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Sargento Fuzileiro Naval: CF-SG FN 2028

Este documento é um material de estudo preparado pelo Curso ADSUMUS para o Processo Seletivo aos Cursos de Sargentos da Marinha em 2023, contendo todo o conteúdo programático estabelecido pela portaria regulamentadora. O texto apresenta o curso, destaca a importância do estudo completo do material e participação ativa nos simulados, e deseja boa sorte aos candidatos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
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SARGENTO FUZILEIRO NAVAL


Preparatório para o Processo Seletivo aos Cursos de
Sargentos 2023
CF-SG FN 2028

MATERIAL INTERNO EXCLUSIVO DOS ALUNOS DO PREPARATÓRIO AO PROCESSO SELETIVO.


Proibida a reprodução total ou parcial.

ESTAMOS JUNTOS!

*De acordo com a Portaria nº 1076/2022, do CpesFN.

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Apresentação

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O presente trabalho é mais uma realização do Curso


ADSUMUS que tem por finalidade levar aos candidatos do ao
Curso de Habilitação a Sargento Fuzileiro Naval/2023/2028, um
material compacto e completo, contendo todo o conteúdo
bibliográfico estabelecido pela Portaria nº 1076/2022, do
CpesFN para o referido processo seletivo.
Alertamos aos nosso alunos que a prova de 2023 conterá um
total de 50 questões, abrangendo todo o conteúdo sugerido,
portanto o candidato não deve se ater em um ou outro item do
programa.
Pelo exposto, consideramos de fundamental importância que
candidato estude com afinco a presente Apostila e participe
ativamente dos simulados que além de oferecer uma grande
quantidade de questões, estará, também, preparando o
candidato psicologicamente para o momento mais importante: a
prova.
Bons estudos e boa prova.

Ailson Carlos Almeida


Curso ADSUMUS

LEMBREM-SE:
"AQUELES QUE ALIMENTAM MUITOS DESEJOS SÃO,
GERALMENTE, DOTADOS DE POUCA FORÇA DE VONTADE.
AQUELES QUE TÊM FORÇA DE VONTADE NÃO SÃO DISPERSIVOS.
PARA CONCENTRAR OS ESFORÇOS NUM DETERMINADO
OBJETIVO FAZ-SE NECESSÁRIO RENUNCIAR A MUITAS OUTRAS
COISAS."

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BIBLIOGRAFIA E PROGRAMA DOS ASSUNTOS DA PROVA DO

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C-Esp-HabSG/2026

1. LEGISLAÇÃO
a) Cerimonial da Marinha (Referência “j”) - Páginas 17 à 45. ATUALIZADO
I) Considerações Gerais (Título I: Cap. 1 ao Cap. 3); IV) Datas Festivas (Título VII: Cap. 1 e Cap. 2); e
II) Bandeiras (Título II: Cap. 1 ao Cap. 4); V) Honras fúnebres (Título IX: Cap. 1 ao Cap. 3).
III) Honras aos Oficiais de Marinha (Título V: Cap. 1);
b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (referência “k”) - Página 46.
I) Das Forças Armadas (Título V: Cap. II).
c) Decreto nº 3.897/2001 (Referência “n”) - Páginas 47 à 48.
I) Diretrizes para o Emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem (Art. 1º ao Art. 6º).
d) Decreto nº 6.806/2009 (Referência “o”) - Páginas 49 à 50.
I) Considerações Gerais (do Art. 1º ao Art 2º);e
II) Continências ( Art. 3º, Incisos I e II); e
III) Honras Militares (Art. 3º, Inciso III).
e) Estatuto dos Militares (Referência “s”) - Páginas 51 à 68.
I) Disposições Preliminares (Título I: Cap. I); VI) Da Violação das Obrigações e dos Deveres Militares (Título II: Cap.
II) Da Hierarquia Militar e da Disciplina (Título I: Cap. III); III);
III) Do Cargo e da Função Militares (Título I: Cap. IV); VII) Dos Direitos (Título III: Cap. I); e
IV) Das Obrigações Militares (Título II: Cap. I); VIII) Das Prerrogativas (Título III: Cap. II).
V) Dos Deveres Militares (Título II: Cap. II);
f) Lei Complementar nº 97/1999 incluindo as alterações pelas Leis - Páginas 69 à 74.
Complementares nº 117/2004 e nº 136/2010 (Referências “p”, “q” e “r”)
I) Disposições Preliminares (Cap. I);
II) Da Organização (Cap. II);
III) Das Forças Armadas (Seção I);
IV) Do Preparo (Cap IV);
V) Do Emprego (Cap. V); e
VI) Das Disposições Complementares (Cap. VI, Art. 16 e Art. 17).

g) Ordenança Geral para o Serviço da Armada (Referência “l”) - Páginas 75 à 83.


I) Conceituação das Forças (Título I: Cap. 1);
II) Disposições Gerais (Título II: Cap. 1);
III) Embarque e Distribuição de Praças (Título III: Cap. 3);
IV) Disposições Gerais (Título IV: Cap. 1);
V) Deveres das Praças (Título IV: Cap. 4); e
VI) Serviços de Praças (Título VIII: Cap. 1 ao Cap. 3).
h) Regulamento Disciplinar para a Marinha (Referência “m”) - Páginas 84 à 95.
I) Generalidades (Título I: Cap. I ao Cap. III); IV) Da Parte, Prisão Imediata e Recursos (Título IV: Cap. I ao Cap. II);
II) Das Contravenções Disciplinares (Título II: Cap. I ao Cap. II); e
III) Das Penas Disciplinares (Título III: Cap. I ao Cap. VII); V) Disposições Gerais (Título V).

2. MANUAL DO FUZILEIRO NAVAL – (Referência “e”) - Páginas 99 à 174.

a) Histórico dos Fuzileiros Navais (Cap. 1)


I) Antecedentes (Art. 1.1); III) Segunda Fase (Art. 1.3); e
II) Primeira Fase (Art. 1.2); IV) Terceira Fase (Art. 1.4).

b) Tradições Navais (Cap. 2)


I) Generalidade (Art. 2.1); VII) Dar o Pronto da Execução de Ordem Recebida (Inciso 2.5.4);
II) A Gente de Bordo (Art. 2.2); VIII) Uniformes a bordo (Inciso 2.5.5);
III) Procedimentos Rotineiros (Art. 2.5); IX) A Linguagem do Mar (Art. 2.9); e
IV) Saudação entre Militares (Inciso 2.5.1); X) O Navio e as Posições Relativas a Bordo (Inciso 2.9.1); e
V) Saudar o Oficial de Serviço (Inciso 2.5.2); XI) Expressões do Cotidiano (Inciso 2.9.2).
VI) Saudar o Pavilhão Nacional (Inciso 2.5.3);

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c) Hierarquia, Disciplina e Cortesia (Cap. 3)

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I) Hierarquia e Disciplina (Art. 3.1); - incluiu III) Procedimento do Fuzileiro Naval em Diversas Situações
II) Cortesia Militar (Art. 3.2); e - incluiu (Art. 3.3). - incluiu.
d) Direito da Guerra (Cap. 6)
I) Normas Fundamentais (Art. 6.2); IX) Respeitar e Proteger os Civis (Inciso 6.2.8);
II) Responsabilidade pela Observância (Inciso 6.2.1); X) Respeitar o Pessoal, os Veículos e as Instalações do
III) Evitar Sofrimentos Inúteis (Inciso 6.2.2); Serviço de Saúde Militar ou Civil e da Cruz Vermelha
IV) Limitar os Danos e Destruições (Inciso 6.2.3); (Inciso 6.2.9);
V) Atacar Somente Objetivos Militares (Inciso 6.2.4); XI) Regras de Comportamento (Inciso 6.3);
VI) Lutar só Contra Combatentes (Inciso 6.2.5); XII) Em Relação aos Combatentes Inimigos (Inciso 6.3.1);
VII) Respeitar os Combatentes Inimigos que se Renderem XIII) Com Relação aos Civis (Inciso 6.3.2);
(Inciso 6.2.6); XIV) Outras Normas (Inciso 6.3.3); e
VIII) Proteger os Combatentes Inimigo Feridos, Doentes ou XV) Sinais Convencionais (Art. 6.4).
Fora de Ação (Inciso 6.2.7);

e) Organização (Cap. 8)
I) Organização do Comando da Marinha (Art. 8.3); V) Divisão Anfíbia (Art. 8.7);
II) Comando de Operações Navais (Art. 8.4); VI) Tropa de Reforço (Art. 8.8);
III) Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (Art. 8.5); VII) Fuzileiros Navais nos Distritos Navais (Art. 8.9); e
IV) Força de Fuzileiros da Esquadra (Art. 8.6); VIII) OM de Instrução e Adestramento do CFN (Art. 8.11).

f) Condicionamento Físico (Cap. 11)


I) Generalidade (Art.11.1); e II) Orientações (Art. 11.2).

g) Equipagens Individuais (Cap. 13)


I) Generalidade (Art.13.1); V) Equipagem Individual para Fuzil (EIF) (Inciso 13.3.3);
II) Construções das equipagens (Art. 13.3); VI) Equipagem Individual para Pistola 9mm (EIP) (Inciso 13.3.4); e
III) Equipagem Individual Básica de Combate (EIBC) (Inciso 13.3.1); VII) Cuidados com a Equipagem (Art. 13.6).
IV) Equipagem Suplementar de Combate (ESC) (Inciso 13.3.2);

h) Higiene e Profilaxia das Doenças Infecto-Contagiosas (Cap. 14)


I) Higiene em Campanha (Art. 14.3).

i) Primeiros socorros (Cap. 15)


I) Generalidades (Art. 15.1); XII) Reanimação Cardiopulmonar – RCP (Inciso 15.3.2);
II) Emergência (Inciso 15.1.1); XIII) Proteção de Ferimentos (Inciso 15.3.3);
III) Urgência (Inciso 15.1.2); XIV) Animais e Plantas Venenosas (Art. 15.5);
IV) Princípios Gerais (Inciso 15.2); XV) Picadas de Cobra (Inciso 15.5.1);
V) Vias Aéreas com Controle da Vertebral (Porção Cervical) XVI) Plantas Venenosas (Inciso 15.5.2);
(Inciso 15.2.1); XVII) Caravelas ou águas vivas (Inciso 15.5.3);
VI) Respiração e Ventilação (Inciso 15.2.2); XVIII) Picadas de Insetos (Inciso 15.5.4);
VII) Circulação com Controle da Hemorragia (Inciso 15.2.3); XIX) Picadas de Aranhas e Escorpiões (Inciso 15.5.5);
VIII) Incapacidade (Avaliação Neurológica) (Inciso 15.2.4); XX) Acidentes por Agentes Físicos (Art. 15.6);
IX) Exposição e Exame (Inciso 15.2.5); XXI) Choque Elétrico (Inciso 15.6.5);
X) Regras Básicas (Art. 15.3); XXII) Envenenamento por Monóxido de Carbono (Inciso 15.6.6); e
XI) Parar a Hemorragia (Inciso 15.3.1); XXIII) Afogamento (Inciso 15.6.7).

j) Navegação terrestre (Cap. 16)


I) Generalidades (Art. 16.1); XII) Contra-Azimutes (Inciso 16.8.3);
II) Cartas (Art. 16.2); XIII) Bússola (Art. 16.9);
III) Convenções Cartográficas (Art. 16.4); XIV) Medida de um Azimute (Inciso 16.9.4);
IV) Representação do Relevo (Art. 16.5); XV) Medida de um Contra-Azimute (Inciso 16.9.5);
V) Escala da Carta (Art. 16.6); XVI) Marcha Segundo um Azimute (Inciso 16.9.6);
VI) Escala Numérica (Inciso 16.6.1); XVII) Orientação da Carta (Art. 16.10);
VII) Escala Gráfica (Inciso 16.6.2); XVIII) Como Trabalhar com a Carta e a Bússola (Art. 16.11);
VIII) Designação de Pontos na Carta (Art. 16.7); XIX) Determinação do Azimute dos Elementos Representados na
IX) Determinação das Direções (Art. 16.8); Carta (Inciso 16.11.1);
X) Direções-base (Inciso 16.8.1); XX) Determinação do Ponto Estação (Inciso 16.11.2); e
XI) Azimutes (Inciso 16.8.2); XXI) Giro do Horizonte (Art. 16.13).

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k) Armamento do CFN (Cap. 17)

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I) Definições Básicas (Art. 17.1); XXIV) Características (Inciso 17.6.1);


II) Arma ou Lançador (Inciso 17.1.1); XXV) Metralhadora 7,62mm, Mod B 60-20, MAG (Art.
III) Munição (Inciso 17.1.2); 17.7);
IV) Armamento (Inciso 17.1.3); XXVI) Características (Inciso 17.7.1);
V) Raias (Inciso 17.1.4); XXVII) Pistola 9mm PT92-BERETTA (Art. 17.8);
VI) Cheio (Inciso 17.1.5); XXVIII) Características (Inciso 17.8.1);
VII) Calibre (Inciso 17.1.6); XXIX) Submetralhadora 9mm TAURUS (Art. 17.9);
VIII) Velocidade Teórica de Tiro (Inciso 17.1.7); XXX) Características (Inciso 17.9.1);
IX) Velocidade Prática de Tiro (Inciso 17.1.8); XXXI) Metralhadora 12,7mm (.50) HB M2 QCB BROWNING
X) Alcance Máximo (Inciso 17.1.9); (Art.17.10);
XI) Alcance Útil (Inciso 17.1.10); XXXII) Características (Inciso 17.10.1);
XII) Cadência de Tiro (Inciso 17.1.11); XXXIII) Espingarda 18,6mm (CAL 12) MOSSBERG (Art. 17.11);
XIII) Ciclo de Funcionamento de uma Arma (Inciso 17.1.12); XXXIV)Características (Inciso 17.11.1);
XIV) Generalidades Sobre as Armas Leves (Art. 17.2); XXXV) Lança-Granada 40mm M203 (Art. 17.12);
XV) Armas Leves (Inciso 17.2.1); XXXVI)Características (Inciso 17.12.1);
XVI) Classificação (Inciso 17.2.2); XXXVII)AT-4 (Art. 17.13);
XVII) Fuzil de Assalto 5,56mm M16A2, Mod 705 (Art. 17.3); XXXVIII)Características (Inciso 17.13.1);
XVIII) Características (Inciso 17.3.1); XXXIX)Generalidades Sobre as Armas Pesadas (Art.17.16);
XIX) Fuzil Automático 7,62mm M964 FAL (Art. 17.4); XL) Generalidades (Inciso 17.16.1);
XX) Características (Inciso 17.4.1); XLI) Características dos Morteiros, Canhões e Obuseiros
XXI) Fuzil Metralhadora 7,62mm M964 FAP (Art. 17.5); (Inciso 17.16.2); e
XXII) Características (Inceiso 17.5.1); XLII) Classificação do Armamento Pesado (Inciso 17.16.3).
XXIII) Metralhadora 5,56mm, MINIMI (Art. 17.6);

l) Medidas de Proteção (Cap. 18)


I) Generalidades (Art. 18.1); VI) Obstáculos (Inciso 18.2.4);
II) Fortificações de Campanha (Art. 18.2); VII) Camuflagem (Art. 18.3);
III) Limpeza dos Campos de Tiro (Inciso 18.2.1); VIII) Processos de Camuflagem (Inciso 18.3.1); e
IV) Espaldões (Inciso 18.2.2); IX) Exigências Fundamentais da Camuflagem (Inciso 18.3.2).
V) Abrigos (Inciso 18.2.3);

m) Introdução às Operações Anfíbias (Cap. 19)


I) Vida a Bordo (Art. 19.5); III) Pelotão do Navio (Inciso 19.5.2); e
II) Atividades a Bordo (Inciso 19.5.1); IV) Conduta a Bordo (Inciso 19.5.3).

3. MANUAL BÁSICO DO COMBATENTE ANFÍBIO – (Referência “f”)- Páginas 177 à 258.

a) Características de uma Área de Operações (Cap. 2) XII) Clima (Inciso 2.3.1);


I) Aspectos Militares do Terreno (Art. 2.2); XIII) Condições Meteorológicas (Inciso 2.3.2);
II) Conceituação dos Aspectos Táticos (Inciso 2.2.1); XIV) Aspecto Astronômicos (Inciso 2.3.3);
III) Formas Básicas do Terreno (Inciso 2.2.2); XV) Influência do Terreno e nas Condições Climáticas e
IV) Classificação do Terreno (Inciso 2.2.3); Meteorológicas nas Operações Militares (Art. 2.4);
V) Compartimentação do Terreno (Inciso 2.2.5); XVI) Trafegabilidade (Inciso 2.4.1);
VI) Natureza do Solo (Inciso 2.2.6); XVII)Visibilidade (Inciso 2.4.2);
VII) Cursos d’água (Inciso 2.2.7); XVIII)Desempenho Operacional do Pessoal e Material (Inciso
VIII) Vegetação (Inciso 2.2.8); 2.4.3);
IX) Construções e instalações (Inciso 2.2.9); e XIX) Emprego de Fumígenos (Inciso 2.4.4); e
X) Vias de Transporte (Inciso 2.2.10); XX) Lançamento de Pára-quedistas (Inciso 2.4.5);
XI) Condições Climáticas, Meteorológicas e Aspectos
Astronômicos (Art. 2.3);

b) Operações Anfíbias (Cap. 4)


I) Generalidades (Art. 4.1); IX) IncAnf (Inciso 4.3.2);
II) Modalidades de Operações Anfíbias (Art. 4.2); X) Demonstração Anfíbia (Inciso 4.3.3);
III) Assalto Anfíbio (AssAnf) (Inciso 4.2.1); XI) Retirada Anfíbia (Inciso 4.3.4);
IV) Incursão Anfíbia (IncAnf) (Inciso 4.2.2); XII) Fases das Operações Anfíbias (Art. 4.4);
V) Demonstração Anfíbia (Inciso 4.2.3); XIII) Planejamento (Inciso 4.4.1);
VI) Retirada Anfíbia (Inciso 4.2.4); XIV) Embarque (Inciso 4.4.2);
VII) Propósito das Operações Anfíbias (Art. 4.3); XV) Ensaio (Inciso 4.4.3);
VIII) AssAnf (Inciso 4.3.1); XVI) Travessia (Inciso 4.4.4);

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XVII) Assalto (Inciso 4.4.5); XXIV) Tarefas Iniciais dos Elementos de Assalto (Inciso 4.6.1);

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XVIII) MNT por Superfície e por Helicópteros (Art. 4.5); XXV) Conquista dos Objetivos Iniciais (Inciso 4.6.2);
XIX) Períodos (Inciso 4.5.1); XXVI) Prosseguimento das Ações (Inciso 4.6.3);
XX) Organização (Inciso 4.5.2); XXVII) Ações em Terra (Art. 4.7);
XXI) Números-Série (Inciso 4.5.3); XXVIII) Equipe de Embarcação de Desembarque ( Inciso 4.10.1);
XXII) Categorias de Desembarque (Inciso 4.5.4); XXIX) Equipe de Embarcação de VtrAnf (Inciso 4.10.7); e
XXIII) Desembarque dos Elementos de Assalto (Art. 4.6); XXX) Heliequipe (Inciso 4.10.8).

c) Operações Terrestres (Cap. 5)


I) Generalidades (Art. 5.1); XI) Classificação das Operações Defensivas (Inciso 5.5.1);
II) Operações Ofensivas (Art. 5.2); XII) Fundamentos da Defensiva (Inciso 5.5.2);
III) Fases da Ofensiva (Inciso 5.2.1); XIII) Organização de uma Área de Defesa (Inciso 5.5.3);
IV) Tipos de Operações Ofensivas (Inciso 5.2.2); XIV) Formas de Manobra Tática Defensiva (Inciso 5.5.4);
V) Formas de Manobra Táticas Ofensivas (Inciso 5.2.3); XV) Outras Operações (Art. 5.6);
VI) Operações Ofensivas em Condições Especiais (Art. 5.4); XVI) Operação de Junção (Inciso 5.6.1);
VII) Ataque a uma Área Edificada (Inciso 5.4.1); XVII) Operações de Substituição (Inciso 5.6.2);
VIII) Ataque a uma Área Fortificada (Inciso 5.4.2); XVIII) Segurança da Área de Retaguarda (SEGAR) (Inciso 5.6.3); e
IX) Transposição de Cursos de Água (Inciso 5.4.3); XIX) Despistamento (Inciso 5.6.4);
X) Operações Defensivas (Art. 5.5);

d) O Grupo de Combate e a Esquadra de Tiro (Cap. 6)


I) Finalidade e Organização (Art. 6.2); XI) Fogos dos Fuzis de Assalto e das Armas Automáticas e
II) Tarefas Individuais (Inciso 6.2.1); seus Efeitos (Inciso 6.5.2);
III) Armamento (Art. 6.3); XII) Lançador de granadas 40mm M 203 (Art. 6.6);
IV) Apoio de Fogo para o GC (Art. 6.4); XIII) Emprego (Inciso 6.6.1);
V) Apoio do PelFuzNav (Inciso 6.4.1); XIV) Formações de Combate (Art. 6.9);
VI) Apoio da Companhia de Fuzileiros Navais (CiaFuzNav) (Inciso 6.4.2); XV) Formações Básicas da ET (Alínea a do inciso 6.9.1);
VII) Apoio do Batalhão de Infantaria de Fuzileiros Navais XVI) Sinais (Art. 6.10);
(BtlInfFuzNav) (Inciso 6.4.3); XVII) Apito (Inciso 6.10.1);
VIII) Outros Apoios (Inciso 6.4.4); XVIII) Sinais Especiais (Inciso 6.10.2); e
IX) Técnica de Tiro (Art. 6.5); XIX) Gestos (Inciso 6.10.3)
X) Determinação de Distâncias (Inciso 6.5.1);

e) Operações Sob Condições de Visibilidade Reduzida (Cap. 7)


I) Tipos de Ataque Noturno (Art. 7.4); XII) Linha Provável de Desenvolvimento (LPD) (Inciso 7.6.6);
II) Ataques Iluminados (Inciso 7.4.1); XIII) Objetivo (Obj) (Inciso 7.6.7);
III) Ataques Nao Iluminados (Inciso 7.4.2); XIV) Linha Limite de Progressão (LLP) (Inciso 7.6.8);
IV) Ataques Apoiados (Inciso 7.4.3); XV) Direção de Ataque (Inciso 7.6.9);
V) Ataques Nao Apoiados (Inciso 7.4.4); XVI) Preparação para o Ataque Noturno (Art. 7.7);
VI) Características do Ataque Noturno (Art. 7.5); XVII) Execução do Ataque Noturno (Art. 7.8);
VII) Medidas de Coordenação e Controle (Art. 7.6); XVIII) Progressao até o PLibGC (Inciso 7.8.1);
VIII) Hora do Ataque (Inciso 7.6.1); XIX) Progressao do PLibGC até a LPD (Inciso 7.8.2);
IX) Posição de Ataque (PAtq) (Inciso 7.6.2); XX) Assalto (Inciso 7.8.3); e
X) Linha de Partida (LP) (Inciso 7.6.4); XXI) Consolidaçao e reorganizaçao (Inciso 7.8.4).
XI) Pontos de Liberação (PLib) (Inciso 7.6.5);

f) Patrulhas (Cap. 8)
I) Generalidades (Art. 8.1); XV) Medidas de Controle de Movimento (Inciso 8.5.3);
II) Definição (Inciso 8.1.1); XVI) Saída das Linhas Amigas (Inciso 8.5.4);
III) Classificação das Patrulhas (Inciso 8.1.2); XVII) Medidas de Controle da Patrulha (Inciso 8.5.5);
IV) Organização (Art. 8.2); XVIII) Navegação (Inciso 8.5.6);
V) Funções Individuais em uma Patrulha (Art. 8.3); XIX) Segurança (Inciso 8.5.7);
VI) Funções Básicas (Inciso 8.3.1); XX) Regiões Perigosas (Inciso 8.5.8);
VII) Outras Funções (Inciso 8.3.2); XXI) Ações Imediatas em Contato com o Inimigo (Inciso 8.5.9);
VIII) Tarefas e Responsabilidades Comuns a todos os XXII) Patrulhas de Reconhecimento (Art. 8.6);
Componentes da Patrulha (Inciso 8.3.3); XXIII) Generalidades (Inciso 8.6.1);
IX) Preparativos (Art. 8.4); XXIV) Patrulhas de Combate (Art. 8.7);
X) Recebimento da Missão (Inciso 8.4.1); XXV) Generalidades (Inciso 8.7.1);
XI) Normas de Comando (Inciso 8.4.2); XXVI) Tipos de Patrulha de Combate e suas Tarefas típicas
XII) Execução da Patrulha (Art. 8.5); (Inciso 8.7.2);
XIII) Formações da Patrulha (Inciso 8.5.1); XXVII) Informações e Relatórios (Art. 8.8); e
XIV) Técnicas de Movimento (Inciso 8.5.2); XXVIII) Generalidades (Inciso 8.8.1);
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g) Marchas e Estacionamentos (Cap. 9)


I) Generalidades (Art. 9.1); IX) Recomendações Gerais (Inciso 9.2.10);
II) Marchas a pé (Art. 9.2); X) Marcha Autorizada (Art. 9.3);
III) Tipos de Marchas a pé (Inciso 9.2.1); XI) Organização da Coluna Motorizada (Inciso 9.3.1);
IV Velocidade de Marcha (Inciso 9.2.3); XII) Formação na Coluna Motorizada (Inciso 9.3.4);
V) Altos nas Marchas a pé (Inciso 9.2.6); XIII) Altos nas Marchas Motorizados (Inciso 9.3.5);
VI) Duração das Marchas (Inciso 9.2.7); XIV) Estacionamentos (Art. 9.4);
VII) Disciplina de Marcha (Inciso 9.2.8); XV) Tipos de Estacionamento (Inciso 9.4.1); e
VIII) O pé e sua proteção (Inciso 9.2.9); XVI) Procedimento em um Estacionamento (Inciso 9.4.2).

h) Apoio de Fogo (Cap. 10)


I) Generalidades (Art. 10.1); IV) Apoio Aéreo Ofensivo (Inciso 10.2.2);
II) Armas de Apoio (Art. 10.2); V) Apoio de Artilharia (Inciso 10.2.3); e
III) Apoio de Fogo Naval (AFN) (Inciso 10.2.1); VI) Centro de Coordenação de Apoio de Fogo (CCAF) (Art. 10.4).

i) Defesa Contra Agentes Químicos (Cap. 14)


I) Generalidades (Art. 14.1); VI) Classificação Quanto ao Emprego Tático (Inciso 14.4.3);
II) Agentes Químicos (Art. 14.2); VII) Classificação Fisiológica (Inciso 14.4.4);
III) Classificação dos Agentes Químicos (Art. 14.4); VIII) Outros Agentes (Inciso 14.4.5);
IV) Classificação Quanto ao Estado Físico (Inciso 14.4.1); IX) Descontaminação (Art. 14.6); e
V) Classificação Básica (Inciso 14.4.2); X) Agentes Descontaminação Naturais (Inciso 14.6.1).

j) Comunicações (Cap. 15)


I) Meios de Comunicações (Art. 15.2); VI) Procedimentos Fonia (Inciso 15.7); - incluiu
II) Meio Ótico (Inciso 15.2.1); VII)Alfabeto fonético naval (Inciso 15.7.1); - incluiu
III) Meio Acústico (Inciso 15.2.2); VIII) Algarismos (Inciso 15.7.2); e - incluiu
IV) Meio Elétrico (Inciso 15.2.3);e IX) Expressões do procedimento fonia (Inciso 15.7.3). incluiu
V) Meio Postal (Inciso 15.2.4);

k) Apoio Logístico (Cap. 16)


I) Generalidades (Art. 16.1); VII) Apoio de Abastecimento (Art. 16.6);
II) Conceitos (Art. 16.2); VIII) Suprimentos (Inciso 16.6.1);
III) Apoio de Serviço ao Combate (ApSvCmb ) (Inciso 16.2.2); IX) Desembarque de Suprimentos (Inciso 16.6.2);
IV) Apoio Logístico nas OpAnf (Art. 16.5); X) Processos de Distribuição de Suprimentos (Inciso 16.6.3); e
V) Estrutura de ApSvCmb da ForDbq (Inciso 16.5.1); XI) Apoio de Saúde no Assalto Anfíbio (Art. 16.7).
VI) O Apoio Logístico durante as Fases de uma OpAnf (Inciso 16.5.2);

4. MANUAL DO PELOTÃO DE INFANTARIA DE FUZILEIROS NAVAIS – (Referência “h”) - Páginas 260 à 300.

a) Organização do Pelotão de Fuzileiros Navais (Cap. 1)


I) O Pelotão de Fuzileiros Navais (Item 0101);
b) Formações de Combate e seus Empregos (Cap. 2)
I) Generalidades (Item 0201); III) Formações da Esquadra de Tiro (Item 0204).
II) Formações do Pelotão de Fuzileiros Navais (Item 0202); e

c) Atividades de Inteligência no PelFuzNav (Cap. 4);


I) Generalidades (Item 0401); III) Contra-Inteligência (Item 0403).
II) Busca de Dados (Item 0402); e

d) Marcha para o Combate (Cap. 6);


I) Generalidades (Item 0601); V) Postos Avançados durante os Altos (Item 0605);
II) Vanguarda (Item 0602); VI) O Pelotão na Vanguarda Desdobrada (Item 0606); e
III) Flancoguarda (Item 0603); VII) Medidas de Coordenação e Controle (Item 0607).
IV) Retaguarda (Item 0604);
e) Ataque Coordenado (Cap. 7);
I) Fases do Ataque (Item 0701); IV) Fases da Continuação (Item 0704);
II) Fases da Preparação (Item 0702); V) Reserva (Item 0705); e
III) Fases da Execução (Item 0703); VI) Medidas de Coordenação e Controle (Item 0706);

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f) Operações Sob Condições de Visibilidade Reduzida (Cap. 8);


I) O Pelotão de Fuzileiros Navais no Ataque Noturno (Item 0801); e II) Medidas de Coordenação e Controle (Item 0802).

g) O PelFuzNav no Assalto Anfíbio (Cap. 9)


I) O Pelotão de Fuzileiros Navais na Fase do Planejamento (Item 0901); IV) O Pelotão de Fuzileiros Navais na Fase do Travessia (Item 0904); e
II) O Pelotão de Fuzileiros Navais na Fase do Embarque (Item 0902); V) O Pelotão de Fuzileiros Navais na Fase do Assalto (Item 0905).
III) O Pelotão de Fuzileiros Navais na Fase do Ensaio (Item 0903);

h) Defesa de Área (Cap. 10);


I) O Pelotão de Fuzileiros Navais em 1º Escalão (Item 1001); IV) Postos Avançados de Combate (Item 1005); e
II) O Pelotão de Fuzileiros Navais na Reserva (Item 1002); V) Conduta na Defesa (Item 1006).
III) Medidas de Coordenação e Controle (Item 1003);

5. MANUAL BÁSICO DOS GRUPAMENTOS OPERATIVOS DE FUZILEIROS NAVAIS –


(Referência “a”) - Páginas 303 à 319.

a) Guerra, Conflito, Poder e Funções de Combate (Cap. 1)


I) Estilos de Condução dos Conflitos (Art. 1.3); IV) A Guerra de Manobra ( Inciso 1.3.3); e
II) Considerações Iniciais (Inciso 1.3.1); V) Poder de Combate (Art. 1.4).
III) A Guerra de Atrito ( Inciso 1.3.2);

b) Os Fuzileiros Navais (Cap. 2)


I) Corpo de Fuzileiros Navais (Art. 2.1); VI) Guerra de Manobra (inciso. 2.3.3);
II) Caráter Naval e Anfíbio (Art. 2.2); VII) Conjugado Anfíbio (Art. 2.4);
III) Eixos Estruturantes (Art. 2.3); VIII) Caráter Expedicionário (Art. 2.5);
IV) Operação Anfíbia (OpAnf) (inciso. 2.3.1); IX) Atividades de Fuzileiros Navais (Art. 2.14);
V) Grupamento Operativo de Fuzileiros Navais X) Atividades de Combate (Cmb) ( Inciso 2.14.1);
(GptOpFuzNav) (inciso. 2.3.2); XI) Atividades de Apoio ao Combate (ApCmb) ( Inciso 2.14.2); e
XII) Atividades de ApSvCmb ( Inciso 2.14.3);

c) Guerra de Manobra (Cap. 3)


I) Generalidades (Art. 3.1); VII) Atribuição de Tarefa pelo Efeito Desejado (Art. 3.7);
II) O Ciclo OODA (Art. 3.2); VIII) Ação Ditada pelo Reconhecimento (Art. 3.8);
III) Centro de Gravidade (Art. 3.3); IX) Armas Combinadas (Art. 3.9);
IV) Vulnerabilidade Crítica (Art. 3.4); X) Intenção do Comandante (Art. 3.10); e
V) Superfícies e Brechas (Art. 3.5); XI) A Execução da Guerra de Manobra (Art. 3.11).
VI) Foco de Esforço, Ponto Focal de Esforço e Esforço Principal (Art. 3.6);

d) Grupamentos Operativos de Fuzileiros Navais (Cap.4).


I) Generalidades (Art. 4.1); IX) Apoios Externos ao GptOpFuzNav ( Inciso 4.2.7);
II) Estrutura Básica dos GptOpFuzNav (Art. 4.2); X) Preponderância de Esforços entre os Componentes ( Inciso 4.2.8);
III) Componente de Comando (CCmdo) ( Inciso 4.2.1); XI) Tipos de GptOpFuzNav (Art. 4.3);
IV) Componente de Combate Terrestre (CCT) ( Inciso 4.2.2); XII) Brigada Anfíbia (BAnf) ( Inciso 4.3.1);
V) Componente de Combate Aéreo (CCA) ( Inciso 4.2.3); XIII) Unidade Anfíbia (UAnf) ( Inciso 4.3.2);
VI) Componente de Apoio de Serviços ao Combate (CASC) ( Inciso 4.2.4); XIV) Elemento Anfíbio (ElmAnf) ( Inciso 4.3.3); e
VII) Acúmulo de Funções de Comando de Componente ( Inciso 4.2.5); XV) Os GptOpFuzNav e a Guerra de Manobra (Art. 4.8).
VIII) Outros Elementos ( Inciso 4.2.6);

6. MANUAL DE OPERAÇÕES MILITARES EM AMBIENTE URBANO DOS


FUZILEIROS NAVAIS – (Referência “d”) - Páginas 323 à 332.
a) Generalidades (Cap. 1)
I) Introdução (Art. 1.1).

b) Ações em Áreas Urbanas (Cap. 5)


I) Ações ofensivas em Áreas Urbanas (Art. 5.5); IV) Características do Combate em Área Urbana ( Inciso
II) Fases ( Inciso 5.5.1); 5.6.1); e
III) Ações defensivas em Áreas Urbanas (Art. 5.6); V) Técnicas e Procedimentos Especiais (Art. 5.7)

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c) Outras Considerações (Cap. 8)


I) Ensinamentos Adquiridos (Art. 8.1); e III) Orientações para o Emprego das REC ( Inciso 8.2.1).
II) Regras de Comportamento e Engajamento (Art. 8.2); e

7. MANUAL DE OPERAÇÕES DE PAZ DOS GRUPAMENTOS OPERATIVOS DE


FUZILEIROS NAVAIS – (Referência “b”) - Páginas 335 à 342.

a) As Operações de Paz, sua Estrutura e Tipificação (Cap. 2)


I) Conceito (Art. 2.1); VIII) Manutenção da Paz (Art. 2.4);
II) Denominação e Estrutura de uma Operação de Paz (Art. 2.2); IX) Imposição da Paz (Art. 2.5);
III) Denominação ( Inciso 2.2.1); X) Diferenças Básicas entre Imposição e Manutenção da Paz (Art. 2.6);
IV) Composição ( Inciso 2.2.2); XI) Consentimento ( Inciso 2.6.1);
V) Instrumentos Utilizados pela ONU (Art. 2.3); XII) Emprego da Força ( Inciso 2.6.2); e
VI) Instrumentos Principais ( Inciso 2.3.1); XIII) Imparcialidade ( Inciso 2.6.3).
VII) Outros Instrumentos (Inciso 2.3.2);

b) O Batalhão de Proteção e outros GptOpFuzNav nas Operações de Paz (Cap. 8)


I) Generalidades (Art. 8.1); III) Outros GptOpFuzNav em Operações de Paz (Art. 8.4).
II) O Batalhão de Proteção (Art. 8.2); e

8. MANUAL DE OPERAÇÕES DE EVACUAÇÃO DE NÃO-COMBATENTES DE


FUZILEIROS NAVAIS – (Referência “c”) - Páginas 345 à 346.
a) Considerações Iniciais (Cap.1)
I) Generalidades (Art. 1.1); IV) Tipos de Ambiente Operacional (Art. 1.4);
II) Enquadramento e Especificidades das Operações de V) Permissivo (Inciso 1.4.1); e
Evacuação de Não-Combatentes (Art. 1.2); VI) Hostil (Inciso 1.4.2).
III) Diferença entre ENC e Incursão Anfíbia (Art. 1.3);

9. MANUAL DE CONTROLE DE DISTÚRBIOS CIVIS – (Referência “g”)- Páginas 349 à 368 NOVO
a) Conceitos (Cap.1)NOVO
I) Introdução (Art. 1.1); NOVO XV) Emprego de Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP)
II) Fenômenos Psicosociais (Art. 1.2); NOVO (Inciso 1.3.4); NOVO
III) Aglomeração (Inciso 1.2.1); NOVO XVI) Utilização de Armas de Fogo (Inciso 1.3.5); NOVO
IV) Multidão (Inciso 1.2.2); NOVO XVII) Resistência Passiva (Inciso 1.3.6); NOVO
V) Multidão em Manifestação (Inciso 1.2.3); NOVO XVIII) Outras ações (Inciso 1.3.7); NOVO
VI) Tipos de Manifestação (Inciso 1.2.4); NOVO XIX) Aspectos Legais e o Emprego da Força (Art. 1.4); NOVO
VII) Tumulto (Inciso 1.2.5); NOVO XX) Ameaças (Inciso 1.4.1); NOVO
VIII) Distúrbios (Inciso 1.2.6); NOVO XXI) Legítima Defesa (Inciso 1.4.2); NOVO
IX) Controle de Distúrbios (CD) - (Inciso 1.2.7); NOVO XXII) Autodefesa (Inciso 1.4.3); NOVO
X) Tipos de Turba (Inciso 1.2.8); NOVO XXIII) Reação Mínima (Inciso 1.4.4); NOVO
XI) Atos Praticados Contra a Tropa em Distúrbios (Art. 1.3); NOVO XXIV) Proporcionalidade (Inciso 1.4.5); NOVO
XII) Ofensas Verbais (Inciso 1.3.1); NOVO XXV) Excesso (Inciso 1.4.6); e NOVO
XIII) Lançamento de Objetos Contra a Tropa (Inciso 1.3.2); NOVO XXVI)Força Mínima (Inciso 1.4.7);NOVO
XIV) Utilização de Fogo (Inciso 1.3.3); NOVO

b) Emprego da Companhia de Controle de Distúrbios (Cap.4) NOVO


I) Generalidades (Art. 4.1); NOVO III) Composição da Companhia de Controle de Distúrbios (Art. 4.3); e NOVO
II) Organização Básica da Companhia de Controle de IV) Pelotão de Controle de Distúrbios (Inciso 4.3.2).NOVO
Distúrbios (Art. 4.2); NOVO

c) Formações e Comandos no Controle de Distúrbios (Cap.5) NOVO


I) Generalidades (Art. 5.1); NOVO V) Escalonado à esquerda/direita (Inciso 5.2.3); NOVO
II) Formações no Controle de Distúrbios (Art. 5.2); NOVO VI) Apoio Lateral (Inciso 5.2.4); e NOVO
III) Em Linha (Inciso 5.2.1); NOVO VII) Circular (Inciso 5.2.5). NOVO
IV)Em cunha (Inciso 5.2.2); NOVO

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d) Considerações Importantes nas Ações de Controle de Distúrbios (Cap.6) NOVO


I) Generalidades (Art. 6.1); NOVO
II) Emprego da Tropa de Controle de Distúrbios (Art. 6.2); NOVO
III) Segurança da tropa (Art. 6.4); NOVO
IV) Segurança Durante o Movimento Motorizado (Inciso 6.4.1); NOVO
V) Segurança nas Marchas a pé (Inciso 6.4.2); NOVO
VI) Segurança no Movimento através das Ruas (Inciso 6.4.3); NOVO
VII) Segurança dos Flancos e da Retaguarda (Inciso 6.4.4); e NOVO
VIII) Segurança no Emprego das Viaturas (Inciso 6.4.5). NOVO

10. DOUTRINA DE LIDERANÇA DA MARINHA – (Referência “i”) - Páginas 371 à 385.

a) Elementos conceituais de Liderança (Cap. 1)


I) Chefia e Liderança (Art. 1.2); XIII) Liderança orientada para relacionamento ( Inciso 1.4.7);
II) Aspectos fundamentais da Liderança (Art. 1.3); XIV) Seleção de estilos de liderança ( Art. 1.5);
III) Aspectos filosóficos ( Inciso 1.3.1); XV) Fatores de liderança ( Art. 1.6);
IV) Aspectos psicológicos (Inciso 1.3.2); XVI) O líder ( Inciso 1.6.1);
V) Aspectos sociológicos (Inciso 1.3.3); XVII) Os liderados ( Inciso 1.6.2);
VI) Estilos de liderança (Art. 1.4); XVIII) A situação (Inciso 1.6.3);
VII) Liderança autocrática ( Inciso 1.4.1); XIX) A comunicação (Inciso 1.6.4);
VIII) Liderança participativa ou democrática ( Inciso 1.4.2); XX) Níveis de liderança ( Art. 1.8);
IX) Liderança delegativa (Inciso 1.4.3); XXI) Liderança direta ( Inciso 1.8.1);
X) Liderança transformacional ( Inciso 1.4.4); XXII) Liderança Organizacional ( Inciso 1.8.2);
XI) Liderança transacional (Inciso 1.4.5); XXIII) Liderança estratégica ( ( Inciso 1.8.3); e
XII) Liderança orientada para tarefa ( Inciso 1.4.6); XXIV) Principais Atributos de um Líder (Anexo A).

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
a) BRASIL. Marinha do Brasil. Comando-Geral do Corpo de g) CGCFN-309. Manual de Controle de Distúrbios de
Fuzileiros Navais. CGCFN-0-1. Manual Básico dos Grupamentos Fuzileiros Navais. 2.rev. Rio de Janeiro, 2022.
Operativos de Fuzileiros Navais. 1.ed. Rio de Janeiro, 2020. Disponível em:<http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN%20-
Disponível em: <http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN-0- 309-Manual%20de%20Controle%20de%20Dist%C3%BArbios-
1.pdf>. 2REV.aao>.

b) CGCFN-1.8. Manual de Operações de Paz dos Grupamentos h) CGCFN-31-3. Manual do Pelotão de Infantaria de
Operativos de Fuzileiros Navais. 1.rev. Rio de Janeiro, 2009. Fuzileiros Navais. 1.ed. Rio de Janeiro, 2020.
Disponível em: <http://cgcfn.mb/ sites/default/files/CGCFN-1- Disponível em: <http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN-
8%20-%20Opera es%20de%20Paz_Rev.1.pdf>. 31.3_0.pdf>.
c) CGCFN-2-3. Manual de Operações de Evacuação de Não-
i) Estado-Maior da Armada. EMA-137. Doutrina de
Combatentes de Fuzileiros Navais. 1.ed. Rio de Janeiro, 2020.
Liderança da Marinha. 1.rev. Brasília, 2013.
Disponível em: <http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN-2-
Disponível em: <http://ema.mb/sites/default/arquivos/Atualiza
3.pdf>. %C3%A7%C3%A3o%20ema-137%20%28Rev.%201%20
Mod.%202.zip>.
d) CGCFN-401. Manual de Operações Militares em Ambiente
Urbano dos Fuzileiros Navais. 1.ed. Rio de Janeiro,
j) Portaria nº 368/MB, de 30 de novembro de 2016, do
2020.
Comandante da Marinha. Aprova o Cerimonial da Marinha
Disponível em: <http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN-
do Brasil. Brasília, 2016. Última alteração: 02MAR2022.
401.pdf>.
Disponível em:
e) CGCFN-201. Manual do Fuzileiro Naval. 1.ed. Rio de Janeiro, <http://gcm.mb/sites/default/files/arquivos/cmb_1.pdf>.
2020.
Disponível em: <http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN- k) Presidência da República. Constituição da República
201.pdf>. Federativa do Brasil de 1988. Título Brasília,1988. Última
alteração: 14JUL2022.
f) CGCFN-31.10. Manual Básico do Combatente Anfíbio. Disponível em:
1.ed. Rio de Janeiro, 2020. <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/consti
Disponível em: <http://cgcfn.mb/sites/default/files/CGCFN- tuicao.htm>.
31.10.pdf>.

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l) Decreto nº 95.480, de 13 de dezembro de 1987. r) Lei Complementar nº 136 de 25 de agosto de 2010. Altera
Ordenança Geral para o Serviço da Armada (OGSA). a Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999, que
Brasília,1987. dispõe sobre as normas gerais para a organização, o
Disponível em: preparo e o emprego das Forças Armadas, para Criar o
<https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/1980- Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e disciplinar as
1987/decreto-95480-13-dezembro-1987- 446244- atribuições do Ministro de Estado da Defesa. Brasília, 2010.
publicacaooriginal-1-pe.html>. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp136.htm>
m) Decreto nº 88.545, de 26 de julho de 1983. Regulamento
Disciplina para a Marinha (RDM). Edição Revisada. Rio de s) Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980. Dispõe sobre o
Janeiro, 2009. Estatuto dos Militares. Última alteração:2021.
Disponível em: Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Atos/decretos/198 <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L6880.htm>.
3/D88545.html>

n) Decreto nº 3.897, de 24 de agosto de 2001. Fixa as Rio de Janeiro, RJ, em 13 de dezembro de 2022.
diretrizes para o emprego das Forças Armadas na Garantia
da Lei e da Ordem e dá outras Providências. Brasília, 2001.
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/2001/d389
7.htm>

o) Decreto nº 6.806, de 25 de março de 2009. Delega


competência ao Ministo de Estado de Defesa para aprovar
o Regulamento de Continências, Honras e Sinais de
Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas. Brasília,
2009. . Última alteração:2013. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-
2010/2009/Decreto/D6806.htm>. Acesso em: 14 dez. 2020.

p) Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999. Dispõe


sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o
emprego das Forças Armadas. Brasília, 1999.
Última alteração: 2010.
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp97.htm>

q) Lei Complementar nº 117 de 2 de setembro de 2004.


