Sumário
LÍNGUA PORTUGUESA............................................................................................................... 3
CONSTITUCIONAL ................................................................................................................... 75
ADMINISTRAÇÃO .................................................................................................................. 115
NOÇÕES DE ADMINISTRAÇÃO DE RH E GESTÃO PÚBLICA ...................................................... 157
DIREITO CIVIL ........................................................................................................................ 193
PROCESSO CIVIL .................................................................................................................... 226
DIREITO PENAL ..................................................................................................................... 261
DIREITO PROCESSUAL PENAL ................................................................................................ 299
LEGISLAÇÃO PENAL E PROCESSUAL PENAL ............................................................................ 337
LOJ ........................................................................................................................................ 360
ÉTICA .................................................................................................................................... 371
GABARITOS ........................................................................................................................... 402
LÍNGUA PORTUGUESA
Questão 1: FGV - OJE (TJ RS)/TJ RS/2020
Texto 1
É claro que somos livres para falar ou escrever como quisermos, como soubermos, como pudermos.
Mas é também evidente que devemos adequar o uso da língua à situação, o que contribui
efetivamente para a maior eficiência comunicativa.
Na redação de um texto, pode ocorrer uma série de dificuldades com vocábulos da língua
portuguesa; as palavras abaixo que estão graficamente corretas são:
a) advogado / metereologia;
b) bicabornato /astigmatismo;
c) babadouro / beneficência;
d) reinvindicação / bugigangas;
e) jaboticaba / cabelereiro.
Questão 2: FGV - TJ (TJ CE)/TJ CE/Técnico-Administrativa/"Sem Especialidade"/2019
“Causam menos dano cem delinquentes do que um mau juiz”; no caso dessa frase, o vocábulo
MAU está corretamente grafado; a frase abaixo em que esse mesmo vocábulo deveria ser grafado
com a forma MAL é:
a) Mau é o juiz, se má é a sentença;
b) O castigo é mau, se não é justo;
c) O crime é sempre mau feito;
d) Todos devem combater o mau juiz;
e) Nem sempre um mau homem é um mau jurado.
Questão 3: FGV - TMD (DPE RJ)/DPE RJ/2019
A frase abaixo em que a grafia do termo em negrito está equivocada é:
a) O atleta genioso deve ter sido mal-educado pelos pais;
b) Trata-se de pessoa mal-educada;
c) Os mal-educados não são pessoas agradáveis;
d) Nenhum mal-educado deve estar presente na festa;
e) Os arruaceiros presos são muito mal-educados.
Questão 4: FGV - Ass CE (Boa Vista)/Pref Boa Vista/2018
A frase em que a grafia da palavra sublinhada está correta é:
a) “O que tiveres de fazer, faze-o depressa”;
b) “Os previlégios devem ser sempre combatidos”;
c) “Derrepente do riso fez-se o pranto”;
d) “Não há no mundo se não um modo de prosperar: roubando”;
e) “Acerca de dez anos atrás, as empresas decidiram mudar de filosofia”.
Questão 5: FGV - Tec B (BANESTES)/BANESTES/2018
A frase abaixo em que houve troca indevida entre parônimos ou homônimos é:
a) “A evolução da técnica chegou ao ponto de tornar-nos inermes diante da técnica” / inertes;
b) “Quem aspira a grandes coisas também deve sofrer muito” / expira;
c) “Aquele que não deixa nada ao acaso raramente fará coisas de modo errado, mas fará
pouquíssimas coisas” / ocaso;
d) “Fala como sábio a um ignorante e este te dirá que tens pouco bom senso” / censo;
e) “Ao entrar em um restaurante, todo cliente espera satisfazer desejos de ordem física e emocional.
Os cardápios devem vir de encontro a essas necessidades” / ao encontro de.
Questão 6: FGV - Tec (MPE AL)/MPE AL/Geral/2018
TEXTO
NÃO FALTOU SÓ ESPINAFRE
A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos. Mostrou também danos morais.
