0% acharam este documento útil (0 voto)
68 visualizações22 páginas

Regimento Da Rede Escolar Sesi-Sp: Serviço Social Da Indústria Gerência Executiva de Educação

Este documento apresenta o regimento da rede escolar do Serviço Social da Indústria de São Paulo (SESI-SP). Ele estabelece as diretrizes para a organização e o funcionamento das escolas do SESI-SP, incluindo as etapas de ensino oferecidas, os princípios educacionais, a avaliação dos estudantes e os direitos e deveres dos participantes do processo educativo.

Enviado por

RAPUH
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
68 visualizações22 páginas

Regimento Da Rede Escolar Sesi-Sp: Serviço Social Da Indústria Gerência Executiva de Educação

Este documento apresenta o regimento da rede escolar do Serviço Social da Indústria de São Paulo (SESI-SP). Ele estabelece as diretrizes para a organização e o funcionamento das escolas do SESI-SP, incluindo as etapas de ensino oferecidas, os princípios educacionais, a avaliação dos estudantes e os direitos e deveres dos participantes do processo educativo.

Enviado por

RAPUH
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Serviço Social da Indústria

Gerência Executiva de Educação

REGIMENTO DA REDE
ESCOLAR SESI-SP

São Paulo
2023
SUMÁRIO
TÍTULO I DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES 3
Capítulo I Da entidade mantenedora 3
Capítulo II Dos princípios fundamentais 3

TÍTULO II DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA REDE ESCOLAR 5


SESI-SP
Capítulo I Da organização administrativa 5
Capítulo II Do funcionamento da escola 5
Capítulo III Das etapas e modalidades de ensino 5
Capítulo IV Dos fins e objetivos das etapas e modalidades de ensino 6
Capítulo V Da organização curricular 7
Capítulo VI Da avaliação 8
Seção I Da caracterização 8
Seção II Da avaliação de sistema 8
Seção III Da avaliação do processo de ensino e de aprendizagem 9
Seção IV Dos resultados finais 10
Seção V Do sistema de controle de frequência 12
Capítulo VII Dos conselhos de classe 12

TÍTULO III DOS DIREITOS E DEVERES DOS PARTICIPANTES DO 14


PROCESSO EDUCATIVO
Capítulo I Da comunidade escolar 14
Capítulo II Das competências e atribuições 14
Seção I Da organização técnica e administrativa 14
Seção II Dos direitos e deveres 14
Seção III Das sanções e medidas educativas 16
Capítulo III Dos direitos e deveres da família do educando 17
Capítulo IV Do atendimento aos estudantes com deficiência, transtornos globais do 18
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação

TÍTULO IV DA ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR 20


Capítulo I Das formas de ingresso, transferência, classificação e reclassificação 20
Seção I Da expedição de documentos da vida escolar 20
Seção II Da regularização da vida escolar 21

