AUDITORIA NO SISTEMA
ÚNICO DE SAÚDE
AULA 1
Profª Eliana Fortunato Reynaldo
CONVERSA INICIAL
Nada melhor do que saber para onde se vai quando sabemos de onde
viemos. Nesta aula abordaremos a história e a evolução de serviço de auditoria,
desde o momento em que se criou o serviço até as ações que foram sendo
incluídas nas legislações vigentes.
Para tanto voltaremos no tempo para compreender porque chegamos até
aqui na trajetória do Sistema Único de Saúde (SUS).
Estudaremos a importância das legislações para validar as ações e para
que se possa verificar as conformidades nos serviços de saúde com relação a o
que se tem nos contratos, garantindo assim o bom uso das verbas públicas, bem
como garantindo para a população os princípios do SUS, com qualidade e
resolutividade nas ações de saúde.
Conhecer a história é entender o contexto do que se está buscando
entender. Então comecemos com “E tudo começou assim...”.
CONTEXTUALIZANDO
Um paciente, Sr. Miguel, estava sendo tratado de insuficiência renal na
Unidade Básica de Santa Tereza. Estava indo bem até que um dia começou a
passar mal. Sua família, muito preocupada, o leva a um Hospital com
atendimento de Emergência. Ele foi atendido rapidamente e internado, tratado
adequadamente, realizou hemodiálise e outros procedimentos. Após o
internamento, Sr. Miguel foi encaminhado à Unidade Básica Santa Tereza para
acompanhamento e também encaminhado ao centro de hemodiálise.
TEMA 1 – HISTÓRICO DO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE NO BRASIL
Começamos em 1500 com a colonização, onde a medicina ainda era
realizada por curandeiros que se utilizavam de ervas e plantas. Com a vinda da
família real ao Brasil, e se iniciam a delegação das atribuições sanitárias às
juntas municipais e o controle de navios e saúde dos portos.
O início da Saúde Pública no Brasil ocorreu em 1808. De 1889 até 1930,
sem um modelo sanitário implantado, as cidades eram constantemente
ameaçadas pelas epidemias. Dentre as doenças que acometiam a população
2
estavam a varíola, a malária, a febre amarela e a peste bubônica. Esta causou
muitos transtornos não somente para a saúde da população, como também para
o comércio, pois os navios não queriam mais atracar nos portos do Rio de
Janeiro.
Nesta época, Oswaldo Cruz foi nomeado como Diretor do Departamento
Federal de Saúde Pública, e se propôs a erradicar a epidemia de febre amarela
da cidade do Rio de Janeiro. Oswaldo Cruz criou um grupo de 1.500 pessoas
que iniciaram a desinfecção no combate ao vetor da febre amarela, o mosquito.
A população não ficou muito contente com a maneira de atuação de
Oswaldo Cruz, com a queima de pertences, roupas e colchões dos doentes.
Menos contente ficaram quando, em 1904, foi instituída a vacina obrigatória
contra a varíola.
Houve muitas revoltas pela maneira arbitrária de ação, porém este modelo
denominado de campanhista obteve sucesso no controle das epidemias,
erradicando a febre amarela na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo.
Em 1910 surgiram as Caixas de Aposentadorias e Pensões (CAPs), onde
parte da população recebia auxílio no atendimento à saúde em sua
aposentadoria ou pensão, bem como na aquisição de medicamentos com preços
baixos, consultas médicas, entre outras ações.
Em 1930 foi criado o Ministério da Educação e Saúde Pública, e entre
este ano e 1945 o Brasil vive a “Era Vargas”, na qual foram criados os Institutos
de Assistência Privada (IAPs), que garantiam a assistência médica à população
que fazia contribuição. Nestes institutos foram incorporadas as CAPs, e o
controle da contribuição sai da responsabilidade dos empregadores e
empregados e vai para o governo.
No ano de 1953 foi criado o Ministério da Saúde, com a Lei nº 1.920/1953,
que desdobrou o então Ministério da Educação e Saúde em dois ministérios
distintos: Ministério da Saúde e o Ministério da Educação e Cultura.
