motivar ou
influenciar comportamento.
Nesse sentido, a comunicação pode ser entendida como sendo o processo pelo qual dois ou mais
indivíduos partilham, através da fala, de sinais ou da escrita, seus conhecimentos e experiencias
de vida.
6
Rabaça (2001, p. 176), entende a comunicação interna como sendo a forma de comunicação
entre a instituição e seu público interno. Curvello (2008, p.5), por sua vez, considera a
comunicação interna como sendo o conjunto de acções que a organização coordena com o
objectivo de ouvir, informar, mobilizar, educar e manter a coesão interna em torno de valores
que precisam ser reconhecidos e compartilhados por todos e que podem contribuir para a
construção de boa imagem pública.
Para Rocha (2005, p. 96), a comunicação interna é o conjunto de mensagens transmitidas pelos
membros da organização.
A comunicação interna pode ser entendida como o processo de partilha de informações entre os
membros de uma organização, seja ela pública ou privada. Ela surge da necessidade de se manter
os funcionários de uma instituição informados, de modo claro e, com frequência, sobre as
posições tomadas pela organização.
2.1.4. Motivação
Segundo Teixeira (2013, p.158), citando Mondy, Sharplin e Premeaux, a motivação é a vontade
de uma pessoa desenvolver esforços com vista à prossecução dos objectivos da organização. Por
sua vez Steiner, citado por Teixeira (2013, p.158), define-a como um estado interno que canaliza
o comportamento no sentido de metas e objectivos.
Para Koontz, também citado por Teixeira (2013, p.158), a motivação é toda a classe de impulsos,
desejos, necessidades e forças semelhantes. Daft (2005, p. 398), é da opinião de que a motivação
refere-se à forças internas ou externas para uma pessoa que estimulem o seu entusiasmo e a sua
persistência para perseguir certo curso de acção.
8
Sendo assim, a motivação pode ser entendida como sendo o conjunto de estímulos internos ou
externos que um funcionário detém ou adquire para desenvolver, de forma entusiasmada, suas
actividades.
9
Por meio da Comunicação Interna, torna-se possível estabelecer canais que possibilitem o
relacionamento ágil e transparente da direcção da organização com o seu público interno e entre
os próprios elementos que integram este público.
Zémmor (1995, p. 13), refere que para conduzir a política de um serviço público, mobilizar sua
estrutura, assegurar a informação e a formação de pessoal, seu atendimento e o diálogo interno e
contribuir para a formação permanente, a comunicação interna tem por base a identidade. A
identidade é o que permite a uma organização desenvolver um sentimento de existir enquanto ser
coerente e específico, assumindo sua história e reconhecendo seu lugar em relação aos outros.
Para que a troca de informação dentro de uma instituição seja boa, é necessário que a
comunicação interna seja eficaz. Curvelo (2008) refere que para que uma comunicação interna
do sector público seja classificada como sendo eficaz ela deve contribuir para atribuir sentido à
vida organizacional, deve buscar o equilíbrio entre as necessidades da organização e as de seus
principais públicos e, também, deve mobilizar todos os segmentos organizacionais para uma
cultura de diálogo, inovação e participação.
Para Eisenberg e Goodall (1997) a comunicação eficaz com os subordinados tem pelo menos
quatro (4) características: é aberta, dá suporte no desempenho das tarefas, é motivadora e confere
autonomia e autoridade.
Segundo Stoner e Freeman (1999), quatro factores influenciam a eficácia da comunicação nas
organizações, nomeadamente: canais formais da comunicação, estrutura de autoridade,
especialização do trabalho e a propriedade da informação.
Os canais formais da comunicação influenciam na eficácia da comunicação de duas formas:
primeiro, os canais formais cobrem uma distância cada vez maior na medida em que as
organizações crescem e se desenvolvem. Atingir a comunicação eficaz em uma grande
organização é muito mais difícil do que em uma organização menor. Em segundo lugar, os
canais formais de comunicação inibem o fluxo livre de informações entre os diversos níveis da
organização.
Quanto a estrutura de autoridade, verifica-se que as diferenças hierárquicas ajudam a determinar
quem irá comunicar-se com quem. O conteúdo e exactidão da comunicação são sempre
comprometidos pela diferença de autoridade.
Já a especialização do trabalho, ou seja, a divisão do trabalho em acções pertinentes a cada
grupo, facilita a comunicação entre esses grupos.
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Cabe aos líderes tomar atitudes coerentes para se obter uma comunicação eficaz, gerenciando
estrategicamente a comunicação. Os líderes devem dominar as técnicas de comunicação e
conhecer detalhes dos canais que dispõe e, também, devem saber transmitir as informações.
Segundo Klemp Jr. (1999), citado por Sanchez (2006, p. 78), os líderes eficientes são altamente
persuasivos nas conversas pessoais e trabalham canais de influências formais e informais de
forma eficaz. Eles criam coalizões e equipes eficazes, conseguem um ambiente de alto
desempenho e suportam todas essas actividades por meio da comunicação habilidosa e frequente.
2.2.2. Motivação
A motivação constitui um fenómeno bastante complexo que resulta da interacção entre os
indivíduos e as variáveis situacionais. Ela remete os seres humanos para o desejo de adoptar
elevados níveis de esforço com vista a alcançar objectivos organizacionais, sendo que, tais
esforços devem conduzir à satisfação de uma necessidade individual.
Maslow (1954), citado por Rocha (2005, p.78), argumenta que os indivíduos são motivados em
ordem a satisfazer determinadas necessidades, que podem ser subdivididas em necessidades
primárias e necessidades secundárias.
As necessidades primárias englobam as seguintes: necessidades de segurança (protecção contra o
perigo ou privação, ou seja, contra a violência, a doença, a guerra, a pobreza, etc.); e
necessidades fisiológicas (alimentação, abrigo, repouso, ar, etc).
Por outro lado, as necessidades secundárias englobam as seguintes: necessidades de auto-
realização (realização do potencial de cada individuo, à utilização plena dos seus talentos);
necessidades de estima e auto-reconhecimento (englobam a reputação, o reconhecimento, auto-
respeito, admiração); e necessidades sociais (tem a ver com a afeição, a inclusão nos grupos, a
aceitação e aprovação pelos outros).
