Mecânico de Manutenção: Informação Tecnológica Usinagem Aplicada À Manutenção
Mecânico de Manutenção: Informação Tecnológica Usinagem Aplicada À Manutenção
Informação Tecnológica
Usinagem Aplicada à Manutenção
Sumário
[Link] de metrologia 7
[Link] e conversões 15
[Link]ância dimensional 21
[Link] Superficial 31
[Link]ância geométrica 51
[Link]ímetro 77
[Link]ômetro 97
[Link]ógio comparador 111
[Link]çador de altura 121
[Link] e verificador 125
[Link]ômetro 141
[Link] 145
[Link] de corte 199
[Link]ção dos equipamentos 205
[Link] 211
[Link]ço de corte nas máquinas-ferramentas 217
[Link] de corte 225
[Link]ção 237
[Link] 243
[Link] 259
[Link] 263
[Link] 265
[Link] 267
[Link]ço ou prisma 273
[Link] normalizados 275
[Link] 281
[Link] divisor 285
[Link] 295
[Link]ências 315
Introdução
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1. Fundamentos de
metrologia
Como fazia o homem, cerca de 4.000 anos atrás, para medir comprimentos?
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1 polegada = 2,54cm;
1 pé = 30,48cm;
1 jarda = 91,44cm.
É importante observar que todas essas definições somente estabeleceram com maior
exatidão o valor da mesma unidade: o metro.
Medidas inglesas
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Unidades de Base
Todas as unidades podem ser estendidas sobre uma faixa de 48 ordens de grandeza
do seu valor base. Os multiplicadores são todos potências de 10. Os prefixos da tabela
podem ser empregados por unidades que não pertencem ao SI.
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Método
A medida indireta por comparação consiste em confrontar a peça que se quer medir
com aquela de padrão ou dimensão aproximada. Assim, um eixo pode ser controlado,
por medida indireta, utilizando-se um calibrador para eixos.
Um calibrador para eixos, tipo boca fixa, possui duas bocas. O eixo a ser medido deve
passar pela boca maior, ou seja, pelo lado "passa", mas não pode passar pela boca
menor (que é o lado "não passa", pintado de vermelho).
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Outro calibrador do tipo "passa não passa" é o tampão para furos, em que o lado "não
passa" é o mais curto.
Instrumento de medição
Operador
É o operador quem deve apreciar as medidas e executá-las com habilidade. Daí a sua
importância em relação ao método e ao instrumento.
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Campo de tolerância
O instrumento ideal para cada caso deve ter uma leitura ou resolução de acordo com
medida a ser verificada e sua tolerância. Assim, recomenda-se que o instrumento
possua uma leitura no mínimo igual à decima parte do campo de tolerância da peça
ou, no pior dos casos, igual à quinta parte.
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Podemos concluir, por exemplo, que os instrumentos da faixa horizontal n°1 e com
capacidade de 250mm definem uma incerteza de medição entre 12 e 30μm e os de
capacidade de 1.000mm definem entre 30 e 60μm, e assim pode-se fazer uma análise
comparativa entre os diversos sistemas de medição, o que ajudará a entender melhor
porque alguns instrumentos podem auxiliar na verificação de outros (ação que
chamamos de calibração).
Faixa Instrumentos
1 paquímetros, traçadores, esquadros combinados
2 calibradores e instrumentos com relógios comparadores
3 micrômetros internos e externos em geral centesimais
4 micrômetros milesimais, microscópios, projetores, relógios apalpadores
5 banco micrométrico e aferidores em geral
6 padrões de altura, blocos-padrão
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2. Medidas e
conversões
Apesar de se ter chegado ao metro como unidade de medida, outras unidades também
são usadas. Na Mecânica, por exemplo, é comum usar a polegada.
O sistema inglês ainda é muito utilizado na Inglaterra e nos Estados Unidos, assim
como no Brasil devido ao grande número de empresas procedentes desses países.
Porém, esse sistema está, aos poucos, sendo substituído pelo sistema métrico,
embora ainda permaneça a necessidade de se converter o sistema inglês em sistema
métrico e vice-versa.
O sistema inglês
Esse sistema tem como padrão a jarda, que é um termo vindo da palavra inglesa
“yard”, que significa “vara”, em referência ao uso de varas nas medições. Esse padrão
foi criado por alfaiates ingleses.
No século XII, em conseqüência da sua grande utilização, esse padrão foi oficializado
pelo rei Henrique I. A jarda teria sido definida, então, como a distância entre a ponta do
nariz do rei e a de seu polegar, com o braço esticado. A exemplo dos antigos bastões
de um cúbito, foram construídas e distribuídas barras metálicas para facilitar as
medições. Apesar da tentativa de uniformização da jarda na vida prática, não se
conseguiu evitar que o padrão sofresse modificações.
1 pé = 12 polegadas;
1 jarda = 3 pés;
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1"
(meia polegada)
2
1"
(um quarto de polegada)
4
1"
(um oitavo de polegada)
8
1"
(um dezesseis avos de polegada)
16
1"
(um trinta e dois avos de polegada)
32
1"
(um sessenta e quatro avos de polegada)
64
1"
(um cento e vinte e oito avos de polegada)
128
Exemplo
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Note que, no sistema inglês, o ponto indica separação de decimais. Nas medições em
que se requer maior exatidão, utiliza-se a divisão de milionésimos de polegada,
também chamada de micropolegada. Em inglês, “micro inch”. É representado por
inch.
Exemplo
Conversões
Sempre que uma medida estiver em uma unidade diferente da dos equipamentos
utilizados, deve-se convertê-la (ou seja, mudar a unidade de medida).
Exemplos
Exemplos
12,7
x 128
25,4 0,5 x 128 64"
12,7 mm 12,7mm = = =
128 128 128
64 32 16 8 4 2 1"
simplificando: = = = = = =
128 64 32 16 8 4 2
19,8
x 128
25,4 99,77 100"
19,8 mm 19,8mm = = arredondando:
128 128 128
100 50 25"
simplificando: = =
128 64 32
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Regra prática
Exemplos
Observação
128
O valor 5,04 foi encontrado pela relação 5,03937
25,4
Exemplo
16 8 1"
= =
128 64 8
Outro exemplo
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Exemplos
3" 3
= = ,375”
8 8
5" 5
= = ,3125”
16 16
Para converter polegada milesimal em milímetro, basta multiplicar o valor por 25,4.
Exemplo
Para converter milímetro em polegada milesimal, basta dividir o valor em milímetro por
25,4.
Exemplos
5,08
5,08mm ,200"
25,4
18
18mm ,7086" arredondando ,709”
25,4
Representação gráfica
A equivalência entre os diversos sistemas de medidas, vistos até agora, pode ser
melhor compreendida graficamente.
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Sistema métrico
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3. Tolerância
dimensional
É muito difícil executar peças com as medidas rigorosamente exatas porque todo
processo de fabricação está sujeito a imprecisões. Sempre acontecem variações ou
desvios das cotas indicadas no desenho. Entretanto, é necessário que peças
semelhantes, tomadas ao acaso, sejam intercambiáveis, isto é, possam ser
substituídas entre si, sem que haja necessidade de reparos e ajustes. A prática tem
demonstrado que as medidas das peças podem variar, dentro de certos limites, para
mais ou para menos, sem que isto prejudique a qualidade. Esses desvios aceitáveis
nas medidas das peças caracterizam o que chamamos de tolerância dimensional,
que é o assunto que você vai aprender nesta aula.
Num conjunto, as peças se ajustam, isto é, se encaixam umas nas outras de diferentes
maneiras e você também vai aprender a reconhecer os tipos de ajustes possíveis entre
peças de conjuntos mecânicos.
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Afastamentos
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Depois de executado, o diâmetro da peça pode ter qualquer valor dentro desses dois
limites.
A cota Ø 16 apresenta dois afastamentos com sinal - (menos), o que indica que os
afastamentos são negativos: - 0,20 e - 0,41. Quando isso acontece, o afastamento
superior corresponde ao de menor valor numérico absoluto. No exemplo, o valor 0,20
é menor que 0,41; logo, o afastamento - 0,20 corresponde ao afastamento superior e -
0,41 corresponde ao afastamento inferior.
Para saber qual a dimensão máxima que a cota pode ter basta subtrair o
afastamento superior da dimensão nominal. No exemplo: 16,00 - 0,20 = 15,80.
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Para obter a dimensão mínima você deve subtrair o afastamento inferior da dimensão
nominal. Então: 16,00 - 0,41 = 15,59. A dimensão efetiva deste diâmetro pode,
portanto, variar dentro desses dois limites, ou seja, entre 15,80mm e 15,59mm. Neste
caso, de dois afastamentos negativos, a dimensão efetiva da cota será sempre menor
que a dimensão nominal.
Ajustes
Para entender o que são ajustes precisamos antes saber o que são eixos e furos de
peças. Quando falamos em ajustes, eixo é o nome genérico dado a qualquer peça, ou
parte de peça, que funciona alojada em outra. Em geral, a superfície externa de um
eixo trabalha acoplada, isto é, unida à superfície interna de um furo. Veja, a seguir, um
eixo e uma bucha.
Observe que a bucha está em corte para mostrar seu interior que é um furo.
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Eixos e furos de formas variadas podem funcionar ajustados entre si. Dependendo da
função do eixo, existem várias classes de ajustes. Se o eixo se encaixa no furo de
modo a deslizar ou girar livremente, temos um ajuste com folga.
Quando o eixo se encaixa no furo com certo esforço, de modo a ficar fixo, temos um
ajuste com interferência.
Existem situações intermediárias em que o eixo pode se encaixar no furo com folga ou
com interferência, dependendo das suas dimensões efetivas. É o que chamamos de
ajuste incerto.
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Em geral, eixos e furos que se encaixam têm a mesma dimensão nominal. O que varia
é o campo de tolerância dessas peças.
0,41
Na cota do furo 25 00,21 , o afastamento superior é + 0,21; na cota do eixo: 25 +0,28 ,o
afastamento inferior é + 0,28. Portanto, o primeiro é menor que o segundo,
confirmando que se trata de um ajuste com interferência.
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Para obter o valor da interferência, basta calcular a diferença entre a dimensão efetiva
do eixo e a dimensão efetiva do furo. Imagine que a peça pronta ficou com as
seguintes medidas efetivas: diâmetro do eixo igual a 25,28mm e diâmetro do furo igual
a 25,21mm. A interferência corresponde a: 25,28mm - 25,21mm = 0,07mm. Como o
diâmetro do eixo é maior que o diâmetro do furo, estas duas peças serão acopladas
sob pressão.
Ajuste incerto
É o ajuste intermediário entre o ajuste com folga e o ajuste com interferência. Neste
caso, o afastamento superior do eixo é maior que o afastamento inferior do furo, e o
afastamento superior do furo é maior que o afastamento inferior do eixo. Acompanhe o
próximo exemplo com bastante atenção.
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Este nome está ligado ao fato de que não sabemos, de antemão, se as peças
acopladas vão ser ajustadas com folga ou com interferência. Isso vai depender das
dimensões efetivas do eixo e do furo.
Ajustes recomendados
Tipo de
Exemplo de ajuste Exemplo de Aplicação
Mecânica
Mecânica
Mecânica
Ordinária
ajuste
Preciso
precisa
Média
Extra
Peças cujos funcionamentos
Livre H6 e7 H7 e7 necessitam de folga por força de
H8 e9 H11 a11
H7 e8 dilatação, mau alinhamento,
etc.
Montagem à mão, com facilidade.
À pressão
Peças impossíveis de serem
com
H6 p5 H7 p6 desmontadas sem deformação.
esforço
Ex.: buchas à pressão, etc.
Montagem com auxílio de balancim
ou por dilatação.
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Créditos Comitê Técnico GED/FIC Metalmecânica/2010
Humberto Aparecido Marim
José Carlos de Oliveira
Autores (2): Joel Ferreira
José Serafim Guarnieri
Regina Maria Silva
Referência
[Link]. Desenho técnico (Supervisor de 1ª linha). São Paulo, 1990. (1)
Telecurso: profissionalizante de Mecânica: leitura e interpretação de desenho técnico mecânico. v.3. [Link]. Rio de Janeiro: Fundação
Roberto Marinho, 2000. 194p. (2)
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4. Rugosidade
Superficial
A produção das superfícies lisas exige, em geral, custo de fabricação mais elevado.
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Rugosidade
Na qualidade de deslizamento;
Na resistência ao desgaste;
Na possibilidade de ajuste do acoplamento forçado;
Na resistência oferecida pela superfície ao escoamento de fluidos e lubrificantes;
Na qualidade de aderência que a estrutura oferece às camadas protetoras;
Na resistência à corrosão e à fadiga;
Na vedação;
Na aparência.
Definições
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Superfície real
Superfície geométrica
Superfície efetiva
Perfil real
Perfil geométrico
Perfil efetivo
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Irregularidades da superfície
Toma-se o perfil efetivo de uma superfície num comprimento lm, comprimento total de
avaliação. Chama-se o comprimento le de comprimento de amostragem (NBR
6405/1988).
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Comprimentos para avaliação de rugosidade
A distância percorrida pelo apalpador deverá ser igual a 5 le mais a distância para
atingir a velocidade de medição lv e para a parada do apalpador lm.
Rugosidade e ondulação
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Sistema M
A1 + A2 = A3
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Parâmetros de rugosidade
É a média aritmética dos valores absolutos das ordenadas de afastamento (yi), dos
pontos do perfil de rugosidade em relação à linha média, dentro do percurso de
medição (m). Essa grandeza pode corresponder à altura de um retângulo, cuja área
é igual à soma absoluta das áreas delimitadas pelo perfil de rugosidade e pela linha
média, tendo por comprimento o percurso de medição (m).
Vantagens do parâmetro Ra
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Desvantagens do parâmetro Ra
Valor de Ra não define a forma das irregularidades do perfil. Dessa forma, poderemos
ter um valor de Ra para superfícies originadas de processos diferentes de usinagem;
Para alguns processos de fabricação com freqüência muito alta de vales ou picos,
como é o caso dos sinterizados, o parâmetro não é adequado, já que a distorção
provocada pelo filtro eleva o erro a altos níveis.
Comprimento da amostragem
Classificação da rugosidade
Característica da rugosidade Ra
N 12 50
N 11 25
N 10 12,5
N 9 6,3
N 8 3,2
N 7 1,6
N 6 0,8
N 5 0,4
N 4 0,2
N 3 0,1
N 2 0,05
N 1 0,025
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Está definido como o maior valor das rugosidades parciais (Zi) que se apresenta no
percurso de medição (m). Por exemplo: na figura a seguir, o maior valor parcial é o
Z3, que está localizado no 3º cut off, e que corresponde à rugosidade Ry.
Superfícies de vedação;
Tampões em geral;
Vantagens do parâmetro Ry
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Desvantagens do parâmetro Ry
Pode dar uma imagem errada da superfície, pois avalia erros que muitas vezes não
representam a superfície como um todo. Por exemplo: um risco causado após a
usinagem e que não caracteriza o processo;
Observação
Corresponde à distância vertical entre o pico mais alto e o vale mais profundo no
comprimento de avaliação (m), independentemente dos valores de rugosidade
parcial (Zi). Na figura abaixo, pode-se observar que o pico mais alto está no retângulo
Z1, e que o vale mais fundo encontra-se no retângulo Z3. Ambos configuram a
profundidade total da rugosidade Rt.
