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Agentes Abioticos PDF

Este documento fornece informações sobre a Operação 8.1.3 do PDR2020, que apoia investimentos na prevenção e controlo de agentes bióticos e abióticos em florestas. Detalha as espécies florestais apoiadas, agentes bióticos nocivos e ações de controlo elegíveis, bem como os requisitos de área mínima de intervenção, delimitação de polígonos de investimento e elegibilidade geográfica e dos beneficiários.

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Este documento fornece informações sobre a Operação 8.1.3 do PDR2020, que apoia investimentos na prevenção e controlo de agentes bióticos e abióticos em florestas. Detalha as espécies florestais apoiadas, agentes bióticos nocivos e ações de controlo elegíveis, bem como os requisitos de área mínima de intervenção, delimitação de polígonos de investimento e elegibilidade geográfica e dos beneficiários.

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Op 8.1.

3 Prevenção da floresta contra agentes bióticos e abióticos


(Agentes bióticos – escala territorial relevante)
Perguntas Frequentes

Enquadramento
A Operação 8.1.3 - Prevenção da floresta contra agentes bióticos e abióticos” do PDR2020
destina-se a apoiar investimentos na prevenção e controlo de agentes bióticos nocivos ou
abióticos, quer ao nível das explorações florestais, quer ao nível de intervenções com escala
territorial
No caso do anúncio 04/813/2019, que se encontra a decorrer, os investimentos visam apoiar
intervenções na prevenção e controlo de agentes bióticos nocivos relevantes, em povoamentos
florestais.
A informação relativa a esta Operação está disponível no site do PDR2020.

1. Quais são as espécies florestais, os agentes bióticos nocivos e as ações de controlo,


monitorização e prevenção apoiadas no âmbito da Operação?

Sistema florestal Agente biótico Intervenção (Despesa)

Identificação de árvores com sintomas


Instalação e monitorização de armadilhas
Nemátodo da
madeira do Recolha de amostras e realização de análises
pinheiro e seu laboratoriais
inseto vetor
Abate e eliminação no local de árvores afetadas
Identificação de árvores com sintomas
Pinheiro bravo Escolitídeos Instalação e monitorização de armadilhas
Abate e eliminação no local de árvores afetadas
Identificação de árvores com sintomas
Instalação e monitorização de armadilhas
Processionária do
pinheiro Tratamentos fitossanitários - Silvicultura
preventiva
Tratamentos fitossanitários - Químicos
Sugador das pinhas Tratamentos fitossanitários - Químicos
Instalação e monitorização de armadilhas

Pinheiro manso Tratamentos fitossanitários - Silvicultura


Lagarta das pinhas
preventiva

Identificação de árvores com sintomas


1
Instalação e monitorização de armadilhas
Processionária do
pinheiro Tratamentos fitossanitários - Silvicultura
preventiva
Tratamentos fitossanitários - Químicos
Identificação de árvores com sintomas
Plátipo Instalação e monitorização de armadilhas
Abate e eliminação no local de árvores afetadas
Recolha de amostras de solo e realização de
Cobrilha da cortiça análises laboratoriais
Sobreiro e
Tratamento do solo - Fertilização/Correção do solo
Azinheira *
Recolha de amostras de solo e realização de
análises laboratoriais

Fitóftora Tratamentos fitossanitários - Químicos


Tratamento do solo - Fertilização/Correção do solo
Tratamento do solo – Instalação de pastagens
Vespa das galhas
Tratamentos fitossanitários - Biológicos
do castanheiro
Identificação de árvores com sintomas
Recolha de amostras de solo e realização de
análises laboratoriais
Abate e eliminação no local de árvores afetadas
Fitóftora
Adensamentos (Sementeira/Plantação)
Tratamentos fitossanitários - Químicos
Castanheiro
Tratamento do solo - Fertilização/Correção do solo
Tratamento do solo - Instalação de pastagens
Identificação de árvores com sintomas
Recolha de amostras e realização de análises
Cancro do laboratoriais
castanheiro Abate e eliminação no local de árvores afetadas ou
partes de árvores afetadas
Tratamentos fitossanitários - Biológicos
Gorgulho do
Tratamentos fitossanitários - Químicos
eucalipto
Identificação de árvores com sintomas
Eucalipto
Cancro do Recolha de amostras e realização de análises
eucalipto laboratoriais
Abate e eliminação no local de árvores afetadas

2
(*) No caso de povoamentos mistos, as intervenções incidem na espécie dominante (mais de
50% de coberto)

Para cada uma das intervenções consideradas, existem especificidades em termos de


calendarização, execução e pareceres necessários que devem ser consultadas na OTE N.º
103/2019.
Devem ser devidamente tidas em conta as condicionantes às intervenções identificadas no
ponto 2.4.1 da OTE N.º 103/2019.