Em 1967 é criado o Instituto Nacional da Previdência Social (INPS), em
que as medidas eram focadas no individual e não no coletivo. Com estas
medidas dedicadas ao indivíduo, verbas foram investidas em estabelecimentos
privados, sem avaliação prévia sobre a real necessidade da população,
acarretando em muitas fraudes por investimento ou aquisição de equipamentos
de maneira errada ou desnecessária.
3
Em 1974, com a criação do Instituto Nacional de Assistência e Previdência
Social (INAMPS), buscou-se uma forma de controle, avaliação e auditoria –aliás,
o serviço de auditoria na estrutura do INAMPS era ainda muito rudimentar e sem
autonomia, sem um funcionamento ativo.
Em 1978 é criada a Coordenação de Controle e Avaliação, que controlava,
acompanhava e monitorava as contas hospitalares por meio de Guias de
Internação Hospitalar.
Com a promulgação da Constituição Federal em 1988, se determinou que
é dever do estado garantir a toda a população a saúde, foi então criado o SUS –
Sistema Único de Saúde – e em 1990 o funcionamento deste Sistema é
aprovado, pelo Congresso Nacional pela Lei Orgânica da Saúde, a Lei nº
8080/1990.
TEMA 2 – AIH E APAC
Em 1983, as Guias de Internação Hospitalar foram substituídas pela
Autorização de Internação Hospitalar (AIH). Com a criação desta ferramenta da
auditoria, começaram a ocorrer ações in loco nos hospitais.
A AIH tem como finalidade registrar os atendimentos de acordo com a
internação e com o código internacional de diagnósticos (CID). Ela vai gerar
relatórios que serão utilizados pelos gestores para fins de pagamentos e também
de indicadores de saúde.
A AIH é um documento gerado no Sistema de Informação Hospitalar do
SUS (SIH/SUS) que autoriza uma internação e assegura que as despesas
médico hospitalares sejam pagas em conformidade com os valores
estabelecidos pelo Ministério da Saúde. Este atendimento é gratuito e não pode
haver cobrança de nenhuma forma ao usuário.
Após a criação da AIH ocorreu a criação da Autorização de Procedimentos
de Alta Complexidade (APAC). A APAC é gerada no Sistema de Informações
Ambulatoriais do SUS (SIA/SUS). Existe o Sistema de Gerenciamento da Tabela
Unificada de Procedimentos, Medicamentos e OPM do SUS (SIGTAP), que
possui todas as informações necessárias para os procedimentos que precisam
de APAC. Alguns exemplos destes procedimentos são: a hemodiálise, a
tomografia computadorizada, a ressonância magnética, o cateterismo, biópsias
guiadas, entre outros
4
Saiba mais
Leia a Carta SUS, que é enviada aos pacientes após internação, disponível em:
<[Link]
[Link]>.
TEMA 3 – SISTEMA NACIONAL DE AUDITORIA
Em 1988, com a promulgação da Constituição Federal, foram criadas
algumas regras de monitoramento, controle e avaliação das ações de saúde. E
o artigo 197 diz:
São de relevância pública as ações e serviços de saúde, cabendo ao poder público
dispor, nos termos da lei sobre sua regulamentação, fiscalização e controle,
devendo sua execução ser feita diretamente ou através de terceiros e, também, por
pessoa física ou jurídica de direito privado.
Em 1990 foi criada a Lei Orgânica da Saúde nº 8.080/1990, “onde se
previu a necessidade da criação do Sistema Nacional de Auditoria (SNA), para
acompanhar, controlar e avaliar as ações e os serviços de saúde.”
Esta lei, no art. 4º traz como objetivo importante a regulamentação do
Sistema Único de Saúde:
O Ministério da Saúde acompanhará, através de seu sistema de auditoria, a
conformidade à programação aprovada da aplicação dos recursos repassados a
Estados e Municípios. Constatada a malversação, desvio ou não aplicação dos
recursos, caberá ao Ministério da Saúde aplicar as medidas previstas em lei.