Aconteceu num mercadinho de bairro em São Paulo. A dona, diligente, havia conseguido algumas
verduras e avisou à clientela. Formaram-se uma pequena fila e uma grande discussão. Uma
senhora havia arrematado todos os dez maços de espinafre. No caixa, outras freguesas
perguntaram se ela tinha restaurante. Não tinha. Observaram que a verdura acabaria estragada.
Ela explicou que ia cozinhar e congelar. Então, foram ao ponto: caramba, havia outras pessoas na
fila, ela não poderia levar só o que consumiria de imediato?
“Não, estou pagando e cheguei primeiro” , foi a resposta.
Compras exageradas nos supermercados, estoques domésticos, filas nervosas nos postos de
combustível – teve muito comportamento na base de cada um por si.
Cabem nessa categoria as greves e manifestações oportunistas. Governo, cedendo, também vou
buscar o meu – tal foi o comportamento de muita gente.
Carlos A. Sardenberg, in O Globo, 31/05/2018.
“A crise não trouxe apenas danos sociais e econômicos”; se juntarmos os adjetivos sublinhados em
um só vocábulo, a forma adequada será
a) sociais-econômicos.
b) social-econômicos.
c) sociais-econômico.
d) socioeconômicos.
e) socioseconômicos.
Questão 7: FGV - Vig (Osasco)/Pref Osasco/2014
TEXTO – A RODA
Marcelo Duarte, O Guia dos Curiosos
A roda foi inventada pelos povos da Mesopotâmia (atual Iraque) em 4500 a. C. Todos os
historiadores concordam que ela foi uma das mais importantes criações do homem em todos os
tempos. Com a roda, apareceram os primeiros veículos, como as carroças e as carruagens. Antes
disso, os homens andavam a pé ou sobre animais. Eles arrastavam cargas sobre trenós ou pedaços
de paus roliços. Essa invenção possibilitou também a invenção de muitas outras, como a roca de
fiar, roldanas para apanhar água e rodas nos moinhos de água.
A palavra “historiador” é escrita com H inicial; a palavra abaixo que está corretamente grafada com
H inicial é:
a) hontem;
b) hentidade;
c) hultrapassar;
d) halterofilismo;
e) halternância.
Questão 8: FGV - AAL (CM Recife)/CM Recife/2014
11 de setembro: repercussões
A partir do 11 de setembro, os norte-americanos concluíram que sua vida havia se transformado
definitivamente. O ambiente de paz não existe mais. Os dirigentes anunciam que a guerra ao
terrorismo irá se estender por muitos anos e que uma grave ameaça paira sobre os Estados Unidos,
pois os terroristas podem atacar de muitas maneiras e empregar métodos bastante variados,
inclusive armas químicas e biológicas. A sensação tranquilizante de invulnerabilidade dá lugar a
uma fragilidade aterradora e um medo paranoico toma conta da população. Assiste-se a uma corrida
atrás de máscaras de gás, as pessoas têm medo de se aventurar no centro da cidade, temem que
a água e o ar estejam contaminados por substâncias químicas, tóxicas e demonstram profundo
receio de andar de avião.
(História do Século XX, Serge Bernstein)
O verbo “estender” tem por substantivo da mesma família, a “extensão”, grafado com X e não com
S, como o verbo. O par abaixo em que essa ocorrência de dupla grafia se repete é:
a) misturar / mixto;
b) obcecar / obsessão;
c) cassar / caça;
d) retaliar / talho;
e) cessar / seção.
Questão 9: FGV - AB (BNB)/BNB/2014
SEM SOLUÇÃO
Carlos Heitor Cony - Folha de São Paulo
Foi melancólico o 1º de Maio deste ano. Não tivemos a tragédia do Riocentro, que até hoje não foi
bem explicada e, para todos os efeitos, marcou o início do fim da ditadura militar.
Tampouco ressuscitamos o entusiasmo das festividades, os desfiles e a tradicional arenga de um
ditador que, durante anos, começava seus discursos com o famoso mantra: "Trabalhadores do
Brasil".