TÍTULO V DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS 22

2
TÍTULO I – DAS DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
CAPÍTULO I – DA ENTIDADE MANTENEDORA
Art. 1º O Serviço Social da Indústria é uma instituição jurídica de direito privado, com
sede e foro na Capital da República, organizado e dirigido pela Confederação Nacional
da Indústria (CNI). O SESI-SP foi criado pelo Decreto-lei nº 9.403, de 25 de junho de 1946,
regulamentado pelo Decreto nº 57.375, de 2 de dezembro de 1965 e obteve alteração
pelo Decreto nº 6.637, de 5 de novembro de 2008.
Art. 2º O Departamento Regional de São Paulo – SESI-SP, órgão central de
administração da sua rede escolar, com jurisdição na base territorial do Estado,
manterá e supervisionará as escolas com base na legislação vigente e neste regimento.
CAPÍTULO II – DOS PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
Art. 3º O ensino na rede escolar do SESI-SP deverá observar os seguintes princípios:
I – igualdade e equidade no processo educativo;
II – autonomia e responsabilidade na construção e na reconstrução dos
saberes;
III – qualidade no processo de ensino e aprendizagem;
IV – gestão democrática;
V – valorização dos profissionais da educação;
VI – valorização da experiência extraescolar.
Art. 4º Orientado pelos princípios que permeiam sua organização curricular, o sistema
SESI-SP de ensino terá por objetivos:
I – assegurar as condições necessárias para o pleno desenvolvimento de todos
os estudantes, independente de sua condição física, emocional, cognitiva,
étnico-racial, de origem, de classe social, de crença, dentre outras;
II– desenvolver uma educação de qualidade, possibilitando a formação
integral do estudante;
III– propiciar a todos os estudantes uma formação que possibilite o acesso aos
conhecimentos e aos bens culturais da sociedade;
IV – formar professores e estudantes aptos a estabelecer uma relação crítica,
criativa e construtiva com as tecnologias de informação e comunicação;
V – garantir as condições para o desenvolvimento de estudantes autônomos,
críticos e participativos, potencializando a compreensão do seu papel ativo na
sociedade, o exercício da cidadania e a valorização da diversidade e da diferença;
VI – privilegiar a construção da identidade e da autonomia da unidade escolar,
a partir da valorização dos profissionais da educação e dos processos de
formação continuada;
VII – fortalecer o vínculo com a família e a comunidade, valorizando-as como
parceiras no processo de formação do estudante;
VIII – proporcionar meios que favoreçam o ensino, a pesquisa e as
3
aprendizagens de todos, articulando as experiências pedagógicas às dos
estudantes, da comunidade na qual se insere a escola, da região e do mundo;
IX – propiciar a todos os estudantes, condições para que possam conhecer a si
mesmos, identificar seus próprios sentimentos e emoções, saber como eles
influenciam nas suas decisões e construir autoestima e valores considerados
universalmente desejáveis pela Declaração Universal dos Direitos Humanos;
X – contextualizar os objetos de conhecimento tanto no plano de sua origem
específica quanto em outros planos: o pessoal-biográfico, o entorno sócio-
político, histórico e cultural, como também no horizonte da sociedade científico-
tecnológica.

4
TÍTULO II – DA ORGANIZAÇÃO E FUNCIONAMENTO DA REDE ESCOLAR DO
SESI
CAPÍTULO I – DA ORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
Art. 5º As escolas deverão atender às necessidades educacionais dos estudantes, em
prédios e salas com mobiliário, equipamentos e material didático-pedagógico
adequados às respectivas faixas etárias, etapas de ensino e cursos ministrados.
Art. 6° Os bens patrimoniais da escola serão sistematicamente atualizados e os
registros serão encaminhados anualmente para a sede administrativa.
Art. 7º Observadas as normas vigentes e as diretrizes estabelecidas pela
administração central do SESI-SP, as escolas terão autonomia pedagógica,
administrativa e de gestão.
Parágrafo único. A autonomia referida no caput deverá ser consubstanciada na
Proposta Pedagógica, elaborada com a participação de todos os agentes do processo
educativo.

Art. 8º As escolas poderão estabelecer parcerias com redes de apoio externas, no


intuito de proporcionar o aprimoramento do processo educacional e a assistência aos
estudantes por meio da efetiva tríade: escola, família e comunidade. O contrato de
parceria deverá ser aprovado por órgãos competentes do Departamento Regional de
São Paulo – SESI-SP.
CAPÍTULO II – DO FUNCIONAMENTO DA ESCOLA
Art. 9º Na Educação Infantil, no Ensino Fundamental e no Ensino Médio a carga horária
será distribuída em 200 (duzentos) dias de efetivo trabalho escolar.
§ 1º Consideram-se de efetivo trabalho escolar os dias com atividades regulares de aula
ou outras programações pedagógicas desenvolvidas, planejadas pela escola e que
apresentem frequência dos estudantes e professores.
§ 2º A Educação Infantil e o Ensino Fundamental terão carga horária mínima de
oitocentas horas anuais.
§ 3º O Ensino Médio terá carga horária mínima de mil horas anuais.