Rugosidade Rt. Distância entre pico mais alto e vale mais profundo
O parâmetro Rt tem o mesmo emprego do Ry, mas com maior rigidez, pois considera o
comprimento de amostra igual ao comprimento de avaliação.
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Vantagens do parâmetro Rt
É mais rígido na avaliação que o Ry, pois considera todo o comprimento de avaliação
e não apenas o comprimento de amostragem (1 valor de j off);
Desvantagem do parâmetro Rt
Onde pontos isolados não influenciam na função da peça a ser controlada. Por
exemplo: superfícies de apoio e de deslizamento, ajustes prensados etc.;
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Vantagens do parâmetro Rz
Desvantagens do parâmetro Rz
Assim como o Ry, não possibilita nenhuma informação sobre a forma do perfil, bem
como da distância entre as ranhuras;
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Caracteriza muito bem uma superfície que mantém certa periodicidade do perfil
ranhurado;
Não possibilita informação sobre a forma do perfil nem sobre a distância entre
ranhuras;
Medição da rugosidade
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Esses símbolos podem ser combinados entre si, ou utilizados em combinação com os
símbolos com indicação da característica principal da rugosidade, Ra.
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d= direção de estrias.
Os símbolos e inscrições devem estar orientados de maneira que possam ser lidos
tanto com o desenho na posição normal como pelo lado direito.
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Se for necessário definir uma direção das estrias que não esteja claramente definida
por um desses símbolos, ela deve estar descrita no desenho por uma nota adicional.
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Rugosímetro
Novo Telecurso
v. 2. 2010
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Créditos Comitê Técnico GED/FIC Metalmecânica/2010
Elaboradores (1): Antonio Ferro Antonio Varlese José Serafim Guarnieri
José Romeu Raphael Celso de Hypólito Manoel Tolentino Rodrigues Filho
Paulo Binhoto Filho Eduardo Francisco Ferreira Rinaldo Afanasiev
Ilustrador (1): Devanir Marques Barbosa Eugenício Severino da Silva Roberto Aparecido Moreno
Humberto Aparecido Marim
Adaptadores (2): Antonio Varlese José Carlos de Oliveiraz
Eugenício Severino da Silva
Manoel Tolentino Rodrigues Filho
Rinaldo Afanasiev
Roberto Aparecido Moreno
Referência
[Link]. Tecnologia Aplicada II ‐ Trator. São Paulo, 1997. (1)
Telecurso: profissionalizante de Mecânica: leitura e interpretação de desenho técnico – mecânico. v. 2. [Link]. Rio de Janeiro:
Fundação Roberto Marinho, 2009. 300p. (2)
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5. Tolerância
geométrica
Isso ocorre porque vários fatores interferem nos processos de fabricação: instrumentos
de medição fora de calibração, folgas e desalinhamento geométrico das máquinas-
ferramenta, deformações do material, falhas do operador, etc.
Mas, a prática tem demonstrado que certas variações nas características das peças,
dentro de certos limites, são aceitáveis porque não chegam a afetar sua
funcionalidade.
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Peças produzidas dentro das tolerâncias especificadas podem não ser idênticas entre
si, mas funcionam perfeitamente quando montadas em conjunto. Porém, se estiverem
fora das tolerâncias especificadas, deverão ser retrabalhadas ou refugadas, o que
representa desperdício de tempo e de dinheiro.
Todo produto é concebido para atender a uma função, com o menor número possível
de erros. A aplicação das tolerâncias dimensionais e geométricas permitirá atender à
função desejada com menor índice de rejeição. É de suma importância atingir os
requisitos de funcionalidade e exatidão de forma e de posição dos elementos
produzidos, para assegurar a durabilidade, a confiabilidade e o bom desempenho do
produto.
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ISO 7083:1983, são usados nos desenhos técnicos para indicar as tolerâncias
especificadas.
Retitude
Elementos isolados
Planeza
Circularidade
Forma
Cilindricidade
isolados ou
associados
Elementos
Paralelismo
Orientação Perpendicularidade
Inclinação
Elementos associados
Posição
Concentricidade
Posição
Coaxialidade
Simetria
Circular
Batimento
Total
Cada uma dessas tolerâncias será explicada detalhadamente nos próximos capítulos.
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Note que, embora as dimensões efetivas do pino estejam de acordo com a tolerância
dimensional especificada no desenho técnico, a peça real não é exatamente igual à
peça projetada. Pela ilustração você percebe que o pino está deformado.
Assim, desvios de formas dentro de certos limites não chegam a prejudicar o bom
funcionamento das peças.
Quando dois ou mais elementos de uma peça estão associados, outro fator deve ser
considerado: a posição relativa desses elementos entre si.
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Tolerâncias de forma
Analise as vistas: frontal e lateral esquerda do modelo prismático abaixo. Note que a
superfície S, projetada no desenho, é uma superfície geométrica ideal plana.
Após a execução, a superfície real da peça S’ pode não ficar tão plana como a
superfície ideal S. Entre os desvios de planeza, os tipos mais comuns são a
concavidade e a convexidade.
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Planeza
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Cilindricidade
Quando uma peça é cilíndrica, a forma real da peça fabricada deve estar situada entre
as superfícies de dois cilindros que têm o mesmo eixo e raios diferentes.
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Retitude
Quando a peça tem a forma cilíndrica, o campo de tolerância de retitude também tem
a forma cilíndrica. Quando a peça tem forma prismática com seção retangular, o
campo de tolerância de retitude fica definido por um paralelepípedo imaginário, cuja
base é formada pelos lados t1 e t2.
No caso das peças prismáticas a indicação de tolerância de retitude também é feita pelo
símbolo: que antecede o valor numérico da tolerância.
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Circularidade
Em peças com forma de disco, cilindro ou cone pode ser necessário determinar a
tolerância de circularidade.
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Note que o contorno de cada seção do perfil deve estar compreendido entre duas linha
paralelas, tangentes à circunferência.
Cuidado para não confundir os símbolos! No final desta aula, você encontrará um
quadro com o resumo de todos os símbolos usados em tolerâncias geométricas.
Estude-o com atenção e procure memorizar todos os símbolos aprendidos.
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Tolerâncias de orientação
Quando dois ou mais elementos são associados pode ser necessário determinar a
orientação precisa de um em relação ao outro para assegurar o bom funcionamento do
conjunto.
Veja um exemplo.
O primeiro desenho técnico mostra que o eixo deve ser perpendicular ao furo. Observe,
no segundo desenho, como um erro de perpendicularidade na execução do furo afeta
de modo inaceitável a funcionalidade do conjunto. Daí a necessidade de se
determinarem, em alguns casos, as tolerâncias de orientação. Na determinação das
tolerâncias de orientação geralmente um elemento é escolhido como referência para
indicação das tolerâncias dos demais elementos.
O elemento tomado como referência pode ser uma linha, como por exemplo, o eixo de
uma peça. Pode ser, ainda, um plano, como por exemplo, uma determinada face da
peça. E pode ser até mesmo um ponto de referência, como por exemplo, o centro de
um furo. O elemento tolerado também pode ser uma linha, uma superfície ou um
ponto.
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Paralelismo
Nesta peça, o eixo do furo superior deve ficar paralelo ao eixo do furo inferior, tomado
como referência. O eixo do furo superior deve estar compreendido dentro de uma zona
cilíndrica de diâmetro t, paralela ao eixo do furo inferior, que constitui a reta de
referência.
Na peça do exemplo anterior, o elemento tolerado foi uma linha reta: o eixo do furo
superior. O elemento tomado como referência também foi uma linha: o eixo do furo
inferior. Mas, há casos em que a tolerância de paralelismo de um eixo é determinada
tomando-se como referência uma superfície plana.
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Perpendicularidade
Nesta peça, o eixo do furo vertical B deve ficar perpendicular ao eixo do furo horizontal
C. Portanto, é necessário determinar a tolerância de perpendicularidade de um eixo
em relação ao outro.
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Inclinação
Em vez de uma linha, como no exemplo anterior, o elemento tolerado pode ser uma
superfície.
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Tolerância de posição
Quando tomamos como referência a posição, três tipos de tolerância devem ser
considerados: de localização; de concentricidade e de simetria.
Localização
Quando a localização exata de um elemento, como por exemplo: uma linha, um eixo
ou uma superfície, é essencial para o funcionamento da peça, sua tolerância de
localização deve ser determinada. Observe a placa com furo, a seguir.
Como a localização do furo é importante, o eixo do furo deve ser tolerado. O campo de
tolerância do eixo do furo é limitado por um cilindro de diâmetro t. O centro deste
cilindro coincide com a localização ideal do eixo do elemento tolerado.
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Concentricidade ou coaxialidade
Quando duas ou mais figuras geométricas planas regulares têm o mesmo centro,
dizemos que elas são concêntricas. Quando dois ou mais sólidos de revolução têm o
eixo comum, dizemos que eles são coaxiais. Em diversas peças, a concentricidade ou
a coaxialidade de partes ou de elementos, é condição necessária para seu
funcionamento adequado. Mas, determinados desvios, dentro de limites estabelecidos,
não chegam a prejudicar a funcionalidade da peça. Daí a necessidade de serem
indicadas as tolerâncias de concentricidade ou de coaxialidade.
Essa peça é composta por duas partes de diâmetros diferentes. Mas, os dois cilindros
que formam a peça são coaxiais, pois têm o mesmo eixo. O campo de tolerância de
coaxialidade dos eixos da peça fica determinado por um cilindro de diâmetro t cujo
eixo coincide com o eixo ideal da peça projetada.
68
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Simetria
Preste atenção ao plano que divide a peça em duas partes simétricas. Na vista frontal,
a simetria vem indicada pela linha de simetria que coincide com o eixo da peça. Para
determinar a tolerância de simetria, tomamos como elemento de referência o plano
médio ou eixo da peça. O campo de tolerância é limitado por dois planos paralelos,
equidistantes do plano médio de referência, e que guardam entre si uma distância t. É
o que mostra o próximo desenho.
69
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Batimento
Quando um elemento dá uma volta completa em torno de seu eixo de rotação, ele pode
sofrer oscilação, isto é, deslocamentos em relação ao eixo. Dependendo da função do
elemento, esta oscilação tem de ser controlada para não comprometer a funcionalidade
da peça. Por isso, é necessário que sejam determinadas as tolerâncias de batimento,
que delimitam a oscilação aceitável do elemento. As tolerâncias de batimento podem
ser de dois tipos: axial e radial.
Axial, você já sabe, refere-se a eixo. Batimento axial quer dizer balanço no sentido do
eixo. O campo de tolerância, no batimento axial, fica delimitado por dois planos
paralelos entre si, a uma distância t e que são perpendiculares ao eixo de rotação.
O batimento radial, por outro lado, é verificado em relação ao raio do elemento, quando
o eixo der uma volta completa. O campo de tolerância, no batimento radial é delimitado
por um plano perpendicular ao eixo de giro que define dois círculos concêntricos, de
raios diferentes. A diferença t dos raios corresponde à tolerância radial.
70
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
71
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Os elementos de referência são indicados por uma linha que termina por um triângulo
cheio. A base deste triângulo é apoiada sobre o contorno do elemento ou sobre o
prolongamento do contorno do elemento.
72
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
73
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Nem sempre, porém, o elemento de referência vem identificado pela letra maiúscula.
Às vezes, é mais conveniente ligar diretamente o elemento tolerado ao elemento de
referência. Veja.
74
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75
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Créditos Comitê Técnico GED/FIC Metalmecânica/2010
Humberto Aparecido Marim
Regina Maria Silva José Serafim Guarnieri
Referência
[Link]. Desenho I – Iniciação ao Desenho. São Paulo, 1991.
Telecurso: profissionalizante de Mecânica: leitura e interpretação de desenho técnico mecânico. v.3. [Link]. Rio de Janeiro: Fundação
Roberto Marinho, 2000. 194p. (2)
76
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6. Paquímetro
Largamente usado na indústria mecânica devido a sua grande versatilidade. Onde será
apresentado a seguir conceitos, tipos, uso e conservação desse instrumento.
1"
0,05 mm, 0,02 mm, ou ,001"
128
77
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Tipos e usos
Paquímetro universal
78
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Empregado para medir peças cônicas ou peças com rebaixos de diâmetros diferentes.
Paquímetro de profundidade
Serve para medir a profundidade de furos não vazados, rasgos, rebaixos etc.
Esse tipo de paquímetro pode apresentar haste simples ou haste com gancho. Veja a
seguir duas situações de uso do paquímetro de profundidade.
79
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Paquímetro duplo
Paquímetro digital
Utilizado para leitura rápida, livre de erro de paralaxe, e ideal para controle estatístico.
Princípio do nônio
80
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Há, portanto, uma diferença de 0,1 mm entre o primeiro traço da escala fixa e o
primeiro traço da escala móvel.
Essa diferença é de 0,2mm entre o segundo traço de cada escala; de 0,3m entre o
terceiros traços e assim por diante.
81
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Cálculo de resolução
UEF
Resolução =
NDN
Exemplo
1mm
Resolução = = 0,1mm
10 divis~
oes
1mm
Resolução = = 0,05mm
20 divis~
oes
1mm
Resolução = = 0,02mm
50 divis~
oes
Sistema métrico
Em seguida, você deve contar os traços do nônio até o ponto em que um deles
coincidir com um traço da escala fixa.
Depois, você soma o número que leu na escala fixa ao número que leu no nônio.
UEF 1mm
Resolução: = = 0,1mm
NDN 10 div.
82
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Leitura Leitura
0,3mm nônio (traço coincidente: 3º) 0,5mm nônio (traço coincidente: 5º)
1mm
Resolução = = 0,05mm
20
Leitura
0,65mm nônio
73,65mm total
1mm
Resolução = = 0,02mm
50
Leitura
68,00mm escala
fixa
0,32mm nônio
68,32mm total
83
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Sistema inglês
No paquímetro em que se adota o sistema inglês, cada polegada da escala fixa divide-
1"
se em 40 partes iguais. Cada divisão corresponde a: (que é igual a ,025")
40
UEF ,025"
Resolução = R= = ,001”
NDN 25
Contam-se as unidades ,025" que estão à esquerda do zero (0) do nônio e, a seguir,
somam-se os milésimos de polegada indicados pelo ponto em que um dos traços do
nônio coincide com o traço da escala fixa.
Leitura
+ ,014" nônio
,064" total
Leitura
+ ,021" nônio
1,721" total
84
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
1"
UEF 16 1 1 1 1
Resolução = = = R= 8 x
NDN 8 16 16 8 128
1"
Assim, cada divisão do nônio vale .
128
2" 1"
Duas divisões corresponderão a ou e assim por diante.
128 64
A partir daí, vale a explicação dada no item anterior: adicionar à leitura da escala fixa a
do nônio.
