08/08/22, 10:44 Livro 1 - Histórico do desenvolvimento do Programa USOAP da OACI
Livro 1 - Histórico do desenvolvimento do Programa USOAP
da OACI
Histórico
Site: Portal de Capacitação da ANAC
TURMA 01 - "INTRODUÇÃO AO UNIVERSAL SAFETY OVERSIGHT AUDIT PROGRAMME – CMA CONTINUOUS MONITORING
Curso:
APPROACH USOAP-CMA" - MISTO - EAD - DE 08 DE AGOSTO A 06 DE SETEMBRO - INSCRIÇÕES ATÉ 31 DE AGOSTO
Livro: Livro 1 - Histórico do desenvolvimento do Programa USOAP da OACI
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Alvaro Lemos
por:
Data: segunda, 8 Ago 2022, 10:43
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Índice
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UNIDADE 1
1. Objetivo da Unidade
O objetivo dessa unidade é o de familiarizar os participantes com o programa USOAP-CMA (Universal
Safety Oversight Audit Programme – Continuous Monitoring Approach) da OACI (Organização de Aviação Civil Internacional),
apresentando um histórico do desenvolvimento do Programa USOAP da OACI.
Passaremos por todas as fases de desenvolvimento do Programa até os dias atuais de forma deixar claro a dimensão do trabalho
conduzido pela OACI e como isso impactou na maneira como a OACI avalia seus Estados Membros na busca de uma aviação civil mais
segura.
Ao final desta Unidade, esperamos que você seja capaz de identificar as fases de desenvolvimento do programa até os dias atuais.
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2. O Histórico do Programa USOAP
Vamos iniciar nossos estudos contando um pouco sobre a história do Programa.
Em 7 de junho de 1995, o Conselho da Organização de Aviação Civil Internacional aprovou o então voluntário Safety Oversight
Assessment Programme (Programa de Avaliação da Vigilância de Segurança Operacional), bem como os mecanismos relacionados à
contribuições financeiras e técnicas a fim de aperfeiçoar a vigilância da segurança operacional na aviação civil por parte dos Estados.
O programa foi posteriormente aprovado pela 31ª Sessão da Assembleia e tornou-se operacional em março de 1996. Ocorreu uma
avaliação voluntária de implementação dos SARPs (Standards and Recommended Practices) pelos Estados e relatórios de avaliação
foram fornecidos apenas para os Estados avaliados. Outros Estados Membros receberam relatórios resumidos sobre as diferenças
identificadas pela equipe de avaliação.
Durante os seus dois primeiros anos, o Programa de Avaliação da Vigilância da Segurança Operacional da OACI detectou inúmeras
deficiências no estabelecimento de programas eficazes de fiscalização da segurança operacional nos Estados Membros. Por
conseguinte, o Conselho da OACI reconheceu a necessidade crítica de uma maior atenção à segurança operacional da aviação global,
sendo este o principal assunto discutido durante a Conferência de Diretores Gerais de Aviação Civil (Conference of Directors General
of Civil Aviation - DGCA Estados Membros) sobre a Estratégia Global para a Supervisão da Segurança Operacional (DGCA Estados
Membros/97), realizada em Montreal, de 10 a 12 de novembro de 1997.
Na sequência da Conferência DGCA Estados Membros/97, o Conselho da OACI Estados Membros finalizou uma análise preliminar das
conclusões e recomendações da conferência e encarregou o Secretário-Geral de desenvolver um plano de ação para resolvê-los.
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Bem, continuando nossos estudos, em 6 de maio de 1998, o Conselho analisou o plano de ação apresentado pelo Secretário-Geral e
decidiu recomendar a 32ª Sessão da Assembleia que o programa USOAP fosse estabelecido.
Agora, vamos entender melhor o que estudamos até aqui. Para isso, estudaremos o que foi decidido em cada Sessão
da Assembleia e seus objetivos.
Começaremos com a 32ª Sessão da Assembleia, que ocorreu entre os dias 22/09/1998 e 02/10/1998, analisou as recomendações do
Conselho e aprovou a Resolução A32-11 da Assembleia:
Criação do Universal Safety Oversight Audit Program (USOAP Estados Membros), com o objetivo de
monitorar as obrigações de vigilância da segurança operacional de todas as entidades dos Estados afim
de garantir a implementação de todas as SARPs Estados Membros (Standards and Recommended
Practices) relativas à segurança operacional.
Já a 33ª Sessão da Assembleia (22/09/2001 a 5/10/2001) reconheceu o sucesso na implementação de auditorias
USOAP Estados Membros obrigatórias e aprovou a Resolução da Assembleia A33-8, que ampliou o USOAP Estados Membros para
incluir auditorias do Anexo 11 (Serviços de Tráfego Aéreo), Anexo 14 (Aeródromos) e outras áreas de segurança operacional
relacionadas, tais como Anexo 13 (Acidentes com Aeronaves e Investigação de Incidentes).
