Prót!
e Pré Clínica
Prof. Fabiano
Protocolo clínico:
Próteses totais removíveis convencionais
Primeira sessão: Exame clínico e moldagem anatômica (através da moldagem cria-se um modelo
de estudo)
Segunda sessão: Moldagem funcional (necessita de moldeira individual, alivia áreas de alivio, obtém
a retenção do futuro aparelho)
Terceira sessão: Registro das relações mandibulares (relação cêntrica e afins).
Montagem em articulador semi ajustável (ASA)
Seleção dos dentes artificiais - solicitar um acompanhante junto ao paciente
Quarta sessão: Provas de dentes montados em cera e seleção da cor da gengiva (se necessário)
Quinta sessão: Instalação das próteses e orientações ao paciente
Sexta sessão: Controles da prótese
- Recomenda-se que a cada 5 anos faça a troca da prótese
- Quando o rebordo é flácido ou não tem altura, difícil vai ser a estabilizacão
- Moldeiras baixas para pacientes edentados
A moldagem anatômica é para posteriormente fazer a moldagem individual (recua de 2 a 3 mm
para a moldagem funcional)
Base de prova: modelo em acrílico (plano de orientação - cera)
Se o paciente não tiver o arco inferior, o plano de orientação vai ser as réguas de fox, essas tem
que ficar paralelas/alinhadas. Caso tenha o arco inferior, o plano de orientação sera o arco.
Fazer marcações na cera na distal de canino a canino (6 dentes anteriores) para facilitar a
selecão de dentes no laboratório.
Já, no plano superior eu dou todas as "técnicas”estéticas. Dimensão vertical de oclusão é dado
no plano inferior, assim como todos os ajustes “funcionais”.”
Resumo de protocolo clínico adotado para confecção de próteses parciais removíveis Classe I de
Kennedy por sessão
Primeira sessão: exame clínico e radiográfico; moldagem anatômica; delineamento do modelo de
estudo.
Segunda sessão: preparo de boca; moldagem de trabalho inferior
Terceira sessão: prova de infraestrutura metálica; moldagem funcional - técnica de modelo
alterado
Quarta sessão: registro das relações maxilomandibulares; montagem em articulador semi
ajustável; seleção dos dentes artificiais
Quinta sessão: prova dos dentes em cera; seleção da cor da gengiva
Sexta sessão: instalação
Sétima sessao: controle
Se a pessoa tiver prótese total em cima e tiver até canino no arco inferior, faz uma PPR do
primeiro pré molar até primeiro molar para preservar o dente. Se tiver os dentes naturais no arco
superior, faz todos os molares.
- Guia de acrílico para orientar quanto ao desgaste
O desenho dos grampos é definido no modelo de gesso especial, realizado na segunda
moldagem, após os ajustes e onde será enviado para o laboratório para confecção
- Plano de orientação em cera na região que falta dente
* moldagem funcional: ato de moldar somente a área que será recoberta pela prótese com
material modulador fluído e em pequena quantidade, que não comprima os tecidos ou que as
comprima pouco, utilizando uma moldeira individual.
* moldagem anatômica: dá uma moldagem geral de todos os pacientes; dá origem a um modelo
de gesso, em cima do qual é confeccionada a moldeira individual; cópia de uma forma geral
estática.
Moldeira individual: obtenção
dos limites da área chapeável ;
reproduz comprimento, largura e
altura
Prof. Luciano
Prótese total
Pode causar dificuldade de aceitação da perda dental, confiança afetada e restrição na escolha
alimentar - diminuição do prazer alimentar
Eficiência mastigatória:
Prótese parcial removível: 50%
Prótese total: 20%
Prótese fixa sobre dentes e implantes 80 a 100%
Modificações estéticas:
- aumento aparente da proeminência do nariz
- aparência de velhice prematura
- perfil falso de prognatismo
- colapso da musculatura da mímica
- rugas e sulcos acentuados
- lábios invaginados e pouco visíveis
Alterações anatômicas após exodontias
- após a extração o rebordo alveolar passa a não ter mais função (antes segurava o dente) e é
rebasorvido
- a maxila perde osso de fora para dentro e em altura e a mandíbula de dentro para fora e em
altura. Gera falso prognatismo.
Exame clínico em P.T.