Art. 10. Na Educação de Jovens e Adultos: para o Ensino Fundamental serão oferecidas
1.600 (mil e seiscentas) horas, divididas em 24 (vinte e quatro) meses; e para o Ensino
médio serão 1.200 (mil e duzentas horas) em 18 (dezoito) meses.
Parágrafo único. Os estudantes poderão concluir o Ensino Fundamental e o Ensino
Médio antes do prazo apresentado no caput, a depender da comprovação dos
estudos realizados anteriormente.

CAPÍTULO III – DAS ETAPAS E MODALIDADES DE ENSINO


Art. 11. A rede escolar SESI-SP poderá oferecer:
I – Educação Infantil;
II – Ensino Fundamental;

5
III – Ensino Médio;
IV – Educação de Jovens e Adultos;
V – Formação técnica e profissional.

§ 1º As etapas de ensino poderão ser organizadas em fases, anos, ciclos ou estágios de


desenvolvimento, em consonância com as diretrizes do SESI-SP.
§ 2º A Educação de Jovens e Adultos abrangerá o Ensino Fundamental e o Ensino Médio
e, em atendimento à legislação vigente, poderá ser ofertada concomitantemente ao
ensino profissionalizante.
§ 3º Os cursos a distância poderão ser oferecidos nos níveis e modalidades previstos na
legislação vigente.

CAPÍTULO IV – DOS FINS E OBJETIVOS DAS ETAPAS E MODALIDADES DE ENSINO


Art. 12. A Educação Infantil tem como finalidade o desenvolvimento integral da
criança até 5 (cinco) anos e 11 meses de idade, em seus aspectos físico, psicológico,
intelectual, cultural e social, complementando a ação da família e da comunidade.
Parágrafo único. Será ofertada de forma a garantir os direitos de aprendizagem
(conviver, brincar, participar, explorar, expressar-se, conhecer-se) e o
desenvolvimento progressivo de sua autonomia.

Art. 13. O Ensino Fundamental obrigatório, com duração mínima de 9 (nove) anos,
iniciando-se aos 6 (seis) anos de idade, terá por finalidade a formação básica do
estudante, mediante:
I – o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o
domínio pleno da leitura, da escrita e do cálculo;
II – a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia,
da arte e dos valores em que se fundamenta a sociedade;
III – o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição
de conhecimentos e habilidades, e a formação de atitudes e valores;
IV – o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de
tolerância recíproca em que se assenta a vida social;
V – a contribuição com o delineamento do projeto de vida dos estudantes,
estabelecendo articulação com a continuidade dos estudos no Ensino Médio.

Art. 14. O Ensino Médio, etapa final da Educação Básica, com duração mínima de 3
(três) anos, terá a finalidade de consolidar e aprofundar os conhecimentos adquiridos
no Ensino Fundamental, possibilitando o prosseguimento de estudos, mediante:

I – a preparação básica para o trabalho e a cidadania do estudante, para continuar


aprendendo, de modo a desenvolver competências articuladas à sociedade atual e aos
contextos posteriores;
II – o aprimoramento humano do estudante, incluindo a formação ética e o
desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico;
III – a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos
produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino das áreas de conhecimento;

6
IV – a garantia do protagonismo e o desenvolvimento das capacidades de abstração,
reflexão, interpretação, proposição e ação, essenciais à sua autonomia pessoal,
profissional, intelectual e política;
V – a valorização dos papéis sociais desempenhados pelos jovens e a qualificação dos
processos de construção da sua identidade e do seu projeto de vida;
VI – a promoção da aprendizagem e atitudes colaborativas, propositivas para o
enfrentamento dos desafios da comunidade, do mundo do trabalho e da sociedade
em geral, alicerçadas nos princípios e objetivos do SESI-SP, no conhecimento e na
inovação.