Altera a Lei Complementar nº 97, de 9 de junho de 1999,
que dispõe sobre as normas gerais para a organização, o
preparo e o emprego das Forças Armadas, para estabelecer
novas atribuições subsidiárias. Brasília, 2010.
Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/Lcp117.ht
m>

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1 - LEGISLAÇÃO
a) Cerimonial da Marinha (Referência “j”)
b) Constituição da República Federativa do Brasil de 1988 (referência “k”)
c) Decreto nº 3.897/2001 (Referência “n”)
Diretrizes para o Emprego das Forças Armadas na Garantia da Lei e da Ordem
d) Decreto nº 6.806/2009 (Referência “o”)
Regulamento de Continências (RCont)
e) Estatuto dos Militares (Referência “s”)
f) Lei Complementar nº 97/1999, incluindo as alterações pelas Leis Complementares nº 117/2004 e nº
136/2010 (Referências “p”, “q” e “r”) Dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o
emprego das Forças Armadas.
g) Ordenança Geral para o Serviço da Armada (OGSA) (Referência “l”)
h) Regulamento Disciplinar para a Marinha (RDM) (Referência “m”)

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CERIMONIAL DA MARINHA DO BRASIL


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(Portaria nº 368/MB, de 30 de novembro de 2016 - Última alteração: 2017)

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2.2.1 LEGISLAÇÃ0 Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

a) Cerimonial da Marinha:
- Considerações gerais (Título I: Cap. 1 ao Cap. 3);
- Bandeiras (Título II: Cap. 1 ao Cap. 4);
- Honras aos Oficiais de Marinha (Título V: Cap. 1);
- Datas festivas (Título VII: Cap.1 e Cap. 2); e
- Honras fúnebres (Título IX: Cap.1 ao Cap. 3).

TÍTULO I - CONSIDERAÇÕES GERAIS


CAPÍTULO 1 - PROPÓSITO E CONCEITUAÇÃO BÁSICA

Art. 1 -1-1 Propósito - Estabelecer os procedimentos relativos ao cerimonial naval, a serem observados pela Marinha do
Brasil (MB).
Art. 1-1-2 Responsabilidade pelo cumprimento - É dever de todo o militar da Marinha que estiver investido de autoridade
fazer cumprir este Cerimonial e exercer fiscalização quanto ao modo pelo qual seus subordinados o cumprem.
Art. 1-1-3 Não-observância do Cerimonial - As prescrições deste Cerimonial somente podem ser modificadas nas
seguintes circunstâncias:
I - quando o Ministro da Defesa, o Comandante da Marinha (CM) ou o Chefe do Estado-Maior da Armada (CEMA),
assim o determinar;
II - quando aquele a quem forem devidas honras dispensá-las em atendimento às conveniências do serviço; e
III - quando, no estrangeiro, o Comandante de Força ou de navio determinar sua alteração, de acordo com os
costumes locais, e desde que não haja grave prejuízo ao serviço.
Art. 1-1-4 Cadeia de comando - Cadeia de comando é a sucessão de comandos vinculados a um comando superior, por
subordinação militar, em ordem imediata e direta.
Art. 1-1-5 Almirante - Neste Cerimonial, a denominação Almirante refere-se ao círculo de oficiaisgenerais em tempo de
paz, compreendendo os postos de Almirante de Esquadra, ViceAlmirante e Contra-Almirante, a menos que
especificamente aplicado ao posto de Almirante.
Art. 1-1-6 Comandante - Neste Cerimonial, a denominação Comandante significa o oficial de Marinha investido no cargo
de comando ou direção.
Art. 1-1-7 Não são prestadas honras - Não são prestadas honras pela Organização Militar (OM) ou por militar, nas
seguintes circunstâncias:
I - em faina geral, de emergência ou de evolução decorrente de manobra ou exercício;
II - durante qualquer atividade cuja paralisação, mesmo que momentânea, possa afetar a segurança de pessoal ou
material; e
III - durante o Cerimonial à Bandeira.
Art. 1-1-8 Não são prestados toques, continências e salvas -Não são prestados toques, continência de guarda e salvas:
I - a qualquer autoridade, na presença de outra a quem caibam honras superiores, exceto durante transmissão de
Comando;
II - no período compreendido entre o arriar e o hastear da Bandeira Nacional; e
III - durante funeral ou em dias de luto oficial, por motivos que não os previstos como honras fúnebres, a menos
que especificamente autorizado pelos Comandantes de Distrito Naval.

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RESUMO DAS PROIBIÇÕES


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Art.1-1-7 NÃO SÃO PRESTADAS HONRAS PELA OM OU Art.1-1-8 NÃO SÃO PRESTADOS TOQUES CONTINÊNCIA DE

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POR MILITAR; GUARDA E SALVAS;
I - Em faina geral, de emergência ou de evolução I – a qualquer autoridade, na presença de outra a quem
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decorrente de manobra ou exercício; caibam honras superiores, exceto durante transmissão de


Comando;
II - durante qualquer atividade cuja paralisação, mesmo II – no período compreendido entre o arriar e o hastear da
que momentânea, possa afetar a segurança de pessoal Bandeira Nacional; e
ou material; e
III – durante o Cerimonial à Bandeira. III – durante funeral ou em dias de luto oficial, por motivos
que não os previstos como honras fúnebres, a menos que
especificamente autorizado pelos ComDN.

Art. 1-1-9 Toques de corneta - Os toques de corneta são os previstos no "Manual de Toques, Marchas e Hinos das Forças
Armadas".
Art. 1-1-10 Ausência de corneteiro ou bandas - Nas OM em que não existir ou não estiver disponível corneteiro ou banda,
são cancelados os toques, exórdios e hinos previstos ao longo deste Cerimonial, para serem por eles executados, mantidos
os toques de apito.
Art. 1-1-11 Justificativa por honras não prestadas - Quando, por qualquer circunstância, deixarem de ser prestadas a
qualquer autoridade honras a que tenha direito, deve ser-lhe apresentada, antecipadamente ou sem demora após o
evento, a devida justificativa.
Art. 1-1-12 Amarra - Neste Cerimonial, denomina-se amarra à unidade de distância cujo valor é de duzentas jardas.
Art. 1-1-13 Horário - O horário citado neste Cerimonial refere-se à hora local.
Art. 1-1-14 Correspondência oficial - A correspondência oficial da MB emprega a terminologia usada neste Cerimonial.
Art. 1-1-15 Aplicação às unidades aéreas, de fuzileiros navais e Forças - As disposições deste Cerimonial referentes às
OM de terra aplicam-se às unidades aéreas e de fuzileiros navais, aos respectivos Comandos de Força e às instalações
terrestres da Esquadra e Forças Navais, exceto quando determinado em contrário.
Art. 1-1-16 Navios-museu - As disposições deste Cerimonial aplicam-se aos navios-museu, no que for praticável e quando
as circunstâncias o indicarem, como se estes fossem navios incorporados à Armada.
Art. 1-1-17 Comandante da Marinha - As honras e o pavilhão previstos para o CM são estabelecidos em decorrência de
exercer o comando, a direção e a gestão da Marinha.
Art. 1-1-18 Honras de posto acima - É privativo do Presidente da República conceder, em casos excepcionais, como
reconhecimento a relevantes serviços prestados à Marinha e ao País, honras de posto acima, a militares da reserva ou
reformados.
Art. 1-1-19 Guarda de Honra - Guarda de Honra é a tropa armada postada para prestar homenagem às autoridades
militares e civis que a ela tenham direito. Para as Guardas de Honra serão cumpridas as disposições do Regulamento de
Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial das Forças Armadas.

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CAPÍTULO 2
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NORMAS DE CORTESIA E RESPEITO

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Art. 1-2-1 Comandante em partida ou regresso de comissão - O Comandante de OM, ao partir ou regressar de comissão, Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

apresenta-se à autoridade a quem estiver diretamente subordinado e à autoridade de quem tiver recebido instruções
especiais, exceto se dispensado de fazê-lo.
Art. 1-2-2 Apresentação após a posse - Na primeira oportunidade após a posse, o Titular de OM apresentar-se-á à
autoridade a quem estiver diretamente subordinado, caso não tenha sido essa a lhe investir no cargo.
Art. 1-2-3 Auxílio à manobra do navio - O navio atracado próximo do local onde for atracar ou desatracar outro navio
fornece pessoal para auxiliá-lo nessa manobra.
Art. 1-2-4 Embarcação à disposição de Almirante - A embarcação da MB colocada à disposição de Almirante lhe é
apresentada por oficial designado para tal.
Art. 1-2-5 Permissão para largar - O militar mais antigo a bordo de embarcação miúda ou viatura, qualquer que seja seu
nível hierárquico, pede licença para largar a quem lhe tiver prestado as honras de despedida, por meio da expressão "Com
licença", recebendo em troca a resposta "Está quem manda".
Art. 1-2-6 Embarque e desembarque de embarcação - Em embarcação miúda ou viatura, o mais antigo embarca por
último e desembarca em primeiro lugar, observados, na embarcação, os seguintes procedimentos:
I - no caso de Almirante ou do Titular da OM a que pertença à embarcação, o patrão e a respectiva guarnição
levantam-se e fazem a continência individual, seguindo idêntico procedimento as demais pessoas nela presentes;
II - no caso dos demais oficiais, apenas o patrão faz a continência; e
III - em circunstâncias especiais, no desembarque, o mais antigo pode determinar que mais modernos
desembarquem na sua frente utilizando-se da expressão "Salta quem pode".
Art. 1-2-7 Dispensa de continência individual - A continência individual é a forma de saudação que o militar isolado,
quando uniformizado, com ou sem cobertura, deve aos símbolos, à tropa formada e às autoridades, não podendo por
estas ser dispensada, salvo quando um ou outro encontrar-se:
I - em faina ou serviço que não possa ser interrompido;
II - em postos de combate;
III - praticando esportes;
IV - sentado, à mesa de rancho; e
V - remando ou dirigindo viatura.
Art. 1-2-8 Quando a continência individual não é executada - A continência individual não é executada pelo militar que
estiver:
I - de sentinela, armado de fuzil ou outra arma que lhe impossibilite o movimento da mão direita;
II - fazendo parte de tropa armada;
III - em postos de continência ou de Parada;
IV - impossibilitado de movimentar a mão direita; e
V - integrando formatura comandada, exceto se:
a) em honra à Bandeira Nacional;
b) em honra ao Hino Nacional, quando este não for cantado; e
c) quando determinado por quem o comandar.

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QUADRO RESUMO DE CONTINÊNCIA


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A continência PODE SER DISPENSADA quando um ou A continência NÃO PODE SER EXECUTADA pelo militar que

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outros militares estiverem: estiver:
I – Em faina ou serviço que não possa ser interrompido; I – De sentinela, armado de fuzil ou outra arma que lhe
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impossibilite o movimento da mão direita;


II – Em postos de combate; II – Fazendo parte da tropa armada;
III – Praticando esportes; III – Em postos de continência ou de parada;
IV – Sentado à mesa de rancho; e IV – Impossibilitado de movimentar a mão direita; e
V – Remando ou dirigindo viatura; V – Integrando formatura comandada.
Exceto se:
a) Em honra à Bandeira Nacional;
b) Em honra ao Hino Nacional, quando este não for cantado;
e
c) Quando determinado por quem o comandar.

Art. 1-2-9 Continência por oficiais - Os oficiais, mesmo armados ou em formatura, fazem a continência individual durante
as honras de portaló ou em outras circunstâncias em que a continência com a espada não for regulamentar.
Art. 1-2-10 Posição "firme" - Nos navios, em face das condições do mar, a posição de sentido pode ser substituída por
uma posição "firme", que indique respeito.
Art. 1-2-11 Caminhando em corredores e escadas - Em corredores estreitos ou escadas, em que não seja possível militares
caminharem lado a lado, a dianteira do grupo é tomada pelo mais antigo, salvo no caso de visitas, quando o anfitrião
segue à frente.

CAPÍTULO 3
HONRAS DE PORTALÓ
Art. 1-3-1 Honras de portaló -São denominadas honras de portaló a continência da guarda, "boys" e toques de corneta e
apito, devidas na recepção ou despedida à autoridade.
Art. 1-3-2 Local das honras - As honras de portaló são prestadas junto à escada do portaló ou prancha do navio ou no
local para tal designado nas OM de terra.

Art. 1-3-3 Portaló de honra - Nos navios, é considerado portaló de honra o portaló de boreste que for destinado ao uso
dos oficiais.

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Art. 1-3-4 Prancha - Considera-se extremidade superior da prancha a que fica apoiada no navio.
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Art. 1-3-5 Procedimentos para as honras de portaló na recepção - As honras de portaló, na recepção, obedecem aos
seguintes procedimentos:
I - ao chegar a autoridade próximo ao patim inferior da escada de portaló, extremidade inferior da prancha ou local
designado para recepção nas OM de terra, o oficial a quem caiba receber proclama, a viva voz, o vocativo a que tem
direito a autoridade e comanda "Toque de presença", sendo então executado, por corneta e apito, o toque de presença;
e
II - quando a autoridade atingir o patim superior da escada do portaló, a extremidade superior da prancha, ou o
local da recepção em OM de terra, a autoridade que recebe comanda "Abre o toque", sendo então iniciados, por apito e
corneta, os toques correspondentes, ocasião em que os oficiais presentes prestam a continência individual e a guarda, as
seguintes continências:
a) apresenta armas para Almirantes ou autoridades de mesma ou maior precedência;
b) faz "Ombro arma" para oficiais superiores ou autoridades de mesma precedência; e
c) para oficiais intermediários e subalternos ou autoridades de mesma precedência não é prestada continência
da guarda.
Art. 1-3-6 Procedimentos para as honras de portaló na despedida - As honras de portaló, na despedida, obedecem aos
seguintes procedimentos:
I - atingindo a autoridade o patim superior da escada do portaló, extremidade superior da prancha, ou local de
despedida nas OM de terra, o oficial a quem caiba despedir proclama, a viva voz, o vocativo a que tem direito a autoridade
e comanda "Abre o toque", sendo então executado por corneta e apito o toque de presença e iniciados,
independentemente de outro comando, os toques correspondentes; nesta ocasião, os oficiais presentes prestam a
continência individual e a guarda, as continências devidas; e
II - terminados os toques e continências, o oficial a quem caiba despedir dirige-se para o patim superior do portaló,
ali permanecendo até a autoridade afastar-se.

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Art. 1-3-7 Honras entre o toque de silêncio e o hasteamento da Bandeira Nacional - As autoridades de qualquer
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precedência, que entrarem ou saírem de OM da MB no período entre o toque de silêncio e o hasteamento da Bandeira
Nacional no dia seguinte, são recebidas ou despedidas pelo oficial de serviço ou por quem o estiver substituindo,

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conforme dispuser a organização da OM. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 1-3-8 Chegada ou saída de bordo por meios aéreos - As honras às autoridades que entrarem ou saírem de bordo por
meios aéreos sofrem as seguintes modificações:
I - em OM de terra ou navio-aeródromo, um oficial designado acompanha a autoridade entre a aeronave e o local
onde são prestadas as honras; e
II - nos demais navios, as honras são prestadas de forma e em local que não afetem a segurança de aviação,
podendo a autoridade anfitriã, dependendo da situação, dispensar das honras a salva, a guarda e a banda, mantendo
sempre os "boys" e o toque de apito.
Art. 1-3-9 A quem cabe prestar - Cabe ao Titular da OM, ou quem lhe seguir em antiguidade na cadeia de comando, se
houver impedimento para sua presença, prestar as honras de portaló às autoridades de maior ou igual posto.
Art. 1-3-10 Ausência de quem de direito - Quando, por circunstâncias inevitáveis, a autoridade não for recebida por quem
de direito, quem dirigir as honras de portaló apresenta escusas pelo sucedido e a acompanha à presença do Comandante
ou Imediato da OM.
Art. 1-3-11 Ausência da autoridade visitada - Dirigindo-se para bordo autoridade visitante de maior ou igual posto do
que a autoridade visitada, e esta encontrar-se ausente, o oficial de serviço desce até o patim inferior da escada de portaló
ou extremidade inferior da prancha, a fim de participar ao visitante a referida ausência; mantida a intenção da visita, a
autoridade visitante aguarda que o oficial de serviço suba a prancha e retome seu lugar nas honras de portaló.
Art. 1-3-12 Honras no capitânia - Nos navios capitânias:
I - no curso ordinário do serviço, os cerimoniais de recepção e despedida relativos à Força são conduzidos por
oficiais do Estado-Maior para tal designados; e
II - ao Capitão de Bandeira não cabe prestar honras às autoridades em visita à Força.
Art. 1-3-13 Execução dos toques de apito - Cabe ao Mestre do navio a execução dos toques de apito referentes às honras
de portaló devidas ao Comandante do navio ou autoridade superior, e ao Contramestre de Serviço nos demais casos.
Art. 1-3-14 Posição do oficial de serviço - Nas honras de portaló, o oficial de serviço ocupa uma das seguintes posições:
I - na presença do Comandante, Diretor ou oficial a quem caiba prestar as honras:
a) à sua direita, afastado de um passo, quando o portaló for a boreste, ou nas OM de terra, e à mesma distância,
porém à esquerda, se o portaló for a bombordo; e
b) as presentes disposições referem-se aos portalós cujas escadas sejam voltadas para ré; se voltadas para vante,
as posições são invertidas;
II - quando couber a si prestar as honras, fica voltado para o portaló tendo os "boys" e o contramestre formados
entre a sua posição e o portaló.

OM DE TERRA e NAVIO COM ESCADA PARA NAVIO COM


RÉ ESCADA PARA VANTE
PORTALÓ DE BORESTE PORTALÓ DE BORESTE
– OFSV FICA A DIREITA – OFSV FICA A ESUERDA
PORTALÓ DE BOMBORDO PORTALÓ DE BOMBORDO
– OFSV FICA A ESQUERDA – OFSV FICA A DIREITA

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TÍTULO II - BANDEIRAS
CAPÍTULO 1 - GENERALIDADES
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Art. 2-1-1 Hastear a bandeira - Hastear a bandeira significa içá-la e mantê-la desfraldada no tope do mastro, no tope do
pau da bandeira ou no penol da carangueja.
Art. 2-1-2 Hastear à meia adriça - Hastear a bandeira à meia adriça significa içá-la completamente e, só então, trazêla a
uma posição que corresponda aproximadamente à metade da altura do penol da carangueja, do mastro ou do pau da
bandeira.

Art. 2-1-3 Mastro principal - É considerado mastro principal, quando houver mais de um:
I - o mastro de ré, ou o mastro de maior guinda, conforme a classe do navio; e
II - aquele em que é hasteada a Bandeira Nacional, nas OM de terra.
Art. 2-1-4 Colocação de bandeiras - Para fim de colocação de bandeiras, considera-se lado direito:
I - nos mastros dotados de penol de carangueja - aquele que seria o bordo de boreste, se o mastro estivesse em um navio;
e
II - nos demais mastros - aquele que está à direita de um observador posicionado ao pé do mastro de costas para a
formatura ou platéia.
Art. 2-1-5 Localização dos signos - A fim de identificar a localização de seus signos, as bandeiras são imaginadas divididas
por dois segmentos de retas perpendiculares entre si, resultando quadriláteros ou triângulos superiores e inferiores,
direitos e esquerdos, com a tralha indicando o lado esquerdo das bandeiras.
Art. 2-1-6 Pano de bandeira - Denomina-se pano à unidade com que se mede o tamanho de uma bandeira, tendo a
bandeira de um pano 0,45 X 0,60m, a de dois panos 0,90 X 1,20m e assim sucessivamente.
Art. 2-1-7 Alcance visual - Alcance visual de bandeiras é a distância máxima em que as bandeiras podem ser distinguidas.

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CAPÍTULO 2
BANDEIRA NACIONAL
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Art. 2-2-1 Hasteamento - A Bandeira Nacional é hasteada diariamente, às 8h, mediante cerimonial específico.
Art. 2-2-2 Arriamento - A Bandeira Nacional é arriada diariamente:
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I - ao pôr do sol, mediante cerimonial específico, em todas as OM que mantenham serviço ininterrupto; e
II - cinco minutos antes de encerrar-se o expediente, sem cerimonial, nas demais OM.
Art. 2-2-3 Local de hasteamento - Salvo quando este Cerimonial dispuser em contrário, o local de hasteamento é:
I - o pau da bandeira, disposto à popa, nos navios no dique, fundeados, atracados ou amarrados;
II - o mastro de combate ou o penol da carangueja do mastro principal, nos navios em movimento; e
III - o mastro da fachada principal do edifício ou penol da carangueja do mastro para esse fim destinado, nas OM
de terra.

Art. 2-2-4 Cerimonial à Bandeira - O Cerimonial à Bandeira consiste dos seguintes procedimentos:
I - às 7h55, por ocasião do hasteamento, ou cinco minutos antes do pôr do sol, no arriamento, é içado o galhardete
"Prep" na adriça de bombordo ou da esquerda e anunciado, por voz, o "Sinal para Bandeira", sendo então dado por
corneta o toque de Bandeira;
II - ao sinal, formam nas proximidades do mastro, com a frente voltada para a Bandeira, a guarda e, quando
determinado, a banda de música e a tripulação, obedecendo, sempre que possível, à seguinte disposição, a partir do
mastro:
a) em OM de terra, uma praça guarnecendo a adriça do "Prep";
b) uma praça, sem chapéu, guarnecendo a adriça da Bandeira Nacional;
c) a guarda, tendo à sua frente, se no arriamento, três sargentos;
d) o oficial de serviço, ou o militar designado para conduzir o cerimonial, acompanhado do corneteiro e
contramestre;
e) à retaguarda do oficial de serviço, ou, se não houver espaço suficiente, ao seu lado direito ou esquerdo, este
preferencialmente, a banda de música; e
f) a tripulação agrupada ou fragmentada, conforme as normas internas da OM, ocupando posição destacada a
oficialidade, formada por antiguidade, tendo à frente de todos aquele que preside a cerimônia;

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III - decorridos três minutos do sinal para a Bandeira, é tocado por corneta o "Primeiro Sinal", ocasião em que todo
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o dispositivo já deve estar formado, na posição de descansar, todos com a frente voltada para a Bandeira;
IV - um minuto após, é tocado por corneta o "Segundo Sinal", quando então o oficial de serviço comanda sentido

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ao dispositivo, e solicita, da autoridade que preside a cerimônia, permissão para prosseguir com o cerimonial; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

V - às 8h, ou quando do pôr do sol, o galhardete "Prep" é arriado e anunciado, por voz, "Arriou", sendo então
tocado, por corneta, o "Terceiro Sinal";
VI - imediatamente, o oficial de serviço comanda "Em continência", ocasião em que o corneteiro toca apresentar
armas, e em seguida, "Iça" ou "Arria", seguindo-se, só então, o ponto do toque de "Apresentar arma";
VII - nessa ocasião, simultaneamente:
a) é iniciado o hasteamento ou arriamento da Bandeira Nacional;
b) todos os presentes prestam a continência individual; e
c) é iniciado o toque de apito pelo contramestre e a execução do Hino Nacional ou marcha batida e, na ausência
de banda de música, os correspondentes toques de corneta;
VIII - o movimento de hasteamento ou arriamento da Bandeira é contínuo e regulado de modo que o seu término
coincida com o término do Hino ou toque;
IX - também prestam continência aqueles que se encontrarem em recintos ou conveses abertos e no passadiço; os
que estiverem cobertas abaixo ou em recintos fechados, e que ouvirem os toques, assumem a posição de sentido, exceto
aqueles que estiverem no rancho, que continuam, normalmente e em silêncio, fazendo suas refeições;
X - a critério da autoridade que preside o cerimonial, o Hino Nacional pode ou não ser cantado; se cantado, o é por
todos e, nesse caso, não é feita a continência individual;
XI - ao final do Hino, ou dos toques de corneta e apito, a continência é desfeita e, se houver guarda armada, o oficial
de serviço ordena ao corneteiro tocar "Ombro arma";
XII - terminado o arriamento, os três sargentos, sem se descobrirem, dobram a Bandeira, cuidando para que ela
não toque o piso; cabe ao mais antigo desenvergá-la da adriça, ao sargento da esquerda da formatura segurar o lais da
Bandeira e ao da direita, o lado da tralha; ao final, os sargentos voltam à formatura, o mais antigo comanda meia-volta e
dá o pronto ao oficial de serviço por meio de continência; os militares que guarneciam o galhardete "Prep" e a Bandeira,
já com chapéu, acompanham os movimentos;
XIII - terminado o hasteamento, aquele que içou coloca seu chapéu e volta-se para o oficial de serviço junto com o
praça que guarneceu o galhardete "Prep", dando o pronto da faina por meio de continência;
XIV - o oficial de serviço, então, dá o pronto à autoridade que preside o cerimonial, fazendo-lhe continência e
dizendo em voz alta "Cerimonial encerrado", no hasteamento, ou "Boa noite", no arriamento;
XV - a autoridade que preside volta-se para os presentes e dá "Boa noite", sendo este cumprimento respondido
pelos oficiais; e
XVI - a formatura é desfeita.
Art. 2-2-5 Não participam do Cerimonial à Bandeira - O oficial de serviço no passadiço, timoneiro, sota-timoneiro, vigias
e pessoal envolvido em fainas e manobras, cuja interrupção possa afetar a segurança, não participam do Cerimonial à
Bandeira, estando dispensados de prestar a continência durante o arriar e hastear.
Art. 2-2-6 Procedimentos em Embarcações miúdas - A bordo de embarcação miúda em movimento, próxima ao local do
hasteamento ou arriamento da Bandeira Nacional:
I - de acordo com o meio de propulsão da embarcação, são executadas as manobras de levar remos ao alto; arriar
as velas; ou parar a máquina; e
II - dependendo do estado do mar, todos se levantam e, se uniformizados, prestam continência à Bandeira, exceto
o patrão, que permanece atento à segurança da embarcação e do pessoal embarcado.

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Art. 2-2-7 Procedimentos em veículos - Os ocupantes de veículos transitando dentro de OM, próximos ao local do
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hasteamento ou arriamento da Bandeira Nacional, desembarcam e, se uniformizados, prestam continência à Bandeira,


mantendo-se em sentido se em trajes civis.

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Art. 2-2-8 OM de terra designada para cerimonial - Nas áreas onde houver concentração de OM de terra, o Comandante Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Mais Antigo Presente (COMAP) pode designar uma OM, à qual cabe realizar diariamente o hasteamento e arriamento da
Bandeira Nacional.
Art. 2-2-9 Concentração de navios no mar - Os navios no mar, situados dentro do alcance visual de bandeiras, hasteiam
e arriam a Bandeira Nacional em obediência aos sinais oriundos do navio onde se encontrar embarcado o COMAPEM.
Art. 2-2-10 Concentração de navios no porto - Os navios docados ou atracados, situados dentro do alcance visual de
bandeiras, hasteiam e arriam a Bandeira Nacional em obediência aos sinais oriundos:
I - do navio onde se encontrar embarcado o COMAPEM, se este for mais antigo que o COMAP; ou
II - da OM designada.
Art. 2-2-11 Quando os navios mantêm hasteada - Os navios mantêm hasteada a Bandeira Nacional, entre o pôr do sol e
8h, nas seguintes situações especiais:
I - quando avistado o Estandarte Presidencial;
II - quando a bordo Chefe de Estado ou de Governo estrangeiro;
III - quando a bordo o Ministro da Defesa;
IV - quando a bordo o Comandante da Marinha;
V - quando a bordo o Governador da Unidade da Federação a que pertencer o porto em que se encontrar o navio;
VI - no porto, durante a entrada ou saída de navio da MB ou de Marinha de Guerra estrangeira, ou se esses
hastearem suas bandeiras;
VII - quando navegando próximo de terra;
VIII - durante a entrada e saída de qualquer porto;
IX - durante o cruzamento, no mar, com outro navio, ou na passagem próxima de farol ou estação semafórica com
guarnição;
X - quando sobrevoado por alguma aeronave;
XI - durante postos de combate;
XII - à meia adriça, até às 23h59 do último dia estabelecido, nos casos de luto nacional, no Dia dos Mortos (Finados)
e, nos navios abrangidos pelo ato administrativo, nos dias de luto municipal e estadual.
XIII - quando fotografados ou filmados.
Art. 2-2-12 Navios em mar aberto - Os navios em mar aberto podem prescindir da exibição da Bandeira Nacional, salvo
nas seguintes situações:
I - durante o cruzamento, no mar, com outro navio, ou na passagem próxima de farol ou estação semafórica com
guarnição;
II - quando sobrevoado por alguma aeronave;
III - durante postos de combate; e
IV - quando fotografados ou filmados.
Art. 2-2-13 Quando as OM de terra mantêm hasteada - As OM de terra mantêm hasteada a Bandeira Nacional, entre o
pôr do sol e 8h, nas seguintes situações:
I - quando avistado o Estandarte Presidencial;
II - quando a bordo Chefe de Estado ou de Governo estrangeiro;
III - quando a bordo o Ministro da Defesa;
IV - quando a bordo o Comandante da Marinha;
V - quando a bordo o Governador da Unidade da Federação onde se localiza a OM; e

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VI - à meia adriça, até às 23h59 do último dia estabelecido, nos casos de luto nacional, no Dia dos Mortos (Finados)
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e, nas OM abrangidas pelo ato administrativo, nos dias de luto municipal e estadual.
Art. 2-2-14 Quando as embarcações miúdas mantêm hasteada - As embarcações miúdas mantêm a Bandeira Nacional

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hasteada, entre o pôr do sol e 8h, enquanto: Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

I - os navios mantiverem o embandeiramento içado, nos dias de gala;


II - conduzir o Presidente da República; Chefe de Estado ou de Governo estrangeiro; membros do Congresso
Nacional, do Supremo Tribunal Federal ou do Superior Tribunal Militar; Ministro de Estado; Comandante da Marinha;
Comandante do Exército; Comandante da Aeronáutica; Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas; Governador
da Unidade da Federação onde estiver a embarcação; e o Almirantado;
III - em águas estrangeiras ou limítrofes internacionais, de dia ou de noite;
IV - dirigir-se a navio estrangeiro ou nele permanecer atracada;
V - para os casos previstos para hasteamento à meia adriça, seguirá os procedimentos adotados pelo navio-mãe; e
VI - for assim determinado pela autoridade competente.
Art. 2-2-15 Iluminação - Depois do pôr e antes do nascer do sol a Bandeira Nacional, se hasteada, é mantida iluminada.
Art. 2-2-16 Modo de dobrar - A Bandeira Nacional, no arriamento, após ser desenvergada, é dobrada da seguinte forma:
I - segura pela tralha e pelo lais, é dobrada ao meio em seu sentido longitudinal, ficando para baixo a parte em que
aparecem a estrela isolada Espiga e a parte do dístico "ORDEM E PROGRESSO";
II - ainda segura pela tralha e pelo lais, é, pela segunda vez, dobrada ao meio, novamente no seu sentido
longitudinal, ficando voltada para cima a parte em que aparece a ponta de um dos ângulos obtusos do losango amarelo;
a face em que aparece o dístico deve estar voltada para a frente da formatura;
III - a seguir é dobrada no seu sentido transversal, em três partes, indo a tralha e o lais tocarem o pano, pela parte
de baixo, aproximadamente na posição correspondente às extremidades do círculo azul que são opostas; permanece
voltada para cima e para a frente a parte em que aparecem a estrela isolada e o dístico;
IV - ao final da dobragem, a Bandeira Nacional apresenta a maior parte do dístico para cima e é passada para o
braço flexionado do mais antigo, sendo essa a posição para transporte; e
V - para a guarda, pode ser feita mais uma dobra no sentido longitudinal, permanecendo o campo azul voltado para cima.

Art. 2-2-17 Guarda da Bandeira - Quando em tropa armada, a Bandeira Nacional é exibida de forma destacada, por uma
guarda armada denominada Guarda da Bandeira, sendo conduzida pelo Porta-bandeira da seguinte forma:
I - em posição de "Ombro arma", o Porta-bandeira a conduz apoiada em seu ombro direito, inclinada, com o conto
mais abaixo, mantendo, com a mão direita, o pano seguro na altura do peito e naturalmente caído ao lado recobrindo
seu braço (Fig. 1 e 2 – ApII);

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II - desfilando em continência, o Porta-bandeira desfralda-a e posiciona-a verticalmente, colocando o conto no


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talabardão e, com a mão direita, cotovelo lançado para fora, auxiliada pela outra, segura a haste na altura do ombro (Fig.
3 – ApII);

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III - ocupa o centro da testa, ou a sua direita, se esta contar com número par de componentes (Fig. 1 e 2 – ApII); Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

IV - não é abatida em continência;


V - não é acompanhada, por mais de dois estandartes, exceto em cerimônias conjuntas com as demais Forças,
quando este número pode ser maior; e
VI - os estandartes são abatidos quando em continência.

Art. 2-2-18 Modo de dispor - A Bandeira Nacional é exibida e conduzida na seguinte forma:
I - quando hasteada em janela, porta, sacada ou balcão, fica ao centro, se isolada ou se acompanhada de número
par de outras bandeiras ou estandartes civis ou militares; em posição que mais se aproxime do centro, ou à direita deste,
se acompanhada de número ímpar de outras bandeiras ou estandartes (Fig. 4, 5 e 6 – ApII);
II - quando em préstito ou procissão, não é conduzida na horizontal e vai ao centro da testa da coluna, se isolada;
à direita desta, se houver outra bandeira; e à frente do centro da testa da coluna, a dois metros de distância, se houver
outras duas ou mais bandeiras (Fig. 7 e 8 – ApII);
III - quando distendida e sem mastro, em rua ou praça, entre edifícios, ou em portas, é colocada de modo que o
lado maior do retângulo fique na horizontal e a estrela isolada voltada para cima (Fig. 9 – ApII);
IV - quando disposta em sala ou salão, por motivo de reuniões, conferências ou solenidades, fica distendida por
detrás da cadeira de quem as preside, ou do local da tribuna, sempre acima da cabeça de quem a ocupa e disposta como
no inciso III (Fig. 10 – ApII);
V - quando em florão, sobre escudo ou qualquer outra peça que agrupe diversas bandeiras, ocupa o centro, não
podendo ser menor do que as outras nem colocada abaixo delas (Fig. 11 – ApII);
VI - nos mastros ou adriças, se figurar junto com bandeira de outra nação ou bandeira-insígnia, é colocada à mesma
altura; se acompanhada de estandartes de corporações militares ou bandeiras representativas de instituições ou
associações civis, fica acima (Fig 12 – ApII);
VII - quando em recinto privativo de autoridade, fica ao lado direito de sua mesa de trabalho ou em outro local em
que fique realçada (Fig 13 – ApII); e
VIII - quando distendida sobre ataúde, durante enterro, tem a tralha voltada para o lado da cabeceira do ataúde; é
amarrada à urna para evitar que esvoace nos deslocamentos do cortejo, sendo retirada por ocasião do sepultamento (Fig.
14 – ApII).
Art. 2-2-19 Disposição de outras bandeiras e estandartes - A disposição de outras bandeiras e estandartes exibidos em
conjunto com a Bandeira Nacional obedece às seguintes regras:
I - em posições mais próximas à Bandeira Nacional são dispostas as bandeiras de outras nações, seguindo-se os
estandartes militares, cabendo aos estandartes civis as posições mais afastadas;

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II - a precedência entre as bandeiras e estandartes civis obedece ao critério da ordem alfabética das nações e
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instituições que representam, na língua portuguesa; entre os estandartes militares, ao critério de antiguidade dos
Titulares das OM que representam, considerando-se o estandarte da Marinha como o de maior precedência; e

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III - inicia-se a disposição com a de maior precedência à direita da Bandeira Nacional, a que se segue à esquerda e Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

assim sucessivamente.

Art. 2-2-20 Hasteamento simultâneo - Ocorrendo o hasteamento junto com bandeira de outra nação ou estandarte, a
Bandeira Nacional é hasteada em primeiro lugar e arriada por último.
Art. 2-2-21 Cerimonial no estrangeiro - O navio da MB, quando em porto estrangeiro, hasteia e arria a Bandeira Nacional
de acordo com o horário do cerimonial do país a que pertencer o porto.
Art. 2-2-22 Entrada e saída de bordo - Durante o Cerimonial à Bandeira é vedada a entrada ou saída de pessoas e
veículos na OM que o realiza, salvo se localizada próxima à via pública, quando a interrupção do trânsito deve ocorrer,
com o mínimo de prejuízo possível ao tráfego de pessoas e veículos, entre o “Segundo Sinal” e o término do Cerimonial.
(ATUALIZAÇÃO JAN2022)
Art. 2-2-23 Saudação diária - Aquele que pela primeira vez no dia chegar à OM, ou dela retirar-se pela última vez no dia,
saúda a Bandeira Nacional, se hasteada, para ela voltado, assim que:
I - a bordo de navio, atingir o patim superior do portaló ou a extremidade superior da prancha; e
II - em OM de terra, transitando a pé, defrontar-se com o mastro onde estiver hasteada.
Art. 2-2-24 Saudação à passagem - Todos saúdam a Bandeira Nacional quando diante de si passar conduzida em desfile
militar, fazendo alto aquele que estiver em marcha.
Art. 2-2-25 Arriamento seguido de hasteamento - No pôr do sol, se a Bandeira tiver que permanecer içada, é cumprido
o cerimonial para arriamento e, ao término, ela volta a ser hasteada.
Art. 2-2-26 - Hasteamento e arriamento sem cerimonial - A Bandeira Nacional é hasteada ou arriada sem cerimonial:
I - em manobra de troca de mastro;
II - quando tiver que ser hasteada após a hora do arriamento; e
III - ao ser arriada no início do cerimonial de hasteamento, às 7h55 ou no Dia da Bandeira às 11h55, se, por motivo
previsto neste Cerimonial, já estiver içada na ocasião; e
IV - ao ser arriada nas situações estabelecidas nos incisos XII do art. 2-2-11, VI do art. 2-2-13, II do art. 9-1-12 e I do
art. 9-1-15.

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Art. 2-2-27 Proibições - É vedado:


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I - fazer saudação com a Bandeira Nacional, salvo em retribuição à saudação idêntica feita por outro navio ou
estabelecimento;

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II - usar Bandeira Nacional que não se encontre em bom estado de conservação; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

III - usar Bandeira Nacional como reposteiro ou pano de boca, guarnição de mesa, revestimento de tribuna,
cobertura de placas, retratos, painéis ou monumentos a serem inaugurados;
IV - usar Bandeira Nacional para prestação de honras de caráter particular por parte de qualquer pessoa natural ou
entidade coletiva;
V - colocar quaisquer indicações ou emblemas sobre a Bandeira Nacional; e
VI - abater a Bandeira Nacional em continência.

CAPÍTULO 3
BANDEIRAS-DISTINTIVOS
Art. 2-3-1 Bandeiras-distintivos - São denominadas bandeiras-distintivos as bandeiras constantes do Apêndice I a este
Cerimonial e destinadas a caracterizar estabelecimentos, forças, unidades de tropa e os navios incorporados à MB, bem
como as condições em face de comissões que forem cometidas, a saber:
I - Bandeira do Cruzeiro;
II - Flâmula de Fim de Comissão;
III - Bandeira da Cruz Vermelha;
IV - Estandartes; e
V - Símbolos.

Art. 2-3-2 Bandeira do Cruzeiro - A Bandeira do Cruzeiro é usada nas seguintes condições:
I - hasteada e arriada diariamente, no "pau do jeque", simultaneamente com a Bandeira Nacional, em todos os
navios incorporados à MB, quando estes estiverem no dique, fundeados, amarrados ou atracados; e
II - hasteada à meia adriça quando assim o for a Bandeira Nacional, por motivo de luto ou funeral.

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Art. 2-3-3 Flâmula de Fim de Comissão - A Flâmula de Fim de Comissão é hasteada no tope do mastro principal nos navios
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incorporados à MB, substituindo a Flâmula de Comando, ao término de comissão igual ou superior a seis meses, quando
o navio iniciar a aterragem ao porto final da comissão, sendo arriada no pôr do sol que se seguir.

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Art. 2-3-4 Bandeira da Cruz Vermelha - A Bandeira da Cruz Vermelha é mantida hasteada permanentemente, em tempo
de guerra:
I - nos navios-hospital, nos acampamentos e nos estabelecimentos hospitalares, em mastro ou adriça diferente de
onde estiver içada a Bandeira Nacional; e
II - na proa das embarcações miúdas empregadas em serviços de saúde e das embarcações-hospital de forças de
desembarque.

Art. 2-3-5 Estandartes - O uso e guarda dos estandartes da Marinha, do Corpo de Fuzileiros Navais e das OM autorizadas
a possuir estandarte próprio se dá de acordo com as seguintes regras:
I - o estandarte da Marinha é ostentado por tropa armada da MB, sempre acompanhando a Bandeira Nacional;
II - o estandarte do Corpo de Fuzileiros Navais pode ser usado por todas as unidades de Fuzileiros Navais de escalão
igual ou superior a uma companhia, sempre acompanhando a Bandeira Nacional;
III - os demais estandartes são conduzidos ou exibidos exclusivamente por sua tropa, sempre acompanhando a
Bandeira Nacional; e
IV - os estandartes devem ser guardados no gabinete do Comandante ou em outro lugar de destaque da OM.

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Art. 2-3-6 Símbolos - Os símbolos são bandeiras-distintivos que identificam as forças, unidades e subunidades de tropa,
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armada ou não, em desfiles e formaturas, sendo envergados:


I - em hastes adaptáveis à boca do cano do fuzil;

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II - ao para-lama dianteiro direito da viatura do comandante da tropa; ou Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

III - em mastro próprio, quando então denominam-se "guião".

CAPÍTULO 4
BANDEIRAS-INSÍGNIAS

Art. 2-4-1 Bandeiras-insígnias - São denominadas bandeiras-insígnias as bandeiras constantes do Apêndice I a este
Cerimonial destinadas a assinalar a presença de determinada autoridade em OM da MB, bem como distinguir os cargos
de autoridades militares ou civis, a saber:
I - Estandarte Presidencial;
II - Pavilhões de Oficiais de Marinha:
a) Patrono da Marinha;
b) Comandante da Marinha;
c) Almirantado;
d) Chefe do Estado-Maior da Armada;
e) Comandante de Operações Navais;
f) Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais;
g) Chefe do Estado-Maior de Defesa;
h) Almirante;
i) Almirante de Esquadra;
j) Vice-Almirante;
k) Contra-Almirante;
l) Comandante em Chefe da Esquadra (ComemCh);
m) Almirante Comandante de Força;

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n) CMG Comandante de Força;


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o) CF ou CC Comandante de Força;
p) COMAPEM; e

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q) Capitão dos Portos. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

III - Bandeiras-insígnias de autoridades civis:


a) Vice-Presidente da República;
b) Ministro da Defesa;
c) Ministro de Estado;
d) Embaixador;
e) Encarregado de Negócios; e
f) Cônsul-Geral.

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IV - Bandeiras-insígnias de autoridades militares de outras Forças ou exercendo função


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no Ministério da Defesa, como previsto em regulamentação específica:


a) Comandante do Exército;

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b) Comandante da Aeronáutica; e Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

c) Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.

V - Flâmulas:
a) de Comando; e
b) de Oficial Superior.

Art. 2-4-2 Flâmula de Comando - A Flâmula de Comando é a insígnia privativa dos oficiais de marinha quando no exercício
do cargo de comando, vedado seu uso em navio não incorporado à Armada.
Art. 2-4-3 Flâmula de Oficial Superior - A Flâmula de Oficial Superior é hasteada nas embarcações miúdas que conduzam
oficial superior uniformizado, sendo arriada tão logo o oficial desembarque.
Art. 2-4-4 Local de hasteamento - As bandeiras-insígnias são hasteadas:
I - no tope do mastro principal dos navios e OM de terra ou no lais da verga de boreste, como determinado neste Cerimonial;
II - no lais da maior verga, no penol da carangueja ou no topo do mastro das embarcações e navios a vela, desde
que não seja onde se encontre içada a Bandeira Nacional; e
III - em haste apropriada, denominada pau da flâmula, na proa das embarcações miúdas.
Art. 2-4-5 Quando são hasteadas - As bandeiras-insígnias são mantidas hasteadas:
I - em caráter permanente, no respectivo navio, unidade ou estabelecimento, quando referente à autoridade
exercendo o cargo de comando;
II - em caráter transitório, na respectiva OM de terra, quando referente à autoridade exercendo o cargo de direção,
enquanto esta permanecer a bordo;
III - em caráter permanente, nos navios capitânias, quando referente ao Comandante de Força embarcado;
IV - em caráter transitório, na OM visitada, quando referente à autoridade superior pertencente à cadeia de
comando, substituindo a bandeira-insígnia da autoridade exercendo o cargo de comando ou direção; e
V - em caráter eventual, na OM visitada, como determinado neste Cerimonial, em honra a autoridade visitante não
pertencente à cadeia de comando.
Art. 2-4-6 Concentração de OM de terra - Nos locais onde haja concentração de OM de terra, com a Bandeira Nacional
hasteada em um único mastro, apenas o mais antigo presente das OM da área mantém o pavilhão hasteado.
Art. 2-4-7 Quando podem ser substituídas - A bandeira-insígnia de autoridade no exercício de cargo de comando, salvo
por ocasião da transmissão do cargo, quando obedece a regras próprias, somente é substituída:
I - pelo Estandarte Presidencial;
II - pelo pavilhão da autoridade a que esteja subordinada na cadeia de comando;
III - pela Flâmula de Fim de Comissão; e
IV - pelo pavilhão do Patrono da Marinha, no dia 13 de dezembro, no caso de OM onde haja cerimônia de entrega
da Medalha do Mérito Tamandaré.
Art. 2-4-8 Estandarte Presidencial - Estando içado o Estandarte Presidencial, nenhuma bandeira representativa de
qualquer outra autoridade, com exceção do pavilhão do Patrono da Marinha, pode permanecer içada.
Art. 2-4-9 Hasteamento do pavilhão do Almirantado - Quando o Almirantado estiver a bordo de OM, seu pavilhão
permanecerá hasteado simultaneamente com o pavilhão da autoridade presente de maior antiguidade da cadeia de
comando e, se for o caso, da bandeira-insígnia de autoridade não pertencente à cadeia de comando com maior
precedência.