Em 1993, com a extinção do INAMPS, foi criada a Lei nº 8.689/1993, a
qual instituiu o Sistema Nacional de Auditoria (SNA). A intenção era reforçar as
ações de controle, avaliação e auditoria para detectar onde ocorreram as fraudes
com as verbas da saúde e para um melhor controle e uso das verbas públicas.
Esta lei foi regulamentada pelo Decreto nº 1.651/1.995, prevendo um controle
interno e externo das ações e serviços de saúde.
Esta lei também prevê que a auditoria deve analisar vários dados e
informações como indicadores de saúde, prontuários de pacientes,
conformidade do que foi contratado com relação aos serviços de saúde e
procedimentos, análise dos sistemas de informação em saúde (hospitalar e
ambulatorial).
5
A auditoria tem ainda como função a verificação da necessidade da
realização de procedimentos previstos nas AIH, verificação dos gastos com
procedimentos de alto custo, entre outras ações.
O Decreto nº 1.651/1995 regulamenta o SNA, e conforme o art. 2º:
Art. 2º. O SNA exercerá sobre as ações e serviços desenvolvidos no âmbito do SUS
as atividades de:
I - controle da execução, para verificar a sua conformidade com os padrões
estabelecidos ou detectar situações que exijam maior aprofundamento;
II - avaliação da estrutura, dos processos aplicados e dos resultados alcançados,
para aferir sua adequação aos critérios e parâmetros exigidos de eficiência, eficácia
e efetividade;
III - auditoria da regularidade dos procedimentos praticados por pessoas naturais e
jurídicas, mediante exame analítico e pericial.
Parágrafo único. Sem embargo das medidas corretivas, as conclusões obtidas com
o exercício das atividades definidas neste artigo serão consideradas na formulação
do planejamento e na execução das ações e serviços de saúde.
Essas atividades são importantes para acompanhar e monitorar as ações
e serviços desenvolvidos no âmbito do SUS.
Este decreto prevê, no art. 6º que “é competência do SNA a avaliação
técnico-científica, contábil, financeira e patrimonial do Sistema Único de Saúde,
e que isso ocorrerá com uma descentralização das ações e serviços e que essa
descentralização ocorre nas três esferas de governo: Nacional, Estadual e
Municipal.”
O SNA foi descentralizado em 1996, em que a legislação cita que para
que o município tenha uma gestão plena, ele precisa ter um sistema de auditoria
estruturado, organizado e atuante, acompanhando, monitorando e avaliando os
serviços de saúde ambulatoriais e hospitalares.
DENASUS
De acordo com o Portal da Saúde, do Ministério da Saúde:
O Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS) é o componente federal
e coordenador do Sistema Nacional de Auditoria (SNA), cujas competências em
cada esfera de governo são regulamentadas pelo Decreto nº 1.651/1995.
Além de exercer atividades de auditoria e fiscalização especializada no âmbito do
SUS, constante na Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa do SUS
(ParticipaSUS), o Denasus utiliza a auditoria como instrumento de gestão que
contribui não apenas para a alocação e utilização adequada dos recursos, mas,
6
sobretudo, para garantir o acesso e a qualidade da atenção à saúde oferecida aos
cidadãos.
O Decreto nº 5.841, de 2006, trazia a integração do Departamento
Nacional de Auditoria do SUS (DENASUS) na estrutura da Secretaria de Gestão
Estratégica.
Ainda em novembro de 2006 foi criado o Decreto nº 5.974/2006, que
definiu uma nova estrutura do Ministério da Saúde, porém manteve as ações do
DENASUS juntamente com a Secretaria de Gestão Estratégica.