Art. 15. A Educação de Jovens e Adultos objetiva suprir a escolarização daqueles que
não conseguiram iniciar ou concluir seus estudos na idade própria, respeitando os
saberes adquiridos em suas experiências de vida, seus interesses, valores e visões de
mundo, proporcionando-lhes:

I – o desenvolvimento e/ou ampliação da capacidade crítica, iniciativa, identidade


cultural e da autonomia intelectual;
II – a aquisição e consolidação de conhecimentos necessários, utilizando o pensamento
lógico, a criatividade e a capacidade de análise crítica;
III – o desenvolvimento do raciocínio lógico e de outras competências cognitivas na
perspectiva de contextualização do conhecimento, por meio de estratégias que
favoreçam a aprendizagem;
IV – a elevação da escolaridade como forma de contribuição para o aumento da
competitividade no mundo do trabalho.

Art. 16. A educação profissional objetiva desenvolver competências e habilidades para


a vida produtiva na sociedade do trabalho e do conhecimento, mediante ao:
I – respeito em relação aos valores estéticos, políticos e éticos;
II – desenvolvimento de competências para o trabalho;
III – atendimento das demandas dos cidadãos, da sociedade e do mundo do trabalho,
em sintonia com as exigências do desenvolvimento socioeconômico local, regional e
nacional;
IV – reconhecimento de perfis profissionais próprios para cada curso, em função
das demandas identificadas e em sintonia com as políticas de promoção do
desenvolvimento sustentável do País.

Art. 17. O ingresso de novos estudantes na rede SESI-SP será realizado em


conformidade com as diretrizes do Departamento Regional de São Paulo e da
legislação vigente.
CAPÍTULO V – DA ORGANIZAÇÃO CURRICULAR
Art. 18. A organização curricular da Educação Infantil está estruturada em cinco
campos de experiências a partir dos quais são definidas as expectativas de
aprendizagem em uma perspectiva ampla e contextualizada, em consonância com a
legislação vigente.
Art. 19. O currículo do Ensino Fundamental e do Ensino Médio apresenta uma parte

7
comum e uma parte diversificada, de acordo com as especificidades de cada
modalidade e observada a legislação vigente.
Parágrafo único. O Novo Ensino Médio está organizado por áreas de conhecimento e seus
respectivos componentes curriculares, integrando a Formação Geral Básica e os Itinerários
Formativos.

Art. 20. A matriz curricular da Educação de Jovens e Adultos busca integrar os


conteúdos das áreas de conhecimento de forma interdisciplinar, articulando-os às
necessidades específicas e ao cotidiano do público que atende.

CAPÍTULO VI – DA AVALIAÇÃO
SEÇÃO I – Da caracterização

Art. 21. A avaliação dos estudantes, parte integrante da proposta curricular, possibilita
redimensionar a ação pedagógica e deve:
I – ser realizada em consonância com a concepção de educação do SESI-SP;
II – assumir um caráter processual, formativo e participativo e ser contínua, cumulativa e
diagnóstica, a fim de identificar saberes, potencialidades e defasagens para direcionar o
ensino, de forma a:
a) subsidiar as decisões sobre a utilização de estratégias e abordagens de acordo
com as necessidades dos estudantes;
b) criar condições de intervir de modo imediato e ao longo do processo para
sanar dificuldades e redirecionar o trabalho docente.
III – utilizar vários e diferentes instrumentos e procedimentos, considerando sua
adequação à faixa etária, à modalidade ou etapa de ensino e às características de
desenvolvimento do estudante;
IV – fazer prevalecer os aspectos qualitativos da aprendizagem do estudante sobre os
quantitativos.
§ 1º Ao professor cabe identificar os avanços e as dificuldades de aprendizagem dos
estudantes, de forma a nortear as atividades de planejamento e replanejamento da
prática docente;
§ 2º Ao estudante cabe a autoavaliação e o reconhecimento dos seus avanços e das suas
dificuldades, permitindo tomadas de decisão a favor do seu envolvimento no processo
de aprendizagem e no desenvolvimento da responsabilidade, autonomia e
autorregulação.