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Art. 2-4-10 Hasteamento do pavilhão do CEMA - Quando o CEMA estiver a bordo de OM que não lhe seja subordinada,
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seu pavilhão:
I - permanece içado simultaneamente com o pavilhão da autoridade presente de maior antiguidade da cadeia de

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comando e, se for o caso, da bandeira-insígnia de autoridade não pertencente à cadeia de comando com maior Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

precedência; e
II - somente é substituído pelo pavilhão do Comandante da Marinha ou do Almirantado.
Art. 2-4-11 Demais autoridades visitantes - A bandeira-insígnia das demais autoridades não pertencentes à cadeia de
comando somente é hasteada, na forma prevista neste Cerimonial, quando a autoridade for a de maior precedência
presente na OM.
Art. 2-4-12 Hasteamento durante salva - Quando, na forma prevista neste Cerimonial, a bandeira-insígnia de autoridade
visitante for içada durante a salva de partida, ela será hasteada imediatamente antes do primeiro tiro e arriada após o
último tiro.
Art. 2-4-13 Hasteamento simultâneo - A disposição das bandeiras-insígnias içadas simultaneamente no tope do mastro
principal, salvo por ocasião da transmissão de comando, que obedece a regras próprias, é a seguinte:
I - a bandeira-insígnia da autoridade de maior precedência, não pertencente à cadeia de comando, ocupa a adriça de
boreste ou da direita;
II - a bandeira-insígnia da autoridade presente de maior antiguidade da cadeia de comando ocupa a adriça central
ou de bombordo; e
III - quando o Almirantado ou o CEMA estiverem a bordo juntamente com outra autoridade visitante de maior
precedência, a bandeira-insígnia desta é içada na adriça de boreste, exceto para o Estandarte Presidencial que obedece a
regras próprias, e o pavilhão do Almirantado ou CEMA, na adriça central ou de bombordo.
Art. 2-4-14 Hasteamento no capitânia - O pavilhão de Comandante de Força é mantido hasteado permanentemente no
navio capitânia, salvo se essa autoridade estiver em outro navio sob seu comando, quando então:
I - o navio capitânia arria o pavilhão e mantém içada a Flâmula de Comando; e
II - o navio visitado arria a Flâmula de Comando e mantém içado o pavilhão.
Art. 2-4-15 Comandante de Distrito Naval ou Comandante Naval - O pavilhão de Comandante de Força relativo a
Comandante de Distrito Naval ou Comandante Naval é mantido hasteado no navio subordinado apenas enquanto aquela
autoridade permanecer a bordo.
Art. 2-4-16 Concentração de Forças ou navios - Quando Forças ou navios estiverem próximos entre si, dentro do alcance
visual de bandeiras, somente o navio onde se encontrar o oficial mais antigo hasteia o pavilhão do COMAPEM.
Art. 2-4-17 Força-tarefa comandada por comandante e navio - O Oficial Superior Comandante de navio ao se fazer ao
mar comandando organização por tarefa arvora o pavilhão de Comandante de Força correspondente ao seu posto.
Art. 2-4-18 Quando podem ser arriadas - As bandeiras-insígnias podem ser arriadas durante combate ou operações de
guerra, se assim julgarem conveniente os oficiais que a elas tiverem direito.
Art. 2-4-19 Uso nas embarcações miúdas - Nas embarcações miúdas, as bandeiras-insígnias somente são usadas durante
o período entre o nascer e o pôr do sol e enquanto conduzirem oficial ou autoridade civil a que se refira, da seguinte
forma:
I - somente é hasteada a bandeira-insígnia da autoridade de maior precedência ou mais antiga presente;
II - quando forem conduzidas simultaneamente autoridade sem direito à bandeirainsígnia e outra menos
preeminente ou mais moderna, mas com tal direito, nenhuma bandeirainsígnia é hasteada; e
III - em traje civil, têm direito ao uso de sua bandeira-insígnia apenas os Almirantes e os Titulares da OM a que
pertencer a embarcação miúda.
Art. 2-4-20 Uso em viatura - O oficial de marinha com direito a pavilhão pode, por ocasião de solenidade oficial e quando
uniformizado, usar miniatura do respectivo pavilhão na viatura que o transportar, disposta em haste apropriada fixada
no para-lama direito dianteiro.

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Art. 2-4-21 Presença do Ministro da Defesa - Quando o Ministro da Defesa estiver a bordo de OM da MB, a bandeira-
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insígnia permanece de Ministro de Estado hasteada simultaneamente com o pavilhão da autoridade presente de maior
antiguidade da cadeia de comando.

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Art. 2-4-22 Hasteamento do pavilhão do Comandante da Marinha - Quando o Comandante da Marinha estiver a bordo Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

de OM da MB, seu pavilhão:


I - permanece hasteado, sendo somente substituído pelo Estandarte Presidencial; e
II - permanece içado no mastro do pátio do Comando da Marinha, do Distrito Naval ou do COMAP enquanto o
Comandante da Marinha estiver presente na Capital Federal, na sede do Distrito Naval ou em outra localidade em que
haja OM de Marinha, respectivamente.

TÍTULO V - HONRAS AOS OFICIAIS DE MARINHA


CAPÍTULO 1
REGRAS GERAIS

Art. 5-1-1 Direito às honras de portaló - Todos os oficiais, ao entrarem ou saírem de OM da MB, têm direito às honras de
portaló.
Art. 5-1-2 Presença do Presidente da República no mar - As honras aos oficiais de marinha, quando o Presidente da
República estiver no mar, dentro da distância máxima de salva, restringem-se às honras de portaló.
Art. 5-1-3 Presença a bordo de autoridade de maior precedência - As honras aos oficiais de marinha, quando se encontrar
na OM visitada autoridade de maior precedência, restringem-se às honras de portaló; caso a autoridade de maior
precedência se encontre nas proximidades do local das honras, essas limitar-se-ão às continências de guarda e "boys",
não sendo dados toques.
Art. 5-1-4 Toques de apito - Há toques de apito e corneta específicos para cada círculo hierárquico de oficiais e para as
seguintes autoridades:
I - Comandante da Marinha;
II - Chefe do Estado-Maior da Armada;
III - Comandante de Operações Navais;
IV - Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais;
V- Comandante em Chefe da Esquadra;
VI - Almirante Comandante de Força;
VII - Almirante Comandante;
VIII - Almirante;
IX - Oficial Superior Comandante de Força;
X - Oficial Superior Comandante; e
XI - Oficiais Intermediários Comandantes.
Art. 5-1-5 Toque de Comandante ou Comandante de Força - O oficial no exercício do Comando só tem direito ao toque
de Comandante no navio, unidade ou estabelecimento em que exerce tal cargo; os Comandantes de Força podem receber
toques de Comandante de Força em OM não subordinadas.
Art. 5-1-6 Exórdios - Há exórdios de marcha de continência específicos para as seguintes autoridades:
I - Patrono da Marinha - Marcha de continência Tamandaré;
II - Comandante da Marinha - Marcha de continência nº 2; e
III – Almirantes de Esquadra - Marcha de continência Santa Cecília.
Nas situações previstas no art. 6-3-1, deverá ser executado o exórdio Corine (de Signard), observado-se o caso específico
da alínea d do citado artigo.

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Art. 5-1-7 Vocativos - Os seguintes vocativos são utilizados:


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I - o Comandante da Marinha, o Chefe do Estado-Maior da Armada, o Comandante de Operações Navais, o


Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais e o Comandante em Chefe da Esquadra são anunciados pelos cargos

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que exercem; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

II - os demais Almirantes são anunciados pelo posto, seguido, quando for o caso, em suas OM e nas subordinadas,
da expressão "Comandante de Força" ou "Comandante"; e
III - os oficiais superiores, intermediários ou subalternos são anunciados pelo respectivo círculo hierárquico, seguido
da expressão "Comandante de Força" ou "Comandante", em suas OM, quando for o caso.
Art. 5-1-8 Número de "boys" - Na recepção e despedida das autoridades abaixo mencionadas, em visita oficial ou
anunciada, o número de "boys" é o seguinte:
I - oito "boys": Almirante, Almirante de Esquadra e Vice-Almirante;
II - seis "boys": Contra-Almirante;
III - quatro "boys": oficial superior; e
IV - dois "boys": demais oficiais.
Art. 5-1-9 Redução do número de "boys" - Caso as dimensões do convés não permitam acomodar os "boys" no número
requerido, ou as circunstâncias assim indicarem, a autoridade a quem caiba receber ou despedir pode autorizar:
I - posicionar dois "boys" junto ao patim inferior da escada de portaló ou extremidade inferior da prancha; ou
II - reduzir a quantidade de "boys", mantendo-a em número par.
Art. 5-1-10 Uniforme - O uniforme determinado para as honras de portaló, quando diferente do uniforme do dia, é de
uso obrigatório apenas para aqueles que nelas tomarem parte, exceto se for devida à autoridade visitante a honraria de
postos, quando o uniforme determinado para as honras é geral para toda a tripulação visitada.
Art. 5-1-11 Honras de passagem ao Comandante da Marinha e ao Almirantado - As honras de passagem ao Comandante
da Marinha e ao Almirantado são prestadas com a tripulação formada em postos de Parada.

TÍTULO VII - DATAS FESTIVAS


CAPÍTULO 1
CONCEITUAÇÃO

Art. 7-1-1 Datas Festivas - São denominadas datas festivas os dias em que, pela significação de suas datas, se realizam
cerimônias cívico-militares.
Art. 7-1-2 Dias de grande gala - Os dias de grande gala são as datas festivas em que se comemora o aniversário da
Independência (7 de setembro) e da Proclamação da República (15 de novembro).
Art. 7-1-3 Dias de pequena gala - Os dias de pequena gala são as datas festivas em que se comemora o Dia da
Confraternização Universal (1º de Janeiro), o Dia de Tiradentes (21 de abril), o Dia do Trabalho (1º de maio), o Aniversário
da Batalha Naval do Riachuelo – Data Magna da Marinha (11 de junho), o Dia da Bandeira (19 de novembro), o Dia do
Marinheiro (13 de dezembro) e o Natal (25 de dezembro).

CAPÍTULO 2
HONRAS NAS DATAS FESTIVAS

Art. 7-2-1 Honras nos dias de grande gala - Nos dias de grande gala, é observado o seguinte cerimonial:
I - embandeiramento em arco nos navios, das 8h até o pôr do sol;
II - após o cerimonial de hasteamento ou arriamento da Bandeira Nacional, e depois de executar o Hino Nacional, a
banda de música toca o Hino da Independência ou o da Proclamação da República, conforme a data, cantado por todos; e
III - execução de salva de vinte e um tiros, às 12h, por estação para tal designada, nas cidades sedes de Distrito Naval
e Comando Naval.

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Art. 7-2-2 Honras no dia Onze de Junho - No Aniversário da Batalha Naval do Riachuelo - Data Magna da Marinha, é
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observado o seguinte cerimonial:


I - o uniforme do dia é do grupo alexandrino;

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II - os navios embandeiram nos topes das 8h até o pôr do sol; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

III - às 8h, logo após o Cerimonial à Bandeira, os navios dos COMAPEM e as OM de terra hasteiam os Sinais de Barroso,
exceto onde ocorrer a cerimônia de entrega de condecorações da "Ordem do Mérito Naval", sendo o sinal "O Brasil espera
que cada um cumpra o seu dever" içado na adriça de boreste ou da direita e o sinal "Sustentar o fogo que a vitória é
nossa" na adriça de bombordo ou da esquerda;
IV - as OM que realizarem as cerimônias de entrega de condecorações da "Ordem do Mérito Naval", quando do seu
início, executam, em sequência, o hasteamento dos Sinais de Barroso, o Toque da Vitória, o Toque de Comandante em
Chefe e salva de dezessete tiros, por estação para tal fim designada;
V - quando houver a participação de convidados civis ou militares de outras Forças, inclusive estrangeiros, os Sinais de
Barroso são hasteados sequencialmente e precedidos de anúncio explicativo;
VI - os Sinais de Barroso são arriados cinco minutos antes do pôr do sol, imediatamente antes de ser tocado o "Sinal
para a Bandeira"; e
VII - as OM que realizarem as cerimônias de entrega de condecorações da "Ordem do Mérito Naval" em outras datas
podem, quando autorizadas pelo Comandante do Distrito Naval, cumprir o cerimonial previsto para o Dia Onze de Junho.
Art. 7-2-3 Honras no Dia da Bandeira - No Dia da Bandeira, é observado o seguinte cerimonial:
I - às 8h é executado normalmente o Cerimonial à Bandeira Nacional;
II - às 11h55 é anunciado por voz "Sinal para a Bandeira", sendo içado o galhardete "Prep", arriada a Bandeira Nacional
e dado por corneta o toque de Bandeira, prosseguindo-se normalmente o cerimonial para o hasteamento da Bandeira
Nacional;
III - às 12h os navios embandeiram nos topes; e
IV - após o hasteamento da Bandeira, são cremadas as Bandeiras Nacionais substituídas durante o ano e executada
salva de vinte e um tiros, por estação para tal fim designada e, em seguida, cantado o Hino à Bandeira por todos os
presentes, acompanhados ou não por banda de música.
Art. 7-2-4 Honras no dia Treze de Dezembro - No Dia do Marinheiro, é observado o seguinte cerimonial:
I - navios da MB - embandeiram nos topes das 8h até o pôr do sol;
II - OM onde se realizam cerimônias de entrega de condecorações da "Medalha Mérito Tamandaré":
a) ao início da cerimônia, executam, em sequência, o hasteamento do pavilhão do Patrono da Marinha, o "Exórdio
do Patrono da Marinha", salva de dezenove tiros por estação para tal fim designada e, em seguida, o arriamento do
pavilhão do Patrono da Marinha; e
b) durante o período em que o pavilhão do Patrono da Marinha permanecer içado, só podem permanecer
hasteadas no mastro principal, e com precedência sobre o mesmo, as seguinte bandeiras:
1. a Bandeira Nacional, hasteada em OM de terra ou no penol da carangueja de navios no mar;
2. o estandarte do Presidente da República, se presente à cerimônia;
3. o pavilhão do Vice-Presidente da República, se presente à cerimônia e ausente o Presidente da República; e
4. a Bandeira Nacional, hasteada por motivo de embandeiramento nos topes ou da presença a bordo do
Presidente do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal Federal, Senado Federal ou Câmara dos Deputados; e
III - as OM que realizarem as cerimônias de entrega de condecorações da "Medalha Mérito Tamandaré" em outras
datas podem, quando autorizadas pelo Comandante do Distrito Naval, cumprir o cerimonial previsto para o Dia do
Marinheiro.
Art. 7-2-5 Demais Dias de Pequena Gala - Nas datas de pequena gala de 1° de janeiro, 21 de abril, 1° de maio e 25 de
dezembro, os navios da MB embandeiram nos topes das 8h ao pôr do sol.

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Art. 7-2-6 Datas festivas de Unidades da Federação - Os navios participam das comemorações referentes às datas festivas
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de Unidades da Federação onde estiverem atracados, cumprindo embandeiramento em arco.


Art. 7-2-7 Presença de navios estrangeiros - O COMAPEM, no porto brasileiro onde se encontrarem navios de guerra

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estrangeiros e nacionais, ou o Comandante do Distrito, na sua sede, deve: Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

I - às vésperas da data festiva, com antecedência de, pelo menos, vinte e quatro horas, mandar um oficial participar
ao COMAPEM estrangeiro o motivo, natureza e horário do cerimonial que é executado, convidando-o para que seus
navios também participem das honras; e
II - no dia seguinte ao da realização do cerimonial, mandar um oficial agradecer a participação estrangeira.
Art. 7-2-8 Participação de tropas estrangeiras - As Forças estrangeiras que participem, em território brasileiro, de paradas
em comemoração a data festiva, nacional ou estrangeira, têm posição de destaque na vanguarda das forças em parada,
devendo ser observado o seguinte:
I - pequeno destacamento de forças brasileiras precede, se possível, as forças estrangeiras, como guarda de honra;
II - a precedência entre as forças estrangeiras obedece a critérios de:
a) antiguidade entre os comandantes das forças;
b) antiguidade entre os comandantes de destacamentos em parada; e
c) ordem alfabética das nações representadas, na língua portuguesa; e
III - se o desfile for em comemoração a data festiva de nação estrangeira, o destacamento da nação festejada tem
precedência sobre os demais.
Art. 7-2-9 Comemorações em portos estrangeiros - Os navios, em porto estrangeiro, comemoram os dias de grande e
pequena gala, devendo o COMAPEM ou Comandante:
I - dar ciência à autoridade naval estrangeira anfitriã, com antecedência adequada, do motivo, natureza e horário das
honras; e
II - formular convite para participação de representações das Marinhas estrangeiras presentes no porto.

TÍTULO IX - HONRAS FÚNEBRES


CAPÍTULO 1 - REGRAS GERAIS

Art. 9-1-1 Conceituação - Honras fúnebres são homenagens póstumas prestadas aos despojos mortais de militar ou de
autoridade civil, de acordo com a posição hierárquica que ocupava.
Art. 9-1-2 Autoridade que determina - As honras fúnebres são determinadas:
I - pelo Presidente da República, Ministro da Defesa, Comandante da Marinha, Comandante de Distrito Naval ou Titular
da OM à qual pertencia o militar falecido;
II - pelo Presidente da República, Ministro da Defesa e Comandante da Marinha, em caráter excepcional, aos despojos
mortais de Chefe de Missão Diplomática estrangeira falecido no Brasil ou de insigne personalidade, inclusive quanto ao
transporte em viatura especial e acompanhamento por tropa;
III - excepcionalmente, o Presidente da República, o Ministro da Defesa e o Comandante da Marinha podem
determinar que sejam prestadas Honras Fúnebres aos despojos mortais de Presidente do Congresso Nacional, Presidente
da Câmara dos Deputados, Presidente do Supremo Tribunal Federal, Ministro de Estado ou Secretário Especial da
Presidência da República equiparado a Ministro de Estado, assim como o seu transporte, em viatura especial,
acompanhada por tropa; e
IV - as Honras Fúnebres prestadas a Chefes de Missão Diplomática estrangeira ou às autoridades mencionadas no
inciso III do presente artigo seguem as mesmas prescrições estabelecidas para o Comandante da Marinha.
Art. 9-1-3 Luto oficial - A par das honras fúnebres que venham a ser prestadas, podem os Governos nos âmbitos Federal,
Estadual ou Municipal determinar que seja observado luto oficial por determinado período de dias.

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Art. 9-1-4 Guarda fúnebre - Guarda fúnebre é a tropa armada postada para render honras aos despojos mortais de
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militares e autoridades civis que a elas tenham direito.


Art. 9-1-5 Escolta fúnebre - Escolta fúnebre é a tropa destinada ao acompanhamento dos despojos mortais de autoridades

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civis e de militares falecidos quando em serviço ativo. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 9-1-6 Cobertura do féretro - Até o ato de inumação, o féretro de militar ativo ou inativo da MB é coberto com a
Bandeira Nacional.
Art. 9-1-7 Sinal de luto - O sinal de luto, em fita de crepe na cor preta, a ser usado somente quando determinado por
autoridade competente, consiste:
I - na Bandeira Nacional e nos estandartes, de laço atado junto à esfera armilar ou lança;
II - nos uniformes dos oficiais e praças, de braçal na manga esquerda, a quinze centímetros do ombro;
III - nos tambores, de faixa envolta no fuste; e
IV - nas cornetas, de pequeno laço atado ao cordão.
Art. 9-1-8 Sepultamento no mar - Quando as circunstâncias obrigarem ao sepultamento no mar, as honras fúnebres, caso
as condições permitam, limitam-se ao seguinte, observando-se a função, posto ou graduação que o falecido tinha em
vida:
I - o navio responsável pelo sepultamento paira sob máquinas, assim como os que o acompanham;
II - são executadas as honras de portaló, seguidas de três descargas de fuzilaria, antes de ser lançado ao mar o féretro;
III - logo após, inicia a salva final, quando devida, ocasião em que a bandeirainsígnia a que tinha direito o morto é
atopetada, sendo arriada ao término da salva; e
IV - os despojos mortais vão, se possível, em caixão fechado, broqueado, e suficientemente lastrado para garantir a
submersão.
Art. 9-1-9 Honras na saída de bordo do féretro - Quando na saída de féretro de bordo, as honras fúnebres prestadas a
militar ou autoridade civil consistem das continências inerentes às honras de portaló devidas em vida ou aquelas que, por
ocasião de seu falecimento, tenha o Governo resolvido conceder, da seguinte forma:
I - são hasteadas à meia adriça a Bandeira Nacional e a do Cruzeiro;
II - com a guarnição, descoberta, concentrada nas proximidades, são prestadas as honras de portaló;
III - seguem-se três descargas de fuzilaria e, se devido, a salva;
IV - a banda de música, se presente, toca acordes de marcha fúnebre, antes de cada descarga de fuzilaria; e
V - após a saída do féretro, a Bandeira Nacional e de Cruzeiro são atopetadas.
Art. 9-1-10 Cortejo no mar - O cortejo no mar, para acompanhamento do féretro, é organizado da seguinte forma:
I - constituição, tendo em vista o grau hierárquico ou função exercida pelo falecido:

a) Comandante de Força - cada navio da respectiva Força faz-se representar, pelo menos, com uma embarcação
levando oficial, suboficial e praças;
b) Comandante de navio ou oficial embarcado - participam as embarcações disponíveis do navio, levando, cada
uma, oficial, suboficial e praças;
c) Suboficial - participam, pelo menos, duas embarcações conduzindo um oficial, suboficiais e destacamento de praças; e
d) Praça - participa, pelo menos, uma embarcação conduzindo um oficial, um suboficial e seis outras praças;
II - a embarcação que transportar féretro hasteia à meia adriça a Bandeira Nacional e a bandeira-insígnia que competia
ao falecido quando em vida;
III - as demais embarcações do cortejo hasteiam somente a Bandeira Nacional à meia adriça; e
IV - os navios da MB hasteiam à meia adriça a Bandeira Nacional sempre que passar próximo o cortejo fúnebre oficial
ou navio de guerra com bandeira em funeral.
Art. 9-1-11 Honras em terra - Quando em terra, as honras fúnebres prestadas a militar da MB, com a participação de
tropa da MB, obedecem ao seguinte:

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I - iniciam com o toque de presença, correspondente ao devido em vida, quando o féretro alcançar a direita da guarda
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fúnebre, seguindo-se o de continência;


II - o féretro para ao chegar em frente ao Comandante da guarda fúnebre, ocasião em que são dadas três descargas

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de fuzilaria, tocando a banda de música, se presente, acordes de marcha fúnebre, antes de cada descarga; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

III - caso o efetivo da guarda fúnebre seja maior do que uma companhia:
a) durante as descargas, o restante da tropa permanece em "Ombro arma", sendo os acordes da marcha fúnebre
iniciados logo após a voz de "Preparar" dada pelo oficial que comandar o funeral; e
b) após as descargas, o comandante da guarda fúnebre dá voz de "Apresentar arma" e "Olhar à direita", quando
então o féretro desfila diante da tropa em continência, tocando a banda de música, se presente, marcha fúnebre; e
IV - a salva e o "Toque de silêncio", se devidos, são executados ao baixar o corpo à sepultura.
Art. 9-1-12 Prescrições especiais para os dias de funeral e luto oficial - Nos dias de funeral e de luto oficial:
I - não são executados toques de continência nem dadas salvas por outros motivos que não sejam os previstos neste
Título, a menos que especificamente autorizado pelos Comandantes de Distrito Naval;
II - a Bandeira Nacional é hasteada à meia adriça, sendo observado o cerimonial completo, com todas as honras e
toques de continência; durante postos de combate ou por ocasião de fotografias ou filmagem é atopetada; quando
conduzida por tropa, ostenta o sinal de luto. Enquanto perdurar o luto oficial, permanecerá à meia adriça, também, após
o pôr do sol e até às 23h59 do último dia estabelecido;
III - não é executado o Hino Nacional, exceto por ocasião do Cerimonial à Bandeira Nacional;
IV - a Bandeira do Cruzeiro é hasteada à meia adriça acompanhando a Bandeira Nacional;
V - nas OM onde se realizem honras fúnebres, as guardas e sentinelas têm as armas em funeral;
VI - para os procedimentos não previstos neste Cerimonial referentes às honras fúnebres, são cumpridas as disposições
do Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas; e
VII - mediante autorização do Comandante do Distrito Naval da área, as cerimônias militares, tais como formaturas e
graduações, cujas datas de realização, por serem especiais, não devem ser alteradas, podem ser realizadas por completo,
observado o inciso I deste artigo.
Art. 9-1-13 Quando não são prestadas as honras - As honras fúnebres não são prestadas, mas transferidas, se possível,
para outra ocasião:
I - nos dias de festa nacional; e
II - nos dias de grande gala do país estrangeiro, em cujo porto se encontrar navio da MB.
Art. 9-1-14 Quando podem ser dispensadas - As honras fúnebres podem ser dispensadas, a critério da autoridade
competente:
I - quando o falecido as houver dispensado em vida;
II - quando solicitação nesse sentido partir da própria família;
III - quando a comunicação do falecimento chegar tardiamente;
IV - no caso de perturbação da ordem pública; e
V - em condições adversas de tempo.
Art. 9-1-15 No Dia dos Mortos - No dia 2 de novembro, data consagrada ao culto aos mortos:
I - os navios e OM embandeiram à meia adriça de 8h até às 23h59; e
II - durante o embandeiramento à meia adriça, as embarcações miúdas mantêm nessa posição a Bandeira Nacional.
Art. 9-1-16 Presente em porto nacional navio de guerra estrangeiro - Quando em porto nacional encontrarem-se navios
de guerra estrangeiros, o COMAPEM:
I - manda, com a possível antecedência, oficial participar aos COMAPEM estrangeiros o motivo e a natureza das honras
fúnebres que são prestadas pelos navios da MB; e
II - terminadas as honras fúnebres, manda oficial agradecer aos COMAPEM dos navios estrangeiros que nelas
houverem tomado parte.

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Art. 9-1-17 Em países estrangeiros - Não obstante o disposto neste Cerimonial, as honras fúnebres em países estrangeiros
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devem pautar-se ao que for neles de uso.


Art. 9-1-18 Guarda fúnebre em porto estrangeiro - Quando em porto estrangeiro ocorrer, a bordo de navio da MB, o

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falecimento de militar ou civil com direito a honras fúnebres, compete ao COMAPEM solicitar à autoridade local Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

competente, por intermédio do agente diplomático ou consular brasileiro, permissão para desembarcar a guarda fúnebre,
que junto ou não com a escolta fúnebre tiver de prestar as devidas honras.

CAPÍTULO 2
FALECIMENTO DE AUTORIDADES

Art. 9-2-1 Presidente da República - Quando ocorrer o falecimento do Presidente da República, os navios da MB prestam
as seguintes honras fúnebres:
I - navios surtos no porto onde forem conduzidas as honras:
a) na hora determinada para o início das honras fúnebres, içam o embandeiramento à meia adriça;
b) a estação de salva ou o navio designado salva com vinte e um tiros; quinze minutos após, inicia nova salva de
vinte e um tiros, com o intervalo entre os tiros convenientemente ajustado para que o último ocorra quinze minutos antes
do término das honras fúnebres; ao término das honras é dada outra salva de vinte e um tiros;
c) logo após a execução do último tiro, os navios arriam o embandeiramento à meia adriça e hasteiam à meia adriça
a Bandeira Nacional e a do Cruzeiro; e
d) se o enterro se der em data posterior ao dia do início das honras, os vinte e um tiros periódicos são iniciados ao
nascer do sol do dia do enterro; e
II - navios surtos em outros portos, no dia designado por autoridade competente, prestam honras idênticas às descritas
no inciso I, de conformidade com os entendimentos junto ao Governador ou primeira autoridade local, quando nos portos
nacionais, ou agentes diplomáticos ou consulares brasileiros, quando nos portos estrangeiros.
Art. 9-2-2 Chefe de Nação estrangeira - Quando em porto nacional forem determinadas honras fúnebres por motivo de
falecimento de Chefe de Nação estrangeira, os navios da MB prestam as honras previstas para o Presidente da República,
com as seguintes alterações:
I - a Bandeira Nacional hasteada à meia adriça no mastro principal é substituída pela bandeira da nação enlutada;
II - não são dados os tiros periódicos; e
III - caso estejam presentes navios de guerra da nação enlutada, são observados os horários de início e término das
honras fúnebres realizadas pelos visitantes.
Art. 9-2-3 Ministro da Defesa e Comandante da Marinha - Quando ocorrer o falecimento do Ministro da Defesa ou do
Comandante da Marinha, as OM da MB prestam as seguintes honras fúnebres:
I - OM de terra sediadas e navios surtos no porto onde forem conduzidas as honras:
a) na hora determinada para o início das honras fúnebres, hasteiam à meia adriça a Bandeira Nacional e, os navios,
também a do Cruzeiro;
b) simultaneamente, a estação de salva ou o navio designado inicia salva de dezenove tiros, com o intervalo entre
os tiros convenientemente ajustado para que o último ocorra quinze minutos antes do término das honras fúnebres; ao
término das honras é dada nova salva com dezenove tiros;
c) logo após a execução do último tiro, são atopetadas a Bandeira Nacional e a do Cruzeiro; e
d) se o enterro se der em data posterior ao dia do início das honras, os dezenove tiros periódicos são iniciados ao
nascer do sol do dia do enterro; e
II - em outras localidades, inclusive estrangeiras, hasteiam à meia adriça a Bandeira Nacional e a do Cruzeiro, desde o
início até o término das honras fúnebres.

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Art. 9-2-4 Governador de Estado - Por ocasião de falecimento de Governador de Unidade da Federação, os navios da MB
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que se encontrarem em porto da respectiva Unidade prestam as honras fúnebres idênticas às previstas para o Ministro
da Defesa.

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Art. 9-2-5 Almirantado - Quando ocorrer o falecimento de um dos membros do Almirantado, as OM da MB prestam as Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

honras fúnebres idênticas às previstas para o Ministro da Defesa, sem tiros periódicos e com a salva, ao término das
honras fúnebres, de dezessete tiros.
Art. 9-2-6 Demais Almirantes - Quando ocorrer o falecimento de Almirante que não seja membro do Almirantado, são
prestadas as seguintes honras fúnebres:
I - na hora determinada para início das honras, os navios e unidades subordinadas, surtos ou localizadas no porto onde
serão conduzidas as honras, hasteiam à meia adriça a Bandeira Nacional e, os navios, também a do Cruzeiro;
II - caso a autoridade falecida exercesse cargo de Comando ou Direção, seu pavilhão é hasteado à meia adriça no
capitânia ou OM onde servia, conforme o caso;
III - ao término das honras, a estação de salva, o navio, ou unidade designada dá salva correspondente à autoridade
falecida; e
IV - logo após o último tiro, a Bandeira Nacional e a do Cruzeiro são atopetadas e arriado o pavilhão.
Art. 9-2-7 Oficial Superior Comandante de Força - Por ocasião de falecimento de Oficial Superior Comandante de Força,
são prestadas, pelos navios e unidades subordinados, no que couber, as honras fúnebres estabelecidas para Almirantes.
Art. 9-2-8 Comandante de navio - Ao Comandante de navio da MB que falecer, qualquer que seja o seu posto, são
prestadas as seguintes honras fúnebres:
I - quando ocorrer a bordo, até a saída do corpo, o navio que comandava hasteia à meia adriça a Bandeira Nacional,
do Cruzeiro e a Flâmula de Comando; se o navio for Capitânia, a Flâmula de Comando é hasteada à meia adriça, sem
prejuízo do pavilhão de Comandante de Força que se encontra hasteado; logo após a saída, são atopetadas a Bandeira
Nacional e a do Cruzeiro e arriada a Flâmula de Comando; e
II - quando ocorrer em terra, as honras fúnebres são as previstas para serem prestadas a militar da MB falecido em
terra, com a participação de guarda fúnebre.
Art. 9-2-9 Servidor público - No navio da MB onde ocorrer o falecimento de servidor público brasileiro, por ocasião da
saída do corpo de bordo é hasteada à meia adriça a Bandeira Nacional.
Art. 9-2-10 Agente diplomático - Quando ocorrer o falecimento de agente diplomático brasileiro no país em que for
acreditado, os navios da MB que se encontrarem em porto do mesmo país prestam as seguintes honras fúnebres:
I - para Embaixador:
a) no dia do funeral, mantêm hasteadas à meia adriça a Bandeira Nacional e a bandeira-insígnia de Embaixador,
ambas no mastro principal, e a do Cruzeiro, desde às 8h até o pôr do sol, ou até a hora do sepultamento, caso ocorra
antes;
b) no pôr do sol ou no momento do sepultamento, caso ocorra antes, o navio do COMAPEM atopeta o pavilhão de
Embaixador e dá uma salva de dezenove tiros; e
c) logo após a execução do último tiro, são atopetadas a Bandeira Nacional e a do Cruzeiro e arriada a bandeira-
insígnia, quando terminam as honras fúnebres; e
II - para Chefes de Missão, as devidas a Embaixador, devendo a bandeira-insígnia correspondente ser hasteada, à meia
adriça, apenas no navio do COMAPEM e o número de tiros da salva, o que competia à autoridade quando viva.
Art. 9-2-11 Agente consular - Quando ocorrer o falecimento de agente consular brasileiro em país estrangeiro, os navios
da MB que se encontrarem em porto sob a jurisdição do respectivo distrito consular prestam as honras fúnebres devidas
a agente diplomático Chefe de Missão, devendo a bandeira-insígnia correspondente ser hasteada, à meia adriça, apenas
por ocasião da salva, sendo arriada ao término.

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CAPÍTULO 3
FALECIMENTO DE MILITARES DA MB INATIVOS

Art. 9-3-1 Quando são prestadas - Mediante solicitação expressa da família de militar falecido na situação de inatividade,
os Comandantes de Distrito Naval podem autorizar que sejam prestadas honras fúnebres, como previsto neste
Cerimonial.
Art. 9-3-2 Ex-Ministros da Marinha e ex-Comandantes da Marinha - Aos ex-Ministros da Marinha e ex-Comandantes da
Marinha cabem as seguintes honras:
I - guarda fúnebre, com o efetivo de uma companhia, formada em alas no interior da necrópole, e grupo de combate
nas proximidades da sepultura, o qual realiza as descargas de fuzilaria;
II - comissão de representação designada e chefiada pelo COMAP na área de jurisdição do Distrito Naval onde se situa
a necrópole; e
III - honras de portaló ao alcançar o féretro a guarda fúnebre.
Art. 9-3-3 Almirantes - Aos Almirantes cabem as seguintes honras:
I - guarda fúnebre com o efetivo de um pelotão, formado em alas no interior da necrópole, e grupo de combate nas
proximidades da sepultura, o qual realiza as descargas de fuzilaria;

II - comissão de representação designada pelo Comandante de Distrito Naval, em cuja área de jurisdição se situa a
necrópole, chefiada por Contra-Almirante; e
III - honras de portaló ao alcançar o féretro a guarda fúnebre.
Art. 9-3-4 Oficiais superiores - Aos oficiais superiores cabem as seguintes honras:
I - guarda fúnebre, com o efetivo de um grupo de combate, nas proximidades da sepultura, o qual realiza as descargas
de fuzilaria; e
II - comissão de representação designada pelo Comandante de Distrito Naval, em cuja área de jurisdição se situa a
necrópole, chefiada por oficial superior.
Art. 9-3-5 Oficiais intermediários e subalternos - Aos oficiais intermediários e subalternos cabem a seguinte honra:
Comissão de representação designada pelo Comandante de Distrito Naval, em cuja área de jurisdição se situa a necrópole,
chefiada por oficial intermediário.
Art. 9-3-6 Praças - Às praças cabem as seguintes honras:
I - suboficiais e sargentos: Comissão de representação designada pelo Comandante de Distrito Naval, em cuja área de
jurisdição se situa a necrópole, chefiada por oficial subalterno;
II - cabos, marinheiros e soldados: Comissão de representação designada pelo Comandante de Distrito Naval, em cuja
área de jurisdição se situa a necrópole, chefiada por suboficial ou primeiro-sargento.

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Art. 9-3-7 Reduções das honras devidas - A critério do COMAP, no caso de ex-Ministros da Marinha, ou do Comandante
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de Distrito Naval, nos demais casos, as honras fúnebres previstas para militares inativos podem ser reduzidas, tendo em
vista a disponibilidade de meios, os efetivos de pessoal e a localização da necrópole.

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CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA
FEDERATIVA DO BRASIL DE 1988
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(Última alteração: 2019)

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TÍTULO V - Da Defesa do Estado e das Instituições Democráticas Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

CAPÍTULO II - Das Forças Armadas

Art. 142. As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais
permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e
da ordem.
§ 1º Lei complementar estabelecerá as normas gerais a serem adotadas na organização, no preparo e no emprego das
Forças Armadas.
§ 2º Não caberá habeas corpus em relação a punições disciplinares militares.
§ 3º Os membros das Forças Armadas são denominados militares, aplicando-se-lhes, além das que vierem a ser fixadas em
lei, as seguintes disposições: (Incluído pela EC n. 18/1998)
I – as patentes, com prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são conferidas pelo Presidente da República e
asseguradas em plenitude aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo-lhes privativos os títulos e postos militares e,
juntamente com os demais membros, o uso dos uniformes das Forças Armadas; (Incluído pela EC n. 18/1998)
II – o militar em atividade que tomar posse em cargo ou emprego público civil permanente, ressalvada a hipótese
prevista no art. 37, XVI, c, será transferido para a reserva, nos termos da lei; (Redação dada pela EC n. 77/2014)
III – o militar da ativa que, de acordo com a lei, tomar posse em cargo, emprego ou função pública civil temporária,
não eletiva, ainda que da administração indireta, ressalvada a hipótese prevista no art. 37, XVI, c, ficará agregado ao respectivo
quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de
serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo depois de dois anos de afastamento, contínuos ou
não, transferido para a reserva, nos termos da lei; (Redação dada pela EC n. 77/2014)
IV – ao militar são proibidas a sindicalização e a greve; (Incluído pela EC n. 18/1998)
V – o militar, enquanto em serviço ativo, não pode estar filiado a partidos políticos;(Incluído pela EC n. 18/1998)
VI – o oficial só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato ou com ele incompatível, por decisão
de tribunal militar de caráter permanente, em tempo de paz, ou de tribunal especial, em tempo de guerra; (Incluído pela EC n.
18/1998)
VII – o oficial condenado na justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença
transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no inciso anterior; (Incluído pela EC n. 18/1998)
VIII – aplica-se aos militares o disposto no art. 7º, VIII, XII, XVII, XVIII, XIX e XXV, e no art. 37, XI, XIII, XIV e XV, bem
como, na forma da lei e com prevalência da atividade militar, no art. 37, XVI, c; (Redação dada pela EC n. 77/2014)
IX – (Revogado pela EC n. 41/2003)
X – a lei disporá sobre o ingresso nas Forças Armadas, os limites de idade, a estabilidade e outras condições de
transferência do militar para a inatividade, os direitos, os deveres, a remuneração, as prerrogativas e outras situações especiais
dos militares, consideradas as peculiaridades de suas atividades, inclusive aquelas cumpridas por força de compromissos
internacionais e de guerra. (Incluído pela EC n. 18/1998)
Art. 143. O serviço militar é obrigatório nos termos da lei.
§ 1º Às Forças Armadas compete, na forma da lei, atribuir serviço alternativo aos que, em tempo de paz, após alistados,
alegarem imperativo de consciência, entendendo-se como tal o decorrente de crença religiosa e de convicção filosófica ou
política, para se eximirem de atividades de caráter essencialmente militar.
§ 2º As mulheres e os eclesiásticos ficam isentos do serviço militar obrigatório em tempo de paz, sujeitos, porém, a outros
encargos que a lei lhes atribuir.

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DECRETO nº 3.897/2001
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(24 de agosto de 2001)

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DIRETRIZES PARA O EMPREGO DAS FORÇAS ARMADAS Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

NA GARANTIA DA LEI E DA ORDEM, E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS


Art. 1º As diretrizes estabelecidas neste Decreto têm por finalidade orientar o planejamento, a coordenação e a execução
das ações das Forças Armadas, e de órgãos governamentais federais, na garantia da lei e da ordem.

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Art. 2º É de competência exclusiva do Presidente da República a decisão de emprego das Forças Armadas na garantia
da lei e da ordem.
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§ 1º A decisão presidencial poderá ocorrer por sua própria iniciativa, ou dos outros poderes constitucionais,

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representados pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, pelo Presidente do Senado Federal ou pelo Presidente da Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Câmara dos Deputados.


§ 2º O Presidente da República, à vista de solicitação de Governador de Estado ou do Distrito Federal, poderá, por
iniciativa própria, determinar o emprego das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem.
Art. 3º Na hipótese de emprego das Forças Armadas para a garantia da lei e da ordem, objetivando a preservação da
ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, porque esgotados os instrumentos a isso previstos no
art. 144 da Constituição, lhes incumbirá, sempre que se faça necessário, desenvolver as ações de polícia ostensiva, como
as demais, de natureza preventiva ou repressiva, que se incluem na competência, constitucional e legal, das Polícias
Militares, observados os termos e limites impostos, a estas últimas, pelo ordenamento jurídico.
Parágrafo único. Consideram-se esgotados os meios previstos no art. 144 da Constituição, inclusive no que concerne às
Polícias Militares, quando, em determinado momento, indisponíveis, inexistentes, ou insuficientes ao desempenho
regular de sua missão constitucional.
Art. 4º Na situação de emprego das Forças Armadas objeto do art. 3o, caso estejam disponíveis meios, conquanto
insuficientes, da respectiva Polícia Militar, esta, com a anuência do Governador do Estado, atuará, parcial ou totalmente,
sob o controle operacional do comando militar responsável pelas operações, sempre que assim o exijam, ou recomendem,
as situações a serem enfrentadas.
§ 1º Tem-se como controle operacional a autoridade que é conferida, a um comandante ou chefe militar, para atribuir
e coordenar missões ou tarefas específicas a serem desempenhadas por efetivos policiais que se encontrem sob esse grau
de controle, em tal autoridade não se incluindo, em princípio, assuntos disciplinares e logísticos.
§ 2º Aplica-se às Forças Armadas, na atuação de que trata este artigo, o disposto no caput do art. 3o anterior quanto
ao exercício da competência, constitucional e legal, das Polícias Militares.
Art. 5º O emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem, que deverá ser:
 Episódico,
 Em área previamente definida e
 Ter a menor duração possível,
Abrange, ademais da hipótese objeto dos arts. 3º e 4º, outras em que se presuma ser possível a perturbação da ordem,
tais como as relativas a eventos oficiais ou públicos, particularmente os que contem com a participação de Chefe de
Estado, ou de Governo, estrangeiro, e à realização de pleitos eleitorais, nesse caso quando solicitado.
Parágrafo único. Nas situações de que trata este artigo, as Forças Armadas atuarão em articulação com as autoridades
locais, adotando-se, inclusive, o procedimento previsto no art. 4º.
Art. 6º A decisão presidencial de emprego das Forças Armadas será comunicada ao Ministro de Estado da Defesa por meio
de documento oficial que indicará a missão, os demais órgãos envolvidos e outras informações necessárias.

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DECRETO Nº 6.806, DE 25 DE MARÇO DE 2009.


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(Última alteração: 2013)


REGULAMENTO DE CONTINÊNCIA

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Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 1o É delegada competência ao Ministro de Estado da Defesa, vedada a subdelegação, para aprovar o Regulamento
de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas.
Art. 2o O Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas, cujas
prescrições serão aplicáveis às situações diárias da vida castrense, estando o militar de serviço ou não, em área militar
ou em sociedade, nas cerimônias e solenidades de natureza militar ou cívica, terá por finalidade:
I - estabelecer as honras, as continências e os sinais de respeito que os militares prestam a determinados símbolos
nacionais e às autoridades civis e militares;
II - regular as normas de apresentação e de procedimento dos militares, bem como as formas de tratamento e a
precedência; e
III - fixar as honras que constituem o Cerimonial Militar no que for comum às Forças Armadas.
Art. 3o O Regulamento de Continências, Honras, Sinais de Respeito e Cerimonial Militar das Forças Armadas observará
os seguintes preceitos:
I - terão continências:
a) a Bandeira Nacional:
1. ao ser hasteada ou arriada diariamente em cerimônia militar ou cívica;
2. Por ocasião da cerimônia de incorporação ou desincorporação nas formaturas;
3. Quando conduzida por tropa ou por contingente de Organização Militar;
4. Quando conduzida em marcha, desfile ou cortejo, acompanhada por guarda ou por organização civil em
cerimônia cívica; e
5. Quando, no período compreendido entre oito horas e o pôr-do-sol, um militar entra a bordo de navio de guerra
ou dele sai ou quando, na situação de “embarcado”, avista-a ao entrar a bordo pela primeira vez ou ao sair pela última
vez;
b) o Hino Nacional, quando executado em solenidade militar ou cívica;
c) o Presidente da República;
d) o Vice-Presidente da República;
e) os Presidentes do Senado Federal, da Câmara dos Deputados e do Supremo Tribunal Federal;
f) o Ministro de Estado da Defesa;
g) os demais Ministros de Estado quando em visita de caráter oficial;
h) os Governadores de Estado, de Territórios Federais e do Distrito Federal nos respectivos territórios ou, quando
reconhecidos ou identificados, em qualquer parte do País em visita de caráter oficial;
i) os Ministros do Superior Tribunal Militar quando reconhecidos ou identificados;
j) os militares da ativa das Forças Armadas, mesmo em traje civil; nesse último caso, quando for obrigatório o seu
reconhecimento em função do cargo que exerce ou, para os demais militares, quando reconhecidos ou identificados;
l) os militares da reserva ou reformados quando reconhecidos ou identificados;
m) a tropa quando formada;
n) as Bandeiras e os Hinos das Nações Estrangeiras, nos casos das alíneas “a” e “b” deste inciso;

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o) as autoridades civis estrangeiras correspondentes às constantes das alíneas “c” a “h” deste inciso quando em visita
de caráter oficial;
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p) os militares das Forças Armadas estrangeiras quando uniformizados e, se em trajes civis, quando reconhecidos ou

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identificados; e Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

q) os integrantes das Polícias Militares e dos Corpos de Bombeiros Militares, corporações consideradas forças
auxiliares e reserva do Exército;
II - terão continência da tropa os símbolos e as autoridades relacionadas nas alíneas “a” a “j”, “m” a “o” e “q” do
inciso I deste artigo e, ainda:
a) os militares da reserva ou reformados quando uniformizados; e
b) os militares das Forças Armadas estrangeiras quando uniformizados;
III - terão direito a honras militares:
a) o Presidente da República;
b) o Vice-Presidente da República;
c) o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal quando incorporados;
d) o Ministro de Estado da Defesa;
e) os demais Ministros de Estado quando em visita de caráter oficial a organização militar;
f) os Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e o Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas; (Redação dada pelo Decreto nº 7.960, de 2013);
g) o Superior Tribunal Militar quando incorporado;
h) os militares das Forças Armadas;
i) os Governadores dos Estados, dos Territórios Federais e do Distrito Federal quando em visita de caráter oficial a
organização militar;
j) os Chefes de Missão Diplomática;
l) os Ministros Plenipotenciários de Nações Estrangeiras e os Enviados Especiais; e
m) outras autoridades, desde que expressa e excepcionalmente determinado pelo Presidente da República, pelo
Ministro de Estado da Defesa ou pelo Comandante da Força Singular que prestará a homenagem.

