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Datação Relativa e Absoluta em Geologia

As escavações arqueológicas revelaram os restos de um esqueleto humano antigo de uma espécie extinta de hominídeo. O esqueleto, quase completo, pertence a um bebê da espécie Australopithecus afarensis que viveu há cerca de 3,3 milhões de anos. O esqueleto fornece novos detalhes sobre como esta espécie vivia e crescia.

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Datação Relativa e Absoluta em Geologia

As escavações arqueológicas revelaram os restos de um esqueleto humano antigo de uma espécie extinta de hominídeo. O esqueleto, quase completo, pertence a um bebê da espécie Australopithecus afarensis que viveu há cerca de 3,3 milhões de anos. O esqueleto fornece novos detalhes sobre como esta espécie vivia e crescia.

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DATAÇÃO ? QUE TIPO?

Texto 1 Texto 2
(…) “Além de se encontrar
“As escavações concentraram-se quase completo, este
numa área bastante pequena, esqueleto esclarece a forma
mas extremamente rica em como esta espécie viveu e
fósseis. Era impossível não cresceu, diz Bill Kimbel,
caminhar sobre dentes e ossos especialista em
com mais de 65 milhões de Australopithecus afarensis. O
anos.” Bebé mais velho do mundo,
que morreu ainda em idade
de amamentação, viveu a sua
curta existência numa região
chamada Dikika.”(…)
 Estabelece uma relação de idade entre os
vários estratos das rochas, ou seja, não estabelece
a idade em números.

 Apoia-se essencialmente na posição relativa das


diversas formações rochosas e também na
presença de determinados fósseis (fósseis de
idade) que servem para datar os terrenos.

 Exemplo: o estrato 1 é mais antigo do que o estrato


2.
NA DATAÇÃO RELATIVA APLICAM-SE
PRINCÍPIOS (REGRAS) ESTRATIGRÁFICOS

 Princípio da sobreposição dos estratos.

 Princípio da horizontalidade inicial dos estratos.

 Princípio da identidade paleontológica.

 Princípio da continuidade lateral.

 Princípio da interceção.
PRINCÍPIO DA SOBREPOSIÇÃO DOS
ESTRATOS

 Numa sucessão de estratos que não sofreram deformações,


qualquer um é mais antigo do que aquele que o cobre e mais
recente do que aquele que lhe serve de base.
PRINCÍPIO DA SOBREPOSIÇÃO DOS
ESTRATOS

 Numa sucessão de estratos que não sofreram deformações,


qualquer um é mais antigo do que aquele que o cobre e mais
recente do que aquele que lhe serve de base.
PRINCÍPIO DA SOBREPOSIÇÃO DOS
ESTRATOS
PRINCÍPIO DA HORIZONTALIDADE INICIAL
DOS ESTRATOS

 Os materiais que formam os estratos depositam -se


inicialmente segundo planos horizontais.
PRINCÍPIO DA HORIZONTALIDADE INICIAL
DOS ESTRATOS

 Os materiais que formam os estratos depositam -se


inicialmente segundo planos horizontais.
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE PALEONTOLÓGICA

 Estratos que contenham o mesmo conjunto de fósseis (fósseis


de idade) têm a mesma idade.
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE PALEONTOLÓGICA

 Estratos que contenham o mesmo conjunto de fósseis (fósseis


de idade) têm a mesma idade.
PRINCÍPIO DA IDENTIDADE PALEONTOLÓGICA

 Estratos que contenham o mesmo conjunto de fósseis (fósseis


de idade) têm a mesma idade.
PRINCÍPIO DA CONTINUIDADE LATERAL

 Estratos localizados em lugares distantes, se têm as mesmas


características, podem ter a mesma idade.
PRINCÍPIO DA INTERCEÇÃO

 Toda a estrutura geológica que interceta outra é mais recente


do que esta.
PRINCÍPIO DA INTERCEÇÃO

 Toda a estrutura geológica que interceta outra é mais recente


do que esta.
PRINCÍPIO DA INCLUSÃO

 Toda a estrutura geológica que está incluída noutra é mais


antiga do que esta.
NOTA IMPORTANTE

 Muitos estratos podem desaparecer devido aos fenómenos de


erosão.
NOTA IMPORTANTE

 Muitos estratos podem desaparecer devido aos fenómenos de


erosão.
: consistem em quebras na
continuidade do registo geológico, marcadas pela ausência de camadas
mais ou menos espessas.
Estas discordâncias podem ser explicadas:
- pela ausência de sedimentações no local
- por erosão de camadas que existiam.
NOTA IMPORTANTE

 Muitos estratos podem desaparecer devido aos fenómenos de


erosão.
VAMOS CONTAR A HISTÓRIA DE UM
LOCAL – COLUNA ESTRATIGRÁFICA
VAMOS CONTAR A HISTÓRIA DE UM
LOCAL – COLUNA ESTRATIGRÁFICA

 1º) deposição dos estratos da


sequência inferior, em posição
horizontal;

 2º) orogenia – deformação dos


estratos da sequência inferior;

 3º) erosão dos estratos da


sequência inferior;

 4º) Deposição dos estratos da


sequência superior, em posição
horizontal;

 5º) Eventual deformação de


ambas as sequências (terá sido
assim sempre que os estratos da
série superior não conser varam
a posição horizontal original) e
erosão.
VAMOS CONTAR A HISTÓRIA DE UM LOCAL
EXERCÍCIO 1!