SEÇÃO II – Da avaliação de sistema

Art. 22. A avaliação de sistema consiste em uma forma de acompanhamento do


processo educativo de uma rede de ensino, fornecendo indicadores sobre a sua
eficiência e sua efetividade social e terá por finalidade:
I – promover a análise e o aprimoramento da qualidade do ensino, fornecendo dados
consistentes e científicos sobre o desempenho acadêmico dos estudantes;
II – subsidiar decisões quanto à formação institucional dos profissionais da educação;

8
III – subsidiar a implementação de ações, programas e/ou projetos de melhoria da
qualidade da educação oferecida pelo SESI-SP.

SEÇÃO III – Da avaliação do processo de ensino e de aprendizagem

Art. 23. A avaliação da aprendizagem compreenderá uma série de ações:


I – definição de critérios qualitativos e quantitativos por professores e estudantes;
II – diversificação de instrumentos e procedimentos de avaliação;
III – desenvolvimento de processos de autoavaliação por estudantes e professores;
IV – recuperação dos conhecimentos considerados insatisfatórios.
§ 1º A recuperação, parte integrante do processo de aprendizagem, deverá ser
entendida como orientação contínua de estudos e criação de novas situações de ensino
nos ambientes pedagógicos, permitindo ao docente reconhecer a necessidade do
emprego de estratégias diversificadas aos estudantes no decorrer do período letivo.
§ 2º As ações estabelecidas no caput desse artigo deverão estar devidamente
registradas, evidenciando o cumprimento das mesmas.

Art. 24. A avaliação na rede escolar SESI-SP deverá considerar o desempenho global
do estudante.
Parágrafo único. Para os estudantes com deficiência, transtornos globais do
desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação, poderão ser acrescidas à
avaliação da aprendizagem modificações nos variados níveis de acessibilidade, com o
objetivo de eliminação das barreiras de participação.

Art. 25. O processo de avaliação compreenderá:


I – a avaliação diagnóstica, que requer a investigação e análise dos saberes dos
estudantes para a tomada de decisão na proposição de ações pedagógicas, sem
atribuição de menções, conceitos ou notas;
II – a avaliação formativa, que consiste em uma prática educativa contínua, presente
em todo o processo de ensino e destinada à regulação da aprendizagem;
III – a avaliação somativa ou classificatória que pressupõe análise dos resultados
obtidos ao fim de uma situação educativa e consequente tomada de decisão quanto ao
desempenho do estudante.

Art. 26. Na Educação Infantil, o resultado do processo avaliativo será efetivado


semestralmente por meio de relatório descritivo elaborado pelo professor, no qual
serão registrados os avanços e os processos de aprendizagem e desenvolvimento das
crianças, considerando as expectativas de aprendizagem de cada fase.
Art. 27. O processo avaliativo no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na Formação
Técnica e Profissional obedecerá aos seguintes procedimentos:
I – as atividades de avaliação serão expressas por notas de 1,0 (um) a 10,0 (dez),
graduadas em uma escala de 0,5 (cinco décimos) em 0,5 (cinco décimos);
II – ao final de cada etapa, deverá ser aferida a média aritmética das notas atribuídas
nas avaliações considerando-se o décimo, com arredondamento para cima;
III – ao final de cada ano letivo, será aferida a média aritmética das etapas graduadas

9
em uma escala de 0,5 (cinco décimos) em 0,5 (cinco décimos), com arredondamento
para cima;
IV – ao final de cada etapa e ao término do ano, o docente poderá atribuir nova média
após realização da análise global do desempenho do estudante, considerando os
avanços obtidos no decorrer de todo o processo de ensino e aprendizagem;
V – excepcionalmente, com mediação da Gerência Executiva de Educação, a unidade
escolar poderá adotar forma alternativa de expressar o resultado da aprendizagem.

§ 1º – Os componentes dos Itinerários Formativos do Novo Ensino Médio serão


avaliados por meio de menções.
§ 2º – As unidades escolares organizadas em estágios de aprendizagem terão o
registro do processo avaliativo por meio de relatórios descritivos que evidenciem o
desenvolvimento individual das competências e habilidades pretendidas em cada
estágio.