Exemplo
3" 3"
Na figura a seguir, podemos ler na escala fixa e no nônio.
4 128
85
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
3" 5"
Escala fixa 3 nônio
16 128
3 5 24 5
Portanto: 1 + 1 +
16 128 128 128
29"
Total: 1
128
1" 6"
Escala fixa nônio
16 128
1 6 8 6 14
Portanto: + + =
16 128 128 128 128
7"
Total:
64
Observação
Você deve ter percebido que medir em polegada fracionária exige operações mentais.
Para facilitar a leitura desse tipo de medida, recomendamos os seguintes
procedimentos:
86
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
1º passo
Verifique se o zero (0) do nônio coincide com um dos traços da escala fixa. Se coincidir,
faça a leitura somente na escala fixa.
1"
Leitura = 7
4
2º passo
Quando o zero (0) do nônio não coincidir, verifique qual dos traços do nônio está nessa
situação e faça a leitura do nônio.
3º passo
Verifique na escala fixa quantas divisões existem antes do zero (0) do nônio.
4º passo
1 2 4 8
Sabendo que cada divisão da escala fixa eqüivale a = = = e com base na
16 32 64 128
leitura do nônio, escolhemos uma fração da escala fixa de mesmo denominador.
Por exemplo:
3" 4"
Leitura do nônio fração escolhida da escala fixa
64 64
7" 8"
Leitura do nônio fração escolhida da escala fixa
128 128
5º passo
87
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
3"
2º passo
64
3º passo 1 divisão
3" 4"
4º passo fração escolhida
64 64
4 3" 7"
5º passo 1 x + =
64 64 64
7"
Leitura final:
64
3"
2º passo
128
3" 8"
4º passo fração escolhida
128 128
8 3" 67"
5º passo 2” + 8 x + =2
128 128 128
67"
Leitura final: 2
128
88
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
1º passo
Verificar se a fração tem denominador 128. Se não tiver, deve-se substituí-la pela sua
equivalente, com denominador 128.
Exemplo
9"
não tem denominador 128.
64
9" 18"
é uma fração equivalente, com denominador 128.
64 128
Observação
2º passo
18 8
2 2
resto quociente
3º passo
O quociente indica a medida na escala fixa; o resto mostra o número do traço do nônio
que coincide com um traço da escala fixa.
89
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
25"
Outro exemplo: abrir o paquímetro na medida
128
25 8
1 3
resto quociente
Conservação
Não deixar o paquímetro em contato com outras ferramentas, o que pode lhe causar
danos.
90
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Erros de leitura
Paralaxe
Dependendo do ângulo de visão do operador, pode ocorrer o erro por paralaxe, pois
devido a esse ângulo, aparentemente há coincidência entre um traço da escala fixa
com outro da móvel.
O cursor onde é gravado o nônio, por razões técnicas de construção, normalmente tem
uma espessura mínima (a), e é posicionado sobre a escala principal. Assim, os traços
do nônio (TN) são mais elevados que os traços da escala fixa (TM).
Para não cometer o erro de paralaxe, é aconselhável que se faça a leitura situando o
paquímetro em uma posição perpendicular aos olhos.
91
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Pressão de medição
Para se deslocar com facilidade sobre a régua, o cursor deve estar bem regulado: nem
muito preso, nem muito solto. O operador deve, portanto, regular a mola, adaptando o
instrumento à sua mão. Caso exista uma folga anormal, os parafusos de regulagem da
mola devem ser ajustados, girando-os até encostar no fundo e, em seguida,
retornando 1/8 de volta aproximadamente. Após esse ajuste, o movimento do cursor
deve ser suave, porém sem folga.
Forma de contato
externas;
internas;
de profundidade;
de ressaltos.
92
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Nas medidas externas, a peça a ser medida deve ser colocada o mais profundamente
possível entre os bicos de medição para evitar qualquer desgaste na ponta dos bicos.
Para maior segurança nas medições, as superfícies de medição dos bicos e da peça
devem estar bem apoiadas.
93
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Toma-se, então, a máxima leitura para diâmetros internos e a mínima leitura para
faces planas internas.
Não se deve usar a haste de profundidade para esse tipo de medição, porque ela não
permite um apoio firme.
94
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
É importante abrir o paquímetro com uma distância maior que a dimensão do objeto a
ser medido.
O centro do encosto fixo deve ser encostado em uma das extremidades da peça.
Convém que o paquímetro seja fechado suavemente até que o encosto móvel toque a
outra extremidade.
Feita a leitura da medida, o paquímetro deve ser aberto e a peça retirada, sem que os
encostos a toquem.
Paralaxe;
Pressão de medição;
Forma de contato;
Habilidade do operador;
95
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96
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
7. Micrômetro
Jean Louis Palmer apresentou, pela primeira vez, um micrômetro para requerer sua
patente. O instrumento permitia a leitura de centésimos de milímetro, de maneira
simples.
97
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Princípio de funcionamento
Assim, há uma porca fixa e um parafuso móvel que, se der uma volta completa,
provocará um descolamento igual ao seu passo.
Nomenclatura
Isolante térmico, fixado ao arco, evita sua dilatação porque isola a transmissão de calor
das mãos para o instrumento;
98
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Tambor é onde se localiza a escala centesimal. Ele gira ligado ao fuso micrométrico.
Portanto, a cada volta, seu deslocamento é igual ao passo do fuso micrométrico;
Componentes de um micrômetro
Tipos e usos
Características
99
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Aplicação
De profundidade
100
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
101
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Este micrômetro é dotado de arco especial e possui o contato a 90º com a haste
móvel, o que permite a introdução do contato fixo no furo do tubo.
Contador mecânico
É para uso comum, porém sua leitura pode ser efetuada no tambor ou no contador
mecânico. Facilita a leitura independentemente da posição de observação (erro de
paralaxe).
Digital eletrônico
Ideal para leitura rápida, livre de erros de paralaxe, próprio para uso em controle
estatístico de processos, juntamente com
microprocessadores.
Sistema Métrico
102
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0,5mm
= 0,01mm
50
Exemplos
103
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Quando no micrômetro houver nônio, ele indica o valor a ser acrescentado à leitura
obtida na bainha e no tambor. A medida indicada pelo nônio é igual à leitura do tambor,
dividida pelo número de divisões do nônio.
0,01
R= = 0,001mm
10
4º passo - leitura dos milésimos com o auxílio do nônio da bainha, verificando qual dos
traços do nônio coincide com o traço do tambor.
Sistema inglês
Embora o sistema métrico seja oficial no Brasil, muitas empresas trabalham com o
sistema inglês. É por isso que existem instrumentos de medição nesse sistema,
inclusive micrômetros, cujo uso depende de conhecimentos específicos.
104
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Exemplo
bainha ,675"
+ tambor ,019"
leitura ,694"
105
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Para a leitura no micrômetro de ,0001", além das graduações normais que existem na
bainha (25 divisões), há um nônio com dez divisões. O tambor divide-se, então, em
250 partes iguais. A leitura do micrômetro é:
Exemplo
bainha ,375”
+ tambor ,005”
+ nônio ,0004”
Antes do uso, limpe as faces de medição; use somente uma folha de papel macio;
106
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Conservação
Evitar contatos e quedas que possam riscar ou danificar o micrômetro e sua escala.
Micrômetro interno
107
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Esse micrômetro é apropriado para medir furos roscados, canais e furos sem saída,
pois suas pontas de contato podem ser trocadas de acordo com a peça que será
medida. Observe a ilustração abaixo.
108
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Para obter a resolução, basta dividir o passo do fuso micrométrico pelo número de
divisões do tambor.
109
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Esse micrômetro serve para medidas acima de 5mm e, a partir daí, varia de 25 em
25mm.
Observação
A calibração dos micrômetros internos tipo paquímetro e tubular é feita por meio de
anéis de referência, dispositivos com blocos-padrões ou com micrômetro externo. Os
micrômetros internos de três contatos são calibrados com anéis de referência.
110
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8. Relógio comparador
Também se pode tomar como padrão uma peça original, de dimensões conhecidas,
que é utilizada como referência.
Quando a ponta de contato sofre uma pressão e o ponteiro gira em sentido horário, a
diferença é positiva. Isso significa que a peça apresenta maior dimensão que a
estabelecida. Se o ponteiro girar em sentido anti-horário, a diferença será negativa, ou
seja, a peça apresenta menor dimensão que a estabelecida.
111
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Tipos
Relógio vertical
Os relógios comparadores também podem ser utilizados para furos. Uma das
vantagens de seu emprego é a constatação, rápida e em qualquer ponto, da dimensão
do diâmetro ou de defeitos, como conicidade, ovalização etc.
112
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Esse dispositivo é conhecido como medidor interno com relógio comparador ou súbito.
113
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
A ponta de contato move o fuso que possui uma cremalheira, que aciona um trem de
engrenagens que, por sua vez, aciona um ponteiro indicador no mostrador.
114
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Condições de uso
Antes de medir uma peça, devemos nos certificar de que o relógio se encontra em
boas condições de uso.
Observação
Antes de tocar na peça, o ponteiro do relógio comparador fica em uma posição anterior
a zero. Assim, ao iniciar uma medida, deve-se dar uma pré-carga para o ajuste do
zero.
Colocar o relógio sempre numa posição perpendicular em relação à peça, para não
incorrer em erros de medida.
115
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Verificação do paralelismo
Verificação de concentricidade
116
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Conservação
117
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
É um dos relógios mais versáteis que se usa na mecânica. Seu corpo monobloco
possui três guias que facilitam a fixação em diversas posições.
Relógio apalpador
Por sua enorme versatilidade, pode ser usado para grande variedade de aplicações,
tanto na produção como na inspeção final.
Exemplos
Excentricidade de peças;
Medições internas;
118
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Exemplos de aplicação
Conservação
Observações
119
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120
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9. Traçador de altura
121
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Para ser utilizado, esse traçador precisa ser regulado. Isto é feito colocando-se a ponta
do riscador no plano de referência e fazendo o traço zero do nônio (ou vernier)
coincidir com o traço zero da escala graduada. Após isso, o riscador e a escala são
fixados e o instrumento estará regulado. Em seguida, girando o parafuso de chamada,
leva-se o cursor até a medida desejada e aperta-se o parafuso de fixação. O
instrumento está pronto para ser usado.
Esse outro modelo também possui um cursor dotado de nônio. O ajuste para a tomada
de uma medida é feito soltando o parafuso de fixação do ajuste fino e o parafuso do
cursor. Estando ambos os parafusos soltos, o cursor é levado próximo à medida
desejada. A seguir, aperta-se o parafuso de fixação do ajuste fino e gira-se a porca de
ajuste fino até obter a medida desejada. Quando a medida desejada é obtida, o cursor
é fixado e o instrumento estará pronto para ser usado.
122
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Utilização e conservação
Uma vez preparados, os traçadores verticais poderão ser utilizados para a traçagem
ou verificação de medidas.
Quando as peças possuem formato geométrico que favorece seu apoio, elas poderão
ser colocadas diretamente sobre o desempeno. Em caso contrário, será necessário o
uso de acessórios para o apoio adequado da peça.
Os traçadores que possuem riscador tipo agulha deverão ter suas pontas protegidas
para evitar acidentes.
123
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124
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10. Calibrador e
verificador
Quando as peças estão entre o limite máximo e o limite mínimo, isto é, na situação
passa/não-passa, dizemos que estão dentro dos limites de tolerância.
A medida indireta por comparação consiste em confrontar a peça que se quer medir
com aquela de dimensão ou padrão aproximados. Assim, um eixo pode ser medido
indiretamente, utilizando-se um calibrador para eixos, e o furo de uma peça pode ser
comparado por um calibrador tampão.
Tipos de calibrador
O funcionamento do calibrador tampão é bem simples: o furo que será medido deve
permitir a entrada da extremidade mais longa do tampão (lado passa), mas não da
outra extremidade (lado não-passa).
125
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
O lado não-passa tem uma marca vermelha. Esse tipo de calibrador é normalmente
utilizado em furos e ranhuras de até 100mm.
Calibrador de boca
Esse calibrador tem duas bocas para controle: uma passa, com a medida máxima, e a
outra não-passa, com a medida mínima. O lado não-passa tem chanfros e uma marca
vermelha. É normalmente utilizado para eixos e materiais planos de até 100mm.
O calibrador deve entrar no furo ou passar sobre o eixo por seu próprio peso, sem
pressão.
126
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
O eixo deve passar no diâmetro máximo (Dmáx.) e não passar no diâmetro mínimo
(Dmín.). Sua utilização compreende dimensões de até 500mm.
Calibrador chato
127
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Para dimensões acima de 260mm, usa-se o calibrador tipo vareta, que são hastes
metálicas com as pontas em forma de calota esférica.
O calibrador ajustável para eixo tem dois ou quatro parafusos de fixação e pinos de
aço temperado e retificado. É confeccionado de ferro fundido, em forma de ferradura.
A dimensão máxima pode ser ajustada entre os dois pinos anteriores, enquanto a
dimensão mínima é ajustada entre os dois pinos posteriores.
128
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Calibrador de rosca
A extremidade de rosca mais longa do calibrador tampão verifica o limite mínimo: ela
deve penetrar suavemente, sem ser forçada, na rosca interna da peça que está sendo
verificada. Diz-se lado passa. A extremidade de rosca mais curta, não-passa, verifica o
limite máximo.
129
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Os roletes cilíndricos podem ter roscas ou sulcos circulares, cujo perfil e passo são
iguais aos do parafuso que se vai verificar.
O calibrador cônico morse possibilita ajustes com aperto enérgico entre peças que
serão montadas ou desmontadas com freqüência.
Conservação
130
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Verificadores
Verificadores são instrumentos para medição indireta os quais confrontam a peça com
condições aceitáveis de acabamento.
Tipos.
Régua de controle
Régua biselada
Para verificar a planicidade de uma superfície, coloca-se a régua com o fio retificado
em contato suave sobre essa superfície, verificando se há passagem de luz. Repete-se
essa operação em diversas posições.
131
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Régua triangular
De superfície plana;
Paralela plana;
Triangular plana.
132
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Coloca-se uma substância sobre a face que entrará em contato com a superfície. No
caso de peças de ferro fundido, usa-se uma camada de zarcão ou azul da prússia.
Para peças de aço, utiliza-se negro de fumo. Ao deslizá-la em vários sentidos, sem
pressioná-la, a tinta indicará os pontos altos da superfície.
Dimensões
Sempre que for possível, a régua deve ter um comprimento maior que o da superfície
que será verificada.
As dimensões das réguas encontradas no comércio estão indicadas nos catálogos dos
fabricantes.
Condições de uso
Conservação
Evitar choques;
Após o uso, limpá-la e lubrificá-la adequadamente (a régua de granito não deve ser
lubrificada);
133
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Esquadro de precisão
Forma
134
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Esquadro com lâmina biselada, utilizado para se obter melhor visualização, em virtude
da pequena superfície de contato.
Tamanho
Conservação
Lubrificá-los e guardá-los em lugar onde não haja atrito com outras ferramentas (o
esquadro de granito não deve ser lubrificado).