Por outro lado, Herzberg (1968), citado por Rocha (2005), desenvolveu a teoria dos dois
factores, através da qual, dividiu os factores que alteram o comportamento do indivíduo em dois
grupos: os higiénicos e os motivacionais. Os factores higiénicos, extrínsecos ou de manutenção
só afectam a motivação quando ausentes. Esses factores compreendem: políticas organizacionais,
relacionamento superior/subordinado, condições físicas de trabalho, salários e benefícios,
relacionamento com os colegas, vida pessoal, status, segurança, bem como, a comunicação. No
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caso da insuficiência, provocariam insatisfação, porém atendidos eles não despertariam a
motivação do indivíduo.
Esta seria despertada pelos factores motivadores, intrínsecos ao profissional, que levam a
satisfação no trabalho. Os factores motivadores são representados por: realização pessoal e
profissional, reconhecimento, responsabilidade, desenvolvimento profissional, conteúdo do
cargo, autonomia, criatividade e inovação do trabalho, e, também, pela participação. A ausência
desses factores, contudo, não ocasiona insatisfação, uma vez que o contrário de satisfação não
pode ser chamado de insatisfação, mas caracteriza-se mais como nenhuma satisfação. Da mesma
forma, que o contrário de insatisfação não pode ser entendido como satisfação, mas nenhuma
insatisfação.
Para Teixeira (2013, p. 206), a motivação tem de ser vista como o processo de fornecer aos
membros de uma organização a oportunidade de satisfazer as suas necessidades e cumprir os
seus objectivos, através de um comportamento que se traduza no máximo de produtividade para
a organização de que fazem parte. Isso significa aumentar, tanto quanto possível, a área de
coincidência dos objectivos individuais com os objectivos colectivos.
Segundo Maslow (1954), citado por Teixeira (2013, p. 195), as necessidades insatisfeitas
motivam as pessoas ou influenciam o seu comportamento. Segundo o princípio da dominância,
enquanto uma necessidade básica não for satisfeita, as outras, regra geral, não exercem influência
no comportamento do individuo.
Por outro lado, o princípio da emergência defende que as necessidades de qualquer nível da
hierarquia emergem como motivadores significativos apenas quando as necessidades dos níveis
inferiores àquele na hierarquia já estiverem razoavelmente satisfeitas.
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directamente na construção das relações interpessoais e na realização pessoal de cada um dos
indivíduos que nele actuam.
b) O dinheiro embora não sendo a única forma de recompensa, continua a ser um factor
importante de motivação. Contudo, há que ter em conta três princípios fundamentais:
Ø O empregado deve ter clara preferência pelo dinheiro;
Ø Deve fazer-se claro que um aumento de dinheiro exige, também, um aumento de
rendimento;
Ø E que um aumento de rendimento significa um aumento de esforço.
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c) As recompensas informais podem traduzir-se em agradecimentos; reconhecimento
público pelo trabalho realizado, tomando a forma de uma medalha, diploma, referência
no boletim da organização.
d) Quanto à recompensas formais, devemos ter em conta que para que os sistemas de
recompensa funcionem é necessário que:
Ø As recompensas se ajustem às necessidades das pessoas;
Ø O sistema seja justo, ou seja, deve ser igual para todos;
Ø Se destaque o valor a dar a uma recompensa anunciando-se, de forma que sejam
conhecidos publicamente, aqueles que recebem recompensas.
Ao nível do sector público, Rocha (2005) refere que as formas de motivação são, na sua maioria,
intrínsecas e abrangem:
Ø Motivos racionais, como a participação na formulação das políticas;
Ø Motivos com base no desejo em servir o interesse publico; e
Ø Motivos de carácter afectivo, incluindo a importância dos programas sociais e o
patriotismo.
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saber (salientado no enriquecimento de competências e conhecimentos transversais aos
desempenhos laborais). Estas funções estão directamente ligadas à identificação dos
colaboradores com a tarefa, à necessidade destes serem e se sentirem informados e de saberem
que a sua tarefa é válida e realçada dentro da organização.
De acordo com Chiavenato (1999), citado por Lisboa Filho e Godoy (2006), a melhor
organização é aquela que optimiza a satisfação das necessidades individuais e organizacionais
através da formação de grupos de trabalho estáveis e participação dos trabalhadores na tomada
de decisões, boas comunicações e supervisão expressiva, estruturas não-burocráticas que
funcionam mais pela colocação de objectivos do que através da hierarquia de autoridade.
Segundo Brum (2000), citado por Sanchez (2006, p.79), a comunicação precisa estimular
positivamente os sentidos dos funcionários, permitindo que a empresa estabeleça com eles
relacionamentos saudáveis, duradouros e, sobretudo, produtivos. Pois, a comunicação interna
ocupa uma posição estratégica ao nível organizacional e coadjuva os colaboradores a reterem os
objectivos, envolvendo-os no seu projecto, proporcionando-lhes uma acção participativa com um
maior envolvimento com a cultura da organização.
Como forma de gerar impacto no comportamento dos funcionários é necessário que o conteúdo
da comunicação interna se ajuste às características do público ao qual se destina, que a
comunicação tenha mão dupla e que o impacto sensorial torne-se tão alto quanto o funcionário
pode ver, ouvir, sentir e experimentar a informação. Sendo assim, antes de dar-se início a uma
campanha de comunicação interna, é importante que se tenha conhecimento sobre o ambiente
d’onde o funcionário provém, como os funcionários pensam, agem, reagem e trabalham, suas
necessidades e seus desejos, ou seja, é necessário conhecer a fundo o público interno. Para que se
conheça o funcionário é necessário que se realize pesquisas e auditorias de opinião.
Segundo Torquato (2002) as mensagens veiculadas nos canais de comunicação escolhidos pela
organização devem abordar vários tipos de assuntos e abranger os mais diversos conteúdos
como: Institucional, Motivacionais, Orientação Profissional, Educativas, Associativas, Interesse
Feminino, Entretenimento, Operacionais, Família do Colaborador.
Para Myers e Myers, Brault e Villafañe, citados por Almeida (2013) o diálogo e a transparência
são valores fundamentais numa organização, começando no relacionamento entre colaboradores
e chefias, em que é de todo relevante que os colaboradores se sintam ouvidos, de forma a
pressentirem-se mais motivados e integrados na organização. Pois a comunicação interna
15
interactiva permite estabelecer novas relações de trabalho, não baseadas em normas e
regulamentos padronizados de mediação, mas na confiança.
Assim sendo, qualquer que seja a política de comunicação interna implementada numa
instituição, não deve ter como objectivo promover um produto, mas sim criar um sentimento de
pertença, que exprima uma preocupação individual e colectiva perante a envolvente interna e
externa.