Art. 28. Na Educação de Jovens e Adultos, nos níveis de Ensino Fundamental e Médio,
a avaliação dar-se-á por área de conhecimento em uma escala de 0 (zero) a 10 (dez)
pontos, de acordo com os seguintes parâmetros:
I – as atividades oferecidas no ambiente virtual de aprendizagem corresponderão a 40%
da nota, tendo, portanto, peso 4 e poderão ser realizadas ao longo do curso;
II – as avaliações presenciais, realizadas na unidade escolhida pelo estudante no ato da
matrícula, corresponderão aos 60% restantes na composição da nota, tendo, portanto,
peso 6;
III – para a composição da nota, será aferida a média ponderada entre a somatória das
atividades realizadas no ambiente virtual de aprendizagem e a avaliação presencial;
IV – a nota final, de cada área de conhecimento, obedecerá a uma escala de 0,5 (cinco
décimos) em 0,5 (cinco décimos), com arredondamento para cima.

SEÇÃO IV – Dos resultados finais

Art. 29. Em todas as etapas e modalidades de ensino oferecido pela rede SESI-SP,
os resultados da avaliação de aproveitamento deverão expressar o desempenho
global do estudante.
Art. 30. No Ensino Fundamental e Médio a decisão sobre promoção ou retenção
ocorrerá ao final de cada ano letivo, tendo em vista que:
I – será promovido o estudante que obtiver média aritmética igual ou superior a 7,0
(sete) pontos em cada componente curricular;
II – no Ensino Fundamental, no Ensino Médio e na Formação Técnica e Profissional,
o estudante que obtiver média final inferior a 7,0 (sete) em até 3 (três) componentes
curriculares será submetido ao conselho de classe que ratificará ou retificará a nota
final do estudante atribuindo-lhe, se for o caso, a nota para aprovação;
III – excepcionalmente, com mediação da Gerência Executiva de Educação, a unidade
escolar poderá adotar forma alternativa de expressar o resultado da aprendizagem.

§ 1º O estudante será considerado retido quando obtiver média final inferior a 7,0
(sete) pontos em 4 (quatro) ou mais componentes curriculares nos anos iniciais do

10
Ensino Fundamental, nos anos finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio e da
Formação Técnica e Profissional.
§ 2º Serão considerados os três anos iniciais do Ensino Fundamental como um bloco
pedagógico e a retenção por falta de aproveitamento poderá ocorrer somente ao final
do terceiro ano. A retenção por frequência poderá ocorrer em qualquer ano do bloco.
§ 3º Nas unidades escolares que utilizam o regime de estágios de aprendizagem a
retenção dos estudantes se dará, exclusivamente, pela apuração da frequência, em
consonância com a legislação escolar em vigor.

Art. 31. No Novo Ensino Médio, a decisão sobre promoção ou retenção ocorrerá ao
final de cada ciclo, tendo em vista que:
I – será promovido o estudante que obtiver média aritmética igual ou superior a 7,0
(sete) pontos em cada componente curricular que compõe a formação geral básica;
II – ao final de cada ciclo, o estudante que obtiver média final inferior a 7,0 (sete) em
até 3 (três) componentes curriculares que compõem a formação geral básica será
submetido ao conselho de classe que ratificará ou retificará a nota final do estudante
atribuindo-lhe, se for o caso, a nota para aprovação.

§ 1º O estudante será considerado retido quando obtiver média final inferior a 7,0
(sete) pontos em 4 (quatro) ou mais componentes curriculares ao final do ciclo.
§ 2º Serão considerados o primeiro ano como Ciclo Inicial e o segundo e terceiro anos
como Ciclo Final. A retenção por frequência poderá ocorrer em qualquer ano do ciclo.
§ 3º Os componentes dos Itinerários Formativos não serão objeto de retenção ao final
do ano letivo.
§ 4º O estudante que reprovar ao final do 3º ano poderá, por deliberação do Conselho
de Classe, cursar somente os componentes da Formação Geral Básica. No caso de
reprova no itinerário de formação técnica-profissional, o estudante receberá aprovação
parcial, devendo concluir o curso no ano subsequente.

