Regimento Da Rede Escolar Sesi-Sp: Serviço Social Da Indústria Gerência Executiva de Educação
Regimento Da Rede Escolar Sesi-Sp: Serviço Social Da Indústria Gerência Executiva de Educação
REGIMENTO DA REDE
ESCOLAR SESI-SP
São Paulo
2023
SUMÁRIO
TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 3
Capítulo I Da entidade mantenedora 3
Capítulo II Dos princípios fundamentais 3
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TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO I – DA ENTIDADE MANTENEDORA
Art. 1º O Serviço Social da Indústria é uma instituição jurídica de direito privado, com
sede e foro na Capital da República, organizado e dirigido pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI). O SESI-SP foi criado pelo Decreto-lei nº 9.403, de 25 de junho de 1946,
regulamentado pelo Decreto nº 57.375, de 2 de dezembro de 1965 e obteve alteração
pelo Decreto nº 6.637, de 5 de novembro de 2008.
Art. 2º O Departamento Regional de São Paulo – SESI-SP, órgão central de
administração da sua rede escolar, com jurisdição na base territorial do Estado,
manterá e supervisionará as escolas com base na legislação vigente e neste regimento.
CAPÍTULO II – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 3º O ensino na rede escolar do SESI-SP deverá observar os seguintes princípios:
I – igualdade e equidade no processo educativo;
II – autonomia e responsabilidade na construção e na reconstrução dos
saberes;
III – qualidade no processo de ensino e aprendizagem;
IV – gestão democrática;
V – valorização dos profissionais da educação;
VI – valorização da experiência extraescolar.
Art. 4º Orientado pelos princípios que permeiam sua organização curricular, o sistema
SESI-SP de ensino terá por objetivos:
I – assegurar as condições necessárias para o pleno desenvolvimento de todos
os estudantes, independente de sua condição física, emocional, cognitiva,
étnico-racial, de origem, de classe social, de crença, dentre outras;
II– desenvolver uma educação de qualidade, possibilitando a formação
integral do estudante;
III– propiciar a todos os estudantes uma formação que possibilite o acesso aos
conhecimentos e aos bens culturais da sociedade;
IV – formar professores e estudantes aptos a estabelecer uma relação crítica,
criativa e construtiva com as tecnologias de informação e comunicação;
V – garantir as condições para o desenvolvimento de estudantes autônomos,
críticos e participativos, potencializando a compreensão do seu papel ativo na
sociedade, o exercício da cidadania e a valorização da diversidade e da diferença;
VI – privilegiar a construção da identidade e da autonomia da unidade escolar,
a partir da valorização dos profissionais da educação e dos processos de
formação continuada;
VII – fortalecer o vínculo com a família e a comunidade, valorizando-as como
parceiras no processo de formação do estudante;
VIII – proporcionar meios que favoreçam o ensino, a pesquisa e as
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aprendizagens de todos, articulando as experiências pedagógicas às dos
estudantes, da comunidade na qual se insere a escola, da região e do mundo;
IX – propiciar a todos os estudantes, condições para que possam conhecer a si
mesmos, identificar seus próprios sentimentos e emoções, saber como eles
influenciam nas suas decisões e construir autoestima e valores considerados
universalmente desejáveis pela Declaração Universal dos Direitos Humanos;
X – contextualizar os objetos de conhecimento tanto no plano de sua origem
específica quanto em outros planos: o pessoal-biográfico, o entorno sócio-
político, histórico e cultural, como também no horizonte da sociedade científico-
tecnológica.
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TÍTULO II – DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA REDE ESCOLAR DO
SESI
CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Art. 5º As escolas deverão atender às necessidades educacionais dos estudantes, em
prédios e salas com mobiliário, equipamentos e material didático-pedagógico
adequados às respectivas faixas etárias, etapas de ensino e cursos ministrados.
Art. 6° Os bens patrimoniais da escola serão sistematicamente atualizados e os
registros serão encaminhados anualmente para a sede administrativa.
Art. 7º Observadas as normas vigentes e as diretrizes estabelecidas pela
administração central do SESI-SP, as escolas terão autonomia pedagógica,
administrativa e de gestão.
Parágrafo único. A autonomia referida no caput deverá ser consubstanciada na
Proposta Pedagógica, elaborada com a participação de todos os agentes do processo
educativo.