Primeira visita:
Avaliação geral
Avaliação específica
* avaliar o conceito que o paciente tem das próteses totais e as aspirações do paciente com
relação ao procedimento
Aspectos psicológicos:
Receptivo: positivo - entende as limitações e está disposto a colaborar
Céptico: paciente na defensiva - sobre o procedimento, o dentista, entre outros
Histérico: negativo - tende a falar mal e ver o lado negativo
Indiferente: influenciável, tudo está bom (na prova do dente é preferível que traga um parente)
Exame extra oral (características do paciente)
- cor da pele, cabelo e olhos
- forma do rosto
- lábios
- queilite angular
- linha mediana facial
- perfil
Exame das próteses atuais
Exame intra oral (forma dos maxilares)
- triangulares
- retangulares
- ovóides
Tamanho dos rebordos
- grande (50mm)
- médio (45mm)
- pequeno (40mm)
Volume dos rebordos (secção transversal)
- rebordo normal
- rebordo alto
- rebordo reabsorvido
Forma do rebordo (secção transversal)
- afilado
- vertentes paralelas
- retentivo
Superfície dos rebordos
- liso
- ondulado
- irregular
Tuberosidades
- grande
- média
- pequena
Tórus
- palatal
- mandibular
Mucosas
- textura
- cor
- mobilidade
* normal: 1 - 2 mm
* rígida < 1 mm
* flácida > 1 mm
Síndrome da combinação - mucosas
Conjunto de características que ocorrem quando uma maxila edêntula está em oposição à
dentes mandibulares naturais, incluindo perda óssea na região anterior da crista maxilar,
desenvolvimento da tuberosidade, hiperplasia papilar na mucosa palatina, extrusão dos dentes
inferiores e perda do osso alveolar e altura da crista sob a base da prótese removível. Ou seja,
tm uma perda óssea, gerando flacidez e má retençãao.
Síndrome da combinação
- ateração da dimensão vertical
- discrepância do plano oclusal
- reposicionamento anterior da mandíbula
- adaptação deficiente das próteses
- alterações periodontais
Confeccionar próteses que permitam correta distribuição de forças sobre a maior área de
suporte possível e com um correto selado periférico
A prótese deve realizar o mínimo de movimentos sobre a superfície basal do osso alveolar
A oclusão das próteses deve minimizar a carga na região anterior da maxila
O retorno dos pacientes deve ser mais freqüente para que o desenvolviento dessa síndrome
possa ser atenuado
Para este tipo de tratamento, a preservação das condições ósseo-alveolares deve ser
padronizado
Tórus
- palatal
- mandibular
Lesões
Hiperplasia inflamatória
Freios e bridas musculares
Língua
- tamanho
- posição
- mobilidade
Palato mole
Avaliação da sua disposição em relação ao palato duro
Influi na extensão do limite posteror da prótese
- classe 1
- classe II
- classe III
Avaliação do espaço inter rebordos
Para ver se terá espaço e não irá ter retenção
Posterior 5mm
Saliva - quantidade (xerostomia - influência na fixação da prótese, é mais difícil) e qualidade
- serosa ou aquosa
- normal
- espessa ou mucosa
Exame ATM e músculos
Exames complementares
* radiográfico
* modelos de estudo
* exame das próteses atuais
Contra-indicações formais:
- presença de lesões malignas irreversíveis
- incapacidade e debilidade motora
- sensibilidade avançada
Contra-indicações temporárias:
- necessidade cirúrgica pré-protética
- dentes e raízes residuais a serem extraídas
- lesões benignas a serem tratadas
Moldagem preliminar em prótese total
Moldagem: ato de reproduzir em negativo uma determinada superfície
Molde ou impressão: reprodução em negativo resultante da moldagem
Modelo: reproduçào positiva a partir do molde
Tipos de modelo:
Modelo preliminar ou anatômico
Modelo funcional ou de trabalho (secundário)
Tipos de modelo:
Modelo preliminar e funcional
Moldagem preliminar em Prótese total:
É a reprodução negativa de todos os
acidentes anatômicos e também da
fibromucosa no estado dinâmico sob a ação
da musculatura oral e preioral
Finalidade:
Obter a configuração geral da área chapeável
e também o aspecto da fibromucosa que
circunscreve, modificada sob o efeito dos
movimentos fisiológicos
Zonas de área chapeável:
SP: zona de suporte principal (rebordo)
SS: zona de suporte secundário (palato)
VP: zona de vedamento perifério
SP: zona de selamento posterior
A: zona de alívios
Área de selado periférico ou vedamento
posterior: separa a área móvel da fixa, reduz a
retentividade. Separa a área periférica da área
