WY ae Cultunad do. Cie
y=
ARIOVALDO VULCANO (0 Grande Pesquisador da Magonaria)O GRAAL
Informativo Cultural do
Supremo Conselho do
Brasil para o
RAB ALAS
Soberano Grande
Comendador:
NEY COELHO SOARES
Diretor do Informativo:
CARLOS ANTONIO
PITOMBO.
Impressao:
Gréfica Santa Terezinha
Fone: (061) 336-1447
Fax: (061) 336-3083
Tiragem:
5.000 exemplares
Campo de Sao Cristovao,
114 - Rio de Janeiro - RJ
SITE:
home.opentink.com.brisupremo
EMAIL:
[email protected]
FONES: (021) 580-4647
589-8971 - 589-8773
Conselho Editorial:
JOAO FERREIRA DURAO
RAIMUNDO RAMOS
CLAUDIO R. BUONO FERREIRA.
JOSE CASTELLANI
ANTONIO CARLOS B. RAMOS
JOSE RAMOS PENEDO
BEJAMIM A.L. COSTAJUNIOR
LUIS A. SANTOS BASTOS
JOSE EDMILSON A. PEIXOTO
(Jornalistas Responsaveis)ignites GRRL, Setembro - 1995
© HOMEM DO PROXIMO MILENIO...
A preservagao da vida, teve através dos tempos, amplos significados para a
espécie humana.
Com a chegada do terceiro milénio, as instituigses, em todo mundo, se
encontram em transigdo e experimentam o amargo estertor de uma fase que esta chegando ao
fim. Estamos vivendo o momento da grande ruptura historica que se avizinha.
E como se estivéssemos na Idade Média, numa fase: de repensar; de andlise,
de estudos e de observacao.
A construcao do homem moral 6 o Unico caminho capaz de oferecer soluces
para as grandes tragédias que abalam a humanidade neste final de milénio. Nenhuma doutrina
séria pensara em construir meio homem moral, ou um homem inteiro com meia mor
nem seria a realizacdo de uma utopia, mas de uma impossibilidade definitiva.
homem do terceiro milénio deveré ser capaz de cultivar virtudes inteiras,
Unica maneira de acabar com os desequilibrios, que geram diferengas e determinam
inseguranga e violéncia. a rigor, uma sociedade de homens integros nao precisaria de policia,
nem de leis, nem de preocupagées patrimoniais; uma sociedade de seres moralmente diferentes
¢ imperfeitos é que disso tudo precisa.
Avirtude é um valor positive que, por aquilo que demonstra a ciéncia moderna,
‘se encontra na base da estabilidade social: somente ela permite pensar em equilibrio duradouro,
permanente; em justica, igualdade e fraternidade.
A doutrina magénica procura promover, sob 0 império dos simbolos plenos de
significados ¢ de significantes, o homem moral, 0 homem perfeito de virludes; aquele que
pode, com a forca de sua inteligéncia e a coragem de seu empenho, destronar o homem
mediocre do nosso século; nesta promocao reside a grande — jé nao diriamos esperanea,
porque 6 mais que isto — certeza de construgao da sociedade iluminada pelo sol das virtudes
inteiras.
Ser contempordneo é 0 imenso desafio do nosso momento hist6rico. Viajamos
da idade moderna para a transmoderna, idade da razao para a idade da consciéncia no mais
amplo sentido. Nossa tarefa é a de inventar uma nova linguagem, um novo cédigo para 0
tempo-espaco do EU SOU.
Carlos Antonio Petombo
Grande petrolp
na 2 - Ano 1 -n? 4
ADMINISTRACAO:
MEMBROS EFETIVOS
DO SUPREMO CONSELHO DO BRASIL
PARA © RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO
01 - Ney Coelho Soares*
02 - Joao Ferreira Durao*
03 - José Ramos Penedo*
04 - Raimundo Ramos*
05 - Benjamim de Araujo Lopes da Costa Junior*
06 - Arlindo de Jesus Rodrigues Pereira Alves”
07 - Claudio Roque Buono Ferreira
08 - José Castellani*
09 - Antonio Carlos Barbosa Ramos”
10- Laurentino Quintao Souza
11 - Manoel de Moura Barros
12 - Ary Azevedo de Moraes
13 - Nilson dos Reis Leitao
14 - Clemildes de Oliveira Sant'anna
15 - Moacyr José Gongalves
16 - Sylvio Claudio
17- Silvio Rubini
18 - Euler Souza Novaes
19 - Alvaro Francisco Canastra
20 - Olavo de Oliveira
21 - Fares de Moura Silveira
22 - José Lopes Castello Branco
28 - Nivaldo Combat
24-- Bruno De Bonis
25 - Takeo Siosaki
26 - Joao Luiz Torres Neto
27 - Femando Tullio Colacioppo Junior
28 - David Caparelli
‘os nomes seguidos de “constituem 0
Sacro Colégio.
IGE:
1999
SACRO COLEGIO DO SUPREMO CONSELHO DO.