Art. 10. Na Educação de Jovens e Adultos: para o Ensino Fundamental serão oferecidas
1.600 (mil e seiscentas) horas, divididas em 24 (vinte e quatro) meses; e para o Ensino
médio serão 1.200 (mil e duzentas horas) em 18 (dezoito) meses.
Parágrafo único. Os estudantes poderão concluir o Ensino Fundamental e o Ensino
Médio antes do prazo apresentado no caput, a depender da comprovação dos
estudos realizados anteriormente.
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III – Ensino Médio;
IV – Educação de Jovens e Adultos;
V – Formação técnica e profissional.
Art. 13. O Ensino Fundamental obrigatório, com duração mínima de 9 (nove) anos,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por finalidade a formação básica do
estudante, mediante:
I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
domínio pleno da leitura, da escrita e do cálculo;
II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia,
da arte e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição
de conhecimentos e habilidades, e a formação de atitudes e valores;
IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de
tolerância recíproca em que se assenta a vida social;
V – a contribuição com o delineamento do projeto de vida dos estudantes,
estabelecendo articulação com a continuidade dos estudos no Ensino Médio.
Art. 14. O Ensino Médio, etapa final da Educação Básica, com duração mínima de 3
(três) anos, terá a finalidade de consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos
no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos, mediante:
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IV – a garantia do protagonismo e o desenvolvimento das capacidades de abstração,
reflexão, interpretação, proposição e ação, essenciais à sua autonomia pessoal,
profissional, intelectual e política;
V – a valorização dos papéis sociais desempenhados pelos jovens e a qualificação dos
processos de construção da sua identidade e do seu projeto de vida;
VI – a promoção da aprendizagem e atitudes colaborativas, propositivas para o
enfrentamento dos desafios da comunidade, do mundo do trabalho e da sociedade
em geral, alicerçadas nos princípios e objetivos do SESI-SP, no conhecimento e na
inovação.
Art. 15. A Educação de Jovens e Adultos objetiva suprir a escolarização daqueles que
não conseguiram iniciar ou concluir seus estudos na idade própria, respeitando os
saberes adquiridos em suas experiências de vida, seus interesses, valores e visões de
mundo, proporcionando-lhes:
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comum e uma parte diversificada, de acordo com as especificidades de cada
modalidade e observada a legislação vigente.
Parágrafo único. O Novo Ensino Médio está organizado por áreas de conhecimento e seus
respectivos componentes curriculares, integrando a Formação Geral Básica e os Itinerários
Formativos.
CAPÍTULO VI – DA AVALIAÇÃO
SEÇÃO I – Da caracterização
Art. 21. A avaliação dos estudantes, parte integrante da proposta curricular, possibilita
redimensionar a ação pedagógica e deve:
I – ser realizada em consonância com a concepção de educação do SESI-SP;
II – assumir um caráter processual, formativo e participativo e ser contínua, cumulativa e
diagnóstica, a fim de identificar saberes, potencialidades e defasagens para direcionar o
ensino, de forma a:
a) subsidiar as decisões sobre a utilização de estratégias e abordagens de acordo
com as necessidades dos estudantes;
b) criar condições de intervir de modo imediato e ao longo do processo para
sanar dificuldades e redirecionar o trabalho docente.
III – utilizar vários e diferentes instrumentos e procedimentos, considerando sua
adequação à faixa etária, à modalidade ou etapa de ensino e às características de
desenvolvimento do estudante;
IV – fazer prevalecer os aspectos qualitativos da aprendizagem do estudante sobre os
quantitativos.
§ 1º Ao professor cabe identificar os avanços e as dificuldades de aprendizagem dos
estudantes, de forma a nortear as atividades de planejamento e replanejamento da
prática docente;
§ 2º Ao estudante cabe a autoavaliação e o reconhecimento dos seus avanços e das suas
dificuldades, permitindo tomadas de decisão a favor do seu envolvimento no processo
de aprendizagem e no desenvolvimento da responsabilidade, autonomia e
autorregulação.
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III – subsidiar a implementação de ações, programas e/ou projetos de melhoria da
qualidade da educação oferecida pelo SESI-SP.
