09/08/22, 23:03 Livro 2 - Conhecendo o Programa USOAP da OACI
Livro 2 - Conhecendo o Programa USOAP da OACI
Site: Portal de Capacitação da ANAC
TURMA 01 - "INTRODUÇÃO AO UNIVERSAL SAFETY OVERSIGHT AUDIT PROGRAMME – CMA CONTINUOUS MONITORING
Curso:
APPROACH USOAP-CMA" - MISTO - EAD - DE 08 DE AGOSTO A 06 DE SETEMBRO - INSCRIÇÕES ATÉ 31 DE AGOSTO
Livro: Livro 2 - Conhecendo o Programa USOAP da OACI
Impresso
Alvaro Lemos
por:
Data: terça, 9 Ago 2022, 23:03
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Índice
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UNIDADE 2
1. Objetivo da Unidade
O objetivo dessa unidade é a de familiarizar os participantes com o programa USOAP (Universal Safety Oversight Audit Programme) da
OACI (Organização de Aviação Civil Internacional), apresentando os pontos principais do programa, bem como orientações quanto ao
planejamento, preparação, realização e notificação das atividades do USOAP.
Aqui, conheceremos mais sobre todos os detalhes e os elementos que compõem o Programa USOAP da OACI permitindo que você tenha
uma visão estruturada do programa de forma a conhecê-lo melhor e compreender seus conceitos basilares. Por isso, atenção a esta
Unidade, por conter todos os detalhes do Programa USOAP e sua importância, o conteúdo será bem extenso necessitando de uma
dedicação maior.
Ao final desta Unidade, esperamos que você seja capaz de identificar os elementos que compõem o Programa USOAP, sua estrutura e seus
conceitos basilares.
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2. Conhecendo os detalhes e conceitos do Programa USOAP da OACI
2.1. Princípios do USOAP
Vamos dar início a nossa segunda Unidade, para conhecer melhor o Programa USOAP da OACI.
O Programa USOAP é baseado em oito princípios basilares que guiam o seu desenvolvimento e sua condução por parte da OACI. A imagem
abaixo descreve cada princípio, leia e reflita sobre cada um.
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2.2. Elementos Críticos
Os Elementos Críticos (Critical Elements – CEs) são essencialmente as ferramentas de defesa da segurança operacional do sistema de
supervisão da segurança operacional de um Estado, necessárias para a implementação efetiva dos padrões relativos à segurança
operacional, da política e dos procedimentos associados.
Cada Estado Membro deve abordar todos os CEs em seu esforço para estabelecer e implementar um eficaz sistema de supervisão da
segurança operacional que reflita a responsabilidade compartilhada do Estado e da comunidade da aviação civil.
Os Elementos Críticos de um sistema de supervisão da segurança operacional abrangem todo o espectro de atividades da aviação civil:
O nível de implementação efetiva dos CEs é uma indicação da capacidade do Estado de supervisionar a segurança
operacional.
Na próxima página, conheceremos os oito elementos críticos que a OACI considera essenciais para que um Estado estabeleça, implemente
e mantenha a fim de ter um sistema de supervisão da segurança operacional eficaz: Vamos conhecer cada um desses Elementos
Críticos?
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O conteúdo acima está em formato de revista, basta clicar nas extremidades do texto. Para facilitar a leitura, visualize em tela cheia.
Explicando melhor as categorias desse Elementos!
Os CEs de estabelecimento representam o que um Estado tem que estabelecer ou desenvolver, como legislação e organizações exigidas,
por exemplo: uma autoridade de aviação civil; uma autoridade de investigação de acidentes; nomear um Diretor-Geral (ou cargo
equivalente); contratar pessoal de inspeção qualificado e desenvolver programas, processos, procedimentos e orientações, formulários e
listas de verificação necessários.
As CEs de implementação representam como um Estado coloca em uso o que estabeleceu através da emissão de licenças, aprovações,
autorizações e certificados. Além disso, o Estado precisa realizar a vigilância das licenças, certificados e titulares de autorizações emitidos,
bem como garantir que as deficiências de segurança operacional e os problemas identificados sejam tratados e resolvidos satisfatoriamente.
A figura abaixo nos mostra essa divisão:
Figura 1 - representação visual da divisão dos Elementos Críticos quanto a sua função.
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2.3. Áreas de Auditoria
O Programa USOAP monitora oito áreas dos sistemas de Aviação civil, quais sejam:
1. Primary Aviation Legislation and Civil Aviation Regulations – LEG (Legislação Básica e Regulamentos de Aviação
Civil).