basal que vai a prótese - região de palato mole
e palato duro
Mandíbula: zona de alívio na posterior
Moldeiras de estoque para desdentados totais
Tipos:
- perfuradas
- não perfurada
Requisitos da moldeira:
Deve cobrir toda a área de suporte
1. Todo rebordo alveolar remanescente de tuberosidade a tuberosidade
2. Abóboda palatina até o limite entre o palato duro e mole
3. Sulco vestibulogeniano em toda a sua extensão
4. Os flancos não deverão ser nem tão altos e nem tão baixos
5. Deve proporcionar uma espessura uniforme de material moldador
Requisitos dos materiais de moldagem:
- tempo de trabalho
- grau de plasticidade
- alteração dimensional e morfológica
- resistência à fratura
- inocuidade aos tecidos bucais
Tipos de materiais de moldagem
* Godiva em placa de média fusão
Rebordos com mucose resistente
Rebordos com mucosa de resistência média
* Hidrocolóide irreversível
Rebordos com mucosa flácida
Rebordos com mucosa hipertrofiada
* Silicones por condensação
Encaixotamento com cera, principalmente na moldagem funcional
Técnica de moldagem em SIlicone
- jogo de moldeiras de estoque para edentados
- material de moldagem
- espátula
Exame do molde:
- apresenta superfície fosca e uniforme
- não apresentar superfície brilhante, pois isso informa que nesse ponto não ocorreu contato com a
mucosa
- observar se não houve falta de material ou compressão
- observar nitidez de detalhes e a presença de impressões digitais
- verificar a centralização do molde e levar novamente a boca verificando a presença de báscula
Defeitos que não podem ser corrigidos
- molde descentralizado
- molde com báscula
- falta de material no sulco ou no palato
- excesso ou falta de compressão (sem o devido aprofundamento)
Molde deve apresentar:
- o molde deve apresentar a superfície fosca e uniforme
- a forma negativa do rebordo alveolar e as papilas piriformes, c/ detalhes anatômicos e s/ distorções
- sem falta de material ao longos dos bordos
- sem a presença de dobras, sulcos, arestas ou impressões digitais
- possuir centralização correta
- sem apresentar sinais de excesso ou falta de compressão
Desinfecção do molde (spray):
- hipoclorito de sódio a 1%
- glutaraldeído a 2%
Imersão ou spray por 10 minutos
Delimitação da área basal e moldeira individual
Modelo inicial, de estudo, anatômico
Delimitar qual a área do rebordo que irá ser usada
Área basal
É a região do modelo sobre qual a prótese assentará; área chapeável; 3 a 4mm aquém do fundo de
sulco
Demarcação no modelo dos limites da área basal, determinados pela musculatura periférica
- fundo de vestíbulo
- assoalho da boca
Limites gerais da área basal
Extensão da base da prótese
- retenção e conforto
Quanto maior a área basal maior a retenção
Tolerância da fibromucosa - desconforto
Delimitação da área basal da maxila
- freio do lábio superior
- fundo de saco gengivolabial
- inserção do músculo bucinador 3-4mm da linha de inserção
- fundo de saco gengivogeniano da fibromucosa móvel
- sulco hamular ou pterigopalatino
- limite do palato mole e duro
Delimitação da área basal da mandíbula
- freio de lábio superior
- fundo de saco gengivolabial
- inseção do músculo bucinador
3-4mm da linha de inserção
- linha oblíqua externa
da fibromucosa móvel
- 2/3 anteriores da papila piriforme
- linha oblíqua interna
- assoalho da boca: músculos milohioides e freio da língua
Zonas da área basal: diferença na forma, consistência da fibromucosa e na situação topográfica,
cada uma desempenhando funções distintas sob a ação da dentadura
Zonas da área basal maxila
Cinco zonas:
1. Zona de suporte principal (amarelo)
2. Zona de suporte secundário (azul)
3. Zona de selado periférico (vermelho)
4. Zona de selado posterior (vermelho)
5. Zona de alívio (verde)
Zona de suporte principal da maxila
- região que suporta a carga mastigatória
- ocupa toda a crista do rebordo alveolar
- forma do arco dental da prótese acompanha a forma do rebordo
- rebordo triangular, ovóide e quadrado semelhantes ao formato do rosto
Secção transversal do rebordo:
Alto Normal Baixo
Zonas de suporte secundário maxila
Auxilia na absorção da carga mastigatória, desempenhando também a função de imobilização
da dentadura no sentido horizontal através das vertentes vestibular e palatina de rebordo
Zona de selado periférico maxila
- faixa de 2 a 3mm de largura que contorna a área basal em toda sua sinuosidade, exceto parte