Art. 24. A avaliação na rede escolar SESI-SP deverá considerar o desempenho global
do estudante.
Parágrafo único. Para os estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, poderão ser acrescidas à
avaliação da aprendizagem modificações nos variados níveis de acessibilidade, com o
objetivo de eliminação das barreiras de participação.
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em uma escala de 0,5 (cinco décimos) em 0,5 (cinco décimos), com arredondamento
para cima;
IV – ao final de cada etapa e ao término do ano, o docente poderá atribuir nova média
após realização da análise global do desempenho do estudante, considerando os
avanços obtidos no decorrer de todo o processo de ensino e aprendizagem;
V – excepcionalmente, com mediação da Gerência Executiva de Educação, a unidade
escolar poderá adotar forma alternativa de expressar o resultado da aprendizagem.
Art. 28. Na Educação de Jovens e Adultos, nos níveis de Ensino Fundamental e Médio,
a avaliação dar-se-á por área de conhecimento em uma escala de 0 (zero) a 10 (dez)
pontos, de acordo com os seguintes parâmetros:
I – as atividades oferecidas no ambiente virtual de aprendizagem corresponderão a 40%
da nota, tendo, portanto, peso 4 e poderão ser realizadas ao longo do curso;
II – as avaliações presenciais, realizadas na unidade escolhida pelo estudante no ato da
matrícula, corresponderão aos 60% restantes na composição da nota, tendo, portanto,
peso 6;
III – para a composição da nota, será aferida a média ponderada entre a somatória das
atividades realizadas no ambiente virtual de aprendizagem e a avaliação presencial;
IV – a nota final, de cada área de conhecimento, obedecerá a uma escala de 0,5 (cinco
décimos) em 0,5 (cinco décimos), com arredondamento para cima.
Art. 29. Em todas as etapas e modalidades de ensino oferecido pela rede SESI-SP,
os resultados da avaliação de aproveitamento deverão expressar o desempenho
global do estudante.
Art. 30. No Ensino Fundamental e Médio a decisão sobre promoção ou retenção
ocorrerá ao final de cada ano letivo, tendo em vista que:
I – será promovido o estudante que obtiver média aritmética igual ou superior a 7,0
(sete) pontos em cada componente curricular;
II – no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na Formação Técnica e Profissional,
o estudante que obtiver média final inferior a 7,0 (sete) em até 3 (três) componentes
curriculares será submetido ao conselho de classe que ratificará ou retificará a nota
final do estudante atribuindo-lhe, se for o caso, a nota para aprovação;
III – excepcionalmente, com mediação da Gerência Executiva de Educação, a unidade
escolar poderá adotar forma alternativa de expressar o resultado da aprendizagem.
§ 1º O estudante será considerado retido quando obtiver média final inferior a 7,0
(sete) pontos em 4 (quatro) ou mais componentes curriculares nos anos iniciais do
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Ensino Fundamental, nos anos finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da
Formação Técnica e Profissional.
§ 2º Serão considerados os três anos iniciais do Ensino Fundamental como um bloco
pedagógico e a retenção por falta de aproveitamento poderá ocorrer somente ao final
do terceiro ano. A retenção por frequência poderá ocorrer em qualquer ano do bloco.
§ 3º Nas unidades escolares que utilizam o regime de estágios de aprendizagem a
retenção dos estudantes se dará, exclusivamente, pela apuração da frequência, em
consonância com a legislação escolar em vigor.
Art. 31. No Novo Ensino Médio, a decisão sobre promoção ou retenção ocorrerá ao
final de cada ciclo, tendo em vista que:
I – será promovido o estudante que obtiver média aritmética igual ou superior a 7,0
(sete) pontos em cada componente curricular que compõe a formação geral básica;
II – ao final de cada ciclo, o estudante que obtiver média final inferior a 7,0 (sete) em
até 3 (três) componentes curriculares que compõem a formação geral básica será
submetido ao conselho de classe que ratificará ou retificará a nota final do estudante
atribuindo-lhe, se for o caso, a nota para aprovação.
§ 1º O estudante será considerado retido quando obtiver média final inferior a 7,0
(sete) pontos em 4 (quatro) ou mais componentes curriculares ao final do ciclo.