2. Civil Aviation Organization – ORG (Organização da Aviação Civil).
3. Personnel Licensing and Training – PEL (Licença e Treinamento de Pessoal).
4. Aircraft Operations – OPS (Operações de Aeronaves).
5. Airworthiness of Aircraft – AIR (Aeronavegabilidade de aeronaves).
6. Aircraft Accident and Incident Investigation – AIG (Investigação de acidentes e incidentes de aeronaves ).
7. Air Navigation Services – ANS (Serviços de Navegação Aérea).
8. Aerodromes and Ground Aids – AGA (Aeródromo e Apoios em Terra).
2.4. Questões de Protocolo
As Questões de Protocolo (Protocol Questions – PQs) são a principal ferramenta para avaliar o nível de implementação efetiva do sistema de
supervisão da segurança operacional de um Estado. Elas são baseadas nos SARPs (Standards and Recommended Practices) da OACI, PANS
(Procedures For Air Navigation Services) e DOCs da OACI e sempre levam em consideração os Elementos Críticos. As questões de
protocolo estão organizadas por áreas de auditoria.
A utilização das questões de protocolo de forma padronizada garante transparência, qualidade, consistência, confiabilidade e imparcialidade
na condução e implementação das atividades USOAP. Ao mesmo tempo, cada questão de protocolo é suficientemente flexível para permitir
a avaliação adequada da extensão e complexidade da atividade de aviação em cada Estado.
As respostas às questões de protocolo são mantidas on-line (no sistema OLF) de modo que seu status possa ser continuamente avaliado e
atualizado com base nas informações e evidências levantadas pelo Estado e são validadas pela OACI. Qualquer mudança no status de uma
questão de protocolo pelo Estado leva a uma atualização do seu EI (Effective Implementation).
A OACI altera e atualiza questões de protocolo periodicamente para refletir as últimas alterações em suas disposições e nos Anexos da
Convenção, de modo a incluir as novas questões que surgem na aviação civil, harmonizar e melhorar os conteúdos e referências das
questões de protocolo.
Como dito anteriormente, o Programa USOAP conta, atualmente, com um total de 790 PQs, dividias em suas áreas de auditoria e
vinculadas, cada uma delas, a um Elemento Crítico.
Vejamos na tabela abaixo como estão divididas as questões de protocolo em cada uma das áreas de auditoria:
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Vamos a mais um conhecimento importante!
Além das informações citadas anteriormente, a tabela com as questões de protocolo ainda traz outras duas referências visuais.
Quando uma linha, na tabela das PQs, está na cor branca, significa que a questão protocolo deverá ser, necessariamente,
avaliada durante a etapa presencial da auditoria. Caso esteja colorida em azul, significa que a questão de protocolo será
avaliada na etapa remota da auditoria (mas a depender do resultado poderá ser objeto de avaliação na etapa presencial).
Podemos ver como são apresentadas as questões de protocolo na figura abaixo:
Figura 2- exemplo de como as PQs são apresentadas ao Estados.
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2.5. Autoavaliação (Self-Assessment)
Os Estados são incentivados pela OACI a realizar uma autoavaliação do status das PQs, regularmente, utilizando o sistema on-line (OLF).
Prioritariamente, segundo propõe a OACI, os Estados devem realizar uma autoavaliação nos seguintes casos:
A autoavaliação é uma importante ferramenta para que os Estados possam se preparar para uma atividade USOAP-CMA. Ao mesmo tempo,
é um mecanismo que possibilita aos Estados estarem cientes de sua situação em relação ao seu sistema de vigilância de segurança
operacional.
No caso específico da ANAC, foi estabelecido o Programa de Prontidão para o USOAP. Esse programa tem por objetivo acompanhar o
desempenho da ANAC, permitindo à Agência que possa corrigir quais não-conformidades relativas às questões de
protocolo ou mesmo promover melhorias em suas normas, processo e procedimentos.
O Programa de Prontidão foi concebido para ser executado em períodos de 4 anos e seu acompanhamento é feito pela Diretoria Colegiada
por meio do estabelecimento de objetivos e metas que estão presentes no Planejamento Estratégico e no Plano de Supervisão da
Segurança Operacional da ANAC.
É importante salientar que, no caso específico do programa de prontidão, são avaliadas somente as questões de
protocolo que são de competência da ANAC, não sendo avaliadas as que porventura estejam sob a responsabilidade do COMAER.
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2.6. Não-conformidades de Auditoria (PQ Findings)
Durante um evento de auditoria, quando a OACI não pode obter evidências indicando o cumprimento de pergunta de protocolo, uma
deficiência é identificada e uma não-conformidade (Finding) é assinalada.