BRASIL PARA O RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO
Soberano Grande Comendador
NEY COELHO SOARES
Lugar-Tenente Comendador
JOAO FERREIRA DURAO
Grande Chanceler
JOSE RAMOS PENEDO
Grande Ministro de Estado
RAIMUNDO RAMOS
Grande Seeretirio de Administracao
BENJAMIM DE ARAUJO LOPES DA COSTA
JUNIOR
Grande Secretario de Finangas
ARLINDO JESUS RODRIGUES PEREIRA ALVES
Grande Secretério de Relagdes Exteriores
CLAUDIO ROQUE BUONO FERREIRA
Grande Secretério de Cultura e Comunicagao
JOSE CASTELLANI
Grande Mestre de Ceriménias
ANTONIO CARLOS BARBOSA RAMOSjina 3 - ANO 1- n° 4
O GRR 8
DELEGACIAS LITURGICAS DO SUPREMO CONSELHO DO BRASIL
PARA O RITO ESCOCES ANTIGO E ACEITO
UF | DELEGAGIASLITURGICAS DELEGADOS
AC | 05.1 - Acre Antonio de Souza Brito
AL | 13.1 - Alagoas Porfirio Rodrigues Camara
‘AM | _03.1_- Amazonas Takeo Siosaki
‘AP | 07.2 - Amapa ‘Osmar Gongalves Castro
BA | 15.1 - Bahia Abel Zacarias da Cunha
CE | 09.1 - Ceara Oziel Da Costa Albuquerque
DF | 24.1 - Distrito Federal Joao de Morais Silva
Es | 17.1 - Espirito Santo Silvio Cola
GO | 25.1 - Goids Joao Luiz Torres Neto
MA | 07.1 - Maranhao José Ribamar M. Torres de Paula
MG | 16.1 - Belo Horizonte Manoel de Moura Barros
MG | 16.3 - Gov. Valadares Luiz Gonzaga Madalon
MG | 16.4 - Manhuagii Luiz Franklin de Souza
MG | 16.5 - Pouso Alegre Clemildes de Oliveira Sant'anna
MG | 16.6 - Uberaba Sillas Scussel
Ms | 27.1 - Campo Grande Cid Antunes da Costa
Ms | 27.2 - Corumba ‘Osman Antunes da Costa
MT | 26.1 - Mato Grosso Wilson Eustaquio Bregunoi
PA _[ 04.1 - Para Raimundo Alves Pereira
PB | 11.4 - Paraiba Haeckel Van Der Lindem
PE | 12.1 - Pemambuco Paulino Dantas
PI_[ 08.1 - Piaui Antonio de Aratjo Pessoa
PR | 20.1 - Parana (S) Manoel Pedro de Aratjo Santos
PR | 20.2 - Parana (N) Joao Batista Vieira
RN | 10.1 - Rio G. do Norte José Miguel Fernandes Filho
RO [06.1 -_Rondénia Raimundo Rodrigues Guimaraes
RR | 01.1 - Roraima Alquelino de Souza Cunha
RS | 221 - Porto Alegre Jorge Colombo Borges
SC | 21.1 - Santa Catarina Sérgio Bopré
SE | 141 - Sergipe Adilio Aboim César
SP _| 19.1 - Sao Paulo Emilio Sanchez Dimitroff
As Delegacias Litdirgicas 16m atribuigées especiais de representacao do Supremo
Conselho do Brasil, com a finalidade de difundir os objetivos salutares da doutrina e do estudo
também orientar e fiscalizar Orgdos e Corpos Filoséficos do Rito Escocés Antigo e Aceito.Setembro - 199
ALTERACAO NOS GRAUS FILOSOFICOS
PARTIR DE 02 DE ABRIL DE 1999
Para as elevagées aos graus inicidticos
‘Serdo observados os seguintes itens:
= Receber as intrugdes dos graus intermediarios
anteriores.
~ Afrequéncia, no minimo, metade do numero de
sessdes relativas a seu Grau e anteriores, no
Corpo, a partir da data da ultima elevacao.
- Ter 0 cartao de regularidade do Supremo
Conselho do Brasil comprovando o pagamento
da taxa de anuidade.
- Para cada grau de iniciagéo 0 Supremo
Conselho do Brasil expedird certificado e
identificagao correspondente, néio podendo o
obreiro ser elevado sem que esteja de posse
dessa documentagao, relativa ao grau anterior.
~ Os can
fatos deverao apresentar trabalhos
idos até 30 dias antes da iniciagao.
~ Naini
(cdo traje magénico completo.
= Tero Intersticio minimo:
INTERTISCIOS MiNIMOS :
Dograu 3a0 4 - seis meses
Dograu 4a0 7 - seis meses
Dograu 7a0 9 - seis meses
Dograu 92010 - seis meses
Do grau 10a014 —- seis meses
Do grau14a0 15 - nove meses
Do grau15a016 - seis meses
Do grau16 a0 17 - seis meses
Do grau17a018 - seis meses
Do grau 18.4019 —- novemeses
Do grau 19.022 —- seis meses
Do grau 22.029 —- seis meses
Do grau 29.030 seis meses
Do grau 30031 —- doze meses
Do grau31a032 —- doze meses
Do grau 322033 - vinteequatromeses.
"Os Graus Intermediérios ou de
Comunicagao: 5, 6, 8, 11, 12, 13, 20, 21, 23,
24, 25, 26, 27 e 28; S30 concedidos pelas
respectivas Oficinas, em sesso de instrugao
obrigatéria realizada em Camara referente ao
grau iniciético anterior".
As novas alteragées
Regulamentares. Os Graus 7, 16 e 17 passam
a Graus inicidticos; visando ao obreiro
mais estudo para atentar sobre os objetivos
salutares da Doutrina do Rito Escocés
Antigo e Aceito; mostrando um perpétuo
renascer, queé a caracteristica inicidtica da
Ordem, num renascer sempre com as
virtudes e os valores ancestrais.Pagina 5 - ANO 1 - n° 4
TRABALHO
GRAU 8 - INTENDENTE DOS
EDIFICIOS OU MESTRE EM ISRAEL
INSTRUCAO SOBRE O GRAU 8
Diza tradigao que a criagao do Grau de
Mestre em Israel deveu-se a Salomao. Ele
propés que seu Povo deveria se sobressair aos
demais nas Ciéncias e nas Artes e devera
Possuir por sua vez, grandes riquezas. 0
Colégio dos Intendentes dos Edificios foi criado
por Salomao, para recompensar os cinco
principais arquitetos, que sucederam a Hiram
Abi e que terminaram os trabalhos da camara
secreta. As cinco ordens de Arquitetura que eles
deviam conhecer, correspondem aos cinco
pontos de fidelidade. “Agir", "Interceder",
"Rogar", "Amar" e "Socorrer os it
isso escolheu para serem seus Conselheiros
aqueles que dirigiriam este centro de ensino,
ctiando 0 Titulo do Grau para honrar com ele os
mais eficientes discfpulos. Os trabalhos deste
Grau tem por fim 0 estudo das bases sobre as
quais deve-se firmar 0 edificio da Associagéo
Humana, e precisar 0 verdadeiro sentido das
Palavras: propriedade e trabalho. Ensinando e
propagando, para tanto, as exceléncias da
fraternidade humana,
O Intendente dos Edificios ou Mestre em
Israel 6 encarregado da vigilancia dos Obreiros,
construtores do Templo, da conservacao da
obra feita e da manutenedo e prosperidade das
Lojas.