§ 2º Serão considerados o primeiro ano como Ciclo Inicial e o segundo e terceiro anos
como Ciclo Final. A retenção por frequência poderá ocorrer em qualquer ano do ciclo.
§ 3º Os componentes dos Itinerários Formativos não serão objeto de retenção ao final
do ano letivo.
§ 4º O estudante que reprovar ao final do 3º ano poderá, por deliberação do Conselho
de Classe, cursar somente os componentes da Formação Geral Básica. No caso de
reprova no itinerário de formação técnica-profissional, o estudante receberá aprovação
parcial, devendo concluir o curso no ano subsequente.
Art. 33. Na Educação de Jovens e Adultos, nos níveis Fundamental e Médio, será
considerado:
I – aprovado o estudante que obtiver nota igual ou superior a 5 (cinco) pontos em cada
área de conhecimento por meio da realização de atividades avaliativas no ambiente
virtual e prova presencial;
II – com direito a prova de recuperação o estudante que obtiver a nota inferior a 5,0
(cinco) pontos;
III – reprovado o estudante que obtiver nota inferior a 5 (cinco) pontos em uma ou
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mais área de conhecimento, tendo a possibilidade de prosseguir os seus estudos, de
acordo com o tempo de integralização;
IV – concluinte o estudante com média igual ou superior a 5 (cinco) pontos em todas
as áreas de conhecimento, no tempo de integralização dos estudos adequado e tendo
realizado, no mínimo, 20% das atividades do ambiente virtual de aprendizagem.
§ 1º Para aprovação, exigir-se-á a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento)
do total da carga horária do período letivo.
§ 2º Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a apuração da frequência será calculada
por porcentagem, em relação ao total de dias letivos.
§ 3º Nos anos finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da Formação Técnica e
Profissional, a apuração da frequência será calculada por porcentagem em relação ao
total de aulas dadas.
§ 4º A compensação de ausências será assegurada nos casos previstos na legislação
vigente e em situações plenamente justificáveis, mediante análise da equipe escolar.
§ 5º Nos casos de estudantes que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta
porcento), a escola notificará o Conselho Tutelar do Município.
§ 6º Poderá ser cancelada a matrícula do estudante que faltar 30 (trinta) dias
consecutivos, sem a devida comunicação à direção da escola.
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I – participação das decisões, com a finalidade de promover melhoria do desempenho
dos estudantes, durante os processos de ensino e aprendizagem;
II – avaliação do aprendizado da classe, confrontando os resultados relativos às
diferentes áreas de conhecimento curriculares e propondo medidas para a melhoria do
ensino, assim como, pela melhor integração e relacionamento entre os estudantes;
III – decisão sobre a promoção ou retenção do estudante com rendimento
insatisfatório, considerando seu desempenho global, ratificando ou retificando o
resultado do desempenho do estudante concluída pelo professor;
IV – manifestação nos pedidos de reconsideração dos resultados finais, interpostos por
estudantes ou seus responsáveis mediante legislação vigente.
Parágrafo único. Todas as reuniões devem ser registradas em ata contendo o
desempenho dos estudantes, a análise do conselho, a descrição das intervenções
pedagógicas necessárias para a melhoria da aprendizagem, bem como as propostas
de planejamento ou replanejamento das atividades curriculares e metodológicas.
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TÍTULO III – DOS DIREITOS E DEVERES DOS AGENTES DO PROCESSO
EDUCATIVO
CAPÍTULO I – DA COMUNIDADE ESCOLAR
Art. 38. A comunidade escolar é composta por todos que participam do processo
educativo desenvolvido na escola, envolvendo gestores, docentes, apoio técnico,
administrativo, operacional, estudantes e suas famílias.
Art. 39. O convívio da comunidade escolar, com base na gestão democrática, está
pautado nos princípios de liberdade, autonomia, equidade, responsabilidade,
solidariedade, ética e respeito.
CAPÍTULO II – DAS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES
SEÇÃO I – Da organização técnica e administrativa
Art. 40. A gestão escolar é o núcleo gerencial responsável pela definição, decisão,
implementação e avaliação do desenvolvimento das ações administrativas e
pedagógicas da escola, adequadas às suas finalidades e aos seus objetivos.
