ILUSTRÍSSIMO SENHOR DIRETOR DO DEPARTAMENTO ESTADUAL DE
TRÂNSITO DE SÃO PAULO/SP.
À JUNTA ADMINISTRATIVA DE RECURSOS DE INFRAÇÕES – JARI.
AUTO DE INFRAÇÃO Nº
xxxxxxxxxxx, vem, através de sua procuradora, à
presença de Vossa Senhoria, com fundamento no Artigo 2º da Resolução nº
182/2005 do CONTRAN, c/c a lei nº 9.503, de 23 de setembro de 1997, que
institui o Código de Trânsito Brasileiro, interpor:
RECURSO ADMINISTRATIVO
contra a notificação de imposição de penalidade de
multa, o que o faz consubstanciado nos motivos de fato e de direito a seguir
aduzidos.
I – DOS FATOS e da TEMPESTIVIDADE
Segundo consta, fora instaurado contra a Recorrente,
pela autoridade de trânsito do órgão competente, o procedimento
administrativo para imposição da penalidade, por supostamente infringir o
capitulado no Art. 165 - A, do CTB.
1
A Recorrente vem APRESENTAR O RECURSO
TEMPESTIVAMENTE
Assim, vem a mesma interpor Recurso Administrativo,
pois a verdade real é que não cometera qualquer irregularidade e/ou infração,
sendo assim, a penalidade de multa deve ser CANCELADA.
2. DA COMPROVAÇÃO DO NÃO COMETIMENTO
DA IRREGULARIDADE
Afirma a condutora que ao ser abordada por dois
policiais que realizavam fiscalização de rotina, a pararam e fizeram algumas
perguntas.
Inclusive, uma das perguntas era se a mesma tinha
ingerido bebida alcoólica, o que prontamente foi dito que não. Nesse
momento, a condutora se dispõe a realizar o teste de bafômetro para
comprovar a alegação, entretanto, foi informada pelos policias que não seria
necessária e foi então liberada.
Assim, a NOTIFICAÇÃO DE IMPOSIÇÃO DE MULTA
foi uma grande surpresa para a condutora, pois não imaginou que receberia
alguma penalidade diante desse fato, até mesmo porque, ELA FOI
LIBERADA, NÃO SENDO NECESSÁRIO REALIZAR NENHUM TESTE.
Inclusive, na própria notificação enviada consta a
seguinte observação: “...condutor NÃO APRESENTA SINAIS DE
ALTERAÇÃO DE CAPACIDADE PSICOMOTORA...”
Outra prova que comprova que não havia nenhum
indício de que a mesma havia ingerido bebidas alcoólicas, é que ela está em
tratamento médico psiquiátrico e faz uso de medicamentos controlados
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diariamente. Ou seja, a orientação do seu médico é de NÃO FAZER USO DE
BEBIDAS ALCÓOLICAS, como de fato a mesma não o faz.
Informa ainda que apresentou de pronto a
documentação requerida pelo policial que conduzia a abordagem,
colaborando com a fiscalização e que em nenhum momento apresentou
qualquer resistência ao que era solicitado. Tanto foi assim, que foi
LIBERADA em seguida.
A condutora é cidadão de bem, possui residência fixa
e trabalho, além do que é conhecedora de seus direitos e obrigações
enquanto cidadão e não apresenta qualquer óbice quanto aos procedimentos
adotados por quaisquer órgãos da Administração Pública, desde que venham
para melhorar a qualidade de vida e segurança da população.
Noutro giro, é importante observar que é conhecedora
do Código de Trânsito Brasileiro, sendo devidamente habilitada para dirigir,
conforme faz prova por meio da CNH anexa.
Sendo assim, não merece prosperar a referida
penalidade, pois o CBT dispõe que será atuado aquele que dirigir sob
influência de álcool. No entanto em momento algum fora detectado que a
condutora autuada apresentou sinais de embriaguez ou qualquer outro
sinal que poderia ser detectada por outras diversas formas, tanto que os
próprios policiais relatam que a CONDUTORA NÃO APRESENTAVA SINAIS
DE ALTERAÇÃO DE CAPACIDADE PSICOMOTORA (conforme observação
na notificação enviada).
Importante observar que a condutora tem boa vida
pregressa, não tendo histórico de direção sobre efeito de álcool, ou qualquer
ato que desabone sua conduta, devendo ser tal fato considerado visto que
mesmo em matéria penal a vida pregressa serve como fato dosador de pena
o que não deve ser diferente quando se trata de infrações de trânsito, razão
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pela qual não deve prevalecer a penalidade pela suposta infração
cometida pela recorrente.
III. DO PEDIDO
Diante do exposto REQUER-SE digne-se Vossa
Senhoria em determinar:
a) Seja julgado totalmente procedente os pedidos da
recorrente;
b) Seja o AIT declarado inconsistente e que seja
arquivado diante a falta de comprovação, conforme fundamentado na
presente peça.
c) Aplicar o efeito suspensivo, caso a presente
demanda não seja julgada dentro do prazo legal de 30 dias.
Nuporanga/SP, 24 de outubro de 2022.
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