Avental: Branco orlado de roxo e
bordado de verde. No centro uma estrela de 9
Pontas, debaixo de uma balanga. Sobre a abeta
acha-se pintado um triangulo no qual esto
inscritas as letras B-A-J sao as iniciais de
Benchorin = filho nobre, Achar = conturbago, e
Jakinai = plural de Jakin, ou forma alternativa
O GRRL
de Shekind, que se refere a presenga de DEUS,
especialmente no Santo dos Santos.
Jéia: Um triangulo de ouro, no qual esto
gravadas sobre uma de suas faces as iniciais B-
Adena outra face JI.
O Inicio dos trabalhos dos intendentes dos
edificios, é ao. amanhecer. Porque? Porque assim
como a essa hora nasce 0 sol anunciando o
reinado da luz, esta, simboliza a marcha da
sociedade humana até 0 progresso.
© término do trabalho dos intendentes dos
edificios, ¢ ao anoitecer Por que? Para que cada
um possa adquirir novas forgas com o descanso.
Assim como Salomao se propés a criar
este Grau com a finalidade de incentivar que o seu
Povo fosse o mais adiantado nas Ciéncias e nas
Artes, chegando assim a obter a riqueza, também
‘© magon deste Grau, deve, aspirar e contribuirna
‘educacao do povo e ao estabelecimento de uma
legistagao moral do trabalho.
Deverd compreender bem os conceitos de
propriedade e de riqueza, Procuraré destruir a
ignorancia, a hipocrisia e a ambigo para obter
com isso 0 equilibrio entre a propriedade, o capital
@ 0 trabalho. Eis ai os estudos sublimes a que
devem ocupar-se os Intendentes dos Edificios.
Esta é uma denominagao simbilica. O Edificio de
que aqui se trata 6 a organizagao social.
‘Também deverao os magons deste grau
combater o indiferentismo egoista, inimigo cruel
do sentimento magénico e sejam quais forem as
circunstancias, que 0 cercam jamais tratarao de
‘comparar seu destino com o dos demais tomando-
se invulnerdveis a todo desalento e a todo
desespero.
Deverdo, ainda, ter sempre presente olema
de — um por todos e todos por um — como um
dever moral que se impée neste grau,
consagrando-se com zelo e constaincia a todos os
trabalhos que possam dar maior resplendor ao
nosso Templo.
fonge Laie Vescis Lanes
Grande tnspetor GeralPagina 6 - Ano I - n° 4
TRABALHO:
A MORAL ATRAVES DOS POVOS
Desde o dia em que Adao e Eva tentaram
obter conhecimento do bem e do mal, provando 0
fruto proibido, viu-se aberto, 0 problema do
conhecimento moral. E sabido que cada geragao
86 adquire experiéncia moral por si propria, pois
a informagio pode ser transmitida de geracao.em
gerago, mas a consciéncia e a moral que cada
ser humano desenvolve, gera frutos e finalmente,
morte com ele.
A consciéncia humana comega a ser
modelada momento que as criangas adquirem
conhecimento do bem e do mal, e se desenvolve
até elas adquirirem a nogao de responsabilidade.
© resultado geral desse processo de
aprendizado é 0 aparecimento do que se chama
bom gosto.
‘A educagao 6 a aquisigao de bom gosto
ou do julgamento em areas cada vez mais
numerosas, € gera 0 interesse pela arte da vida,
tanto biolégica como em comunidade.
Onde nao existe causa comum, nao existe
obriga¢do comum. “Dai aos homens paz universal
© ahumanidade inevitavelmente se desintegrar
E importante distinguir entre leis comuns,
necessidades comuns e objetivos ou valores
comuns.
No Antigo testamento, no Livro do Levitico,
19 Leis Religiosas, Cerimoniais e Morais - O
O G2Bh=
Setembro - 1999
Senhor disse a Moisés; “..Que cada um de vés
respeite a sua mde, 0 seu pai, e guarde os Meus
sdbados. Eu sou 0 Senhor, vosso DEUS. Nao
furtareis, néio mentireis nao usarels de embustes
uns para com os outros. Nao jurareis falso, em
Meu nome, porque profanareis o nome do vosso
DEUS. Nao cometeras injustigas nos
julgamentos. Nao odiaras 0 teu irmao no teu
coragao. Nao desonres tua filha, prostituindo-a
para que a terra néo se entregue a prostituicao
endo seja invadida pela devassidao. Levanta-
te perante uma cabega branca e honra a pessoa
do anciéo.” Vé-se que desde os primérdios da
humanidade ja havia os principios de Morel,
Religido e Etica, que eram transmitidos pelos
mais idosos a seus descendentes, estes
principios mantiveram varios povos unidos,
mesmo quando estiveram cativos e longe de
sua Patria,
Falaremos agora sobre obrigagao,
direito e deveres. Aqui a moral torna-se formal
mais definida. Um senso geral de direito ou
de dever ou responsabilidade é de pouco valor.
Quando todos so responsdveis ninguém o 6.
Durante muito tempo, moralistas pregaram
humanitarismo e durante o Iluminismo howe
muitas sociedades religiosas que se infitularam
“teofilantropicas”. Cultivar amor pela
humanidade é sem diivida uma virtude civica.
A fim de tornar a moral para a
humanidade efetiva em ago, néo apenas em
sentimento, precisamos ser capazes de
reivindicar direitos e exigir atuagées que tenham
significagéo pratica e que envolvam
responsabilidades definidas por parte de
pessoas ou grupos especificados.Pagina 7- ANO 1-n? 4
‘A humanidade nao pode viver sé de
moral, pois moral é afinal de contas um esforgo
para criar ambiente ordeiro para outras artes
interesses diversificados. Enquanto estiverem
culturalmente isolados, os homens poderéo
respeitar-se entre si formalmente & distancia,
mas se conservarao estranhos. A menos que
haja algum conhecimento pessoal e uma partiha
efetiva de problemas e crengas , artes
realizagées, 6 ocioso pensar na humanidade
‘como mais que uma sdbria unio de devedores,
@ credores que se encontram em um escritério
para tratar de negécios desagradaveis.