No desempenho das suas funções, os chefes devem reflectir no que dizer, dirigir-se directamente
ao interessado, fazer sobressair as partes essenciais, dar razões, indicar os meios e prazos de
execução, estabelecer e respeitar as regras, não repreender em publico, materializar, sempre que
possível, os elogios, banir o favoritismo e evitar ressentimentos. É necessário, também, ter em
conta a questão de realização e de recompensa no trabalho, bem como, articular as expectativas
das pessoas em relação ao que a organização oferece para que possam alcançar seus objectivos e,
ao mesmo tempo, o que eles devem oferecer à organização.
A falta de comunicação interna eficaz numa organização pode provocar a desmotivação nos seus
funcionários. Caso o funcionário sinta-se desmotivado, ele poderá cultivar em si as seguintes
características:
Ø Apatia ou indiferença pelo trabalho;
Ø Fraca pontualidade e elevado índice de absentismo;
Ø Falta de cooperação na resolução dos problemas ou dificuldades; e,
Ø Auto demissão do funcionário.
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comportamentos sociais representados pelas pessoas denominadas participantes e não operários.
Na visão da escola neoclássica, as pessoas não trabalham para a empresa, mas sim, contribuem
para seus objectivos; elas não são pagas, mas recebem recompensas por sua contribuição.
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2.3.2. Abordagem comportamental
A abordagem comportamental, segundo Kwasnicka (2006, p.90), tornou-se popular a partir de
1951, com os resultados apresentados pela fundação Ford, que, preocupada em conhecer melhor
o comportamento dos indivíduos no ambiente de trabalho, financiou um programa de estudos de
seis (6) anos, finalizando com a criação da “Fundação para a Pesquisa em Comportamento
Humano”, por volta de 1952. Essa abordagem baseia-se na tese de que as pessoas se comportam
de modo a influenciar os processos e o modo de funcionamento da organizações à seu favor.
É uma ciência indutiva que focaliza o indivíduo e utiliza bases teóricas de outras ciências, tais
como a psicologia, sociologia, antropologia e a medicina.
Teve como principais pesquisadores: Chris Argyris; Frederick Herzberg; Elliot Jacques; Rensis
Likert; Douglas MacGregor; e Abraham Maslow.
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2.4. Modelo de análise
A boa comunicação permite Optimiza a satisfação das Lisboa Filho & Godoy (2006)
maior interacção entre os necessidades individuais e
diferentes níveis hierárquicos organizacionais;
da instituição, promovendo, Formação de grupos de
assim, a melhoria do ambiente trabalho estáveis; e
do trabalho e o aumento da Participação dos trabalhadores
motivação nos funcionários de na tomada de decisões.
base.
A prática contínua de uma Diálogo; e Almeida (2013)
comunicação interna aberta, Transparência.
abre espaço para o nascimento
ou surgimento de um forte
sentimento de pertença nos
funcionários e,
consequentemente, eles
passam a identificar-se com a
instituição.
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3. Metodologia
A metodologia significa, na sua essência, o estudo da organização, dos caminhos a serem
percorridos, para se realizar uma pesquisa ou um estudo, ou para se fazer ciência.
A realização deste trabalho contou com diversas etapas, nomeadamente: delimitação do tema, a
construção da problemática e das hipóteses, a definição dos objectivos gerais e específicos, a
justificativa, a revisão bibliográfica, e, finalmente, foi feita a recolha e apresentação de dados.
Para a realização do trabalho recorreu-se à quatro (4) tipos de pesquisa, agrupados em duas
categorias, nomeadamente: quanto a colecta de dados e quanto aos objectivos.
Quanto a colecta de dados recorreu-se a revisão bibliográfica, análise documental e o estudo de
caso. Segundo Marques et al (2006, p.55), a revisão bibliográfica é aquela cujos dados
secundários são obtidos mediante consulta feita nos livros, revistas, jornais, enciclopédias, etc.
Por outro lado, a análise documental consiste em exames e análises de documentos como actas,
ofícios, memorandos, cartas, acórdãos, projectos, mapas, contractos, fotografias, etc.
Assim sendo, para a realização do presente trabalho foram consultados livros físicos e virtuais,
bem como monografias que versam sobre o tema em estudo. Recorreu-se, também, a legislação
pertinente, artigos periódicos e relatórios oficiais sobre a Autoridade Tributária.
Outro tipo de pesquisa usado foi o de estudo de caso que, segundo Marques et al (2006, p.55),
consiste no estudo de determinados indivíduos, profissões, condições, instituições, grupos ou
comunidades, com a finalidade de obter generalizações.
Quanto aos objectivos a pesquisa é exploratória. Segundo Marques et al (2006, p.52) este tipo de
pesquisa tem como objectivo obter maior familiaridade com o problema para torná-lo explícito
ou a construir hipóteses. Assumindo a forma de pesquisa bibliográfica ou estudo de caso, pode
conter entrevistas, questionários, análise de exemplos, etc..
A realização do trabalho teve como base uma abordagem quali-quantitativa, pois houve uma
combinação das abordagens qualitativa e quantitativa, com mais enfâse na abordagem
qualitativa, onde o foco são as percepções mantidas pelos funcionários em relação à
comunicação interna e a motivação na instituição.
De acordo com Marque et al (2006, p. 38), a abordagem qualitativa é aquela que cujos dados não
são passíveis de serem matematizados. É uma abordagem usada nas ciências sociais e tem como
princípio norteador a verificação da ciência social em uma dada realidade. Para tal utilizam-se as
entrevistas, questionário aberto, observação, etc. como instrumentos de colecta de dados.
20
Por outro lado, a abordagem qualitativa é aquela cujos dados colectados podem ser
matematizados, ou seja, a análise é feita mediante tratamento estatístico. Utilizam-se como
instrumentos de colecta de dados os questionários fechados, testes padronizados de múltipla
escolha, etc.
Como instrumentos de recolha de dados utilizados para a realização do presente trabalho
destacam-se a observação, conversas informais e um questionário misto contendo, portanto,
perguntas abertas e fechadas. Com o questionário misto, pretendeu-se não apenas colher a
avaliação dos inquiridos sobre os tópicos apresentados, como também entender melhor seus
posicionamentos, por meio das explicações e comentários apresentados.
O questionário foi aplicado no dia 24 de Fevereiro de 2015, por ser uma época em que grande
parte dos funcionários se encontrar no trabalho.
Para a recolha de dados do trabalho foi seleccionada uma amostra não probabilística de 200
funcionários da AT, intencionalmente seleccionados. Para a selecção dessa amostra foram
considerados factores como tempo de serviço, tendo sido seleccionados funcionários com dois
(2) ou mais anos de serviço; e o nível hierárquico, tendo sido seleccionados funcionários que não
exercem nenhum cargo de direcção e chefia.
