Bioestatistica aplicada a analise de
estudos epidemiológicos – Analise
descritiva e testes estatísticos.
O que buscam os estudos epidemiológicos?
R.: Estimativa matemática acurada
COMPONENTES DA ACURÁCIA:
1. Precisao: é a capacidade de medir o mesmo fenômeno. Não ter erros de mensuração
decorrentes do método.
2. Validade: é a capacidade de a medida representar o objeto, ou seja, aquilo que de fato
queremos.
Na epidemiologia, ao invés de medirmos a precisao ou validade, iremos mensurar o oposto, ou
seja, o ERRO ALEATORIO ou erro amostral. A precisao medimos através da bioestatística.
A validade tem um oposto, chamado viés. Quanto mais viés, menos validade o estudo tem. A
validade iremos avaliar a analise critica do estudo.
BIOESTATISTICA
Pra que serve?
O problema da amostragem: nos não conseguimos trabalhar com todos os dados da
população, por ser um trabalho muito extenso. Por isso, a amostra é uma possibilidade
de resultados em relação a uma população com diversos resultados possíveis.
Sempre quando se começa um estudo, deve-se avaliar a hipótese de nulidade, que é a
capacidade do fator não causar a doença. A partir disso, avalia se a hipótese é
verdadeira.
Avalia se a frequência é parecida com o valor da população total.
VALOR P:
Baixo <0,05 ou 5% = probabilidade de acaso é baixa = posso confiar nos resultados
Alto >0.05 ou 5% = a probabilidade de acaso é alta = não se pode confiar nos resultados.
Quando é alto indica muito erro amostral não é preciso
O VALOR DE SIGNIFICANCIA NÃO DIZ O QUANTO SIGNIFICATIVO É IMPORTANTE OU A
MAGNITUDE, MAS SIM SE O RESULTADO É PRECISO OU NÃO, OU SE É VALIDO OU NÃO.
Com que ferramenta ela trabalha?
Variáveis: coisas que variam de cada pessoa
Classificamos as variáveis conforme a natureza matemática.
Quantitativa: números:
Pode ser dividida em continuas ou discretas. As continuas aceitam números fracionários, como
temperatura, idade, altura. As discretas não aceitam números fracionários, como numero de
filhos.
Qualitativas (categóricas)
Podem ser divididas em ordinais, que tem ordenação entre as categorias, exemplo: classe
social, estadiamento do câncer. Já as nominais (Categoricas), não existem uma ordenação
como sexo, cor dos olhos, nacionalidade.
As variáveis quantitativas ou numéricas são aquelas divididas em: tendência central (media,
mediana, moda e dispersão (desvio padrão).
Já as variáveis qualitativas são aquelas que se dividem em percentagem ex.: percentagem de
homens, mulheres...
#IMPORTANTE
Descrição da amostra – analise descritiva
Quando a variável é qualitativa = proporção
Quando a variável é continua = depende = uma maneira resumida de descrever os dados de
uma amostra é MEDIDAS DE TENDENCIA CENTRAL = media, mediana, moda.
MEDIA: soma dos dados/quantidade de números
Mediana: ordena os dados de forma crescente. Vamos encontrar o numero do meio. Se for um
numero par, a mediana é o numero do meio, se forem impares, faz a media dos dois números
do meio.
Moda: aquilo que mais se repete.
Qual utilizar? Devemos pensar qual dessas medidas de tendência central é melhor a se usar.
Para saber qual utilizar, devemos avaliar a distribuição das variáveis, ou seja, avaliado através
de um gráfico em que o eixo y = frequência e eixo x a variável de interesse.
O normal de acontecer é = a medida que se afasta do intermediário (meio) a frequência vai
diminuindo. O gráfico fica em formato de sino, sendo uma variação normal. O valor mais
frequente ou normal é a media. A medida que se afasta da media, esses valores vao se
tornando menos frequentes. Isso é importante, pq na distribuição normal, a media, mediana e
moda estarão no meio.
Quando a distribuição não é normal, a media esta desviada para a altura mais alta ou mais
baixa. Nesse caso, não usa a media e sim a mediana, pois sera uma medida mais central da
distribuição.
Medida de dispersão: o quanto os dados se afastam dessa media.
Variância: Faz uma diferença de quanto as pessoas se distanciam em relação as medias)² e
soma todos esses valores e faz a media através da divisão com o N.
Depois desse valor, faz a raiz quadrada dos valores = desvio-padrao.
Quando temos 2 desvios padrões a mais e 2 desvios padrões a menos, temos 95% da media.
TESTE ESTATISTICO
Devemos saber o que queremos com o teste estatístico
Comparar grupos: desfecho é continuo ou desfecho categórico. Sempre que o desfecho é
continuo, deve ver se a distribuição é normal ou não normal. A distribuição é normal =
compara media entre dois grupos = teste t. quando for três ou mais grupos, usa o teste anova.
Se for um teste antes e depois – teste t pareado.
Na distribuição não normal, usa um equivalente não paramétrico para cada teste dos com
distribuição normal.
Quando o desfecho é categórico (percentagem) = usa teste do qui quadrado, exceto, quando
uma das proporções tiver -5 individuos, sendo necessário usar o teste de fisher.
Para correlacionar uma variável a um desfecho ex.: se o remédio vai influenciar na
mortalidade.
As perguntas se faz: desfecho continuo ou categórico.
No caso do desfecho continuo = distribuição normal ou não normal
Distribuição normal: ex.: correlacionar hipertensão e imc (quem tem níveis maiores de
hipertensão tem maiores imc) = correlação de Pearson ou regressão linear
Já no caso de distribuição não normal – coorelaçao de spearman
Desfecho categórico: se hipertensão influencia na mortalidade = usa a ferramenta de
regressão logística.
Teste mais importantes: comparação de medias, comparação de proporções, correlação.