Observa-se que 0 comportamento
humano tem sua influéncia biolégica individual,
mas a fase mais marcante e produtiva é a que
ele adquire através do treinamento intelectual,
da tradigdo e das condigées da época. E com
grande expectativa e preocupagao que vemos.
em todo 0 mundo, que o desenvolvimento da
moral da humanidade néo acompanhou o seu
progresso técnico e cientifico.
Estudos e observagdes demonstram
que os principios morais da humanidade tém-
se mantido com pequenas alteragées através
dos séculos. O que tem alterado
constantemente s4o as formas como os povos
interpretam e utiizam estes principios morais;
neste século vimos que deu-se um valor
exagerado ao desenvolvimento tecnolégico
ao crescimento econémico, deixando de lado
‘ou negligenciando problemas como a
exploragao aos recursos naturais com 0 minimo
de agresséo & natureza e ao meio ambiente;
preocupa-se com o lucro facil ea qualquer custo
‘sem melhorar a qualidade dos bens e servigos
produzidos; no préprio servigo piiblico o sistema
O G2 —
Setembro - 1999
do mérito de hd muito foi substituido pelo
apadrinhamento; @ até a atividade politica esta
sendo criticada severamente pela soviedade,
devido ao clientelismo, utilizado, de forma nunca
vista em nosso pais; mas felizmente, ja se vé de
forma isolada e até timida, pessoas de boa
formagao moral, civica, religiosa e ética, se
organizando para dar a nossa juventude
instrumentos @ exemplos de que vale a pena ser
honesto e trabalhador. E com a ajuda de todos os
homens livres e de bons costumes, certamente
faremos do préximo milénio o periodo em que os
principios morais sobreponham ao lucro a qualquer
custo, de determinados grupos ou pessoas.
E para finalizar, citaremos um trecho de
uma conferéncia proferida por Herbert W.
‘Schneider: “Amor e respeito so desenvolvimento
posteriores. Preocupagées, deveres e
cordialidades vém primeiro @ 0 primeiro cesses
tr@s 6 a cordialidade. © amor comega em casa ,
mas a consciéncia nao deve ser to exclusiva. A
moral é seriamente defeituosa enquanto no inclue
ahumanidade, nao apenas em principio cientifico,
mas também em comportamento efetivo.”
fete de Morais Silva
legac Lita do Distto FederPagina 8 - Ano 1 - n°
TRABALHO:
AAVERDADEIRA SABEDORIA
Este mundo apresenta a imagem do mal
Porque comemos 0 fruto da ciéncia do bem e do
‘mal @ passamos a nos preocupar pensando no
bem ou no mal. Preocupamo-nos com a idéia do
bem e do mal porque vemos as manifestagdes
fenoménicas dos cinco sentidos e pensamos que
sejam a Imagem Verdadeira. A isso se diz “Ser
ludibriado pela sabedoria da serpente”. Foi a
serpente que nos ensinou a comer o fruto da
sabedoria dos cinco sentidos que reconhecem a
matéria como algo existente.
Nao devemos concluir que existe aquilo que
reconhecemos através dos cinco sentidos. A Aqua
limpida 6 quase invisivel. Enxergamos a agua
porque ela esta turva e toda agua possui alguma
impureza. De modo similar, a Imagem Verdadeira
‘nao é visivel aos cinco sentidos. O que vemos so
sombras do nosso pensamento impuro e dizemos
que este mundo tem impurezas, tem maldades. E,
emitindo tal pensamento, damos origem a mais
impurezas. Assim, uma impureza gera outra,
sucessivamente. Dizemos com isso que o mundo
fenoménico esta repleto de sofrimentos. O caminho
para interceptar essas impurezas 6 conhecer a lei
‘da mente e procurar no suscitar mais impurezas
mentais. Para isso, devemos, antes de tudo,
desviar 0 olhar das impurezas fenoménicas
serenar a mente, visualizando o mundo da Imagem
Verdadeira semelhante a uma esfera cristalina.
Lance os olhos da mente na diregao da
Imagem Verdadeira. Veja 0 mundo da Imagem
Verdadeira. Veja o homem da Imagem Verdadeira
DEUS é so Bem. Este mundo criado por DEUS 6
86 Bem. E 0 filho de DEUS criado por Ele 6
também s6 bem. Nao sé eu sou o bem, mas todas
as pessoas sdéo o bem. Mentalize isso
constantemente. E veja em vocé e ao seu redor a
imagem perfeita e harmoniosa da Criacdo de
0 GR
Setembro - 199¢
DEUS. Ai se concretizaré o reino de DEUS.
Este € 0 verdadeiro significado das
palavras de Cristo “O reino de DEUS esta
dentro de vés’. Apenas o bem existe
verdadeiramente, e, se desejarmos estabelecer
anossa vida sobre o pensamento do mal, sobre
um projeto do mal, no final a nossa vida se
desmoronara, porque estaremos construindo-
a sobre uma base inexistente. Apenas o bem
existe verdadeiramente e, portanto, a forga real
que nos sustenta 6 sé o bem. Aquilo que nao é
‘sustentado pelo bem, acaba se desmoronando.
O principio que nos faz prosperar 6 descobrir a
Realidade, e, sendo essa Realidade o Bem
absoluto, quando estabelecemos nossa vida
sobre esse bem, no mundo fenoménico também
‘se manifesta 0 verdadeiro bem.
Mesmo no século XX, a maior
descoberta da humanidade é o fato de aquilo
que existe na raiz de todas as coisas nao € algo
material, mas pensamento. Com o
desenvolvimento da Fisica, descobriu-se que a
maléria nao passa de éter se agitando em
torvelinho, 0 nada. Descobriu-se que a forca que
movimenta o éter 6 uma energia inteligente
sem forma. Descobriu-se, portanto, que essa
energia inteligente nada mais 6 que o
pensamento, que a Fonte que preenche o
Universo é DEUS e que todos os corpos
celestes, os minerais, vegetais © os seres vivos
so concretizagdes dessa grandiosa energia
inteligente de DEUS.