De qualquer forma, era um pretexto para os governos de plantão forçarem um clima de conciliação
nacional, o salário mínimo era aumentado e, nos teatros da praça Tiradentes, havia sempre uma
apoteose patriótica com os grandes nomes do rebolado agitando bandeirinhas nacionais. Nos
rádios, a trilha musical era dos brados e hinos militares, na base do "avante camaradas".
Este ano, a tônica foram as vaias que os camaradas deram às autoridades federais, estaduais e
municipais. Com os suculentos escândalos (mensalão, Petrobrás e outros menos votados), as
manifestações contra os 12 anos de PT, que começaram no ano passado, só não tiveram maior
destaque porque a mídia deu preferência mais que merecida aos 20 anos da morte do nosso maior
ídolo esportivo.
Depois de Ayrton Senna, o prestígio de nossas cores está em baixa, a menos que Paulo Coelho
ganhe antecipadamente o Nobel de Literatura e Roberto Carlos dê um show no Teatro alla Scala,
em Milão, ou no Covent Garden, em Londres.
Sim, teremos uma Copa do Mundo para exorcizar o gol de Alcides Gighia, na Copa de 1950, mas
há presságios sinistros de grandes manifestações contra o governo e a FIFA, que de repente tornou-
se a besta negra da nossa soberania.
A única solução para tantos infortúnios seria convidar o papa Francisco para apitar a final do
Mundial, desde que Sua Santidade não roube a favor da Argentina.
O verbo “ressuscitar” mostra corretamente a grafia, com o emprego de SC; o vocábulo abaixo que
está grafado erradamente por incluir essas mesmas consoantes é:
a) ascender;
b) adolescência;
c) fascismo;
d) indescente;
e) piscina.
Questão 10: FGV - Ag DC (Osasco)/Pref Osasco/2014
Os problemas do trânsito no mundo
Marisa Diniz
Atualmente o maior desafio das grandes cidades ao redor do planeta é o trânsito. O crescimento
desnorteado das cidades, o mau planejamento, a falta de investimentos em infraestrutura e
transporte público vêm colaborando para o aumento da circulação de veículos, e consequentemente
tem agravado o problema de congestionamento nos grandes centros urbanos.
Em algumas cidades o horário do rush é sempre incerto, pois o volume de veículos é sempre
elevado em todos os horários. Algumas soluções para o problema seria o investimento em meios
de transportes alternativos, mas que muitas vezes são deixados de lado por falta de recursos
necessários ou projetos defasados.
A bicicleta, apesar de ser o meio de transporte mais viável aos grandes centros urbanos, nem
sempre acaba sendo o melhor e mais eficiente. Cidades onde não há investimentos em ciclovias,
sinalizações propícias, educação de trânsito e falta de segurança acabam sendo um perigo e não
uma solução.
A solução mais rápida a ser tomada é investir em transporte público de qualidade com várias opções
a fim de diminuir o volume de veículos nas principais vias de acesso aos centros. Investimentos
estes que poriam fim aos congestionamentos em horários de grande fluxo de veículos e que
proporcionariam um atrativo aos usuários de veículos.
O vocábulo “horário”, como se vê no texto, é grafado com H inicial; a palavra abaixo que está
corretamente grafada porque também possui H inicial é:
a) homoplata;
b) humildade;
c) hontem;
d) himenso;
e) hintenso.
Questão 11: FGV - Ag DC (Osasco)/Pref Osasco/2014
Os problemas do trânsito no mundo
Marisa Diniz
Atualmente o maior desafio das grandes cidades ao redor do planeta é o trânsito. O crescimento
desnorteado das cidades, o mau planejamento, a falta de investimentos em infraestrutura e
transporte público vêm colaborando para o aumento da circulação de veículos, e consequentemente
tem agravado o problema de congestionamento nos grandes centros urbanos.