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ESTATUTO DOS MILITARES


(Lei nº 6.880, de 9 de dezembro de 1980 –Edição Revisada 2009 - Última alteração: 2021)

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TÍTULO I - Generalidades
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CAPÍTULO 1- Disposições Preliminares

Art. 1º - O presente Estatuto regula a situação, obrigações, deveres, direitos e prerrogativas dos membros das Forças
Armadas.
Art. 2° - As Forças Armadas, essenciais à execução da política de segurança nacional, são constituídas pela Marinha, pelo
Exército e pela Aeronáutica, e destinam-se a defender a Pátria e a garantir os poderes constituídos, a lei e a ordem. São
Instituições nacionais, permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade
suprema do Presidente da República e dentro dos limites da lei.
Art. 3° - Os membros das Forças Armadas, em razão de sua destinação constitucional, formam uma categoria especial de
servidores da Pátria e são denominados militares.
§ 1º - Os militares encontram-se em uma das seguintes situações:
a) na ativa:
I - os de carreira;
II - os temporários, incorporados às Forças Armadas para prestação de serviço militar, obrigatório ou voluntário,
durante os prazos previstos na legislação que trata do serviço militar ou durante as prorrogações desses
prazos; (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
III - os componentes da reserva das Forças Armadas quando convocados, reincluídos, designados ou mobilizados;
IV - os alunos de órgão de formação de militares da ativa e da reserva; e
V - em tempo de guerra, todo cidadão brasileiro mobilizado para o serviço ativo nas Forças Armadas.
b) na inatividade:
I - os da reserva remunerada, quando pertençam à reserva das Forças Armadas e percebam remuneração da União,
porém sujeitos, ainda, à prestação de serviço na ativa, mediante convocação ou mobilização;
II - os reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores estejam dispensados, definitivamente,
da prestação de serviço na ativa, mas continuem a perceber remuneração da União; e
III - os da reserva remunerada e, excepcionalmente, os reformados, que estejam executando tarefa por tempo certo,
segundo regulamentação para cada Força Armada. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
§ 2º - Os militares de carreira são aqueles da ativa que, no desempenho voluntário e permanente do serviço militar,
tenham vitaliciedade, assegurada ou presumida, ou estabilidade adquirida nos termos da alínea “a” do inciso IV
do caput do art. 50 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
§ 3º Os militares temporários não adquirem estabilidade e passam a compor a reserva não remunerada das Forças
Armadas após serem desligados do serviço ativo. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
Art. 4° - São considerados reserva das Forças Armadas:
I - individualmente:
a) os militares da reserva remunerada; e
b) os demais cidadãos em condições de convocação ou de mobilização para a ativa.
II - no seu conjunto:
a) as Polícias Militares; e
b) os Corpos de Bombeiros Militares.
§ 1o - A Marinha Mercante, a Aviação Civil e as empresas declaradas diretamente devotadas às finalidades precípuas
das Forças Armadas, denominada atividade efeitos de mobilização e de emprego, reserva das Forças Armadas.
§ 2o - O pessoal componente da Marinha Mercante, da Aviação Civil e das empresas declaradas diretamente
relacionadas com a segurança nacional, bem como os demais cidadãos em condições de convocação ou mobilização para
a ativa, só serão considerados militares quando convocados ou mobilizados para o serviço nas Forças Armadas.

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Art. 5° - A carreira militar é caracterizada por atividade continuada e inteiramente devotada às finalidades precípuas das
Forças Armadas, denominada atividade militar.
§ 1o - A carreira militar é privativa do pessoal da ativa, inicia-se com o ingresso nas Forças Armadas e obedece às
diversas sequências de graus hierárquicos.
§ 2o - São privativas de brasileiro nato as carreiras de oficial da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.
Art. 6° - São equivalentes as expressões “na ativa”, “da ativa”, “em serviço ativo”, “em serviço na ativa”, “em serviço”, “em atividade”
ou “em atividade militar”, conferidas aos militares no desempenho de cargo, comissão, encargo, incumbência ou missão, serviço ou
atividade militar ou considerada de natureza militar, nas organizações militares das Forças Armadas, bem como na Presidência da
República, na Vice-Presidência da República, no Ministério da Defesa e nos demais órgãos quando previsto em lei, ou quando
incorporados às Forças Armadas. (Redação dada pela Medida Provisória no 2.215-10, de 31 de agosto de 2001)
Art. 7° - A condição jurídica dos militares é definida pelos dispositivos da Constituição que lhes sejam aplicáveis, por este
Estatuto e pela Legislação, que lhes outorgam direitos e prerrogativas e lhes impõem deveres e obrigações.
Art. 8o - O disposto neste Estatuto aplica-se, no que couber:
I - aos militares da reserva remunerada e reformados;
II - aos alunos de órgão de formação da reserva;
III - aos membros do Magistério Militar; e
IV - aos Capelães Militares.
Art. 9o - Os oficiais-generais nomeados Ministros do Superior Tribunal Militar, os membros do Magistério Militar e os
Capelães Militares são regidos por legislação específica.

CAPÍTULO 3
Da Hierarquia Militar e da Disciplina
Art. 14 - A hierarquia e a disciplina são a base institucional das Forças Armadas. A autoridade e a responsabilidade crescem
com o grau hierárquico.
§ 1o - A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas.
A ordenação se faz por postos ou graduações; dentro de um mesmo posto ou graduação se faz pela antiguidade no posto
ou na graduação. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à sequência de autoridade.
§ 2o - Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que
fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito
cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.
§ 3o - A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida entre militares da
ativa, da reserva remunerada e reformados.
Art. 15 - Círculos hierárquicos são âmbitos de convivência entre os militares da mesma categoria e têm a finalidade de
desenvolver o espírito de camaradagem, em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo do respeito mútuo.

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Art. 16 - Os círculos hierárquicos e a escala hierárquica nas Forças Armadas, bem como a correspondência entre os postos
e as graduações da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são fixados nos parágrafos seguintes e no Quadro em anexo.
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§ 1o - Posto é o grau hierárquico do oficial, conferido por ato do Presidente da República ou do Ministro de Força
Singular e confirmado em Carta Patente.
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§ 2o - Os postos de Almirante, Marechal e Marechal-do-Ar somente serão providos em tempo de guerra.

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§ 3o - Graduação é o grau hierárquico da praça, conferido pela autoridade militar competente. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

§ 4o - Os Guardas-Marinha, os Aspirantes-a-Oficial e os alunos de órgãos específicos de formação de militares são


denominados praças especiais.
§ 5o - Os graus hierárquicos inicial e final dos diversos Corpos, Quadros, Armas, Serviços, Especialidades ou
Subespecialidades são fixados, separadamente, para cada caso, na Marinha, no Exército e na Aeronáutica.
§ 6o - Os militares da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, cujos graus hierárquicos tenham denominação comum,
acrescentarão aos mesmos, quando julgado necessário, a indicação do respectivo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço e, se
ainda necessário, a Força Armada a que pertencerem, conforme os regulamentos ou normas em vigor.
§ 7o - Sempre que o militar da reserva remunerada ou reformado fizer uso do posto ou graduação, deverá fazê-lo com
as abreviaturas respectivas de sua situação.
Art. 17 - A precedência entre militares da ativa do mesmo grau hierárquico, ou correspondente, é assegurada pela
antiguidade no posto ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em lei.
§ 1o - A antiguidade em cada posto ou graduação é contada a partir da data da assinatura do ato da respectiva promoção,
nomeação, declaração ou incorporação, salvo quando estiver taxativamente fixada outra data.
§ 2o - No caso do parágrafo anterior, havendo empate, a antiguidade será estabelecida:
a) entre militares do mesmo Corpo, Quadro, Arma ou Serviço, pela posição nas respectivas escalas numéricas ou registros
existentes em cada força;
b) nos demais casos, pela antiguidade no posto ou graduação anterior; se, ainda assim, subsistir a igualdade, recorrer-se-
á, sucessivamente, aos graus hierárquicos anteriores, à data de praça e à data de nascimento para definir a precedência, e,
neste último caso, o de mais idade será considerado o mais antigo;
c) na existência de mais de uma data de praça, inclusive de outra Força Singular, prevalece a antiguidade do militar que
tiver maior tempo de efetivo serviço na praça anterior ou nas praças anteriores; e
d) entre os alunos de um mesmo órgão de formação de militares, de acordo com o regulamento do respectivo órgão, se
não estiverem especificamente enquadrados nas letras a, b e c.
§ 3o - Em igualdade de posto ou de graduação, os militares da ativa têm precedência sobre os da inatividade.
§ 4o - Em igualdade de posto ou de graduação, a precedência entre os militares de carreira na ativa e os da reserva
remunerada ou não, que estejam convocados, é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou graduação.
Art. 18 - Em legislação especial, regular-se-á:
I - a precedência entre militares e civis, em missões diplomáticas, ou em comissão no País ou no estrangeiro; e
II - a precedência nas solenidades oficiais.
Art. 19 - A precedência entre as praças especiais e as demais praças é assim regulada:
I - os Guardas-Marinha e os Aspirantes-a-Oficial são hierarquicamente superiores às demais praças;
II - os Aspirantes da Escola Naval, os Cadetes da Academia Militar das Agulhas Negras e da Academia da Força Aérea e os
alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica, do Instituto Militar de Engenharia e das demais instituições de graduação de
oficiais da Marinha e do Exército são hierarquicamente superiores aos Suboficiais e aos Subtenentes; (Redação dada pela
Lei nº 13.954, de 2019)
III - os alunos de Escola Preparatória de Cadetes e do Colégio Naval têm precedência sobre os Terceiros-Sargentos, aos quais
são equiparados;

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IV - os alunos dos órgãos de formação de oficiais da reserva, quando fardados, têm precedência sobre os Cabos, aos quais
são equiparados; e
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V - os Cabos têm precedência sobre os alunos das escolas ou dos centros de formação de sargentos, que a eles são

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equiparados, respeitada, no caso de militares, a antiguidade relativa. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

TÍTULO I
Capítulo 4 - Do Cargo e da Função Militares
Art. 20 – Cargo militar é um conjunto de atribuições, deveres e responsabilidades cometidos a um militar em serviço
ativo.
§ 1o – O cargo militar, a que se refere este artigo, é o que se encontra especificado nos Quadros de Efetivo ou
Tabelas de Lotação das Forças Armadas ou previsto, caracterizado ou definido como tal em outras disposições legais.
§ 2o – As obrigações inerentes ao cargo militar devem ser compatíveis com o correspondente grau hierárquico e
definidas em legislação ou regulamentação específica.
Art. 21 – Os cargos militares são providos com pessoal que satisfaça aos requisitos de grau hierárquico e de
qualificação exigidos para o seu desempenho.
Parágrafo único – O provimento de cargo militar far-se-á por ato de nomeação ou determinação expressa da
autoridade competente.
Art. 22 – O cargo militar é considerado vago a partir de sua criação e até que um militar nele tome posse, ou desde
o momento em que o militar exonerado, ou que tenha recebido determinação expressa da autoridade competente, o
deixe e até que outro militar nele tome posse de acordo com as normas de provimento previstas no parágrafo único
do artigo anterior.
Parágrafo único – Consideram-se também vagos os cargos militares cujos ocupantes tenham:
a) falecido;
b) sido considerados extraviados;
c) sido feitos prisioneiros; e
d) sido considerados desertores.
Art. 23 – Função militar é o exercício das obrigações inerentes ao cargo militar.
Art. 24 – Dentro de uma mesma organização militar, a sequência de substituições para assumir cargo ou responder
por funções, bem como as normas, atribuições e responsabilidades relativas, são as estabelecidas na legislação ou
regulamentação específica, respeitadas a precedência e a qualificação exigidaspara o cargo ou o exercício da função.
Art. 25. O militar ocupante de cargo da estrutura das Forças Armadas, provido em caráter efetivo ou interino, observado
o disposto no parágrafo único do art. 21 desta Lei, faz jus aos direitos correspondentes ao cargo, conforme previsto em
lei. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
Parágrafo único. A remuneração do militar será calculada com base no soldo inerente ao seu posto ou à sua graduação,
independentemente do cargo que ocupar. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
Art. 26 – As obrigações que, pela generalidade, peculiaridade, duração, vulto ou natureza, não são catalogadas como
posições tituladas em "Quadro de Efetivo", "Quadro de Organização", "Tabela de Lotação" ou dispositivo legal, são
cumpridas como encargo, incumbência, comissão, serviço ou atividade, militar ou de natureza militar.
Parágrafo único – Aplica-se, no que couber, a encargo, incumbência, comissão, serviço ou atividade, militar ou de
natureza militar, o disposto neste Capítulo para cargo militar.

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TÍTULO II Das Obrigações e dos Deveres Militares


CAPÍTULO 1 - Das Obrigações Militares
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SEÇÃO I - Do Valor Militar

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Art. 27 - São manifestações essenciais do valor militar: Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

I - o patriotismo, traduzido pela vontade inabalável de cumprir o dever militar e pelo solene juramento de fidelidade à
Pátria até com o sacrifício da própria vida;
II - o civismo e o culto das tradições históricas;
III - a fé na missão elevada das Forças Armadas;
IV - o espírito de corpo, orgulho do militar pela organização onde serve;
V - o amor à profissão das armas e o entusiasmo com que é exercida; e
VI - o aprimoramento técnico-profissional.
SEÇÃO II Da Ética Militar
Art. 28 - O sentimento do dever, o pundonor militar e o decoro da classe impõem, a cada um dos integrantes das Forças
Armadas, conduta moral e profissional irrepreensíveis, com a observância dos seguintes preceitos da ética militar:
I - amar a verdade e a responsabilidade como fundamento de dignidade pessoal;
II - exercer, com autoridade, eficiência e probidade, as funções que lhe couberem em decorrência do cargo;
III - respeitar a dignidade da pessoa humana;
IV - cumprir e fazer cumprir as leis, os regulamentos, as instruções e as ordens das autoridades competentes;
V - ser justo e imparcial no julgamento dos atos e na apreciação do mérito dos subordinados;
VI - zelar pelo preparo próprio, moral, intelectual e físico e, também, pelo dos subordinados, tendo em vista o
cumprimento da missão comum;
VII - empregar todas as suas energias em benefício do serviço;
VIII - praticar a camaradagem e desenvolver, permanentemente, o espírito de cooperação;
IX - ser discreto em suas atitudes, maneiras e em sua linguagem escrita e falada;
X - abster-se de tratar, fora do âmbito apropriado, de matéria sigilosa de qualquer natureza;
XI - acatar as autoridades civis;
XII - cumprir seus deveres de cidadão;
XIII - proceder de maneira ilibada na vida pública e na particular;
XIV - observar as normas da boa educação;
XV - garantir assistência moral e material ao seu lar e conduzir-se como chefe de família modelar;
XVI - conduzir-se, mesmo fora do serviço ou quando já na inatividade, de modo que não sejam prejudicados os
princípios da disciplina, do respeito e do decoro militar;
XVII - abster-se de fazer uso do posto ou da graduação para obter facilidades pessoais de qualquer natureza ou para
encaminhar negócios particulares ou de terceiros;
XVIII - abster-se, na inatividade, do uso das designações hierárquicas;
a) em atividades político-partidárias;
b) em atividades comerciais;

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c) em atividades industriais;
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d) para discutir ou provocar discussões pela imprensa a respeito de assuntos políticos ou militares, excetuando-se os
de natureza exclusivamente técnica, se devidamente autorizado; e

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e) no exercício de cargo ou função de natureza civil, mesmo que seja na Administração Pública. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

XIX - zelar pelo bom nome das Forças Armadas e de cada um de seus integrantes, obedecendo e fazendo obedecer os
preceitos da ética militar.
Art. 29 - Ao militar da ativa é vedado comerciar ou tomar parte na administração ou gerência de sociedade ou dela ser
sócio ou participar, exceto como acionista ou quotista, em sociedade anônima ou por quotas de responsabilidade limitada.
§ 1o - Os integrantes da reserva, quando convocados, ficam proibidos de tratar, nas organizações militares e nas
repartições públicas civis, de interesse de organizações ou empresas privadas de qualquer natureza.
§ 2o - Os militares da ativa podem exercer, diretamente, a gestão de seus bens, desde que não infrinjam o disposto no
presente artigo.
§ 3o - No intuito de desenvolver a prática profissional, é permitido aos oficiais titulares dos Quadros ou Serviços de
Saúde e de Veterinária o exercício de atividade técnico-profissional no meio civil, desde que tal prática não prejudique o
serviço e não infrinja o disposto neste artigo.
Art. 30 – Os Ministros das Forças Singulares poderão determinar aos militares da ativa da respectiva Força que, no
interesse da salvaguarda da dignidade dos mesmos, informem sobre a origem e natureza dos seus bens, sempre que
houver razões que recomendem tal medida.

Capítulo 2 - Dos Deveres Militares


SEÇÃO I Conceituação
Art. 31 - Os deveres militares emanam de um conjunto de vínculos racionais, bem como morais, que ligam o militar
à Pátria e ao seu serviço, e compreendem, essencialmente:
I - a dedicação e a fidelidade à Pátria, cuja honra, integridade e instituições devem ser defendidas mesmo com o
sacrifício da própria vida;
II - o culto aos Símbolos Nacionais;
III - a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias;
IV - a disciplina e o respeito à hierarquia;
V - o rigoroso cumprimento das obrigações e das ordens; e
VI - a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.
SEÇÃO II
Do Compromisso Militar
Art. 32 - Todo cidadão, após ingressar em uma das Forças Armadas mediante incorporação, matrícula ou nomeação,
prestará compromisso de honra, no qual afirmará a sua aceitação consciente das obrigações e dos deveres militares e
manifestará a sua firme disposição de bem cumpri-los.
Art. 33 - O compromisso do incorporado, do matriculado e do nomeado, a que se refere o artigo anterior, terá caráter
solene e será sempre prestado sob a forma de juramento à Bandeira na presença de tropa ou guarnição formada,
conforme os dizeres estabelecidos nos regulamentos específicos das Forças Armadas, e tão logo o militar tenha adquirido
um grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres como integrante das Forças Armadas.
§ 1o - O compromisso de Guarda-Marinha ou Aspirante-a-Oficial é prestado nos estabelecimentos de formação,
obedecendo o cerimonial ao fixado nos respectivos regulamentos.
§ 2o - O compromisso como oficial, quando houver, será regulado em cada Força Armada.

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SEÇÃO III
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Do Comando e da Subordinação
Art. 34 - Comando é a soma de autoridade, deveres e responsabilidades de que o militar é investido legalmente quando

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conduz homens ou dirige uma organização militar. O comando é vinculado ao grau hierárquico e constitui uma Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

prerrogativa impessoal, em cujo exercício o militar se define e se caracteriza como chefe.


Parágrafo único - Aplica-se à direção e à chefia de organização militar, no que couber, o estabelecido para comando.
Art. 35 - A subordinação não afeta, de modo algum, a dignidade pessoal do militar e decorre, exclusivamente, da estrutura
hierarquizada das Forças Armadas.
Art. 36 - O oficial é preparado, ao longo da carreira, para o exercício de funções de comando, de chefia e de direção.
Art. 37 - Os graduados auxiliam ou complementam as atividades dos oficiais, quer no adestramento e no emprego de
meios, quer na instrução e na administração.
Parágrafo único - No exercício das atividades mencionadas neste artigo e no comando de elementos subordinados, os
suboficiais, os subtenentes e os sargentos deverão impor-se pela lealdade, pelo exemplo e pela capacidade profissional e
técnica, incumbindo-lhes assegurar a observância minuciosa e ininterrupta das ordens, das regras do serviço e das normas
operativas pelas praças que lhes estiverem diretamente subordinadas e a manutenção da coesão e do moral das mesmas
praças em todas as circunstâncias.
Art. 38 - Os Cabos, Taifeiros Mores, Soldados de Primeira Classe, Taifeiros de Primeira Classe, Marinheiros, Soldados,
Soldados de Segunda Classe e Taifeiros de Segunda Classe são, essencialmente, elementos de execução.
Art. 39 - Os Marinheiros Recrutas, Recrutas, Soldados Recrutas e Soldados de Segunda Classe constituem os elementos
incorporados às Forças Armadas para a prestação do serviço militar inicial.
Art. 40 - Às praças especiais cabe a rigorosa observância das prescrições dos regulamentos que lhes são pertinentes,
exigindo-se-lhes inteira dedicação ao estudo e ao aprendizado técnico-profissional.
Parágrafo único - Às praças especiais também se assegura a prestação do serviço militar inicial.
Art. 41 - Cabe ao militar a responsabilidade integral pelas decisões que tomar, pelas ordens que emitir e pelos atos que
praticar.

CAPÍTULO 3 - Da Violação das Obrigações e dos Deveres Militares

SEÇÃO I
Conceituação
Art. 42 – A violação das obrigações ou dos deveres militares constituirá crime, contravenção ou transgressão disciplinar,
conforme dispuser a legislação ou regulamentação específica.
§ 1o – A violação dos preceitos da ética militar será tão mais grave quanto mais elevado for o grau hierárquico de quem
a cometer.
§ 2o – No concurso de crime militar e de contravenção ou transgressão disciplinar, quando forem da mesma natureza,
será aplicada somente a pena relativa ao crime.
Art. 43 – A inobservância dos deveres especificados nas leis e regulamentos, ou a falta de exação no cumprimento dos
mesmos, acarreta para o militar responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou penal, consoante a legislação
específica.
Parágrafo único – A apuração da responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou penal poderá concluir pela
incompatibilidade do militar com o cargo, ou pela incapacidade para o exercício das funções militares a ele inerentes.
Art. 44 – O militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com o cargo, ou demonstrar incapacidade no exercício de
funções militares a ele inerentes, será afastado do cargo.
§ 1o – São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo ou o impedimento do exercício da função:

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a) o Presidente da República;
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b) os titulares das respectivas pastas militares e o Chefe do Estado-Maior das Forças Armadas; e
c) os comandantes, os chefes e os diretores, na conformidade da legislação ou regulamentação específica de cada

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§ 2o – O militar afastado do cargo, nas condições mencionadas neste artigo, ficará privado do exercício de qualquer
função militar até a solução do processo ou das providências legais cabíveis.
Art. 45 – São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos de superiores quanto as de caráter
reivindicatório ou político.

SEÇÃO II
Dos Crimes Militares
Art. 46 – O Código Penal Militar relaciona e classifica os crimes militares, em tempo de paz e em tempo de guerra, e dispõe
sobre a aplicação aos militares das penas correspondentes aos crimes por eles cometidos.

SEÇÃO III
Das Contravenções ou Transgressões Disciplinares
Art. 47 – Os regulamentos disciplinares das Forças Armadas especificarão e classificarão as contravenções ou
transgressões disciplinares e estabelecerão as normas relativas à amplitude e aplicação das penas disciplinares, à
classificação do comportamento militar e à interposição de recursos contra as penas disciplinares.
§ 1o – As penas disciplinares de impedimento, detenção ou prisão não podem ultrapassar 30 (trinta) dias.
§ 2o – À praça especial aplicam-se, também, as disposições disciplinares previstas no regulamento do estabelecimento
de ensino onde estiver matriculada.

SEÇÃO IV
Dos Conselhos de Justificação e de Disciplina
Art. 48 – O oficial presumivelmente incapaz de permanecer como militar da ativa será, na forma da legislação específica,
submetido a Conselho de Justificação.
§ 1o – O oficial, ao ser submetido a Conselho de Justificação, poderá ser afastado do exercício de suas funções, a
critério do respectivo Ministro, conforme estabelecido em legislação específica.
§ 2o – Compete ao Superior Tribunal Militar, em tempo de paz, ou a Tribunal Especial, em tempo de guerra, julgar,
em instância única, os processos oriundos dos Conselhos de Justificação, nos casos previstos em lei específica.
§ 3o – A Conselho de Justificação poderá, também, ser submetido o oficial da reserva remunerada ou reformado
presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se encontra.
Art. 49 – O Guarda-Marinha, o Aspirante-a-Oficial e as praças com estabilidade assegurada, presumivelmente incapazes
de permanecerem como militares da ativa serão submetidos a Conselho de Disciplina e afastados das atividades que
estiverem exercendo, na forma de regulamentação específica.
§ 1o – O Conselho de Disciplina obedecerá a normas comuns às trêsForças Armadas.
§ 2o – Compete aos Ministros das Forças Singulares julgar, em última instancia, os processos oriundos dos Conselhos
de Disciplina convocados no âmbito das respectivas Forças Armadas.
§ 3o – A Conselho de Disciplina poderá, também, ser submetida a praça na reserva remunerada ou reformada,
presumivelmente incapaz de permanecer na situação de inatividade em que se encontra.

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TÍTULO III Dos Direitos e das Prerrogativas dos Militares


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CAPÍTULO I - Dos Direitos


SEÇÃO I

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Enumeração
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Art. 50 - São direitos dos militares:


I - a garantia da patente em toda a sua plenitude, com as vantagens, prerrogativas e deveres a ela inerentes, quando
oficial, nos termos da Constituição;
I-A. - a proteção social, nos termos do art. 50-A desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
II - o provento calculado com base no soldo integral do posto ou da graduação que possuía por ocasião da transferência
para a inatividade remunerada: (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
a) por contar mais de 35 (trinta e cinco) anos de serviço; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
b) por atingir a idade-limite de permanência em atividade no posto ou na graduação; (Incluído pela Lei nº
13.954, de 2019)
c) por estar enquadrado em uma das hipóteses previstas nos incisos VIII ou IX do caput do art. 98 desta Lei;
ou (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
d) por ter sido incluído em quota compulsória unicamente em razão do disposto na alínea “c” do inciso III
do caput do art. 101 desta Lei; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
III - o provento calculado com base em tantas quotas de soldo do posto ou da graduação quantos forem os anos de
serviço, até o limite de 35 (trinta e cinco) anos, quando tiver sido abrangido pela quota compulsória, ressalvado o disposto
na alínea “d” do inciso II do caput deste artigo; (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
IV - nas condições ou nas limitações impostas por legislação e regulamentação específicas, os seguintes: (Redação
dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
a) a estabilidade, somente se praça de carreira com 10 (dez) anos ou mais de tempo de efetivo serviço; (Redação
dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
b) o uso das designações hierárquicas;
c) a ocupação de cargo correspondente ao posto ou à graduação;
d) a percepção de remuneração;
e) a assistência médico-hospitalar para si e seus dependentes, assim entendida como o conjunto de atividades
relacionadas com a prevenção, conservação ou recuperação da saúde, abrangendo serviços profissionais médicos,
farmacêuticos e odontológicos, bem como o fornecimento, a aplicação de meios e os cuidados e demais atos médicos e
paramédicos necessários;
f) o funeral para si e seus dependentes, constituindo-se no conjunto de medidas tomadas pelo Estado, quando
solicitado, desde o óbito até o sepultamento condigno;
g) a alimentação, assim entendida como as refeições fornecidas aos militares em atividade;
h) o fardamento, constituindo-se no conjunto de uniformes, roupa branca e roupa de cama, fornecido ao militar na
ativa de graduação inferior a Terceiro-Sargento e, em casos especiais, a outros militares;
i) a moradia para o militar em atividade, compreendendo;
1) alojamento em organização militar, quando aquartelado ou embarcado; e
2) habitação para si e seus dependentes: em imóvel sob a responsabilidade da União, de acordo com a
disponibilidade existente;
j)(Revogada pela Medida Provisória nº 2.215-10, de 31.8.2001)

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l) a constituição de pensão militar;


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m) a promoção;
n) a transferência a pedido para a reserva remunerada;

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o) as férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças;


p) a demissão e o licenciamento voluntários;
q) o porte de arma quando oficial em serviço ativo ou em inatividade, salvo caso de inatividade por alienação mental
ou condenação por crimes contra a segurança do Estado ou por atividades que desaconselhem aquele porte;
r) o porte de arma, pelas praças, com as restrições impostas pela respectiva Força Armada; e
s) outros direitos previstos em leis específicas.
§ 1o - (Revogada pela Medida Provisória nº 2.215-10, de 31.8.2001)
a) o oficial que contar mais de 30 (trinta) anos de serviço, após o ingresso na inatividade, terá seus proventos
calculados sobre o soldo correspondente ao posto imediato, se em sua Força existir, em tempo de paz, posto superior ao
seu, mesmo que de outro Corpo, Quadro, Arma ou Serviço; se ocupante do último posto da hierarquia militar de sua Força,
em tempo de paz, o oficial terá os proventos calculados tomando-se por base o soldo de seu próprio posto, acrescido de
percentual fixado em legislação específica;
b) os subtenentes e suboficiais, quando transferidos para a inatividade, terão os proventos calculados sobre o
soldo correspondente ao posto de segundo-tenente, desde que contém mais de 30 (trinta) anos de serviço; e
c) as demais praças que contém mais de 30 (trinta) anos de serviço, ao serem transferidas para a inatividade, terão
os proventos calculados sobre o soldo correspondente à graduação imediatamente superior.

§ 2º São considerados dependentes do militar, desde que assim declarados por ele na organização militar
competente: (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

I - o cônjuge ou o companheiro com quem viva em união estável, na constância do vínculo; (Redação dada
pela Lei nº 13.954, de 2019)

II - o filho ou o enteado: (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

a) menor de 21 (vinte e um) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)

b) inválido; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)

III - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

IV - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

V - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

VI - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

VII - (revogado); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

VIII - (revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

§ 3º Podem, ainda, ser considerados dependentes do militar, desde que não recebam rendimentos e sejam
declarados por ele na organização militar competente: (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

a) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)


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b) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)


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c) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

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d) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019) Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

e) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

f) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

g) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

h) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

i) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

j) (revogada); (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

I - o filho ou o enteado estudante menor de 24 (vinte e quatro) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)

II - o pai e a mãe; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)

III - o tutelado ou o curatelado inválido ou menor de 18 (dezoito) anos de idade que viva sob a sua guarda por
decisão judicial. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)

§ 4º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)


§ 5º Após o falecimento do militar, manterão os direitos previstos nas alíneas “e”, “f” e “s” do inciso IV do caput deste
artigo, enquanto conservarem os requisitos de dependência, mediante participação nos custos e no pagamento das
contribuições devidas, conforme estabelecidos em regulamento: (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
I - o viúvo, enquanto não contrair matrimônio ou constituir união estável; (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
II - o filho ou o enteado menor de 21 (vinte e um) anos de idade ou inválido; (Incluído pela Lei nº 13.954, de
2019)
III - o filho ou o enteado estudante menor de 24 (vinte e quatro) anos de idade; (Incluído pela Lei nº 13.954, de
2019)
IV - os dependentes a que se refere o § 3º deste artigo, por ocasião do óbito do militar. (Incluído pela Lei nº
13.954, de 2019)

Art. 50-A. O Sistema de Proteção Social dos Militares das Forças Armadas é o conjunto integrado de direitos,
serviços e ações, permanentes e interativas, de remuneração, pensão, saúde e assistência, nos termos desta Lei e das
regulamentações específicas. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)

Art. 51 - O militar que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer ato administrativo ou disciplinar de superior
hierárquico poderá recorrer ou interpor pedido de reconsideração, queixa ou representação, segundo regulamentação
específica de cada Força Armada.
§ 1o - O direito de recorrer na esfera administrativa prescreverá:
a) em 15 (quinze) dias corridos, a contar do recebimento da comunicação oficial, quando o ato que decorra de
inclusão em quota compulsória ou de composição de Quadro de Acesso; e
b) em 45 (quarenta e cinco) dias, nas demais hipóteses. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
§ 2o - O pedido de reconsideração, a queixa e a representação não podem ser feitos coletivamente.
§ 3º (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

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Art. 52 - Os militares são alistáveis, como eleitores, desde que oficiais, guardas-marinha ou aspirantes-a-oficial, suboficiais
ou subtenentes, sargentos ou alunos das escolas militares de nível superior para formação de oficiais.
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Parágrafo único - Os militares alistáveis são elegíveis, atendidas as seguintes condições:

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a) se contar menos de 5 (cinco) anos de serviço, será, ao se candidatar a cargo eletivo, excluído do serviço ativo Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

mediante demissão ou licenciamento ex officio; e


b) se em atividade, com 5 (cinco) ou mais anos de serviço, será, ao se candidatar a cargo eletivo, afastado,
temporariamente, do serviço ativo e agregado, considerado em licença para tratar de interesse particular. Se eleito, será,
no ato da diplomação, transferido para a reserva remunerada, percebendo a remuneração a que fizer jus em função do
seu tempo de serviço.

SEÇÃO II
Da Remuneração
Art. 53. A remuneração dos militares será estabelecida em legislação específica, comum às Forças Armadas. (Redação
dada pela Medida Provisória nº 2.215-10, de 31.8.2001)
I - na ativa; (Redação dada pela Lei nº 8.237, de 1991)
a) soldo, gratificações e indenizações regulares; (Redação dada pela Lei nº 8.237, de 1991)
II - na inatividade: (Redação dada pela Lei nº 8.237, de 1991)
a) proventos, constituídos de soldo os quotas de soldo e gratificações incorporáveis; (Redação dada pela Lei nº 8.237, de 1991)
b) adicionais. (Redação dada pela Lei nº 8.237, de 1991)
Art. 53-A. A remuneração dos militares ativos e inativos é encargo financeiro do Tesouro Nacional. (Incluído pela Lei
nº 13.954, de 2019)
Art. 54 - O soldo é irredutível e não está sujeito a penhora, sequestro ou arresto, exceto nos casos previstos em lei.
Art. 55 - O valor do soldo é igual para o militar da ativa, da reserva remunerada ou reformado, de um mesmo grau
hierárquico, ressalvado o disposto no item II do caput do art 50.

Art. 56. Por ocasião de sua passagem para a inatividade, o militar terá direito a tantas quotas de soldo quantos forem os
anos de serviço computáveis para a inatividade, até o máximo de 35 (trinta e cinco) anos, ressalvado o disposto nas
alíneas “b”, “c” e “d” do inciso II do caput do art. 50 desta Lei. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

Parágrafo único. (Revogado). (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)

Art. 57 - Nos termos do § 9o, do artigo 93 da Constituição, a proibição de acumular proventos de inatividade não se aplica
a militares da reserva remunerada e aos reformados quanto ao exercício de mandato eletivo, quanto ao de função de
magistério ou de cargo em comissão ou quanto ao contrato para prestação de serviços técnicos ou especializados.
Art. 58 - Os proventos de inatividade serão revistos sempre que, por motivo de alteração do poder aquisitivo da moeda,
se modificarem os vencimentos dos militares em serviço ativo.
Parágrafo único - Ressalvados os casos previstos em lei, os proventos da inatividade não poderão exceder a remuneração
percebida pelo militar da ativa no posto ou graduação correspondente aos dos seus proventos.

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SEÇÃO III
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Da Promoção

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Art. 59 - O acesso da hierarquia militar, fundamentado principalmente no valor moral e profissional, é seletivo, gradual e Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

sucessivo e será feito mediante promoções, de conformidade com a legislação e regulamentação de promoções de oficiais
e de praças, de modo a obter-se um fluxo regular e equilibrado de carreira para os militares.
Parágrafo único - O planejamento da carreira dos oficiais e das praças é atribuição de cada um dos Ministérios das Forças
Singulares.
Art. 60 - As promoções serão efetuadas pelos critérios de antiguidade, merecimento ou escolha, ou, ainda, por bravura
e post mortem.
§ 1o - Em casos extraordinários e independentes de vagas, poderá haver promoção em ressarcimento de preterição.
§ 2o - A promoção de militar feita em ressarcimento de preterição será efetuada segundo os critérios de antiguidade
ou merecimento, recebendo ele o número que lhe competir na escala hierárquica, como se houvesse sido promovido, na
época devida, pelo critério em que hora é feita sua promoção.
Art. 61 - A fim de manter a renovação, o equilíbrio e a regularidade de acesso nos diferentes Corpos, Quadros, Armas ou
Serviços, haverá anual e obrigatoriamente um número fixado de vagas à promoção, nas proporções abaixo indicadas:
I - Almirantes-de-Esquadra, Generais-de-Exército e Tenentes-Brigadeiros - 1/4 (um quarto) dos respectivos Corpos ou
Quadros;
II - Vice-Almirantes, Generais-de-Divisão e Majores-Brigadeiros - 1/4 (um quarto) dos respectivos Corpos ou Quadros;
III - Contra-Almirantes, Generais-de-Brigada e Brigadeiros - 1/4 (um quarto) dos respectivos Corpos ou Quadros;
IV - Capitães-de-Mar-e-Guerra e Coronéis - no mínimo 1/8 (um oitavo) dos respectivos Corpos, Quadros, Armas ou
Serviços;
V - Capitães-de-Fragata e Tenentes-Coronéis - no mínimo 1/15 (um quinze avos) dos respectivos Corpos, Quadros,
Armas ou Serviços;
VI - Capitães-de-Corveta e Majores - no mínimo 1/20 (um vinte avos) dos respectivos Corpos, Quadros, Armas ou
Serviços; e
VII - Oficiais dos 3 (três) últimos postos dos Quadros de que trata a alínea b, do inciso I do artigo 98, 1/4 para o último posto,
no mínimo 1/10 para o penúltimo posto, e no mínimo 1/15 para o antepenúltimo posto, dos respectivos Quadros, exceto
quando o último e o penúltimo postos forem Capitão-Tenente ou Capitão e 1o Tenente, caso em que as proporções serão no
mínimo 1/10 e 1/20 respectivamente. (Redação dada pela Lei no 7.666, de 1988)
§ 1o - O número de vagas para promoção obrigatória em cada ano-base para os postos relativos aos itens IV, V, VI e VII deste
artigo será fixado, para cada Força, em decretos separados, até o dia 15 (quinze) de janeiro do ano seguinte.
§ 2o - As frações que resultarem da aplicação das proporções estabelecidas neste artigo serão adicionadas,
cumulativamente, aos cálculos correspondentes dos anos seguintes, até completar-se pelo menos 1 (um) inteiro que, então,
será computado para obtenção de uma vaga para promoção obrigatória.
§ 3o - As vagas serão consideradas abertas:
a) na data da assinatura do ato que promover, passar para a inatividade, transferir de Corpo ou Quadro, demitir ou agregar
o militar;
b) na data fixada na Lei de Promoções de Oficiais da Ativa das Forças Armadas ou seus regulamentos, em casos neles
indicados; e
c) na data oficial do óbito do militar.
Art. 62 - Não haverá promoção de militar por ocasião de sua transferência para a reserva remunerada ou reforma.

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SEÇÃO IV
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Das Férias e de Outros Afastamentos Temporários do Serviço


OS MILITARES TERÃO DIREITOS AOS SEGUINTES AFASTAMENTOS:

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TEMPO DE SERVIÇO CONTA COMO


AFASTAMENTOS É REMUNERADO?
EXIGIDO TEMPO SERVIÇO
1. FÉRIAS – 30 DIAS; SIM QUALQUER TEMPO SIM
2. NÚPCIAS: 8 DIAS; SIM QUALQUER TEMPO SIM
3. LUTO: 8 (OITO) DIAS; SIM QUALQUER TEMPO SIM
4. INSTALAÇÃO: ATÉ 10 DIAS; SIM QUALQUER TEMPO SIM
5. TRÂNSITO: ATÉ 30 DIAS; SIM QUALQUER TEMPO SIM
6. LTSP – ATÉ 2 ANOS SIM QUALQUER TEMPO SIM
7. LTSPF – ATÉ 2 ANOS SIM QUALQUER TEMPO SIM
8. Licença Maternidade,
SIM QUALQUER TEMPO SIM
Paternidade ou Adoção.
9. LTIP – ATÉ 2 ANOS NÃO 10 ANOS NÃO
10. LAC – ATÉ 3 ANOS NÃO 10 ANOS NÃO
Art. 63 - Férias são afastamentos totais do serviço, anual e obrigatoriamente concedidos aos militares para descanso, a partir
do último mês do ano a que se referem e durante todo o ano seguinte:
§ 1o - O Poder Executivo fixará a duração das férias, inclusive para os militares servindo em localidades especiais.
§ 2o - Compete aos Comandantes Militares regulamentar a concessão de férias.
§ 3o - A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de licença para tratamento de saúde, nem por punição
anterior decorrente de contravenção ou transgressão disciplinar, ou pelo estado de guerra, ou para que sejam cumpridos atos
de serviço, bem como não anula o direito àquela licença. (Redação dada pela Medida Provisória no 2.215-10, de 31 de agosto
de 2001)
§ 4o - Somente em casos de interesse da segurança nacional, de manutenção da ordem, de extrema necessidade do serviço,
de transferência para a inatividade, ou para cumprimento de punição decorrente de contravenção ou de transgressão disciplinar
de natureza grave e em caso de baixa a hospital, os militares terão interrompido ou deixarão de gozar na época prevista o
período de férias a que tiverem direito, registrando-se o fato em seus assentamentos.
§ 5o (Revogado pela Medida Provisória no 2.215-10, de 31 de agosto de 2001)
Art. 64 - Os militares têm direito ainda aos seguintes períodos de afastamento total do serviço, obedecidas as disposições
legais e regulamentares, por motivo de:
I - núpcias: 8 (oito) dias;
II - luto: 8 (oito) dias;
III - instalação: até 10 (dez) dias; e
IV - trânsito: até 30 (trinta) dias.
Art. 65 - As férias e os afastamentos mencionados no artigo anterior são concedidos com a remuneração prevista na
legislação específica e computados como tempo de efetivo serviço para todos os efeitos legais.
Art. 66 - As férias, instalação e trânsito dos militares que se encontram a serviço no estrangeiro devem ter regulamentação
idêntica para as três Forças Armadas.

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SEÇÃO V
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Das Licenças
Art. 67 - Licença é a autorização para afastamento total do serviço, em caráter temporário, concedida ao militar,

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obedecidas às disposições legais e regulamentares. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

§ 1o - A licença pode ser:


a) (Revogada pela Medida Provisória no 2.215-10)
b) para tratar de interesse particular;
c) para tratamento de saúde de pessoa da família;
d) para tratamento de saúde própria; e
e) para acompanhar cônjuge ou companheiro; (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
f) para maternidade, paternidade ou adoção. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
§ 2o - A remuneração do militar licenciado será regulada em legislação específica.
§ 3o - A concessão da licença é regulada pelo Comandante da Força. (Redação dada pela Medida Provisória no 2.215-
10, de 31 de agosto de 2001)
Art. 68 (Revogado Medida Provisória no 2.215-10, de 31 de agosto de 2001)
Art. 69. Licença para tratar de interesse particular é a autorização para o afastamento total do serviço, concedida ao
militar, com mais de 10 (dez) anos de efetivo serviço, que a requeira com aquela finalidade.
Parágrafo único. A licença de que trata este artigo será sempre concedida com prejuízo da remuneração e da contagem
de tempo de efetivo serviço, exceto, quanto a este último, para fins de indicação para a quota compulsória.
Art. 69-A. A licença para acompanhar cônjuge ou companheiro é a autorização para o afastamento total do serviço
concedida a militar de carreira que a requeira para acompanhar cônjuge ou companheiro servidor público da União ou
militar das Forças Armadas que for, de ofício, exercer atividade em órgão da administração pública federal situado em
outro ponto do território nacional ou no exterior, diverso da localização da organização militar do
requerente. (Redação dada pela Lei nº 13.954, de 2019)
§ 1o A licença será concedida sempre com prejuízo da remuneração e da contagem de tempo de efetivo serviço, exceto,
quanto a este último, para fins de indicação para a quota compulsória. (Incluído pela Lei no 11.447, de 2007).
§ 2o O prazo limite para a licença será de 36 (trinta e seis) meses, podendo ser concedido de forma contínua ou
fracionada. (Incluído pela Lei no 11.447, de 2007)
§ 3o Para a concessão da licença para acompanhar companheiro(a), há necessidade de que seja reconhecida a união
estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, de acordo com a legislação específica. (Incluído pela Lei no
11.447, de 2007)
§ 4o Não será concedida a licença de que trata este artigo quando o militar acompanhante puder ser passado à
disposição ou à situação de adido ou ser classificado/lotado em organização militar das Forças Armadas para o
desempenho de funções compatíveis com o seu nível hierárquico. (Incluído pela Lei no 11.447, de 2007)
§ 5o A passagem à disposição ou à situação de adido ou a classificação/ lotação em organização militar, de que trata o
§ 4o deste artigo, será efetivada sem ônus para a União e sempre com a aquiescência das Forças Armadas envolvidas.
(Incluído pela Lei no 11.447, de 2007)
Art. 70. As licenças poderão ser interrompidas a pedido ou nas condições estabelecidas neste artigo.
§ 1o - A interrupção da licença especial, da licença para tratar de interesse particular e da licença para acompanhar cônjuge
ou companheiro(a) poderá ocorrer: (Redação dada pela Lei no 11.447, de 2007)
a) em caso de mobilização e estado de guerra;

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b) em caso de decretação de estado de emergência ou de estado de sítio;


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c) para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade individual;


d) para cumprimento de punição disciplinar, conforme regulamentação de cada Força. (Redação dada pela Medida

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Provisória no 2.215-10, de 31 de agosto de 2001) Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

e) em caso de denúncia ou de pronúncia em processo criminal ou indiciação em inquérito militar, a juízo da autoridade
que efetivou a denúncia, a pronúncia ou a indiciação.
§ 2o - A interrupção da licença para tratar de interesse particular e da licença para acompanhar cônjuge ou companheiro(a)
será definitiva quando o militar for reformado ou transferido, de ofício, para a reserva remunerada. (Redação dada pela Lei nº
11.447, de 2007)
§ 3o - A interrupção da licença para tratamento de saúde de pessoa da família, para cumprimento de pena disciplinar que
importe em restrição da liberdade individual, será regulada em cada Força.

SEÇÃO VI
Da Pensão Militar
Art. 71 - A pensão militar destina-se a amparar os beneficiários do militar falecido ou extraviado e será paga conforme o disposto
em legislação específica.
§ 1o - Para fins de aplicação da legislação específica, será considerado como posto ou graduação do militar o correspondente
ao soldo sobre o qual forem calculadas as suas contribuições.
§ 2o - Todos os militares são contribuintes obrigatórios da pensão militar correspondente ao seu posto ou graduação, com as
exceções previstas em legislação específica.
§ 2º-A. As pensões militares são custeadas com recursos provenientes da contribuição dos militares das Forças
Armadas, de seus pensionistas e do Tesouro Nacional. (Incluído pela Lei nº 13.954, de 2019)
§ 3o - Todo militar é obrigado a fazer sua declaração de beneficiários que, salvo prova em contrário, prevalecerá para a
habilitação dos mesmos à pensão militar.
Art. 72 - A pensão militar defere-se nas prioridades e condições estabelecidas em legislação específica.