Essa energia inteligente se alojou em
ns e se tornou nossa Vida. Consequentemente,
© nosso pensamento é uma parcela do
pensamento de DEUS e esté interligado ao
todo, sendo fato natural que o nosso
pensamento tem 0 poder de criar tudo. Por isso,
apesar de a Imagem Verdadeira deste mundo
ser fundamental o bem absoluto, podemos criar
provisoriamente o mal com o nosso
pensamento e sofrermos
Sto Afonso
Grande peter Geralim ores —— GRAAL
HOMENAGEM:
SUPREMO CONSELHO DO BRASIL
Delegacia Liturgica de Pernambuco
MACONARIA FILOSOFICA
‘Sede Prpria~Rua imperial 2311 So Jose
(CEP 50.000-000 Foote PE) Fone: (081) 728-7221
Setembro - 1999
Fol einstalada a CAmara Fllosofica dos Corpos Filossticos Litirgicos de Recife, estado de Pemambuco,
situada na Rua Imperial n? 2311, So José, Recife (PE). No prédio onde funciona a DelegaciaLitirgica de Pemambuco,
‘ujo sala principal recebeu o nome do Sob... Gr.. Com-. Ney Coelho Soares 33° e trés salas do anexo ao prédio
tomaram os nomes dos PPod...lir:. Fernando Linch de Mello Mendes Bezerra 33", Del. Lit-. de Honra; José de
Ribamar Candido dos Santos Serejo 33°, ex-Del.. Lit. (in memorian); ¢ Paulino Dantas 33°, atual Del. Lit-., cuja
homenagem foi prestada pelos Corpos Subordinados do Grande Recife.
Grande Oriente do Estado do Pari
Federado a0 Grande O1
Fundagao 02 de abril de 1979
Diploma wslllakd ( om. ce 1999
eC) _ com...
jee, diel cc inchre ame AM cfc Trabeho,
far ocngrandeccrtae _ bo Bam Catan
DIPLOMA e MEDALHA DOS VINTES ANOS DA FUNDAGAO D0 GRANDE ORIENTE DO ESTADO DO PARA OFERECIDO
AO SOBERANO GRANDE COMENDADOR CEL. NEY COELHO SOARES, PELO RECONHECIMENTO, PELO
ENGRANDECIMENTO DA NOSSA SUBLIME ORDEMSUPREMO CONSELHO DO
BRASIL PARA 0 RITO
ESCOCES ANTIGO
EACEITO
DELEGACIA LITURGICA DE
PERNAMBUCO
MACONARIA
FILOSOFICA
INTERIOR DA CAMARA FILOSOFICA DE PERNAMBUCO,jina 11 - ANO
HOMENAGEM
40
‘SOBERANO
GRANDE
(COMENDADOR,
i NEY COELHO
y} SOARES
FEITAPELO
EMINENTE,
RAO
MESTREDO
ESTADODE
‘SAO PAULO:
JOAO
BAPTISTA
MORAES DE
OLIVEIRA,
‘outorgando-he
amais ata
‘condecoragao
do Gr: Or.
de S40 Paulo,
© Diploma de
Honra a0
} Marito
"GONCALVES
LEDO" pelos
relevantes
servigos
prestados a
(Order, a0 Rito
ea Patria0 GRAAL sams
HOMENAGEM AO SOBERANO GRANDE COMENDADOR, NEY COELHO SOARES, FEITA PELO EMINENTE GRAO MESTRE
100 ESTADO DE SAG PAULO, JOA GOMES RAMALHO... NO SUPREMO CONSE/HO DO BRASIL, COM A PRESENCA DO
SACRO COLEGIO: NEY COELHO SOARES, JOAO FERREIRA DURAO, RAIMUNDO RAMOS, JOSE RAMOS PENEDO,
BENIAVIM DE ARAUJO LOPES COSTA JUNIOR, CLAUDIO ROQUE BUONO FERREIRA, ANTOMO CARLOS BARBOSA
FRANOS ¢ FERNANDO TULLIO COLACIOPPO JUNIOR.Naturexa Rica e Milerxiosa
Na ECUMENA, buscamos sempre trés fatores: ESPACO, TEMPO E PRODUTIVIDADE,
‘ou seja, procuramos a maior produtividade no menor espaco e em tempo menor, para com isto
abaixarmos 0 custo ¢ obter maior beneficio, quem consegue desvendar este mistério chega mais
Pagina 13 - ANO 1 - n'
perto de sua riqueza.
O segundo mistério se prende ao uso da tecnologia, que muitos ainda ndo sabem como
desvendé-lo, usando indiscriminadamente defensivos agricolas, causando, com isto, o desequilibrio
ecolégico, destruindo defesas naturais e proporcionando 0 surgimento de pragas mutantes e mais
resistentes, como vem acontecendo em diversas regides, veja-se pela mosca do chifre e outros
tipos resistentes de larvas na pecudria, a mosquinha branca que esta deixando 0 agricultor
apreensivo, com sua resistencia a todo tipo de agrotéxico e também hd tantos outros como 0
amarelinho que estd destruindo a produgio de citricos em todo o estado de Sao Paulo. Isto sem
falar nas pombinhas do Vale do Paranapanema, ¢ a destruigdo da fauna e da flora aquatica, por
{falta de matas ciliares, facilitando a invasao de rios e mananciais pelas enxurradas carregadas
de produtos qutmicos e lixos téxicos, sem contar ainda com a pulverizagdo aérea que nada
respeita.