A ocorrência de uma não-conformidade (Finding) altera o status associado à questão de protocolo para "não-satisfatório" e diminui o
indicador Effective Implementation (EI) do Estado.
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Bem, vamos entender melhor os itens a seguir!
2.7. Solicitação de Informação Obrigatória (Mandatory Information Request – MIR)
A Solicitação de Informação Obrigatória (MIR) é uma ferramenta usada pela OACI para buscar informações ou documentação de um Estado
em relação a sua capacidade de realizar supervisão de segurança operacional de seu sistema de aviação.
Um Estado é obrigado a responder a uma MIR com base no Memorando de Entendimento USOAP assinado pela OACI e pelo Estado.
Se um Estado não responder a Solicitação de Informação Obrigatória com informações completas, claras e
relevantes, ou se um Estado não responder a um MIR dentro do prazo especificado, a OACI pode gerar uma
não conformidade ou uma preocupação significativa com a Segurança Operacional (Significant Safety
Concern – SSC), se aplicável.
2.8. Preocupação Significativa com a Segurança Operacional (Significant Safety Concern - SSC)
Um SSC ocorre quando o Estado permite que o titular de uma autorização ou aprovação exerça as prerrogativas que lhe são inerentes,
embora não sejam atendidos os requisitos mínimos estabelecidos pelo Estado e pelas Normas estabelecidas nos Anexos da Convenção,
resultando em um risco imediato para segurança operacional da aviação civil internacional.
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2.9. Plano de Ação Corretiva – PAC (Corrective Action Plan - CAP)
Quando a OACI emite uma não-conformidade, ou seja, quando o status de uma questão de protocolo altera-se para não-satisfatória como
resultado de uma atividade USOAP, o Estado deve desenvolver um Plano de Ação Corretiva - PAC (Correction Action Plan - CAP), conforme
exigido pelo Memorando de Entendimento do USOAP (Memorandum of Understanding – MOU). O Estado deve desenvolver um Plano de
Ação Corretiva e submetê-lo à OACI, por meio do sistema on-line (OLF).
O Estado deve fornecer e implementar PACs que atendam a determinados critérios. Os PACs propostos devem atender plenamente às PQs
associadas e a todas as deficiências identificadas.
Uma vez que o PAC do Estado é aceito pela OACI, o Estado deve implementar as ações corretivas. A OACI monitora regularmente o
progresso do Estado na implementação de seus PACs por meio do sistema on-line (OLF) até que cada PAC seja completamente
implementado.
2.10. Implementação Efetiva (Effective Implementation – EI)
A Implementação Efetiva (Effective Implementation - EI) é a medida da capacidade de vigilância da segurança operacional do Estado.
Quanto mais elevada a Implementação Efetiva de um Estado, maior o grau de cumprimento das disposições da OACI do sistema de
vigilância da segurança operacional do Estado.
Bem, a seguir vamos aprender como EI é calculada e a utilização da fórmula!
A EI é calculada para qualquer grupo de questões de protocolo (PQs) aplicáveis com base na seguinte fórmula:
Para se identificar as PQs aplicáveis utiliza-se a seguinte fórmula:
A Implementação Efetiva pode assim ser calculada para cada Elemento Crítico, cada área de auditoria e para um valor global, levando-se
em conta todas as PQs, Elementos Críticos e áreas de auditoria. Além da Implementação Efetiva, a falta de Implementação Efetiva (Lack of
Effective Implementation – LEI) também é calculada para determinadas análises. A LEI é calculada como:
E então, conseguiu aprender como utilizar a fórmula da EI e da LEI? Não desanime continue estudando!
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2.11. Questionário da Atividade de Aviação do Estado (State Aviation Activity Questionnaire – SAAQ)
O Questionário da Atividade de Aviação do Estado (SAAQ) é projetado para coletar informações abrangentes e específicas sobre as
atividades de aviação de cada Estado, incluindo questões legislativas, regulamentares, organizacionais, operacionais, técnicas e
administrativas.
Cada Estado deve preencher e manter atualizado seu SAAQ, ou seja, atualizar a fim de facilitar o monitoramento por parte da OACI do nível
de atividade da aviação no Estado relacionado a cada área de auditoria e a fim de priorizar o planejamento de atividades USOAP.
A OACI irá rever o SAAQ periodicamente. Os Estados são incentivados a atualizar seus SAAQs regularmente.
2.12. Listas de Verificação de Conformidade (Compliance Checklists – CCs/EFOD)
Os Estados são incentivados pelo Memorando de Entendimento do USOAP a notificar as diferenças dos seus regulamentos em relação às
Normas e Práticas Recomendadas (SARPs), completando e mantendo atualizadas as listas de verificação de conformidade (Compliance
Checklists – CCs).