Em sequência, a 35ª sessão da Assembleia adotou a Resolução A35-6, que solicitou que o USOAP Estados Membros fosse expandido
para incluir as disposições relativas à segurança operacional contidas em todos os Anexos relacionados com a segurança operacional a
partir de 2005. Então essa resolução, que substituiu a Resolução da Assembleia A33-8, solicitou ao Secretário-Geral que
reestruturasse o USOAP Estados Membros para implementar o Comprehensive Systems Approach e reestruturar os
relatórios de auditoria de supervisão da segurança operacional.
Podemos então entender, que com essa última ação, buscou-se que os relatórios passassem a refletir os Elementos Críticos (Critical
Elements – CE Estados Membros) de um sistema de supervisão da segurança operacional, tal como apresentado no Manual de
Vigilância da Segurança Operacional (DOC 9734 - Safety Oversight Manual), Parte A – Estabelecimento e Gestão de um Sistema de
Supervisão de Segurança Operacional do Estado (Part A - The Establishment and Management of a State's Safety Oversight
System). Com isso, sob o CSA Estados Membros, todos os Estados Membros seriam auditados pelo menos uma vez durante um
período de seis anos.
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2.1. Transição para o CMA Estados Membros
2.1.1. Necessidade de evolução do programa USOAP Estados Membros
Continuando, em setembro de 2007, a 36ª Sessão da Assembleia aprovou a Resolução A36-4 direcionando o Conselho a
analisar diferentes opções para a continuação do USOAP Estados Membros para além de 2010, incluindo a viabilidade
da aplicação de uma nova abordagem baseada no conceito de monitoramento contínuo (Continuous Monitoring
Approach – CMA Estados Membros).
De acordo com essa resolução, o Conselho direcionou o Secretariado a analisar o futuro do programa para além de 2010, com o
objetivo de incorporar a análise dos fatores de risco de segurança operacional, adotando uma abordagem mais
proativa por parte dos Estados, permitindo uma utilização mais eficaz e eficiente dos recursos da OACI Estados
Membros e aumentando o papel de outros gabinetes e Escritórios Regionais (Regional Offices - RO) da OACI Estados
Membros. Nesse sentido, em julho de 2008, o Secretariado criou um grupo de estudo para analisar a viabilidade de adoção da
metodologia Abordagem de Monitoramento Contínuo (Continuous Monitoring Approach – CMA Estados Membros), como podemos
verificar no destaque abaixo.
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O Conselho analisou as recomendações do Secretariado durante a sua 187ª Sessão e direcionou o Secretário-Geral a desenvolver a
metodologia e as ferramentas necessárias para implementar uma abordagem contínua CMA Estados Membros, incluindo a orientação
detalhada necessária para os Estados Membros.
O Conselho também direcionou o Secretário-Geral a conduzir Missões Coordenadas de Validação da OACI (ICAO Estados Membros
Coordinated Validation Mission – ICVM Estados Membros), com o objetivo de avaliar as não-conformidades constatadas em
auditorias realizadas anteriormente, durante a fase de transição. Atividades a serem realizadas no âmbito do USOAP
deveriam ser feitas de maneira gradual, com projetos-piloto realizados em determinados Estados Membros.
A Conferência de Alto Nível de Segurança Operacional (High Level Safety Conference - HLSC Estados Membros)
de 2010 (HLSC Estados Membros/2010), ocorrida no período de 29 de março a 1º de abril de 2010 em Montreal,
com a presença de 551 participantes de 117 Estados Membros e observadores representando 32 organizações
internacionais, concordou que o USOAP Estados Membros apresentou uma grande conquista para a
segurança operacional da aviação e apoiou plenamente a evolução do Programa para o USOAP
Estados Membros-CMA Estados Membros.
A HLSC Estados Membros/2010 também concordou que os Estados deveriam se comprometer a apoiar o USOAP Estados Membros-
CMA Estados Membros, fornecendo à OACI Estados Membros informações de segurança operacional relevantes e que o Conselho
deveria acompanhar os progressos realizados durante o período de transição e, se necessário, ajustar a sua duração.
Os participantes também indicaram que a OACI Estados Membros deveria realizar novos acordos e alterar os acordos existentes
visando o compartilhamento de informações confidenciais de segurança operacional com entidades e organizações internacionais, com
o objetivo de reduzir a carga de trabalho sobre os Estados, causada por repetidas auditorias e duplicação sistemática de atividades de
monitoramento.
Vejamos, a 37ª Sessão da Assembleia (setembro-outubro 2010) aprovou a Resolução A37-5, afirmando que a evolução do USOAP
Estados Membros à CMA Estados Membros deveria continuar a ser uma prioridade para que a OACI Estados Membros garantisse que
as informações sobre o desempenho de segurança operacional de um Estado-Membro fossem fornecidas para os outros Estados
Membros e para o público que utiliza o modal aéreo.