Cilindro-padrão e coluna-padrão
135
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Gabaritos
136
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Verificador de raio
Serve para verificar raios internos e externos. Em cada lâmina é estampada a medida
1 1
do raio. Suas dimensões variam, geralmente, de 1 a 15mm ou de a .
32 2
Verificador de ângulos
Usa-se para verificar superfícies em ângulos. Em cada lâmina vem gravado o ângulo,
que varia de 1º a 45º.
137
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Verificador de rosca
Em suas lâminas está gravado o número de fios por polegada ou o passo da rosca em
milímetros.
Verificador de folga
138
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Observação
Fieira
Os dois modelos acima são de aço temperado. Caracterizam-se por uma série de
entalhes. Cada entalhe corresponde, rigorosamente, a uma medida de diâmetro de fios
ou espessuras de chapas, conforme a fieira adotada.
139
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140
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11. Goniômetro
Tipos
141
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142
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Cálculo da resolução
Na leitura do nônio, utilizamos o valor de 5' (5 minutos) para cada traço do nônio.
Dessa forma, se é o 2o traço no nônio que coincide com um traço da escala fixa,
adicionamos 10' aos graus lidos na escala fixa; se é o 3o traço, adicionamos 15'; se o
4o, 20' etc.
ou seja:
1 60
Resolução = = = 5’
12 12
Leitura do goniômetro
Os graus inteiros são lidos na graduação do disco, com o traço zero do nônio. Na
escala fixa, a leitura pode ser feita tanto no sentido horário quanto no sentido anti-
horário.
A leitura dos minutos, por sua vez, é realizada a partir do zero nônio, seguindo a
mesma direção da leitura dos graus.
Conservação
143
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
144
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
12. Ajustagem
Essa usinagem pode ser feita por meio de diferentes operações: limar, aplainar, fresar,
retificar etc.
145
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Ferramentas
Limas
Limas metálicas
As limas metálicas são as limas mais comuns. São utilizadas em larga escala na
mecânica geral. São geralmente fabricadas com aço-carbono temperado e suas faces
apresentam dentes cortantes chamados de picado.
Quando usadas manualmente apresentam um cabo que pode ser de madeira ou outro
material. Uma lima e o nome das partes que a constituem é mostrada na ilustração a
seguir.
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Quanto ao picado
As limas de picado cruzado são usadas para materiais duros como o aço, o aço
fundido e os aços-liga.
147
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A lima bastarda, por apresentar a menor quantidade de dentes por centímetro, é usada
para desbastes grossos. A lima bastardinha é empregada para desbastes médios. A
lima murça é usada em operações de acabamento.
Exemplos dessas limas com picados simples e cruzados são mostrados na ilustração a
seguir:
Quanto ao formato:
As limas mais comuns quanto ao formato são: chatas paralelas, chatas, triangulares,
quadradas, meia-cana, redonda e tipo faca.
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Chata
Quadrada
Redonda
Superfícies côncavas e,
excepcionalmente, superfícies planas
Meia-cana
Triangular
Faca
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Quanto ao comprimento:
No comércio, as limas metálicas são encontradas nos comprimentos de 100, 150, 200,
250, 300 e 350 mm.
Para a usinagem manual com lima, o comprimento deve ser maior do que o
comprimento da superfície a ser usinada.
150
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Essas limas são acopladas a um eixo flexível e acionadas por meio de um pequeno
motor. Apresentam formatos variados como mostra a ilustração a seguir:
Veja nas ilustrações a seguir, outras limas que são usadas em máquinas:
Para serem usadas com segurança e bom rendimento, as limas devem estar:
Bem encabadas;
Limpas;
151
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A escolha da lima, por sua vez, é feita em função dos seguintes parâmetros:
Limas abasivas
As limas abrasivas são construídas com grãos abrasivos naturais como o óxido de
alumínio, ou artificiais, como o carbeto de silício.
Esse tipo de lima pode trabalhar materiais metálicos como o aço, o bronze, o alumínio,
o latão, etc., e materiais não-metálicos como o mármore, o vidro e a borracha.
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Limas diamantadas
Limas diamantadas são aquelas que apresentam o corpo recoberto com diamante
sintético, um material duríssimo, que é fixado por meio de aglutinantes.
São utilizadas para realizar trabalhos com materiais de alta dureza como: metal duro,
pedra, vidro; materiais cerâmicos, materiais temperados e para a fabricação de
ferramentas, moldes e matrizes em ferramentaria.
Para que as limas tenham uma durabilidade maior, é necessário ter alguns cuidados:
Não limar peças mais duras do que o material com o qual a lima foi fabricada;
Quanto mais nova for a lima, menor deverá ser a pressão sobre ela durante o trabalho;
Evitar choques e contato entre as limas, para que seu picado não se estrague;
Para limpar o picado da lima, usa-se uma vareta de ponta achatada ou uma barra,
ambas de metal macio como cobre e latão.
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Serra manual
Serra manual é uma ferramenta de corte. É provida de uma lâmina com dentes,
utilizada para separar ou seccionar um material. A serra manual é constituída de duas
partes: o arco de serra e a lâmina de serra.
Arco de serra
O arco de serra é uma armação feita de aço carbono, que pode ser inteiriça ou
apresentar um mecanismo ajustável ou regulável.
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O arco de serra apresenta dois suportes de fixação: um fixo e outro móvel, sendo que
o móvel pode se localizar próximo ao cabo ou na outra extremidade, dependendo do
modelo do arco de serra. O suporte móvel é constituído por um pino, um esticador e
uma porca borboleta esticadora.
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Lâmina de serra
A lâmina de serra para arcos é uma peça estreita e fina, com dentes na borda, e feita
de aço rápido ou aço carbono temperado. Quando a têmpera abrange toda a lâmina,
esta recebe o nome de lâmina de serra rígida e deve ser usada com cuidado, pois
quebra-se facilmente ao sofrer esforços de dobramento ou torção. Quando apenas a
parte dentada é temperada, a lâmina recebe o nome de lâmina de serra flexível ou
semiflexível.
A lâmina de serra funciona cortando por meio da ação da cunha formada pelo dente,
destacando pequenos cavacos do material. Caracteriza-se pelo comprimento, largura,
espessura e número de dentes por polegada (25,4 mm).
156
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O número de dentes em uma lâmina determina o passo, obtido pela distância de dois
dentes consecutivos. O passo é conhecido como espaçamento entre dentes e varia em
função do número de dentes por polegada. Assim, uma lâmina de 18 dentes apresenta
passo maior que uma lâmina de 32 dentes.
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A forma ideal dos dentes de uma lâmina de serra é aquela que apresenta o ângulo de
cunha igual a 65º; o ângulo de saída igual a 5º e o ângulo de folga igual a 20º.
A lâmina de serra têm travas, que são deslocamentos laterais dos dentes em forma
alternada.
158
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As travas permitem um corte mais largo, de modo que a espessura do corte se torna
maior que a espessura da lâmina; isso facilita muito a operação de serrar, pois os
cavacos saem livremente e a lâmina não se prende no material.
Por outro lado, para superfícies estreitas, a seleção de um número maior de dentes por
polegada (32 dentes) é mais adequada, pois, pelo menos dois dentes estarão em
contato com as paredes do material, evitando que os dentes da lâmina se quebrem ou
travem.
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A lâmina de serra deve ser escolhida de acordo com a espessura e o tipo de material a
ser trabalhado. Para auxiliar a seleção, observe o quadro a seguir.
Metais muito macios como chumbo, estanho e zinco não devem ser serrados com
lâminas de serra indicadas para aço porque acontece o encrustamento do material
entre os dentes, dificultando o corte. Neste caso, recomenda-se o uso de lâminas de
serra com 10 a 14 dentes por polegada.
Cuidados a observar
Alguns cuidados devem ser adotados para garantir a conservação da lâmina de serra e
a segurança da operação:
160
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Broca helicoidal
A broca é uma ferramenta de corte geralmente de forma cilíndrica, fabricada com aço
rápido, aço carbono, ou com aço carbono com ponta de metal duro soldada ou fixada
mecanicamente, destinada à execução de furos cilíndricos.
Essa ferramenta pode ser fixada em máquinas como torno, fresadora, furadeira,
mandriladora.
A broca do tipo helicoidal de aço rápido é a mais utilizada na mecânica. Por isso, é
preciso conhecer suas características de construção e nomenclatura.
A broca de haste cilíndrica é fixada no mandril, que por sua vez está encaixado no eixo
principal da furadeira, fresadora, torno ou mandriladora. Esse tipo de broca é usado
para furos de pequeno diâmetro que demandam pequeno esforço de corte.
161
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A broca de haste cônica é usada para fazer furos que demandam grande esforço de
corte. Essa broca é encaixada sob pressão diretamente em alojamento específico de
máquinas ferramenta. Desse modo, suporta grandes esforços.
Broca
helicoidal de haste cônica
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haste
Para fins de fixação e afiação, a broca é dividida em três partes: haste, corpo e ponta.
A haste é a parte que fica presa à máquina. Ela pode ser cilíndrica ou cônica,
dependendo de seu diâmetro, conforme ilustrado anteriormente.
163
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A broca corta com as suas duas arestas cortantes como um sistema de duas
ferramentas. Isso permite formar dois cavacos simétricos.
As guias que limitam os canais helicoidais guiam a broca no furo. Elas são cilíndricas e
suficientemente finas para reduzir o atrito nas paredes do orifício. As bordas das guias
constituem as arestas laterais da broca.
A broca é caracterizada pelas dimensões, pelo material com o qual é fabricada e pelos
seguintes ângulos:
164
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Ângulo lateral de folga o tem a função de reduzir o atrito entre a broca e a peça. Isso
facilita a penetração da broca no material. Sua medida varia entre 6 e 27°, de acordo
com o diâmetro da broca. Ele também deve ser determinado de acordo com o material
a ser furado: quanto mais duro é o material, menor é o ângulo de folga.
165
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Broca de centrar
A broca de forma A é uma broca de centrar simples, com um perfil sem chanfro de
proteção, que gera um furo cilíndrico seguido de um escareado a 60°.
167
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A broca de centro de forma R, que é a broca de centro com raio, é utilizada para
diminuir o atrito entre a contraponta e o furo de centro, no caso de desalinhamento da
contraponta no torneamento cônico de pequena conicidade.
A escolha da broca é feita em função dos diâmetros da ponta do eixo, segundo uma
tabela da norma,
Diâmetro da ponta
d d1 L1 d d1 d2 L2
do eixo D (mm)
168
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0 6 1 2,12 3
6 10 1,6 3,35 5
10 16 2 4,25 6
16 25 2,5 5,3 7
25 40 3,15 6,7 9
40 63 4 8,5 11
63 80 6,3 13,2 18
Observação: L1, L2 e L3 representam o comprimento de corte quando o furo de centro deve desaparecer.
169
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170
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Brocas especiais
Além da broca helicoidal existem outros tipos de brocas para usinagens especiais. Tais
brocas também apresentam haste cilíndrica ou cônica e alguns tipos são descritos a
seguir.
Estas brocas são indicadas para a usinagem eficiente de ligas de alumínio, cobre e
outros metais não-ferrosos, porém são indicadas somente nos casos em que as peças
encontram-se fixas enquanto as brocas giram.
A hélice rápida, por ter maior ângulo de corte nas arestas principais, melhora tanto o
rendimento como a rápida saída dos cavacos, o que evita a obstrução dos canais.
Os canais são mais largos que o normal, exatamente para evitar a obstrução, e as
guias da broca são mais estreitas a fim de reduzir o atrito e minimizar o incrustamento
de material.
São projetadas para usinar latão, bronze fosforoso etc. A hélice lenta, por ter menor
ângulo de corte nas arestas principais, produz o cavaco desejado para essa classe de
materiais.
Como nas brocas com hélice rápida, as guias são mais estreitas e os canais mais
largos que os das brocas normais.
171
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Estas brocas possuem as mesmas características que as brocas de hélice lenta para
latão, exceção feita ao ângulo da ponta que, geralmente, é de 60°. São recomendadas
para furar baquelite, ebonite, vulcanite e outros tipos de plásticos termoestáveis, isto é,
plásticos que resistem às deformações causadas pelo aquecimento.
São indicadas para usinar aços inoxidáveis muito duros e outros aços de difícil
usinagem. Por terem o núcleo reforçado em relação às brocas normais, podem
suportar maiores esforços de corte.
A geometria dos canais assegura uma adequada saída dos cavacos, inclusive nos
casos em que se usinam furos com profundidades superiores a três vezes o diâmetro.
Brocas extracurtas
São brocas com corte à direita ou à esquerda cujo comprimento do canal é igual à
metade do comprimento do canal das séries curtas. Isso as torna mais robustas e
especialmente indicadas para uso em furadeiras manuais em que se requer uma maior
rigidez. Devido ao seu comprimento reduzido, estas brocas são preferencialmente
utilizadas em tornos revólver e tornos automáticos, em que o espaço é muito restrito.
172
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Estas brocas são utilizadas para usinar aços-manganês (12% a 14% de manganês), os
quais não podem ser usinados satisfatoriamente com brocas normais devido às
características de extrema dureza destes materiais. As brocas são fabricadas em aço-
rápido com teor de cobalto, haste cônica maior que o normal, comprimento de canal
curto, núcleo normal, hélice lenta e ângulo da ponta obtuso.
Este tipo de broca também pode ser utilizado para usinar aços com alta resistência à
tração, sendo essencial à rigidez tanto da máquina como da fixação da peça a ser
usinada.
Servem para executar furos e rebaixos em uma única operação. São empregadas em
grande produção industrial.
Brocas canhão
Têm uma única aresta cortante. São indicadas para trabalhos especiais como furos
profundos, garantindo sua retitude, onde não há possibilidade de usar brocas
helicoidais.
173
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174
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Brocas trepanadoras
São brocas de tubo aberto com pastilhas de metal duro intercambiáveis. São utilizadas
na execução de furos passantes de grande diâmetro. O uso dessas brocas diminui a
produção do cavaco porque boa parte do núcleo do furo é aproveitada para a
confecção de outras peças.
Macho
Machos, são ferramentas que têm a função de gerar roscas internas em furos para o
rosqueamento de parafusos, fusos ou prisioneiros. É fabricado em aço-rápido
temperado e retificado. Apresentam em seu corpo filetes de rosca padronizados com
canais longitudinais ou helicoidais, cuja função é alojar os cavacos originados pelo
processo.
l1 - Comprimento do
pescoço
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Aplicações
Identificação
O terceiro macho é denominado de macho final, não apresenta nenhum anel na haste.
Este, por sua vez, apresenta um ângulo de entrada de 10º e comprimento de entrada
maior do que o do terceiro macho, cujo ângulo de entrada é de 20º.
176
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Seriado;
Completo.
