INTRODUÇÃO
SMED ( Single Minute Exchange Die)
É uma técnica destinada a execução de operações de setup em tempos
de um digito de minuto, ou seja em tempos inferiores a 10 minutos.
ORIGEM
TPS
Sistema Toyota de Produção
(Lean Manufacturing)
EVOLUÇÃO
Início do Século 20:
O veículo era um artigo de luxo, poucas pessoas tinham.
A necessidade principal do cliente era em ter um veículo.
Característica do Alto volume
mercado (demanda Baixa variedade
Característica da Início da produção em massa
produção (oferta) Grandes Lotes
Baixa Variedade
DÉCADA DE 50
O veículo já passa a ser um bem mais acessível. A necessidade principal do cliente,
além de ter um veículo, é a de ter um veículo diferenciado.
Característica do Alto Volume
mercado (demanda) Alta Variedade
Característica da Grandes Lotes
produção (oferta) Alta Variedade
resultado Aumento de
estoques.
ENTRE 1946 E 1950
A Toyota recebe o desafio de se tornar uma empresa de veículos lucrativa, e ser
melhor que os EUA.
Característica do Baixo Volume
mercado (demanda) Alta Variedade
Característica da Modelo Americano Modelo Japonês
produção (oferta) Grandes Lotes Pequenos lotes
Alta Variedade Alta variedade
Como atender a demanda sem criar estoques ?
NASCIMENTO DO SETUP RÁPIDO
1950 - Shigeo Shingo, Engenheiro industrial membro da Japan Management
Association, realizou um estudo de Melhoria no Toyo Kogyo (Hiroshima), em
prensas de 800t.
Ação Realizada: Separação das atividades com máquina parada e em
funcionamento.
Resultado: Aumento na eficiência em 50%.
A 2ª EXPERIÊNCIA
1957 - Estudo de Melhoria no Estaleiro da Mitsubishi Heavy Industries(Hiroshima),
em uma plainadora para usinar a base de motores diesel.
Ação Realizada: Introdução de uma segunda mesa da plainadora para preparação.
Resultado: Aumento na eficiência em 40%.
A 3ª EXPERIÊNCIA
1969 - Estudo de Melhoria na Toyota Motor Company (Carrocerias), em uma prensa
de 1000t.
Ações Realizadas:
a) Separação das atividades com máquina parada e em funcionamento.
b) Conversão das atividades com máquina parada em atividades com maquina
em funcionamento.
Resultados:
a) Redução do tempo de set-up de 4h para 90 minutos.
b) Redução do tempo de set-up de 90 min. para 3 min.
FOLHA DE OBSERVAÇÃO
3699 (Mandriladora Grob)
TEMPO
Nr. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE:
INÍCIO
1 Buscar o carrinho de ferramenta. 0,00
2 Abrir a porta de proteção da ferramenta da máquina 2. 2,00
3 Abrir a porta de carga da máquina 2. 2,50
4 Soltar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). Estágio 1. 2,80
5 Colocar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). 4,80
6 Soltar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 7,80
7 Colocar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 8,80
8 Soltar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 9,88
9 Colocar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 10,63
10 Soltar referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 11,59
11 Colocar referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 12,00
12 Retirar a garra do olhal menor. 13,50
13 Colocar a garra do olhal menor. 14,66
14 Guardar acessórios do estagio 1 no carrinho. 15,24
15 Soltar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). Estágio 2. 15,40
16 Colocar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). 16,98
17 Soltar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 18,31
18 Colocar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 18,97
19 Soltar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 19,97
20 Colocar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 21,05
21 Soltando referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 22,05
22 Colocando referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 22,71
23 Retirando a garra do olhal menor. 23,54
FOLHA DE OBSERVAÇÃO
3699 (Mandriladora Grob)
TEMPOS TEMPO REAL Atividade
Nr. DESCRIÇÃO DA ATIVIDADE: OBS.
