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Aplicações do Circuito Integrado 555

O documento descreve aplicações do circuito integrado 555. O CI 555 pode ser usado como oscilador (multivibrador astável), temporizador (multivibrador monoestável) ou Schmitt Trigger. O documento explica o funcionamento interno do CI 555 e fornece exemplos de circuitos monoestável e astável.

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Tópicos abordados

  • circuito de carga,
  • medição de frequência,
  • ruído,
  • buffer,
  • oscilador,
  • tabela de resultados,
  • circuito de temporização exter…,
  • experimentos,
  • flip-flop,
  • transistor
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Aplicações do Circuito Integrado 555

O documento descreve aplicações do circuito integrado 555. O CI 555 pode ser usado como oscilador (multivibrador astável), temporizador (multivibrador monoestável) ou Schmitt Trigger. O documento explica o funcionamento interno do CI 555 e fornece exemplos de circuitos monoestável e astável.

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Faculdade de Engenharia

Laboratório de Eletrônica - CEL037 C


Professor: Estevão Coelho Teixeira

RELATÓRIO 3

Aplicações do CI 555

Integrantes:

Dionathan Barroso – 201169003D


Yasmin Monteiro Cyrillo - 201070036
Juiz de Fora, 07 de Janeiro, 2013

1. Introdução

O 555 é um circuito integrado encapsulado num pacote de oito pinos. É um CI


muito versátil, sendo usado em todas as áreas de eletrônica. Basicamente é usado como
astável (oscilador), monoestável (temporizador) ou Schmitt Trigger.

Quando o 555 é usado como monoestável, o tempo é controlado com precisão


mediante a utilização de um resistor e um capacitor colocados fora do circuito
integrado. Por outro lado, quando o 555 é usado como oscilador, a freqüência e a
largura de pulso são controlados por dois resistores e um capacitor colocados fora do CI
555.

2. Diagrama em Bloco do 555

A figura 1 mostra o diagrama em blocos do 555.

Figura 1 – Diagrama de blocos interno do CI 555.

No diagrama apresentado, é possível perceber as partes constituintes deste CI tão


versátil. De relance já notamos um divisor de tensão formado por três resistores de 5k,
de onde o nome 555 foi derivado, dois comparadores, um flip-flop RS, um transistor
para descarga e um buffer para amplificar a corrente de saída no pino 3.
Em seguida será descrito o funcionamento de cada componente interno do 555.

● Comparadores

Num comparador a saída será alta (nível lógico 1 ou V CC) se V+ > V- e será baixa
(nível lógico 0 ou 0V) se V+ ≤ V-

● Flip-Flop RS

A figura 2 mostra o símbolo esquemático de um flip-flop RS em qualquer projeto.


O circuito se fixa em qualquer um dos dois estados (nível lógico alto ou baixo). Uma
entrada S alta fixa (set) Q em nível lógico alto, uma entrada R alta leva a saída Q para
baixo. A saída Q permanece num dado estado até ser disparada para o estado oposto.

Figura 2: Símbolo do Flip Flop RS.

● Buffer de Saída

Tem como finalidade aumentar a capacidade de corrente do CI. A corrente de


saída do CI está limitada a 200mA , podendo entrar ou sair.

● Transistor interno

Opera saturado quando ou cortado quando .

3. Funcionamento interno do 555


Observe na figura 1 que o comparador superior tem uma entrada de tensão de
limiar (pino 6) e uma entrada de tensão de controle (pino 5). Na maioria das aplicações,
a entrada de controle não é utilizada, de modo que a tensão de controle é igual a + 2/3
Vcc. Sempre que a tensão de limiar exceder à tensão de controle, a saída alta do
comparador ativa o flip-flop RS.

O coletor do transistor de descarga esta no pino 7. Quando este pino é ligado a


um capacitor de temporização externo, uma saída Q alta do flip-flop satura o transistor e
descarrega o capacitor. Quando Q é baixa, o transistor entra em corte e o capacitor pode
se carregar.