No processo de análise e interpretação de dados fez-se um cruzamento entre as referências
teóricas e conceptuais que orientam a pesquisa e os dados do inquérito efectuado, como forma de
verificar se as informações recolhidas correspondem aos resultados esperados pela hipótese.
Recorreu-se a análise temática categorial que permitiu a categorização de dados qualitativos para
o tratamento metódico e rigoroso dos dados contidos nos questionários, organizados em
categorias temáticas.
Partindo das características do estudo pretendido, optou-se por utilizar o método indutivo, no
qual o conhecimento parte de uma situação particular para a obtenção de conclusões.
21
4. Estudo de caso
4.1. Apresentação da instituição
De acordo com o artigo 4 da lei 1/2006 de 22 de Março, A AT é um órgão do Aparelho do
Estado com autonomia administrativa, tutelado pelo Ministro que superintende a área das
Finanças.
A Autoridade Tributária foi criada em 2006, através da lei 1/2006 de 22 de Março. A sua criação
visava, essencialmente, agregar duas instituições autónomas, mas que se complementavam: a
Direcção Geral de Impostos e a Direcção Geral das Alfândegas. Além dessas direcções, a AT
conta com outros órgãos, nomeadamente: Conselho Superior Tributário; o Presidente da
Autoridade Tributária; o Conselho Directivo, a Direcção Geral dos Serviços Comuns; o Gabinete
do Controlo Interno; e, O Gabinete do Planeamento, Estudos e Cooperação Internacional.
Segundo a alínea 2, artigo 13, do Decreto 9/2010 de 15 de Abril, a estrutura a nível central
integra, ainda, o Gabinete de Comunicação Interna e o Gabinete do Presidente, que equiparam-se
a Direcções de Serviço. (Vide anexo 1)
De acordo com o Diploma Ministerial 213/2010 de 01 de Dezembro, no que se refere ao quadro
do pessoal a AT conta com cerca de 4.900 funcionários, de diferentes categorias, espalhados por
todo o território nacional. Desse número, 468 ocupam cargos de Chefia e de Direcção e os
restantes 4432 exercem as diferentes carreiras profissionais da instituição. (vide anexo 2)
4.1.1. Atribuições da AT
22
4.1.2. Objectivos da AT
4.1.3. Visão da AT
4.1.4. Missão da AT
23
4.2.2. Tempo de Serviço
Dos 200 (duzentos) funcionários inquiridos, 110 (cento e dez), equivalente a 55% têm um tempo
de serviço igual ou superior a 2 (dois) anos e não superior a 10 (dez) anos1; e os restantes 90
(noventa) funcionários, equivalente a 45% têm um tempo de serviço superior a 10 (dez) anos.
1
Os funcionários que estão a mais de 10 anos são aqueles que antes da criação da AT trabalharam ou na DGA, ou
na DGI. Com a criação da AT os funcionários dessas direcções foram enquadrados nas diversas carreiras e
categorias da AT.
24
ou expulsão; prática de uma comunicação ineficaz, por parte da AT; má liderança nos sectores
em que se encontram a desempenhar suas tarefas; falta de respeito para com os funcionários;
falta de consideração dos funcionários; boa proposta salarial por parte d’outra instituição; e, a
perda de direitos instituídos por lei.
[Link]. Porquê?
Os funcionários que se sentem motivados em trabalhar na AT, justificaram que se deve ao facto
de existir bom ambiente de trabalho; existe espaço para o desenvolvimento profissional,
desenvolvimento intelectual e social; existe abertura para o diálogo, ou seja, há abertura para
apresentar ideias que possam ajudar na resolução de um problema de trabalho; há espaço para o
debate de ideias entre os funcionários e os chefes. Outros argumentaram que se sentem
motivados por trabalhar na AT devido ao pacote remunerativo atractivo; devido a possibilidade
de progressão profissional; e, pelo facto de gozarem de todos os direitos plasmados no EGFAE.
25
Por outro lado, os funcionários que disseram não se sentirem motivados por trabalhar na AT
pois, consideram que, no sector em que se encontram, existir um mau ambiente de trabalho; falta
de abertura para o diálogo, por parte dos chefes.
4.2.6. Quais são os canais de comunicação usados com maior frequência para se
comunicar com os chefes?
170 (Cento e Setenta) funcionários, equivalente a 85%, responderam que utilizam-se, com
frequência, canais formais de comunicação interna. Os restantes 30 (Trinta), equivalente a 15%,
responderam que utilizam-se mais os canais informais.
4.2.7. Quais são os meios de comunicação usados com mais frequência para transmitir uma
informação?
Do total dos funcionários inquiridos, 80 (oitenta), correspondente a 40%, responderam que usa-
se com frequência as circulares, 50 (cinquenta), correspondente a 25%, responderam são usados
as reuniões, 40 (quarenta), equivalente a 20%, responderam que se recorre ao correio electrónico,
os restantes 30 (trinta) funcionários, equivalente a 15%, responderam que são utilizadas as visitas
de direcção aos postos de trabalho, os encontros casuais e a política de portas abertas.
26
Gráfico 5: Meios de comunicação
A internet, a intranet e o correio electrónico representam os meios formais modernos usados pela
AT. A instituição dispõe de uma página Web - [Link] - que pode ser acessada por
qualquer pessoa e em qualquer lugar. A gestão e actualização dessa página está sob
responsabilidade do Gabinete de comunicação e Imagem em articulação com a DTIC, e, sempre
que possível, divulga os acontecimentos da AT através da internet.
No âmbito do uso das TICs, a AT conta com um sistema de informação integrado, que apoia-se
na internet e na intranet. Com o uso desse sistema todas as informações da AT passaram a estar
centradas num servidor geral/base de dados.
27
Gráfico 6: opinião dos funcionários sobre a comunicação interna
[Link]. Porquê?
Os 85% dos funcionários inqueridos na AT consideram a comunicação interna eficaz porque as
mensagens transmitidas são de fácil percepção e, os canais de comunicação usados fazem com
que a informação flua de forma ágil e no tempo real, ou seja, a informação não leva muito tempo
para ser do conhecimento dos funcionários e, são eles os primeiros a saber dos assuntos
relacionados com a AT e não o público externo. Outro factor é a existência de abertura de
comunicação entre eles e os chefes, o que permite com que haja maior interacção entre as
diferentes estruturas hierárquicas da instituição e, consequentemente, há maior possibilidade de
propor soluções para uma determinada situação.