Art. 32. A decisão quanto à promoção ou retenção de estudantes com deficiência,


transtornos globais do desenvolvimento e altas habilidades ou superdotação deve
considerar as expectativas de ensino e aprendizagem, habilidades e competências
desenvolvidas, conteúdos e aspectos psicossociais previstos em planejamento
específico.
Parágrafo único. Estes estudantes serão avaliados por meio de diversos
instrumentos e estratégias e o histórico escolar será acompanhado de relatório
descritivo com as habilidades desenvolvidas.

Art. 33. Na Educação de Jovens e Adultos, nos níveis Fundamental e Médio, será
considerado:
I – aprovado o estudante que obtiver nota igual ou superior a 5 (cinco) pontos em cada
área de conhecimento por meio da realização de atividades avaliativas no ambiente
virtual e prova presencial;
II – com direito a prova de recuperação o estudante que obtiver a nota inferior a 5,0
(cinco) pontos;
III – reprovado o estudante que obtiver nota inferior a 5 (cinco) pontos em uma ou

11
mais área de conhecimento, tendo a possibilidade de prosseguir os seus estudos, de
acordo com o tempo de integralização;
IV – concluinte o estudante com média igual ou superior a 5 (cinco) pontos em todas
as áreas de conhecimento, no tempo de integralização dos estudos adequado e tendo
realizado, no mínimo, 20% das atividades do ambiente virtual de aprendizagem.

SEÇÃO V – Do sistema de controle de frequência

Art. 34. O controle sistemático da frequência ficará sob a responsabilidade de cada


escola, sendo obrigatória a presença dos estudantes às aulas e aos demais atos
escolares, não havendo abono de faltas.

§ 1º Para aprovação, exigir-se-á a frequência mínima de 75% (setenta e cinco por cento)
do total da carga horária do período letivo.
§ 2º Nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a apuração da frequência será calculada
por porcentagem, em relação ao total de dias letivos.
§ 3º Nos anos finais do Ensino Fundamental, do Ensino Médio, da Formação Técnica e
Profissional, a apuração da frequência será calculada por porcentagem em relação ao
total de aulas dadas.
§ 4º A compensação de ausências será assegurada nos casos previstos na legislação
vigente e em situações plenamente justificáveis, mediante análise da equipe escolar.
§ 5º Nos casos de estudantes que apresentem quantidade de faltas acima de 30% (trinta
porcento), a escola notificará o Conselho Tutelar do Município.
§ 6º Poderá ser cancelada a matrícula do estudante que faltar 30 (trinta) dias
consecutivos, sem a devida comunicação à direção da escola.

Art. 35. Ao estudante é assegurado o direito de, mediante requerimento prévio e


motivado, ausentar-se de prova ou de aula marcada para dia em que, segundo os
preceitos de sua religião, seja vedado o exercício de tais atividades.
Parágrafo único. Como métodos alternativos de reposição e sem prejuízo ao
estudante, a escola solicitará e/ou propiciará o desenvolvimento de atividades com
as mesmas expectativas de ensino e aprendizagem.

CAPÍTULO VII – DOS CONSELHOS DE CLASSE


Art. 36. O conselho de classe é órgão colegiado de natureza consultiva e deliberativa em
assuntos coletivos de acompanhamento e avaliação do desempenho dos estudantes.
Reunir-se-á periodicamente para discutir, avaliar e indicar alternativas para as ações
educacionais que busquem garantir a efetivação do processo de ensino e
aprendizagem dos estudantes.
§ 1º O conselho de classe será composto pela equipe técnica pedagógica, pelos
professores, presidido pela direção escolar e com a participação dos estudantes.
§ 2º O conselho de classe poderá ser composto também pelos responsáveis dos
estudantes, estimulando a gestão democrática.