O sinal complementar que sai do flip-flop ( ) vai para o pino 3, a saída.


Quando a entrada CLR (pino 4) está aterrada, ela inibe o dispositivo (o impede de
funcionar). Esta característica on / off às vezes é útil. Na maioria das aplicações,
entretanto, o reset externo não é usado e o pino 4 é conectado diretamente à tensão de
alimentação.

Observe o comparador inferior. A sua entrada invertida é chamada disparo (pino


2). Devido ao divisor de tensão, a entrada não-inversora tem uma tensão fixa de + 1/3
Vcc. Quando a tensão de disparo de entrada é ligeiramente menor do que + 1/3 V cc, a
saída do amp op sobe e desativa o flip-flop.

Finalmente, o pino 1 é o terra da pastilha, enquanto o pino 8 é o pino de


alimentação.

A tabela seguir fornece as principais características funcionais do CI555:

Características funcionais principais

Tensão de alimentação (Vcc) Min = 4,5V e Max = 16V

Dissipação de potência 600 mW

Temperatura de operação 0 à 70OC

Corrente máxima de saída 200mA

Freqüência máxima 1MHz

4. Multivibrador monoestável

Um monoestável é um circuito que tem um estado estável e um estado semi-


estável, isto é, ligada à alimentação o circuito irá para o estado estável ai permanecendo
até que uma ação externa o leve para outra situação na qual permanecerá por um tempo
definido (Ti). Após o término desse tempo o circuito voltará sozinho para o estado
estável. A figura 3 mostra o CI 555 conectado numa configuração monoestável.
Figura 6.3 – Circuito monoestável.

Análise do circuito:

Quando a entrada de disparo é ligeiramente menor do que + 1/3V cc, o


comparador inferior tem uma saída alta e desativa o flip-flop. Isto leva o transistor ao
corte, permitindo que o capacitor se carregue. Quando a tensão do capacitor é
ligeiramente maior do que + 2/3Vcc, o comparador superior tem uma saída alta, o que
ativa o (set) o flip-flop. Logo que a saída Q se torna alta, o transistor entra em
condução; isto descarrega rapidamente o capacitor.

A figura 4 mostra as formas de onda típicas. A entrada de disparo é um pulso


estreito com um valor quiescente de + Vcc. O pulso deve cair abaixo de + 1/3Vcc para
desativar o flip-flop e permitir que o capacitor se carregue. Quando a tensão de limiar
(pino 6) exceder ligeiramente + 2/3Vcc, o flip-flop é ativado; isto satura o transistor e
descarrega o capacitor. Como resultado, obtemos um pulso de saída retangular.

O capacitor C tem de se carregar através da resistência R. Quando maior a


constante de tempo RC, mais tempo leva para a tensão do capacitor chegar a + 2/3V cc.
Em outras palavras, a constante de tempo RC controla a largura do pulso de saída. A
largura do pulso é dada pela seguinte fórmula:

Onde: R é o valor do resistor em ohms e C o valor do capacitor em faraday.


Figura 4 – Formas de onda.

Normalmente, um diagrama esquemático não mostra os componentes internos do


timer 555. Ao contrário, você verá um diagrama esquemático como o da figura 5 para o
circuito monoestável 555. Somente os pinos e os componentes externos são visíveis. A
propósito, observe que o pino 5 (controle) é conectado ao terra através de um pequeno
capacitor de igual ou maior valor que 0,01µF. Com esse procedimento, ruído algum
alterará a largura do pulso fornecido.

Figura 5 – Circuito Monoestável.