Em algumas cidades o horário do rush é sempre incerto, pois o volume de veículos é sempre
elevado em todos os horários. Algumas soluções para o problema seria o investimento em meios
de transportes alternativos, mas que muitas vezes são deixados de lado por falta de recursos
necessários ou projetos defasados.
A bicicleta, apesar de ser o meio de transporte mais viável aos grandes centros urban os, nem
sempre acaba sendo o melhor e mais eficiente. Cidades onde não há investimentos em ciclovias,
sinalizações propícias, educação de trânsito e falta de segurança acabam sendo um perigo e não
uma solução.
A solução mais rápida a ser tomada é investir em transporte público de qualidade com várias opções
a fim de diminuir o volume de veículos nas principais vias de acesso aos centros. Investimentos
estes que poriam fim aos congestionamentos em horários de grande fluxo de veículos e que
proporcionariam um atrativo aos usuários de veículos.
As palavras abaixo que estão em correta ordem ortográfica são:
a) coberta – coabitar – cocheira;
b) coabitar – cocheira – coberta;
c) cocheira – coberta – coabitar;
d) coberta – cocheira – coabitar;
e) coabitar – coberta – cocheira.
Questão 12: FGV - Moto (Osasco)/Pref Osasco/Transportes Leves/2014
A HISTÓRIA DA SEGURANÇA
A segurança surgiu da necessidade de o homem defender-se das condições adversas da natureza
selvagem. Para se proteger o homem teve que desenvolver técnicas de defesa e de autoproteção.
Com a evolução da sociedade, a segurança passou a tender para a prevenção, visando antecipar-
se ao crime.
Com a evolução do mundo, os riscos foram aumentando e já no século XVI, na Inglaterra, surgiam
os primeiros “vigilantes”, pessoas escolhidas por serem hábeis na luta e no uso da espada.
Mas foi no século XIX, em 1852, que os americanos Henry Wells e Willian Fargo, criaram a primeira
empresa de segurança privada do mundo, a WELLFARGO, com o objetivo de escoltar diligências
de cargas ao longo do rio Mississipi.
No Brasil, já em 1626, o alto índice de violências e de impunidade de crimes fez com que o Ouvidor
Geral Luiz Nogueira de Britto determinasse a criação de um grupo de segurança, que ficou
conhecido como “quadrilheiros”.
Porém, foi somente entre 1968 e o início dos anos 70 que foi dado o passo decisivo para o
nascimento da segurança privada no país.
As palavras “natureza/empresa” são grafadas corretamente com Z e S; a opção em que os dois
vocábulos estão corretamente grafados com essas mesmas letras é:
a) franceza / duquesa;
b) atravéz / duresa;
c) xadrez / paralisia;
d) atráz / pesquisa;
e) cortezia / gás.
Questão 13: FGV - AssT (DETRAN MA)/DETRAN MA/2013
A EDUCAÇÃO NO TRÂNSITO
A comunicação é uma arma poderosa na batalha cotidiana pela queda dos números de acidentes,
servindo ao mesmo tempo como instrumento de educação e conscientização. Campanhas de
mobilização pelo uso de cinto de segurança, das práticas positivas na direção, da não utilização de
bebidas alcoólicas ao dirigir, do uso da faixa de pedestres, entre outras, são comprovadamente
eficientes. É crescente a preocupação com o ensino dos princípios básicos do trânsito desde a
infância e ele pode acontecer no espaço escolar, com aulas específicas, ou também nos ambientes
especialmente desenvolvidos para o público infantil nos departamentos de trânsito. Com a chegada
do Código Brasileiro de Trânsito (CBT), em 1998, os condutores imprudentes passaram a frequentar
aulas de reciclagem, com o propósito de reeducação.
Como se vê, alguma coisa já vem sendo feita para reduzir o problema. Mas há muito mais a fazer.