Oterceiro mistério € 0 desempenho que tem a sua origem no campo. A nossa area plantada
estd estagnada desde 1990 e com 0 uso da tecnologia de ponta, caiu o volume de uso da méo-de-
obra (colheitadeira para algodao, milho, arroz, café, cana, etc.) € a oferta de méo-de-obra que
entra no mercado de trabalho e 50% maior que a baixada, este excedente provoca o éxodo rural,
porém as cidades néo tém como absorvé-la, causando um grande inchago nos grandes centros,
0 recurso seria abrir mais dreas agricolas para equilibrar este fendmeno natural que, com 0
passar do tempo, se agravard incontestavelmente. Mas para que este mistério seja decifrado,
necessdrio seria de uma politica agricola mais planejada, com recursos financeiros compativeis
com o poder de liquidez da agricultura, e orientagdo para conservacdo do meio ambiente,
Estamos apontando apenas trés mistérios da NATUREZA referentes & agricultura, que €
realmente a tinica fonte produtora do Brasil, pois a indistria nada mais é do que transformadora
de matérias primas, ¢ poluidora ambiental. Se ndo atentarmos para estes e outros mistérios que
a natureza nos oferece a Ectimena vai se transformar em caos num futuro néio muito distante.
efoto Batista Vieira
oS to oo Pare 282Pagina 14- Ano 1-n" 4
OGM
Setembro - 1999
TRABALHO:
TEMAS PARA ESTUDO
DO III MILENIO
A preocupacao com o futuro acompanha o
ser humano desde os tempos mais remotos da
nossa antigilidade.
Em relagdo a este momento podemos
discemir quatro preocupagdes fundamentals que
afligem os homens mais esclarecidos e as
Instituigdes.
A primeira diz respeito ao equilibrio da
biosfera. A sociedade industrial foi incrementando
sua capacidade de interferéncia na natureza e, a
Partir de um certo momento, o impacto do Homem
sobre 0 meio ambiente tomou-se mais rapido e
mais profundo que a capaciciade de recomposicao
do equilibrio natural. As florestas renascem por
conta propria, as aguas se clareiam por conta
propria etc., mas tudo depende da velocidade
da intensidade da agressao sobre a Natureza, ¢ 0
mundo contemporaneo exerce uma agressao
sobre a Natureza absolutamente superior a
capacidade de recomposicaio espontanea do
equitibrio da biosfera. Portanto, ha absoluto
consenso dos analistas a respeito da relacao entre
a sociedade industrial ¢ a ecologia no sentido de
que, se determinadas medidas extremamente
importantes nao fore adotadas relativamente a
curto prazo, 0 desequilibrio da biosfera provocaré
degradagées de suprema gravidade, afetando
significativamente e, talvez, até decisivamente a
habitabilidade do planeta.
A segunda preocupacao diz respeito ao
processo de globalizacao econémica do mundo.
A caracteristica atual do mundo 6 a emergéncia
de um mercado mundial com uma atuagao
‘econémica planetaria. Ao mesmo tempo que isso
ocorre, nado existe, entretanto, uma atuagao
correlata do ponto de vista da institucionalizagao
e da normalizagio desse processo. Uma analogi
histérica ajudaré a compreender 0 problema da
globalizagdo. A partir do século XIV a Europa
Medieval comecou a encontrar conexées feitas
por uma nova classe emergente, entre a
capacidade produtiva de cada aldeia e de cada
equeno setor com um mercado mais extenso,
os paises europeus foram compelidos a
submeter esse mercado mais amplo a uma
norma regulatéria adequada, o que levou a se
converter a estrutura medieval feudal dos
Estados nacionais. Varias outras circunstancias
contribuiram para o aparecimento do Estado
nacional, mas certamente uma delas foi a
necessidade de um ajuste entre a
“transaldeacao” da economia ¢ a formagio de
uma estrutura institucional regulatéria que
correspondesse as dimensdes desse mercado.
Presentemente, estamos saindo de uma
espécie de neofeudalismo, que seria o
feudalismo dos Estados-nagao, para uma
economia mundializada, mas nao logramos
ainda um sistema de regulacao internacional
adequado a essa economia. Se nao o
lograrmos, haverd certamente uma ruptura entre
a globalizagao, de um lado, como processo
factual, ¢ as crises decorrentes da inadequada
institucionalizagao do proceso, por outro.
A globalizacéio econdmica e tecnolégica
tem como correlato uma terceira ruptura, cuja
visibilidade é mais imediata do que as j
mencionadas. Norte-Sul. No escapa mais a
ninguém que a relacao Norte-Sul atingiu um
grau de desequillbrio absolutamente intoleravel
€ que, independentemente de consideracbes
éticas, esse desequilibrio esta gerando efeitos
perniciosos para o conjunto da sociedade
humana, que sao as migracées incontrolaveis,
© terrorismo @ a emergéncia de novas formas
de fanatismo religioso-politico como se observa
no fundamentalismo islamico e em alguns
outros fundamentalismos. E bastante claro,
portanto, que, se nao se logra, dentro de um
prazo razoavel, uma relacdo mais equilibrada
entre o Norte eo Sul - 0 que tambem
corresponde a uma relacdo mais
institucionalizada entre a globalizacao daPagina 15 - ANO 1 - n° 4
economia e as normas regulatorias da
economia mundial, vamos ter uma ruptura muito
grave.
Finalmente, talvez a mais grave de todas,
6 perspectiva de uma ruptura no que se refere
ao universo de valores. Estamos
desenvolvendo uma civilizagao planetaria,
marcada pelo descrédito das religides
tradicionais, ainda que em parte substituidas por
religides de cardter semimagico, mas que S40
religides que dizem respeito & emogao, nao a
razo e que, portanto, ndo geram um correlato
adequado entre a postura religiosa e a postura
ética. Ocorre, assim, uma erosao dos valores
éticos tradicionais, com a emergéncia de
condutas crescentemente determinadas pelo
consumismo e pela vontade de maximizar as
oportunidades que este oferece. Este
consumismo, entretanto, dé uma clara indicagao
de no ser suficiente para sustentar um modelo
civilizado de vida no mundo.
Estamos nos deparando com a mais
grave das possiveis rupturas, que 6 a que diz
respeito ao mundo dos valores. Toma-se assim,
absolutamente clara da restauragao de valores.
transcedentes, nao necessariamente de uma
religiosa, mas sim a emergéncia de um sistema
10 dotado de suficiente universalidade e
interalidade, em relagao aos agentes atuantes,
no mundo, para imprimir uma correlacao minima
entre as condutas e valores transcendentes,
Esté em jogo o isco de uma ruptura que
conduziria 0 mundo ou a implantagéo de um
novo Humanismo Social ou a um
Neobarbarismo Tecnoligico. Indubitavelmente,
a curto prazo, as tendéncias para o
neobarbarismo tecnolégico sao claramente
predominantes.