Para os restantes 15% dos funcionários inqueridos, a comunicação interna da AT é ineficaz
porque opta-se mais pelo uso dos canais formais de comunicação, em detrimento dos canais
informais. Segundo eles, o uso de canais formais de comunicação inibe o fluxo livre de
informação entre os diferentes níveis hierárquicos da instituição.
28
Grafico 7: Opinião dos funcionários sobre a importancia da CI na AT
[Link]. Porquê?
Quanto a essa questão os funcionários se justificaram dizendo que sem comunicação não haveria
motivação pois não se sentiriam reconhecidos e valorizados; caso não fossem informados sobre
as acções levadas a cabo pela AT poderiam ficar frustrados; a comunicação interna é o melhor
meio de interacção entre os funcionários e os chefes; comunicação forma a consciência dos
funcionários; e pelo facto de através da comunicação os funcionários ficam a par das actividades
da AT.
29
Ø Manutenção de um bom relacionamento com o público interno e externo, bem como a
garantia de imagem institucional sólida e coesa, via divulgação de informações correctas
em momento oportuno; e
Ø Informar aos funcionários da AT, sobre as mudanças estruturais, metas, benefícios e
outros aspectos relacionados com as questões organizacionais, para que se sintam
valorizadas como membros e parte integrantes desta Organização, e reconheçam que a
AT está a cumprir com a obrigação de informar-lhes sobre as actividades desenvolvidas,
incrementando deste modo a sua motivação e o seu cometimento institucional.
No acto do processo de comunicação vários são os canais e meios de comunicação utilizados. Os
canais de comunicação representam os caminhos por onde passam as mensagens e podem ser
formais ou informais.
Segundo os funcionários inquiridos, a comunicação interna na AT é feita por diferentes canais e
meios, sejam eles formais ou informais. Para Dubrin (2001), os canais formais são os caminhos
oficiais para o envio de informações dentro e fora da empresa, tendo como fonte de informação o
organograma que indica os canais que a mensagem deve seguir.
Na comunicação formal utilizam-se meios como boletins, jornais, reuniões, memorandos
escritos, circulares, a internet, o correio electrónico, quadros de aviso tradicionais e informativos.
Ela ocorre dentro da estrutura formal da cadeia de comando e assume, normalmente, a forma
escrita. A comunicação formal tem por base a estrutura funcional de onde emana um modelo
formal de comunicações escritas e orais.
Já a comunicação informal, segundo Dubrin (2001), constitui todo o tipo de relação social entre
as pessoas da organização. Para o mesmo autor, existem dois (2) importantes canais informais,
nomeadamente: a rádio corredor e os encontros casuais. Além desses, existem outros meios
como, as visitas de direcção e a política de portas abertas.
Quando questionados sobre quais os canais de comunicação usados com maior frequência para
se comunicar com os chefes, 85% dos funcionários inquiridos responderam que se tem utilizado
apenas canais formais de comunicação, e os restantes 15% responderam que utiliza-se canais
informais.
Os funcionários que responderam que AT utiliza canais formais destacam as reuniões, a internet,
a intranet, o correio electrónico e as circulares como meios de uso frequente.
30
As reuniões, segundo Sanchez (2006, p.88), se usadas adequadamente, podem fortalecer a
confiança e as relações; permite feedback de imediato; facilita o entendimento comum; permite
avaliar as respostas apenas pelo olhar; permitem que pessoas do mesmo grupo de trabalho, com
objectivo comum, aproveitem as capacidades e ideias dos participantes e chegar a um consenso
relativamente a tomada de decisão. Elas servem para dar ou recolher informações sobre assuntos
que afectam todos os trabalhadores; serve para apresentar resultados, resolver problemas, tomar
decisões, bem como, convencer ou levar a aceitar uma ideia. Se uma reunião for usada de forma
correcta, poderá fortalecer a confiança e as relações entre os chefes e os seus funcionários,
contudo, ela exige preparação, planeamento e tempo.
A circular representa outro meio formal de difusão de mensagens na AT. Ela representa toda
comunicação reproduzida através de cópias, ou outros exemplares de igual teor expedidas à
diferentes pessoas, órgãos ou entidades e serve, essencialmente, para dar informação sobre
mudança na organização. É destinada a um público genérico e é utilizada quando há necessidade
de se enviar a mesma informação, como por exemplo avisos, ordens ou instruções, para vários
destinatários.
Através da circular as instituições transmitem determinações uniformes a toda uma classe de
servidores a elas subordinados. Ao nível da AT, cabe ao GCI em articulação com outros sectores
relevantes, conforme o caso, elaborar e distribuir, sempre que necessário, as circulares. A
elaboração de circulares visa manter os funcionários informados dos acontecimentos internos2.
Nelas constam os principais aspectos de interesse para os funcionários e o funcionamento
institucional.
A internet, a intranet e o correio electrónico representam os meios formais modernos usados pela
AT. Segundo Sanchez (2006, p.80), a internet, a intranet e o correio electrónico permitem a
ampliação e o aceleramento do processo de comunicação, além do desenvolvimento pessoal e
redução de alguns ruídos e barreiras.
A AT dispõe de uma página Web - [Link] - que pode ser acessada por qualquer pessoa e
em qualquer lugar. A gestão e actualização dessa página está na responsabilidade do Gabinete de
comunicação e Imagem em articulação com a DTIC, e, sempre que possível, divulga os
acontecimentos da AT através da internet.
2
Estratégia de Comunicação e Imagem da Autoridade Tributária de Moçambique
31
A página web constitui um meio de grande importância pois, a partir dessa página pode-se
armazenar por muito tempo e difundir de forma rápida informações sobre eventos e realizações
relacionadas com a AT, comunicados de imprensa, divulgar a vida da instituição e outros
aspectos relevantes de interesse nacional e internacional etc.
O uso de uma rede interna, ou seja, da intranet, segundo Pinho (2003), citado por Sanchez
(2006), permite a comunicação entre os colaboradores por meio do correio electrónico, bem
como, o acesso e consulta de informações técnicas e comerciais. Além disso, oferece segurança
na transmissão de informações sigilosas; melhoria das comunicações internas, pois proporciona
uma comunicação rápida entre os colaboradores; permite que as informações sejam transmitidas
a tempo real, ou seja, no momento em que ela ocorre. Outra vantagem tem a ver com a redução
dos custos de distribuição, de ruídos e barreiras de comunicação; Maior participação e interacção
entre as diversas áreas departamentais que compõem a AT.