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Características
Sistemas de rosca que podem ser: internacional - ISO (milímetro - M; MF), Inglês
(polegada – BSW; BSP) e americano (polegada UNC; NPT);
Diâmetro da haste cilíndrica: indica se o macho serve ou não para fazer rosca em furos
mais profundos;
178
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179
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Seleção da broca
Antes de iniciar o trabalho com o macho, deve-se consultar tabelas que relacionam o
diâmetro da broca que realiza o furo e a rosca que se quer obter. Por exemplo: fazer
um furo para uma rosca M6 x 1 (rosca métrica com de 6 mm e passo de 1 mm)
1 0,25 0,75
5 0,8 4,2
6 1 5
7 1 6
Portanto, para a rosca M6 x 1, o furo deve ser feito com a broca de 5 mm.
180
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Os machos devem estar bem afiados e com todos os filetes em perfeito estado.
Tabelas
2 0,4 1,6 24 3 21
4 0,7 3,3 39 4 35
6 1 5 48 5 43
7 1 6 52 5 47
10 1,5 8,5 64 6 58
11 1,5 9,5 68 6 62
181
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182
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5/8 11 13,5
3/4 10 16,5
7/8 9 19,3
1 8 22
1 1/8 7 24,7
1 1/4 7 27,8
1 3/8 6 30,2
1 1/2 6 33,5
1 5/8 5 35,5
1 3/4 5 38,5
183
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G 1/8 28 8,8
G 1/4 19 11,8
G 3/8 19 15,3
G 1/2 14 19
G 5/8 14 21
G 3/4 14 24,5
G 7/8 14 28,3
G1 11 30,8
G 1 1/8 11 35,3
G 1 1/4 11 39,3
G 1 3/8 11 41,7
G 1 1/2 11 45,2
G 1 3/4 11 51,1
G2 11 57
G 2 1/4 11 63,1
G 2 1/2 11 72,6
G 2 3/4 11 78,9
G3 11 85,3
G 3 1/4 11 91,6
G 3 1/2 11 97,7
G 3 3/4 11 104
G4 11 110,4
184
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185
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Cossinete
186
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O cossinete com entrada helicoidal é ideal para roscar aço carbono, pois o cavaco
originado no processo geralmente é longo; assim, o cossinete desloca o cavaco da
região de corte, evitando o engripamento por acúmulo de material nos canais
periféricos.
O cossinete sem entrada helicoidal é usado para roscar materiais que originam
cavacos curtos e quebradiços, a exemplo do latão.
A execução de rosca externa com cossinete redondo, seja aberto ou fechado, pode ser
realizada por meio de desandador próprio, manualmente ou com auxílio de torno
mecânico.
187
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Em caso específico, o cossinete pode ser fixado diretamente na placa universal de três
castanhas do torno mecânico ou em um dispositivo acoplado ao mangote do cabeçote
móvel.
Cossinete bipartido
Esse cossinete também possui canais de saída por onde são eliminados os cavacos
produzidos durante a confecção da rosca.
188
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Cossinete de pente
Tabelas
189
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ext. recomendado
ext,
Diâmetro Passo Diâmetro Passo
recomendado mm
mm
190
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ext.
Diâmetro Número de fios
recomendado mm
Polegada polegada Máx. Min.
3/32 48 2,31 2,25
1/8 40 3,09 3,03
5/32 32 3,88 3,82
3/16 24 4,67 4,60
7/32 24 5,46 5,39
¼ 20 6,18 6,00
5/16 18 7,77 7,60
3/8 16 9,32 9,10
7/16 14 10,70 10,31
½ 12 12,45 12,20
9/16 12 14,04 13,79
5/8 11 15,65 15,40
¾ 10 18,78 18,50
7/8 9 21,92 21,60
1 8 25,11 24,80
1 1/8 7 28,24 27,90
1 1/4 7 31,38 31,00
1 3/8 6 34,51 34,10
1 1/2 6 37,70 37,30
1 5/8 5 40,78 40,30
1 3/4 5 43,97 43,50
Escareador
Para rebaixos cônicos, que alojam cabeças de parafusos e rebites, emprega-se uma
ferramenta chamada de escareador. É usado para chanfrar a entrada de um furo com
determinado ângulo de modo a permitir alojar a cabeça de parafusos, rebites etc. São
fabricados em aço-rápido e são constituídos por um corpo, onde estão as arestas
cortantes, por uma haste e, eventualmente, por uma espiga.
191
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600 8 a 25 mm
600 16 A 80 mm
900 8 a 25 mm
900 16 a 80 mm
1200 8 a 25 mm
1200 16 a 80 mm
O ângulo do escareador e seu diâmetro nominal devem ser compatíveis com o formato
e dimensões da cabeça do parafuso ou do rebite para permitir um perfeito alojamento
desses elementos de fixação.
O número de arestas de corte dos escareadores varia de acordo com sua aplicação.
192
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Rebaixador
Rebaixador Denominação
193
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194
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Riscador e compasso
Riscador Compasso
Para melhor conservação, após o uso, devem ser limpos, lubrificados e guardados em
local apropriado livre de umidade e de contato com outras ferramentas.
195
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Martelo
O martelo é uma ferramenta manual utilizada para a aplicação de golpes sobre outra
superfície.
196
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197
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Punção de bico
A marcação é feita por meio de pancadas dadas com martelo na cabeça do punção.
Os punções de 30º e 60º são usados quando se deseja marcar os centros e os pontos
de referência com mais intensidade. Os punções de 90º e 120º são usados para fazer
marcações leves e guias para pontas de brocas.
Tipos Usos
198
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Como refrigerante, o fluido atua sobre a ferramenta e evita que ela atinja temperaturas
muito altas e perca suas características de corte. Age, também, sobre a peça evitando
deformações causadas pelo calor.
199
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O grupo dos óleos de corte integrais, ou seja, que não são emulsionáveis;
Fluidos de corte químicos, ou fluidos sintéticos, compostos por misturas de água com
agentes químicos.
Os óleos minerais são a base da maioria dos fluidos de corte. A eles são adicionados
os aditivos, ou seja, compostos que alteram e melhoram as características do óleo,
principalmente quando ele é muito exigido.
Quanto melhor for esse agente, menor será o tamanho da gota de óleo e melhor a
emulsão.
Não existe um fluido “universal”, isto é, aquele que atenda a todas as necessidades de
todos os casos.
200
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
201
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Torneamento Fresamento
Os cuidados, porém, não devem se restringir apenas aos fluidos, mas também
precisam ser estendidos aos operadores que os manipulam.
Embora os processos de produção dos fluidos de corte estejam cada vez mais
aperfeiçoados para eliminar componentes indesejáveis, não só no que se refere ao
uso, mas também aos aspectos relacionados à saúde do usuário, o contato prolongado
com esses produtos pode trazer uma série de problemas de pele, genericamente
chamados de dermatite.
Como o contato do operador com esses óleos é necessário pelo tipo de trabalho
realizado, torna-se indispensável o uso de equipamentos de proteção individual. Além
disso, práticas de higiene pessoal são imprescindíveis para o controle e prevenção das
dermatites causadas por compostos que aderem à pele, entopem os poros e os
folículos capilares, impedindo formação normal do suor e a ação de limpeza natural da
pele.
Lavar as áreas da pele que entram em contato com os salpicos de fluido, sujeira e
partículas metálicas ao menos duas vezes durante o dia de trabalho, usando sabões
suaves ou pastas e uma escova macia. Enxugar muito bem com uma toalha de papel;
Aplicar creme protetor nas mãos e nos braços antes de iniciar o trabalho e sempre
depois de lavá-los;
202
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Refrigeração na usinagem
Refrigeração manual
Almotolia
Refrigeração convencional
Depois de refrigerar a ferramenta e a peça, o fluido cai para a mesa onde é recolhido
por canais e levado, por meio de um tubo, para o reservatório. Do reservatório, a
bomba aspira novamente o fluido para devolvê-lo sobre a ferramenta e a superfície de
trabalho.
203
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Refrigeração MQF
204
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A lubrificação tem como função reduzir o atrito entre dois corpos em movimento. Os
tipos de lubrificantes e as condições de lubrificação são determinados no projeto da
máquina ou equipamento e são estabelecidas nas especificações técnicas do
fabricante, cabendo ao operador consultar seus catálogos.
De modo geral, para uma lubrificação eficiente é importante observar aspectos como
adequação do lubrificante, quantidade adequada e ponto de aplicação necessário.
Óleos
viscosidade
índice de viscosidade
densidade
205
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Graxas
consistência
ponto de gota
oxidação
206
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A graxa e o óleo podem ser aplicados nas partes deslizantes das máquinas e equipamentos,
por meio de bombeamento ou aplicação direta.
Bomba manual
A lubrificação manual por graxa é realizada por meio de pistola (bomba) e pinos
graxeiros. Normalmente os pinos são do tipo botão e dotados de válvulas de retenção.
Pistola e botão
Bomba oleadeira
207
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Pincel ou Espátula
208
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Cuidados no manuseio
209
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210
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15. Serramento
Máquinas de serrar
211
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A máquina de serra de fita pode ser dotada de um dispositivo elétrico para soldar a fita,
uma tesoura para cortá-la no comprimento e um rebolo para uniformizar a parte da fita
soldada. Porém, caso a máquina não possua estes recursos, a preparação da fita para
o trabalho também pode ser realizada com os equipamentos e ferramentas disponíveis
na oficina mecânica.
O movimento de corte da fita é realizado por meio da rotação dos volantes nos quais a
fita é instalada. Nesse movimento as guias superior e inferior são as partes
responsáveis pelo alinhamento correto da fita.
212
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A estrutura da máquina pode ser constituída de ferro fundido, chapas de aço ou, ainda,
destes materiais combinados. Sua apresentação mais geral contempla uma base de
apoio, uma morsa para a fixação de material ou um dispositivo semelhante, limitadores
de comprimento, um motor elétrico e uma bandeja para o recolhimento do fluido de
corte utilizado.
213
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Existem dois tipos básicos de máquina de serra circular, que são classificados de
acordo com o
214
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Elementos de serra
Lâmina de serra
215
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Fita de serra
Serra circular
Existem serras circulares com corpos inteiriços, cujos dentes fazem parte da própria
massa do elemento ou, ainda, com dentes postiços.
Quando se trabalha com serra circular deve ser observado o posicionamento correto
da serra em relação ao movimento rotativo da máquina.
216
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Operações de torneamento
217
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Desbaste - no desbaste, o raio da ponta deve ser o maior possível para obter uma aresta de
corte forte, pois em grande raio de ponta permite avanços mais vantajosos.
Os raios mais usuais em desbaste estão entre 1,0 e 1,6mm; a taxa máxima de avanço
recomendada é de 2/3 do valor do raio de ponta; assim, se a ferramenta para desbaste
tem um raio de 1,2mm, seu avanço máximo será de 0,8mm/r. A tabela a seguir mostra
um guia para o avanço máximo em função dos vários raios de ponta das ferramentas
de tornear.
Avanço máximo recomendado smáx (mm/r) 0,25 - 0,35 0,4 - 0,7 0,5 - 1,0 0,7 - 1,3
Assim, se nas operações de desbaste o raio da ponta for de 1,6mm, o avanço máximo
será de 0,8mm/r, não ultrapassando o valor máximo recomendado, que é de 1,3mm/r.
As regras gerais para obter um bom acabamento estabelecem que o acabamento pode
ser melhorado graças à utilização de velocidades de corte mais elevadas, mantendo-
se o avanço; se houver vibrações, deve-se selecionar um raio de ponta menor.
Teoricamente, o valor da superfície acabada Rt (rugosidade total) pode ser calculado
por uma fórmula.
(smax) 2 Rt 8 r Rt 8 rε
Rt = x 1.000 (m) (smáx)2 = smáx =
8r 1.000 1.000
218
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Note-se que não há relação matemática entre a profundidade do perfil (parâmetro Rt) e
o valor da rugosidade média (Ra). A conversão dos parâmetros é vista na tabela a
seguir.
Tabela de conversão
Rt (m) 1,6 2,0 2,4 3,0 4,0 6,0 8,0 10,0 15,0 27,0 45,0
Ra (m) 0,30 0,40 0,49 0,63 0,80 1,2 1,6 2.0 3,2 6,3 12,5
r = 0,8mm
Ra = 2,0m
Rt 8 rε 10 8 0,8
smáx = smáx = 0,25mm/r
1.000 1.000
219
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Nas ferramentas multicortantes, especialmente nas fresas, são definidos três tipos
diferentes de avanço: avanço por rotação, avanço por dente e avanço de mesa.
O avanço por rotação (sn), é a distância percorrida pela peça de trabalho em cada
rotação da ferramenta ou, matematicamente, sn = sz . z; onde:
sn = sz . z sn = 0,2 14 sn = 2,8mm/r
O avanço por dente (sz), é igual ao avanço por rotação (sn) dividido pelo número de
sn
dentes da ferramenta (z) ou, matematicamente sz = onde:
z
220
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Como exemplo de aplicação dessa fórmula, pergunta-se: qual o valor do avanço por
dente de uma fresa com seis dentes e avanço por rotação de 0,6mm/r?
sn 0,6
sz = sz = sz = 0,1mm/d
z 6
desbast acabam desbast acabam desbast acabam desbast acabam desbast acabam
Operação
e ento e ento e ento e ento e ento
Aço de 900 a
0,1 0,04 0,1 0,05 0,05 0,02 0,02 0,01 0,02 0,03
1100 N/mm2
Aço de 600 a
0,15 0,05 0,2 0,1 0,06 0,02 0,03 0,01 0,02 0,03
900 N/mm2
Ferro
fundido até 0,2 0,08 0,3 0,1 0,07 0,03 0,03 0,01 0,03 0,06
180 HB
Ferro
fundido
0,1 0,04 0,2 0,1 0,07 0,03 0,03 0,01 0,03 0,05
acima de
180HB
Bronze 0,15 0,06 0,5 0,15 0,06 0,03 0,04 0,02 0,04 0,08
Latão 0,2 0,1 0,5 0,15 0,06 0,03 0,04 0,02 0,04 0,08
Ligas de
0,1 0,05 0,5 0,15 0,07 0,03 0,03 0,01 0,04 0,08
alumínio
221
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
O avanço da mesa (s’) é a distância percorrida pela peça de trabalho em cada minuto,
em relação à ferramenta de corte ou, matematicamente,
s’ = sn . n
onde:
Como exemplo da aplicação dessa fórmula pergunta-se: Qual o avanço da mesa para
usinar uma peça de aço com uma fresa que possibilita o avanço de 0,5mm/r com
rotação de 200/min?
s’ = sn . n
s’ = 0,5 . 200
s’ = 100mm/min
Para calcular diretamente o avanço da mesa (s’) em função do avanço por dente,
normalmente apresentado em tabelas empíricas, utilizam-se a associação das
fórmulas já apresentadas.
Vc 1.000
sn = sz . z n =
d
s’ sn . n
Substituindo, temos:
sz z Vc 1.000
s’ =
πd
onde
222
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Como a velocidade de corte e o avanço por dente são dados empíricos o operador
pode analisar as condições gerais de corte (lubrificação, resistência do material,
dureza da ferramenta, rigidez da máquina) e aumentar o avanço de mesa, gerando
maior produção, considerando também a vida útil da ferramenta.
