0% acharam este documento útil (0 voto)
306 visualizações24 páginas

Controle de Qualidade em Fundição

O documento discute os controles de qualidade realizados em peças fundidas, incluindo classificação de defeitos, métodos de detecção como líquido penetrante, magnetoscopia e ultrassom, e a importância do exame visual.

Enviado por

alberto mais
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
306 visualizações24 páginas

Controle de Qualidade em Fundição

O documento discute os controles de qualidade realizados em peças fundidas, incluindo classificação de defeitos, métodos de detecção como líquido penetrante, magnetoscopia e ultrassom, e a importância do exame visual.

Enviado por

alberto mais
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

FUNDIÇÃO

Controle de qualidade

1/25
Introdução

● As peças fundidas devem apresentar determinadas


características de utilização, isto é, devem possuir
um padrão de qualidade especificado no pedido de
fabricação;

● Quando uma peça fundida não atende as


especificações, diz-se que ela apresenta defeitos, ou
seja, é uma peça defeituosa.

2/25
Introdução

Para verificar a qualidade das peças, são realizados


controles que podem ou não ser destrutivos. Entre os
diferentes tipos de controle pode-se citar:
● exame visual;
● controle dimensional;
● ensaios mecânicos;
● análise metalográfica.

3/25
Classificação dos
defeitos de fundição

Um defeito pode ser classificado quanto:

● às suas causas;
● à responsabilidade do setor;
● à sua aparência.

4/25
Classificação dos
defeitos de fundição

Quanto à aparência macroscópica os defeitos


podem ser classificados em :
● excrescências ou saliências metálicas;
● vazios;
● descontinuidade do metal;
● defeitos de superfície;
● peça incompleta;
● desvios de medida.

5/25
Excrescências metálicas

● rebarbas;
● inchamento;
● erosão;
● atrito;
● quebra de molde.

6/25
Excrescências metálicas

Inchamento

7/25
Excrescências metálicas
Atrito bolo de areia/molde
Erosão

Quebra de molde

8/25
Vazios

Vazios em peças fundidas podem ser cavidades superficiais,


subcutâneas ou internas, de forma, dimensões e repartição variáveis,
causadas por gases ou por falta de alimentação de contração.

Bolhas Rechupes

9/25
Descontinuidade de metal
Junta fria causada por dois fluxos de metal que não se uniram

Separação de peça no plano horizontal devido a um enchimento


realizado com interrupção

10/25
Defeitos de superfície
Areia fortemente aderida à superfície (sinterização da areia)

Deslocamentos de camadas de areia na superfície, formando


defeitos conhecidos como rabo-de-rato, escamas ou crostas

11/25
Peça incompleta
Devido à falta de metal insuficiente para encher a cavidade do molde

Devido ao metal que escapou da superfície de separação do molde

12/25
Desvios de medida
Uso incorreto do coeficiente de contração linear

Abalo exagerado do modelo durante sua extração do molde

Desencontro no fechamento do molde

13/25
Controle de qualidade

• Ensaio por Líquido Penetrante

• Magnetoscopia

• Ultrassom

• Exame visual

14/25
Liquido Penetrante

• Produtos usados:

- Líquidos penetrantes na cor vermelha ou fluorescentes;

- Solventes usados na remoção do excesso de líquido


penetrante: líquidos orgânicos ou água;

- Reveladores são pós secos brancos e absorventes como


sílica, talco, alumina ou pó em suspensão em álcool ou
água.
16/25
Liquido Penetrante

• Após a eliminação do excesso de líquido penetrante na


superfície a parte restante que penetrou nas
descontinuidades sai novamente por capilaridade e é
localizada pela aplicação do revelador;

• O exame e a interpretação são realizados visualmente.

17/25
Liquido Penetrante

18/25
Magnetoscopia

• Ensaio não-destrutivo aplicado unicamente às ligas


magnéticas e mais particularmente aos aços ferríticos e
aos ferros fundidos;

• Um campo magnético é gerado na peça e observa-se


visualmente que as linhas de indução magnética são
deformadas pela presença de um defeito superficial ou
quase superficial.
19/25
Magnetoscopia

Aplicação à seco Aplicação via úmida

20/25
Ultrassom

• Ondas de som são produzidas por vibração em cristais de


quartzo aplicados sobre duas faces opostas da peça,
sendo um emissor e o outro receptor;

• Estas ondas são fortemente refletidas na superfície de


uma descontinuidade.

21/25
Ultrassom

• Quando a peça não tem defeito o oscilograma mostra a


impulsão de emissão do quartzo emissor e a impulsão de
transmissão recebida pelo quartzo receptor;

• A presença de um defeito de grande tamanho localizado


entre os dois cristais impede a transmissão das ondas
ultrassonoras e o oscilograma mostra apenas a impulsão
de emissão.
22/25
Ultrassom

23/25
Exame visual

• O exame visual é complementar dos demais controles


não-destrutivos;

• Deve ser feito antes e após cada um deles;

• O exame visual inicia-se no início da desmoldagem e


termina ao final do processo de usinagem.

24/25
Referências

● SENAI-MG; Iniciação à fundição. 2. ed. Belo Horizonte,


DFP/DAT, 1987. 77p il.;
● SENAI-MG; Controle de qualidade. Belo Horizonte, FIT-S-
109 a 114;
● Google imagens. Acesso em 05/Mai/14.

25/25

Você também pode gostar