A AT conta com um sistema de informação integrado. Esse sistema apoia-se na internet e na
intranet. Com o uso desse sistema todas as informações da AT passaram a estar centradas num
servidor geral/base de dados.
O sistema integrado é de extrema importância para a Autoridade Tributária pois permite o
processamento de todas as informações da AT de forma rápida e precisa; permite que se
armazene grande quantidade de informação numa base de dados; permite, também, uma
comunicação rápida entre os diversos computadores da AT; reduz a sobrecarga de informações;
expande fronteiras; e aumenta a capacidade de interacção entre as várias direcções e
departamentos que compõem a AT.
Os restantes 15% dos funcionários que responderam que a comunicação interna é feita usando
canais informais dizem que os meios mais usados são as visitas de direcção, a política de portas
abertas e os encontros casuais.
Ao nível da AT as visitas da direcção aos postos de trabalho, a política de portas abertas e os
encontros casuais (não programados) constituem práticas que rompem barreiras físicas e
psicológicas entre a direcção e os funcionários. Os meios supracitados representam um canal de
informação eficiente pois, além das reuniões formais, muitas informações valiosas são colectadas
nesse tipo de encontros. As redes de transmissão funcionam de maneira informal e não
necessariamente hierarquizada, nas quais os consumidores da informação são, com frequência,
seus próprios geradores e emissores.
32
Esses meios possibilitam a interactividade entre os diferentes níveis da hierarquia da AT e tem o
poder de recuperar, para os funcionários, a possibilidade de diálogo, devolvendo-o à sua própria
condição ética.
Segundo Dubrin (2001), os encontros casuais, ou seja, não programados, entre os superiores e
empregados podem representar um canal de informação eficiente. Isso porque, além das reuniões
formais, muitas informações valiosas podem ser colectadas nesses encontros. A alta direcção,
preocupados com a comunicação interna, utilizam desses canais sem preconceito, colectando
informações que os ajudam na tomada de decisões importantes.
33
Figura 1: Organograma Geral da AT
Fonte: [Link]
34
compartilhem informações com os superiores e estimula a participação e compromisso de todos
numa só causa, que é a missão da AT.
Outra forma de comunicação que tem sido frequente na AT é a comunicação horizontal. Através
dela, elementos de diferentes grupos de trabalho, ao mesmo nível hierárquico, interagem e
cooperam entre si.
Caracterizada pela comunicação com os pares, entre os sectores, departamentos, situando-se,
quase sempre, no campo informal, a comunicação horizontal estabelece-se entre os elementos de
um grupo de trabalho ou entre elementos de grupos de trabalhos diferentes, ao mesmo nível
hierárquico. Visa estabelecer uma comunicação entre as pessoas sem qualquer relação
hierárquica, proporcionando assim uma cooperação eficaz e coordenação horizontal, pois
diminui as fronteiras criadas muitas vezes na divisão do trabalho
Dos 200 funcionários inquiridos, 150, ou seja, 75%, sentem-se motivados por trabalharem na
AT, pois, além do pacote remunerativo atractivo, consideram a comunicação interna eficaz.
Segundo Curvelo (2008), para que a comunicação interna do sector público seja classificado
como sendo eficaz deve contribuir para atribuir sentido a vida organizacional; deve buscar o
equilíbrio entre as necessidades da organização e as de seus principais públicos; e, também, deve
mobilizar todos os membros da organização para uma cultura de diálogo.
Por outro lado Eisenber e Goodall (1997), referem que a comunicação eficaz com os
subordinados tem pelo menos 4 características: é aberta, dá suporte no desempenho das tarefas, é
motivadora e confere autonomia e autoridade.
Os 75% dos funcionários inquiridos na AT consideram a comunicação interna eficaz, porque as
mensagens transmitidas são de fácil percepção; e os canais de comunicação usados fazem com
que a informação flua de forma ágil e no tempo real, ou seja, a informação não leva muito tempo
para ser do conhecimento dos funcionários e, são eles os primeiros a saber dos assuntos
relacionados com a AT e não o público externo. Outro factor é a existência de abertura de
comunicação entre eles e os chefes, o que permite com que haja maior interacção entre as
diferentes estruturas hierárquicas da instituição e, consequentemente, há maior possibilidade de
propor soluções para uma determinada situação.
35
Ao nível da AT existem grupos profissionais de trabalho. Esses grupos foram criados para
facilitar a comunicação entre os funcionários especializados em certas matérias. Cada um dos
membros pertencentes aos grupos profissionais tem a liberdade de propor soluções sobre uma
determinada situação, relacionada à sua área profissional.
A existência de uma rede interna (intranet) e do email corporativo é, também, considerado um
dos factores importantes que faz com que a comunicação interna seja eficaz, pois, esses meios
maximizam e flexibilizam a comunicação.
Para os restantes 25% dos funcionários inquiridos, a comunicação interna da AT é ineficaz.
Segundo Stoner e Freeman (1999), existem 4 factores que influenciam a eficácia da comunicação
nas organizações, nomeadamente: canais formais da comunicação, estrutura de autoridade,
especialização do trabalho e a propriedade da informação.
Para esses funcionários a comunicação interna é ineficaz porque opta-se mais pelo uso dos canais
formais de comunicação, em detrimento dos canais informais. Segundo eles, o uso de canais
formais de comunicação inibe o fluxo livre de informação entre os diferentes níveis hierárquicos
da instituição.
O facto supracitado faz com que eles se sintam desmotivados, pois, não há espaço para eles
apresentarem aquilo que são as suas ideias e opiniões. Consequentemente, se sentem, apenas,
simples executores das decisões tomadas pelos chefes e não parte activa do processo de tomada
de decisão.
Todos os funcionários inquiridos, ou seja, 100%, consideram que uma comunicação interna
eficaz é uma importante ferramenta de manutenção dos funcionários.
Contudo, só os funcionários que responderam que a comunicação interna é eficaz consideram
que além do salário, o bom sistema de comunicação da instituição é factor para a sua
manutenção. Para eles uma boa comunicação interna permite com que se sintam motivados, pois
sentem-se reconhecidos e valorizados pela instituição. A comunicação interna faz com que eles
tenham um entendimento comum dos valores, missão e objectivos da AT, facto que os torna
mais engajados, motivados, e comprometidos com a instituição.
36
Para Myers e Myers, Brault e Villafañe, citados por Almeida (2013), o diálogo e a transparência
são valores fundamentais numa organização, começando no relacionamento entre colaboradores
e chefias, em que é de todo relevante que os colaboradores se sintam ouvidos, de forma a
pressentirem-se mais motivados e integrados na organização. Pois a comunicação interna
interactiva permite estabelecer novas relações de trabalho, não baseadas em normas e
regulamentos padronizados de mediação, mas na confiança.