TÍTULO III
CAPÍTULO II - Das Prerrogativas
SEÇÃO I- Constituição e Enumeração
Art. 73 - As prerrogativas dos militares são constituídas pelas honras, dignidades e distinções devidas aos graus
hierárquicos e cargos.
Parágrafo único - São prerrogativas dos militares:
a) uso de títulos, uniformes, distintivos, insígnias e emblemas militares das Forças Armadas, correspondentes ao posto
ou graduação, Corpo, Quadro, Arma, Serviço ou Cargo;
b) honras, tratamento e sinais de respeito que lhes sejam assegurados em leis e regulamentos;
c) cumprimento de pena de prisão ou detenção somente em organização militar da respectiva Força cujo comandante,
chefe ou diretor tenha precedência hierárquica sobre o preso ou, na impossibilidade de cumprir esta disposição, em
organização militar de outra Força cujo comandante, chefe ou diretor tenha a necessária precedência; e
d) julgamento em foro especial nos crimes militares.
Art. 74 - Somente em caso de flagrante delito o militar poderá ser preso por autoridade policial, ficando esta obrigada a
entregá-lo imediatamente à autoridade militar mais próxima, só podendo retê-lo na delegacia ou posto policial durante o
tempo necessário à lavratura do flagrante.
§ 1o - Cabe à autoridade militar competente a iniciativa de responsabilizar a autoridade policial pelo não cumprimento
do disposto neste artigo e ainda que maltratar ou consentir que seja maltratado qualquer preso militar ou não lhe der
tratamento devido ao seu posto ou graduação.
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§ 2o - Se durante o processo e julgamento no foro civil houver perigo de vida para qualquer preso militar, a autoridade
militar competente, mediante requisição da autoridade judiciária, mandará guardar os pretórios ou tribunais por força
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federal.

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Art. 75 - Os militares da ativa, no exercício de funções militares, são dispensados do serviço na instituição do Júri e do Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

serviço na Justiça Eleitoral.

SEÇÃO II Do Uso dos Uniformes


Art. 76 - Os uniformes das Forças Armadas, com seus distintivos, insígnias e emblemas, são privativos dos militares e
simbolizam a autoridade militar, com as prerrogativas que lhe são inerentes.
Parágrafo único - Constituem crimes previstos na legislação específica o desrespeito aos uniformes, distintivos, insígnias
e emblemas militares, bem como seu uso por quem a eles não tiver direito.
Art. 77 - O uso dos uniformes com seus distintivos, insígnias e emblemas, bem como os modelos, descrição, composição,
peças acessórias e outras disposições, são os estabelecidos na regulamentação específica de cada Força Armada.
§ 1o - É proibido ao militar o uso dos uniformes:
a) em manifestação de caráter político-partidária;
b) em atividade não-militar no estrangeiro, salvo quando expressamente determinado ou autorizado; e
c) na inatividade, salvo para comparecer a solenidades militares, a cerimônias cívicas comemorativas de datas
nacionais ou a atos sociais solenes de caráter particular, desde que autorizado.
§ 2o - O oficial na inatividade, quando no cargo de Ministro de Estado da Marinha, do Exército ou da Aeronáutica,
poderá usar os mesmos uniformes dos militares na ativa.
§ 3o - Os militares na inatividade cuja conduta possa ser considerada como ofensiva à dignidade da classe poderão ser
definitivamente proibidos de usar uniformes por decisão do Ministro da respectiva Força Singular.
Art. 78 - O militar fardado tem as obrigações correspondentes ao uniforme que use e aos distintivos, emblemas ou às
insígnias que ostente.
Art. 79 - É vedado às Forças Auxiliares e a qualquer elemento civil ou organizações civis usar uniformes ou ostentar
distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados nas Forças Armadas.
Parágrafo único - São responsáveis pela infração das disposições deste artigo, além dos indivíduos que as tenham
cometido, os comandantes das Forças Auxiliares, diretores ou chefes de repartições, organizações de qualquer natureza,
firmas ou empregadores, empresas, institutos ou departamentos que tenham adotado ou consentido sejam usados
uniformes ou ostentado distintivos, insígnias ou emblemas que possam ser confundidos com os adotados nas Forças
Armadas.

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LEI COMPLEMENTAR Nº 97, DE 9 DE JUNHO de 1999


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(Última alteração: 2010)


Lei Complementar nº 97/1999, incluindo as alterações pelas Leis

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Complementares nº 117/2004 e nº 136/2010
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Dispõe sobre as normas gerais para a organização, o preparo e o emprego das Forças Armadas.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei Complementar:
CAPÍTULO I- DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Seção I - Da Destinação e Atribuições
Art. 1o As Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica, são instituições nacionais
permanentes e regulares, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da
lei e da ordem.
Parágrafo único. Sem comprometimento de sua destinação constitucional, cabe também às Forças Armadas o
cumprimento das atribuições subsidiárias explicitadas nesta Lei Complementar.

Seção II - Do Assessoramento ao Comandante Supremo.


Art. 2o O Presidente da República, na condição de Comandante Supremo das Forças Armadas, é assessorado
I - no que concerne ao emprego de meios militares, pelo Conselho Militar de Defesa; e
II - no que concerne aos demais assuntos pertinentes à área militar, pelo Ministro de Estado da Defesa.
§ 1o O Conselho Militar de Defesa é composto pelos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica e pelo
Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas. (Redação dada pela Lei Complementar nº 136, de 2010).
§ 2o Na situação prevista no inciso I deste artigo, o Ministro de Estado da Defesa integrará o Conselho Militar de
Defesa na condição de seu Presidente.

CAPÍTULO II - DA ORGANIZAÇÃO
Seção I - Das Forças Armadas
Art. 3o As Forças Armadas são subordinadas ao Ministro de Estado da Defesa, dispondo de estruturas próprias.

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Art. 3o-A. O Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, órgão de assessoramento permanente do Ministro de Estado
da Defesa, tem como chefe um oficial-general do último posto, da ativa ou da reserva, indicado pelo Ministro de Estado
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da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, e disporá de um comitê, integrado pelos chefes de Estados-Maiores

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das 3 (três) Forças, sob a coordenação do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas.
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§ 1o Se o oficial-general indicado para o cargo de Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas estiver na
ativa, será transferido para a reserva remunerada quando empossado no cargo.
§ 2o É assegurado ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas o mesmo grau de precedência hierárquica
dos Comandantes e precedência hierárquica sobre os demais oficiais-generais das 3 (três) Forças Armadas.
§ 3o É assegurado ao Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas todas as prerrogativas, direitos e deveres
do Serviço Ativo, inclusive com a contagem de tempo de serviço, enquanto estiver em exercício.

CEMB, CMEB e CEMFAB

Art. 4o A Marinha, o Exército e a Aeronáutica dispõem, singularmente, de 1 (um) Comandante, indicado pelo Ministro de
Estado da Defesa e nomeado pelo Presidente da República, o qual, no âmbito de suas atribuições, exercerá a direção e a
gestão da respectiva Força.
Art. 5o Os cargos de Comandante da Marinha, do Exército e da Aeronáutica são privativos de oficiais-generais do último
posto da respectiva Força.
§ 1o É assegurada aos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica precedência hierárquica sobre os
demais oficiais-generais das três Forças Armadas.
§ 2o Se o oficial-general indicado para o cargo de Comandante da sua respectiva Força estiver na ativa, será transferido
para a reserva remunerada, quando empossado no cargo.
§ 3o São asseguradas aos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica todas as prerrogativas, direitos e
deveres do Serviço Ativo, inclusive com a contagem de tempo de serviço, enquanto estiverem em exercício.
Art. 6o O Poder Executivo definirá a competência dos Comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para a
criação, a denominação, a localização e a definição das atribuições das organizações integrantes das estruturas das Forças
Armadas.
Art. 7o Compete aos Comandantes das Forças apresentar ao Ministro de Estado da Defesa a Lista de Escolha, elaborada
na forma da lei, para a promoção aos postos de oficiais-generais e propor-lhe os oficiais-generais para a nomeação aos
cargos que lhes são privativos.

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Parágrafo único. O Ministro de Estado da Defesa, acompanhado do Comandante de cada Força, apresentará os nomes
ao Presidente da República, a quem compete promover os oficiais-generais e nomeá-los para os cargos que lhes são
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privativos.

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Art. 8o A Marinha, o Exército e a Aeronáutica dispõem de efetivos de pessoal militar e civil, fixados em lei, e dos meios Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

orgânicos necessários ao cumprimento de sua destinação constitucional e atribuições subsidiárias.


Parágrafo único. Constituem reserva das Forças Armadas o pessoal sujeito a incorporação, mediante mobilização ou
convocação, pelo Ministério da Defesa, por intermédio da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, bem como as
organizações assim definidas em lei.

Seção II Da Direção Superior das Forças Armadas


Art. 9o O Ministro de Estado da Defesa exerce a direção superior das Forças Armadas, assessorado pelo Conselho Militar
de Defesa, órgão permanente de assessoramento, pelo Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas e pelos demais
órgãos, conforme definido em lei.
§ 1o Ao Ministro de Estado da Defesa compete a implantação do Livro Branco de Defesa Nacional, documento de
caráter público, por meio do qual se permitirá o acesso ao amplo contexto da Estratégia de Defesa Nacional, em
perspectiva de médio e longo prazos, que viabilize o acompanhamento do orçamento e do planejamento plurianual
relativos ao setor.
§ 2o O Livro Branco de Defesa Nacional deverá conter dados estratégicos, orçamentários, institucionais e materiais
detalhados sobre as Forças Armadas, abordando os seguintes tópicos:
I - cenário estratégico para o século XXI;
II - política nacional de defesa;
III - estratégia nacional de defesa;
IV - modernização das Forças Armadas;
V - racionalização e adaptação das estruturas de defesa;
VI - suporte econômico da defesa nacional;
VII - as Forças Armadas: Marinha, Exército e Aeronáutica;
VIII - operações de paz e ajuda humanitária.
§ 3o O Poder Executivo encaminhará à apreciação do Congresso Nacional, na primeira metade da sessão legislativa
ordinária, de 4 (quatro) em 4 (quatro) anos, a partir do ano de 2012, com as devidas atualizações:
I - a Política de Defesa Nacional;
II - a Estratégia Nacional de Defesa;
III - o Livro Branco de Defesa Nacional.
Art. 11. Compete ao Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas elaborar o planejamento do emprego conjunto das
Forças Armadas e assessorar o Ministro de Estado da Defesa na condução dos exercícios conjuntos e quanto à atuação de
forças brasileiras em operações de paz, além de outras atribuições que lhe forem estabelecidas pelo Ministro de Estado
da Defesa.
Art. 11-A. Compete ao Ministério da Defesa, além das demais competências previstas em lei, formular a política e as
diretrizes referentes aos produtos de defesa empregados nas atividades operacionais, inclusive armamentos, munições,
meios de transporte e de comunicações, fardamentos e materiais de uso individual e coletivo, admitido delegações às
Forças.

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Art. 12. O orçamento do Ministério da Defesa contemplará as prioridades definidas pela Estratégia Nacional de Defesa,
explicitadas na lei de diretrizes orçamentárias.
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§ 1o O orçamento do Ministério da Defesa identificará as dotações próprias da Marinha, do Exército e da Aeronáutica.

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§ 2o A proposta orçamentária das Forças será elaborada em conjunto com o Ministério da Defesa, que a consolidará, Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

obedecendo às prioridades estabelecidas na Estratégia Nacional de Defesa, explicitadas na lei de diretrizes


orçamentárias.
§ 3o A Marinha, o Exército e a Aeronáutica farão a gestão, de forma individualizada, dos recursos orçamentários que lhes
forem destinados no orçamento do Ministério da Defesa.

CAPÍTULO IV - DO PREPARO
Art. 13. Para o cumprimento da destinação constitucional das Forças Armadas, cabe aos Comandantes da Marinha, do
Exército e da Aeronáutica o preparo de seus órgãos operativos e de apoio, obedecidas as políticas estabelecidas pelo
Ministro da Defesa.
§ 1o O preparo compreende, entre outras, as atividades permanentes de planejamento, organização e articulação,
instrução e adestramento, desenvolvimento de doutrina e pesquisas específicas, inteligência e estruturação das Forças
Armadas, de sua logística e mobilização.
§ 2o No preparo das Forças Armadas para o cumprimento de sua destinação constitucional, poderão ser planejados e
executados exercícios operacionais em áreas públicas, adequadas à natureza das operações, ou em áreas privadas cedidas
para esse fim.
§ 3o O planejamento e a execução dos exercícios operacionais poderão ser realizados com a cooperação dos órgãos de
segurança pública e de órgãos públicos com interesses afins.
Art. 14. O preparo das Forças Armadas é orientado pelos seguintes parâmetros básicos
I - permanente eficiência operacional singular e nas diferentes modalidades de emprego interdependentes;
II - procura da autonomia nacional crescente, mediante contínua nacionalização de seus meios, nela incluídas pesquisa
e desenvolvimento e o fortalecimento da indústria nacional;
III - correta utilização do potencial nacional, mediante mobilização criteriosamente planejada.

CAPÍTULO V - DO EMPREGO
Art. 15. O emprego das Forças Armadas na defesa da Pátria e na garantia dos poderes constitucionais, da lei e da
ordem, e na participação em operações de paz, é de responsabilidade do Presidente da República, que determinará ao
Ministro de Estado da Defesa a ativação de órgãos operacionais, observada a seguinte forma de subordinação:
I - ao Comandante Supremo, por intermédio do Ministro de Estado da Defesa, no caso de Comandos conjuntos,
compostos por meios adjudicados pelas Forças Armadas e, quando necessário, por outros órgãos;
II - diretamente ao Ministro de Estado da Defesa, para fim de adestramento, em operações conjuntas, ou por
ocasião da participação brasileira em operações de paz;
III - diretamente ao respectivo Comandante da Força, respeitada a direção superior do Ministro de Estado da
Defesa, no caso de emprego isolado de meios de uma única Força.

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§ 1o Compete ao Presidente da República a decisão do emprego das Forças Armadas, por iniciativa própria ou em
atendimento a pedido manifestado por quaisquer dos poderes constitucionais, por intermédio dos Presidentes do
Supremo Tribunal Federal, do Senado Federal ou da Câmara dos Deputados.
§ 2o A atuação das Forças Armadas, na garantia da lei e da ordem, por iniciativa de quaisquer dos poderes
constitucionais, ocorrerá de acordo com as diretrizes baixadas em ato do Presidente da República, após esgotados os
instrumentos destinados à preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, relacionados
no art. 144 da Constituição Federal.
§ 3o Consideram-se esgotados os instrumentos relacionados no art. 144 da Constituição Federal quando, em
determinado momento, forem eles formalmente reconhecidos pelo respectivo Chefe do Poder Executivo Federal ou
Estadual como indisponíveis, inexistentes ou insuficientes ao desempenho regular de sua missão constitucional.
§ 4o Na hipótese de emprego nas condições previstas no § 3o deste artigo, após mensagem do Presidente da República,
serão ativados os órgãos operacionais das Forças Armadas, que desenvolverão, de forma episódica, em área previamente
estabelecida e por tempo limitado, as ações de caráter preventivo e repressivo necessárias para assegurar o resultado das
operações na garantia da lei e da ordem.
§ 5o Determinado o emprego das Forças Armadas na garantia da lei e da ordem, caberá à autoridade competente,
mediante ato formal, transferir o controle operacional dos órgãos de segurança pública necessários ao desenvolvimento
das ações para a autoridade encarregada das operações, a qual deverá constituir um centro de coordenação de operações,
composto por representantes dos órgãos públicos sob seu controle operacional ou com interesses afins.
§ 6o Considera-se controle operacional, para fins de aplicação desta Lei Complementar, o poder conferido à autoridade
encarregada das operações, para atribuir e coordenar missões ou tarefas específicas a serem desempenhadas por efetivos
dos órgãos de segurança pública, obedecidas as suas competências constitucionais ou legais.
§ 7o A atuação do militar nos casos previstos nos arts. 13, 14, 15, 16-A, nos incisos IV e V do art. 17, no inciso III do art.
17-A, nos incisos VI e VII do art. 18, nas atividades de defesa civil a que se refere o art. 16 desta Lei Complementar e no
inciso XIV do art. 23 da Lei no 4.737, de 15 de julho de 1965 (Código Eleitoral), é considerada atividade militar para os fins
do art. 124 da Constituição Federal.

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CAPÍTULO VI
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DAS DISPOSIÇÕES COMPLEMENTARES

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Art. 16. Cabe às Forças Armadas, como atribuição subsidiária geral, cooperar com o desenvolvimento nacional e a defesa Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

civil, na forma determinada pelo Presidente da República.


Parágrafo único. Para os efeitos deste artigo, integra as referidas ações de caráter geral a participação em campanhas
institucionais de utilidade pública ou de interesse social.
Art. 16-A. Cabe às Forças Armadas, além de outras ações pertinentes, também como atribuições subsidiárias,
preservadas as competências exclusivas das polícias judiciárias, atuar, por meio de ações preventivas e repressivas, na
faixa de fronteira terrestre, no mar e nas águas interiores, independentemente da posse, da propriedade, da finalidade
ou de qualquer gravame que sobre ela recaia, contra delitos transfronteiriços e ambientais, isoladamente ou em
coordenação com outros órgãos do Poder Executivo, executando, dentre outras, as ações de:
I - patrulhamento;
II - revista de pessoas, de veículos terrestres, de embarcações e de aeronaves; e
III - prisões em flagrante delito
Parágrafo único. As Forças Armadas, ao zelar pela segurança pessoal das autoridades nacionais e estrangeiras em missões
oficiais, isoladamente ou em coordenação com outros órgãos do Poder Executivo, poderão exercer as ações previstas nos
incisos II e III deste artigo.
Art. 17. Cabe à Marinha, como atribuições subsidiárias particulares:
I - orientar e controlar a Marinha Mercante e suas atividades correlatas, no que interessa à defesa nacional;
II - prover a segurança da navegação aquaviária;
III - contribuir para a formulação e condução de políticas nacionais que digam respeito ao mar;
IV - implementar e fiscalizar o cumprimento de leis e regulamentos, no mar e nas águas interiores, em coordenação
com outros órgãos do Poder Executivo, federal ou estadual, quando se fizer necessária, em razão de competências
específicas.
V – cooperar com os órgãos federais, quando se fizer necessário, na repressão aos delitos de repercussão nacional ou
internacional, quanto ao uso do mar, águas interiores e de áreas portuárias, na forma de apoio logístico, de inteligência,
de comunicações e de instrução.
Parágrafo único. Pela especificidade dessas atribuições, é da competência do Comandante da Marinha o trato dos
assuntos dispostos neste artigo, ficando designado como "Autoridade Marítima", para esse fim.

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ORDENANÇA GERAL PARA O SERVIÇO DA ARMADA


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(Decreto nº 95.480, de 13 de dezembro de 1987 – Edição Revisada 2009)


TÍTILO – I - FORÇAS E NAVIOS

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CAPÍTULO 1 – Conceituação de Forças
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Art. 1-1-1 Armada é a totalidade de navios, meios aéreos e de fuzileiros, destinados ao serviço naval, pertencentes ao
Estado e incorporados à Marinha do Brasil.
Art. 1-1-2 Força é uma parcela da Armada, posta sob Comando único e constituída para fins operativos ou
administrativos.
Art. 1-1-3 Esquadra é o conjunto de Forças e navios soltos, posto sob Comando único, para fins administrativos.
Parágrafo único - O Comandante de Esquadra terá todas as prerrogativas de Comandante de Força e o título de
Comandante-em-Chefe.
Art. 1-1-4 Força Naval é a Força constituída por navios, para fins administrativos.
Parágrafo único - As Forças Navais poderão ser denominadas de ou subdivididas em Flotilhas, Divisões, Esquadrões
ou Grupamentos.
Art. 1-1-5 Força Aeronaval é a Força constituída por unidades aéreas ou por navios e unidades aéreas, para fins
administrativos
§ 1º - As Forças Aeronavais poderão ser denominadas de ou subdivididas em Grupos.
§ 2º - Constituem-se em unidades aéreas os esquadrões de aeronaves.
Art. 1-1-6 Força de Fuzileiros Navais é a Força constituída por unidades de fuzileiros navais, para fins administrativos.
§ 1º - As Forças de Fuzileiros Navais poderão ser denominadas de ou subdivididas em Divisões e Tropas.
§ 2º - Constituem-se em unidades de fuzileiros navais os batalhões, os grupos, os grupamentos e as companhias
independentes.

MARINHA DO BRASIL

ARMADA - Totalidade de meios navais, aeronavais e de fuzileiros navais


pertencentes ao estado e incorporados à MB

ESQUADRA
Conjunto de Forças e navios soltos, posto sob Comando único, para fins administrativos.

FORÇA FORÇA NAVAL


Parcela da Armada Constituída por navios
Para fins
Posta sob comando
Único com fins ADMINISTRATIVOS

ADMINISTRATIVO OU
OPERATIVO

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ORGANIZAÇOES DENOMINAÇÃO OU CONSTITUEM-SE EM UNIDADES...


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SUBDIVISÃO
Forças Navais (Navios) Flotilhas, Divisões, Esquadrões Navais os navios.

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ou Grupamentos.
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Forças Aeronavais (navios e Grupos Aéreas os esquadrões de aeronaves


unidades aéreas)
Forças de FN (unidades de Divisões e Tropas De Fuzileiros Navais os Batalhões, os
fuzileiros navais) Grupos, os Grupamentos e as
Companhias independentes

Art. 1-1- 7 Força-Tarefa é uma Força constituída para a condução de operações navais em cumprimento a
determinada missão.
Parágrafo único - As Forças-Tarefa terão a denominação que lhes for dada pela autoridade que ordenar suas
constituições e se subdividirão em Grupos-Tarefa, Unidades-Tarefa e Elementos-Tarefa.

FT GT UT ET FT=GUE
GT UT ET

Art. 1-1-8 Qualquer fração de Força-Tarefa que dela se separar temporariamente para cumprir uma tarefa será
denominada Força Destacada, se não tiver denominação própria.

TÍTULO II - ORGANIZAÇÃO
CAPÍTULO 1 - Disposições Gerais
ORGANIZAÇÕES REGIDOS POR: ELABORADO DE COMPETENCIA
ACORDO COM PARA
NORMAS BAIXADAS APROVAÇÃO
Navios, Unidades ORGANIZAÇÃO DE Pelo EMA CM ou RCB
Aéreas e Unidades COMBATE e Pelo EMA Delegação CM ou
de FN ORGANIZAÇÃO RCB Delegação
ADMINISTRATIVA
OM de Terra Ato de Criação -------- ------------
Regulamento Pelo EMA CM ou RCB
Regimento Interno Delegação
Pelo EMA CM ou RCB
Delegação

Art. 2-1-1 A preparação dos navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais para combate e sua conduta
durante o mesmo serão regidas por uma Organização de Combate.
Art. 2-1-2 As atividades administrativas das forças, navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais serão
regidas por uma Organização Administrativa.
Parágrafo único - A Organização Administrativa dos navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais serão
elaboradas com base nas respectivas Organizações de Combate e deverá atender, na distribuição do pessoal, tanto
quanto possível, a que trabalhem juntos, nas diferentes fainas e tarefas, os que irão trabalhar juntos em combate.
Art. 2-1-3 A Organização Administrativa deverá abordar, entre outros, os seguintes pontos:
a) Distribuição das tarefas por setor da OM e fixação das atribuições dos respectivos encarregados;
b) Distribuição do pessoal por setor da OM;
c) Fixação das incumbências e atribuições das Praças;
d) Distribuição do material;

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e) Distribuição do pessoal pelos diversos serviços e postos (Detalhes de Serviços e Tabelas Mestras);
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f) Fainas comuns e de emergências, e sua execução; e


g) Rotinas das tarefas normais diárias, semanais e mensais, e sua execução.

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Art. 2-1-4 A elaboração das organizações das forças, navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros navais será
pautada em normas baixadas pelo Estado-Maior da Armada.
Art. 2-1-5 É da competência do Ministro da Marinha, ou das autoridades que tenham recebido expressa delegação
de competência para tal, a aprovação das Organizações de forças, navios, unidades aéreas e unidades de fuzileiros
navais.
Art. 2-1-6 As Organizações Militares (OM) de terra são estruturadas com base em três documentos fundamentais:
Ato de Criação, Regulamento e Regimento Interno.
§ 1o – Ato de Criação é o documento que especifica propósito, a subordinação, a sede, o posto do Comandante e
a constituição de um núcleo de implantação, quando necessário.
§ 2o – Regulamento é o ato administrativo que complementa o Ato de Criação permitindo que, em âmbito geral,
possam ser conhecidas a sua missão, organização, estrutura e outros dados de interesse.
§ 3o – Regimento Interno é o ato administrativo que complementa o Regulamento, ordenando seu detalhamento
e permitindo que, em âmbito interno, sejam disciplinadas todas as atividades rotineiras da OM.
Art. 2-1-7 A elaboração dos Regulamentos e Regimentos Internos das OM de terra será pautada em normas baixadas
pelo Estado-Maior da Armada.
Art. 2-1-8 É da competência do Ministro (Comandante) da Marinha ou das Autoridades que tenham recebido expressa
delegação de competência para tal a aprovação dos Regulamentos e Regimentos Internos das OM de terra.
Art. 2-1-9 O número e a qualificação do pessoal necessário para exercer os diversos cargos nas OM serão fixados em
Tabelas de Lotação aprovadas pelo (Comandante) Ministro da Marinha, ou por autoridade que tenha recebido
expressa delegação de competência para tal.
Parágrafo único - Nos casos em que uma Tabela de Lotação não mais satisfizer às novas exigências do serviço, será
proposta pelo Comandante a alteração da existente.
Art. 2-1-10 As autoridades competentes proverão as OM com pessoal necessário para atender às respectivas lotações.
Art. 2-1-11 Os Oficiais, exceto o Comandante, que servem numa OM constituem a sua Oficialidade.
Parágrafo único - Os Guardas-Marinha também farão parte da Oficialidade, porém com as restrições inerentes à sua
situação de Praças Especiais.
Art. 2-1-12 As Praças que servem numa OM constituem a sua Guarnição.
Art. 2-1-13 A Oficialidade e a Guarnição de uma OM constituem a sua Tripulação.

TÍTULO III - Normas sobre Pessoal


CAPÍTULO 3 - Embarque e distribuição de Praças
Art. 3-3-1 Todas as Praças, ao embarcarem em qualquer OM, serão apresentadas pelo Sargenteante-Geral ao
Imediato, a quem cabe distribuí-las internamente.
Art. 3-3-2 Os Suboficiais e o Mestre, ao embarcarem, serão também apresentados ao Comandante da OM e
posteriormente, em parada, ao setor da OM em que forem servir, pelos respectivos encarregados.
Parágrafo único – O Suboficial mais antigo será apresentado aos outros Suboficiais por Oficial indicado pelo Imediato.
Art. 3-3-3 As Praças serão distribuídas pelas incumbências, por seus respectivos encarregados, de acordo com as
respectivas Tabelas Mestras.

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TÍTULO IV - DEVERES DO PESSOAL


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CAPÍTULO 1 - Disposições Gerais


Art. 4-1-1 Todos os Oficiais e Praças, quer a bordo, quer em terra, em serviço ou não, devem:

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a) proceder de acordo com as normas de boa educação civil e militar e com os bons costumes, de modo a honrar
e preservar as tradições da Marinha;
b) respeitar a legislação em vigor, obedecer aos superiores e conhecer e cumprir as normas e instruções da Marinha;
c) empenhar-se em dirigir ou executar as tarefas de que forem incumbidos com o máximo de zelo e dedicação; e
d) empregar os maiores esforços em prol da glória das armas brasileiras e sustentação da honra nacional, mesmo
nas circunstâncias mais difíceis e quaisquer que sejam os perigos a que se possam achar expostos.
Art. 4-1-2 A autoridade de cada um promana do ato de designação para o cargo que tiver que desempenhar; ou da
ordem superior que tiver recebido; começa a ser exercida com a posse nesse cargo ou com o início da execução da
ordem; a autoridade corresponde inteira responsabilidade pelo bom desempenho no cargo ou pela perfeita execução
da ordem.
Parágrafo único - Aplica-se, da mesma forma, o disposto nesse artigo a encargo, incumbência, comissão, serviço ou
atividade militar.
Art. 4-1-3 Todos são individualmente responsáveis, dentro de sua esfera de ação:
a) por negligência, imprevidência, fraqueza ou falta de energia no cumprimento de deveres e no desempenho
de suas atribuições;
b) por imperícia na direção ou execução de fainas, ou no desempenho de atribuições para as quais estejam
legalmente qualificados;
c) por infração à legislação em vigor, às disposições desta Ordenança e às normas e instruções da Marinha;
d) por abuso ou exercício indevido de autoridade; e
e) por prejuízos causados à Fazenda Nacional.
Parágrafo único - Em substituição, por deficiência de pessoal ou inexistência de pessoal legalmente habilitado,
ninguém da Marinha pode negar-se a assumir cargos, mesmo que inerentes a posto ou graduação superior; a
responsabilidade do substituto fica limitada pela habilitação que legalmente tiver.
Art. 4-1-4 Sempre que Oficiais, Praças ou quaisquer militares a serviço da Marinha, ainda que subordinados a
diferentes Comandos, concorrerem acidentalmente a uma mesma faina que exija a cooperação de todos – quer seja
por terem recebido ordem para isso, quer por se acharem reunidos por circunstâncias – o mais antigo, respeitados os
casos especiais estabelecidos nesta Ordenança, assumirá o comando ou a direção da faina que tiverem que executar.
Art. 4-1-5 Cumpre ao superior:
a) manter, em todas as circunstâncias, na plenitude e sua autoridade a disciplina, a boa ordem nas fainas e serviços
e a estrita execução da legislação em vigor, da presente Ordenança e das normas e instruções da Marinha;
b) exigir o respeito e a obediência que lhe são devidos por seus subordinados; e
c) conduzir seus subordinados, estimulando-os, reconhecendo-lhes os méritos, instruindo-os, admoestando-os e
punindo-os ou promovendo sua punição de conformidade com a lei.
Parágrafo único - O superior evitará sempre utilizar-se de palavra ou ato que possa desconceituar seus subordinados,
enfraquecer a consideração que lhes é devida e melindrar seu pundonor militar ou dignidade pessoal.
Art. 4-1-6 O superior é responsável:
a) pelo acerto, oportunidade e conseqüências das ordens que der; e
b) pelas conseqüências da omissão de ordens, nos casos em que for de seu dever providenciar.
Parágrafo único - As ordens devem ser emitidas de forma clara, concisa e precisa.
Art. 4-1-7 Cumpre ao subordinado:
a) respeitar seus superiores e ter para com eles a consideração devida, quer estejam ou não presentes; e

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b) obedecer às ordens dos superiores.


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Parágrafo único – As ordens verbais dadas pelo superior, ou em seu nome, obrigam tanto como se fossem por escrito.
Se tais ordens, por sua importância, puderem envolver grave responsabilidade para o executor, este poderá pedir que

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lhe sejam dadas por escrito, o que não poderá ser recusado. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 4-1-8 subordinado é responsável:


a) pela execução das ordens que receber; e
b) pelas conseqüências da omissão em participar ao superior, em tempo hábil, qualquer ocorrência que reclame
providência, ou que o impeça de cumprir a ordem recebida.
Parágrafo único - O subordinado deixa de ser responsável pelo não cumprimento de uma ordem recebida de superior
quando outro superior lhe der outra ordem que prejudique o cumprimento da primeira e nela insistir, apesar de
cientificado pelo subordinado da existência da ordem anterior. Deve, porém, participar a ocorrência ao primeiro, logo
que possível.
Art. 4-1-9 Os superiores e subordinados não devem limitar-se apenas ao cumprimento das tarefas que lhes tiverem
sido cometidas, procurando ajudar-se mutuamente na execução das mesmas.
Art. 4-1-10 O subordinado dará o pronto a seu superior da execução das ordens que dele tiver recebido. Quando
circunstâncias insuperáveis impossibilitarem sua execução, ou ocorrência não prevista aconselhar a conveniência de
retardar, de modificar ou de não cumprir as ordens recebidas, dará conhecimento imediato do fato ao seu superior,
ou logo que possível, para que este providencie como julgar conveniente.
Parágrafo único - Caso, porém, não haja tempo de fazer essa participação, nem de esperar novas ordens, subordinado
resolverá, sob sua responsabilidade, como lhe parecer mais conveniente ao serviço.
Art. 4-1-11 Qualquer subordinado que receber uma ordem e entender que de sua execução possa resultar prejuízo
ao serviço deverá ponderar respeitosamente, expondo as razões em que se fundamenta, por assim o entender; mas,
se o superior insistir na execução da referida ordem, obedecerlhe-á de pronto e lealmente, podendo, depois de a
cumprir, representar a este respeito ao Comandante ou à autoridade imediatamente superior à que lhe tiver dado a
ordem, de acordo com o prescrito no artigo 4-1-27 desta Ordenança.
Art. 4-1-12 Todos devem respeitar a religião, as instituições, os costumes e os usos do país em que se acharem.
Art. 4-1-13 Todos devem tratar-se mutuamente com respeito e polidez, e com atenção e justiça os subordinados.
Parágrafo único - No exercício de suas atribuições, é vedado ao pessoal qualquer intimidade.
Art. 4-1-14 Todo superior deve fazer cessar prontamente as contendas que presenciar a bordo entre mais modernos
e, em caso de insulto, injúria, ameaça ou vias de fato, prender os transgressores e endereçar parte de ocorrência aos
respectivos Comandantes.
Art. 4-1-15 O militar que presenciar qualquer irregularidade em que se envolva pessoal da Marinha, ou verificar
desvio de objetos pertencentes à Fazenda Nacional e atos comprometedores da segurança das Organizações Militares
(OM) da Marinha deve, conforme as circunstâncias, reprimir de pronto esses atos, ou dar parte deles com a maior
brevidade a seu Comandante ou à autoridade competente
Art. 4-1-16 Todo militar que tiver conhecimento de notícia, ainda que vaga, de algum fato que, direta ou
indiretamente, possa comprometer as tarefas da sua ou de outras OM, ou que tenha relação com os interesses
nacionais, tem rigorosa obrigação de o participar de pronto –verbalmente ou por escrito, com conveniente reserva –
ao seu Comandante, pelos canais competentes ou em caso de urgência, diretamente.
Art. 4-1-17 Todo Oficial ou Praça pode, sempre que for conveniente à ordem, à disciplina ou à normalidade do serviço,
prender à sua ordem ou à de autoridade competente, quem tiver antigüidade inferior à sua.
§ 1º - Pode, também, em flagrante de crime inafiançável, prender à ordem de autoridade superior qualquer Oficial
ou Praça de antigüidade superior à sua.
§ 2 -Em qualquer caso, quem efetuar a prisão dará logo parte circunstanciada, por escrito e por intermédio do
próprio Comandante, à autoridade a que o preso estiver diretamente subordinado.
Art. 4-1-18 Os militares presos na forma prevista no “caput” do artigo anterior só poderão ser postos em liberdade
por determinação da autoridade a cuja ordem tiver sido efetuada a prisão, ou de autoridade superior.

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Art. 4-1-19 Se pessoa estranha à Marinha cometer crime a bordo, será presa e autuada em flagrante delito, em
seguida, será apresentada à autoridade competente.
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Art. 4-1-20 A continência individual é a saudação devida pelo militar de menor antigüidade, quando uniformizado, a

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bordo ou em terra, aos mais antigos da Marinha, do Exército, da Aeronáutica e dos países estrangeiros, ainda que em Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

traje civil; neste último caso, desde que os conheça.


§ 1º - Em trajes civis, o mais moderno assumirá postura respeitosa, e cumprimentará formalmente o mais antigo,
utilizando-se das expressões usadas no meio civil.
§ 2º - Os mais antigos devem responder tanto à saudação quanto à continência individual dos mais modernos.
Art. 4-1-21 Oficial ou a Praça, ao dirigir-se a superior, tomará a posição de sentido e prestar-lhe-á continência.
Art. 4-1-22 É obrigatório possuir todos os uniformes previstos na legislação em vigor, em quantidade suficiente. O
pessoal embarcado deve manter a bordo os uniformes para serviço, licença e representação em condições de pronto
uso.
Art. 4-1-23 O uniforme do dia é obrigatório, a bordo, para todos os Oficiais e Praças.
Art. 4-1-24 Aos Oficiais, Suboficiais e Primeiros-Sargentos é permitido entrar e sair à paisana das OM em que servem.
(TODOS PODEM)
§ 1º - O Ministro da Marinha e os Comandantes de Força, ou de navio escoteiro no exterior, considerando
circunstâncias especiais, poderão ampliar ou restringir estatuído neste artigo.
§ 2º - O traje civil permitido será estabelecido pelo Ministro da Marinha.
Art. 4-1-25 Nas Estações de Comando no mar, na Tolda e na Sala de Estado, ou locais equivalentes, só deverão
permanecer aqueles que estiverem em efetivo serviço.
§ 1º - É vedado ao pessoal, a não ser em ato de serviço, permanecer no passadiço no bordo em que estiver um
Almirante, o Comandante da Força ou do navio.
§ 2º - Salvo exigência do serviço, só transitarão pelas escotilhas e passagens da câmara e camarotes de Almirante,
Comandante e Oficiais os que neles respectivamente se alojarem, ou que a estes forem assemelhados ou superiores.
Art. 4-1-26 Em qualquer compartimento ou local das OM, à passagem de qualquer Oficial, todos os subordinados
devem tomar a posição de sentido, desde que não resulte prejuízo para as fainas em andamento ou interrupção de
rancho.
Parágrafo único - Sempre que possível, nos locais e horários de recreação, o Oficial dispensará essa formalidade.
Art. 4-1-27 O subordinado que se julgar com fundamento para ponderar sobre qualquer ato de superior que lhe
pareça ilegal ou ofensivo tem direito de dirigir-lhe, verbalmente ou por escrito, representação respeitosa. Se o superior
deixar de atendê-la, ou não a resolver do modo que lhe pareça justo, poderá representar ao Comandante da OM em
que servir o superior, pedida a devida permissão, que não lhe poderá ser negada.
Parágrafo único - Se o ato tiver sido praticado pelo próprio Comandante, ou se a decisão deste não for considerada
satisfatória, o subordinado poderá, da mesma forma, representar contra este ou recorrer de sua decisão à autoridade
imediatamente superior.
Art. 4-1-28 As ponderações, representações e manifestações coletivas sobre atos dos superiores são proibidas.
Art. 4-1-29 O subordinado, em suas relações verbais ou escritas com o superior, usará sempre de expressões
respeitosas.
Art. 4-1-30 O superior, conquanto deva dirigir-se ao subordinado em termos corteses, dará sempre suas ordens em
linguagem e tom imperativos.
Art. 4-1-31 Na correspondência, quer do subordinado para o superior, quer deste para aquele, são proibidas
expressões que envolvam, direta ou indiretamente, ofensa, insulto ou injúria a alguém.
Art. 4-1-32 Todas as representações, partes ou requerimentos que militares da Marinha dirigirem a autoridades
superiores devem ser encaminhados por intermédio do seu respectivo Comandante, o qual os transmitirá a quem de
direito, dando sua própria informação a respeito, antes de decorrido prazo de oito dias desde o seu recebimento.

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Art. 4-1-33 Se a representação, parte ou requerimento estiver escrito de modo contrário ao que é preceituado nos
artigos anteriores, o Comandante o reterá em seu poder, fazendo ciente ao respectivo autor para que o substitua,
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modificando sua linguagem. Se o autor, dentro de prazo nunca maior de oito dias, não atender ao Comandante, este

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fará pelos canais competentes a remessa à autoridade a quem for dirigido o documento, desde que o mesmo não
contenha insulto, ofensa ou injúria, anexando sua informação e justificando a demora. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 4-1-34 Se a representação, parte ou requerimento, ao ser apresentado, contiver insulto, ofensa ou injúria, o
Comandante não o encaminhará e punirá seu autor; aquele documento somente servirá para o processo que deverá
ser instaurado posteriormente.
Art. 4-1-35 Só o Comandante, ou subordinado por ele autorizado, poderá fazer comunicação verbal ou escrita para
fora de sua unidade, sobre assuntos operativos ou administrativos de sua OM.
Art. 4-1-36 Nenhum militar poderá, a não ser que devidamente autorizado, discutir ou divulgar por qualquer meio
assunto de caráter oficial, exceto os de caráter técnico não sigiloso e que não se refiram à Defesa ou à Segurança
Nacional.
§ 1º – É vedado ao militar manifestar-se publicamente a respeito de assuntos políticos ou tomar parte fardado
em manifestações de caráter político partidário.
§ 2º – Em visitas a portos nacionais ou estrangeiros caberá exclusivamente ao Comandante Mais Antigo Presente
Embarcado (COMAPEM) o estabelecimento dos contatos externos para fins do disposto neste artigo.
Art. 4-1-37 Todas as pessoas, pertencentes ou não à Marinha, que se acharem, ainda que ocasionalmente, a bordo
de uma unidade, independente de seu posto, graduação ou categoria, ficarão sujeitas às normas em vigor nessa
unidade.
Art. 4-1-38 Todas as pessoas estranhas à Marinha que se acharem a bordo por qualquer motivo, por ocasião de
combate ou fainas de emergência, serão obrigadas a ocupar o posto ou local que lhes designar o Comandante do
navio, salvo se forem de antigüidade superior à do Comandante, caso em que só voluntariamente poderão cooperar.
Art. 4-1-39 É vedado aos militares o uso de barba, cavanhaque, costeletas e do corte de cabelo que não sejam os
definidos pelas normas em vigor.
§ 1º – O uso de bigode é permitido aos Oficiais, Suboficiais e Sargentos.
§ 2º – O militar que necessitar encobrir lesão fisionômica poderá usar barba, bigode, cavanhaque ou cabelo fora
das normas em vigor, desde que esteja autorizado pelo seu respectivo Comandante.
§ 3º – O militar que tiver sua fisionomia modificada deverá ser novamente identificado.

TÍTULO IV - CAPÍTULO 4 - Deveres das Praças


Art. 4-4-1 Atribuição principal - A atribuição principal das Praças é a execução das tarefas necessárias à manutenção
e operação dos equipamentos e à conservação de compartimentos de suas OM.
Art. 4-4-2 - Deveres gerais - Além do disposto no Capítulo 1 deste Título, são deveres específicos de todas as Praças
da Marinha:
a) cumprir as instruções que tiverem para o serviço, executando-as e fazendo com que sejam bem executadas por
seus subordinados;
b) desempenhar em serviço, no porto ou em viagem, as tarefas que lhes forem determinadas;
c) tomar parte nas mostras, fainas e exercícios, ocupando para isto o posto que lhes for designado; e
d) participar dos exercícios de cultura física e desportos.

Art. 4-4-3 - Deveres de acordo com as graduações - Os deveres das Praças, conforme suas graduações, serão, de modo
geral, os seguintes:
a) os Suboficiais serão auxiliares diretos dos Oficiais em todos os atos de serviços e na execução das fainas que
aqueles dirigirem;

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b) os Sargentos serão auxiliares diretos dos Suboficiais, ou dos Oficiais, conforme a OM em que servirem, em todos
os atos de serviço e na execução das fainas que aqueles auxiliarem ou dirigirem; e
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c) os Cabos e Marinheiros executarão qualquer serviço que contribua para o cumprimento de tarefa atribuída à

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OM a que pertencerem, com responsabilidade pela parte que lhes couber. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 4-4-4 Distribuição por incumbências - As Praças serão distribuídas por incumbências, de acordo com as
habilitações correspondentes às suas graduações e às especialidades, observado o grau de competência que exijam
do executor, para que este seja responsável pela execução da tarefa de que for incumbido.
Art. 4-4-5 Os deveres das Praças relativos às suas incumbências serão fixados nos Regimentos Internos ou nas
Organizações Administrativas e de Combate.

TÍTULO VIII - SERVIÇOS DE PRAÇAS


CAPÍTULO 1 - Suboficiais e Sargentos
Art. 8-1-1 No porto, os Suboficiais e Sargentos serão distribuídos por Divisões de Serviço que, sempre que possível,
serão em número igual ao das Divisões de Oficiais, obedecendo-se aos mesmos critérios já estabelecidos
anteriormente.
Art. 8-1-2 Em viagem, os Suboficiais e Sargentos serão distribuídos por Quartos de Serviço, cujo número deverá ser
igual ao das Divisões de Oficiais.
Art. 8-1-3 A critério do Comandante, o Mestre, o Fiel, o Mestre d’Armas e os Supervisores poderão ser dispensados
de concorrer à Escala de Serviço.
Art. 8-1-4 O Mestre acompanhará o pernoite do Comandante; a critério deste, o Fiel, o Mestre-d’Armas e os
Supervisores acompanharão o pernoite dos demais Oficiais.

CAPÍTULO 2 - Cabos e Marinheiros


Art. 8-2-1 No porto, os Cabos e Marinheiros serão distribuídos por três Quartos de Serviço, permanecendo a bordo após o
licenciamento apenas aqueles efetivamente constantes do detalhe de serviço.
Art. 8-2-2 Em viagem, os Cabos e Marinheiros serão distribuídos por três Quartos, os quais se sucederão continuadamente no
serviço.
Parágrafo único – Para os serviços que exijam maior esforço físico ou continuada atenção e concentração, poderão ser escaladas
mais de uma Praça por Quarto, que se revezarão em intervalos de tempo menores.
Art. 8-2-3 A critério do Comandante, Cabos e Marinheiros, em função das incumbências que exercem a bordo, poderão ser
dispensados de concorrer à Escala de Serviço.

CAPÍTULO 3 - Guardas e Sentinelas


Art. 8-3-1 Nas OM cuja organização preveja, ou em que as circunstâncias exijam, haverá uma Guarda, cujo efetivo será
proporcional aos serviços que lhes forem atribuídos.
Art. 8-3-2 À Guarda compete:
a) executar o serviço de sentinelas;
b) participar de cerimonial; e
c) desempenhar qualquer outra atividade necessária à manutenção da ordem e segurança da OM.
Art. 8-3-3 O Corpo da Guarda será localizado normalmente nas proximidades do posto do Oficial de Serviço.
Art. 8-3-4 O Comandante da Guarda ficará diretamente subordinado ao Oficial de Serviço, cabendo-lhe:
a) fiscalizar o serviço das sentinelas;
b) manter as praças da Guarda prontas para reforçar o posto de qualquer sentinela, ou ocupar o que lhe for
designado;

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c) participar ao Oficial de Serviço todos os fatos relativos ao serviço da Guarda; e


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d) organizar o detalhe de serviço das praças da Guarda.

