CROSS-DOCKING – VANTAGENS DESSE PROCESSO PARA A OPERAÇÃO
LOGÍSTICA
Clayton Brasil dos Santos
Matrícula: 47012406
Logística
Em um mercado globalizado, tecnológico e veloz, as mudanças são rápidas e
contínuas. Para que uma operação logística tenha sucesso, é preciso que o processo
seja célebre, flexível, capaz de ajustar-se às práticas de just-in-time, de alinhar-se a
estratégias de marketing, ter foco em clientes e fornecedores e apresentar o menor
custo possível.
Nesse sentido, o cross-docking é um conceito de operação logística ideal para quem
precisa melhorar em pelo menos cinco pontos cruciais:
1. Maximizar os níveis de serviço;
2. Acelerar o fluxo e reduzir o tempo até a entrega final;
3. Acabar com armazenagem;
4. Evitar o manuseio "desnecessário" dos produtos;
5. Reduzir os custos logísticos.
Também conhecido como operação de tombo, distribuição flow through, o cross-
docking é o sistema no qual a mercadoria recebida em um CD (centro de distribuição)
é logo remanejada de um veículo para outro sem que se passe obrigatoriamente por
armazenagem em um depósito.
Mas esse processo é literalmente um atravessamento de docas? As instalações que
operam com o cross-docking recebem carretas FLT (Full Truckload, ou caminhão
cheio/completos, em português), podendo ser ou não de diversos fornecedores, e
realizam o processo de separação dos pedidos por meio da movimentação e
combinação das cargas, transferindo-as da área de recebimento para a área de
expedição carregando em veículos menores para a entrega.
Cross-docking é um movimento continuamente unitizado. A mercadoria é enviada
diretamente das docas de recebimento para as docas de embarque com rapidez.
Para que uma operação seja identificada como cross-docking, deve haver pelo menos
uma característica essencial: não existir estocagem. O cross-docking elimina a
necessidade de estoques. Portanto, ao receber o veículo de transferência, a
mercadoria deverá ser enviada imediatamente ao veículo da entrega, podendo até
passar por um backstage, mas jamais estocada. O tempo de permanência dos
produtos é um fator crítico – logo, a missão é levá-lo ao mínimo.
O tempo máximo da mercadoria no CD para que se considere uma operação
como cross-docking é de um dia, mas sabe-se que prestadores de serviços logísticos
aceitam e trabalham com outros prazos. É prática comum de mercado não cobrar
taxas de estocagem se o produto permanecer até três dias.
De qualquer modo, o cross-docking puro é aquele que embarca a mercadoria
imediatamente e as empresas que de fato fazem assim são chamadas de Operadores
de Cross-docking (OCD).
São incontáveis as e vantagens operacionais desse modelo dos quais listo abaixo:
Redução de custos com armazenagem (oportunidade do capital que pode estar
investido em outra área);
Redução de tempo (talvez a maior de todas as vantagens).
Acaba com os custos indiretos do estoque: seguros, perdas e outros riscos
associados;
Reduz custo de manuseio;
Permite consolidação eficiente de produtos;
Reduz danos aos produtos por causa do menor manuseio;
Menor tempo de espera e custos;
Dá suporte às estratégias de just-in-time;
Entregas em ritmos mais frequentes em clientes com pedidos menores;
Aumento do nível de serviço aos clientes;
Melhora no giro de vendas por conta de lead time menor;
Otimização das atividades de transportes melhorando a ocupação dos veículos
Muitos podem ser os benefícios da implantação do cross-docking. O modelo pode ser
um equalizador dos custos, visto que os estoques podem ser responsáveis por,
aproximadamente, um a dois terços dos custos logísticos. Assim, a manutenção de
estoques se torna uma atividade vital para a logística.
Para que o cross-docking seja bem-sucedido e consiga bons resultados, espera-se
boa gestão, rapidez, esforço e envolvimento dos diversos membros da cadeia.
Em termos mais diretos: fluxo de informação e trabalho em equipe. Tanto um como
outro devem ser contínuos e aperfeiçoados sempre com auxílio das tecnologias
existentes e acréscimo das boas práticas de mercado.