Elas contêm informações sobre a implementação das disposições específicas dos Anexos da Convenção. O preenchimento completo das CCs
pelos Estados-Membros irá fornecer uma visão geral do nível de aplicação das normas da OACI para os usuários autorizados.
Acesse o link e conheça um pouco sobre o sistema.
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Compreendeu a importância do que foi estudado até aqui? Vamos em frente, pois agora conheceremos um resumo
de cada um dos Anexos da OACI.
Os 19 Anexos da Convenção de Chicago são compostos por introdução, definições e pelas normas e práticas recomendadas pela OACI
(Standards and Recommended Practices – SARPs).
Acompanhe na ilustração abaixo, a relação de todos os Anexos:
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3. Avaliação de Implementação do Programa de Segurança do Estado (State Safety Programme Implementation
Assessment - SSPIA)
A Avaliação de Implementação do Programa de Segurança Operacional do Estado (SSPIA) é uma atividade
baseada em desempenho que se enquadra no âmbito da Abordagem de Monitoramento Contínuo (CMA) do
Programa Universal de Auditoria de Supervisão de Segurança (USOAP). Por meio do programa, a OACI avalia o
nível de maturidade de um Programa de Segurança do Estado (SSP), realizando uma revisão sistemática e
objetiva da implementação e manutenção do Estado de seu SSP.
Esta atividade segue seis anos de esforços contínuos na evolução da abordagem usada para melhor se adequar à natureza da
implementação do Programa de Segurança Operacional do Estado (SSP).
Desde 2015, enquanto muitos Estados estavam progredindo na implementação do SSP, a OACI vem desenvolvendo e amadurecendo sua
metodologia, processos e ferramentas para realizar as SSPIAs.
Para apoiar esses esforços, em 2018, o escritório de Monitoramento e Supervisão (MO) recrutou um Oficial de Normas e Procedimentos
(SPO) para ser responsável pela área de Gestão de Segurança dentro do USOAP-CMA.
A seguir, vamos conhecer cada fase das SSPIAs! Iniciaremos pela Fase 0!
3.1. Lançamento do SSPIA e principais marcos
3.1.1. Fase 0 das SSPIAs
Inicialmente, a OACI havia planejado “auditar” a implementação do SSP a partir de 2015, usando um conjunto de perguntas do protocolo
(referidas como “SSP PQs”) que foram introduzidas para esse fim na edição de 2014 dos PQs do USOAP.
No início de 2015, foi reconhecido, no entanto, que a abordagem “satisfatória versus não-satisfatória” usada nas atividades legadas do
USOAP-CMA não era adequada para avaliar o progresso dos Estados na implementação de SSPs, uma vez que a implementação foi,
originalmente, “baseada no desempenho”.
Considerando as melhores práticas na avaliação da implementação da gestão da segurança, incluindo a experiência acumulada em alguns
Estados e regiões na avaliação da implementação de Sistemas de Gestão da Segurança Operacional (SGSO), decidiu-se ajustar a
abordagem e realizar avaliações, ao invés de auditorias, da implementação do SSP com alguns Estados, numa base voluntária e
confidencial.
Essa abordagem beneficiaria os Estados (fornecendo-lhes feedback sobre seus progressos e realizações, bem como oportunidades para
aprimoramento adicional de seu SSP), o USOAP (construindo progressivamente uma metodologia específica para esse novo tipo de
atividade) e a OACI (fornecendo recursos adicionais feedback sobre os desafios enfrentados pelos Estados na implementação do SSP).
Ao mesmo tempo, a OACI começou a desenvolver progressivamente novas e mais relevantes “PQs relacionados ao SSP”. Em 2018,
encaminhando, posteriormente, feedback ao Secretariado da OACI, ao Painel de Gestão de Segurança Operacional (SMP) e a outros órgãos
diretivos da OACI sobre o desempenho dessas atividades, bem como os desafios observados enfrentados pelos Estados na implementação
do SSP. Com base na experiência acumulada e nas lições aprendidas com essas missões, decidiu-se alterar as questões de protocolo do SSP
de uma maneira que melhor se adequasse a esse novo tipo de atividade, incluindo o ambiente baseado em desempenho no qual o SSP é
implementado.