2. Quem pode beneficiar dos apoios?


Pessoas singulares ou coletivas, de natureza pública ou privada, e as entidades gestoras de
baldios, detentoras de espaços florestais. Podem ainda beneficiar dos apoios as autarquias locais
e respetivas associações e as Organizações de Produtores Florestais (OPF).
O beneficiário deve ser o detentor do espaço florestal na qualidade de proprietário,
usufrutuário, superficiário, arrendatário ou quem, a qualquer título, for possuidor ou detenha a
administração dos terrenos que integram os espaços florestais onde incidem os investimentos
a apoiar objeto da candidatura, através de contrato ou instrumento equivalente (válido por um
período mínimo de 5 anos, contando a partir da data de autenticação do termo de aceitação)
ou deter a administração/gestão dos referidos espaços florestais para proceder à apresentação
e execução da candidatura.

3. Qual é a área geográfica elegível?


As freguesias com áreas de prioridade de intervenção Muito Elevada, Elevada ou Moderada,
conforme listagem constante no Anexo I do Anúncio n.º 04/Operação 8.1.3/2019.

4. Qual é a área de intervenção elegível?


Considerando que o Anúncio n.º 04/8.1.3/2019 está aberto para as intervenções com Escala
Territorial Relevante, a área mínima elegível é de 750 ha ou 100 ha, mediante a tipologia do
beneficiário, não sendo necessário que esta área seja contínua ou contígua.

Área Escala Territorial relevante


mínima (Artigo 3º-A da Portaria n.º 134/2015, de 18 de maio, na sua redação atual)

Áreas submetidas ao Regime Florestal detidas por pessoas coletivas públicas da


Administração Central ou Local, Zonas de Intervenção Florestal, baldios, áreas de
100 ha intervenção cujos detentores sejam organismos da Administração Pública Central,
entidades do setor empresarial do Estado e Local e entidades coletivas de gestão
florestal. No caso das autarquias locais e entidades intermunicipais, esta área é
válida para prevenção e controlo de agentes bióticos nocivos.

750 ha Restantes beneficiários, como por exemplo, proprietários em nome individual,


OPF, etc..

Nas áreas de intervenção que têm aproveitamento do sob coberto para produção vegetal, a
densidade mínima do povoamento deverá ser 80 árvores/ha.

3
5. No caso da luta biológica para controlo da vespa das galhas do castanheiro, a área mínima
por largada deve ser contínua ou contígua?
Sim. No caso do controlo da vespa-das-galhas-do-castanheiro, a área mínima por largada, que
corresponde a um polígono de investimento, tem de ser contínua, e ter pelo menos 40% desta
área ocupada com castanheiro.
O ponto da largada deve ser marcado na layer das infraestruturas, no iSIP.

6. Como delimitar os polígonos de investimento e a estimativa da área de intervenção?


Os beneficiários dos projetos deverão, antes da formalização da candidatura, delimitar no
Sistema de Identificação Parcelar (SIP) as áreas de intervenção objeto de investimento, através
da criação de polígonos de investimento com as mesmas caraterísticas e intervenções a realizar
e afetá-los a um único local, sendo que a cada local corresponde apenas uma tipologia.
A área contida no polígono de investimento tem de ser a área elegível, devendo ser eliminada a
área respeitante às infraestruturas, aos afloramentos rochosos, às massas de água, etc., sob
pena de serem eliminadas em sede de análise e de comprometer o critério da área mínima da
candidatura, levando à sua recusa.
No caso de povoamentos mistos, o mesmo polígono de investimento é utilizado na candidatura
para cada um dos sistemas florestais. A área elegível é calculada com base na densidade de cada
um dos sistemas, de forma a ser proporcionalmente afetada a cada um deles (ex. num polígono
de investimento de 100 ha, com 60 arv/ha de densidade de pinheiro-manso e 40 arv/ha de
densidade de sobreiro, 60 ha serão atribuídos ao pinheiro-manso e 40 ha serão atribuídos ao
sobreiro).