‘As questées que afligem a humanidade
no se esgotam nestas quatro, as quais, sem
diivida alguma sao da mais alta importéncia
para todos.
O GRR, -
Setembro - 1
A PROCURA DO SER
Um homem solitério caminhava por uma
estrada, da qual ndo se via o comego e que nao tinha
fim,
Tudo estava calmo, nao havia ruido algum,
tudo parecia parado no tempo. Em toda volta nada
havia, nem passaros, nem flores, nada. Somente
aquela estrada, e ele: um homem.
No entanto, este homem nao sentia a solidao
que 0 envolvia, porqué na verdade ele era dois:
Um, 0 que 0 envolvia. Um corpo, membros,
troneo, cérebro...
outro, 0 que ele nao via... mas sential Era
‘como se dentro dele houvesse um outro eu, tao vivo
‘como aquele que ele via.
Houvera um momento na solitiria caminhada,
que um nao sabia do outro. Mas aos poucos, de
maneira quase imperceptivel, foram se identificando,
se compreendendo, se completando, se estimando,
se ajudando e se tomando um 56.
E foi esse homem, este “um s6” caminhiando
solitério por aquela estrada, sem nada que, por ser
“um 6", mas sendo dois, nao sucumbiu solid
Comegou por dialogar consigo mesmo, fazendo
perguntas e criando respostas. Usou a curiosidade
procurou satisfazé-la. Procurou também valores ¢ os
encontrou. Estabeleceu metas e aceitou desatios
tomando-se vencedor. Criou em tomo de si tudo 0
{que a imaginacao ditava e quando se viu rodeado por
todo um mundo vicejante, atuante e completo, tentou
achar DEUS.
Procurou-o em todos os lugares possiveis e
imaginaveis.
Procurou-o na luz, mas enoontrou somente 0
espaco.
Sondou o universo, mas encontrou somente
ouniverso.
Procurou-o entao no amor, mas ainda af,
encontrou somente 0 amor.
Cansado de procurar DEUS, voltou-se para
dentro de si mesmo, ¢ oh! surpresa, la, la no seu
{ntimo, ld encontrou DEUS!
Assua espera...
Carles Antonio Pitombo
‘Grande inspetor GolPagina 16 - Ano 1 - n° 4.
TRABALHO:
ARENOVACAO DOS VALORES
ANCESTRAIS
“0 otho com que eu vejo Deus é 0 mesmo otho
com que Deus me vé".
Meister Eckhart
Foi na Inglaterra e no principio do século
XVIII que a Magonaria recebeu a Ultima reforma,
abrindo novas perspectivas, as associacoes
existentes, imprimindo-thes um sentido mais
objetivo.
Pierre Tellhard de Chardin, refletindo sobre
a Hist6ria, diz que em todas as épocas o homem:
sentiu-se vivendo um momento decisivo desta.
‘Sendo certo que o andar dos tempos, com
a motificaco dos costumes, pode conduzir a
novos modos de interpretacao da tradicao.
De fato isto acontece. As mudancas
constantes marcam perspectivas tnicas que
provocam crises sempre renovadas, e que exigem
‘9 abandano das idéias vigentes, numa busca
incessante de justificagao.
A aparente cegueira de alguns e a
resisténcia de outros pelas mudancas, devem ser
entendidas como defesa, pois o medo do saber
6,na realidade, o medo de fazer. Conhecer implica
responsabilidade, comissao e no omissao.
Ver ou falar das mudangas, apenas, nao é
suficiente.
Pode-se dizer que de uma certa maneira,
‘std em jogo a liberdade humana, pois exige-se
que tanto na sua capacidade individual como social
‘co homem faga um esforgo especifica. O bem nao
sé afirma nem se impde por si proprio. Podera
mesmo dizer-se contrario: o que resulta quando
deixamos as coisas correr © seu curso é
exatamente o que é falso e mau.
Sao estas as possibilidades no ambito da
existéncia moral e espiritual, tanto no individuo
como na sociedade, e porisso as transformacoes
aqui em causa deveriam constituir motivo de
juslificada preocupacéo para todos que tenham um
sentido de responsabilidade e de dever moral
para com o homem.
‘Uma grande parte da preocupagao com
aquilo que sucederd ao homem num mundo que
se transforma nos seus fundamentos cada vez
mais rapidamente, leva-nos a inspirar que se
preserve algo dos valores do passado.
Trata-se aqui da preservagao daquela
heranga de que se nutre e no fim de que vive 0
homem, seja ele um cientista contempiativo ou
homem de ago, ov mesmo macom. Que este
tesouro nao caia no esquecimento, mas que
pelo contrario seja de novo transmitido &
conservado integro por geragées sucessivas.
Esta é a preocupagao sentida a respeito
da tradigao.
Nas relagdes entre as geragdes se
transmitem valores e conquistas feitas no
decurso de uma geracéo, como no caso do
investigador que comunica e ensina as suas
proprias descobertas. Porém a isto nao se
considera “transmitir’ no sentido rigoroso do
conceito de tradicao. O proprio idioma opde-
se a uma tal aplicagao dessa patavra pois
“transmissao” € “tradigao” néo significam
simplesmente entregar algo mas sim entregar
algo que anteriormente nos foi entregue.
Diz um provérbio hebraico que “ensinar”
o que é antigo mais dificil que ensinar coisas
novas, nao devendo aqui se relacionar 0
onceito de tradigao a idéia de algo estatico,
inerte ou até estagnado.
Na verdade a tradigao, como proceso
vivo de transmissao, é por necessidade e por
natureza um fendmeno extraordinariamente
dinamico. E desse modo conclui-se que a
genuina e veridica consciéncia dos valores da
tradigdo nada tenha a ver com o
conservantismo,
O importante e decisive é que através
de geragdes sucessivas sejam conservados
acima e fora do tempo os valores e os
contetidos.
(Os valores da tradigao sao extensivos a
toda realidade histérica e podem fazer parte de
todos os campos da existéncia humana. OsPagina 17 - ANO 1- n° 4
valores transmitidos podem constituir
“instituigdes” como uma mera cangao, ou
mesmo como os Ritos de Matriménio ou dos
funerais.