3.1.1.1. O desenvolvimento de PQs relacionados a SSP alterados
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Em 2018, a OACI começou a desenvolver um novo conjunto questões de protocolo específicas para a avaliação da implementação do SSP,
que eram mais baseados no desempenho e não exigiam uma “avaliação satisfatória versus não-satisfatória”. Cada PQ foi vinculado a um
dos quatro componentes do SSP (ou seja, Política e Objetivos de Segurança do Estado, Gerenciamento de Risco de Segurança do Estado,
Garantia de Segurança do Estado e Promoção de Segurança do Estado), ao invés dos oito Elementos Críticos associados às atividades
legadas do USOAP-CMA.
As “áreas técnicas” para SSPIAs tornaram-se distintas daquelas nas atividades legadas do USOAP.
Na edição de 2018 dos PQs relacionados ao SSP, as áreas LEG e ORG foram removidas e duas novas áreas foram introduzidas, a saber:
Aspectos Gerais (General Aspects - SSP.GEN) e “Análise de Dados de Segurança Operacional” (Safety Data Analysis -
SSP.SDA), além de as áreas específicas do setor (SSP.PEL, SSP.OPS, SSP.AIR, SSP.ANS, SSP.AGA e SSP.AIG).
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Agora, vamos conhecer as demais Fases das SSPIAs?
3.1.2. Fase 1 das SSPIAs
Em 2018, a Fase 1 das Avaliações de Implementação do Programa de Segurança do Estado (SSPIA) foi lançada oficialmente sob a estrutura
do USOAP, na qual as atividades SSPIAs ainda eram conduzidas de forma voluntária, mas não eram mais confidenciais.
Na Fase 1, o relatório SSPIA focou principalmente em dois aspectos: as realizações do Estado (que foram compartilhadas com
todos os Estados após a conclusão do processo SSPIA) e “Oportunidades de Melhoria” (que foram compartilhadas apenas
com o Estado avaliado e destacaram aspectos nos quais o Estado poderia fazer mais progressos).
Três Estados (Finlândia, Espanha e Emirados Árabes Unidos) receberam uma Avaliação de Implementação do
Programa de Segurança do Estado (SSPIA) na Fase 1. A parte de “conquistas” de seus relatórios SSPIA foi
publicada no sistema Online Framework (OLF) para informar todos os Estados sobre os resultados das SSPIAs e
permitir para explorar melhor as boas práticas observadas nos Estados avaliados.
3.1.2.1. O desenvolvimento da ferramenta de avaliação de níveis de maturidade
Em 2020, a ICAO estabeleceu um grupo de especialistas SSPIA, composto por oito especialistas de sete Estados (Austrália, Canadá,
Finlândia, Cingapura, Emirados Árabes Unidos, Estados Unidos e Espanha) e uma organização regional de supervisão de segurança
(European Union Aviation Safety Agency a EASA). Eles apoiam a OACI na finalização da ferramenta de avaliação de nível de maturidade
SSPIA e seu material de orientação relacionado, bem como na identificação de áreas adicionais de melhorias para a ferramenta proposta e
material de orientação associado.
3.1.3. Fase 2 das SSPIAs
Após o início da Fase 2, que não será mais voluntária nem confidencial, o SSPIA torna-se uma parte mais integral e coerente do USOAP e
fornecerá à OACI uma imagem de como os Estados estão progredindo na implementação e manutenção de seus SSPs. Esta fase, que seria
quantitativa, será refletida em termos de nível de maturidade para cada questão de protocolo avaliada, utilizando-se a ferramenta de
avaliação recém-desenvolvida.
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3.1.4. Passos futuros previstos (Fase 3 das SSPIAs)
De acordo com o conceito de melhoria contínua, a OACI revisará a metodologia, processos e ferramentas da Fase 2 após a conclusão da
atual fase de três anos e agirá, conforme necessário, para refiná-los com base nas lições aprendidas e no novo desenvolvimento que
precisam ser refletidos nas avaliações.
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4. Conclusão
Chegamos ao final da Unidade 2, e nela estudamos diversos assuntos relacionados ao USOAP.
Tivemos a possibilidade de estudar e conhecer os detalhes e os elementos que compõem o Programa USOAP da OACI permitindo que você
tenha uma visão estruturada do programa de forma a conhecê-lo melhor e compreender seus conceitos basilares.
Por fim, conhecemos um pouco mais sobre a Avaliação de Implementação do Programa de Segurança do Estado (State Safety Programme
Implementation Assessment - SSPIA)
Todos esses assuntos são de grande relevância para a sua aprendizagem e esperamos ter atingido todos os objetivos propostos.
Quer saber mais sobre o Programa USOAP da OACI? Então vamos para a próxima Unidade, mas antes de prosseguir, clique
abaixo "PRÓXIMA ATIVIDADE" realize a atividade avaliativa e verifique sua aprendizagem!
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