7. Qual é o nível de apoio ao investimento?


A taxa de apoio é a indicada no Capítulo II do Anexo II da Portaria n.º 134/2015, de 18 de maio,
na sua atual redação.
Capítulo II - Intervenção de escala territorial relevante

Aquisição de Equipamento Outros investimentos


Tipo de
beneficiário Regiões de Outras regiões Restantes Regiões de Outras regiões Restantes
montanha desfavorecidas Regiões montanha desfavorecidas Regiões
EG de ZIF, EG de
baldios, ECGF,
autarquias locais
e entidades 50 % 45 % 40 % 90 % 85 % 80 %
intermunicipais e
outras entidades
públicas

Restantes
50 % 45 % 40 % 85 % 80 % 75 %
beneficiários

8. É possível o mesmo beneficiário apresentar mais do que uma candidatura no período de


vigência temporal deste anúncio?
Sim, pode apresentar até três candidaturas, desde que cada candidatura corresponda a um
sistema florestal diferente. No caso dos povoamentos mistos, com exceção do sistema florestal
Sobreiro e Azinheira, deverá ser submetida uma candidatura por cada espécie.

4
São exceção à referida regra as Entidades Gestoras de Zonas de Intervenção Florestal e
Entidades Gestoras de Baldios, que poderão submeter três candidaturas (no âmbito de sistemas
florestais distintos) por cada Zona de Intervenção Florestal (ZIF) e por cada unidade de baldio,
respetivamente e entidades coletivas públicas, que poderão submeter três candidaturas (no
âmbito de sistemas florestais distintos) por cada Mata Nacional e por cada perímetro florestal.

9. Que especificidades há a considerar no caso de largadas de parasitóides para controlo da


vespa-das-galhas-do-castanheiro?
No caso da intervenção de largada de parasitoides, não será necessário que esta esteja definida
e calendarizada no âmbito do PGF ou PUB, sendo, no entanto, obrigatório que esteja em
consonância com o Plano Nacional de Largadas aprovado no âmbito da Comissão de
Acompanhamento, Prevenção e Combate à Vespa das Galhas do Castanheiro, sendo esta
concordância comprovada por parecer do ICNF no sentido de validar as largadas propostas. Se
for um local onde o parasitoide já esteja instalado, a largada pode não ser autorizada.

10. Que especificidades há a considerar no caso da armadilhagem de agentes bióticos


nocivos?
Tendo sido aprovada uma candidatura que contemple a instalação de armadilhas, os seguintes
aspetos devem ser considerados:
 As despesas elegíveis relativas à monitorização de armadilhas não contemplam a
aquisição de material de suporte das armadilhas e de acondicionamento das amostras
recolhidas.
 Se a armadilha for mudada de local, durante todo o período de compromisso, por
motivos justificáveis, devem ser registadas as novas coordenadas.

11. No caso de empate, candidaturas com a mesma VGO, quais são os fatores e as prioridades
considerados na hierarquização das candidaturas?
1. Maior área de intervenção elegível inserida em áreas com prioridade de intervenção
Muito Elevada;
2. Maior área de intervenção elegível inserida em RN2000 ou RNAP;
3. Maior área de intervenção elegível.

12. Que documentação deve acompanhar a candidatura?


A contante no Anexo 4 da OTE n.º 103/2019.

13. O que se entende por diagnóstico prévio da situação fitossanitária, aprovado pelo ICNF,
I.P.?
Evidência sustentada de que se justifica o apoio da intervenção, nomeadamente boletins de
análises fitossanitárias, fotografias com data, pareceres e/ou relatórios elaborados por
entidades idóneas e com competências reconhecidas e registos de indicadores recolhidos no
âmbito de processos de certificação de floresta sustentável.

14. Que tipo de informação deve ser incluída na memória descritiva?


A memória descritiva deve enquadrar e justificar todas as ações previstas e os custos que lhes
estão associados, assim como a informação necessária para apresentação do pedido de
informação sobre se as ações obedecem aos requisitos específicos integrados no POSF. Todos

5
os dados devem estar o mais detalhados possível (intervenções, custos, calendário/justificação
das intervenções).
Salienta-se a importância para a identificação detalhada das componentes do investimento,
indicando as quantidades, valores unitários e, caso se trate de material e equipamento
específico, indicar modelo e especificações técnicas.

15. Quando é obrigatório apresentar o PGF?


Aquando da submissão da candidatura deve ser apresentado o Plano de Gestão Florestal (PGF)
ou Plano de Utilização de Baldios (PUB) aprovados, ou comprovativos da sua entrega no ICNF,
I.P., quando obrigatório por força do Decreto-Lei n.º 16/2009, de 14 de janeiro, na redação dada
pelo Decreto-Lei n.º 27/2014, de 18 de fevereiro, alterado pelo Decreto-Lei n.º 65/2017, de 12
de junho e pelo Decreto-Lei n.º 11/2019, de 21 de janeiro.