posterior
- inicia-se na continuidade da zona secundária de suporte e avança 2 a 3mm na direção de fundo de
vestíbulo, terminando em região de fibromucosa móvel
Função: manter o vedamento periférico impedindo que se quebrem as
forças de adesão, coesão, tensão superficial e pressão atmosférica que
atuam entre a base da dentadura e a mucosa bucal
- localizado 2mm após a divisão entre palato mole e palato duro
- post-damming
Zona de alívio maxila
Região que deve ser aliviada na moldagem para que a mucosa não receba esforço
Regiões
- região central da abobada palatina (rafe mediana)
- espículas ósseas em reabsorção
- rebordo tipo lâmina de faca
Zonas da área basal mandíbula
Cinco zonas:
1. Zona de suporte principal (amarelo)
2. Zona de suporte secundário (azul)
3. Zona de selado periférico (vermelho)
4. Zona de selado posterior (vermelho)
5. Zona de alívio (verde)
(Semelhantes a maxila)
Zona de suporte principal mandíbula
- mesma função que maxila, indo de uma papila periforme à outra
Zona de suporte secundário mandíbula
Formada pelas vertentes vestibulares e linguais do rebordo, indo de uma papila periforme à outra, com
as mesmas funções descritas para a maxila
Zona de selado periférico
Faixa de 2 a 3 mm da região da mucosa móvel, que contorna a área chapeável tanto na vertente
vestibular como na vertente lingual
Zona de selado posterior mandíbula
- há divergências entre autores quanto a localização desta zona
- uns consideram atrás da papila piriforme, outros nos 2/3 da papila e outros antes da papila
exatamente no sulco que lembra a letra “V”
Zona de alívio maxila
- forame mentoniano
- porção posterior da linha oblíqua interna
- torus mandibular
- rebordo alveolar em lâmina de faca
Moldeiras individuais
Confeccionas sobre os modelos preliminares
Específicas para um paciente
Reproduz tridimensionalmente a área basal
Permite a obtenção de um molde que copie os rebordos e mucosa móvel
Preparo dos modelos premilinares para a confecção das moldeiras individuais
- delimitação da área basal
- alívios
- isolamento
Moldeiras individuais - delimitação da área basal
Demarcação no modelo dos limites da área basal, determinados pela musculatura periférica
- fundo de vestíbulo
- assoalho de boca
Alívios
As zonas de alívio da moldeira individial:
- a moldeira possuirá um maior afastamento em relação aos tecidos
Funções dos alívios:
- evitar trauma à mucosa durante a remoção e colocação da moldeira
- permitir que os tecidos deslocados na moldagem preliminar possam recuperar sua posição na
moldagem definitiva
- evitar excesso de pressão do material de moldagem em regiões de vasos e nervos ou de tecidos
flácidos
Regiões de alívio no modelo preliminar
- retenções mecânicas
- tecidos flácidos
- rebordos em lâmina de faca
- tórus palainas e mandibulares pequenos
- regiões que sofreram deformações na moldagem preliminar
Maxila
- retenções mecânicas
- rafe meiana
- rugas palatinas
- tórus palatino
Alívio em cera de áreas que houve exposição da moldeira durante a moldagem em godiva
Técnica para realizacão do alívio
- cera derretida
- lâmina de cera 7 (acréscimo de uma lâmina de cera 7 na região, recorta-se os excessos e plastifica-
se os limites da cera com uma espátula aquecida para fixá-la no modelo)
- silicone
DICAS:
- a cera pode ser regularizada, utilizando-se uma espátula aquecida
- a cera deve eliminar totalmente a retenção mecânica, porém sem preencher o fundo de sulco
Isolamento dos modelos
- feito com isolante de película
Exemplo: cel-lac, isolante vipi
- albase
- metal de baixa fusão
- resina acrílicac foto-ativada
- RAAQ
Albase
Placas aquecidas e moldadas sobre os modelos preliminares
- derretimento da cera do alívio com o calor da placa
- uso de godiva para o selado periférico (calor da godiva plastificaria tambémm a moldeira)
- friável
Resina acrílicac fotoativada
Placas na fase plástica
- vantagem praticidade
- desvantagem: maior custo e necessidade de fotopolimerizador
- uso de aparelho fotopolimerizador convencional
- desvantagem: tempo elevado e diminuição da vida útil da lâmpada
Placa a vácuo
Placa de acrílico de 3mm e uso de um espaçador (placas de plástico 0,5mm)
- desvantagens: necessidade de um aparelho plastificador
- maior dificuldade no recorte
- dificuldade para utilizar-se godiva no selado periférico