Parágrafo único. A definição da estrutura administrativa e dos apoios técnico,
pedagógico, operacional e equipe docente das escolas dependerá das necessidades,
especificidades, peculiaridades e grau de complexidade da organização técnica e
administrativa da escola.
Art. 42. Para atender aos princípios da convivência escolar, a unidade deverá:
I – criar um clima de confiança que promova o desenvolvimento interpessoal,
participativo e ético de todos os envolvidos no processo educativo;
II – oferecer oportunidade de formação aos profissionais que atuam na ação
educativa e de apoio técnico, administrativo e operacional;
III – valorizar os profissionais, estimulando-os à autoformação e às iniciativas
inovadoras;
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IV – realizar articulação e integração com as famílias, promovendo ações educativas
que enriqueçam o desenvolvimento e favoreçam a sua participação social.
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I – discriminar ou cometer qualquer forma de agressão a membros da comunidade
escolar;
II – expor colegas, funcionários, professores ou qualquer pessoa da comunidade escolar
a situações constrangedoras;
III – introduzir e/ou portar, nas dependências da escola, qualquer material que
represente perigo para sua integridade moral e/ou física ou de outrem, dentre os quais
bebidas alcoólicas, substâncias tóxicas e qualquer tipo de arma, objetos pontiagudos,
entre outros;
IV – consumir, portar, manusear ou ingerir qualquer tipo de substância psicoativa
lícita ou ilícita nas dependências da unidade escolar, bem como comparecer às aulas sob
efeito de tais substâncias;
V – danificar os bens patrimoniais da instituição de ensino ou pertences de seus
colegas, funcionários e professores;
VI – depreciar a imagem do SESI-SP e da comunidade escolar, por meio de diferentes
mídias e redes sociais;
VII – divulgar, por qualquer meio de publicidade, assuntos/ações que envolvam,
direta ou indiretamente o nome da entidade, de professores ou de funcionários, sem
prévia autorização da autoridade competente;
VIII – ausentar-se da unidade escolar sem prévia autorização dos pais ou responsáveis e
da direção escolar;
IX – promover excursões, jogos, coletas, rifas, lista de pedidos, vendas ou campanhas
que não estejam articuladas às atividades curriculares;
X – realizar vendas de produtos de gênero alimentício de qualquer natureza.
Art. 49. Ao estudante que transgredir as disposições contidas nas normas e após
análise dos fatos, caberá:
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I – advertência verbal, com o objetivo de direcionar ações educativas, seguida pela
elaboração de combinados;
II – advertência escrita, com ciência e assinatura dos pais ou responsáveis; com o
objetivo de direcionar ações educativas, seguida pela elaboração de combinados;
III – afastamento temporário de até 3 (três) dias, após decisão do conselho de classe;
IV – transferência como medida de cautela para outra instituição de ensino. A
transferência deverá ser analisada pelo conselho de classe, após a consideração do
percurso educacional do estudante e as medidas educativas proporcionadas.
Art. 50. O ato infracional e a transferência como medida de cautela devem ser
apurados pela equipe gestora com acompanhamento da administração central do
SESI-SP, quando se fizer necessário.
Art. 51. Toda e qualquer sanção prevista neste regimento, somente poderá ser
aplicada se a decisão estiver fundamentada na legislação vigente, salvaguardados:
I – o direito à ampla defesa e recurso aos órgãos superiores, quando for o caso, observados os
prazos e procedimentos estabelecidos pelo SESI-SP;
II – a assistência aos pais ou responsáveis, no caso de estudantes com idade inferior a dezoito
anos;
III – o direito à continuidade de estudos, na mesma escola ou em outro estabelecimento.
Parágrafo único. Os pais ou responsáveis pelo estudante poderão entregar o recurso
de defesa na unidade escolar em até 3 (três) dias úteis. Após análise da escola, o
resultado final deverá ser informado aos responsáveis em até 3 (três) dias úteis.