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Parágrafo único – No caso de não haver Comandante da Guarda, suas atribuições serão exercidas pelo Cabo da
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Guarda.
Art. 8-3-5 Ao Cabo da Guarda compete:
a) distribuir as sentinelas pelos postos e transmitirlhes as ordens que tenham que cumprir e assistir à sua
substituição;
b) acudir, prontamente, ao chamado de qualquer das sentinelas e transmitir ao Oficial de Serviço as
comunicações que estas lhe fizerem; e
c) fazer a ronda dos postos das sentinelas, especialmente à noite.
Art. 8-3-6 A sentinela é responsável e inviolável, segundo as prerrogativas que a Lei lhe confere, sendo punido com
severidade quem atentar contra sua autoridade e integridade.
Art. 8-3-7 No exercício de seu serviço, deve a sentinela portar-se com zelo, serenidade e energia compatível com a
autoridade que lhe é atribuída.
Art. 8-3-8 Os deveres, o número de sentinelas e seus respectivos postos serão regulados pelo Regimento Interno ou
Organização Administrativa da OM.
Art. 8-3-9 As sentinelas não podem abandonar seus postos sem terem sido rendidas na presença do Cabo da
Guarda.
Art. 8-3-10 O serviço de Guarda será de vinte e quatro horas; o de sentinela será de duas horas, ficando reduzido
de uma hora se a temperatura ou condições de tempo forem severas, não devendo uma mesma praça fazer mais de
oito horas de serviço dentro das vinte e quatro horas.

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REGULAMENTO DISCIPLINAR PARA A MARINHA


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(Decreto nº 88.545, de 26 de julho de 1983)


TÍTULO I - GENERALIDADES

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CAPÍTULO 1- Do Propósito
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Art. 1º O RDM tem por propósito a especificação e a classificação das contravenções disciplinares e o
estabelecimento das normas relativas à amplitude e à aplicação das penas disciplinares, à classificação do
comportamento militar e à interposição de recursos contra as penas disciplinares.

CAPÍTULO 2 - Da Disciplina e da Hierarquia Militar


Art. 2º Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que
fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo
perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.
Parágrafo único – A disciplina militar manifesta-se basicamente pela:
a) Correção de atitudes
b) Utilização total das energias em prol do serviço;
c) Cooperação espontânea em benefício da disciplina coletiva e da eficiência da instituição; e
d) Obediência pronta às ordens do superior.
Art. 3º Hierarquia Militar é a ordenação da autoridade em níveis diferentes, dentro da estrutura militar. A ordenação
se faz por postos ou graduações; dentro de um mesmo posto ou graduação, se faz pela antigüidade no posto ou na
graduação.
Parágrafo único – O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de autoridade.
Art. 4º - A boa educação militar não prescinde da cortesia. É dever de todos, em serviço ou não, tratarem-se
mutuamente com urbanidade, e aos subordinados com atenção e justiça.

CAPÍTULO 3 – Da Esfera de Ação Disciplinar


Art. 5º - As prescrições do RDM aplicam-se aos militares da Marinha da ativa, da reserva remunerada e aos
reformados.
TÍTULO II - Das contravenções disciplinares (Art. 6º ao Art. 12º); e
CAPÍTULO 1- Definição e Especificação
Art. 6º - Contravenção Disciplinar é toda ação ou omissão contrária às obrigações ou aos deveres militares estatuídos
nas leis, nos regulamentos, nas normas e nas disposições em vigor que fundamentam o Organização Militar, desde
de que não incidindo no que é capitulado pelo Código Penal Militar como crime.
Art. 7º - São contravenções disciplinares:
1. dirigir-se ou referir-se a superior de modo desrespeitoso;
2. censurar atos de superior;
3. responder de maneira desatenciosa ao superior;
4. dirigir-se ao superior para tratar de assunto de serviço ou de caráter particular em inobservância à via hierárquica
5. deixar o subalterno, quer uniformizado quer trajando à paisana, de cumprimentar o superior quando
uniformizado, ou em traje civil, desde que o conheça; ou deixar de prestar-lhe as homenagens e sinais de
consideração e respeito previstos nos regulamentos militares;
6. deixar deliberadamente de responder ao cumprimento do subalterno;
7. deixar de cumprir ordem recebida da autoridade competente;
8. retardar, sem justo motivo, o cumprimento de ordem recebida da autoridade competente;

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9. aconselhar ou concorrer para o não cumprimento de qualquer ordem de autoridade competente ou para o
retardamento da sua execução;
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10. induzir ou concorrer intencionalmente para que outrem incida em contravenção;

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11. deixar de comunicar ao superior a execução de ordem dele recebida; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

12. retirar-se da presença de superior sem a sua devida licença ou ordem para fazê-lo;
13. deixar o oficial presente a solenidade interna ou externa onde se encontrem superiores hierárquicos de
apresentar-se ao mais antigo e saudar os demais;
14. deixar, quando estiver sentado, de oferecer seu lugar ao superior, ressalvadas as exceções regulamentares previstas;
15. representar contra o superior:
a) sem prévia autorização deste;
b) em inobservância à via hierárquica;
c) em termos desrespeitosos; e
d) empregando argumentos falsos ou envolvendo má fé.
16. deixar de se apresentar, finda a licença ou cumprimento de pena, aos seus superiores ou a quem deva fazê-lo,
de acordo com as normas de serviço de Organização Militar;
17. permutar serviço sem autorização do superior competente;
18. autorizar, promover, tomar parte ou assinar representação ou manifestação coletiva de qualquer caráter contra superior;
19. recusar pagamento, fardamento, equipamento ou artigo de recebimento obrigatório;
20. recusar-se ao cumprimento de castigo imposto;
21. tratar subalterno com injustiça
22. dirigir-se ou referir-se a subalterno em termos incompatíveis com a disciplina militar
23. tratar com excessivo rigor preso sob sua guarda;
24. negar licença a subalterno para representar contra ato seu;
25. protelar licença, sem motivo justificável, a subalterno para representar contra ato seu;
26. negar licença, sem motivo justificável, a subalterno para se dirigir a autoridade superior, a fim de tratar dos seus interesses;
27. deixar de punir o subalterno que cometer contravenção, ou de promover sua punição pela autoridade competente;
28. deixar de cumprir ou fazer cumprir, quando isso lhe competir, qualquer prescrição ou ordem regulamentar;
29. ofender física ou moralmente qualquer pessoa, procurar desacreditá-la ou concorrer para isso, desde que não
seja tal atitude enquadrada como crime;
30. desrespeitar medidas gerais de ordem policial, embaraçar sua execução ou concorrer para isso;
31. desrespeitar ou desconsiderar autoridade civil;
32. desrespeitar, por palavras ou atos, a religião, as instituições ou os costumes de país estrangeiro em que se achar;
33. faltar à verdade ou omitir informações que possam conduzir à sua apuração;
34. portar-se sem compostura em lugar público;
35. apresentar-se em Organização Militar em estado de embriaguez ou embriagar-se e comportar-se de modo
inconveniente ou incompatível com a disciplina militar em Organização Militar;
36. contrair dívidas ou assumir compromissos superiores às suas possibilidades, comprometendo o bom nome da classe;
37. esquivar-se a satisfazer compromissos assumidos de ordem moral ou pecuniária;
38. não atender a advertência de superior para satisfazer débito já reclamado;
39. participar em Organização Militar de jogos proibidos, ou jogar a dinheiro os permitidos;

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40. fazer qualquer transação de caráter comercial em Organização militar


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41. estar fora do uniforme determinado ou tê-lo em desalinho;


42. ser descuidado no asseio do corpo e do uniforme;

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43. ter a barba, bigode, as costeletas, o cavanhaque ou o cabelo fora das normas regulamentares; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

44. dar, vender, empenhar ou trocar peças de uniformes fornecidas pela União;
45. simular doença;
46. executar intencionalmente mal qualquer serviço ou exercício;
47. ser negligente no desempenho da incumbência ou serviço que lhe for confiado;
48. extraviar ou concorrer para que se extraviem ou se estraguem quaisquer objetos da Fazenda Nacional ou documentos
oficiais, que estejam sob sua responsabilidade direta;
49. deixar de comparecer ou atender imediatamente à chamada para qualquer exercício, faina, manobra ou formatura;
50. deixar de se apresentar, sem motivo justificado, nos prazos regulamentares, à OM para que tenha sido transferido e, às
autoridades competentes, nos casos de comissões ou serviços extraordinários para que tenha sido nomeado ou designado;
51. deixar de participar em tempo à autoridade a que estiver diretamente subordinado a impossibilidade de comparecer à
Organização Militar ou a qualquer ato de serviço a que esteja obrigado a participar ou a que tenha que assistir;
52. faltar ou chegar atrasado, sem justo motivo, a qualquer ato ou serviço de que deva participar ou a que deva assistir;
53. ausentar-se sem a devida autorização da OM onde serve ou do local onde deva permanecer;
54. ausentar-se sem a devida autorização da sede da OM onde serve;
55. deixar de regressar à hora determinada à OM onde serve;
56. exceder licença;
57. deixar de comunicar à OM onde serve mudança de endereço domiciliar;
58. contrair matrimônio em desacordo com a legislação em vigor;
59. deixar de se identificar quando solicitado por quem de direito;
60. transitar sem Ter em seu poder documento atualizado comprobatório de identidade;
61. trajar à paisana em condições que não as permitidas pelas disposições em vigor;
62. permanecer em OM em traje civil, contrariando instruções em vigor;
63. conversar com sentinela, vigia, plantão ou, quando não autorizado, com preso;
64. conversar, sentar-se ou fumar, estando de serviço e quando não for permitido pelas normas e disposições da OM
65. fumar em lugar onde seja proibido fazê-lo, em ocasião não permitida, ou em presença de superior que não seja do seu
círculo, exceto quando dele tenha obtido licença;
66. penetrar nos aposentos de superior, em paióis e outros lugares reservados, sem a devida permissão ou ordem
para fazê-lo;
67. entra ou sair da OM por acesso que não o determinado;
68. introduzir clandestinamente bebidas alcoólicas em OM;
69. introduzir clandestinamente matérias inflamáveis, explosivas, tóxicas ou outras em OM, pondo em risco a segurança, e
desde que não seja tal atitude enquadrada como crime;
70. introduzir ou estar de posse em OM de publicações prejudiciais à moral e à disciplina;
71. introduzir ou estar de posse em OM de armas ou instrumentos proibidos;
72. portar arma sem autorização legal ou ordem escrita de autoridade competente;
73. dar toques, fazer sinais, içar ou arriar a Bandeira Nacional ou insígnias, disparar qualquer arma se ordem;
74. conversar ou fazer ruído desnecessário por ocasião da faina, manobra, exercício ou reunião para qualquer serviço;
75. deixar de comunicar em tempo hábil ao seu superior imediato ou a quem de direito o conhecimento que tiver de qualquer
fato que possa comprometer a disciplina ou a segurança da OM, ou afetar os interesses da Segurança Nacional;

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76. ser discreto em relação a assuntos de caráter oficial, cuja divulgação possa ser prejudicial à disciplina ou à boa ordem do
serviço;
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77. discutir pela imprensa ou por qualquer outro meio de publicidade, sem autorização competente, assunto militar, exceto de

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caráter técnico não sigiloso e que não se refira à Defesa ou à Segurança Nacional;
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78. manifestar-se publicamente a respeito de assuntos políticos ou tomar parte fardado em manifestações de caráter político-
partidário;
79. provocar ou tomar parte em OM em discussão a respeito de política ou religião;
80. faltar com o respeito devido, por ação ou omissão, a qualquer dos símbolos nacionais, desde que em situação não considerada
como crime;
81. fazer uso indevido de viaturas, embarcações ou aeronaves pertencentes à Marinha, desde que o ato não constitua crime;
82. disparar arma em OM por imprudência ou negligência;
83. concorrer para a discórdia ou desarmonia ou cultivar inimizades entre os militares ou seus familiares; e
84. disseminar boatos ou notícias tendenciosas.
Parágrafo único – são também consideradas contravenções disciplinares todas as omissões do dever militar não especificadas
no presente artigo, desde de que não qualificadas como crime nas leis penais militares, cometidas contra preceitos da
subordinação e regras de serviço estabelecidos nos diversos regulamentos militares e determinações das autoridades superiores
competentes.

CAPÍTULO 2 - Da Natureza das Contravenções e suas Circunstâncias


Art. 8º – As contravenções disciplinares são Classificadas em graves e leves – conforme o dano – grave ou leve – que
causarem à disciplina ou ao serviço, em virtude da sua natureza intrínseca, ou das conseqüências que delas advierem,
ou puderem advir, pelas circunstâncias em que forem cometidas.
Art. 9º - No concurso de crime militar e de contravenção disciplinar, ambos de idêntica natureza, será aplicada
somente a penalidade relativa ao crime.
Parágrafo Único – No caso de descaracterização de crime para contravenção disciplinar, esta deverá ser julgada pela
autoridade a que o contraventor estiver subordinado.

a) Acúmulo de contravenções simultâneas e correlatas;


b) Reincidência;
c) Conluio de duas ou mais pessoas;
Art.10–São
d) Premeditação
circunstâncias
e) Ter sido praticada com ofensa à honra e ao pundonor militar;
agravantes das
f) Ter sido praticada durante o serviço ordinário ou com prejuízo do serviço;
contravenções
g) Ter sido cometida estando em risco a segurança da OM;
disciplinares:
h) Maus antecedentes militares;
i) Ter o contraventor abusado da sua autoridade ou funcional; e
j) Ter cometido a falta em presença de subordinado.
a) Bons antecedentes militares;
Art. 11 – São
b) Idade menor 18 anos;
circunstâncias
c) Tempo de serviço militar menor de seis meses;
atenuantes da
d) Prestação anterior de serviços relevantes já reconhecidos;
contravenção
e) Tratamento em serviço ordinário com rigor não autorizado pelos
Disciplinar:
regulamentos militares; e
f) Provocação.
Art.12 – São a) ignorância plenamente comprovada da ordem transgredida;
circunstâncias b) força maior ou caso fortuito plenamente comprovado;
justificativas ou c) evitar mal maior ou dano ao serviço ou a ordem pública;
dirimentes da d) ordem de superior hierárquico;
contravenção e) legítima defesa, própria ou de outrem.
disciplinar:

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TÍTULO III - Das Penas Disciplinares (Art.13º ao Art. 33º)


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CAPÍTULO 1 - Da Classificação e Extensão


Art.13- As contravenções definidas e classificadas no Título anterior serão punidas com penas disciplinares.

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Art.14- As penas disciplinares são as seguintes:
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b) para Oficiais da reserva que exerçam funções de atividade:


a) para Oficiais da ativa:
1.repreensão;
1. repreensão;
2.prisão simples, até 10 dias;
2. prisão simples, até 10 dias; e
3.prisão rigorosa, até 10 dias; e
3. prisão rigorosa, até 10 dias.
4.dispensa das funções de atividade.
c) para os Oficiais da reserva remunerada não
d) para Suboficiais:
compreendidos na alínea anterior e os
1. repreensão
reformados:
2. prisão simples, até 10 dias;
1. repreensão;
3. prisão rigorosa, até 10 dias; e
2. prisão simples, até 10 dias; e
4. exclusão do serviço ativo, a bem da disciplina.
3. prisão rigorosa, até 10 dias.
e) para Sargentos: f) para Cabos Marinheiros e Soldados:
1. repreensão; 1. repreensão;
2. impedimento, até 30 dias; 2. impedimento, até 30 dias;
3. prisão simples, até 10 dias 3. serviço extraordinário, até 10 dias;
4. prisão rigorosa, até 10 dias; e 4. prisão simples, até 10 dias;
5. licenciamento ou exclusão do serviço 5. prisão rigorosa, até 10 dias; e
ativo, a bem da disciplina. 6. licenciamento ou exclusão do serviço ativo, a bem da
disciplina.

PENAS PREVISTAS NO RDM


PENAS DE ACORDO COM OS POSTOS E
PENAS PREVISTAS NO GRADUAÇÕES
RDM OF RR OF
EM OF SO SG CB SD/MN
ATIVIDADE RM1
Afastamento das Funções
SIM NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO
de Atividades
Repreensão SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM

Prisão Rigorosa até 10 dias SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM

Prisão Simples até 10 dias SIM SIM SIM SIM SIM SIM SIM
Exclusão do SAM a Bem
NÃO NÃO NÃO SIM SIM SIM SIM
da Disciplina
Licenciamento do SAM a
NÃO NÃO NÃO NÃO SIM SIM SIM
Bem da Disciplina
Impedimento até 30 dias NÃO NÃO NÃO NÃO SIM SIM SIM

Serviço extra até 10 dias NÃO NÃO NÃO NÃO NÃO SIM SIM

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Parágrafo Único – Às praças da reserva ou reformadas aplicam-se as mesmas penas estabelecidas neste artigo, de acordo
com a respectiva graduação.
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Art. 15 – Não será considerada como pena a admoestação que o superior fizer ao subalterno, mostrando-lhe

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irregularidade praticada no serviço ou chamando sua atenção para fato que possa trazer como conseqüência uma Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

contravenção.
Art. 16 – Não será considerado como pena o recolhimento em compartimento fechado, com ou sem sentinela, bem
como a aplicação de camisa de força, algemas ou outro meio de coerção física de quem for atacado de loucura ou
excitação violenta.
Art. 17 – Por uma única contravenção não pode ser aplicada mais de uma punição.
Art. 18 – A punição disciplinar não exime o punido da responsabilidade civil que lhe couber.

CAPÍTULO 2 - Da Competência e Jurisdição para Imposição


Art. 19 – Têm competência para impor penas disciplinares as seguintes autoridades:
a) a todos os militares da Marinha:
- O Presidente da República e o Comandante da Marinha.
b) aos seus comandados ou aos que servem sobre sua direção ou ordem:

O chefe, vice-chefe e subchefes do EMA; Os Presidentes e Encarregados de OM;


O Comte, Chefe do Estado-Maior e o Subchefes do CON; Os Diretores dos Órgãos do Setor de Apoio;
O SGM; O Comandante de Apoio do CFN;
Os Diretores Gerais; Os Comandantes de Navios e Unidades de Tropa;
O CGCFN; Os Diretores de estabelecimentos de Apoio ou Ensino;
Os Comandantes dos DN e Comandos Navais; Os Chefes de Gabinete; e
Os Comtes das Forças Navais, Aeronavais e de FuzNav; Os Capitães de Portos e seus Delegados.

c) nos casos em que a Direção ou Chefia de Estabelecimento ou Repartição for exercida por servidor civil :
- o oficial mais antigo da ativa da OM
§ 1º - Os Almirantes poderão delegar esta competência, no todo ou em parte, a Oficiais subordinados.
§ 2º - Os Comandantes de Força observarão a Competência preconizada na OGSA.
§ 3º - A pena de licenciamento e exclusão do Serviço Ativo da Marinha, será imposta pelo MM ou por autoridade
que dele tenha recebido delegação de Competência.
§4º - a pena de Licenciamento do SAM “ex-officio”, a bem da disciplina, será aplicada às Praças prestando
serviço militar inicial pelo Comandante de DN ou de Comando Naval onde ocorreu a incorporação, de acordo com o
Regulamento da Lei do Serviço Militar.
§5º - A pena de dispensa das funções de atividade será imposta privativamente pelo CM.
§6º - Os Comandantes dos DN ou Comando Naval têm competência, ainda, para aplicar punição aos militares
da reserva remunerada ou reformados que residem ou exerce atividade na área de jurisdição do respectivo
comando, respeitada a precedência hierárquica.
Art. 20 – Quando duas autoridades, ambas com jurisdição disciplinar sobre o contraventor, tiverem conhecimento
da falta caberá o julgamento à autoridade mais antiga ou à mais moderna, se o seu superior assim o determinar.
Parágrafo Único – A autoridade mais moderna deverá manter o mais antigo informado a respeito da falta, dos
esclarecimentos que se fizerem necessários, bem como, quando julgar a falta, participar a pena imposta e os motivos
que orientaram sua disposição.

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CAPÍTULO 3 - Do Cumprimento
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COMO CUMPRIR AS PENAS DISCIPLINARES

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PUNIÇAO RESUMO DE CUMPRIMENTO DAS PENAS
DISCIPLINARES
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Presença do contraventor seu


VERBAL
círculo e círculos superiores
PÚBLICA Em documento que será dado
ESCRITA conhecimento aos círculos
acima.
VERBAL Presença única do contraventor.
REPREENSÃO
PARTICULAR Ofício reservado ao
ESCRITA
contraventor.
NÃO LANÇA NO LIVRO REGISTRO
VERBAL
DE CONTRAVENÇÕES ou O.S.
NÃO LANÇA NOS ASSENTAMENTOS
PARTICULAR
DO CONTRAVENTOR.
Permanecer na Organização Militar, sem prejuízo de qualquer
IMPEDIMENTO
serviço que lhe competir
Desempenho de qualquer serviço interno, inclusive faina, em
dias e horas em que
SERVIÇO EXTRA
não lhe competir esse serviço.
Art. 24 – A pena de prisão simples consiste no recolhimento:
- Oficial, Suboficial ou Sargento na OM, sem prejuízo do
serviço interno que lhe couber;
- Demais Praça, à sua coberta na OM, sem prejuízo dos
PRISÃO SIMPLES
serviços internos que lhe couberem, salvo os de
responsabilidade e confiança.

- Oficial, Suboficial ou Sargento nos recintos que na OM


PRISÃO RIGOROSA forem destinados ao uso de seu círculo.
- Demais Praça, Prisão fechada.
Art. 21 – A repreensão consistirá na declaração formal de que o contraventor é assim punido por haver cometido
determinada contravenção, podendo ser aplicada em particular ou não.
§ 1º - Quando em particular, ser aplicada diretamente pelo superior que a impuser; verbalmente, na presença
única do contraventor; por escrito, em ofício reservado a ele dirigido.
§ 2º - Quando pública, será aplicada pelo superior, ou por sua delegação:
a) verbalmente:
1. Ao Oficial - na presença de Oficiais do mesmo posto ou superiores;
2. Ao SO – nos círculos de Oficiais e SO;
3. Ao SG – nos círculos de Oficiais, SO e SG; e
4. Às Praças de graduação inferior a SG – em formatura da guarnição, ou parte dela, a que pertencer o
contraventor.
b) por escrito em documento do qual será dado conhecimento aos mesmos círculos acima indicados.

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Art. 22 – A pena de impedimento obriga o contraventor a permanecer na OM, sem prejuízo de qualquer serviço que
lhe competir.
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Art. 23 – A pena de serviço extraordinário consistira no desempenho pelo contraventor de qualquer serviço interno,

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inclusive faina em dias e horas em que não lhe competir este serviço. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Art. 24 – A pena de prisão simples consiste no recolhimento:


a) do Oficial, SO ou SG na OM ou outro local determinado, sem prejuízo do serviço interno que lhe couber; e
b) da Praça à sua coberta na OM ou outro local determinado sem prejuízo dos serviços internos que lhe
couberem, salvo os de responsabilidades e confiança.
Art. 25 – A pena de prisão rigorosa consiste no recolhimento:
a) do Oficial, SO ou SG aos recintos que OM forem destinados ao uso de seu círculo; e
b) da Praça, à prisão fechada.
§ 1º - Quando na OM não houver lugar ou recinto apropriado ao cumprimento da prisão rigorosa com a
necessária segurança ou em boas condições de higiene, o Comandante ou autoridade equivalente solicitará que esse
cumprimento seja feito em outra OM em que isso seja possível.
§ 2º - A critério da autoridade que as impôs, as penas de prisão simples e prisão rigorosa poderão ser
cumpridas pelas praças como determina o art. 22 ( impedimento), computando-se 2 dias de impedimento para cada
dia de prisão simples e 3 dias de impedimento para cada dia de prisão rigorosa.
§ 3º - Não será considerada agravação da pena deste artigo a reclusão do Oficial SO ou SG a camarote com ou
sem sentinela quando sua liberdade puder causar dano à ordem ou à disciplina.

CAPÍTULO 4 - Das Normas para Imposição


Art. 26 – Nenhuma pena será imposta sem ser ouvido o contraventor e serem devidamente apurados os fatos.
§ 1º - Normalmente a pena deverá ser imposta dentro do prazo de 48 horas, contadas do momento em que a
contravenção chegou ao conhecimento da autoridade que tiver que impô-la.
§ 2º- O Oficial que lançou a Contravenção disciplinar em Livro de Registro de Contravenção deverá dar
conhecimento dos seus termos à referida Praça, antes do julgamento da mesma.
§ 3º - Quando houver necessidade de maiores esclarecimentos sobre a contravenção, a autoridade mandará
proceder a sindicância ou, se houver indício de crime, a inquérito, de acordo com as normas e prazos legais.
§ 4º - Durante o período de sindicância de que trata o parágrafo anterior, o contraventor poderá ficar detido na
OM ou em qualquer outro local que seja determinado.
§ 5º - Os militares detidos para averiguação de contravenções disciplinares não devem comparecer a exercícios
e fainas, nem executar serviço algum.
§ 6º - A prisão ou detenção de qualquer militar e o local onde se encontra deverão ser comunicados
imediatamente à sua família ou a pessoa por ele indicada, de acordo com a Constituição Federal.
§ 7º - Nenhum contraventor será interrogado se desprovido da plena capacidade de entender o caráter
contravencional de sua ação ou omissão, devendo, nessa situação, ser recolhido a prisão, em benefício da
manutenção da ordem ou de sua própria segurança.
Art. 27 – A autoridade julgará com imparcialidade e isenção de ânimo a gravidade da contravenção, sem
condescendência ou rigor excessivo, levando em conta as circunstâncias justificativas ou atenuantes, em face das
disposições deste regulamento e tendo sempre em vista os acontecimentos e a situação pessoal do contraventor.
Art. 28 - Toda pena disciplinar, exceto repreensão verbal, será imposta na forma abaixo:
a) para Oficiais e Suboficiais, mediante Ordem de Serviço que contenha resumo do histórico da falta, seu
enquadramento neste regulamento, as circunstâncias atenuantes ou agravantes e a pena imposta; e

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b) para Sargentos e demais Praças: mediante lançamento nos respectivos livros de Registro de Contravenções,
onde constará o histórico da falta, seu enquadramento neste Regulamento, as circunstâncias atenuantes ou
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agravantes e a pena imposta.

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Art. 29- Quando o contraventor houver cometido contravenções simultâneas mas não correlatas, ser-lhe-ão Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

impostas penas separadamente.


Parágrafo único- se essas penas consistirem em prisão rigorosa e seu total exceder o máximo fixado no art. 14, serão
cumpridas em parcelas não maiores do que esse prazo, com intervalos de cinco dias.
Art. 30- A pena de licenciamento ex-officio”do Serviço Ativo da Marinha, a bem da disciplina, será imposta ás Praças
com estabilidade assegurada, como disposto no Estado dos Militares e nos Regulamentos do Corpo de Praças da
Armada e do Corpo de Praças do Corpo de Fuzileiros Navais.
Art. 31- A pena de exclusão da Marinha será imposta:
a) a bem da disciplina ou por conveniência do serviço;
b) por incapacidade moral
§ 1º- A bem da disciplina ou por conveniência do serviço , a pena será imposta sempre que a Praça, de
graduação inferior a Suboficial, houver sido punida no espaço de um ano com trinta dias de prisão rigorosa ou
quando for julgado merecê-la por um Conselho de Disciplina, por má conduta habitual ou inaptidão profissional.
§ 2º- Por incapacidade moral, será imposta quando houver cometido ato julgado aviltante ou infamante por um
Conselho de Disciplina.
Art.32- A pena de exclusão do Serviço Ativo da Marinha, a bem da disciplina, será aplicada “ex-officio” ás Praças
com estabilidade assegurada, como disposto no Estatuto dos Militares.
Art.33- O licenciamento “ex-officio” e a exclusão do Serviço Ativo da Marinha, a bem da disciplina, inabilita o militar
para exercer cargo, função ou emprego na Marinha.
Parágrafo único- A sua situação posterior relativa á reserva será determinada pela Lei do Serviço Militar e pelo
Estatuto dos Militares.

CAPÍTULO 5 - Da Contagem do Tempo de Punição


Art. 34 - O tempo que durar o impedimento de que trata o artigo 26, § 3o, será levado em conta:
a) integralmente para o cumprimento de penas de impedimento;
b) na razão de 1/2 para as de prisão simples; e
c) na razão de 1/3 para as de prisão rigorosa.
Art. 35 - O tempo passado em hospitais (doentes hospitalizados) não será computado para cumprimento de pena
disciplinar.

CAPÍTULO 6 - Do Registro e da Transcrição


Art. 36 - Para o registro das contravenções cometidas e penas impostas, haverá nas Organizações Militares dois livros
numerados e rubricados pelo Comandante ou por quem dele haja recebido delegação, sendo um para os Sargentos e
outro para as demais Praças.
Art. 37 - Todas as penas impostas, exceto repreensões em particular, serão transcritas nos assentamentos do
contraventor, logo após o seu cumprimento ou a solução de recursos interpostos.
§ 1o - Para Sargentos e demais Praças, esta transcrição será feita na Caderneta Registro, independente de ordem
superior.
§ 2o - Para Oficiais e Suboficiais, cópia da Ordem de Serviço que publicou a punição será remetida à DPMM ou
CApCFN, conforme o caso, a fim de ser anexada aos documentos de informação referentes ao Oficial ou Suboficial
punido.
(Alterado pelo Decreto no 94.387, de 29 de maio de 1987)
§ 3o - A transcrição conterá o resumo do histórico da falta cometida e a pena imposta.

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CAPÍTULO 7
Da Anulação, Atenuação, Agravamento, Relevamento e Cancelamento

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(Alterado pelo Decreto no 94.387, de 29 de maio de 1987)


Art. 38 - O disposto no artigo 19 não inibe a autoridade superior na Cadeia de Comando de tomar conhecimento ex
officio de qualquer contravenção e julgá-la de acordo com as normas deste Regulamento, ou reformar o julgamento
de autoridade inferior, anulando, atenuando ou agravando a pena imposta, ou ainda relevando o seu cumprimento.
§ 1o - A revisão do julgamento poderá ocorrer até 120 (cento e vinte) dias após a data da sua imposição. Fora
desse prazo só poderá ser feita, privativamente, pelo Ministro da Marinha.
§ 2o - Quando já tiver havido transcrição da pena nos assentamentos, será dado conhecimento à DPMM ou ao
CGCFN, conforme o caso, para efeito de cancelamento ou alteração.
§ 3o - A competência para relevar o cumprimento da pena é atribuição das mesmas autoridades citadas nas alíneas
a) e b) do artigo 19, cada uma quanto às punições que houver imposto, ou quanto às aplicadas pelos seus
subordinados.
Parágrafo único- Esse relevamento poderá ser aplicado:
a) por motivo de serviços relevantes prestados à Nação pelo contraventor, privativamente, pelo Presidente da
República e pelo Ministro da Marinha; e
b) por motivo de gala nacional ou passagem de Chefia, Comando ou Direção, quando o contraventor já houver
cumprido pelo menos metade da pena.
Art. 39 - Poderá ser concedido ao militar o cancelamento de punições disciplinares que lhe houverem sido impostas
ex officio ou mediante requerimento do interessado, desde que satisfaça as seguintes condições simultaneamente:
a) não ter sido a falta cometida atentatória à honra pessoal, ao pundonor militar ou ao decoro da classe;
b) haver decorrido o prazo de cinco anos de efetivo serviço, sem qualquer punição, a contar da data do
cumprimento da última pena. (Alterado pelo Decreto no 1.011, de 22 de dezembro de 1993)
c) ter bons serviços prestados no período acima, mediante análise de suas folhas de alterações; e
d) ter parecer favorável de seu Chefe, Comandante ou Diretor.
§ 1o - O militar, cujas punições disciplinares tenham sido canceladas, poderá concorrer, a partir da data do ato de
cancelamento, em igualdade de condições com seus pares em qualquer situação da carreira.
§ 2o - Além das autoridades mencionadas na letra a) do artigo 19, a competência para autorizar o cancelamento
de punições cabe aos Oficiais-Generais em cargo de Chefia, Comando ou Direção, obedecendo-se à Cadeia de
Comando do interessado, não podendo ser delegada.
§ 3o - A autoridade que conceder o cancelamento da punição deverá comunicar tal fato à DPMM ou CApCFN,
conforme o caso.
§ 4o - O cancelamento concedido não produzirá efeitos retroativos, para quaisquer fins de carreira.

TÍTULO IV - DA PARTE, PRISÃO IMEDIATA E RECURSOS


CAPÍTULO 1 - Da Parte e da Prisão Imediata

Art. 40 - Todo superior que tiver conhecimento, direto ou indireto, de contravenção cometida por qualquer
subalterno, deverá dar parte escrita do fato à autoridade sob cujas ordens estiver, a fim de que esta puna ou remeta
a parte à autoridade sob cujas ordens estiver o contraventor, para o mesmo fim.
Parágrafo único - Servindo superior e subalterno na mesma Organização Militar e sendo o subalterno Praça de
graduação inferior a Suboficial, será efetuado o lançamento da parte no Livro de Registro de Contravenções
Disciplinares.

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Art. 41 - O superior deverá também dar voz de prisão imediata ao contraventor e fazê-lo recolher-se à sua Organização
Militar quando a contravenção ou suas circunstâncias assim o exigirem, a bem da ordem pública, da disciplina ou da
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regularidade do serviço.

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Parágrafo único - Essa voz de prisão será dada em nome da autoridade a que o contraventor estiver diretamente Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

subordinado, ou, quando esta for menos graduada ou antiga do que quem dá a voz, em nome da que se lhe seguir em
escala ascendente. Caso o contraventor se recuse a declarar a Organização Militar em que serve, a voz de prisão será
dada em nome do Comandante do Distrito Naval ou do Comando Naval em cuja jurisdição ocorrer a prisão.
Art. 42 - O superior que houver agido de acordo com os artigos 40 e 41 terá cumprido seu dever e resguardada sua
responsabilidade. A solução que for dada à sua parte pela autoridade superior é de inteira e exclusiva responsabilidade
desta, devendo ser adotada dentro dos prazos previstos neste Regulamento e comunicada ao autor da parte.
Parágrafo único - A quem deu parte assiste o direito de pedir à respectiva autoridade, dentro de oito dias úteis, pelos
meios legais, a reconsideração da solução, se julgar que esta deprime sua pessoa ou a dignidade de seu posto, não
podendo o pedido ficar sem despacho. Para tanto, a autoridade que aplicar a pena disciplinar deverá comunicar ao
autor da parte a punição efetivamente imposta e o enquadramento neste Regulamento, com as circunstâncias
atenuantes ou agravantes que envolveram o ato do contraventor.
Art. 43 - O subalterno preso nas condições do artigo 41 só poderá ser solto por determinação da autoridade a cuja
ordem foi feita a prisão, ou de autoridade superior a ela.
Art. 44 - Esta prisão, de caráter preventivo, será cumprida como determina o artigo 24.

CAPÍTULO 2 - Dos Recursos

Art. 45 - Àquele a quem for imposta pena disciplinar será facultado solicitar reconsideração da punição à autoridade
que a aplicou, devendo esta apreciar e decidir sobre a mesma dentro de oito dias úteis, contados do recebimento do
pedido.
Art. 46 - Aquele a quem for imposta pena disciplinar poderá, verbalmente ou por escrito, por via hierárquica e em
termos respeitosos, recorrer à autoridade superior à que a impôs, pedindo sua anulação ou modificação, com prévia
licença da mesma autoridade.
§ 1o - O recurso deve ser interposto após o cumprimento da pena e dentro do prazo de oito dias úteis.
§ 2o - Da solução de um recurso só cabe a interposição de novos recursos às autoridades superiores, até o Ministro
da Marinha.
§ 3o - Contra decisão do Ministro da Marinha, o único recurso admissível é o pedido de reconsideração a essa
mesma autoridade.
§ 4o - Quando a punição disciplinar tiver sido imposta pelo Ministro da Marinha, caberá interposição de recurso ao
Presidente da República, nos termos definidos no presente artigo.
Art. 47 - O recurso deve ser remetido à autoridade a quem dirigido, dentro do prazo de oito dias úteis, devidamente
informado pela autoridade que tiver imposto a pena.
Art. 48 - A autoridade a quem for dirigido o recurso deve conhecer do mesmo sem demora, procedendo ou mandando
proceder às averiguações necessárias para resolver a questão com justiça.
Parágrafo único - No caso de delegação, para proceder a estas averiguações será nomeado um Oficial de posto superior
ao do recorrente.
Art. 49 - Se o recurso for julgado inteiramente procedente, a punição será anulada e cancelado tudo quanto a ela se
referir; se apenas em parte, será modificada a pena.
Parágrafo único - Se o recurso fizer referência somente aos termos em que foi aplicada a punição e parecer à
autoridade que os mesmos devem ser modificados, ordenará que isso se faça, indicando a nova forma a ser usada.

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TÍTULO V - DISPOSIÇÕES GERAIS


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Art. 50 Aos Guardas-Marinha, Aspirantes, Alunos do Colégio Naval e Aprendizes-Marinheiros serão aplicados, quando

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na Escola Naval, Colégio Naval ou nas Escolas de Aprendizes, as penas estabelecidas nos respectivos regulamentos, e Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

mais as escolares previstas para faltas de aproveitamento; quando embarcados, as que este Regulamento determina
para Oficiais e Praças, conforme o caso.
Art. 51 O militar sob prisão rigorosa fica inibido de ordenar serviços aos seus subalternos ou subordinados, mas não
perde o direito de precedência às honras e prerrogativas inerentes ao seu posto ou graduação.
Art. 52 Os Comandantes de Organizações Militares farão com que seus respectivos médicos ou requisitados para tal
visitem com freqüência os locais destinados a prisão fechada, a fim de proporem, por escrito, medidas que resguardem
a saúde dos presos e higiene dos mesmos locais.
Art. 53 Os artigos deste Regulamento que definem as contravenções e estabelecem as penas disciplinares devem ser
periodicamente lidos e explicados à guarnição.
Art. 54 A Jurisdição disciplinar, quando erroneamente aplicada, não impede nem restringe a ação judicial militar.

PRAZOS PREVISTOS NO RDM


PRAZOS FINALIDADE CONTADO A PARTIR DE QUANDO
Do momento em que a autoridade toma conhecimento da
48 H Impor a pena
contravenção.
Para a autoridade- do recebimento de pedido.Para o
Recursos
8 DIAS Conraventor – do cumprimento da pena.
ÚTEIS Para a autoridade que deu parte – se julgar que a pena
Reconsideração da pena
imposta deprime sua pessoa ou a dignidade de seu posto.
120 DIAS Revisão de julgamento Da data da sua imposição.
5 ANOS Cancelamento Da data do cumprimento da última pena.

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CGCFN-201
(1ª Edição – 12 de maio de 2020 – referência “e”)
2 . MANUAL DO
FUZILEIRO NAVAL

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MANUAL DO FUZILEIRO NAVAL


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CAPÍTULO 1 - HISTÓRICO DOS FUZILEIROS NAVAIS

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1.1 - ANTECEDENTES
A Brigada Real da Marinha foi criada em Lisboa a 28 de agosto de 1797 por alvará de D. Maria I, e suas raízes
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remontam a 1618, data de criação do Terço da Armada da Coroa de Portugal, primeiro corpo militar constituído em
caráter permanente naquele país.
O Corpo de Fuzileiros Navais (CFN) originou-se dessa brigada, cujos componentes aportaram no Rio de Janeiro
a 7 de março de 1808, guarnecendo as naus utilizadas pela Família Real e a Corte Portuguesa, para transmigrar para o
Brasil em decorrência das Guerras Napoleônicas.
No Brasil, a Brigada Real da Marinha ocupou a Fortaleza de São José da Ilha das Cobras, em 21 de março de
1809, por determinação do Ministro da Marinha D. João Rodrigues de Sá e Menezes - Conde de Anadia.
Ao longo de sua existência, o CFN recebeu várias denominações, podendo sua história ser dividida em três fases
principais, de acordo com as características básicas de sua atuação:
- de 1808 a 1847, atuando como Artilharia da Marinha;
- de 1847 a 1932, atuando como Infantaria da Marinha; e
- a partir de 1932, sendo empregado como uma combinação de tropas de variadas características.
Em todas essas fases, o exercício de atividades de guarda e segurança de instalações navais ou de interesse da
Marinha tem sido constante. Na fase recente, a capacitação para a realização de desembarques nas Operações
Anfíbias (OpAnf), de acordo com o conceito atual, tem definido a atuação do CFN.

Fig 1.1 - Estandarte da Brigada Real da Marinha

1.2 - PRIMEIRA FASE


Na primeira fase, houve ênfase no emprego dos Fuzileiros Navais (FN) para guarnecerem a artilharia das naus e
embarcações armadas. Os artilheiros-marinheiros constituíam-se nos únicos militares profissionais de carreira
existentes nas guarnições dos navios. Em virtude de sua formação militar, tinham acesso ao armamento portátil e
contavam com a confiança dos comandos que, por meio deles, se impunham à marinhagem sempre que era necessário
o emprego da força. Por estas mesmas razões, adquiriram condições de a abordagem, defender seus navios contra
esse tipo de ação e, desembarcando, combater em terra.
Neste período, participaram ativamente de todas as operações navais nas quais a Marinha se envolveu, sendo
dignas de realce a expedição contra Caiena, as lutas pela consolidação da Independência, a pacificação das Províncias
dissidentes e a Guerra da Cisplatina.
O CFN recebeu as seguintes denominações nesta etapa de sua existência:
- 1821 - Batalhão da Brigada Real da Marinha destacado no Rio de Janeiro;
- 1822 - Batalhão de Artilharia da Marinha do Rio de Janeiro;
- 1826 - Imperial Brigada de Artilharia da Marinha; e
- 1831 - Corpo de Artilharia de Marinha.

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Fig1.2 - Almirante Rodrigo Pinto Guedes, Barão do Rio da Prata,


primeiro Comandante da Brigada Real da Marinha no Brasil

1.3 - SEGUNDA FASE


Esta fase iniciou com a criação do Corpo de Imperiais Marinheiros a quem cabia guarnecer a artilharia dos navios
e embarcações, passando os FN a serem empregados como infantaria na realização de abordagens, na defesa das naus
e na realização de desembarques. Entretanto, em decorrência de seu melhor preparo, mantiveram, durante algum
tempo, várias tarefas referentes à Artilharia da Marinha.
A artilharia dos FN evoluiu de artilharia naval para artilharia de posição e artilharia de desembarque, culminando
no Grupo de Artilharia de Campanha do Regimento Naval.
Nesta fase, os soldados-marinheiros participaram de guerras externas, como as campanhas contra Oribe e Rosas,
contra Aguirre, e a Guerra do Paraguai.
As denominações a seguir foram as que o CFN recebeu nesta importante fase:
- 1847 - Corpo de Fuzileiros Navais;
- 1852 - Batalhão Naval;
- 1895 - Corpo de Infantaria da Marinha;
- 1908 - Batalhão Naval; e
- 1924 - Regimento Naval.

Fig 1.3 - Tomada do “Forte Sebastopol” (1864) Campanha contra Aguirre

Vale destacar que, na campanha contra Aguirre, os FN desempenharam papel relevante na tomada da Praça Forte
Paissandu, quando o 2o Sargento Francisco Borges de Souza se destacou por seu heroísmo e destemor. Esse episódio
ficou conhecido entre os combatentes pelo nome de “Tomada do Forte Sebastopol”.
Por sua vez, o Batalhão Naval participou com todo seu efetivo na longa e cruenta Guerra da Tríplice Aliança (1864).
Das 1845 praças que constituíam o efetivo do Batalhão Naval à época, 1428 estavam embarcadas nas unidades navais
em operações no Prata, sendo 585 artilheiros e 843 fuzileiros.

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Fig 1.4 - Batalha Naval do Riachuelo

1.4 - TERCEIRA FASE


A denominação de Corpo de Fuzileiros Navais, em 1932, em substituição à anterior, Regimento Naval, assinalou
o início da terceira fase, que vem se caracterizando por franca expansão e aprimoramento, mas conservando a tradição
de disciplina e confiança, a qual, originária da época da Brigada Real da Marinha, manteve-se através dos tempos.

Fig 1.5 - Evolução dos uniformes do Corpo de Fuzileiros Navais

Fig 1.6 - Exercício de Artilharia do Corpo de Fuzileiros Navais, nos anos 30

Deve ser destacada uma série de fatos ocorridos em relativo curto espaço de tempo que permitiram esta
evolução:

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- a formação dos primeiros oficiais FN na Escola Naval;


- o extraordinário desenvolvimento das OpAnf na Segunda Guerra Mundial;
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- a expansão da Marinha;

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- o aprimoramento técnico-profissional dos oficiais por meio de cursos, estágios e visitas ao exterior;
- a criação do Campo da Ilha do Governador e, nele, o Centro de Instrução (hoje Centro de Instrução Almirante Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Sylvio de Camargo) e a Companhia Escola (hoje Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves, localizado no
Campo de Guandu do Sapê, no subúrbio carioca de Campo Grande, RJ); e
- a obtenção de áreas para adestramento e a construção de aquartelamentos.

O progresso material alcançado, ao qual se adicionou o devido embasamento doutrinário, possibilitou o


incremento de exercícios com forças navais de países amigos que culminaram com o adestramento interaliado na Ilha
de Vieques, Porto Rico, juntamente com FN norte-americanos, holandeses e ingleses.

Nesta fase, o CFN, como um todo ou em parte, atuou em acontecimentos relevantes da história do Brasil, a
saber:
- posição legalista nas Revoluções Constitucionalista (1932) e Integralista (1938);
- Segunda Guerra Mundial com destacamentos embarcados, Companhias Regionais nos portos de onde nossas
forças navais participavam do conflito e destacamento na Ilha da Trindade; e
- posição democrática na Revolução de 1964.

Por ocasião do conflito entre a Índia e o Paquistão, em 1965, o Brasil, como membro da Organização das Nações
Unidas (ONU), enviou observadores militares com uma representação do CFN, o mesmo ocorrendo na luta deflagrada
entre Honduras e El Salvador.
Nas operações levadas a efeito pela Organização dos Estados Americanos (OEA) na República Dominicana, o CFN
enviou um Grupamento Operativo (GptOp) integrando o Destacamento Brasileiro da Força Interamericana de Paz
(FAIBRAS), um dos componentes da Força Interamericana de Paz (FIP). De março de 1965 a setembro de 1966, esse
GptOp foi revezado três vezes, cumprindo as tarefas recebidas com exemplar disciplina e eficiência técnico-
profissional.