Execução Prática - TIMER:

Procedimentos:

1. Monte o circuito da Figura 6, sem realizar ainda a conexão da lâmpada na fonte de


12V;

2. Com a utilização de um cronômetro ou de um relógio comum, realize as medidas dos


tempos mínimo e máximo. Variando o potenciômetro e aplicando um pulso rápido na
chave de liga, para produzir a perturbação necessária;

3. Após realizar as medições, ligue com cuidado, o circuito da lâmpada na fonte de 12 V


e teste o funcionamento do timer.
Resultados obtidos durante o trabalho preparatório e execução prática:

Para o trabalho preparatório, utiliza-se o programa “NI Multisim 12” da National


Instruments. Durante as simulações, utilizou-se duas ferramentas: osciloscópio de dois
canais para obter a forma de onda desejada e o osciloscópio tektronix para medir as
grandezas desejadas.
A principal característica desde modo de operação do 555 é possuir apenas um
estado estável de operação. Assim, depois de um perturbação, ele volta ao estado
estável.

Figura 6 - Esquema para Timer

Tempo Calculado (s) Tempo Medido (s)

Tmin Tmax Tmin Tmax

6,2 57,9 5,73 54,44

Tabela 1 – Valores obtidos para o timer

5. Multivibrador astável

É todo circuito que, a partir da tensão de alimentação CC, gera uma seqüência de
pulsos retangulares. Nota-se que a saída possui dois estados semi-estáveis, não
permanecendo fixa em nenhum deles. Em circuitos eletrônicos é comum utilizarmos um
gerador de pulsos de freqüência pré-estabelecida para acionar outros que necessitam de
um relógio ou clock. Essa aplicação importante é outra grande solução feita a partir do
555.
A figura 7 mostra o 555 conectado para funcionar como um multivibrador astável.

Figura 7 – Circuito astável.

Análise do circuito:

Quando a saída Q é baixa, o transistor está em corte e o capacitor está


carregando através de uma resistência total R1 + R2. Por isso, a constante de tempo de
carga é (R1 + R2)C. À medida que o capacitor se carrega, a tensão de limiar (pino 6)
aumenta. Chegará um momento em que a tensão de limiar ultrapassará + 2/3Vcc; então o
comparador superior terá uma saída alta, e isto ativará o flip-flop. Com a saída Q em
alto, o transistor satura e aterra o pino 7. Agora o capacitor descarrega através de R 2.
Portanto a constante de tempo de descarga é R 2C. Quando a tensão do capacitor cai
ligeiramente abaixo de + 1/3Vcc, o comparador inferior tem uma saída alta, e isto
desativa o flip-flop.

A figura 8 ilustra as formas de onda. Como você pode ver, o capacitor de


temporização tem uma tensão que sobe e desce exponencialmente. A saída é uma onda
retangular. Como a constante de tempo de carga é maior do que a constante de tempo de
descarga, a saída não é simétrica; o estado alto da saída demora mais do que o estado
baixo de saída.

Figura 8 – Formas de onda.

Uma forma de obter uma onda quadrada simétrica é fazendo o valor de R 2 muito
maior do que R1.

O tempo de carga do capacitor (C) é obtido da seguinte fórmula: sendo (t1=Ton)


O ciclo de descarga equivale a um período de tempo dado por: sendo (t2=Toff)

O período da forma de onda que é igual ao ciclo total de carga e descarga (em
segundos) será de:

Logo, a freqüência de saída será dada por:

A figura 9 mostra como o timer 555, na configuração astável, geralmente


aparece num diagrama esquemático. Observe que o pino 4 (desativar) está conectado à
alimentação e que o pino 5 (controle) está desviado para o terra através do capacitor de
.

Figura 9 – Circuito astável.