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Art. 53. São deveres da família do estudante:
I – conhecer a proposta pedagógica;
II – zelar por si e pelos seus dependentes, no cumprimento dos deveres previstos neste
regimento escolar;
III – comparecer às convocações da escola, para que seja informada ou esclarecida sobre a vida
escolar do estudante;
IV – comunicar à escola a ocorrência de moléstia contagiosa, que possa colocar em risco a
saúde e o bem-estar da comunidade escolar;
V – manter relações cooperativas e respeitosas com todos os integrantes da comunidade
escolar, inclusive com o estudante pelo qual é responsável, sem exposição a situações
constrangedoras, discriminatórias ou de violência;
VI – assegurar a assiduidade do estudante às atividades escolares;
VII – assumir junto à unidade escolar ações de corresponsabilidade, tais como:
monitoramento da realização das lições de casa, organização do material escolar e momentos
de estudo em casa, contribuindo para a formação integral do estudante;
VIII – respeitar os horários, o uso do uniforme e as regras estabelecidas pela unidade escolar
para o bom andamento das atividades;
IX – manter o estudante em atendimentos de saúde especializados, sempre que necessário;
X – entregar na escola cópias dos relatórios atualizados fornecidos pelos profissionais de saúde;
XI – entregar na escola cópia de prescrição de medicamentos que deverão ser ministrados no
horário escolar, bem como de termo de autorização assinado por um dos responsáveis para a
oferta do mesmo;
XII – responsabilizar-se pela aquisição do material didático e do uniforme escolar, de acordo
com o padrão estabelecido pelo SESI-SP;
XIII – manter atualizada anualmente a prescrição médica ou de nutricionista referente à
manutenção ou interrupção no fornecimento de dieta especial;
XIV – zelar pela efetiva utilização das redes sociais, não utilizando a marca SESI em publicações
que conotem discriminação, constrangimento e a utilização de imagens não autorizadas.
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I – promover ações integradas para o avanço das potencialidades de estudantes para contribuir no
desenvolvimento da sua autonomia e qualidade de vida;
II – realizar ações que promovam a acessibilidade arquitetônica, comunicacional, metodológica,
curricular, atitudinal e instrumental, bem como os processos de avaliação que serão adequados à
promoção do seu desenvolvimento e da aprendizagem;
III – promover integração e cooperação entre família e escola.
§ 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela com impedimento de longo prazo de natureza física,
mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, nos
termos das legislações vigentes.
Art. 56. O estudante estará sujeito às sanções e medidas educativas previstas na Seção
III do Título III deste regimento.
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TÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR
Art. 58. A organização da vida escolar pressupõe um conjunto de normas, que visam
garantir o acesso, a permanência, a progressão de estudos e a regularidade da vida
escolar do estudante, abrangendo:
I – as formas de ingresso, classificação e reclassificação;
II – a expedição de documentos da vida escolar.
Art. 61. As matrículas por transferências serão admitidas na rede escolar, em caso da
existência de vagas e de acordo com a legislação em vigor.
§ 1º Os períodos e procedimentos serão definidos por meio de instruções do Departamento
Regional de São Paulo.
§ 2º Para efeito de apuração do rendimento dos estudantes recebidos por transferência, durante
o período letivo, não serão consideradas as notas atribuídas pela escola de origem, exceto entre
escolas da rede SESI-SP.
Art. 64. Cabe à escola expedir históricos escolares, declarações de conclusão de ano
escolar ou série, certificados de conclusão, com especificações que assegurem a
clareza, a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos estudantes, em
conformidade com a legislação vigente
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SEÇÃO II – Da regularização da vida escolar
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TÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS
Art. 66. Caberá à direção da escola promover meios para divulgar o Regimento Escolar
e a Proposta Pedagógica.
Art. 67. Os documentos da secretaria e as informações referentes aos estudantes, pais
ou responsáveis são de uso exclusivo da escola e das autoridades escolares, sendo
vedado o seu manuseio e a cessão de cópias a terceiros, exceto nos casos previstos na
legislação em vigor.
Art. 68. Incorpora-se, automaticamente a este regimento, e alteram seus dispositivos,
as disposições de lei e instruções ou normas de ensino supervenientes, emanadas de
órgãos ou poderes competentes.
Art. 69. Os assuntos não previstos neste regimento serão deliberados pelo
Departamento Regional do SESI São Paulo, com base nas leis, instruções e normas
educacionais, bem como nas demais legislações aplicáveis.
Art. 70. Este regimento entrará em vigor em 1º de janeiro de 2023, devidamente
aprovado e revogadas as disposições em contrário.
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