Fig 1.7 - Contingente do Corpo de Fuzileiros Navais em São Domingos (1965)

Nos últimos anos e em atendimento às solicitações da ONU, o Brasil tem enviado militares de suas forças armadas
(FA) para várias regiões em conflito no mundo. O CFN, como uma tropa de elite, tem participado ativamente dessas
Missões de Paz, com observadores militares ou mesmo tropa. Desta forma, os FN do Brasil já marcaram presença em
El Salvador; em Honduras; na antiga Iugoslávia; em Moçambique; em Ruanda; em Angola; no Equador; no Peru e no
Haiti. O elevado grau de profissionalismo dos seus militares, aliado à disciplina, é fator fundamental para o êxito nesses
tipos de operações e tem contribuído para que o Brasil, cada vez mais, seja um membro atuante na nova ordem
internacional.
Também, no âmbito interno, por diversas vezes o CFN teve atuação destacada no restabelecimento da ordem,
juntamente com a participação das demais forças singulares.

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Fig 1.8 - Contingente de Fuzileiros Navais em Angola - 1995 a 1998

Fig 1.9 - Contingente de Fuzileiros Navais no Haiti

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CAPÍTULO 2
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TRADIÇÕES NAVAIS

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2.1 - GENERALIDADES Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

O presente capítulo aborda as tradições navais e a sua linguagem, sem pretensão de esgotar o assunto, mas tão-
somente disseminar conhecimentos iniciais àqueles que começam, como fuzileiro naval, a vida de bordo, em qualquer
Organização Militar (OM) da Marinha do Brasil (MB). Todos os militares, quer a bordo, quer em terra, em serviço ou
não, devem proceder de acordo as normas de boa educação civil e militar e com os bons costumes, de modo a honrar
e preservar as tradições da Marinha.

2.2 - A GENTE DE BORDO


O Comandante é a autoridade suprema de bordo. O Imediato é o oficial cuja autoridade se segue, em qualquer
caso, à do Comandante. É, portanto, o substituto eventual do Comandante.
A gente de bordo compõe-se do Comandante e da Tripulação. O Imediato e os demais oficiais constituem a
oficialidade. As praças constituem a guarnição. A oficialidade e a guarnição formam a tripulação da OM.
As ordens emanam do Comandante e são feitas executar pelo Imediato, coordenador de todos os trabalhos de
bordo e que exerce a gerência das atividades administrativas.

2.5 - PROCEDIMENTOS ROTINEIROS

2.5.1 - Saudação entre militares


A saudação entre militares é a continência. Ela é uma reminiscência do antigo costume que tinham os
combatentes medievais, metidos em suas armaduras, levarem a mão direita à têmpora para suspender a viseira e
permitir a sua identificação, ao serem inspecionados por um superior.

2.5.2 - Saudar o oficial de serviço


Todos que entram a bordo obrigatoriamente saúdam o oficial de serviço e pedem licença para entrar a bordo. Da
mesma forma, para retirar-se de bordo, qualquer pessoa deve obter permissão do oficial de serviço e dele se despedir.

2.5.3 - Saudar o pavilhão nacional


É costume, ao entrar-se a bordo pela 1a vez no dia, saudar o pavilhão nacional, bem como ao retirar-se de bordo..

2.5.4 - Dar o pronto da execução de ordem recebida


O subordinado dará o pronto a seu superior da execução das ordens que dele tiver recebido, bem como o manterá
informado do andamento das tarefas por ele determinadas.

2.5.5 - Uniformes a bordo


É obrigatório possuir a bordo todos os uniformes previstos, em quantidade suficiente e em condições de pronto
uso.

2.9 - A LINGUAGEM DO MAR


Este artigo contém uma pequena mostra de expressões de uso consagrado na Marinha do Brasil, visando a uma
adaptação inicial com a linguagem própria da Força: a linguagem do homem do mar.

2.9.1 - O navio e as posições relativas a bordo


a) Nomenclatura das partes mais importantes

I) Casco
É o corpo do navio sem levar em consideração os mastros, aparelhos e outros acessórios. Não possui uma forma
geométrica única, sendo sua principal característica ter um plano de simetria (plano diametral), que se imagina passar
pelo eixo da quilha, dividindo-o, verticalmente, em duas partes no sentido do comprimento.

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Fig 2.1 -
Vista de uma seção do casco de um navio

II) Quilha
É a peça estrutural básica do casco do navio, disposta na parte mais baixa do seu plano diamentral, em quase
todo o seu comprimento. É considerada a "espinha dorsal" do navio.

III) Cavernas
São assim chamadas as peças curvas que se fixam transversalmente à quilha do navio e que servem para dar
forma ao casco e sustentar o chapeamento exterior.
IV) Costado
É a parte do forro exterior do casco situada entre a borda e a linha de flutuação a plena carga.
V) Anteparas
São as separações verticais que subdividem, em compartimentos, o espaço interno do casco, em cada pavimento.

Fig
2.2 -
As
partes
mais

importantes do navio

VI) Proa
É a extremidade dianteira ou anterior do navio.

VII) Popa
É a extremidade posterior do navio.

VIII) Bordos
São as duas partes simétricas em que o casco é dividido pelo plano diametral. Boreste (BE) é a parte à direita, e bombordo
(BB) à esquerda, supondo-se o observador situado no plano diametral e olhando para a proa.

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IX) Convés
É a denominação atribuída aos pavimentos com que o navio é dividido no sentido da altura. O primeiro pavimento
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contínuo de proa a popa, contando de cima para baixo, que é descoberto em todo ou em parte, tem o nome de convés
principal. Abaixo do convés principal, os conveses são designados da seguinte maneira: segundo convés, terceiro convés,

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etc. Eles também podem ser chamados de cobertas. Um convés parcial, acima do principal, é chamado convés da Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

superestrutura.

X) Convés de vôo ou convôo


É o convés principal dos navios-aeródromos, que se estende de popa a proa, constituindo sua pista de decolagem e
pouso.

XI) Superestrutura
É a construção feita sobre o convés principal, estendendo-se ou não de um bordo a outro, e cuja cobertura é, em
geral, ainda, um convés.

XII) Castelo da proa ou simplesmente castelo


É a superestrutura na parte extrema da proa.

XIII) Tombadilho
É a superestrutura na parte extrema da popa.

XIV) Superestrutura central


É a existente a meia-nau. Nela normalmente são encontrados dois importantes conveses: o tijupá, convés geralmente
aberto e mais elevado do navio, onde é instalada a agulha magnética padrão e outros instrumentos que não devem ficar
cobertos; imediatamente abaixo do tijupá, encontra-se o passadiço, pavimento dispondo de uma ponte (passagem) na
direção de BB a BE, de onde o Comandante dirigi a manobra do navio e onde permanece o oficial de quarto.

XV) Porão
É o espaço entre o convés mais baixo e o fundo do navio. Nos navios transporte, ele é, também, o compartimento
estanque onde se acondiciona a carga.

XVI) Bailéu
É um pavimento parcial abaixo do último pavimento contínuo, isto é, no espaço do porão. Nele fazem-se paióis
ou outros compartimentos semelhantes. É, também, uma expressão naval utilizada para designar a prisão a bordo.
Essa acepção decorre do fato de, na Marinha antiga, tais prisões ficarem situadas no bailéu dos navios.

XVII) Portaló
É a abertura feita na borda ou passagens nas balaustradas, por onde o pessoal entra e sai do navio, ou por onde
passa a carga leve. Há um portaló de BB e um de BE, sendo esse último considerado o portaló de honra dos navios de
guerra.

b) Posições relativas a bordo


I) A vante e a ré
Diz-se que qualquer coisa é de vante ou está a vante (AV) quando está na proa, e que é de ré ou está a ré (AR)
quando está na popa. Se um objeto está mais para a proa que outro, diz-se que está por ante-a-avante (AAV) dele; se
está mais para a popa, diz-se que está por ante-a-ré (AAR).

II) Cobertas abaixo


Diz-se que algo se encontra cobertas abaixo quando está nos conveses cobertos.

III) Cobertas acima


Diz-se de atividade, faina, etc. realizada no convés ou em pavimento a céu aberto.

IV) No convés
Diz-se que algo se encontra no convés quando está em um convés descoberto.

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2.9.2 - Expressões do cotidiano


a) Safo
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É talvez a palavra mais usual na Marinha. Serve para tudo que está correndo bem ou que faz correr as coisas bem:

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“oficial safo”, “marinheiro safo”. “A faina está safa”. “Consegui safar o navio do banco de areia”. “A entrada é safa,
pode demandar: não há obstáculos”. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

b) Onça
Também de grande uso. É dificuldade: “onça de dinheiro”, “onça de sobressalente”. Estar na onça é estar em
apuros. “A onça está solta”, quer dizer que tudo está ruim a bordo, tudo de ruim acontece. Vem a expressão de uma
velha história de uma onça de circo solta a bordo.

c) Safa-onça
É a combinação das duas expressões anteriores. Significa salvação. “safa-onça” é tudo que soluciona uma
emergência. “Safei a onça agarrando uma táboa que flutuava”. “O meu safa-onça foi um pedaço de queijo, que ainda
restava no barco; do contrário, morreria de fome”. “Este livro é o safa-onça de inglês”.

d) Pegar
É o contrário de estar safo. Significa entravar, não conseguir andar direito. “Tenente, o rancho está pegando, não
chegou a carne”. “Este Mestre D’armas não serve; com ele tudo pega”. “Comandante, não pude chegar a tempo, a
lancha pegou bem no meio da baía”.
Parece que a expressão vem de pegar tempo ou seja pegar mau tempo. “Aquele fuzileiro não conseguiu safar-se
para a parada: pegou tempo para arranjar um gorro de fita novo”.

e) Caverna mestra
Oficial ou praça que, por achar-se há muito tempo no navio e ser dedicado às coisas de bordo, torna-se profundo
conhecedor dos problemas e peculiaridades do mesmo.

f) Bóia de espera, ficar na bóia de espera


Esperar a vez; aguardar promoção.

g) Cochar
Proteger; cuidar com preferência de (alguém); proporcionar as melhores situações. A Cocha é o empenho ou a
recomendação de pessoa importante. É também a pessoa que faz esse empenho ou recomendação. Cochado, por sua
vez, é o protegido, recomendado.

h) Voga
Ritmo ou regime imprimido a uma atividade ou trabalho. Voga picada significa uma voga puxada, com ritmo
acelerado.

i) Arvorar - Desistir de uma empreitada. Suspender a execução de uma atividade determinada anteriormente.

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CAPÍTULO 3
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HIERARQUIA, DISCIPLINA E CORTESIA

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3.1 - HIERARQUIA E DISCIPLINA Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

A hierarquia e a disciplina são a base institucional das forças armadas. A autoridade e a responsabilidade crescem
com o grau hierárquico.
A hierarquia militar é a ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das forças armadas.
A ordenação se faz por posto ou graduação; dentro de um mesmo posto ou graduação se faz pela antigüidade no
posto ou na graduação. O respeito à hierarquia é consubstanciado no espírito de acatamento à seqüência de
autoridade.
Disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que
fundamentam o organismo militar e coordenam seu funcionamento regular e harmônico, traduzindo-se pelo perfeito
cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo.
A disciplina e o respeito à hierarquia devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida entre os militares da
ativa, da reserva remunerada e reformados.
Quando se fala de disciplina no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN), não se quer referir aos regulamentos, às
punições ou a uma condição de subserviência. O que se quer dizer é a exata execução das ordens, decorrente de uma
obediência inteligente e voluntária, e não de uma disciplina baseada somente no temor.
A punição de militares por quebra da disciplina é as vezes necessária, mas apenas para corrigir os rumos daqueles
que ainda não foram capazes de fazer parte de uma equipe.
A disciplina é necessária a fim de assegurar a correta execução das ações ordenadas, as quais serão de grande
importância, principalmente nas situações de combate. O fuzileiro naval (FN) precisa ser capaz de reconhecer e
enfrentar o medo por ser este o inimigo da disciplina em determinadas situações. O medo não controlado transformar-
se-á em pânico, e a unidade que entrar em pânico não será mais uma unidade disciplinada e sim uma turba. Não há
pessoa sã que não sinta medo, mas com disciplina e moral elevado, todos podem enfrentar o perigo.
Um FN aprende a ser disciplinado adquirindo um senso de obrigação para com ele próprio, com seus
companheiros, com seu comandante e com o CFN. Ele aprende que é membro de uma equipe organizada, treinada e
equipada com o propósito de engajar e derrotar o inimigo. A meta final da disciplina militar é a eficiência em combate,
a fim de garantir que uma unidade lute corretamente, conquiste seus objetivos, cumpra a missão recebida e auxilie
outras unidades na execução de suas tarefas.
Um Comandante é investido da mais alto grau de autoridade, que se estende, inclusive, aos assuntos que dizem
respeito aos indivíduos que estejam sob suas ordens. Incluem-se nesse caso, a preocupação com a alimentação, o
cuidado e o modo de usar os uniformes, os hábitos de higiene, as condições de saúde e os fatores morais, todos
afetando direta ou indiretamente as vidas de cada um.
É importante que o FN obedeça prontamente às ordens de seu Comandante, o qual é particularmente interessado
no bem-estar dos homens sob seu comando. Desenvolvendo o hábito da pronta obediência a todas as ordens, o FN
alcançará a disciplina individual e da unidade.
Será demasiadamente tarde adquirir disciplina no campo de batalha. É preciso que ela seja conseguida em tempo
de paz nas atividades diárias. Um FN treina com seus companheiros de modo que, como uma equipe, consigam
cumprir tarefas com variados graus de dificuldade e possam se orgulhar de seus atos. O FN deve se comportar como
um representante de uma tradicional e gloriosa instituição e não como um indivíduo isolado.

3.2 - CORTESIA MILITAR


Todo militar deve provas de disciplina e cortesia aos superiores, como tributo natural à autoridade de que se
acham investidos por lei, manifestadas em todas as circunstâncias por atitudes e gestos precisos e rigorosamente
observados.
A espontaneidade e a correção dos sinais de respeito são indícios seguros do grau de disciplina das corporações
militares, bem como da educação e do grau de instrução profissional de seus integrantes.

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3.6 - PROCEDIMENTOS DO FUZILEIRO NAVAL EM DIVERSAS SITUAÇÕES


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Quando um FN que está fumando ou conduzindo pequeno embrulho com a mão direita encontra um superior,

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passa para a mão esquerda o cigarro ou o embrulho e faz-lhe a continência regulamentar.
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Se o FN encontrar um superior numa escada cede-lhe o melhor lugar e saúda-o fazendo alto, com a frente voltada
para ele.
Todo FN deve se levantar sempre que passar uma tropa nas proximidades de onde se encontra; caso esteja
andando, deverá parar, voltando a frente para essa tropa.
No quartel, navio ou outro estabelecimento militar, a praça, diariamente, faz Alto para a continência ao
Comandante na primeira oportunidade que o encontrar. Das outras vezes, gira a cabeça com vigor, encarando-o. Fora
dessas dependências, cumprimenta o superior sempre que encontrá-lo.
Quando um militar entra em um estabelecimento público, percorre com o olhar o recinto para verificar se há
algum superior presente; se houver, o militar, do lugar onde está, faz-lhe a continência.
O FN que entrar em um quartel ou navio deverá prestar continência à Bandeira Nacional, se estiver hasteada, e
apresentar-se imediatamente ao oficial-de-serviço.
Quando dois militares se locomovem juntos, o mais moderno dá a direita ao mais antigo. Numa calçada, o mais
moderno deslocar-se-á deixando o lado interno da calçada para o deslocamento do mais antigo.
Em embarcações ou viaturas, o embarque é feito do mais moderno para o mais antigo. Por ocasião do
desembarque, os militares saem em ordem decrescente de antigüidade.
Os lugares de honra deverão ser reservados aos mais antigos.

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CAPÍTULO 6
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DIREITO DA GUERRA
6.1 - GENERALIDADES

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A História registra que a disciplina e o moral contribuíram para inúmeras vitórias militares. Tais virtudes são Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

desenvolvidas por uma série de atitudes, dentre as quais ressalta a observância das normas que regulam os conflitos
armados, no que concerne ao comportamento individual de cada combatente diante das Leis da Guerra.
As Convenções de Genebra e de Haia estabeleceram essas normas, que passaram, com o peso de lei, a
fundamentar o Direito Internacional Humanitário, no campo dos conflitos armados. De um modo geral, pode-se dizer
que essas leis têm por finalidade proteger os combatentes fora de combate e as pessoas que não participam das
hostilidades, bem como as pessoas encarregadas de prestar auxílio às vítimas, ou seja, integrantes devidamente
autorizados dos serviços de saúde e religiosos, sejam esses militares ou civis, e da Cruz Vermelha.
O Brasil ratificou as convenções e aderiu aos seus protocolos adicionais, o que, em outras palavras, significa que
se comprometeu a respeitar e fazer respeitar, em todas as circunstâncias, as normas estabelecidas.
É dever, pois, de todo o fuzileiro naval (FN), conhecer e obedecer as regras que regem os conflitos armados, nos
seus aspectos fundamentais, que serão apresentados neste capítulo.
6.2 - NORMAS FUNDAMENTAIS
6.2.1 - Responsabilidade pela observância
Respeitar as regras do Direito da Guerra é uma obrigação precípua de todo militar.
Cada combatente é individualmente responsável pela sua observância, mas os Comandantes são os únicos
responsáveis por fazerem com que seus subordinados as respeitem.
Antes de dar a ordem para uma ação militar, o Comandante deve avaliar o risco de cada uma das alternativas
para cumprir a missão recebida e verificar se elas não violam nenhuma das regras do Direito da Guerra.
6.2.2 - Evitar sofrimentos inúteis
O Direito da Guerra também rege a conduta do combate e o uso de certas armas, com o fim de evitar sofrimentos
ou males que sejam excessivos em relação à vantagem militar que possam proporcionar. A necessidade militar não
admite a crueldade, quer dizer infligir um sofrimento sem motivo, ou por vingança.

6.2.3 - Limitar os danos e destruições


O Direito da Guerra estabelece que os danos e as destruições devem se limitar ao necessário para impor a sua
própria vontade ao adversário. Não podem ser excessivos em relação à vantagem militar prevista. Por conseguinte, só
se utilizarão armas, métodos e meios de combate que causem os danos inevitáveis para cumprir a missão recebida.

6.2.3 - Limitar os danos e destruições


O Direito da Guerra estabelece que os danos e as destruições devem se limitar ao necessário para impor a sua
própria vontade ao adversário. Não podem ser excessivos em relação à vantagem militar prevista. Por conseguinte, só
se utilizarão armas, métodos e meios de combate que causem os danos inevitáveis para cumprir a missão recebida.

6.2.4 - Atacar somente objetivos militares


Segundo as regras que regem os conflitos armados, são objetivos militares os combatentes e os seus
equipamentos, bem como os estabelecimentos e meios detransporte militares (exceto os estabelecimentos e meios
de transporte que tenham o emblema da Cruz Vermelha ou de uma outra instituição humanitária), as posições das
forças inimigas e os bens que, por sua natureza, localização e finalidade, contribuam para a ação militar.
É considerada deslealdade, por exemplo, fingir a condição de protegido, simular rendição para enganar o
adversário ou ganhar a sua confiança com a intenção de traílo.
Os bens civis (objetos sem finalidade militar e que não servem de apoio à ação militar) não constituem objetivos
militares e merecem proteção.

6.2.5 - Lutar só contra combatentes


Somente combatentes, ou seja, os membros das forças armadas (salvo os pertencentes aos serviços de saúde e
religioso), têm o direito de combater e podem ser atacados. Como membros das forças armadas devem ser
consideradas todas as pessoas que estiverem usando uniformes militares característicos das partes em conflito,
conduzindo armamento, ou participando, de qualquer forma, em operações ou atividades militares.

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Incluem-se como não-combatentes a população civil (todas as pessoas que não pertençam às forças armadas e
não participam das hostilidades) e, por conseqüência, não deve ser atacada; o mesmo vale para os feridos, náufragos
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e doentes que não tomem parte nas hostilidades.

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Os ardis de guerra tais como estratagemas, fintas, armadilhas, camuflagem ou simulação de ações são permitidos.
No entanto, ficam proibidos os meios desleais. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

6.2.6 - Respeitar os combatentes inimigos que se renderem


Esta regra é derivada do princípio no qual fica estipulado o respeito e a proteção ao inimigo que já não pode
ameaçar ou atacar, ou que esteja fora de combate.
Capturando-o, já se consegue alcançar o propósito de incapacitá-lo para o combate. O inimigo que se rende,
manifesta claramente a sua intenção de não prosseguir combatendo. Em geral, lança suas armas ao chão, levanta as
mãos, retira seu capacete, agita uma bandeira branca ou sinaliza essa intenção com outras atitudes evidentes.
Em um conflito armado entre países, um soldado inimigo capturado é considerado prisioneiro de guerra (PG). Em
outras modalidades de conflito (uma guerra civil por exemplo), o inimigo capturado não tem a condição de PG e pode
ser processado judicialmente, mas tem, no entanto, o direito a um tratamento humano.

6.2.7 - Proteger os combatentes inimigo feridos, doentes ou fora de ação


O combatente ferido ou doente que já não pode lutar, também está fora de combate e, conseqüentemente, não
constitui uma ameaça. Será tratado como prisioneiro, e terá o direito de ser protegido e receber assistência.

6.2.8 - Respeitar e proteger os civis


Os civis não podem participar diretamente das hostilidades, devendo ser respeitados e protegidos contra maus
tratos, as ameaças, humilhações, vingança e ataques indiscriminados que causem danos excessivos às pessoas e aos
seus bens.
Os civis também não podem ser tomados como reféns.
Seus bens e propriedades devem ser respeitados. A pilhagem é crime.

6.2.9 - Respeitar o pessoal, os veículos e as instalações do serviço de saúde militar ou civil e da Cruz Vermelha
O Direito da Guerra protege especialmente os feridos e doentes, tanto amigos como inimigos, assim como os
prisioneiros. Por conseguinte, é lógico prever a proteção ativa de quem está encarregado de recolher e/ou assistir a
essas vítimas, nas zonas de combate ou na retaguarda.
A utilização de veículos e instalações do serviço de saúde com fins militares de disfarce ou escudo de proteção,
ou, ainda, o uso indevido do emblema da Cruz Vermelha ou de outra organização humanitária, são exemplos de
violações graves ao Direito da Guerra.

6.3 - REGRAS DE COMPORTAMENTO


6.3.1 - Em relação aos combatentes inimigos
a) Nunca atacar um militar inimigo que se renda ou que tenha sido capturado, ferido ou se encontre doente.
No trato com os PG, observar os seis procedimentos padronizados: revistá-los, guardá-los, mantê-los em silêncio,
separá-los, protegê-los e evacuá-los para retaguarda, com brevidade. Um PG não pode ser morto, torturado ou
maltratado, pois isto consiste numa grave violação das leis da guerra e a perda de uma fonte vital de dados sobre o
inimigo. Ao se maltratar os PG, estar-se-á desencorajando outros soldados inimigos a se renderem e motivando a
continuidade da resistência. Se, ao contrário, eles forem bem tratados, além de incentivar o inimigo à rendição,
contribuirá para que eles tratem bem os seus prisioneiros (nossos companheiros). Tratamento humano dos PG é
correto, honroso e prescrito nas leis que regem os conflitos armados.

b) O inimigo pode usar diferentes sinais para indicar que está se rendendo, porém essa indicação deve ser clara
e perceptível. É crime atirar num inimigo que tenha deposto sua arma e oferecido rendição.

c) Prover sempre cuidados médicos para os combatentes feridos, sejam eles amigos ou inimigos. De acordo com
o Direito da Guerra, é necessário proporcionar ao inimigo doente ou ferido tratamento médico da mesma qualidade
que o proporcionado ao próprio pessoal.

d) Quando se captura alguém, nem sempre é possível ter certeza se este indivíduo é um inimigo. A confirmação,
em caso de dúvida, só poderá ser obtida por pessoal especialmente adestrado para esse fim em Postos de Comando

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de escalões mais elevados. O captor, contudo, pode interrogar seus prisioneiros sobre informações militares de valor
imediato para o cumprimento de sua missão, porém sem nunca ameaçar, torturar ou empregar qualquer outra forma
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de coerção para obter esses conhecimentos. Por sua vez, o PG, quando interrogado, só é obrigado a dizer seu nome,

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posto ou graduação, data de nascimento e número de matrícula. Ou seja, os dados constantes de sua placa de
identificação em campanha. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

e) Não se pode tomar de um PG seus bens pessoais, exceto aqueles itens claramente de valor militar ou de
interesse para a produção de informações, tais como: armas, canivetes, equipamentos de sapa, de orientação e de
comunicações, sinalizadores, lanternas, cartas geográficas e documentos militares. Nesse caso, a retirada desses bens
só se fará após o prisioneiro ter sido colocado sob segurança, separado e mantido em silêncio. Nada que não tenha
algum valor militar lhe poderá ser tomado. Somente por ordem de um oficial poderá ser retirado dinheiro de um
prisioneiro. Nesse caso, será fornecido recibo assinado pelo elemento responsável pela custódia, no qual serão
registrados os dados que permitam a perfeita identificação do emitente.
f) Os PG podem realizar vários tipos de trabalhos, desde que estes não estejam relacionados ao esforço de guerra
da parte captora. O trabalho aceitável que pode ser executado pelos PG deve ser limitado, admitindo-se, entretanto,
que cavem tocas de raposa e abrigos coletivos destinados à sua própria proteção.

g) Segundo as leis que regulam os conflitos armados, não é permitido utilizar prisioneiros: como escudo ou
medida de proteção no ataque ou defesa contra o inimigo; na localização, limpeza ou lançamento de minas ou
armadilhas; ou, ainda, para transportar munição ou equipamentos pesados.
h) Não é permitido atacar localidades. Porém, admite-se engajar o inimigo que nelas se encontre, bem como
destruir qualquer equipamento ou suprimento que o mesmo lá possua, quando a sua missão assim exigir. Em qualquer
caso, as destruições devem se limitar ao absolutamente necessário para o cumprimento da missão. Caso se empregue
o apoio de fogo numa área urbana, só os alvos militares devem ser atacados.
i) Os prédios e instalações protegidos não devem ser atacados. Embora uma edificação possa parecer de menor
importância para quem a ataca, na verdade pode apresentar importância relevante para determinado país. Exemplos
de edificações protegidas: prédios dedicados às atividades religiosas, artísticas, científicas ou caritativas; monumentos
históricos; hospitais e lugares onde os doentes e feridos são concentrados e tratados; escolas e orfanatos. Se o inimigo,
no entanto, utilizar esses lugares para seu refúgio ou com propósitos ofensivos, o Comandante deverá comunicar ao
seu superior, que decidirá sobre um ataque a essas posições, após analisar toda a situação. Em caso afirmativo, a
destruição causada à edificação protegida deve ser a menor possível, compatível com as necessidades ditadas pelo
cumprimento da missão.
j) Pára-quedistas isolados (como, por exemplo pilotos ou tripulação de aeronaves abatidas ou em pane) são
considerados desamparados até que alcancem o solo. De acordo com as regras da guerra, não é permitido atirar neles
até que cheguem ao chão. Só então, se eles resistirem com armas ou não se renderem, poderão ser atacados. Tropas
pára-quedistas, por outro lado, são sempre consideradas combatentes e podem ser atingidas enquanto ainda
estiverem no ar.

6.3.2 - Com relação aos civis


a) Não violar os direitos civis nas zonas de guerra. Se cada combatente tiver algum conhecimento sobre a
cultura e as práticas do povo que vive nessas áreas, serão pequenos os problemas de identificação dos seus direitos
civis. Convém lembrar que os civis são protegidos contra atos de violência, ameaças e insultos, quer do inimigo, quer
de nossas forças.

b) Eventualmente pode ser necessário movimentar ou reposicionar civis, em virtude da urgência exigida pelas
atividades militares. Sob nenhuma circunstância pode ser destruída uma propriedade civil sem aprovação do
Comandante do mais alto escalão. Da mesma forma, nada pode ser retirado ou tomado dos civis sem autorização
expressa de autoridade competente. A não observância dessas regras é uma grave violação das leis sobre o Direito da
Guerra.

c) Sob nenhuma circunstância, também, pode-se abrir fogo sobre pessoal médico ou equipamentos
empregados pelos serviços de saúde públicos ou militares do inimigo. A maioria do pessoal e das instalações de saúde
são distinguidos pelo símbolo da Cruz Vermelha. É proibido o uso deste símbolo por qualquer tropa ou instalação que
não as de saúde e de assistência humanitária.
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6.3.3 - Outras normas


a) Segundo as leis que regem os conflitos armados, não é permitido o uso de veneno ou meios tóxicos.
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Entretanto, podem ser empregados meios não tóxicos para destruir os estoques de alimentos e água do inimigo, de

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forma a impedir que ele disponha desses recursos em combate.
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b) Não é permitido modificar as características das armas com o propósito de causar sofrimento desnecessário
ao inimigo. Também não podem ser utilizadas munições alteradas para infligir a máxima destruição ao inimigo.

6.4 – Sinais Convencionais


O Direito da Guerra concede uma proteção particular a categorias específicas de pessoas e bens.
Sinais distintivos tornam reconhecíveis as pessoas e bens especificamente protegidos.

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CAPÍTULO 8
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ORGANIZAÇÃO
8.3 - ORGANIZAÇÃO DO COMANDO DA MARINHA

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8.4 - COMANDO DE OPERAÇÕES NAVAIS


O Comando de Operações Navais (ComOpNav) tem por finalidade aprestar os meios operativos para a adequada
aplicação do Poder Naval.
O Comandante de Operações Navais (CON) é um Almirante-de-Esquadra do Corpo da Armada (CA), que exerce
as atribuições de Comandante-em-Chefe de todas as Forças Navais, Aeronavais e de Fuzileiros Navais.
O CON está subordinado diretamente ao CM.

8.5 - COMANDO-GERAL DO CORPO DE FUZILEIROS NAVAIS


O Comando-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (CGCFN) tem o propósito de contribuir para o preparo e
aplicação do Poder Naval no tocante às atividades relacionadas com o pessoal, o material e o detalhamento
doutrinário, específico do CFN.

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O Comandante-Geral do Corpo de Fuzileiros Navais (ComGer) é um Almirante-de-Esquadra do Corpo de


Fuzileiros Navais (CFN), que também está diretamente subordinado ao CM. O ComGer é membro do Almirantado.
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Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

8.6 - FORÇA DE FUZILEIROS DA ESQUADRA


A Força de Fuzileiros da Esquadra (FFE), subordinada ao Comando de Operações Navais, está localizada no
município de Duque de Caxias (RJ), sob o comando de um Vice-Almirante do CFN. É uma Força organizada, treinada e
equipada para realizar operações terrestres de caráter naval.

Comando da Força
de Fuzileiros da Esquadra
(ComFFE)

Comando da Comando da Comando da


Divisão Anfíbia Tropa de Desembarque Tropa de Reforço
(ComDivAnf) (CmdoTrpDbq) (ComTrRef)

Ba se de Ba ta lhã o de Opera ções


Fuzileiros Na va is Especiais de Fuzileiros
do Rio Meriti (BFNRM) N avais (BtlOpEspFuzN av)

Fig 8.4 - Organograma da FFE


8.7 - DIVISÃO ANFÍBIA
A Divisão Anfíbia (DivAnf), localizada na Ilha do Governador (RJ), está estruturada para executar Operações
Anfíbias (OpAnf) e Operações Terrestres limitadas, necessárias à realização de uma campanha naval.
O Comandante da DivAnf é um Contra-Almirante do CFN, que está diretamente subordinado ao Comandante
da FFE.
Comando da
Divisão Anfíbia
(ComDivAnf)

Ba se de Fuzileiros Ba ta lhã o de
N avais da Ilha do Artilharia de Fuzileiros
Governador (BFNIG) N avais (BtlArtFuzN av)

1º Bata lhão de Ba ta lhã o de


Infanta ria de Fuzileiros Blinda dos de Fuzileiros
N avais (1º BtlInfFuzN av) N avais (BtlBldFuzNa v)

2º Bata lhão de Ba ta lhã o de Controle


Infanta ria de Fuzileiros Aerotático e Defesa
N avais (2º BtlInfFuzN av) Antia érea (BtlCAetatDAAe)

3º Bata lhão de Ba ta lhã o de


Infanta ria de Fuzileiros Comando e Controle
N avais (3º BtlInfFuzN av) (BtlCmdoCt)

Fig 8.5 - Organograma da Divisão Anfíbia

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8.8 - TROPA DE REFORÇO


A Tropa de Reforço (TrRef), situada na Ilha das Flores em São Gonçalo (RJ), tem por finalidade prover
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elementos de apoio ao combate e de apoio de serviços ao combate, necessários às operações desenvolvidas pelos

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Fuzileiros Navais.
O Comandante da TrRef é um Contra-Almirante do CFN, que está diretamente subordinado ao Comandante da FFE. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Comando da
Tropa de Reforço
(ComTrRef)

Ba se de Fuzileiros Ba ta lhã o de
N avais da Ilha das Viaturas Anfíbias
Flores (BFN IF) (BtlVtrAnf)

Ba ta lhã o de
Compa nhia de Polícia
Engenha ria de Fuzileiros
(Cia Pol)
N avais (BtlEngFuzN av)

Compa nhia de Ba ta lhã o Logístico


Apoio ao Desemba rque de Fuzileiros Na va is
(Cia ApDbq) (BtlLogFuzN av)

Fig 8.6 - Organograma da Tropa de Reforço

8.9 - FUZILEIROS NAVAIS NOS DISTRITOS NAVAIS


Os Grupamento de Fuzileiros Navais e o Batalhão de Operações Ribeirinha, subordinados aos Distritos Navais,
são Unidades operativas destinadas a prover a segurança de instalações navais, bem como conduzir operações
limitadas, compatíveis com seus efetivos. Estão localizados nas cidades sede dos Distritos Navais.

Distritos N avais

Grupamento de Grupamento de
Fuzileiros Na va is do 1ºDN 2ºDN Fuzileiros Na va is de
Rio de Janeiro ( GptFN RJ) Sa lva dor (GptFN Sa)

Grupamento de Grupamento de
Fuzileiros Na va is de 3ºDN 4ºDN Fuzileiros Na va is de
N atal (GptFN Na ) Belém (GptFNBe)

Grupamento de Grupamento de
Fuzileiros Na va is do 5ºDN 6ºDN Fuzileiros Na va is de
Rio Gra nde (GptFN RG) La dá rio (GptFNLa )

Grupamento de Ba ta lhã o de
Fuzileiros Na va is de 7ºDN 9ºDN Opera ções Ribeirinha s
Brasília (GptFN B) (BtlOpRib)

Fig 8.7 - Fuzileiros Navais nos Distritos Navais

8.11 - OM DE INSTRUÇÃO E ADESTRAMENTO DO CFN


O CFN possui em sua organização OM que exercem atividades específicas na área de formação, especialização
e aperfeiçoamento de pessoal. Subordinadas ao Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais (CPesFN), encontra-se o
Centro de Instrução Almirante Sylvio de Camargo (CIASC), o Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves
(CIAMPA) e o Centro de Adestramento da Ilha da Marambaia (CADIM).
Subordinado ao 7ºDN encontra-se o Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (CIAB).

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CAPÍTULO 11
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CONDICIONAMENTO FÍSICO

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11.1 - GENERALIDADES Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

A boa forma física é fator fundamental para que o fuzileiro naval (FN) consiga desempenhar suas tarefas,
tanto em combate quanto no adestramento diário.
O estilo de vida sedentário que o homem moderno adotou concorre para o prejuízo de sua própria saúde.
A falta de exercício físico contribui para o aumento da obesidade, excesso de colesterol no sangue e hipertensão
arterial, que são a porta de entrada para o desenvolvimento de sérios problemas cardíacos.
Os exercícios físicos incrementam a massa muscular, proporcionando uma boa postura, o aumento da
densidade óssea, diminuindo a possibilidade de fraturas, e diminuem a ansiedade e o estresse. Ressalte-se que
essas condicionantes podem ser decisivas em situações de combate.

11.2 - ORIENTAÇÕES
O militar é o principal responsável pela manutenção do seu condicionamento físico. O Treinamento Físico-
Militar (TFM) deve fazer parte da rotina de cada FN independentemente da organização militar (OM) onde sirva
e da função que esteja exercendo.
A freqüência ideal de exercícios é de cinco vezes por semana. No entanto, para que haja progresso no
condicionamento físico, considera-se indispensável a prática de atividades físicas por, pelo menos, três vezes em
cada sete dias.
O TFM deve ser realizado nos horários que não interfiram com os períodos de digestão das principais
refeições. Em regiões ou estações com temperaturas muito baixas ou elevadas, o TFM deverá ser executado
quando a temperatura estiver amena.

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CAPÍTULO 13
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EQUIPAGENS INDIVIDUAIS
13.1 - GENERALIDADES

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A Equipagem Individual Básica de Combate (EIBC) foi organizada para que o Fuzileiro Naval (FN) tenha à disposição o Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

mínimo indispensável para um militar em campanha.


A ela devem ser acrescidas outras que complementam a necessidade do combatente. Assim, se ele portar um fuzil,
receberá uma equipagem individual para este armamento; se forem requeridos meios de orientação, deverá conduzir uma
equipagem de orientação.
O uso das equipagens é o método pelo qual o FN se equipa por módulos, utilizando o que é fundamental para o
momento e deixando de carregar os itens desnecessários.
Diversas são as equipagens individuais atualmente em uso no Corpo de Fuzileiros Navais (CFN). A descrição detalhada
de todas foge ao propósito desta publicação. Dessa forma, apenas aquelas julgadas de uso mais freqüente pelo FN serão
tratadas no presente capítulo.
13.3 - CONSTITUIÇÃO DAS EQUIPAGENS
13.3.1 - Equipagem Individual Básica de Combate (EIBC)
É constituída dos seguintes itens: capacete, poncho, edredom, mochila, pá biarticulada, porta pá, marmita, talher
articulado, estojo individual de higiene, colete balístico, suspensório, cinto simples, cantil, porta-cantil, caneco de alumínio,
isolante térmico, saco protetor do isolante térmico, estojo individual de primeirossocorros e saco de transporte.
13.3.2 - Equipagem Suplementar de Combate (ESC)
É composta de: alicate cortador de arame e seu estojo, apito de metal com fiador, facão de mato e bainha, lanterna
elétrica, luva de amianto, luva para aramado e óculos da guarnição de viatura.
13.3.3 - Equipagem Individual para Fuzil (EIF)
É constituída da bandoleira e do porta-carregador.
13.3.4 - Equipagem Individual para Pistola 9mm (EIP)
É constituída do coldre, fiador, porta-carregador e faca de combate com bainha.
13.6 - CUIDADOS COM A EQUIPAGEM
As equipagens individuais são rústicas mas não são indestrutíveis. Elas devem ser usadas adequadamente e o FN deve
zelar por sua manutenção principalmente em operação, a fim de evitar desgastes prematuros e, por conseqüência, prejuízos
à Nação. O cuidado para evitar danos desnecessários às equipagens individuais inicia-se com o uso adequado dos itens que
o FN está portando, ajustando-os para evitar a fricção e a sobrecarga, e utilizando-os para os fins a que se destinam. Como
exemplo, citam-se os cantis que só devem ser usados para portar água porque outro líquido poderá corroer o material e
provocar mal cheiro. Deve-se ter atenção para a possibilidade de ocorrência de baixas causadas pela ingestão de detritos
que possam se formar no interior dos cantis pela falta de higiene.
Independente de ordem, o FN deve habituar-se a efetuar freqüentes inspeções na sua equipagem individual,
especialmente em campanha. Essa providência deve fazer parte da rotina diária e ser repetida sempre que possível. Agindo
dessa forma, o FN poderá detectar se algum item de sua equipagem não funciona bem, antes mesmo que se torne inservível.
Identificando a falha, o item poderá ser trocado, reparado e recolocado em uso, em perfeito estado, resultando em
economia para o CFN; mas se a situação ou os meios disponíveis não o permitirem, caberá ao próprio FN executar um
pequeno reparo no item de modo a permitir seu uso até ser possível a troca. Em todo caso, nunca se abandona a equipagem
ou parte dela sem que haja ordem expressa para isso, especialmente em campanha.
Para conservar a equipagem individual, é preciso conhecer como mantê-la a bordo e em campanha, observando o
seguinte:
- manter a ajustagem correta para o corpo do utilizador de todos os itens que possuam presilhas e alças reguláveis;
- ter sempre a equipagem limpa e seca. A marmita, o talher articulado, o caneco de alumínio e os cantis devem ser
mantidos em perfeitas condições de higiene com vista ao uso imediato; e
- dobrar os itens observando os vincos existentes, evitando comprimir e dobrar as partes metálicas e os reforços de
lona.

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CAPÍTULO 14
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HIGIENE E PROFILAXIA DAS DOENÇAS INFECTO-CONTAGIOSAS

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14.3 - HIGIENE EM CAMPANHA Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Quando em operação, além das anteriores, devem ser observadas as seguintes regras:
a) evitar beber água sem saber a origem ou sem seu consumo estar autorizado pelo serviço de saúde. Caso
necessário, ferver a água antes de beber por, pelo menos, 20 minutos. Se possível, beber água do saco "lister" ou pipa
d’água destinados para esse fim;
b) Fazer uso do purificador de água da ração sempre que não for fornecida água tratada;
c) usar locais apropriados para fazer as necessidades fisiológicas. Em caso de necessidade, cavar um buraco e
cobrir os dejetos com terra. Isto pode evitar a propagação de doenças capazes de causar baixas;
d) os sanitários de campanha (pianos) devem ser utilizados, lançando-se sobre as fezes, após o uso, cal, que
costuma estar ao lado dos sanitários;
e) proteger-se contra insetos. Usar o mosquiteiro e repelente de insetos quando houver necessidade. Uma
pomada antialérgica (fenergam ou similar) atenua os efeitos das picadas de mosquitos, formigas ou de outros insetos;
é conveniente dispor de uma dessas no estojo de primeiros socorros;
f) os alimentos devem ser sempre protegidos da ação do tempo e de insetos;
g) lavar bem os utensílios de comer. A gordura da marmita ou caneco pode ser removida com a água quente
dos aquecedores;
h) não jogar restos de comida ou ração em outros locais que não sejam os destinados;
i) não deixar latas vazias jogadas ao redor do acampamento;
j) não comer restos de ração das latas usadas e caso não haja coletor de lixo, enterrar os restos da ração;
k) as vacinações devem estar em dia e as medidas profiláticas sempre mantidas;
l) em caso de suspeita de algum parasita, mosquito ou qualquer inseto estranho no local do acampamento,
comunicar logo ao serviço de saúde, para que sejam tomadas as providências pertinentes;
m) é conveniente examinar, arejar, limpar a barraca ou local de dormir; e
n) comer o alimento fornecido, pois contém nutrientes para se manter.

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CAPÍTULO 15
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PRIMEIROS SOCORROS

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15.1 - GENERALIDADES Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Primeiro socorro é o atendimento imediato e provisório prestado a uma vítima de enfermidade ou ferimento
de forma a assegurar a vida enquanto se aguarda ou até se consiga o atendimento médico especializado necessário.
É aplicado em situação de emergência. Porém, algumas vezes, são utilizados também nos casos de urgências.

15.1.1 - Emergência
É a situação em que o risco de vida é crítico e iminente. Caso não se intervenha imediatamente, esta poderá
evoluir para complicações graves ou ser fatal.

15.1.2 - Urgência
É a situação em que o risco de vida pode até existir porém, a intervenção pode aguardar um tempo, pois o
risco de vida não é iminente.

15.2 - PRINCÍPIOS GERAIS


Sua própria vida ou a de um companheiro pode depender dos conhecimentos que se tem sobre primeiros
socorros. Devem ser executados de forma simples e orientados para aliviar dores e evitar maiores complicações, até
a possibilidade de um atendimento médico apropriado.
Os primeiros socorros só serão eficientes se a pessoa que os aplicar tiver o conhecimento e/ou adestramento
necessários. É preciso permanecer calmo e empregar as medidas corretas e procurar ou aguardar o auxílio médico. Ao
se prestar os primeiros socorros, devem ser observados os seguintes princípios gerais:
1. - a vítima deve ser avaliada de situações de risco, antes da prestação do socorro ser iniciada (ex.: possível
explosões, transito que propicie atropelamento, possibilidade de desabamento, tiroteio etc.);
2. - é necessário examinar a vítima para conhecer a extensão e a localização da enfermidade, e só depois tomar
qualquer iniciativa; e
3. - proceder o exame da vítima para determinar a prioridade e a seqüência lógica do atendimento de primeiros
socorro. (Fig 15.1)

Deve-se inicialmente, procurar estabelecer as funções vitais da vítima. Para isso, deve-se seguir a seguinte
seqüência de cuidados, que podem ser realizadas simultaneamente:
1. - vias aéreas com controle da coluna vertebral;
2. - respiração e ventilação;
3. - circulação com controle de hemorragia;
4. - incapacidade, estado neurológico; e
5. - exposição e controle do ambiente (despir completamente a vítima, mais prevenindo a hipotermia - baixa
temperatura corporal).
Logo após, devemos proceder o exame secundário, que consiste em uma avaliação detalhada da vítima,
abordando lesões que não implique risco imediato de vida.

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15.2.1 - Vias aéreas com controle da vertebral (porção cervical)


Durante o exame inicial da vítima, as vias aéreas (VA) devem ser avaliadas em primeiro lugar, assegurando a
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sua permeabilidade. Deve-se identificar a presença de corpos estranhos, fraturas faciais, mandibulares ou traqueo-

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laríngeas que podem resultar em obstruções das VA. (Fig 15.2)
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Todos os procedimentos para restabelecer a permeabilidade das VA devem ser feitos protegendo a coluna
cervical, para tanto, é recomendável a elevação ou anteriorização da mandíbula, indicada para vítimas com suspeita
de lesão na coluna cervical e queda da língua. Para tanto, o socorrista deve:
1. - posicionar-se atrás da cabeça da vítima em decúbito dorsal; segurar com as mãos os ângulos da mandíbula,
deslocando-a para frente enquanto faz a abertura da boca; e
2. - estabilizar ao mesmo tempo a coluna cervical da vítima.