1º) deposição do estrato A.


2º) deposição do estrato B.
3º) deposição do estrato C.
4º) deposição do estrato D.
5º) dobramento dos estratos A, B, C e D.
6º) erosão dos estratos B, C e D .
7º) deposição do estrato F.

Exercício 2 - pág. 43.


EXERCÍCIO 3

1º) Deposição das camadas 1, 2, 3, 4 e 5 e


2º)Erosão da camada 5;
3º)deposição das camadas 6,7,8, 9, 10 e 11,
4º) Enrugamento dos estratos
5º) Erosão das camadas 10 e 11.
6º) Deposição da camada 12;
7º) Deposição da camada 13,
EXERCÍCIO 4

1. deposição da sequência paleozóica;


2. Intrusão ígnea
3. erosão da sequência paleozóica;
4. deposição da sequência mesozóica;
5. erosão da sequência mesozóica;
6. ocorrência de uma falha.
EXERCÍCIO 5:

 Nos EUA, o Grand Canyon escavado no Rio Colorado, constitui


um dos mais belos e educativos cortes geológicos da Terra, e
encontra-se esquematizado, com algumas adaptações, na
figura seguinte. Os números romanos assinalam
descontinuidades na série paleozóica. Do lado direito da
figura, é feita referência ao registo fóssil
A) formação da “série do
Grand Canyon”;
B) intrusão granítica;
C) Sedimentação, durante o
Pérmico;
D) Deformação da “série do
Grand Canyon”;
E) Erosão fluvial causada
pelo rio Colorado;
F) Formação dos “Xistos de
Vishnu”;
G) Erosão pré-câmbrica dos
“Xistos de Vishnu” e da
“Série do Grand Canyon”.
9.1.1. a série cronológica dos acontecimentos geológicos,
do mais antigo para o mais recente foi…
A) B-A-F-D-G-E-C.
B) F-B-A-D-G-C-E.
C) B-F-A-G-D-C-E.
D) F-A-B-G-D-E-C.

9.2. Apresente uma razão para a ausência de fósseis nos


“Xistos de Vishnu”.

9.3. Indique um exemplo claro de que as rochas permitem


estudar os ambientes do passado e, de que a Terra está
em permanente mudança.
EXEMPLO DE DATAÇÃO
ABSOLUTA

DATAÇÃO
RADIOMÉTRICA
EXEMPLOS DE DATAÇÃO ABSOLUTA
DATAÇÃO ABSOLUTA - DATAÇÃO
RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
TEMPO DE SEMI-VIDA OU DE
SEMITRANSFORMAÇÃO

 Corresponde ao tempo necessário para que metade dos


isótopos-pai de uma amostra se transformem em isótopos
filhos.

 Exemplo 1 : o tempo de semi-vida do 40 K é de 1260 M.a.

Quer dizer que:

- A desintegração de 1g de potássio -40 a 0,5g leva 1260


milhões de anos;
- A desintegração de 0,5g de potássio -40 a 0,25g leva 1260
milhões de anos;
- A desintegração de 0,25g de potássio -40 a 0,125g leva 1260
milhões de anos…
TEMPO DE SEMI-VIDA OU DE
SEMITRANSFORMAÇÃO

 Exemplo 2: o tempo de semi -vida do 14 C é de 5730 anos.

 Quer dizer que:

- A desintegração de 100% de carbono -14 a 50% leva 5730


anos;
- A desintegração destes 50% de carbono -14 a 25% do total
inicial leva 5730 anos;
- A desintegração de 25% do carbono -14 inicial a 12,5% do
inicial leva 5730 anos…
TEMPO DE SEMI-VIDA OU DE
SEMITRANSFORMAÇÃO

 Exemplo 3:

 O tempo de semi-vida do Urânio-238 é de 4500M.a.

 Quer dizer que:

- A desintegração de 1 porção de urânio -238 a 1/2 leva 4500


milhões de anos;
- A desintegração deste 1/2 de urânio -238 a 1/4 do total
inicial leva 4500 milhões de anos;
- A desintegração de 1/4 do urânio inicial a 1/8 do inicial leva
4500 milhões de anos…
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
DATAÇÃO RADIOMÉTRICA
UM EXEMPLO DE DATAÇÃO ABSOLUTA

 Realize a atividade 2 das páginas 46 e 47 do manual adotado.