O Decreto nº 7.336, de 19 de outubro de 2010 ainda mantém o
Departamento de Regulação, Avaliação e Controle de Sistemas como um órgão
singular com várias ações específicas, entre elas a definição de uma política de
regulação em saúde, avaliação das ações de regulação assistencial nas três
esferas de governo, avaliação da qualidade e da quantidade das ações e
serviços prestados ao SUS, acompanhamento e avaliação da transferência de
recursos financeiros nos níveis federal, estadual e municipal, entre outras ações.
Por esta definição do decreto, temos o organograma do Ministério da
Saúde e nela aparece o DENASUS da seguinte forma:
Figura 1: Organograma do Ministério da Saúde
Fonte: <[Link]
7
Para compreender melhor esta dinâmica devemos entender que o
DENASUS exerce atividades de auditoria e fiscalização especializada no âmbito
do SUS.
A missão do DENASUS é “Realizar auditoria no SUS, contribuindo para
qualificação da gestão, visando melhoria da atenção e do acesso às ações e aos
serviços de Saúde", ao passo que sua visão é "Ser referência em auditoria,
reconhecido pela construção do SNA e sua contribuição para a universalização
do acesso e qualidade da atenção à saúde do SUS".
TEMA 4 – PACTO PELA SAÚDE
Ainda em 1996, o Ministério da Saúde criou o primeiro Manual de Normas
de Auditoria, regulamentando as ações da auditoria, e para que ocorra o
cumprimento das normas relativas ao SUS com qualidade das ações e serviços
de saúde.
Em 2003 foi aprovada a Lei nº 10.683/2003, que cita como competência
do Ministério da Saúde a fiscalização do SUS. Essas ações tem a participação
ativa do serviço de auditoria.
Em 22 de fevereiro de 2006 foi lançado o documento com as diretrizes do
Pacto pela Saúde – Consolidação do Sistema Único de Saúde, publicado na
Portaria/GM. Este pacto foi dividido em três dimensões, de acordo com a Portaria
399/2016:
I – O PACTO PELA VIDA:
O Pacto pela Vida está constituído por um conjunto de compromissos sanitários,
expressos em objetivos de processos e resultados e derivados da análise da
situação de saúde do País e das prioridades definidas pelos governos federal,
Estaduais e municipais.
Significa uma ação prioritária no campo da saúde que deverá ser executada com
foco em resultados e com a explicitação inequívoca dos compromissos
orçamentários e financeiros para o alcance desses resultados
II – O PACTO EM DEFESA DO SUS:
O Pacto em Defesa do SUS envolve ações concretas e articuladas pelas três
instâncias federativas no sentido de reforçar o SUS como política de Estado mais
do que política de governos; e de defender, vigorosamente, os princípios basilares
dessa política pública, inscritos na Constituição Federal
III – O PACTO DE GESTÃO DO SUS
O Pacto de Gestão estabelece as responsabilidades claras de cada ente federado
de forma a diminuir as competências concorrentes e a tornar mais claro quem deve
8
fazer o quê, contribuindo, assim, para o fortalecimento da gestão compartilhada e
solidária do SUS.
TEMA 5 – AGÊNCIA NACIONAL DE SAÚDE COMPLEMENTAR
Um órgão importante na regulação em saúde é a Agência Nacional de
Saúde Suplementar (ANS), a qual é responsável pela regulação dos planos de
saúde privados. Ela é a agência reguladora e está vinculada ao Ministério da
Saúde.
A ANS foi criada pela Lei nº 9.961, em 28 de janeiro de 2000, “visando a
regulação da assistência privada e garantindo a qualidade do atendimento bem
como garantindo a integralidade do cuidado aos seus usuários. ”
A regulação tem como objetivo a criação de normas, e com isso garantir
que ocorra o controle e a fiscalização de planos de saúde privados para
assegurar o interesse público.
Um outro marco na saúde do Brasil é a criação do Decreto nº 7.508, de
28 de junho de 2011. Este teve importância na regulamentação da Lei nº
8.080/1990, pois dele se esperava que ao realizar a regulamentação desta lei,
fosse feita a organização do SUS e o planejamento de saúde.