RAAQ
Material mais utilizado
- vantagens: resistência; boa adaptação do modelo; tempo reduzido; facilidade de manipulação;
facilidade de ajustes: acréscimo/desgaste; baixo custo
- proporção pó-líquido: 2,5 a 3:1
- placas isoladas com vaselina (ou água)
- RAAQ (fase plástica)
- comprimir a resina entre as placas isoladas; adaptação da resina sobre o modelo
- eliminação dos excessos (aresta viva deixada pelo recorte do modelo)
Cabo (excessos de resina)
- fixado na moldeira umedecida pelo monômero
- deve ficar na linha medianae sobre a crista do
rebordo
- inclinação de 45˚, 1cm de altura e largura de 5mm
de espessura
Requisitos finais da moldeira:
- espessura de 2mm
- rigidez
- ausência de perfurações
- máximo de contato na região de travamento posterior
- cabo com posição, inclinação e tamanho adequado
Recorte laboratorial
- recorte vertical: delimitar com lápis na moldeira e o seu afastamento de:
2mm dos flancos (recorte realizado com fresas)
3mm dos freios (recorte realizado com discos de lixa)
- recore realizado paralelo ao plano oclusal
Bordos com superfícies arredondadas, afiliada ou inclinada não darão apoio à godiva do selado
periférico
Recorte clínico
- recorte vertical
Tracionando lábios e bochechas confere-se a distância entre bordos da moldeira e fundo de sulco:
2mm nos flancos
3mm nos freios
Lingual: uso de espelho de visualização ou palpação (evitar sobre extensão da moldeira)
Características finais de uma moldeira individual
- rigidez
- não interferir na musculatura
- não traumatizar
- conforto (na colocação e retirada)
- estabilidade
- não provocar deformações anatômicas
- bordos a 2mm dos flancos e 3mm dos freios
- bordo posterior da maxila sobre o palato mole
- bordo posterior da mandíbula sobre papilas piriformes ou 2/3 delas
Moldagem funcional
É uma moldagem final feita com uma moldeira individual, na qual os limites definitivos da área chapeável
são obtidos aravés da movimentação fisiológica dos bordos que a circunscreve
É uma moldagem dinâmica que registra todos os detalhes anatômicos da área basal e também as
inserções musculares que, pelos seus movimentos interessam à prótese total
Objetivos da moldagem funcional
Preservação do rebordo alveolar
- suporte; retenção; estabilidade; estética
Ajustes das moldeiras individuais
Inicia-se a moldagem funcional ajustando-se as moldeiras individuais na cavidade bucal e removendo
as sobrextensões para evitar que suas bordas interfiram na atividade muscular
O ajuste da moldeira superior é iniciada na região de “post-damming, tendo o cuidado de manter seu
término na divisão entre o palato duro e mole. Na região vestibular, deve-se fazer movimentos
musculares exagerados e recortar moldeira até conseguir estabilidade
- colocar a moldeira na boca do paciente e verificar por transparência a adaptação geral
- na região do selado posterior deixar o comprimento da moldeira no limite do palato mole e duro
Recorte vertical
- tracionando lábios e bochachas confere-se a distância entre os bordos de moldeira e fundo de sulco
- 2mm dos flancos e 3mm dos freios
- lingual: uso de espelho para visualização ou palpação (evitar sobrextensão da moldeira)
Moldagem funcional
Se divide em duas fases: selamento periférico ee moldadgem funcional propriamente dita
Finalidade:
- obter a retenção da prótese
- obter uniformidade no assentamento da base da prótese
- satisfazer o conforto do paciente
Polissulfeto
Selamento periférico
Material: lamparina, moldeira individual, godiva em bastão de baixa fusão
Objetivo: através de movimentos musculares excessivos, delimitar o limite da futura prótese
Passos:
- proporções iguais na placa de vidro/bloco de papel
- homogeneização do material
- carrega-se a moldeira, inclusive uma fina camada sobre o selado periféricoo
- levar a boca, centralizar, aprofundar e sustentar (pressão equalizada)
- realizar os movimentoos fisiológicos
Testes de estabilidade e retenção
Teste de estabilidade: movimento de báscula
Teste de retenção horizontal: travamento póstero anterior
Os movimentos inferiores são mais limitados que os superiores, deve-se ter o cuidado para não
soltar a moldeira durante a realização dos movimentos
Selamento periférico inferior
- começa pela lingual
Vazamento do gesso: realizado com gesso pedra (especial)
Resultado modelos de trabalho: