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Autoria: Glaucus Saraiva: Chimarrão

O poema descreve o chimarrão como uma bebida amarga e doce que traz lembranças da natureza e da história do sul do Brasil. O chimarrão representa a hospitalidade do povo gaúcho e remete aos rituais dos povos indígenas e à herança dos farrapos. Ao beber seus últimos goles, o autor ouve sons evocativos do pampa e sente o espírito forte e rebelde dos povos do sul.

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O poema descreve o chimarrão como uma bebida amarga e doce que traz lembranças da natureza e da história do sul do Brasil. O chimarrão representa a hospitalidade do povo gaúcho e remete aos rituais dos povos indígenas e à herança dos farrapos. Ao beber seus últimos goles, o autor ouve sons evocativos do pampa e sente o espírito forte e rebelde dos povos do sul.

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Chimarrão

Autoria: Glaucus Saraiva

Amargo doce que eu sorvo


Num beijo em lábios de prata.
Tens o perfume da mata
Molhada pelo sereno.
E a cuia, seio moreno,
Que passa de mão em mão
Traduz, no meu chimarrão,
Em sua simplicidade,
A velha hospitalidade
Da gente do meu rincão.

Trazes à minha lembrança, 


Neste teu sabor selvagem, 
A mística beberagem, 
Do feiticeiro charrua, 
E o perfil da lança nua, 
Encravada na coxilha,
Apontando firme a trilha, 
Por onde rolou a história, 
Empoeirada de glórias, 
De tradição farroupilha.

Em teus últimos arrancos, 


Ao ronco do teu findar, 
Ouço um potro a corcovear, 
Na imensidão deste pampa, 
E em minha mente se estampa, 
Reboando nos confins , 
A voz febril dos clarins, 
Repinicando: "Avançar"!
E então eu fico a pensar, 
Apertando o lábio, assim, 
Que o amargo está no fim, 
E a seiva forte que eu sinto, 
É o sangue de trinta e cinco, 
Que volta verde pra mim.

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