No caso da vítima estar inconsciente e com suspeita de lesão na coluna cervical, o socorrista deve executar a
elevação da mandíbula da seguinte forma:
1. - posicionar-se do lado da vítima, e empurrar os ângulos da mandíbula com o polegar, deslocando-a para cima.
(Fig 15.3)

Em ambos os caso, estabilizar ao mesmo tempo a coluna cervical da vítima com as mãos, evitando sua
lateralização.
As causas de obstrução de vias aéreas podem ser divididas em dois grupos: causas tratáveis e não tratáveis
pelo socorrista.
Causas tratáveis – queda da língua, corpos estranhos, vômitos, secreções e sangue. Sendo a queda da língua
sobre a parede posterior da faringe e corpos estranhos as causas mais comuns. O socorrista deve:
1. - usar as mãos para diferenciar o posicionamento da cabeça e do pescoço, pois pode deslocar a língua da
parede posterior da faringe e efetuar a limpeza da cavidade oral;
2. - na inclinação da cabeça e elevação do queixo, o socorrista coloca uma de suas mãos na fronte da vítima e a
utiliza para inclinar a cabeça para trás;
3. - deslocar a mandíbula para frente com os dedos da outra mão colocados no queixo da vítima; e
4. - não usar este procedimento na suspeita de lesão da coluna cervical.

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15.2.2 - Respiração e Ventilação


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A permeabilidade das vias aéreas, por si só, não implica em ventilação adequada. A respiração é necessária
para que haja a oxigenação do organismo e eliminação de gás carbônico. (Fig 15.4)

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O tórax da vítima deve estar exposto para avaliar adequadamente a ventilação e outras lesões associadas. As
lesões que podem prejudicar de imediato a respiração são: o pneumotórax, hipertensivo, o tórax instável com
contusão pulmonar e o pneumotórax aberto, as fraturas de costelas.
Os pneumotórax simples e as contusões pulmonares, podem comprometer a ventilação, mas em menor grau.
15.2.3 - Circulação com Controle da Hemorragia
A hemorragia é uma das principais causas de morte no período pós-traumático, sabendo deste fato, o
socorrista deve agir rapidamente.
A hipotensão em vítimas traumatizadas deve ser considerada como hipovolemia (baixo volume de sangue
circulante). Uma avaliação rápida e apurada do estado hemodinâmico (fluxo sangüíneo) da vítima traumatizada é
essencial. A análise de três elementos nos permite este diagnóstico rapidamente: o nível de consciência da vítima, a
cor da pele e o pulso.
a) Nível de Consciência
Quando o volume de sangue é reduzido, o fluxo sangüíneo cerebral pode estar prejudicado, alterando o nível
de consciência da vítima. Entretanto, esta pode estar consciente mesmo perdendo uma quantidade significativa de
sangue.
b) Cor da Pele
A cor da pele pode ser importante na avaliação de uma vítima hipovolêmica traumatizada. Uma vítima com
pele de coloração rósea, especialmente na face e extremidade, raramente estará criticamente hipovolêmica após um
trauma. Ao contrário, a coloração acinzentada da face e a pele esbranquiçada e extremidades cianóticas (roxas) são
sinais evidentes de hipovolemia, estes últimos sinais usualmente indicam uma perda de volume sangüíneo de pelo
menos 30%.
c) Pulso
O pulsar sangüíneo de fácil acesso (carotídeo) deve ser examinado, bilateralmente para se avaliar sua
quantidade, freqüência e regularidade. Pulsos periféricos cheios, lentos e regulares, são usualmente sinais de
normovolemia (circulação normal). (Fig 15.5)

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d) Sangramentos (Hemorragias)
Hemorragia externas graves são identificadas com um exame primário, a rápida perda sangüínea externa é
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controlada exercendo pressão manual sobre a ferida ou utilizando o torniquete.


Hemorragias torácicas, do abdômen, nos músculos ao redor de fraturas, e como resultado de ferimentos

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penetrantes podem ser responsáveis por perdas ocultas consideráveis de sangue. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

15.2.4 - Incapacidade (Avaliação Neurológica)


Uma avaliação neurológica rápida é realizada no final do exame primário para estabelecer o nível de consciência da
vítima. Uma maneira simples de avaliar o nível de consciência é pelo método A.V.D.I.
A - ALERTA-ACORDADO - se está alerta é porque está acordado;
V - RESPONDE AOS ESTÍMULOS VERBAIS - verificar se responde a perguntas;
D - SÓ RESPONDE A DOR - provocar estímulo que provoquem dor;
I - INCONSCIENTE, NÍVEL DE CONSCIÊNCIA - verificar se está consciente ou inconsciente.
A alteração do nível de consciência pode significar necessidade imediata de reavaliação da oxigenação, da
respiração e da perfusão. Álcool e outras drogas podem alterar o nível de consciência da vítima. Deve-se lembrar que a
diminuição do nível de consciência pode representar alteração na oxigenação e/ou na perfusão cerebral, ou é resultado de
um trauma direto ao cérebro.
15.2.5 - Exposição e Exame
A vítima deve ser despida, e é usual cortar as roupas para facilitar o acesso adequado as lesões e ao exame
complementar. Quando a vítima estiver exposta em via pública, deve-se ter pudor e evitar constrangimento e outros
problemas.
O exame da vítima deve ser feito da seguinte forma:
1. - verificar, através de exame rápido, se está respirando;
2. - se não estiver, iniciar imediatamente a respiração artificial;
3. - retirar com cuidado, apenas as roupas necessárias. O vestuário sujo pode ocultar ferimentos e aumentar o perigo
de infecção;
4. - é melhor cortar, rasgar ou descoser as roupas do que despir o ferido;
5. - não dar qualquer espécie de bebida alcoólica;
6. - em caso de fraturas, só movimentar a vítima após sua imobilização. O transporte deve ser suave e firme; e
7. - jamais presumir que a vítima esteja morta, até que a real confirmação.

15.3 - REGRAS BÁSICAS


Existem quatro regras básicas para salvar vidas, em caso de acidente ou emergência, que são as seguintes:
15.3.1 - Parar a hemorragia
Hemorragia é quando há perda de sangue circulante, isto é: quando - ocorre saída de sangue do interior de um vaso
sangüíneo (artéria, veia ou capilar) para o espaço extravascular do corpo do indivíduo (tecido ou cavidade) ou para fora
deste.
O sangue é o meio onde é realizado o transporte de oxigênio e nutrientes para as células e de gás carbônico e outras
excretas para os órgãos de eliminação. Possui um componente líquido chamado plasma, que representa cerca de 55% a
60% de seu volume total, sendo composto por água, sal e proteínas.
OS COMPONENTES SÓLIDOS DO SANGUE SÃO:
1. - Glóbulos vermelhos ou hemácias – têm com função o transporte de oxigênio, ligado à hemoglobina;
2. - Glóbulos brancos – são as células de defesa do corpo humano; e
3. - Plaquetas – fazem parte do mecanismo de coagulação, esse mecanismo inicia-se pela aderência das plaquetas,
corpúsculos que fazem parte da porção sólida do sangue, sobre a lesão da parede do vaso. Em seguida ocorre uma
série de reações químicas, que formam o trombo ou coágulo, que bloqueia o escape de sangue pelo orifício do
vaso lesado.
O corpo humano possui normalmente um volume sangüíneo de aproximadamente 70 ml/kg de peso corporal para
adultos e 80ml/kg para crianças, portanto um indivíduo com 70kg possui aproximadamente 4.900ml de sangue.
a) Hemostasia
Significa controle do sangramento. Pode ser efetuada constrição da parede dos vasos sangüíneos que possui
camada muscular, diminuindo o tamanho da abertura por onde o sangue está escapando; ou de forma artificial (ligadura
dos vasos, pinçamento, sutura, torniquete, compressão local). As vítimas com distúrbios no mecanismo de coagulação,
como por exemplo, os hemofílicos, podem ter grandes hemorragias.

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b) Classificação das Hemorragias


I) Quanto ao Tipo de Vaso Lesionado
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ARTERIAL – sangramento em jato (pulsátil) acompanhando a contração cardíaca. Geralmente o sangue é de coloração
vermelho vivo. É mais grave que o sangramento venenoso, pois a pressão no sistema arterial é maior que a pressão no

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sistema venenoso, então a perda sangüínea é maior. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

VENENOSO – sangramento contínuo, geralmente de coloração vermelho escuro.


CAPILAR – sangramento contínuo, discreto, por se tratar de vaso de pequeno calibre.
II) Quanto a localização
EXTERNA – ocorre o sangramento de estruturas superficiais com exteriorização do sangramento, podem ser
controladas utilizando técnicas básicas de primeiros socorros.
INTERNA – ocorre o sangramento de estruturas profundas, pode ser oculto ou se exteriorizar, por exemplo: hemorragia
do estômago com hematêmese e vômito com sangue. As medidas básicas de socorro não funcionam, a vítima deve ser
levada para o hospital.
Ao prestar socorro a uma vítima, o socorrista deve ter a preocupação com a sua própria saúde, usando, sempre que
possível, luvas. Na impossibilidade, pode-se improvisar com saco ou sacolas plásticas.
c) Reconhecimento de Hemorragias
As hemorragias internas muitas vezes podem ser reconhecidas na inspeção. Vítima com roupas grossas pode
disfarçar a hemorragia, devido a absorção do sangue pelas vestes. O sangue pode também ser absorvido pelo solo e tapetes,
lavado pela chuva, dificultando a ação do socorrista. As vítimas politraumatizadas com sinais de choque e lesão externa
pouco importantes provavelmente apresentam lesão interna.
As hemorragias internas são comuns no tórax e abdômen. Deve-se procurar a presença de lesões perfurantes e
equimoses e contusões na pele sobre estruturas vitais. Os órgãos que mais freqüentemente apresentam graves
sangramento são o fígado, no quadrante superior direito; e o baço, no quadrante superior esquerdo. Algumas fraturas,
como as de bacias e fêmur, podem produzir hemorragias internas graves e estado de choque. Observar extremidade com
deformidade e dolorosas e instabilidade pélvica. A distensão abdominal com dor após traumatismo deve sugerir hemorragia
interna. (Fig 15.6)

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d) Como proceder para conter a hemorragia em ambiente não hospitalar


1. - desobstruir as vias aéreas e efetuar assistência respiratória se necessário, posicionando a vítima em decúbito
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dorsal com as extremidades inferiores elevadas;


2. - vítimas que estiverem vomitando sangue (hematêmese) ou eliminando sangue juntamente com a saliva no ato de

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cuspir (hemoptise) devem ser colocadas em decúbito lateral para evitar a aspiração pulmonar; Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

3. - manipular a vítima com as mãos protegidas;


4. - elevar, se possível, o local do sangramento acima do nível do coração;
5. - colocar um pano limpo sobre o ferimento, fazendo a compressão direta da lesão. Caso a compressa utilizada fique
encharcada de sangue, coloque outra sem retirar a primeira evitando assim tirar os coágulos que estão sendo formados;
6. - caso persista a hemorragia, iniciar a compressão no ponto arterial que irriga a região. Os principais pontos arteriais
são os braquiais, femurais e temporais superficiais;
7. - fixar a compressa sobre o ferimento com uma bandagem (tira de panos, cadarços etc.); e
8. - caso o sangramento seja importante, não perca tempo tentando aplicar curativo compressivo, faça pressão no
local com a mão protegida.

e) Torniquete
É o último recurso para conter hemorragias graves nas extremidades do corpo.
Atualmente só é utilizado nas amputações traumáticas. Cuidados na utilização do torniquete são:
1. - só utilizar quando esgotados os outros métodos de controle de hemorragia;
2. - aplicar acima do ferimento, isto é entre o ferimento e o coração;
3. - o torniquete deve ser utilizado sempre acima das articulações;
4. - não aplicar sob as vestes, para não correr o risco de ficar escondido;
5. - apertar apenas o suficiente para estancar a hemorragia;
6. - não utilizar arame ou outro material cortante;
7. - não cobrir com atadura ou curativo, evitando assim que fique escondido;
8. - não colocá-lo sobre uma proeminência óssea (ex. joelho, cotovelo etc.);
9. - marcar a hora que foi colocado o torniquete, e afrouxar a cada intervalo de 10/15 minutos, por um período de 1
a 2 minutos, lentamente, de forma que possa controlar o sangramento; e
10. - marcar em local visível (testa) as iniciais T.Q., a hora que foi colocado o torniquete, para poder saber a hora de
afrouxá-lo.
O torniquete quando utilizado de forma errada tem como complicações o esmagamento de vasos sangüíneos,
nervos, músculos e a interrupção do fluxo sangüíneo.

f) Improvisação do torniquete
1. - utilizar panos largos; não usar fios, barbantes, arames ou materiais finos e estreitos, pelo risco de agravar as lesões
cortando a pele e estruturas profundas;
2. - envolver o membro afetado com o pano logo acima do ferimento;
3. - fazer um meio nó, colocar um pedaço de madeira no meio do nó;
4. - dar um nó completo sobre o pedaço de madeira;
5. - torcer moderadamente o pedaço de madeira até parar a hemorragia;
6. - fixar com um nó a madeira; e
7. - marcar em local visível na vítima as iniciais T.Q. e anotar a hora. (Fig 15.7 e Fig 15.8)

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15.3.2 - Reanimação cardiopulmonar - RCP


É a técnica adotada para retardar uma lesão cerebral até a instituição de medidas mais avançadas. Consiste
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na associação das técnicas de abertura de vias aéreas, respiração assistida e compressões torácicas.

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a) Parada cardíaca Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Interrupção repentina da função de bombeamento cardíaco, que pode ser revertida com intervenção rápida,
mas que pode levar a uma parada respiratória e causar a morte se não for tratada.

b) Sinais de Parada Cardiorespiratória (P.C.R.)


1. - ausência de pulso em grande artéria. No adulto, o pulso carotídeo é o mais sensível;
2. - a ausência de respiração, que pode preceder a parada cardíaca ou ocorrer após o seu estabelecimento;
3. - inconsciência;
4. - dilatação pupilar (midríase); e
5. - aparência de morte (palidez e imobilidade).

c) Conseqüências da P.C.R.
A ausência da circulação sangüínea cessa a oxigenação dos órgãos e, após alguns minutos, as células mais
sensíveis são afetadas. Os órgãos mais sensíveis a falta de oxigênio são o cérebro e o coração. A lesão cerebral é
irreversível após 4 a 6 minutos sem oxigenação.

d) Objetivos básicos da RCP


A RCP tem como objetivo:
1. - oxigenar e fazer circular o sangue até que seja iniciado o tratamento definitivo;
2. - retardar ao máximo a lesão cerebral; e
3. - consequentemente, reverter a parada cardíaca nos casos de P.C.R.
A RCP não é capaz de evitar a lesão cerebral por períodos prolongados, na medida que circulação cerebral
obtida com as compressões vai diminuindo até se tornar ineficaz.

e) Procedimento básico durante a RCP


Durante as manobras de RCP é fundamental que o socorristas (caso haja mais de um) estabeleçam tarefas
bem definidas entre ambos. O de maior experiência assume o controle do procedimento:
1. - examinar o local;
2. - avaliar o nível de inconsciência, solicitando a vítima verbalmente e depois com estímulos de dor;
3. - posicionar a vítima em decúbito dorsal sobre uma superfície plana e rígida;
4. - abrir vias aéreas;
5. - verificar presença de corpo estranho na boca e respiração espontânea;
6. - ventilar a vítima em apnéia (sem respiração), por duas vezes;
7. - verificar a presença de pulso carotídeo, e no caso de ausência, iniciar a compressão torácico, pressionando o
osso externo em torno de quatro centímetros no caso de indivíduo adulto;
8. - alternar ventilações e compressões, de acordo com o número de socorrista;
9. - verificar se houve retorno da atividade cardíaca após um minuto e a cada três minutos subseqüentemente;
10. - só cessar as manobras de RCP por ordem médica, cansaço extremo ou recuperação da vítima.

f) R.C.P. de adulto com apenas um Socorrista


1. - ajoelhar ao lado da vítima, ao nível de seus ombros;
2. - realizar o exame primário determinado, para verificar se a vítima está em parada respiratória;
3. - retirar, caso haja, corpos estranho da boca da vítima e posicionar sua cabeça corretamente;
4. - não descartar a possibilidade de lesões da coluna cervical;
5. - fazer duas ventilações, com duração de 1 a 1,5 segundo, em intervalos de 5 segundos, usando o polegar e o
indicador para fechar bem as narinas da vítima, impedindo que o ar escape;
6. - inspirar o ar profundamente e coloca a boca firmemente sobre a boca da vítima. Em crianças, o socorrista
pode colocar sua boca sobre o nariz e a boca da mesma;
7. - sem deixar que o ar escape, o socorrista sopra para dentro da boca da vítima até notar que houve distensão
do peito (tórax). Em seguida, deve afastar a boca e retirar os dedos das narinas permitindo a saída do ar dos
pulmões (com crianças deve-se encher as bochechas e insuflar o pulmão da vítima);

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8. - no tórax da vítima localizar no peito o osso esterno, na sua porção inferior, que é o ponto de compressão,
onde irá colocar o “calcanhar” de uma das mãos;
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9. - posicionar a outra mão em cima da que já estava sobre o tórax da vítima; e

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10. - fazer 15 compressões com a freqüência média de 80bpm por minuto. (Fig 15.9 a Fig 15.13)
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g) R.C.P. de adultos com dois ou mais socorristas


1. - o líder efetua o exame primário, um fica responsável pela ventilação e o outro pelas compressões torácicas;
2. - iniciar com duas ventilações, fazendo em seguida 15 quinze compressões torácicas para cada duas
ventilações . A contagem das compressões será feita em voz alta;
3. - o responsável pela ventilação verifica a eficácia das compressões torácicas por meio da palpação do pulso
carótideo;
4. - Após o primeiro minuto e a cada três minutos de R.C.P., deve-se verificar o retorno da atividade cardíaca; e
5. - no caso do que efetua as compressões torácicas cansar, utiliza-se a seguinte técnica para troca de posições:
6. - no início de um ciclo de compressões a troca é solicitada e é efetuada após a ventilação;
7. - a pausa deve ser aproveitada para verificar o retorno da atividade cardíaca espontânea , pelo socorrista que
vai assumir a ventilação.
8. - Se não houver retorno da atividade cardíaca, reiniciar a R.C.P. com duas ventilações. (Fig 15.14)

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h) Problemas da R.C.P.
Caso a R.C.P. seja realizada de forma imprópria, as compressões torácicas e a respiração artificial podem não
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surtir o efeito desejado.

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I) Complicações na Respiração Artificial Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

O principal problema associado a respiração artificial é a distensão do estômago, que resulta de fluxos rápidos
de ventilação, e pode causar regurgitação e aspiração pulmonar. Um outro efeito é a elevação do diafragma,
que limita a expansibilidade pulmonar.
II) Complicações das Compressões Torácicas
Durante o procedimento, podem ocorrer, especialmente em idosos: fratura de costelas, a separação entre es
costelas e o esterno, fratura de esterno e pneumotórax. O traumatismo de órgãos abdominais também pode
ocorrer com as compressões torácicas sobre o esterno.
III) Erros Comuns na execução da R.C.P.
1. - Posição incorreta das mãos;
2. - Profundidade de compressão inadequada;
3. - Incapacidade de vedação do nariz e da boca durante a ventilação;
4. - Dobrar os cotovelos ou joelhos durante as compressões leva ao cansaço;
5. - Ventilação com muita força e rapidez levam a distensão do estômago;
6. - Incapacidade de manter vias aéreas abertas; e
7. - Não ativar o socorro médico em tempo hábil, para o socorro avançado.
15.3.3 - Proteção de ferimentos
O curativo inicial visa proteger contra a contaminação de micróbios e sujeira. Deve-se lavar o ferimento com
água limpa em abundância ou soro fisiológico. Na falta de um curativo individual, deve-se usar pano limpo e seco.

15.5 - ANIMAIS E PLANTAS VENENOSAS


15.5.1 - Picadas de cobra
As cobras são ápodes, isto é, não têm patas. O esqueleto destes répteis é formado por grande número de
costelas. Algumas espécies possuem glândulas que produzem veneno. Os dentes das cobras peçonhentas têm um
canal ou sulco que se comunica com as glândulas produtoras de veneno. No momento da picada o veneno escoa por
esse canal e é inoculado no corpo da vítima (Fig 15.38).

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a) Como reconhecer uma cobra peçonhenta


As cobras venenosas apresentam certas características que as distinguem das demais:
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1. - A cascavel, a jararaca e a surucucu têm um par de dentes inoculadores localizados na parte anterior da boca.

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Esses dentes são grandes, caniculados e móveis, o que permite sua movimentação para a frente quando essas
cobras dão o bote. Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

2. - Na coral verdadeira, os dentes inoculadores são pequenos, imóveis e caniculados; localizam-se na parte
anterior da boca.
3. - Ao contrário das cobras peçonhentas, as não peçonhentas em geral possuem todos os dentes do mesmo
tamanho e sem sulcos. É o caso da sucuri, da jibóia, da salamanta e da cobra-cachorro.
4. - Há também cobras não peçonhentas que apresentam um par de dentes posteriores maiores que os outros.
Esses dentes são sulcados e fixos. Como exemplo de cobras não peçonhentas com essas características, podem
ser citadas a cobra-verde e a cobra-espada.
5. - Além dos dentes, as cobras peçonhentas, com exceção da coral, apresentam um orifício entre o olho e a
narina, chamado de fosseta loreal ou lacrimal. A fosseta loreal é um órgão termo-receptor que capta as
variações de temperatura.

b) Como socorrer uma vítima mordida por cobra


Se a cobra não for peçonhenta, tratar o ferimento como um acidente comum. O primeiro procedimento é
verificar se a cobra é venosa ou não, e socorrer imediatamente a pessoa para que o veneno injetado em seu sangue
seja neutralizado o mais rápido possível. Logo depois da mordida devem ser tomadas as seguintes
providências, no caso de dúvida ou se a cobra for realmente peçonhenta:
1. - manter a vítima deitada e calma, mantendo a ferida abaixo da linha do coração;
2. - lavar imediatamente o ferimento com bastante água, sem esfregar;
3. - proteger o ferimento e remover o doente; e
4. - se houver dificuldade respiratória, fazer respiração artificial. Providenciar socorro médico o mais rápido
possível. Não dar nenhuma bebida ao ferido.

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15.5.2 - Plantas venenosas


Existem plantas que podem causar irritações quando em contato com a pele. Lavar bem a parte atingida com
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água fria e sabão; cobrir a parte afetada e procurar atendimento médico, logo que a situação permitir. Não coçar o

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local atingido.
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15.5.3 - Caravelas ou águas vivas


Lavar o local atingido e não coçar; proteger o ferimento e procurar atendimento médico.
15.5.4 - Picadas de insetos
Em picadas de insetos como abelhas, marimbondos e formigas, procurar, sempre que possível, retirar o ferrão,
cobrindo o local com compressas de álcool com gotas de amônia ou anti-séptico.
15.5.5 - Picadas de aranhas e escorpiões
Poucos são os casos fatais registrados, motivados por picadas de aranha e escorpiões. No Brasil, existem alguns
tipos de aranhas peçonhentas, cuja picada pode pôr em risco a vida de um homem adulto (Fig 15.40).

Todos os escorpiões são peçonhentos, isto é, produzem veneno e são capazes de injetá-lo na vítima. No Brasil
devem ser temidos, pois existem espécies que têm veneno em quantidade suficiente para matar um homem.
O veneno é neurotóxico porque age especialmente sobre o sistema nervoso, causando a morte por asfixia,
devido ao bloqueio do sistema respiratório.
No caso de acidentes com aranhas ou escorpiões, proceder da mesma forma como descrito para o acidente
com cobras, providenciando socorro médico o mais rápido possível.
15.6 - ACIDENTES POR AGENTES FÍSICOS
15.6.5 - Choque elétrico
Antes de atender a vítima, procurar desligar a fonte de energia elétrica que alimenta o sistema onde a pessoa levou
o choque; se não for possível, usar um pau seco, pano seco, cinto de lona ou outro material não condutor de eletricidade
para afastar a vítima do contato com fonte elétrica. Iniciar imediatamente a respiração artificial, caso a vítima não esteja
respirando, e providenciar socorro médico o mais rápido possível.
15.6.6 - Envenenamento por monóxido de carbono
Ocorre geralmente nas proximidades de viaturas, principalmente em locais fechados. Remover a vítima para um
local arejado. Havendo dificuldade respiratória, fazer respiração artificial.
15.6.7 - Afogamento
Remover as secreções das vias respiratórias. Deitar a vítima de bruços sobre seus joelhos e procurar fazê-la eliminar
a água ingerida. Iniciar logo a respiração artificial. Procurar socorro médico imediatamente.

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CAPÍTULO 16
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NAVEGAÇÃO TERRESTRE

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16.1 - GENERALIDADES Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

Em tempo de paz é possível a um estrangeiro se localizar em uma grande cidade por meio de indagações.
Qualquer policial ou morador do lugar pode fornecer-lhe a orientação necessária para encontrar o lugar procurado.
Na guerra, porém, um fuzileiro naval (FN) em país estrangeiro pode não contar com a colaboração da
população local e terá que se orientar com o único meio que em geral lhe estará disponível: a carta. Mesmo que a
população local seja amiga, só poderá prestar informações a quem souber falar a sua língua. Com a carta acontece a
mesma coisa. Só poderá extrair dela as informações necessárias quem souber entendê-la e utilizá-la corretamente.
O presente capítulo tem por finalidade proporcionar os conhecimentos necessários à orientação no terreno
por meio da utilização da carta e da bússola.

16.2 - CARTAS
Uma carta é um desenho que não tem por finalidade reproduzir de forma fiel os acidentes naturais e artificiais
da porção do terreno que representa, tal qual uma fotografia. Esses acidentes são representados por símbolos, de
forma a facilitar o manuseio das cartas e padronizar sua confecção. Em lugar de se desenhar um rio, uma casa, um
pântano, etc., o que não seria fácil nem prático, adota-se um símbolo particular para cada um desses acidentes do
terreno. Esses símbolos são conhecidos por convenções cartográficas e são previamente padronizados e utilizados de
acordo com a finalidade a que se destinam as cartas.

A classificação das cartas procura agrupá-las de acordo com a finalidade a que as mesmas se destinam e,
portanto, as convenções cartográficas são previamente padronizadas e utilizadas de acordo com essa finalidade. As
cartas náuticas, por exemplo, buscam um maior detalhamento dos acidentes que interessam a navegação, tais como
ilhas, faroletes, profundidade do mar, etc., em detrimento dos acidentes naturais e artificiais de terra. Em
contrapartida, as cartas topográficas procuram detalhar ao máximo esses acidentes do terreno. Um outro exemplo
são as cartas rodoviárias, que contém, detalhadamente, o traçado de rodovias, estradas e vias secundárias, em
detrimento de outros acidentes do terreno que não se relacionam com o fim a que essas cartas se destinam.

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16.4 - CONVENÇÕES CARTOGRÁFICAS


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São símbolos empregados nas cartas para representar os acidentes naturais e artificiais existentes no terreno.

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Geralmente constituem desenhos simples, semelhantes aos acidentes e construções que representam.
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Em certos tipos de carta, as cores


são empregadas para auxiliar na
identificação dos elementos do
terreno, normalmente de acordo
com a seguinte convenção:
1. - Preto - Para planimetria em
geral;
2. - Azul - Toda a hidrografia:
rios, lagos, mares, traçados de
margens, nascentes, brejos e
terrenos alagados;
3. - Vermelho - Para as rodovias
de revestimento sólido;
4. - Castanho - Curvas de nível e
respectivas altitudes; e
5. - Verde - Toda a vegetação.

Fig 16.3 - Alguns exemplos de convenções cartográficas

16.5 - REPRESENTAÇÃO DO RELEVO


Para se poder ter uma idéia do relevo e identificar a altitude de qualquer ponto numa carta, foram criados
vários processos de representação do relevo. O mais utilizado é o das curvas de nível, que são linhas que ligam pontos
de igual altura e representam as interseções da superfície do terreno com planos paralelos e eqüidistantes.

Causaria muita confusão na carta se em todas as curvas de nível fossem assinalados os valores de suas cotas,
por essa razão, nem todas são numeradas.
16.6 - ESCALA DA CARTA
As cartas devem ser confeccionadas de modo a guardar proporcionalidade entre as dimensões representadas
nas mesmas e seus correspondentes valores reais no terreno. Além disso, as cartas devem conter a informação de
quantas vezes ela é menor que o terreno representado. Essa informação, contida na margem da carta, chama-se
escala, que pode ser indicada, tanto na forma numérica, quanto na forma gráfica.

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16.6.1 - Escala Numérica


A escala numérica é representada por uma fração (1/25.000 ou 1:25.000, por exemplo). Em ambos os casos,
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indica que uma medida tomada na carta vale 25.000 vezes esse valor no terreno (1 cm na carta, por exemplo,

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corresponde a 25.000 cm ou 250 m no terreno).
Vale aplicar essas noções à carta. Para se obter a distância real no terreno entre dois pontos da carta, deve-se, Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

primeiramente, aplicar uma régua graduada sobre a carta, como mostrado na figura 16.5.

Na figura acima, observa-se que a medida entre os pontos A e B é de 4cm. Nesse caso, a escala da carta é
1/25.000, isto é, 1cm na carta vale 25.000cm no terreno.
Portanto, pode-se concluir que a distância real no terreno será:
4 X 25.000 = 100.000cm.
Como as distâncias são geralmente avaliadas em metros, converte-se o valor encontrado, ou seja:
100 centímetros = 1 metro
100.000cm = 100.000  100 = 1000 metros
Matematicamente isto pode ser representado da seguinte forma:
E= d onde E - escala da carta
D d - grandeza na carta ou dimensão gráfica
D - grandeza no terreno ou dimensão real
16.6.2 - Escala Gráfica
A escala gráfica nada mais é que a representação gráfica da escala numérica. É um segmento de reta graduado,
de modo a indicar diretamente os valores medidos na própria carta. As cartas as trazem normalmente desenhadas
abaixo da indicação da escala numérica.
Observando-se a figura 16.6, verifica-se que o segmento da reta está dividido em duas partes distintas,
separadas pelo índice zero. A parte da direita é chamada escala e a da esquerda talão.
No caso considerado, a escala foi dividida em graduações de 1000 metros e o talão em graduações de 100
metros. O talão é sempre uma graduação da escala dividida em dez partes iguais, numeradas da direita para a
esquerda, enquanto a escala é numerada da esquerda para a direita.

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16.7 - DESIGNAÇÃO DE PONTOS NA CARTA


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Um ponto na carta é designado por suas coordenadas, ou seja pelo cruzamento do paralelo (ordenada) com o

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meridiano (abcissa) que por ele passa.
Existem várias formas de indicar as coordenadas de um ponto, as mais comuns são: Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

- geográficas: onde são indicadas as latitude e longitude do ponto considerado em relação ao paralelo de Oo
(Equador) e ao meridiano base de Grenwich, respectivamente.
Por exemplo: LAT - 15o 30`22`` S
LONG - 45o 17`55`` W
- retangulares ou de grade: onde são indicados o afastamento vertical e horizontal em relação a grade
construída sobre a carta.
As cartas utilizadas nas operações militares, em geral, possuem uma série de linhas retas que se cruzam a
intervalos regulares (grade), formando quadrados chamados de quadrículas (Fig 16.7).

Cada quadrícula, portanto, pode ser facilmente designada pelos números indicativos das retas que se cruzam
no seu canto inferior esquerdo. A designação da quadrícula é feita pela colocação desses números entre parênteses,
separados por um traço. O primeiro número refere-se à reta vertical e o segundo à reta horizontal. Por exemplo, caso
se saiba que um ponto esta localizado na quadrícula (94-82) - como a Capela de Santo Antonio na figura 16.7 - ao
consultar a carta, procurar-se-á na sua margem inferior ou superior a indicação da reta base 94 e nas margens laterais
a reta 82. O encontro das duas retas permitirá identificar a quadrícula desejada no quadrante superior direito.
A designação de um ponto na carta por meio das coordenadas retangulares é feita escrevendo-se uma letra
designativa do ponto, seguida dos algarismos que definem o afastamento horizontal e vertical das respectivas retas
bases da quadrícula que o contém, os quais são separados por um traço e apresentados entre parênteses: P (94,3 -
82,1), por exemplo, designa as coordenadas da Capela de Santo Antonio na figura 16.7.
De acordo com a precisão desejada, utilizar-se um múltiplo da unidade de distância para a apresentação dessas
coordenadas.
- quilométrica - em quilômetros: P (94,3 - 82,1);
- hectométrica - em hectômetros: P (943 - 821);
- decamétrica - em decâmetros: P (9430 - 8210); e
- métrica - em metros: P (94300 - 82100), maior precisão.

16.8 - DETERMINAÇÃO DAS DIREÇÕES


Para se deslocar de um ponto a outro no terreno é necessário definir a direção que se vai seguir e a distância
a ser percorrida.

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Com o auxílio da carta, pode-se localizar o ponto onde se está e o ponto para onde se vai, e obter, por meio da escala,
a distância entre ambos. Para se estabelecer a direção a ser seguida, o método mais apropriado é o de determinar o
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ângulo formado entre uma direção base fixa e a direção a ser seguida. Este ângulo é chamado de azimute (Fig 16.8).

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16.8.1 - Direções-Base
As direções-base, por convenção, apontam sempre para um Norte e são utilizadas como referência inicial para
a determinação dos azimutes.
a) Norte Verdadeiro ou Geográfico (NV ou NG)
É a direção que passa pelo pólo norte da terra (Fig 16.9).
b) Norte Magnético (NM)
É a direção que passa pelo pólo magnético da terra, ou seja, pelo ponto para o qual são atraídas todas as
agulhas imantadas. Esse ponto fica localizado próximo ao norte geográfico (Fig 16.9).

c) Norte da Quadrícula (NQ)


Nas cartas utilizadas em operações militares, a direção-base tomada como referência para determinação da
direção a seguir é a das retas verticais da grade da carta.

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d) Diagrama de orientação
Uma das informações contidas nas inscrições marginais dessas cartas é o que se chama de Diagrama de
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Orientação (Fig. 16.10). Tal diagrama contém as três direções-base indicadas, bem como o valor do ângulo formado

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entre as mesmas.
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Fig 16.10 - Diagrama de orientação

Esses ângulos possuem denominações e características próprias, a seguir descritas:


I) Declinação Magnética (dm)
Como se viu, o NM e o NV estão ligeiramente afastados. O ângulo formado entre as direções do NV e NM,
medido a partir do NV, é chamado Declinação Magnética.
A declinação pode ser Leste (E) ou Oeste (W), conforme o NM esteja a leste ou a oeste do NV/NG. Além disso,
a declinação é variável de acordo com o lugar e a época. Daí a necessidade de seu registro em cada carta, incluindo o
respectivo ano de edição e a variação relativa.
Considerando os dados contidos no exemplo de diagrama de orientação da figura 16.11 e que se está
calculando a declinação magnética para o ano de 1997, o resultado obtido seria 21o 10’W, pois à declinação de 17o
52’W em 1975 deve ser acrescida a variação anual de 9’ nos 22 anos decorridos, logo:
dm = 17o 52’ + 22 x 9’
dm = 17o 52’ + 198’ = 17o 52’ + 3o 18’
dm = 21o 10'
Será W porque o NM encontra-se a Oeste do NG.

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II) Convergência de meridianos


Pela figura 16.12, pode-se observar que a direção do NV é diferente da direção do NQ da carta. Desse modo,
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o ângulo formado entre as direções do NV e NQ, contado a partir do NV, é chamado de convergência de meridianos.

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Essa será E ou W conforme o NQ esteja à leste ou oeste do NV/NG.
A convergência se dá em virtude da distorção causada pela projeção da superfície terrestre, que é curva, na Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

superfície plana do papel, quando da confecção das cartas. Apesar de sofrer uma variação entre diferentes pontos de
uma mesma carta, pode-se considerá-la constante nas cartas utilizadas, sem perigo de erro, em virtude dessa variação
ser desprezível.

III) Ângulo QM
O ângulo formado entre as direções do NQ e do NM é chamado ângulo QM. O ângulo será W, quando o norte
magnético estiver a Oeste do norte da quadrícula, e E, quando o norte magnético estiver a Leste do norte da
quadrícula. O ângulo QM será calculado somando a dm e a convergência de meridianos quando a direção do NM e do
NQ estiverem em lados opostos a direção do NG/NV, e subtraindo uma da outra quando estiverem do mesmo lado do
NG/NV. Uma vez calculado o ângulo QM, ele deve ser anotado na carta para uso futuro. A variação anual da declinação
magnética acarreta aumento ou diminuição do ângulo QM. Se as direções do NM e do NQ se aproximam, o ângulo
QM diminui; se elas se afastam, o ângulo QM aumenta.

16.8.2 - Azimutes
Os azimutes são ângulos horizontais medidos no sentido do movimento dos ponteiros do relógio, a partir de
uma direção base.
a) Azimute Magnético (AzM)
AzM é o ângulo horizontal medido a partir do NM até a direção desejada. Na figura 16.13, por exemplo, o AzM
da direção entre a bifurcação de estrada e a capela é de 60o.
b) Azimute Verdadeiro (AzV)
AzV é o ângulo horizontal medido a partir do NG/NV até a direção desejada. Na figura 16.13, por exemplo,
este azimute pode ser de 54o.
c) Azimute da Quadrícula (AzQ) ou Lançamento (L)
Lançamento é o ângulo horizontal medido a partir do NQ até a direção desejada. Na figura 16.13, o lançamento
é de 51o.

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16.8.3 - Contra-Azimutes
O contra-azimute de uma direção é o azimute da direção oposta. Caso se esteja voltado para uma determinada
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direção, considera-se essa direção como azimute. Ao se voltar para a direção oposta, ter-se-á o contra-azimute dessa

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direção. O contra-azimute está sobre o prolongamento, no sentido inverso, da reta que determina o azimute.
Sabendo utilizar de forma correta o contra-azimute, o militar estará em condições de retornar ao ponto de Organizada por: AILSON –QOA-FN – Apostila Completa – 2020 - SUA APROVAÇÃO É NOSSA MISSÃO!

partida. No cumprimento de uma tarefa em lugar desconhecido e à noite, por exemplo, o contra-azimute poderá
indicar a direção pela qual deve-se retornar.
Para se encontrar o contra-azimute, basta somar 180º ao azimute quando esse for menor que 180º ou subtrair
180º quando maior que 180º.

16.9 - BÚSSOLA
Bússola é um instrumento destinado à medida de ângulos horizontais e à orientação no terreno.
A bússola é um goniômetro (instrumento com que se medem ângulos) no qual a origem de suas medidas é
determinada por uma agulha imantada que indica uma direção aproximadamente constante que é o NM.
Uma bússola está declinada quando as leituras nela realizadas representam lançamentos, ou seja, ângulos
medidos em relação ao NQ, ao invés de AzM.
Além da variação causada pela dm, uma bússola é afetada pela presença de ferro, magnetos, fios condutores de
eletricidade e aparelhos elétricos.
Certas áreas geográficas possuem depósitos de minério (tal como o ferro) que podem tornar uma bússola imprecisa
quando colocada próxima a eles. Conseqüentemente, todas as massas visíveis de ferro ou campos elétricos devem ser
evitados quando se utiliza uma bússola.

16.9.4 - Medida de um azimute


Para se medir um AzM com a bússola SILVA, procede-se da seguinte maneira:
1. - segura-se a bússola com o espelho aberto e inclinado cerca de 50º em relação a caixa. Visa-se, a seguir, ao
mesmo tempo, o objeto desejado e o espelho (Fig 16.16);
2. - a visada do objeto é feita observando-o pelo entalhe da mira (Fig 16.17);
3. - antes de se determinar o AzM, deve-se nivelar a bússola. Para tal, através do espelho, faz-se com que a imagem
do ponto central fique sobre a linha de centro do espelho;
4. - sem mover a mão e olhando pelo espelho, gira-se a caixa até que a seta da direção N-S (não a agulha) fique
sobre a agulha, coincidindo a ponta vermelha com o N da seta; e
5. - pode-se, então, mover toda a bússola, porque o AzM já estará registrado, facilitando a sua leitura.

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16.9.5 - Medida de um contra-azimute


A bússola também permite determinar o contra-azimute lendo-se, no limbo, o valor do ângulo que fica na
extremidade oposta à linha de visada.
16.9.6 - Marcha segundo um azimute
Suponha-se que se está num determinado lugar do terreno e que se precisa alcançar um outro afastado daquele
cerca de 1 km. Sabe-se, também, que esse segundo lugar se encontra no AzM 60º. Basta, portanto, que se marche segundo
o azimute de 60o já determinado. Para tanto, deve-se proceder da seguinte maneira:
1. - inserir no limbo graduado da bússola o azimute dado;
2. - sem mover a mão e olhando pelo espelho, girar o corpo até que a agulha coincida com a seta da direção N-S;
3. - através do entalhe da mira, observa-se um ponto do terreno que seja notável para tê-lo como referência do lugar
que se deseja alcançar;
4. - a direção a ser seguida é a desse ponto notável, observado pelo entalhe da mira; e
5. - caso ao se olhar na direção do lugar a ser alcançado, não for possível observá-lo diretamente, segue-se segundo
a direção do azimute até um ponto notável do terreno que será utilizado como referência inicial. Após atingir este
ponto, utilizando o mesmo azimute, tenta-se localizar o lugar desejado. Não sendo possível, repete-se o processo
até que se consiga localizá-lo.
Quando se marcha, segundo um azimute, com a finalidade de atingir determinado ponto específico, caso se tenha
conhecimento da distância que dele se está, deve-se utilizá-la como meio de controle do deslocamento. Isso é feito por
meio da passada individual, geralmente aferida antecipadamente. A aferição consiste na verificação do número médio de
passos que cada individuo executa ao percorrer, em terreno variado, uma distância pré-estabelecida, normalmente, 100
metros.
Para marchar à noite segundo um azimute, é preciso estar em condições de visar pontos à frente, tal como feito de
dia. Entretanto, em face da visibilidade reduzida, isso se torna mais difícil, impondo que os pontos visados sejam em maior
número e mais próximos uns dos outros.
Se a escuridão for tal que impeça as visadas sobre pontos de referência no terreno, deve-se empregar um
companheiro à frente, à pouca distância, e determinar que ele se desloque para a direita ou para a esquerda até situar-se
no azimute desejado. Essa operação deve ser repetida até que seja possível identificar um ponto de referência no terreno.
À noite, geralmente, não é possível fazer a visada através do entalhe da mira da bússola como se faz durante o dia,
e nem é necessário. Basta voltar a bússola para a direção a seguir, de modo que fiquem num mesmo alinhamento o
operador, a três marcas luminosas existente na bússola (duas em cada lateral da seta e uma na agulha imantada) e o ponto
de destino.

16.10 - ORIENTAÇÃO DA CARTA


Saber como se orientar em campanha e usar com propriedade uma carta topográfica pode significar, em certas
circunstâncias, ser capaz de sair de situações difíceis, em que a direção certa é fator preponderante para o sucesso.
Antes de utilizar uma carta, ela deve ser colocada em posição tal que suas direções coincidam com as do terreno.
Isto poderá ser feito de duas maneiras: com o auxílio da bússola ou por meio da utilização de pontos notáveis no terreno.
A operação de ajustar a posição da carta ao terreno chama-se orientação da carta, que pode ser feita pela
comparação do terreno com a carta, procurando-se estabelecer as semelhanças entre ambos. Isso é viável quando existirem
no terreno acidentes cujas representações figurem na carta. Nesse caso, é necessário que o observador identifique primeiro
na carta a sua posição aproximada para depois fazer uma observação em torno de si com esta, a fim de colocar em um
mesmo alinhamento o objeto visado e a sua correspondente representação na carta.

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A orientação da carta também poderá ser feita pela bússola. Para tanto, desdobra-se a carta sobre uma superfície
plana, coloca-se sobre ela a bússola com a declinação já inserida, de modo que um dos lados da caixa da bússola fique
tangenciando a reta base vertical de uma das quadrículas. Depois, girando-se o conjunto carta-bússola e conservando-se a
bússola no mesmo local, procura-se fazer com que a seta da agulha imantada coincida com a marcação do NV. Quando
houver a coincidência, a carta estará orientada.
A orientação da carta poderá, ainda, ser feita por meios expeditos. O sol, por exemplo, ao nascer, define
aproximadamente a direção Leste. Ao se pôr, a direção Oeste. Conhecidas essas direções, basta que para elas se dirija a
margem direita da carta no primeiro caso, ou a esquerda no segundo, para que se tenha a carta mais ou menos orientada.
Ainda com o sol e com auxílio de um relógio devidamente certo, pode-se determinar a direção Norte. Basta que,
conservando-se a graduação das 12 horas na direção do sol, se identifique no terreno a direção da linha bissetriz que divide
ao meio o ângulo formado pela direção do sol (12 horas) e a do ponteiro das horas, contada no sentido do movimento dos
ponteiros. Essa bissetriz define a direção Norte-Sul.

Durante o dia, entre às 09:00 e 15:00 horas, a posição do sol define, em relação ao observador, os planos que
contêm, respectivamente, as direções Nordeste e Noroeste. Um processo prático para se materializar essas direções é o
prolongamento da sombra de um objeto posto na vertical nessa ocasião.
Outro processo é o dos ventos regionais dominantes que normalmente sopram na mesma direção e com isso
possibilitam a orientação. O minuano, vento muito conhecido no Sul do Brasil, sopra de Oeste-Sudoeste para Este-Nordeste.
A observação de vários fenômenos naturais, quase todos relativos ao movimento do sol, também permite conhecer,
a grosso modo, no hemisfério sul, a direção Norte. Os caules das árvores, as superfícies das pedras, os moirões das cercas
e as paredes das casas são mais úmidos na parte voltada para o Sul, porque só recebem luz e calor do sol na face voltada
para o Norte. Do mesmo modo, os animais, ao construírem seus abrigos, o fazem com a entrada voltada para o Norte,
abrigando-se dos ventos frios do Sul e recebendo diretamente o calor e a luz do sol.
Durante a noite, a orientação sem o auxílio da bússola é feita, principalmente, por meio da lua ou das estrelas. A
lua, em seu movimento aparente, nos dá aproximadamente as mesmas identificações que o sol, principalmente em sua fase
cheia, quando se pode observá-la em sua plenitude. A constelação do Cruzeiro do Sul proporciona uma boa e fácil
orientação. Qualquer que seja a sua posição na esfera celeste, a determinação do pólo Sul se obtém prolongando-se em
quatro vezes e meia a distância entre as estrelas que correspondem à altura da cruz. O pé da perpendicular baixada pelo
ponto fictício que limita esse prolongamento sobre o horizonte nos indica a direção Sul, conforme demonstrado na figura
16.20.

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