Os restantes 25% dos funcionários, que consideram a comunicação interna ineficaz, afirmam que
o que mais lhes motiva a continuar na AT é o facto de existir um pacote remunerativo atractivo;
outro factor é a possibilidade de progressão na carreira; por último, o facto de gozarem de todos
os direitos plasmados no EGFAE. Esses funcionários afirmaram que seriam capazes de trocar a
AT por uma outra instituição que ofereça o mesmo pacote remunerativo, mas que o sistema de
comunicação interna seja menos formal e burocrática, e que permita maior interacção com os
chefes.
Segundo Brum (2000), citado por Sanchez (2006, p.79), a comunicação precisa estimular
positivamente os sentidos dos funcionários, permitindo que a empresa estabeleça com eles
relacionamentos saudáveis, duradouros e, sobretudo, produtivos. Pois, a comunicação interna
ocupa uma posição estratégica a nível organizacional e coadjuva os colaboradores a reterem os
objectivos, envolvendo-os no seu projecto, proporcionando-lhes uma acção participativa com um
maior envolvimento com a cultura organizacional.
De acordo com Chiavenato (1999), citado por Lisboa Filho e Godoy (2006), a melhor
organização é aquela que optimiza a satisfação das necessidades individuais e organizacionais
através da formação de grupos de trabalho estáveis e participação dos trabalhadores na tomada
de decisões, boas comunicações e supervisão expressiva, estruturas não burocráticas que
funcionam mais pela colocação de objectivos do que através da hierarquia.
37
5. Conclusão e recomendações
5.1. Conclusão
Ao elaborar-se o presente trabalho procurou-se trazer o relacionamento entre comunicação
interna e manutenção dos funcionários na Autoridade Tributária de Moçambique. Para tal
levantou-se a seguinte questão: como é que a comunicação interna pode influenciar na
manutenção dos funcionários na AT?
Para responder essa questão foram levantadas 3 (três) hipóteses, que através do trabalho de
recolha de dados, socorrendo-se dos métodos de observação, das conversas informais e do
questionário misto, foi possível comprová-las, nomeadamente: o uso de canais informais de
comunicação permite maior interacção entre os diferentes níveis hierárquicos da instituição,
promovendo, assim, a melhoria do ambiente do trabalho e o aumento da motivação nos
funcionários de base; a prática contínua de uma comunicação interna aberta, abre espaço para o
nascimento ou surgimento de um forte sentimento de pertença nos funcionários e,
consequentemente, eles passam a identificar-se com a instituição; a comunicação interna ineficaz
e o excessivo uso de canais formais de comunicação inibem o debate e apresentação de ideias
dos funcionários abrindo, assim, espaço para o desligamento dos funcionários com a instituição.
Para os funcionários da AT a CI é uma importante ferramenta para a melhoria do ambiente de
trabalho, para o aumento da motivação e, para a manutenção dos funcionários, conforme o
gráfico 7, onde, se vê que todos os funcionários inqueridos partilham dessa opinião. Contudo,
eles encontram-se divididos quanto a eficácia da CI praticada na AT, existindo, assim,
funcionários que consideram a CI da AT eficaz e outros não.
Para 85% dos funcionários inqueridos na AT a comunicação interna é eficaz porque as
mensagens transmitidas são de fácil percepção e, os canais de comunicação usados fazem com
que a informação flua de forma ágil e no tempo real, ou seja, a informação não leva muito tempo
para ser do conhecimento dos funcionários e, são eles os primeiros a saber dos assuntos
relacionados com a AT e não o público externo. Outro factor é a existência de abertura de
comunicação entre eles e os chefes, o que permite com que haja maior interacção entre as
diferentes estruturas hierárquicas da instituição e, consequentemente, há maior possibilidade de
propor soluções para uma determinada situação.
38
Para os restantes 15% dos funcionários inqueridos, a comunicação interna da AT é ineficaz
porque opta-se mais pelo uso dos canais formais de comunicação, em detrimento dos canais
informais.
5.2. Recomendações
Como forma de garantir a manutenção, na totalidade, dos seus funcionários é necessário que a
AT melhore o sistema de comunicação interna, de modo a torná-la eficaz e eficiente. Para tal, é
necessário que:
Ø Se opte pelo uso de meios de comunicação interna informal, pois, permitirá com que a
comunicação seja contínua e os funcionários se sentam parte importante da instituição;
Ø Se invista mais nas TICs de fácil uso, como forma de obter uma comunicação eficaz e
eficiente com os seus funcionários;
Ø Se invista na formação dos seus funcionários em matéria de comunicação interna;
Ø Se incuta nos funcionários que exercem cargos de chefia e de direcção sobre a
importância estratégica que a comunicação interna representa para o alcance dos
objectivos da instituição e, também, para a manutenção dos seus funcionários;
Ø Antes de se dar início a uma campanha de comunicação interna, é importante que se
tenha conhecimento sobre: o ambiente d’onde o funcionário provém; como os
funcionários pensam, agem, reagem e trabalham; suas necessidades e desejos, ou seja, é
necessário conhecer a fundo o público interno; e
Ø No acto da comunicação com os funcionários, os titulares de cargos de chefia devem
reflectir no que vão dizer; dirigir-se directamente ao interessado; não repreender em
público; materializar, sempre que possível, os elogios; banir o favoritismo e evitar
ressentimentos.
Ao adoptar essas medidas, a AT além de manter os seus funcionários, irá garantir o feedback
constante dos seus funcionários; irá perguntar de forma directa aos seus funcionários sobre quais
os pontos negativos da instituição e o que deve-se fazer para melhorar; irá incentivar a troca de
ideias entre os chefes e os funcionários; criará oportunidades para que os funcionários
implementem suas ideias.
39
6. Referência Bibliográfica
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Colaboradores. 2013.
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Janeiro: Campus, 2001.
Legislação
Lei 1/2006 de 22 de Março. Lei que cria a Autoridade Tributária.
Diploma Ministerial 213/2010 de 01 de Dezembro. Aprova o Quadro de Pessoal da Autoridade
Tributária de Moçambique.
Decreto 9/2010 de 15 de Abril. Aprova o Estatuto Orgânico da Autoridade Tributária de
Moçambique.
Estratégia de Comunicação e Imagem da Autoridade Tributária de Moçambique, 2014.