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2.1.2. Alterações práticas no programa USOAP Estados Membros relativas ao CMA Estados Membros
A transição de dois anos para o USOAP Estados Membros-CMA Estados Membros foi realizada nos anos de 2011 e 2012 e o programa
entrou em operação por completo em 1º de janeiro de 2013, como previsto e aprovado pelo Conselho durante a sua 197ª Sessão em
novembro de 2012.
O plano de transição para a CMA Estados Membros incluiu inúmeras atividades relacionadas à comunicação com os Estados e às
partes interessadas:
Durante a transição, a OACI Estados Membros mudou sua abordagem de gerar não-conformidades e recomendações (Findings and
Recommendations – F&Rs Estados Membros) para não-conformidades das Questões de Protocolo (PQ Estados Membros findings). A
OACI Estados Membros também modificou as fórmulas para o cálculo do indicador da Implementação Efetiva (Effective
Implementation – EI Estados Membros), a fim de tornar o percentual EI Estados Membros mais preciso.
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Bem, prosseguindo, o sistema on-line (On-Line Framework - OLF) do USOAP foi lançado em 1º de Janeiro de 2013, com as
ferramentas necessárias, redesenhadas e integradas, para a realização das atividades disponíveis para o uso da abordagem USOAP-
CMA.
A fim de proporcionar aos Estados uma transição suave para a adoção e uso do sistema OLF, a OACI desenvolveu um plano faseado
para a migração dos dados das não-conformidades de auditoria (Findings) e dos Planos de Ações Corretivas (Corrective Action Plan -
CAP) da plataforma anterior (Integrated Safety Trend Analysis and Reporting System – iSTARS) para a plataforma on-line. A migração
de dados foi concluída ao longo de 2013.
No contexto do USOAP, a 37ª Sessão da Assembleia também direcionou o Conselho a avaliar como as informações das Preocupações
Significativas de Segurança Operacional (Significant Safety Concerns – SSC) poderiam ser compartilhadas com o público de uma forma
que lhes permitisse tomar uma decisão embasada sobre a segurança operacional do transporte aéreo. Durante suas 195ª e 197ª
Sessões, o Conselho considerou o compartilhamento de SSCs não resolvidas entre os Estados Membros.
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Bem, antes de estudarmos o próximo tópico, vamos verificar no infográfico abaixo, um resumo
cronológico do que foi estudado até aqui sobre o histórico do Programa USOAP e sua transição para o
USOAP CMA Estados Membros.
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Contudo, ao longo do ano de 2016, a OACI decidiu que não integraria, em um primeiro momento, Questões de Protocolo (Protocol
Questions – PQs) relativas ao Anexos 19 àqueles já presentes no Protocolo de perguntas do Programa USOAP. Assim sendo, um
estudo foi feito com o objetivo de identificar PQs já existentes que tivessem correlação direta com o Anexo 19. Com o resultado desse
estudo, essas PQs foram retiradas do protocolo o que provocou uma mudança e a publicação de nova versão do Protocolo.
Posteriormente, sob demanda dos Estados, a OACI conduziu trabalhos em dois grupos de Estudo com o objetivo de modernizar e
aumentar a eficiência do programa, onde, entre outras ações, foi demandado à OACI uma racionalização no número de Questões de
Protocolo (Protocol Questions – PQs). Dessa forma, fez-se nova revisão nas PQs e o número total de questões presentes no protocolo
passou de 943 (versão 2017 do protocolo) para 719 (versão 2020 do protocolo).
Com relação as PQs referentes ao Anexo 19, a OACI estabeleceu um novo programa de auditoria, chamado de State
Safety Programme Implementation Assessment (SSPIA Estados Membros), que tem como objetivo aferir o nível de maturidade
dos Estados no que diz respeito a implementação do State Safety Program (SSP).
Veja na imagem abaixo uma demonstração da linha do tempo do desenvolvimento do Programa USOAP:
3. Conclusão
Chegamos ao final desta Unidade, e nela podemos conhecer o histórico do desenvolvimento do Programa USOAP. Além do histórico,
podemos compreender a importância que o Programa USOAP tem para o sistema de aviação civil mundial atualmente.
O Programa USOAP é um meio da OACI obter, por parte de seus Estados Membros, informações de segurança operacional relevantes
e, além disso, que estes compartilhem essas informações entre si de forma a promover uma aviação civil mais segura.
Nesta unidade, tivemos contato com um grande número de termos importantes, que ainda não foram abordados no âmbito deste
curso, contudo, serão em unidades futuras. Esperamos que os objetivos traçados tenham sido alcançados.
Quer saber mais sobre o Programa USOAP da OACI? Então vamos para a próxima Unidade, mas antes de prosseguir, clique abaixo
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