Nas furadeiras simples com movimento manual, o avanço de corte está diretamente
ligado à afiação e o diâmetro da broca.
223
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
224
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Para que haja corte de um determinado material por meio de uma ferramenta, é
necessário que o material ou a ferramenta se movimente um em relação ao outro.
225
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Onde:
VC = Velocidade de corte
e = espaço percorrido
t = tempo utilizado
d
Matematicamente, pode-se dizer que, em uma rotação: Vc
t
dn
Em “n” rotações: Vc
t
226
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Observação
1m = 1.000mm
A velocidade de corte é representada pelo dobro do curso (c) percorrido pela peça ou
a ferramenta multiplicado pelo número de golpes (n) realizados no espaço de tempo de
um minuto.
2c
Em um golpe, Vc
t
2c
Em golpes em um minuto, Vc
1min
2cn
Em “n” golpes por minuto, Vc , ou seja, Vc = 2cn/min
1min
227
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Matematicamente:
2cn
Vc (m / min)
1.000
Observação
Caso se adote uma velocidade muito alta, como conseqüência, poderá romper-se o
rebolo.
228
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
3,14xD
π x D = 3,14 x D → → metros
1.000
3,14 x D x N
V= em metros por minuto
1.000
3,14 x D x N
V= em metros por segundo
1.000 x 60
3,14 x D x N
Para obter rpm da fórmula V =
1.000 x 60
Tira-se N em função de V e de D.
1.000 x 60 x V V
N= → N = 19.100
3,14 x D D
Para que o rebolo mantenha sua velocidade periférica a medida que se desgasta,
deve-se aumentar a rpm progressivamente quanto menor for o seu diâmetro. Deverá
empregar-se sempre a velocidade indicada pelo fabricante para cada tipo de rebolo.
229
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
vitrificado 35m/s
borracha 35m/s
mineral 16m/s
resina sintética 45m/s
* Para ferro fundido cinzento, valem os valores menores. Para aço, os valores maiores.
Exemplo
230
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
ferramenta. Na maioria dos casos, ela não precisa ser calculada porque é um valor de
tabela facilmente encontrável em catálogos, manuais e outras publicações técnicas,
elaboradas depois de numerosas experiências, baseadas em avanços pré-
estabelecidos.
231
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Valores de referência para vel. corte-ângulo corte-força corte específico Extrato - AWF 158
Os valores se referem ao corte seco com:
ferram. aço ráp. para vel. corte V60 (dur. ferram. 60min)
ferram. metal duro para vel. corte V240 (dur. ferram. 240min)
âng. posição = 45º, âng. ponta = 90º, âng. inclin. = 0... 8º
p. metais leves, mat. sint. e prens. = 5... 10º
Os valores de referência valem para profundidades de corte até 5mm, acima de 5mm a velocidade de
corte é 10. 20% menor.
Para os valores de força de corte específica vale uma profundidade de corte de 2.10 vezes o avanço.
HSS - (High Speed Steel) aço rápido MD - metal duro
Metais ferrosos
Material a ser usinado Velocidade de corte
(m/min.)
Fer Avanço (s) em mm/rot.
0,1 0,2 0,4 0,8 1,6
Aço carbono
HSS - 60 45 34 25
com resistência até 500N/mm2 (0,10% a 0,25% C) MD 280 236 200 170 67
HSS - 44 32 24 18
com resistência até 700N/mm2 (0,30% a 0,45%C) MD 240 205 175 145 50
HSS - 32 24 18 13
com resistência até 900N/mm2 (0,50% a 0,60%C) MD 200 170 132 106 34
Aço liga e aço fundido
HSS - 34 25 19 14
com resistência até 900N/mm2 MD 150 118 95 75 24
HSS - 24 17 12 8,5
com resistência até 1250N/mm2 MD 118 108 8,5 71 24
HSS - 9 - - -
com resistência até 1500N/mm2 MD 50 40 32 27 8,5
Ferro fundido
(FC 100 a 150) HSS - 48 28 20 14
com resistência até 150N/mm2 MD 140 118 95 80 67
(FC 100 a 250) HSS - 43 27 18 13
com resistência até 250N/mm2 MD 125 90 75 63 53
FMP 55005 HSS - 32 18 13 9,5
com resistência até 550N/mm2 MD 106 90 75 63 53
Aço ao manganês HSS - - - - -
MD 40 32 25 20 67
Metais não ferrosos
Alumínio
Alumínio puro HSS 400 300 200 118 75
MD 1320 1120 950 850 710
Liga de 11 a 13% silício HSS 100 67 45 30 -
MD 224 190 160 140 118
Cobre
Cobre, latão, com resistência HSS - 125 85 56 36
até 200N/mm2 MD 600 530 450 400 355
Bronze
Bronze HSS - 63 53 43 34
com resistência de 210 a 260N/mm2 MD 355 280 236 200 180
Ligas de bronze, bronze fosforoso HSS - 85 63 48 36
com resistência à tração de 260 a 300N/mm2 MD 500 450 375 335 300
232
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Metais ferrosos
Material a ser usinado Velocidade de corte (m/min.)
Aço carbono
com resistência até 500N/mm2 (0,10% a 0,25% C) 28 - 32
com resistência até 700N/mm2 (0,30% a 0,45% C) 25 - 28
com resistência até 900N/mm2 (0,50% a 0,60% C) 20 - 25
Ferro fundido
com dureza até 200HB 25 - 30
com dureza até 240HB 18 - 25
com dureza acima de 240HB 14 - 18
Aço inoxidável
aço inox ferrítico ou martensítico de fácil usinagem 8 - 12
de difícil usinagem 5-8
com alta resistência ao calor 3-5
Ligas de alumínio
com geração de cavaco longo 63 - 100
com geração de cavaco curto 40 - 63
ligas com silício (Silumin) 32 - 50
Latão
até Ms 58 63 - 90
até Ms 60 32 - 63
Cobre
Cobre “standard” 40 - 63
Cobre eletrolítico 28 - 40
Bronze
Ligas de bronze, bronze fosforoso 28 - 32
Bronze 16 - 28
Ligas de metal
de fácil usinagem 8 - 12
de difícil usinagem 4- 8
233
Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
Materiais não-metálicos
Material a ser usinado Velocidade de corte
(m/min.)
Termoplásticos (Nylon, PVC, Teflon, Acrílico, etc); borracha 25 - 40
Plásticos termofixos (duros) com ou sem fibras (baqueline, PVC lamin. 16 - 25
com fibra de vidro, etc)
Borracha sintética (ebonite, vulcanite) 18 - 30
Vc (m/min)
Material da peça
HSS metal duro
Aço com resistência até 500N/mm2 (0,10% a 0,25%C) 16 60
Aço com resistência até 700N/mm2 (0,30% a 0,45%C) 8 30
Aço com resistência até 900N/mm2 (0,50% a 0,60%C) 5 20
Aço inoxidável 5 20
Ferro fundido cinzento com resistência até 150N/mm2 15 60
Ferro fundido duro com resistência até 550N/mm2 12 50
Alumínio e latão mole 80 200
Bronze fosforoso 12 60
Cobre 26 100
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Informação Tecnológica -Usinagem Aplicada à Manutenção
de topo em
Fresas topo com
woodruff haste
Cilíndrica de aço Cilíndricas frontais de Frontais pastilhas De perfil constante de diâmetro superior a
Tipo de fresa Circular de aço rápido de aço inferior a
rápido aço rápido intercambiáveis aço rápido 10mm de aço
rápido 10mm de
rápido
aço rápido
Desbaste Acabamento Desbaste Acabamento Desbaste Acabamento Desbaste Acabamento Desbaste Acabamento Desbaste Desbaste
passe de passe de passe de passe de passe de passe de passe de passe de passe de passe de passe de passe de Acabado
Operação
5mm 0,5mm 5mm 0,5mm 5mm 0,5mm 5mm 0,5mm 5mm 0,5mm 5mm 5mm
13. Como a velocidade de corte varia em função da profundidade do passe, os valores apresentados são valores limites. Por exemplo, para fresar aço macio em passe de desbaste
235
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Avanço em mm/rotação
Material a ser Velocidade de
Tipo de alargador acima de Fluido de corte
usinado corte m/min. até 10mm até 20mm
20mm
Aço até 500 Estrias retas ou à
10 ‐ 12 0,1 ‐ 0,2 0,3 0,4 Emulsão
N/mm2 esquerda 45o
Aço de 500 a 700 Estrias retas ou à
8 ‐ 10 0,1 ‐ 0,2 0,3 0,4 Emulsão
N/mm2 esquerda 45o
Aço de 700 a 900 Emulsão ou óleo de
Estrias retas 6 ‐ 8 0,1 ‐ 0,2 0,3 0,4
N/mm2 corte
Aço acima de 900 Emulsão ou óleo de
Estrias retas 4 ‐ 6 0,1 ‐ 0,2 0,3 0,4
N/mm2 corte
Ferro fundido até Emulsão ou óleo de
Estrias retas 8 ‐ 10 0,2 ‐ 0,3 0,4 ‐ 0,5 0,5 ‐ 0,6
220HB corte
Ferro fundido Emulsão ou óleo de
Estrias retas 4 ‐ 6 0,2 0,3 0,4
acima de 220HB corte
Estrias retas ou
Aço inoxidável eventualmente à 3 ‐ 5 0,1 ‐ 0,2 0,2 ‐ 0,3 0,4 Óleo de corte
direita
Latão Estrias retas 10 ‐ 12 até 0,3 0,4 0,5 ‐ 0,6 A seco ou emulsão
Estrias retas ou
Bronze eventualmente à 3 ‐ 8 0,1 ‐ 0,2 0,2 ‐ 0,3 0,4 Emulsão
direita
Estrias retas ou
Cobre
eventualmente à 8 ‐ 10 0,1 ‐ 0,2 0,2 ‐ 0,3 0,5 ‐ 0,6 Emulsão
eletrolítico
direita
Estrias à esquerda
Alumínio 45º ou estrias 15 ‐ 20 até 0,3 0,4 0,5 ‐ 0,6 A seco ou emulsão
retas
Material sintético
Estrias retas 3 ‐ 5 até 0,3 até 0,5 0,5 A seco
rígido
Material sintético
Estrias retas 5 ‐ 8 até 0,4 até 0,5 0,6 A seco
mole
Créditos Comitê Técnico de Processos de Usinagem/2007
Elaboradores: Regina Célia Roland Novaes Carlos Eduardo Binati
Selma José Roberto da Silva
Ziedas Rogério Augusto Spatti
Conteudistas: Abilio José Weber
Adriano
Ruiz Secco
Ilustradores: José Joaquim Pecegueiro
José
Luciano de Souza Filho
Leury
Giacomeli
Referência
[Link]. Tecnologia Aplicada I - Caminhão Betoneira Cara Chata. São Paulo, 1997. 456 p.
236
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
18. Furação
Permite abrir furos cilíndricos por deslocamento de uma broca montada no cabeçote,
preparando o material para operações posteriores como alargamento, torneamento interno
(broqueamento) e roscamento interno. Serve também para realização de furos de centro para
torneamento entre pontas ou entre placa e ponta.
Furadeiras
Furadeira é uma máquina-ferramenta que permite executar operações como furar, roscar com
machos, rebaixar, escarear e alargar furos. Essas operações são executadas pelos
movimentos de rotação e avanço das ferramentas fixadas no eixo principal da máquina.
A escolha da furadeira está relacionada ao tipo de trabalho que será realizado. Assim, temos:
Furadeira portátil;
Furadeira de coluna
Furadeira radial;
Furadeira portátil
237
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Furadeira de coluna
A furadeira de coluna tem esse nome porque seu suporte principal é uma coluna na qual estão
montados o sistema de transmissão de movimento, a mesa e a base. A coluna permite
deslocar e girar o sistema de transmissão e a mesa, segundo o tamanho das peças. A
furadeira de coluna pode ser:
238
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Também chamada de sensitiva, porque o avanço da ferramenta é dado pela força do operador)
- tem motores de pequena potência e é empregada para fazer furos de até 15 mm de diâmetro.
A transmissão do movimento é feita por meio de sistema de engrenagens ou polias e correias.
Geralmente usada para a furação de peças grandes com dimensões maiores do que as das
furadeiras de bancada. Possui uma mesa giratória que permite maior aproveitamento em peças
com formatos irregulares. Apresenta, também, mecanismo para avanço automático do eixo
árvore. Normalmente a transmissão de movimento é feita por engrenagens.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
As principais partes de uma furadeira de coluna são: motor, cabeçote motriz, coluna, árvore ou
eixo principal, mesa porta-peças e base.
A árvore (ou eixo principal), montada na cabeça motriz, é o elemento responsável pela fixação
da ferramenta diretamente em seu eixo ou por meio de um acessório chamado de mandril. É
essa árvore que transmite o movimento transformado pelo sistema de engrenagens ou polias à
ferramenta e permite que esta execute a operação desejada.
A coluna é o suporte da cabeça motriz. Pode dispor de guias verticais sobre as quais deslizam
a cabeça motriz e a mesa porta-peça.
A mesa porta-peça é a parte da máquina onde a peça é fixada, diretamente sobre a mesa ou
por meio de morsa. Ela pode ter movimentos verticais, giratórios e de inclinação.
240
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A base é o plano de apoio da máquina para a fixação no piso ou na bancada. Pode ser
utilizada como mesa porta-peça quando a peça é de grandes dimensões.
O movimento de avanço de uma broca ou de qualquer outra ferramenta fixada no eixo principal
da furadeira de coluna pode ser executado manual ou automaticamente.
As furadeiras com avanço manual são as mais comuns. Nessas furadeiras, o avanço é
controlado pelo operador, quando se executa trabalhos que não exigem grande precisão.
As furadeiras de coluna de piso, radiais, múltiplas e de fusos múltiplos têm avanço automático.
Isso permite a execução de furos com melhor acabamento. Elas são usadas principalmente na
fabricação de motores e máquinas.
Furadeira radial
A furadeira radial é empregada para abrir furos em peças pesadas, volumosas e difíceis de
alinhar. Possui um potente braço horizontal que pode ser abaixado e levantado e é capaz de
girar em torno da coluna. Esse braço, por sua vez, contém o eixo porta-ferramenta que também
pode ser deslocado horizontalmente ao longo do braço. Isso permite furar em várias posições
sem mover a peça. O avanço da ferramenta também é automático.
241
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
242
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
19. Fresamento
Fresadoras
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Funcionamento
O eixo principal é prolongado com o auxílio do eixo porta-fresas no qual as ferramentas são
montadas. Quando o eixo porta-fresas é longo, fica apoiado em mancais montados no torpedo
da máquina. O eixo principal pode transmitir movimento ao cabeçote universal, no qual são
montados os suportes para ferramentas.
Horizontal;
Vertical;
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Copiadora;
Pantográfica;
Universal;
Ferramenteira;
A CNC;
Centros de Usinagem.
Fresadora horizontal
Fresadora vertical
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Fresadora pantográfica
Fresadora Universal
Além das características comuns a todas as fresadoras, a fresadora universal apresenta dois
eixos-árvore: um horizontal e outro vertical.