41
APÊNDICE 1– Questionário aplicado aos funcionários da AT
1. Sexo
( ) Masculino ( ) Feminino
2. Idade
3. Tempo de Serviço
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
42
6. Considera a comunicação interna e/ou eficiente?
( ) Sim ( ) Não
6.1. Porquê?
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
____________________________________________________________________________
7. Quais são os Canais de Comunicação usados com frequência para se comunicar com
chefes?
( ) Formais ( ) Informais
8. Quais são os meios de comunicação usados com mais frequência para transmitir
uma informação?
( ) Sim ( ) Não
9.1. Justifique
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
43
________________________________________________________________________
10.1. Porquê?
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
________________________________________________________________________
44
ANEXO 3 – Estratégia de comunicação e imagem da AT
48
Introdução
A elaboração da presente estratégia de Comunicação e Imagem da Autoridade Tributária de Moçambique (AT) centrou-se
na crença de que um bom investimento na imagem contribui para que uma instituição se destaque no meio em que está
inserida, acreditando que é através da imagem que se estabelece o primeiro contacto com o utente, contribuinte e o
público em geral.
Acreditamos pois, ser imprescindível desenvolver uma identidade visual e corporativa atraente e tradicional, que associada
a veiculação de informações relevantes e de forma adequada e oportuna, constituirão o conjunto de atributos
imprescindíveis para que a instituição continue especial, impar e sólida.
Pretende-se com a presente estratégia, que a identidade corporativa da AT traduza-se e manifeste-se de todas as
maneiras, na sua interacção com o público (interno e externo), no ambiente de atendimento e tratamento aos utentes e
contribuintes, na forma como se apresentam os seus profissionais (aprumo, crachá de identificação, simpatia e prontidão),
no seu material impresso, no seu nome, na frota de transporte, entre outros aspectos, que irão contribuir para criação de
toda uma imagem visual a ser utilizada.
Nestes termos, e de forma a materializar as atribuições do Gabinete de Comunicação e Imagem plasmadas nos artigos 29 e
30 do Estatuto Orgânico da AT, aprovado pelo Decreto nº 9/2010, de 15 de Abril, apresenta-se a seguinte estratégia de
Comunicação e Imagem:
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Matriz de actividades do GCIm para 2014
50
de produção da Boletim Informativo; interno em especial
8. Divulgar a vida da instituição e outros aspectos Divulgar os acontecimentos
Sempre que
relevantes de interesse nacional e internacional através relevantes da AT ao público GCIm
necessário
de outras formas de comunicação; interno
9. Envolver os média nos eventos da AT e garantir a Sempre que
Divulgar as realizações GCIm
divulgação nos órgão de Comunicação Social; necessário
10. Participar activamente no processo de actualização da Divulgar acontecimentos na AT GCIm em articulação
Semanal
página Web da AT; através da internet com a DTIC
11. Produzir painéis publicitários (outdoors) e colocar nas Divulgar os serviços e os Sempre que
GCIm
principais vias e outros aglomerados populacionais produtos da AT necessário
12.
ÁREA DE EDUCAÇÃO FISCAL E ADUANEIRA E ASSISTÊNCIA AO CONTRIBUINTE
13. Garantir a continuidade da Campanha denomina “Todos
Juntos Fazemos Moçambique” mediante a criação e
Alargar a base tributária Diário GCIm
exibição de reportagens, debates, entrevistas e spots
televisivos, radiofónico e pela imprensa escrita.
14. Facilitar a compreensão do
Produzir manuais, brochuras, panfletos, cartazes e
sistema tributário e promover Trimestral GCIm
bandas desenhadas sobre educação fiscal
a cidadania fiscal
15. Produção/criação, encenação e exibição de peças de
Incentivar e promover a
educação fiscal e aduaneira, através de grupos musicais Trimestral GCIm
cidadania fiscal
e teatrais.
16. Realizar eventos desportivos para a popularização do
Incentivar e promover a
imposto, tendo em vista o fortalecimento da cidadania Trimestral GCIm
cidadania fiscal
fiscal.
17. Formar educadores fiscais – formadores e GCIm em articulação
Incentivar a continuidade da
disseminadores – por província, entre líderes Semanal com os Delegados
promoção da cidadania fiscal
comunitários e agentes económicos. Provinciais
18. Disseminar matérias fiscais e aduaneiras, mediante Incentivar e promover a Semanal GCIm em articulação
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seminários, palestras e road-shows, junto das cidadania fiscal e garantir a com os Delegados
Associações Juvenis, ONGs, Líderes Comunitários, continuidade nas acções de Provinciais
Administradores Distritais, Membros dos Conselhos educação fiscal
Consultivos Distritais, Órgãos Municipais, responsáveis
pelos mercados e outros interlocutores válidos.
19. Expandir os BACs para as restantes 8 províncias e GCIm em articulação
Facilitar o serviço de 3º Trimestre de
garantir a afectação de funcionários da AT nos BAUs para com os Delegados
atendimento ao contribuinte 2011
efeitos de prestação de informação e registo fiscal. Provinciais
20. Criar uma unidade central, via telefone, de assistência ao Facilitar o serviço de
3º Trimestre de
contribuinte e expandir os serviços a outros locais aonde atendimento ao contribuinte e GCIm com DCI
2011
estes não existem. facilitar denúncias.
21. Actualizar a brochura contendo as perguntas mais Facilitar o serviço atendimento
Semestral GCIm/IFPFT
frequentes e assistência a contribuinte
Estas acções visam dar resposta aos actuais desafios desta instituição, que se prendem fundamentalmente com seguinte:
· Manutenção de um bom relacionamento com o público interno e externo, bem como a garantia de imagem
institucional sólida e coesa, via divulgação de informações correctas em momento oportuno;
· Informar aos funcionários da AT, sobre as mudanças estruturais, metas, benefícios e outros aspectos relacionados
com as questões organizacionais, para que se sintam valorizadas como membros e parte integrantes desta
Organização, e reconheçam que a AT está a cumprir com a obrigação de informar-lhes sobre as actividades
desenvolvidas, incrementando deste modo a sua motivação e o seu cometimento institucional.
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Considerando ainda que o funcionário é uma espécie de relações públicas e disseminador fiscal, em cada local de trabalho
e junto a comunidade onde vive, é importante que este esteja devidamente informado sobre a vida da instituição para a
correcta e pontual implementação dos planos da instituição e projecção externa da missão, visão e valores da AT.
Nestes termos, e mais concretamente os fundamentos desta estratégia assentam no Plano Estratégico 2011 – 2014 da
Autoridade Tributária de Moçambique.
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