Execução Prática:

Procedimentos:

1. Monte o circuito da Figura 10 que é um multivibrador astável com 555, ligando


o canal 1 do osciloscópio no pino 3 (saída) e o canal 2 do osciloscópio no pino 2, de
forma que se possa observar a carga e descarga do capacitor;

2. Os valores de R1 e de R2 estão indicados na Tabela 2. verifique a validade das


equações teóricas, medindo os referidos tempos e a frequência do sinal de saída;
3. Observe, no canal 2 do osciloscópio, que não importa os valores dos resistores
utilizados, a tensão de carga e descarga do capacitor está situada sempre entre (2/3)Vcc
e (1/3)Vcc;

4. Conforme podemos observar, os tempos TON e TOFF são diferentes devido


aos circuitos de carga e descarga do capacitor serem diferentes. Para produzir uma
forma de onda quadrada perfeita, devemos colocar em paralelo com o resistor R2 um
diodo, de forma que este componente não participe do circuito de carga do capacitor e
fazer R1=R2. Após a inserção do diodo, conforme mostra a Figura 12, preencha a
Tabela 3.

Resultados obtidos durante o trabalho preparatório e execução prática:

Para o trabalho preparatório, utiliza-se o programa “NI Multisim 12” da National


Instruments. Durante as simulações, utilizou-se duas ferramentas: osciloscópio de dois
canais para obter a forma de onda desejada e o osciloscópio tektronix para medir as
grandezas desejadas.
A principal característica desde modo de operação do 555 é não possuir nenhum
estado estável de operação. Assim, o mesmo acaba por fornecer um trem de pulsos
retangulares, de valores Vcc e 0 volts.

Figura 10 – Esquema do Multivibrador Astável

Resistores Valores Calculados Valores Simulados Valores Medidos


Toff(µs Toff(µs Toff(µs
R1(Ω) R2(Ω) Ton(µs) f(Hz) Ton(µs) f(Hz) Ton(µs) f(Hz)
) ) )
10k 10k 1386,00 693,00 481,00 1381,00 708,96 478,48 1280,00 568,00 540,00
10k 2,7k 880,11 187,11 937,01 876,87 186,57 940,35 772,00 152,00 1000,00
2,7k 10k 880,11 693,00 635,68 895,52 690,30 630,59 792,00 584,00 720,00
2,7k 2,7k 374,22 187,11 1781,48 373,13 186,57 1786,67 330,40 154,40 2000,00
Tabela 2 – Resultados do multivibrador astável

A forma de onda coletada na simulação prática para esse modo é pode ser
observada a seguir na figura 11.

Figura 11 – Forma de onda da saída com R1=R2=10kΩ (Ton)

A seguir são apresentados os resultados para o multivibrador Astável Simétrico


(procedimento 4).

A principal característica desde modo de operação do 555 é não possuir nenhum


estado estável de operação. Assim, o mesmo acaba por fornecer um trem de pulsos
retangulares, de valores Vcc e 0 volts. Porem, diferentemente do modo anterior, o Ton e
Toff são quase iguais.

Resistores Valores Calculados Valores Simulados Valores Medidos


Toff(µs Ton(µs Toff(µs Ton(µs Toff(µs
R1(Ω) R2(Ω) Ton(µs) f(Hz) f(Hz) f(Hz
) ) ) ) )
10k 10k 1386,00 693,00 481,00 858,21 708,96 638,10 749,00 550,00 743,
2,7k 2,7k 374,22 187,11 1781,48 242,54 186,57 2330,44 216,00 163,00
Tabela 3 - Resultados do Multivibrador Astável simétrico

Figura 13- Forma de onda da saída para R1=R2=10kΩ(Ton)

6. Conclusões:

Depois do ensaio, é possível concluir que os cálculos para a determinação de Ton


e Toff para o modo de Multivibrador Astavel Simetrico não é satisfatório, uma vez que
é obtido através da mesma formula que no multivibrador Astavel.

O Ton e Toff do multivibrador astavel simétrico não é totalmente simétrico, mas


é muito próximo da simetria, dado que a diferença media entre os Ton e Toff é na casa
de 30%, comparada a relação de 100% do multivibrador astavel, o simétrico pode ser
considerado sim simétrico.

7. Bibliografia:

● Roteiro Aula Prática 3 – Laboratório de eletrônica – UFJF

● Apostila Análise de Circuitos – CEMEP-SD


● Microeletrônica – Sedra

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