16. Em que circunstância se pode substituir o comprovativo de titularidade por um edital?


Esta possibilidade está sempre ao alcance de autarquias locais e comunidade intermunicipais,
que podem, assim, dispensar contratos ou autorizações dos proprietários.
No caso das entidades gestoras de ZIF, o edital pode ser usado quando os investimentos
incidirem em prédios rústicos pertencentes a pessoas cuja identidade ou domicílio se
desconheçam, e desde que as intervenções se considerem tecnicamente adequadas. Nestas
circunstâncias, a apresentação de comprovativos de titularidade dos prédios rústicos pode ser
substituída por processo de consulta e publicitação por edital, conforme previsto na alínea b)
do n.º 2 do Artigo 24.º do Decreto-Lei n.º 27/2014, de 18 de fevereiro, alterado pelo Decreto-
Lei n.º 65/2017, de 12 de junho, desde que a forma de notificação cumpra o disposto no n.º 3
do artigo 112.º do Código do Procedimento Administrativo, Anexo I da OTE n.º 103/2019.
O edital deve conter os elementos indicados no Anexo II da OTE n.º 103/2019.

17. No caso da fitóftora, o que se entende por adensamento?


Trata-se de uma despesa associada ao controlo do fungo fitóftora, em castanheiros, que
rapidamente se transmite, pelo que o adensamento aqui referido se trata, na verdade, da
substituição de plantas afetadas por clones resistentes (na proporção de uma por uma).

18. Que tipo de pastagem é adequado no caso do controlo da fitóftora?


Pastagens com espécies antagonistas, que são gramíneas. As pastagens com leguminosas são
potenciadoras da ocorrência e dispersão deste fungo. Entre estas, a tremocilha amarela está já
devidamente assinalada em estudos científicos como planta hospedeira (ver informação aqui).

19. A sementeira a lanço de pastagens é uma despesa elegível no caso do controlo da


fitóftora?
Não, pois os custos unitários apresentados para a instalação das pastagens pressupõem a
preparação do terreno, semente, sementeira, adubo e a adubação.

20. Na despesa “Instalação e monitorização de armadilhas”, é elegível a aquisição apenas do


atrativo, quando o promotor tenha já adquirido anteriormente a armadilha?
As áreas/intervenções apresentadas na candidatura que tenham beneficiado de investimentos
objeto de decisão de aprovação, no âmbito do PRODER ou PDR 2020, e cujo compromisso se
encontre em vigência, isto é, no prazo de 5 anos a contar da data do último pedido de
pagamento, serão liminarmente rejeitadas. Assim, só é possível reutilizar armadilhas para lá

6
deste período, uma vez que, estas deverão estar afetas ao projeto que ainda se encontra em
vigência.
Caso o compromisso anterior tenha já terminado e a armadilha se encontre em bom estado,
poderá reutiliza-la e adquirir apenas o atrativo. Nestes casos, o custo com a armadilha não é
elegível.

21. Pode haver recalendarização de intervenções?


As intervenções previstas para o ano civil em causa, deverão ser executadas nesse mesmo ano,
caso contrário, não serão elegíveis. Excecionalmente e devidamente fundamentados, poderão
ser realizados pequenos ajustes de datas de execução.
Salienta-se que, para dar cumprimento às datas de execução previstas na Decisão de Execução
da Comissão, de 12 de dezembro de 2014, que aprova o Programa de Desenvolvimento Rural
de Portugal-Continente, a data limite de execução das intervenções, é 30 de março de 2023.

22. Qual a legislação e os documentos de suporte ao Anúncio n.º 04/8.1.3/2019


Legislação:

Portaria n.º 134/2015, de 18 de maio, alterada pelas Portarias n.ºs 233/2016, de 29 de agosto;
249/2016, de 15 de setembro; 15-C/2018, de 12 de janeiro (alterada pela Declaração de
Retificação n.º 5/2018 de 12 de fevereiro); 46/2018 de 12 de fevereiro; 105-A/2018 de 18 de
abril; 237-B/2018 de 28 de agosto (alterada pela Declaração de Retificação n.º 30/2018 de 6 de
setembro); 303/2018 de 26 de novembro e 42-B/2019, de 30 de janeiro (Declaração de
Retificação n.º 9/2019, de 14 de março) e no Decreto-Lei n.º 159/2014, de 27 de outubro.
Documentos de apoio:

Anúncio n.º 04/8.1.3/2019 e a OTE n.º 103/2019

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