Casos Clínicos
Caso Clínico 1 (1º Grupo)
M. é uma mulher de 47 anos de idade, sempre com halitose álcoolica ao respirar e com
história de quedas frequentes. Ela mudou se para o subúrbio, há alguns meses e é bem
conhecida, localmente, na loja de bebidas alcoólicas e no hotel. Ela recusa consumo de
álcool, até que um dia teve uma fratura e consequente internamento no hospital. Desde a
sua alta hospitalar, recomeçou a beber novamente, na sua maioria bebidas espirituosas.
Numa tarde, ela comparece a sua consulta procurando Benzodiazepinas.
Caso clínico 2. (2º Grupo)
Uma mulher sem vida própria
R. é uma mulher, solteira, de 34 anos de idade, que vem a consulta devido a
dificuldades de adaptação desde que a mãe faleceu a 3 meses. A doente viveu sempre
em casa, e desde a morte do pai, ocorrido há 20 anos, ela e a mãe estiveram muito
próximas. R. Foi sempre muito tímida, e tem medo de ser julgada, com aspareza e de se
sentir ridicula ou embaraçada nas situações sociais. Por este motivo, sempre esteve
dependente da mãe que cuidava dos seus deveres de casa e da sua vida social.
(...) R. Frequentou a Universidade local e tirou o curso de Biblioteconomia. Quando
terminou o curso, obteve um emprego na Biblioteca local, atraves de uma amiga da
mãe. Afirma que se sente muito infeliz com a sua presente actividade, mas que não
conseguiria suportar o suplício de ter de comparecer à entrevistas para obter um novo
emprego.
Caso clínico 3. (3º Grupo)
Y., recém-licenciado de uma Escola de Gestao, de 26 anos de idade, acabou de aceitar o
seu primeiro emprego numa prestigiada firma e ganha um ordenado 3 vezes mais
elevado do que o pai jamis ganhara. Y. Surpreendeu-se com seu éxito, porque tinha
frequentado um curso numa pequena Universidade, relativamente pouco competitiva. O
seu novo emprego exigiu que se mudasse da pequena cidade em que sempre vivera para
uma cidade muito maior. Nas três semanas anteriores, Y. tinha estado a frequentar um
curso de verão sobre gestao, patrocinado pela empresa e destinado aos seus 30 novos
funcionários, antes que assumissem funçoes no Outono próximo. Quase logo no inicio
do curso Y. sentiu que estava a perder a passada. Parecia-lhe que todos eram capazes de
apreender quase imediatamente os conhecimentos, enquanto ele se sentia perdido.
Começou a manifestar sintomas de ansiedade e a ter dificuldades de dormir. Cerca de
uma semana após o inicio do curso, Y. convenceu-se de que os colegas falavam dele
com desdém e conspiravam para que ele fracassasse. Quando perdeu alguns
apontamentos escolares importantes, persuadiu-se de que alguns colegas lhos haviam
furtado, para se assegurarem do seu insucesso. Tem ouvido ruidos estranhos no seu
telefone e concluiu que a empresa colocou uma escuta, a fim de arranjar um motivo para
o despedir, três semanas após iniciar o curso, veio a consulta porque não consegue
conciliar o sono nem funcionar adequadamente e esta aterrorizado pela ideia de
fracassar. Uma semana depois de ter iniciado um tratamento co antipsicotico, os
sintomas psicóticos de Y. desapareceram completamente. Conseguiu acabar o curso,
embora tenha confessado sentir-se ‘mais lento’ devido a medicaçao. Embora Y. tenha
sentido falta de sono e agitaçao durante este episódio, não manifestou quaisquer outros
sintomas de mania. Contudo é de notar que uma sua tia materna tinha tido uma
Perturbação Bipolar, com diversas hospitalizações.
Caso clínico 4. (4º Grupo)
A Sra. A., professora de literatura de 34 anos, apresentou-se a uma clínica para
transtornos do humor com a seguinte queixa: “Estou atordoada, confusa, desorientada,
com o olhar fixo. Meus pensamentos não fluem, minha mente está arrastada... Parece
que estou sem sentido de direção, de propósito... Tenho uma tal inércia, não consigo me
afirmar. Não consigo lutar; não tenho nenhuma vontade”.
Caso clínico 5. (5º Grupo)
A Sra. K. era uma mulher de 35 anos que procurou inicialmente o pronto-socorro do
centro médico de uma grande universidade. Ela relatou que, quando se encontrava
sentada em sua mesa no trabalho, de repente experimentou dificuldades para respirar,
tontura, taquicardia, tremor e uma sensação de terror de que estivesse morrendo de um
ataque cardíaco. Um colega a levou para o pronto-socorro, onde recebeu uma avaliação
médica completa, incluindo eletrocardiografia e exame de sangue de rotina, que não
revelaram qualquer sinal de doença cardiovascular, pulmonar ou outra.
Subsequentemente, ela foi encaminhada para avaliação psiquiátrica, em que revelou que
tinha vivenciado dois outros episódios durante o mês anterior, uma vez enquanto dirigia
do trabalho para casa e outra quando tomava o café da manhã. Entretanto, não tinha
procurado atendimento médico, porque os sintomas tinham-se resolvido relativamente
rápido ambas as vezes, e ela se preocupou com a possbilidade de, se fosse ao hospital
sem apresentar sintomas, “as pessoas pensarem que sou louca”. A Sra. K. aceitou com
relutância o número de telefone de um psiquiatra local, mas não o procurou até ter
vivenciado um quarto episódio de natureza semelhante.