INÍCIO FIM (min.) Interna / Externa
1 Buscar o carrinho de ferramenta. 0,00 2,00 2,00 E
2 Abrir a porta de proteção da ferramenta da máquina 2. 2,00 2,50 0,50 I
3 Abrir a porta de carga da máquina 2. 2,50 2,80 0,30 I
4 Soltar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). Estágio 1. 2,80 4,80 2,00 I
5 Colocar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). 4,80 7,80 3,00 I
6 Soltar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 7,80 8,80 1,00 I
7 Colocar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 8,80 9,88 1,08 I
8 Soltar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 9,88 10,63 0,75 I
9 Colocar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 10,63 11,59 0,96 I
10 Soltar referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 11,59 12,00 0,41 I
11 Colocar referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 12,00 13,50 1,50 I
12 Retirar a garra do olhal menor. 13,50 14,66 1,16 I
13 Colocar a garra do olhal menor. 14,66 15,24 0,58 I
14 Guardar acessórios do estagio 1 no carrinho. 15,24 15,40 0,16 I
15 Soltar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). Estágio 2. 15,40 16,98 1,58 I
16 Colocar referência da lateral do olhal menor 3 parafusos ( allen 6mm). 16,98 18,31 1,33 I
17 Soltar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 18,31 18,97 0,66 I
18 Colocar apoio do olhal menor 2 parafusos ( allen 5mm). 18,97 19,97 1,00 I
19 Soltar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 19,97 21,05 1,08 I
20 Colocar apoio do olhal maior 2 parafusos ( allen 6mm). 21,05 22,05 1,00 I
21 Soltando referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 22,05 22,71 0,66 I
22 Colocando referência lateral do olhal maior 2 parafusos ( allen 5mm). 22,71 23,54 0,83 I
23 Retirando a garra do olhal menor. 23,54 24,37 0,83 I
BENEFÍCIOS
• Flexibilidade na produção; • Aumento de produtividade;
• Redução no tamanho dos lotes; • Aumento de disponibilidade;
• Redução de estoques; • Baixo investimento;
• Redução do lead time; • Resultados rápidos.
BENEFÍCIOS
PEÇAS
Nivelamento Semanal Nivelamento Diário
1000
400 A B C
200 A C A C A C A C A C
seg ter qua qui sex seg ter qua qui sex
LOTES MENORES
Variável
A redução de setup permite
A
que trabalhemos com
menores lotes de produção e A B
assim reduzirmos estoques e
ganharmos flexibilidade. A B C D
Visão: O tempo de setup 0 permite “Lote tamanho = 1”, com completa flexibilidade.
A B C D A B A D C B
Setup
Produção
Duração do turno
REDUÇÃO DE LEAD TIME
LT= 31.15
DIAS
Impacto na disponibilidade
OEE - Eletrônico 3 Turnos
120,00%
100,00%
80,00%
60,00%
40,00%
20,00%
0,00%
Disp. Prod. Qual. OEE
Turno 1 Turno 2 Turno 3 Geral
A EVOLUÇÃO DO SETUP
Formato tradicional • Desperdícios;
• Não há separação interno e externo;
IEDIEDIEDIEDIE
• Não existe tempo padrão;
• Falta de treinamento;
Máquina parada • Falta de monitoramento.
EXEMPLO CLÁSSICO DE SUCESSO
Prensas na Estamparia da Toyota
Observe a figura e responda a Pergunta?
Seria possível reabastecer o veículo e trocar os quatro pneus em apenas 7s?
É POSSÍVEL MELHORAR?
É POSSÍVEL MELHORAR?
5.9 segundos 3.1 segundos
KAIZEN! Red Bull faz pit-stop em 2,3 segundos!
FASE 01
Separação das tarefas de preparação interno/externo e desperdícios.
• Listar e classificar as operações;
• Verificar funções;
Setup
• Cronometrar;
• Observar oportunidades.
FASE 02
Conversão do interno em externo.
Interno Externo
• Preparação antecipada de operações;
• Gabaritos de montagem;
• Poka yoke.
FASE 03
Aperfeiçoar todos os aspectos das operações de preparação.
Interno Externo
• 5S; • Operações em paralelo;
• Melhorar gestão e • Fixações funcionais;
armazenagem de utensílios, • Eliminação de ajustes;
ferramentas e gabaritos. • Mecanização.
FASE 04
Padronização das atividades e
treinamentos da equipe.
FASE 05
Monitoramento SMED
DEFINIÇÕES
Changeover : Também chamado de ‘’virada de linha’’, ou ‘’troca de programa’’, ou
seja, produzir produtos diferentes em um mesmo equipamento;
Setup : Processo essencial dentro do changeover, pois quase sempre implica em
interrupção de produção, abrange todas as atividades necessárias para preparar o
equipamento e produzir um produto diferente;
Setup externo : Abrange todas as atividades que fazem parte do setup e que podem
ser executadas sem que haja interrupção de produção;
Setup interno : Abrange todas as atividades que fazem parte do setup e que não
podem ser executadas sem que haja interrupção da produção.
CONCEITO DO TEMPO DE SETUP
Produto B Setup Produto A
Parada do equipamento
Transport Desmont. Montagem
Requisição
e de de de
do Ajustes Inspeção Liberação
Ferrament ferrament Ferrament
material
a a a
Como podemos reduzir o tempo de Setup ?