A experiência mundial mostra que as campanhas para alertar e convencer a população, de forma
periódica, da necessidade de obedecer regras básicas de trânsito, não são suficientes para frear
veículos em alta velocidade e evitar infrações nos semáforos. O bolso, nessas horas, ajuda a
persuadir condutores e transeuntes a andar na linha. A Capital Federal é um exemplo de casamento
bemsucedido entre comunicação de massa e fiscalização. Um conjunto de ações foi responsável
por significativa queda no número de vítimas fatais do trânsito na cidade. O governo local, a partir
da década de 1990, adotou uma série de medidas preventivas. Foram veiculadas campanhas de
conscientização, foi adotado o controle eletrônico de velocidade e foi implementado o respeito às
faixas de pedestres. Essas providências, associadas à promulgação do novo Código de Trânsito,
levaram a uma expressiva redução nos índices de mortalidade por 10 mil veículos em Brasília - de
14,9 em 1995 para 6,4 em 2002. Nesse período, apesar do crescimento da frota de 436 mil para
469 mil veículos, o número de mortes por ano caiu de 652 em 1995 para 444 em 2002.
Foi um processo polêmico. O governo foi acusado de estar encabeçando uma indústria de multas,
devido ao grande número de notificações aplicadas. Reclamações à parte, o saldo das ações se
apresentou bastante positivo. Recentemente as estatísticas mostram que o problema voltou a se
agravar. O número de vítimas fatais de acidentes no trânsito passou de 444 em 2002 para 512 em
2003. Pesquisas do DETRAN apontam que um dos principais motivos desse aumento é o uso de
álcool por motoristas.
(Pedro Ivo Alcântara. www.ipea.gov.br)
Como se pode ver no texto, a palavra pesquisa é grafada com s. As alternativas a seguir
apresentam palavras corretamente grafadas com s, à exceção de uma. Assinale-a.
a) xadrês.
b) gasolina.
c) paralisia.
d) gás.
e) misto.
Questão 14: FGV - TFA (BADESC)/BADESC/Auxiliar Administrativo/2010
A ética coletiva e o jeitinho brasileiro
Ricardo Semler, homem de negócios bem sucedido, em seu best-seller Virando a Própria Mesa,
alega que “é impossível ser industrial neste país sem ser corrupto”, tantos e tamanhos são os
esquemas que envolvem essa atividade que não resta alternativa senão fazer parte deles ou
perecer.
De certa forma, embora a exorbitante carga tributária a que estão submetidas as empresas
brasileiras não deixe dúvidas do quanto a afirmativa se aproxima da realidade, é fato também que
todo o restante da sociedade se utiliza dessa mesma lógica para justificar suas ações despidas de
qualquer sentido de ética. E isso se generalizou de tal forma que não podemos mais falar sequer
de ações pontuais, mas de uma cultura que se instalou e passou a fazer parte do cotidiano das
pessoas que sequer conseguem fazer a distinção entre certo e errado, entre ético e não ético no
convívio social.
A corrupção é mera consequência desse padrão moral no qual somos iniciados desde a mais tenra
idade. A desonestidade, o engano e a falta de caráter é algo intrínseco e altamente difundido na
maioria das atividades que se desenvolvem neste país. Daí porque me posiciono como um ferrenho
combatente do tal "jeitinho brasileiro".
Se fizermos uma pesquisa nas ruas, será bem provável que muitos digam ser da mesma opinião,
mas na prática do dia-a-dia as mesmas pessoas que fazem tal afirmativa cometem atos que vão
desde conseguir um lugar na frente de uma fila ou calar-se ao receber um benefício indevido da
previdência, até se manter na folha de pagamento de empresa pública na qual nunca desenvolveu
qualquer atividade. E todos se acham plenamente justificados na crença de que "estou pegando de
volta um pouco do muito que o governo me tira!". Não resta dúvida de que esse tipo de pensamento
aplaca muitas consciências a partir do momento em que reconhecemos que o governo fica longe
de cumprir a sua parte. Só que isso não se pode constituir em fator decisivo para a perda
generalizada de referenciais e de renúncia absoluta ao sentido de valores pelas pessoas. Vou mais
longe quando se trata de avaliar essa prática quando utilizada com conotação de malandragem. Se
ainda existe a vontade de enganar, a real intenção de ser malandro, ainda há esperança de que o
processo seja revertido, pois a pessoa sabe que está cometendo um ilícito, tem o conhecimento de
que está utilizando um recurso desleal ou desonesto. O mais grave – e é o que já está amplamente
difundido na cultura deste país – é quando os indivíduos perdem a noção de que tais atitudes se
constituem em ações desonestas.