Podem constituir uma doutrina ou um
depoimento sobre a realidade e 0 ser.
Como porém se legitima a autoridade
que se atribui a “sabedoria antiga"? Ou ainda:
quem sao na verdade “os antigos"? Nos
didlogos platénicos fala-se muitas vezes de “os
antigos’, os Palaioi e Archaioi. Nunca se cita
um nome. Os antigos permanecem sempre
anénimos.
Nao se faz aqui referéncia aos velhos ou
idosos que adquiriram a sua sabedoria ao
longo de uma extensa vida. Tem-se antes em
mente aqueles que estéo mais perto das
origens, os primeiros, os antigos. Eles
constituem o primeiro elo duma cadeia e deles
depende todo o subsequente.
‘A *sabedoria dos antigos” possui uma
atualidade inesgotavel e pode mesmo dizer-se
que os antigos ocupam na hierarquia da tradicao
© mesmo lugar que no mundo da ciéncia
corresponde aos homens que estudam os
conhecimentos ¢ desenvolvimentos mais
recentes.
A legitimacao final e definitiva da
sabedoria dos “antigos” e da “transmissao
sagrada” que nela se incorpora, é constitufda,
segundo Plato, pela “revelagao” e a
“inspiragéo" no seu sentido mais restrito.
Apenas eles podem passar ao homem a
verdadeira obrigatoriedade da tradicao.
Eles tém a capacidade de abarcar, numa
nica visao, a plenitude castica do mundo. Esta
capacidade encerra um poder de universidade
to grande, que inclui todos os niveis de
existéncia em todas as dimensdes.
Aquilo que pode parecer estatico é
apenas um ponto de referéncia na dinamica da
vida. E dificil para nés observarmos a continua
mudanga em nossa maneira de ser, ¢ aquilo
que fomos ontem ja nzio somos mais hoje.
OIGR AAT
wro - 1999
Porém o que nos inquieta nao é a mudanga
na vida de uma pessoa, mas a propria mudanga
em si, a transformaco ou a mudanga que
relutamos em aceitar.
Pois existe um elemento vital, uma gema,
um niicleo. A sua volta, agrupam-se estados
passageitos intelectuais, sentimentais, instintivos,
sociais, relacionados a costumes e preconceitos,
que permanece fixo no centro de todas as
mudangas. E 0 caminho que leva a esse nticleo,
que conhecemos como a “Tradigao”.
cultura chinesa ensina que esteja onde
estiver a evolucdo terrestre, as situagdes por que
passamos so em esséncia as mesmas.
© poeta russo Iwanow defende a forga
salutar da tradigéo a que ele chama a “recordacéo
eterna’. Ele a elogia como sendo o sangue vivo
da comunidade em espifito, ¢ ainda como “tinico
poder que pode novamente unir as nossas origens
com 0 Verbo que estava no principio de todas as
coisas’
Enfim, quando na exaltagao falamos na
tradicéo de Hiram Abit, estamos falando desta
tradigdo sagrada e de seus mistérios.
© homem em todas as épocas de sua
histéria, serve-se de sinais e simbolos para
desvendar a realidade da vida e pesquisar 0
sentido mais profundo de sua existéncia.
Através destes sinais, ele busca decifrar
estruturas especificas para determinadas
jtuacées, identificando influéncias de forcas €
movimentos césmicos agindo sobre nés.
Buda, “O Grande lluminado” que viveu no
séoulo Vil a.C., ensinava que toda a natureza sofre
um proceso evolutivo de transformagdes, porisso
“aida 6 uma ponte e ndo devemos construir casas
sobre ela”
Daj a necessidade periddica de mudanga,
de se modificar as coisas e valores superficiais,
mantendo 0 essencial intocado, sob pena de o
todo perecer.
Uma nova visdo reconeilia as diferentes
fontes do saber, em um esforgo de convergéncia
manifestado pelas cabecas privilegiadas destePagina 18 - Ano 1 -n" 4
final de século. Gradualmente, apés longa noite de
conflitos, voltam a coincidir as bases do
pensamento cientifico, religioso, artistico e
filos6fico.
Os excessos do racionalismo vinham
sorrateiramente afastando o homem do
autoconhecimento e causando divergéncias entre:
a ortodoxia e 0 misticismo. Dai, um desencadear
de enganos que coloca em risco a propria
sobrevivéncia.
Os grandes pensadores — misticos ou nao
= desde a mais remota antiguidade nos
esclarecem que 0 autoconhecimento 6 0
verdadeiro caminho para a libertacao. Os antigos
mestres afirmavam em termos conceituais: cada
homem 6 um microcosmo. que repercute o
macrocosmo, Uma folhinha cai de uma arvore e,
de alguma forma, © universo reage, exatamente
como a dois mil anos Jesus anunciava aos
discfpulos: “Nao ha sequer um grao de areia neste
deserto que dele o Pai nao tenha conhecimento...”
Admitir aquilo que 0 conhecimento arcano-
arcaico tem de veraz e inteligivel torna-se sinal de
mentalidade aberta e sensibilidade intelectual.
As velhas e sempre novas artes do
conhecimento cientifico, de um lado, eo novissimo_
conhecimento cientifico, do outro tendem cada vez
mais a se confirmar e se completar mutuamente.
Hoje, a vergonha consiste em deixar de perceber
que 0 caduco abismo entre RAZAO e INTUIGAO
esta sendo costurado por essa convergéncia.
Em um ponto concordam todos os
cientistas, 0 de que nada podera saber além do
Big Bang. O universo precisa de um criador
parece submetido a um grande plano evolutivo.
Esid surgindo em nossa consciéncia um
universo de tal magnitude e com uma ordem tao
intrincada e elegante, que supera qualquer coisa
imaginada por nossos antepassados. Grande
parte desse universo pode ser compreendida e
‘explicada por leis simples da natureza, que podem,
por sua beleza, serem atribuidas a uma RAZAO
OC GRR
Setembro - 1999
que sustente toda a natureza.
A meta maior é a Ordem, com homens
inteligentes vendo-se como parte maior de um
Universo em continuo progresso. A Magonaria
poderé implantar uma fratemidade ideal onde a
pratica das virtudes e dos bons costumes seja 0