UM EXEMPLO DE DATAÇÃO ABSOLUTA
TEMPO DE SEMI-VIDA OU DE
SEMITRANSFORMAÇÃO

 Imagem página 48
TEMPO DE SEMI-VIDA OU DE
SEMITRANSFORMAÇÃO

1. Compare a variação dos isótopos -pai com os isótopos-filho.


2. Qual o tempo necessário para que ocorra decaimento de
metade dos átomos de 40 K?
3. Imagine que é um geólogo que analisou uma amostra de um
fóssil para determinar a sua idade.
3.1 . Explique como procederia para calcular a concentração
inicial de 40K, a partir da amostra de fóssil que possuía.
3.2. Qual a importância de calcular a concentração inicial de
40K?
3.3. Qual a idade do fóssil, se a concentração de K é ¼ da
inicial?

4. Qual a importância do decaimento ser constante ao longo


do tempo e não depender das condições físico -químicas?
Exercício

Considere os dados expressos no gráfico referentes à


desintegração do isótopo -pai U-235 no isótopo –filho Pb-207.

1. Suponha que num cristal


de zircão existe 75% de
U-235. Indique a
percentagem de Pb-207
no cristal.

2. Qual a fração de semi-


vida relativa a essa
situação?

3. Calcule a idade do
referido cristal.
ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO

 Representa um calendário dos acontecimentos que marcaram


a história da Terra.

 Representa o tempo desde a formação do planeta Terra até à


atualidade, dividido em períodos durante os quais ocorrem
fenómenos geológicos caracterizados pelos investigadores.
ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO

 Está dividida em Éons, Eras, Períodos, Épocas.

 O limite entre estas divisões baseia-se quase


sempre em alterações no número de espécies –
períodos de extinções em massa ou aparecimento de
novas espécies.

 As Eras estão divididas em , cujo nome, na


sua maioria, é atribuído segundo a localização
geográfica das formações geológicas mais
características, ou onde o período foi descrito pela
primeira vez.
ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO

 As divisões da escala do tempo geológico são tão


maiores e inseguras quanto mais recuados são os
tempos geológicos;

 As divisões têm menor duração e são tanto mais


precisas quanto mais recentes são os respetivos
tempos geológicos.

 Os modelos de Escala do Tempo Geológico


merecem reservas, pois são propostas de
sequências de acontecimentos que traduzem uma
certa etapa do conhecimento.
E SCA LA DO
TEMPO
G E OLÓGI C O
ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO
ALGUNS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES

Eon PROTEROZÓICO – Era PRÉ- CÂMBRICO

 4600 milhões de anos – formação do planeta Terra e posterior


arrefecimento e formação da crusta (primeiras rochas).

 3800 M.a. – aparecimento da vida nos oceanos primitivos (seres


unicelulares que iniciaram o processo de fotossíntese e permitiram o
enriquecimento da atmosfera em oxigénio).

 1500 M.a. – aparecimento de organismos unicelulares mais complexos.

 1300m.A . – aparecimento de seres multicelulares com corpos macios.


ALGUNS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES

Eon Fanerozóic o ; Er a Paleozóic a:

-– grande expansão da vida; desenvolvimento dos ar trópodes (onde se


incluem insectos actuais); grande desenvolvimento de seres com carapaça;
– grande evolução das formas de vida marinhas. Extinção em massa
destas formas no final deste período.
grande desenvolvimento dos peixes primitivos; primeiras plantas
terrestres;
- domínio dos ar trópode s e dos grandes peixes como os placodermes e
primeiros tubarões; primeiros anfíbios; primeiras florestas,
-grandes florestas de fetos com sementes; grande desenvolvimento dos
animais terrestres; primeiros répteis;
- grandes florestas; maior desenvolvime nto e proliferação dos répteis
(um dos grupos terá dado origem aos mamíferos).Grande extinção em massa.
ALGUNS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES

Eon fanerozoico; Era Mesozóico:

– aparecimento dos primeiros grandes lagartos.

– grande desenvolvimento dos dinossauros e


aparecimento dos primeiros mamíferos.

– desaparecimento dos dinossauros.


ALGUNS ACONTECIMENTOS IMPORTANTES

Eon Fanerozóico; Era Cenozóico:

 1 ,8M.a. Até à atualidade – grande desenvolvimento dos


mamíferos; desenvolvimento da linhagem que daria origem
à nossa espécie (Homo sapiens) durante o Quaternário.
ESCALA DO TEMPO GEOLÓGICO

Quais são os acontecimentos que


dão origem à separação do
tempo?

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