Para se reduzir o tempo de Setup não é necessário conhecimento de máquinas,
equipamentos e ferramentas e nem habilidades de montar, desmontar, ajustar ou
calibrar.
Através do SMED pode-se implementar estratégias que reduzam o nível de
habilidades e conhecimento requeridos para o Setup convencional.
PRINCÍPIOS
O conhecimento dos conceitos teóricos e os princípios do SMED são fundamentais
para a redução do tempo de SETUP:
1- Abuse da criatividade, ainda que pareça desafiador;
2- Reduza ao máximo possível o movimento de pessoas durante o processo;
3- Procure mover as mãos, não os pés;
4- Flexibilize dispositivos;
5- Padronize atividades;
6- Evite mexer nos ajustes básicos de máquinas e ferramentas;
7- Simplifique os dispositivos e as atividades;
8- Evite o uso de talhas, pontes e empilhadeiras;
9- Solicite e inspecione os materiais e ferramentas com antecedência;
10- Aplique o Kaizen.
ATENÇÃO
Operações críticas:
As operações de posicionamento, aperto e ajustes consomem um tempo significativo
durante a operação de SETUP.
Posicionamento:
• Evitar o uso de talhas no transporte de ferramentas;
• Usar preferencialmente carrinhos especiais para ferramentas;
• Padronizar alturas;
• Utilizar encaixes, limitadores de curso,
encostos localizadores etc., para
agilizar o posicionamento.
ATENÇÃO
Aperto:
• Eliminar / reduzir a utilização de parafusos e porcas;
• Onde isto não for possível, adotar grampos e simplificar os apertos;
• Reduzir a variação de ferramentas de fixação.
Ajustes:
• Padronizar e pensar em ajustes de toque único;
• Usar espaçadores e dispositivos para
facilitar os ajustes e controlar.
AJUSTE PADRÕES
EXEMPLO DE PADRÕES
PADRONIZAÇÃO DAS
ALTURAS DAS BASES
Inserto para padronizar
altura da base de fixação
Padrão
de altura
Padrão
de altura
Inserto para padronizar altura da base de fixação
PADRONIZAÇÃO DA Placa de fixação
GEOMETRIA DE MONTAGEM
Inserto para ajuste de espessura da placa
Inserto de centragem na placa de fixação (fêmea)
Inserto de centraem na máquina (macho)
EXEMPLO DE FIXAÇÃO
Mola
Inserir e retirar
por aqui Fios de rosca Pino de trava
removidos
Apertar aqui
Ranhura em
Meia-cana
FUROS DE TRAVAMENTO APERTO EM 1/3
EM FORMA DE PERA DE VOLTA
ARUELA EM “C”
EXEMPLO DE FIXAÇÃO
Batente Mesa superior
Sobre-base
superior
Régua de
encaixe
Parafuso
Pino com mola
de trava
ou cilindro
embutido
pneumático
Girar levemente 1 vez Régua de
encaixe
Sub-base inferior
FIXAÇÃO NA SUB-BASE INFERIOR FIXAÇÃO NA SOBRE-BASE SUPERIOR
CARRINHOS DE SETUP
Funcionalidades básicas :
1- Altura padronizada com a altura das máquinas;
2- Mesas providas de roletes ou esferas para facilitar a movimentação das ferramentas;
3- Eixo vertical de rotação das mesas, para trocar as ferramentas;
4- Local para conservar instruções e padrões de SETUP;
5- Quadro para conservar os conjuntos de ferramentas e acessórios;
6- Panos para limpeza de mãos, máquinas e ferramentas;
7- Freio para impedir acidentes e dificuldades na troca.
IMPORTANTE: O carrinho deve conter recipientes para limalhas, óleo, graxas e
produtos para limpeza.
DESLOCAMENTO DO OPERADOR
Armário
Máquina
Ferramentas
Distância percorrida: 1200m
KAIZEN
Antes: Após:
Retirada do varão com ferramenta Retirada do varão com ferramenta adequada
inadequada (grifo). (usinado um chato no eixo).
KAIZEN
Antes: Após:
Substituição da placa intermediária que define o O ângulo é obtido apenas com o giro da manivela;
ângulo, entre a mesa e o dispositivo
Eliminado necessidade de substituição da placa;
KAIZEN
✓ Fácil Identificação e Localização dos Dispositivos;
✓ Redução do tempo de Set-Up externo.
Etiqueta de Número da
Identificação do Prateleira
Dispositivo
Uso
Número da Disp. em Uso
Máquina
KAIZEN
Ferramentas necessárias e acessórios Facilidade do controle dos
à mão. itens faltantes.