Eu tenho muito mais medo dos indivíduos aéticos do que dos antiéticos, porque estes últimos têm
consciência plena de que estão cometendo um ato ilícito, e isso faz o divisor de águas. Quando se
perde a noção entre o lícito e o ilícito, como acontece no Brasil, e a população acha muito comum
cometer o pequeno "delito nosso de cada dia", aí sim, tem-se o maior indicador de que a moral
pública sofreu uma derrocada significativa, e não se sabe mais se isso poderá ser revertido um dia.
O contexto está degenerado de tal forma, com seu esquema de valores tão deturpado, que tudo
passa a ser válido, desde que o final seja considerado "uma boa causa". Li certa vez um artigo que
classifica a corrupção em vários níveis e mostra que ela já começa dentro de casa, quando se usa
até a carteira de estudante de um irmão para pagar "meia" no cinema. E o comportamento tolerante,
a complacência usual das pessoas com a corrupção do cotidiano é que se configura inaceitável.
O país do "jeitinho" é a mais verdadeira das nossas realidades! Afinal, o negócio é levar vantagem
em tudo, certo? Enquanto não nos cobrarmos, cada um de si mesmo, – até que isto se torne uma
prática comum – uma postura ética de tolerância zero, nada vai mudar.
(BOLDSTEIN, Luiz Roberto. In: www.diferencialbr.com.br)
As palavras jeitinho, pesquisa e intrínseco apresentam diferentes graus de dificuldade ortográfica e
estão corretamente grafadas. Assinale a alternativa em que a grafia da palavra sublinhada está
igualmente correta.
a) Talvez ele seje um caso de sucesso empresarial.
b) A paralização da equipe técnica demorou bastante.
c) O funcionário reinvindicou suas horas extras.
d) Deve-se expor com clareza a pretenção salarial.
e) O assessor de imprensa recebeu o jornalista.
Questão 15: FGV - TL (SEN)/SEN/Polícia Legislativa/Policial Legislativo Federal/2008
Assinale a alternativa em que todas as palavras estejam corretamente grafadas.
a) pudico - decúbico
b) rúbrica - déficit
c) impecílio - hojeriza
d) disenteria - privilégio
e) possue - discreção
Questão 16: FGV - Tec Leg (ALESP)/ALESP/Técnico em Elaboração Gráfica/2002
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
a) genipapo - jiló - canjica.
b) ultrage - ágil - jerimum.
c) megera - manjedoura - trajeto.
d) ojeriza - viagem - tijela.
Questão 17: FGV - Insp Alun (Angra)/Pref Angra/2019
“É melhor ser ignorante de alguma coisa
do que aprendê-la mal.”
Assinale a opção em que o vocábulo sublinhado está grafado erradamente.
a) Não há mal que sempre dure.
b) Os mal-educados nunca são bem recebidos.
c) Mal chegaram os turistas os ônibus partiram.
d) O mal que nos atinge não é grave.
e) Quem chuta de mal jeito não faz o gol.
Questão 18: FGV - Ag Cen (IBGE)/IBGE/Operacional/2019
Texto 3
Em uma carta de um jesuíta espanhol sobre o Brasil de 1500, aparecia o seguinte texto:
“Assim, chegamos a uma aldeia onde achamos os gentios todos embriagados, porque aqui tem
uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito, e quando eles estão assim bêbados ficam tão
brutos e feros que não perdoam a nenhuma pessoa, e, quando não podem mais, põem fogo na
casa onde estão os estrangeiros”.