Alguns desses cabeçotes têm dupla articulação. Isso permite a inclinação do eixo porta-fresa
no ângulo desejado em relação à superfície da mesa.
Desse modo, a fresa pode ocupar qualquer posição no espaço e trabalhar em qualquer ângulo,
produzindo peças de perfis e formatos variados, mediante o emprego da fresa adequada.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A mesa da fresadora universal é montada sobre uma base que permite girá-la no plano
horizontal até um ângulo de inclinação de 45º nos dois sentidos.
A essa mesa pode ser fixado um aparelho divisor universal que permite a fresagem de
engrenagens, rasgos angulares, cames e formas poligonais.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Fresadora ferramenteira
No cabeçote pode-se acoplar acessórios como mandris para furação, mandril porta-pinça e
cabeçote faceador.
Com o uso de régua e indicador digital de posição, essa máquina permite alcançar precisão e
rendimento no trabalho.
Fresadora a CNC
Pela troca da ferramenta ser manual, a fresadora CNC não é indicada para trabalhos que
exigem alta produção.
Essa máquina é uma evolução das fresadoras convencionais. Em muitas empresas está sendo
substituída por Centros de Usinagem.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Centros de Usinagem
Devido à alta flexibilidade de trabalho pela troca rápida de ferramentas e precisão obtida por
movimentos programáveis, o centro de usinagem é empregado em pequena, média e alta
produção, gerando economia em relação ao tempo e custo de fabricação.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Fresas
No fresamento usa-se uma ferramenta multicortante chamada fresa, que retira cavacos por
meio de movimentos circulares, enquanto a peça se desloca com movimentos retilíneos e, em
alguns casos, circulares.
As fresas são fabricadas em aço rápido ou metal duro com arestas cortantes. Em relação ao
formato podem ser cilíndricas, angulares e esféricas.
Para cortar o material, os dentes da fresa têm forma de cunha que apresentam os seguintes
ângulos:
Ângulo de saída o
Ângulo de cunha o
Ângulo de folga o
250
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
O ângulo de cunha (o) é aquele que dá à ferramenta maior ou menor resistência à quebra.
Isso significa que, quanto maior é o ângulo de cunha mais resistente é a fresa.
A escolha do ângulo adequado está relacionada com o material e o tipo de peça a ser usinada.
Assim, para aços com alto teor de carbono e aços-liga, emprega-se a fresa do tipo H, que têm
um ângulo o = 81°.
Para o fresamento de aço com teor de carbono até 0,45% sem liga, empregam-se as fresas do
tipo N, que têm um ângulo de cunha de valor médio o = 73°.
Finalmente, para materiais não-ferrosos de baixa dureza, como o alumínio, o bronze, o plástico
etc., as fresas do tipo W são empregadas por terem um ângulo de cunha menor o = 57°.
Alumínio, bronze,
251
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Quanto à disposição dos dentes na ferramenta, estes podem estar paralelos ao eixo da fresa
ou possuir formato helicoidal.
No caso de fresas especiais, indicar todas as características que ajudem a identificá-las. Por
exemplo, para seleção de fresa que usinará rodas dentadas, além das indicações anteriores,
deve-se relacionar o módulo, o número de dentes e o ângulo de pressão.
252
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
De acordo com o formato, disposição dos dentes e operações há diversos tipos de fresas.
Fresas cilíndricas
Fresas circulares
Fresa circular de corte de três lados e dentes Fresa circular de corte de três lados e dentes
retos alternados
253
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
São utilizadas para abertura de rasgos de chaveta, ranhuras retas ou em perfil em T, como as
das mesas de máquinas-ferramenta (fresadoras e furadeiras).
Fresa topo para desbaste de haste reta Fresa de topo para desbaste de haste cônica
Fresa para rasgo em T de haste reta. Fresa para rasgo em T de haste cônica.
254
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Fresas angulares
São utilizadas para usinagem de perfis em ângulo, como encaixes do tipo rabo-de-andorinha.
Fresa angular simples Fresa de ângulo duplo. Fresa angular com haste cilíndrica.
São utilizadas para abrir canais, superfícies côncavas e convexas e gerar dentes de
engrenagens.
Fresa de perfil constante para Fresa de perfil constante semi- Fresa de perfil constante semi-
rasgos e canais. circular convexa circular côncava.
255
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
As pastilhas de metal duro possuem formatos geométricos que permitem a utilização de suas
arestas de corte por meio de reposicionamento sem a sua substituição. Isso possibilita o
aumento da produtividade devido à diminuição de parada de máquina para afiações.
Os cabeçotes para fresar são dotados de dispositivos para a fixação rápida da pastilha que
pode ser por molas, grampos, parafusos e pinos ou garras.
Trem de fresagem
Para a execução de fresamento de peças com perfis diferentes pode-se montar um trem de
fresagem.
Esse tipo de montagem proporciona economia de tempo, pois várias operações podem ser
executadas simultaneamente.
Trem de fresagem
As fresas que compõem um trem de fresagem devem ser afiadas a fim de manter as relações
das dimensões entre os perfis.
256
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
As fresas são ferramentas de custo elevado e delicadas. Por esse motivo, alguns cuidados
devem ser observados para melhores condições de uso e conservação:
Limpe e guarde as fresas em lugar adequado para evitar que as arestas de corte sejam
danificadas ou que provoquem acidentes.
Acessórios
São elementos geralmente construídos em aço ou ferro fundido. Suas formas variam segundo
sua aplicação e servem para a fixação de peças sobre as mesas ou acessórios das máquinas-
ferramenta e desempenos.
Recebem diversos nomes, tais como: desempeno, garra, calço ou prisma e cantoneira.
257
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
258
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
20. Desandadores
Esse porta-ferramenta é formado por um corpo central que apresenta um orifício com formato
quadrado, apropriado para movimentar machos e alargadores.
259
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Os desandadores com um braço fixo e outro móvel apresentam duas castanhas, cuja função é
fixar os machos e alargadores. Uma das castanhas é fixa, outra é móvel.
No ponto de encontro das duas castanhas, forma-se uma abertura quadrada onde são alojados
e fixados por aperto os machos e alargadores.
260
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Os desandadores que apresentam braços fixos e abertura fixa no corpo admitem um único tipo
de macho ou alargador.
1,62 1,68
2,02 2,08
12 5 6 110
2,52 2,58
3,18 3,25
4,03 4,10
18 7 8 190
5,01 5,03
10,04 10,13
140 15 17 460
12,55 12,66
16,05 16,16
60 22 24 660
20,06 20,19
25,06 25,19
80 30 34 1.000
31,58 31,74
261
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Os desandadores com formato em “T” possuem castanhas reguláveis que podem acoplar
machos e alargadores de até 5/16”.
Para facilitar o uso de machos e alargadores em locais de difícil acesso, existe um outro tipo de
desandador “T” que possui um corpo comprido usado como prolongamento.
A caixa existente na extremidade do desandador em “T” que possui o corpo comprido é fixa.
Portanto, para cada tipo de macho ou alargador, deverá ser empregado um jogo de
desandadores cujas caixas sejam adequadas ao arraste quadrado dos machos e alargadores.
Porta cossinete
262
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
21. Cantoneira
São elementos construídos em granito, aço ou ferro fundido e usinados. Suas faces são planas
formando ângulo de 90º.
As cantoneiras para dobrar materiais são conhecidas como mordentes de cantoneiras. São
utilizadas para dobrar peças em ângulo de 90º.
263
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Podem ser fixadas sobre mesas de máquinas, sobre placas lisas ou apoiadas em desempenos
permitindo a usinagem, traçagem e medições de peças que serão montados sobre elas.
Cantoneira de fixação
264
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
22. Desempeno
265
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
O plano de referência serve para traçado com calibrador traçador de altura ou para a
verificação de superfícies planas.
Os desempenos devem ser manuseados com o máximo cuidado e mantidos bem nivelados
com o auxílio dos pés niveladores. Além disso, não devem sofrer golpes que possam danificar
sua superfície.
É aconselhável alternar a superfície de uso do desempeno para que o desgaste seja regular
em todo o seu plano. Ele deve ser mantido limpo, untado com óleo anti-corrosivo (somente
quando construído em ferro fundido) e protegido com um tampo de madeira.
266
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
23. Morsas
Morsa de bancada
A mandíbula móvel desloca-se por meio de um fuso e porca acionado por um manípulo. As
mandíbulas servem para prender a peça que será trabalhada. Apresentam mordentes de aço
estriado e temperado que, além de protegê-las, permitem a melhor fixação da peça. Em peças
cujas faces não podem ser danificadas, é necessário recobrir os mordentes fixos com
mordentes de proteção, feitos de material menos duro que o material da peça a proteger.
Os mordentes de proteção mais usados são feitos de cobre, alumínio, latão, couro e madeira.
267
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A morsa de bancada de base fixa tem uma só base que é presa à bancada por meio de
parafusos.
A morsa de bancada de base giratória tem um parafuso de fixação especial e duas bases: uma
inferior e outra superior.
A base inferior da morsa de bancada de base giratória é fixada à bancada. A base superior é
presa à inferior por meio de dois parafusos de fixação que permitem girar a morsa e colocá-la
na posição desejada.
268
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A morsa de base giratória é útil, pois evita o deslocamento constante do operador durante a
realização dos trabalhos.
Esse número está relacionado com a largura das mandíbulas e é expresso em milímetro:
1 80
2 90
3 105
4 115
5 130
6 160
Uso e conservação
269
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Ao final do trabalho, a morsa deve ser limpa e suas partes não pintadas devem ser recobertas
com uma fina camada de óleo para evitar oxidação;
Periodicamente o fuso que movimenta a mandíbula móvel da morsa deve ser lubrificado com
graxa, permitindo melhor deslocamento.
Morsa de máquina
A mandíbula se desloca em uma guia por meio de um parafuso e uma porca, acionados por um
manípulo.
Os mordentes são fixados nas mandíbulas e fabricados em aço carbono e temperado. Podem
ser lisos ou estriados.
Existem três tipos de morsa: de base fixa, de base giratória e de base universal.
270
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Dentro de cada um desses tipos existem ainda as morsas hidráulicas, pneumáticas, de aperto
rápido, de precisão etc. e morsas de construção mais simples como as usadas em furadeiras,
por exemplo.
As morsas de bases fixa e giratória são identificadas no comércio pela capacidade de abertura, largura e
altura do mordente.
As morsas de base universal esférica (inclináveis) são identificadas por sua altura, pela largura do
mordente, pela capacidade máxima, pela inclinação em graus e pelas bases graduadas em graus.
271
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
272
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
São elementos de apoio que podem ser construídos em pares ou em uma única peça, em aço
temperado, ferro fundido e usinados. Podem ser fixos ou reguláveis.
Os calços paralelos também conhecidos como blocos fixos. Esses calços são aplicados na
metalmecânica em processos de usinagem, de controle geométrico e dimensional na
metrologia, em ajustes e manutenção de máquinas etc.
Calços fixos
273
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Calços reguláveis
Uma das aplicações mais recorrentes é a utilização de calços paralelos, como pode ser visto
na ilustração a seguir.
Calços fixos
Garras
São peças de aço, forjadas ou usinadas, de forma plana ou curva, com uma ranhura
As garras podem ter um parafuso em um de seus extremos para regular a altura de fixação.
274
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Conicidade
As peças cônicas de sessão circular com pequenos ângulos são apresentadas e cotadas em
função de uma razão, como por exemplo, 1:k. Isso significa que no comprimento “k”, o cone
diminui no diâmetro em 1 mm. Em mecânica, essa razão matemática recebe o nome de
conicidade.
275
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A conicidade 1:20 significa que, a cada 20 mm, o diâmetro diminui 1 mm. A conversão é feita
usando-se dados de trigonometria:
Cateto oposto
tg α =
Cateto adjacente
0,5
tg α =
20
tg α = 0,025
α = 1° 25' 56"
Para uma conicidade 7:24, ou seja, a cada 24 mm, o diâmetro diminui 7 mm:
A conversão é:
276
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Cateto oposto
tg α =
Cateto adjacente
3,5
tg α =
24
tg α = 0,145 83
α = 8° 17' 50"
Tabelas
Conicidade = 7:24
d1 d2 L2
Designação D1 L1 l1 m g z1
Tol. H 12 min min
277
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Cones Morse
278
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Cones Métrico
Número D D1 d d2 L1 L2 L4 a b e r
6 6 6,2 4,3 4 34 38 44 4 3 9 2
12 12 12,2 9,4 9 52 56 64 4 5 12 5
279
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
280
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
26. Mandril
Quando a bainha gira, também gira o anel roscado que abre e fecha as três pinças ou
castanhas que prendem as ferramentas.
281
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Buchas cônicas
Buchas são acessórios que servem para fixar mandril, broca ou alargador diretamente no eixo
da máquina. Suas dimensões estão normalizadas pelos diferentes sistemas de medidas, tanto
para os cones externos (machos) como para os cones internos (fêmeas). Quando o cone
interno da máquina for maior que o cone externo da ferramenta, utilizam-se buchas cônicas de
redução.
Por exemplo, um cone de redução 4-3 significa que a parte externa é um cone-macho número
4 e a interna é um cone-fêmea de número 3.
282
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
É um acessório utilizado para retirar o mandril e a bucha cônica fixados no eixo principal das
máquinas-ferramentas. Também conhecido por extrator saca mandril e buchas cônicas.
Para retirar o mandril e a bucha cônica do eixo principal introduz-se a cunha na abertura do
eixo. Com a ajuda de um martelo, golpeia-se a cunha até que a lingueta terminal da bucha seja
empurrada para baixo. Dessa forma são liberados a ferramenta, o mandril e a bucha cônica.
Localizador de arestas
O localizador de arestas tem a finalidade de obter referência com rapidez e precisão facilitando
o posicionamento de ferramentas em relação às diferentes formas de usinagem ou marcações
como arestas planas retas, rebaixos, canais, peças redondas, pontos de centro, linhas de
traçagem etc.
O corpo e o contato são fabricados em aço temperado e retificados com tolerâncias rígidas em
diâmetro e concentricidade, que podem variar de 5 a 10µm. Além disso, o contato é lapidado.
283
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
O localizador de aresta eletrônico atua por condutividade elétrica. Sinais luminosos e sonoros
são percebidos quando a esfera toca a peça. Não pode ser utilizado com a máquina em
rotação.
284
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Constituição
O divisor universal pode variar em sua forma, porém, seu princípio de funcionamento é o
mesmo dos outros divisores universais. Estruturalmente é constituído de duas partes:
base;
corpo móvel.
A base é uma caixa de ferro fundido que se fixa na mesa da fresadora e sua função principal é
servir de suporte do corpo móvel. Possui uma escala de referência que possibilita determinar a
inclinação que se quer dar ao corpo móvel.
