Nascido a 31 de março de 1596, René Descartes foi um filósofo,
físico e matemático francês.
Autor da frase: "Penso, logo existo". É considerado o criador do
pensamento cartesiano, ou seja, o sistema filosófico que deu origem
à Filosofia Moderna.
Nasceu numa cidade francesa e em 1606, com os seus 10 anos,
entrou para o colégio jesuíta de La Flèche, onde estudou gramática,
matemática, filosofia escolástica etc…
Aos dezoito anos de idade entrou na Universidade de Poitiers para
estudar direito e medicina. Mais tarde, com os seus vinte e dois anos,
partiu para os Países Baixos.
Em 1621 Alistou-se como voluntário na Guerra dos Trinta Anos,
combatendo sob as ordens de Tilly na Batalha do Monte Branco
Desprezando os desejos do seu pai, Descartes não era nem um
soldado nem um homem de lei, seria um homem em busca da
verdade e a isso dedicaria o resto da sua vida. A partir daí dedicou-se
à sua missão filosófica, viajou por toda a Europa e instalou-se em
Paris, onde pôs as suas ideias em ordem e começou a escrever a
sua obra.
Em 1637 publicou o seu trabalho mais importante, "O Discurso do
Metodo". René Descartes foi considerado o pai do racionalismo e ao
mesmo tempo, o fundador da moderna metodologia da ciência em
sentido crítico.
Em 1649, foi convidado para trabalhar como instrutor da rainha
Cristina na Suécia, já com uma saúde frágil. E no dia 11 de fevereiro
de 1650 em Estocolmo, na Suécia, René Descartes faleceu.
“Penso, logo existo”
A vocação de René Descartes era a matemática, o que
lhe deu a certeza de estar em terreno seguro.
A precisão da matemática levou-o a perguntar-se se a
mesma poderia ser levada a cabo noutros campos,
como, por exemplo, ter a certeza do que é realmente a
verdade, isto é, o que ele procurou ao longo da sua vida
O raciocínio de Descartes é o seguinte: mesmo que
tudo aquilo em que acredita seja duvidoso ou falso,
como a dúvida sugere, há pelo menos uma coisa que
tem de ser verdadeira para que possa duvidar, a saber,
a sua própria existência e, portanto, a sua existência é
uma verdade indubitável. Isto é, Descartes está
convencido de que o pensamento não pode existir por si
só, e como o pensamento existe — uma vez que a
dúvida é uma forma de pensamento —, tem de existir
necessariamente uma entidade em que o pensamento
ocorra. Essa entidade é o «eu», cuja existência é,
portanto, uma verdade indubitável. É por isso que
Descartes pode afirmar «Eu penso, logo, existo».
Agora vou ler um excerto da obra do discurso do
método