“Assim, chegamos a uma aldeia onde (1) achamos os gentios todos embriagados, porque aqui tem
uma maneira de vinho de raízes que embriaga muito, e quando eles estão assim bêbados ficam
tão brutos e feros que não perdoam a nenhuma pessoa, e, quando não podem mais, põem fogo na
casa onde (2) estão os estrangeiros”.
Nesse segmento do texto 3 há uma série de palavras que se referem a palavras anteriores; a
referência indicada abaixo que é inadequada é:
a) onde (1) / uma aldeia;
b) aqui / nesta aldeia;
c) que / vinho de raízes;
d) eles / os gentios;
e) onde (2) / na casa.
Questão 19: FGV - AssLM (CM Salvador)/CM Salvador/"Sem Área"/2018
A questão baseia no texto apresentado abaixo.
Violência: O Valor da vida
Kalina Vanderlei Silva / Maciel Henrique Silva, Dicionário de conceitos históricos. São Paulo:
Contexto, 2006, p. 412
A violência é um fenômeno social presente no cotidiano de todas as sociedades sob várias formas.
Em geral, ao nos referirmos à violência, estamos falando da agressão física. Mas violência é uma
categoria com amplos significados. Hoje, esse termo denota, além da agressão física, diversos tipos
de imposição sobre a vida civil, como a repressão política, familiar ou de gênero, ou a censura da
fala e do pensamento de determinados indivíduos e, ainda, o desgaste causado pelas condições
de trabalho e condições econômicas. Dessa forma, podemos definir a violência como qualquer
relação de força que um indivíduo impõe a outro. Consideremos o surgimento das desigualdades
econômicas na história: a vida em sociedade sempre foi violenta, porque, para sobreviver em
ambientes hostis, o ser humano precisou produzir violência em escala inédita no reino animal. Por
outro lado, nas sociedades complexas, a violência deixou de ser uma ferramenta de sobrevivência
e passou a ser um instrumento da organização da vida comunitária. Ou seja, foi usada para criar
uma desigualdade social sem a qual, acreditam alguns teóricos, a sociedade não se desenvolveria
nem se complexificaria. Essa desigualdade social é o fenômeno em que alguns indivíduos ou grupos
desfrutam de bens e valores exclusivos e negados à maioria da população de uma sociedade. Tal
desigualdade aparece em condições históricas específicas, constituindo-se em um tipo de violência
fundamental para a constituição de civilizações.
“A violência é um fenômeno social presente no cotidiano de todas as sociedades sob várias formas”.
A frase abaixo em que houve troca indevida entre sob/sobre é:
a) O clima sob os tetos das celas era tenso;
b) Deus faz chover sob homens justos e injustos;
c) Sob o ponto de vista político, essa proposta é inviável;
d) O preso trazia, sob o casaco, drogas proibidas;
e) Cavando o solo, os presos traziam muita terra sob as unhas.
Questão 20: FGV - Tec NM (Salvador)/Pref Salvador/Operacional/2017
TEXTO
Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos sons
agudos – como unhas arranhando um quadro-negro?
Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa audição. A cóclea (parte interna do ouvido)
tem uma membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam. A parte mais
próxima ao exterior está ligada à audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela
audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por sons graves. As células da parte
inicial, mais delicadas e frágeis, são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos,
perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando frequências muito agudas chegam a essa
parte da membrana, as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a frequência, mais
energia tem seu movimento ondulatório. Isso, em parte, explica nossa aversão a determinados sons
agudos, mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma sensação ruim ao
ouvirmos uma música com notas agudas.
Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem um número limitado e pequeno de
frequências – formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som proveniente de unhas
arranhando um quadro-negro (ou de atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um
número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com muitas frequências e aquelas
presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais facilidade. Daí
a sensação de aversão a esse sons agudos e “crus”.
Ronald Ranvaud, Ciê