No artigo 2o, para efeito deste Decreto, considera-se:
I - Região de Saúde - espaço geográfico contínuo constituído por agrupamentos de
Municípios limítrofes, delimitado a partir de identidades culturais, econômicas e
sociais e de redes de comunicação e infraestrutura de transportes compartilhados,
com a finalidade de integrar a organização, o planejamento e a execução de ações
e serviços de saúde;
II - Contrato Organizativo da Ação Pública da Saúde - acordo de colaboração firmado
entre entes federativos com a finalidade de organizar e integrar as ações e serviços de
saúde na rede regionalizada e hierarquizada, com definição de responsabilidades,
indicadores e metas de saúde, critérios de avaliação de desempenho, recursos
financeiros que serão disponibilizados, forma de controle e fiscalização de sua
execução e demais elementos necessários à implementação integrada das ações e
serviços de saúde;
III - Portas de Entrada - serviços de atendimento inicial à saúde do usuário no SUS;
IV - Comissões Intergestores - instâncias de pactuação consensual entre os entes
federativos para definição das regras da gestão compartilhada do SUS;
V - Mapa da Saúde - descrição geográfica da distribuição de recursos humanos e
de ações e serviços de saúde ofertados pelo SUS e pela iniciativa privada,
considerando-se a capacidade instalada existente, os investimentos e o
desempenho aferido a partir dos indicadores de saúde do sistema;
9
VI - Rede de Atenção à Saúde - conjunto de ações e serviços de saúde articulados
em níveis de complexidade crescente, com a finalidade de garantir a integralidade
da assistência à saúde;
VII - Serviços Especiais de Acesso Aberto - serviços de saúde específicos para o
atendimento da pessoa que, em razão de agravo ou de situação laboral, necessita de
atendimento especial; e
VIII - Protocolo Clínico e Diretriz Terapêutica - documento que estabelece: critérios
para o diagnóstico da doença ou do agravo à saúde; o tratamento preconizado, com
os medicamentos e demais produtos apropriados, quando couber; as posologias
recomendadas; os mecanismos de controle clínico; e o acompanhamento e a
verificação dos resultados terapêuticos, a serem seguidos pelos gestores do SUS.
Auditoria: definições
Auditoria, conforme definido pela ParticipaSUS: “A auditoria é um
instrumento de gestão para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS),
contribuindo para a alocação e utilização adequada dos recursos, a garantia do
acesso e a qualidade da atenção à saúde oferecida aos cidadãos. ”
A auditoria é uma forma de verificar a conformidade das ações e dos
serviços de saúde, para garantir a qualidade das ações em saúde e que se tenha
ações com resolutividade.
A cada legislação criada pelo Ministério da Saúde, a cada contrato firmado
entre o gestor e o prestador, a cada acompanhamento, monitoramento e
avaliação em saúde dos serviços e ações de serviços de saúde há o intuito de
melhorar a qualidade da assistência em saúde.
NA PRÁTICA
Vamos retornar ao relato apresentado na seção “Contextualizando”, no
início desta aula:
“Um paciente, Sr. Miguel, estava sendo tratado de insuficiência renal na
Unidade Básica de Santa Tereza. Estava indo bem até que um dia começou a
passar mal. Sua família, muito preocupada, o leva a um Hospital com
atendimento de Emergência. Ele foi atendido rapidamente e internado, tratado
adequadamente, realizou hemodiálise e outros procedimentos. Após o
internamento, Sr. Miguel foi encaminhado à Unidade Básica Santa Tereza para
acompanhamento e também encaminhado ao centro de hemodiálise.”
Com base no texto, qual das alternativas a seguir apresenta informações
corretas?
10
1. O médico solicita ao pessoal do hospital que ligue para a Unidade Básica
Santa Tereza, solicitando a AIH do Sr. Miguel, afinal ele já estava sendo
tratado naquela Unidade.
2. O médico preenche o Laudo Médico e pede ao pessoal do hospital que
solicite imediatamente a liberação da AIH, senão não poderá internar o
paciente, pois o Hospital não receberá pelos procedimentos executados.