O corpo móvel é uma carcaça que tem dois extremos cilíndricos salientes os quais apóiam-se
na base do divisor e permitem orientar e inclinar o eixo principal a um determinado ângulo em
relação à superfície da mesa. Seu interior contém um conjunto de elementos, que permite dar à
peça os movimentos necessários para fazer qualquer número de divisões, podendo aplicar-se
os seguintes métodos:
285
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
divisão direta;
divisão indireta;
divisão angular;
divisão diferencial.
Funcionamento
O eixo principal (C), que prende a peça, esta montado na coroa (D), cujos dentes são
helicoidais e pode ter 40 ou 60 dentes. Esta coroa é acionada pelo parafuso sem-fim (E). O
movimento é obtido girando a manivela (F), cujo extremo termina numa ponta que se encaixa
num dos furos do disco divisor (J).
O que determina a relação do divisor universal é o número de dentes da coroa, sendo mais
comum de 1/40. Isto significa que são necessárias 40 voltas completas da manivela para obter
uma volta completa da peça.
Conservação
286
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Eixos porta-fresa
Eixos porta-fresa são acessórios da fresadora empregados para prender a fresa e transmitir o
movimento que recebe do eixo principal. Eles são construídos com aço-liga (cromo-níquel)
tratado termoquimicamente. O acabamento, a forma e as medidas corretas proporcionam
concentricidade e coaxialidade imprescindíveis para a qualidade do trabalho em fresadoras.
Os eixos porta-fresa são selecionados segundo o tipo de fresa a ser montado e o trabalho a
realizar. Classificam-se em eixo porta-fresa longo e eixo porta-fresa curto.
O furo roscado no corpo cônico permite fixar, por meio do tirante, uma extremidade do eixo
porta-fresa. O corpo cônico garante a concentricidade entre o eixo principal e a fresa.
O rasgo da chaveta do corpo cilíndrico recebe uma chaveta onde será montada a fresa,
permitindo rotação e potência do eixo principal sem deslizar ao entrar em contato com o
material, quando é dada a profundidade de corte.
287
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A espiga roscada na extremidade do eixo cilíndrico recebe uma porca que aperta e fixa a fresa
em sua posição definitiva.
Anéis separadores: são aros com rasgo de chaveta ajustados ao corpo cilíndrico. Apresentam
comprimentos variados a fim de permitir diversos posicionamentos da fresa. Suas faces laterais
são planas, paralelas e retificadas. Os anéis separadores impedem o deslocamento da
ferramenta axialmente no eixo.
Anéis-suporte: servem para apoiar o eixo porta-fresa e ajudam a evitar a flexão excessiva
decorrente dos esforços do trabalho de corte.
Em função do furo e da haste da fresa a ser fixada, existem diversas geometrias de mandris.
Os principais são indicados a seguir.
288
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Com esse mandril a fixação da fresa é feita por meio de parafuso. É utilizado para fresas com
rasgo de chaveta transversal ou com rasgo de chaveta longitudinal. O comprimento do corpo
cilíndrico do mandril deve ser menor que o comprimento ℓ2 da fresa. Caso contrário, o
comprimento ℓ2 da fresa é complementada com anéis separadores, de acordo com o eixo
porta-fresas, a fim de poder apertar a fresa contra o mandril.
Com esse mandril a fresa é roscada no corpo cilíndrico. É utilizado para fresas com haste
roscada. Também é conhecido como mandril Clarkson.
289
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Esse mandril é utilizado como bucha de redução entre a haste da fresa e o eixo principal,
quando as fresas de haste cônica não podem ser fixadas diretamente ao eixo principal por
diferenças de diâmetro ou de conicidade. Para atender a tais necessidades é fabricado com
diversas conicidades. Assim, é possível trabalhar com mandril que apresente ao mesmo tempo
conicidade interna Morse e externa cone ISO.
A haste da fresa é ajustada no furo cilíndrico e fixada por meio de um parafuso “allen” apertado
contra uma face plana existente na haste da fresa. Esse mandril é conhecido como porta-fresa
Weldon.
290
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Pinças
A pinça é um corpo cônico na parte externa com ranhuras parciais no sentido longitudinal e
furo cilíndrico interno. É fabricada em aço cuja característica principal é a elasticidade,
permitindo apertar e desapertar as ferramentas que são colocadas em seu furo cilíndrico.
O furo cilíndrico das pinças é usinado com formatos e dimensões exatos. Por isso, deve-se
selecionar a pinça para prender de forma adequada a respectiva ferramenta. Por exemplo, se a
haste de uma ferramenta tem 10 mm, a pinça deve ter 10 mm.
A escolha inadequada da pinça pode danificá-la, além de não fornecer um bom aperto da
ferramenta.
Pinça com diâmetro interno maior que o Pinça com diâmetro interno menor que o
diâmetro da ferramenta diâmetro da ferramenta
291
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Devido ao movimento rotativo de corte das fresas, os mandris porta-pinça, acoplados com
pinças com ranhuras simples ou duplas, não evitam o deslizamento relativo ao giro. Isso
prejudica o trabalho de fresamento e pode provocar a quebra da ferramenta. Para evitar esse
problema, utiliza-se o mandril porta-fresa com furo roscado (mandril Clarkson).
Tirante de fixação
É uma barra de aço com roscas nas extremidades que é introduzida através do eixo principal
de modo a ser roscado no furo do corpo cônico. Isso permite fixar o eixo porta-fresa ao eixo
principal da máquina por meio da contra porca existente na outra extremidade do tirante.
Com mancal;
Com mandril.
292
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Na montagem com mancal as fresas cilíndricas de disco e de perfil são fixadas em eixo porta-
fresa longo.
A fresa deve ser centrada após a montagem para verificação, não podendo ter um batimento
superior a 0,04 mm.
A fresa deve estar localizada perto do corpo da máquina e do mancal. Nas fresas helicoidais, o
esforço é direcionado para o corpo da máquina.
Nas fresas pequenas de haste cônica, emprega-se a redução para que seja possível fixá-la na
árvore, prendendo-a com o auxílio do tirante.
As fresas cilíndricas frontais são montadas com mandris que podem possuir cone Morse de
fixação. O movimento é transmitido à fresa por intermédio da chaveta longitudinal.
293
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
As fresas cilíndricas frontais também podem ser montadas em função da árvore da máquina
com cone ISO.
Na montagem de fresas frontais de dentes postiços e com grandes diâmetros, várias chavetas
são empregadas, tanto na parte cilíndrica quanto na parte cônica do mandril.
294
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
28. Torneamento
O torneamento exige três movimentos relativos entre a peça e a ferramenta: corte, avanço e
penetração. Variando os movimentos, a posição e o formato da ferramenta, é possível realizar
grande variedade de operações
Tornos
A usinagem em um torno tem como princípio o movimento rotativo contínuo realizado pelo
eixo-árvore, conjugado com o movimento de avanço da ferramenta de corte.
Existem, basicamente, dois tipos de torno: horizontal, também chamado universal, e vertical.
Esses dois tipos dão origem a outros, com particularidades providas por mecanismos e
ferramentas especiais.
295
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Torno universal
Também conhecido como torno mecânico horizontal, é utilizado na maioria das operações de
torneamento.
As partes principais do torno universal são: cabeçote fixo, recâmbio, caixa de engrenagem
(Norton), barramento, carro principal e cabeçote móvel.
296
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Cabeçote fixo
É formada por carcaça, eixos e engrenagens e serve para transmitir o movimento de avanço
do recâmbio para a ferramenta.
297
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Recâmbio
Barramento
Barramento é a parte do torno que sustenta seus elementos fixos e móveis. Na parte superior
do barramento estão as guias prismáticas, que devem ter um paralelismo perfeito em relação
ao eixo-árvore, a fim de garantir o alinhamento da máquina.
298
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Carro principal
O carro principal é um conjunto formado por avental, mesa, carro transversal, carro superior e
porta-ferramenta.
O avanço do carro principal pode ser manual ou automático. No avanço manual, o giro do
volante movimenta uma roda dentada, que engrenada a uma cremalheira fixada no
barramento, desloca o carro na direção longitudinal.
No avanço automático do carro principal, a vara com uma rosca sem-fim movimenta um
conjunto de engrenagens ligadas à cremalheira do barramento que, por sua vez, desloca o
carro.
299
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
A mesa, que desliza sobre as guias prismáticas do barramento, suporta o carro transversal.
Nela também estão montados o fuso e o volante com anel graduado, que determinam o
movimento do carro transversal.
300
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
O carro superior possui uma base giratória graduada que permite o torneamento em ângulo.
Nele também estão montados o fuso, o volante com anel graduado e o porta-ferramentas ou
torre.
O porta-ferramentas ou torre é o local onde são fixados os suportes de ferramentas, presos por
meio de parafuso de aperto.
301
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Cabeçote móvel
O cabeçote móvel é a parte do torno que se desloca sobre o barramento, oposta ao cabeçote
fixo. A contraponta e o eixo principal estão situados na mesma altura e determinam o eixo de
rotação da superfície torneada.
O cabeçote pode ser fixado ao longo do barramento por meio de parafusos, porcas, placas e
alavanca com excêntrico.
302
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Servir para fixar o mandril de haste cônica para furar com broca no torno;
Servir de suporte direto para ferramentas de corte de haste cônica como brocas, alargadores e
machos;
As partes principais do cabeçote móvel são: base, corpo, mangote, trava do mangote e volante.
303
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Base
Corpo
É onde se encontra todo o mecanismo do cabeçote móvel e pode ser deslocado lateralmente,
a fim de permitir o alinhamento ou desalinhamento da contraponta.
Mangote
É uma luva cilíndrica com um cone morse num lado e uma porca no outro; a ponta com o cone
morse serve para prender a contraponta, a broca com haste cônica e o mandril; o outro lado é
conjugado a um parafuso, que ao ser girado pelo volante, realiza o movimento de avanço e
recuo.
Trava do mangote
Volante
304
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Torno revólver
Torno automático
Suas ferramentas se deslocam de forma automática, com avanços regulados por cames ou
curvas. Executa a usinagem de peças em série com pequenas dimensões.
Torno copiador
No torno copiador, os movimentos que definem a geometria da peça são comandados por
mecanismos copiadores de um modelo ou chapelona.
305
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Torno platô
Torno vertical
306
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Torno à CNC
Tipo de torno comandado por um computador que controla os movimentos da máquina. Esse
computador leva o nome de comando numérico computadorizado, abreviadamente CNC. Uma
das vantagens do comando numérico é a possibilidade de mudar rapidamente a sequência de
operações que a máquina deve realizar.
Essa mudança é feita por meio de um programa, isto é, uma lista de instruções escritas numa
linguagem que a máquina pode entender.
Ferramentas de corte
As ferramentas de corte são empregadas para cortar materiais metálicos e não metálicos por
desprendimento de cavaco. São constituídas de materiais com elevada dureza, o que lhes
permite cortar materiais de dureza inferior.
Existem dois fatores de influência nas ferramentas de corte: a dureza dos materiais de que são
fabricadas e o ângulo da geometria de corte da ferramenta.
Normalmente os materiais das ferramentas de corte são aço carbono, aço rápido, metal duro e
cerâmica.
307
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Aço rápido
As ferramentas de aço rápido possuem, além do carbono, vários elementos de liga, tais como
tungstênio (W), cobalto (Co), cromo (Cr), vanádio (Va), molibdênio (Mo) e boro (B), que são
responsáveis pelas propriedades de resistência ao desgaste e aumentam a resistência de corte
a quente até 550 °C, possibilitando maior velocidade de corte em relação às ferramentas de
aço carbono.
Metal duro
Metal duro ou carbeto metálico, conhecido popularmente como carboneto metálico, compõe as
ferramentas de corte mais utilizadas na usinagem dos materiais.
Apresenta-se em forma de pó metálico de tungstênio (W), tântalo (Ta), cobalto (Co) e titânio
(Ti), misturados e compactados na forma desejada, recebendo o nome de briquete. O último
estágio de fabricação do metal duro é a sinterização, em que os briquetes se tornam uma peça
acabada de metal duro em forma de pastilha, sob uma temperatura entre 1.300 e 1.600 °C.
Todo esse processo garante ao metal duro grande resistência ao desgaste e alta resistência ao
corte a quente, pois, até a uma temperatura de 800 °C a dureza mantém-se inalterada,
possibilitando velocidades de corte de 50 a 500 m/min, ou seja, até cinquenta vezes superior à
velocidade do aço rápido.
308
Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
afiáveis, ou fixadas mecanicamente, por meio de suportes especiais que permitem intercâmbio
e neste caso não são afiáveis. São apresentadas em diversas formas e classes, adequadas a
cada operação. A escolha das pastilhas é feita por meio de consulta a tabelas específicas dos
catálogos de fabricantes.
Cerâmica
Tipos de Ferramentas
As ferramentas para torneamento podem ser de corpo único, com pastilhas soldadas ou com
insertos. Podem ser utilizadas nas operações de desbaste ou de acabamento, variando os
ângulos de corte e a forma da ponta.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
4 - alisar 9 - formar
1 - desbastar 4 - formar
2 – facear 5 - roscar
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Ferramenta de desbastar
Esta ferramenta é utilizada para a remoção de cavacos de secção mais robusta, considerando
as características da ferramenta e da máquina.
O desbaste pode ser feito à direita ou à esquerda, com ferramenta reta ou curva, podendo ser
de aço rápido, metal duro soldado ou intercambiável.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Ferramenta de facear
Empregada para desbastar e para fazer acabamento, pode ser curva ou reta e o faceamento
pode ser feito do centro para a periferia, da periferia para o centro, à esquerda e à direita.
Ferramentas de facear.
Ferramenta de sangrar
Ferramenta de sangrar
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
O bedame também pode ser usado para separar um material do corpo da peça. Quando
utilizado para cortar, o bedame deve ter uma ligeira inclinação na aresta de corte, para evitar
que a rebarba fique presa à peça. O comprimento do bedame deve ser suficiente para finalizar
o corte.
É uma ferramenta cuja aresta de corte tem a mesma forma do perfil que se deseja dar à peça.
É empregada para tornear peças de perfil variado.
Ferramenta de formar
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
Ferramenta de roscar
Utilizada para fazer rosca na peça e é preparada de acordo com o tipo de rosca que se deseja
executar.
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Caderno de Informação Tecnológica – Usinagem Aplicada à Manutenção.
29. Referências
Material organizado e revisado para o Curso de Aprendizagem Industrial Mecânico de
Manutenção e Técnico em Manutenção de Máquinas Industriais, estruturado com base na
Metodologia SENAI de Formação Profissional: SENAI – DN, Brasília, 2013.
Ivan Laurentino
[Link]. Tecnologia Aplicada I – Caminhão betoneira cara chata. 1997, atualizado pelo
Comitê Técnico de Tecnologia dos Materiais em 2007.
[Link]. Tecnologia Aplicada I – Caminhão betoneira cara chata. 1997, atualizado pelo
Comitê Técnico de Processos de Usinagem em 2008.
[Link]. Tecnologia Aplicada II – Caminhão betoneira cara chata. 1998, atualizado pelas
unidades escolares do SENAI em 2010.
[Link]. Tecnologia Aplicada I – Caminhão betoneira cara chata. 1997, atualizado pelas
unidades escolares do SENAI em 2011.
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