3. O hospital preenche o laudo de solicitação de Autorização de Internação
Hospitalar e solicita a liberação à Unidade Autorizadora a AIH. Assim o
paciente poderá ser atendido e o hospital tem a garantia de receber pelos
procedimentos prestados
Gabarito:
A Instituição deve preencher o laudo de solicitação de Autorização de Internação Hospitalar
em todos os campos. A AIH de paciente eletivo deve ser emitida, autorizada pelo gestor local
antes da internação e tem validade por até 15 dias. A AIH de paciente em
Urgência/Emergência em Hospital de Referência deve ser solicitada em até 48 horas após o
internamento pelo hospital. Todo este procedimento deve ser realizado para que o hospital
possa receber pelos procedimentos realizados. Portanto, a alternativa correta é 3.
FINALIZANDO
A saúde no Brasil desde a colonização mudou muito em todos os
aspectos, tanto com inovações científicas como tecnológicas. Com este
crescimento, a maneira de atendimento também foi mudando, assim foi criado,
depois de muitas tentativas, o SUS que conhecemos hoje, que busca atender à
população da melhor maneira. Para isto, conta com instituições e serviços de
saúde próprios ou contratados. Muitas ferramentas e dispositivos são utilizados
para que se possa ter um SUS com universalidade, igualdade e equidade.
Dentre as ferramentas estão o cadastro dos usuários, dos profissionais,
das unidades, dos serviços de saúde, enfim de tudo o que é necessário para
fazer o sistema funcionar.
Com toda esta complexidade, surge a necessidade de controle e de
monitoramento, e com eles a auditoria, a qual busca verificar o andamento dos
serviços buscando controle e aprimoramento.
11
REFERÊNCIAS
BRASIL. Decreto n. 1.651, de 28 de setembro de 1995. Diário Oficial da União,
Poder executivo, Brasília, DF, 2 out. 1995. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 10
mar. 2017.
_____. Decreto n. 7.508, de 28 de junho de 2011. Diário Oficial da União, Poder
Executivo, Brasília, DF, 29 jun. 2011. Disponível em:
<[Link]
Acesso em: 15 mar. 2017.
_____. CONASS – Conselho Nacional de Secretários de Saúde. Assistência de
Média e Alta Complexidade no SUS. Brasília: CONASS, 2007. Disponível em:
<[Link]
Acesso em 29 mar. 2017.
_____. Ministério da Saúde. Auditoria do SUS: orientações básicas, Brasília-
DF, 2011. Disponível em:
<[Link] Acesso
em: 29 mar. 2017.
_____. Ministério da Saúde. Curso Básico de Regulação, Controle, Avaliação
e Auditoria do SUS. Disponível em:
<[Link]
[Link]>. Acesso em: 29 mar. 2017.
_____. Ministério da Saúde. Diretrizes operacionais: Pactos pela Vida, em
Defesa do SUS e de Gestão. 1ª edição, Brasília, DF, 2006.
_____. Ministério da Saúde. Portaria GM 399 de 22 de fevereiro de 2006. Diário
Oficial da União, 11 mar. 2005. Disponível em:
<[Link]
>. Acesso em: 9 mar. 2017.
MELO, B. M; VAITSMAN, J. Auditoria e avaliação no SUS. São Paulo em
perspectiva, São Paulo, v. 22, p. 152-164, 2008.
SNA – SISTEMA NACIONAL DE AUDITORIA. Disponível em:
<[Link]>.
12
DATASUS – DEPARTAMENTO DE INFORMÁTICA DO SUS. Disponível em:
<[Link] Acesso em: 29 mar. 2017.
MENICUCCI, T. M. G. História da reforma sanitária brasileira e do Sistema Único
de Saúde: mudanças, continuidades e a agenda atual. História, Ciências,
Saúde – Manguinhos, Rio de Janeiro, v. 21, n. 1, jan./mar., 2014, p. 77-92.
13