Art. 37. O conselho de classe apresenta as seguintes atribuições:

12
I – participação das decisões, com a finalidade de promover melhoria do desempenho
dos estudantes, durante os processos de ensino e aprendizagem;
II – avaliação do aprendizado da classe, confrontando os resultados relativos às
diferentes áreas de conhecimento curriculares e propondo medidas para a melhoria do
ensino, assim como, pela melhor integração e relacionamento entre os estudantes;
III – decisão sobre a promoção ou retenção do estudante com rendimento
insatisfatório, considerando seu desempenho global, ratificando ou retificando o
resultado do desempenho do estudante concluída pelo professor;
IV – manifestação nos pedidos de reconsideração dos resultados finais, interpostos por
estudantes ou seus responsáveis mediante legislação vigente.
Parágrafo único. Todas as reuniões devem ser registradas em ata contendo o
desempenho dos estudantes, a análise do conselho, a descrição das intervenções
pedagógicas necessárias para a melhoria da aprendizagem, bem como as propostas
de planejamento ou replanejamento das atividades curriculares e metodológicas.

13
TÍTULO III – DOS DIREITOS E DEVERES DOS AGENTES DO PROCESSO
EDUCATIVO
CAPÍTULO I – DA COMUNIDADE ESCOLAR
Art. 38. A comunidade escolar é composta por todos que participam do processo
educativo desenvolvido na escola, envolvendo gestores, docentes, apoio técnico,
administrativo, operacional, estudantes e suas famílias.
Art. 39. O convívio da comunidade escolar, com base na gestão democrática, está
pautado nos princípios de liberdade, autonomia, equidade, responsabilidade,
solidariedade, ética e respeito.
CAPÍTULO II – DAS COMPETÊNCIAS E ATRIBUIÇÕES
SEÇÃO I – Da organização técnica e administrativa

Art. 40. A gestão escolar é o núcleo gerencial responsável pela definição, decisão,
implementação e avaliação do desenvolvimento das ações administrativas e
pedagógicas da escola, adequadas às suas finalidades e aos seus objetivos.
Parágrafo único. A definição da estrutura administrativa e dos apoios técnico,
pedagógico, operacional e equipe docente das escolas dependerá das necessidades,
especificidades, peculiaridades e grau de complexidade da organização técnica e
administrativa da escola.

Art. 41. As funções de apoio escolar compreendem:


I – o administrativo, que coordena as ações inerentes à autenticidade e fidedignidade
da vida escolar dos estudantes, bem como de todos os registros e documentos
referentes à escola;
II – o técnico pedagógico, que acompanha e assessora docentes e discentes no
desenvolvimento de suas atividades;
III – o operacional, que organiza as ações referentes ao controle, organização e
recepção do estudante, funcionamento da cozinha e serviços de limpeza e higiene de
acordo com sua área de atuação;
IV – a equipe docente, que elabora e executa ações pedagógicas necessárias ao
desenvolvimento dos estudantes, em conformidade com a proposta pedagógica da
escola.

SEÇÃO II – Dos direitos e deveres

Art. 42. Para atender aos princípios da convivência escolar, a unidade deverá:
I – criar um clima de confiança que promova o desenvolvimento interpessoal,
participativo e ético de todos os envolvidos no processo educativo;
II – oferecer oportunidade de formação aos profissionais que atuam na ação
educativa e de apoio técnico, administrativo e operacional;
III – valorizar os profissionais, estimulando-os à autoformação e às iniciativas
inovadoras;

14
IV – realizar articulação e integração com as famílias, promovendo ações educativas
que enriqueçam o desenvolvimento e favoreçam a sua participação social.

Art. 43. A comunidade escolar deverá elaborar as normas de convivência específicas


da unidade, sendo observados os princípios da liberdade, da autonomia, da
responsabilidade, da solidariedade, da equidade, bem como a legislação pertinente e
outros valores considerados pela Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Art. 44. Os direitos dos estudantes derivam dos direitos e garantias fundamentais,
dispostos na Constituição da República, no Estatuto da Criança e do Adolescente e na
Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional em vigor, devendo ser igualmente
preservados, tanto na modalidade presencial quanto na educação a distância.
Art. 45. Além dos estabelecidos em legislação específica, são direitos dos estudantes:
I – ter asseguradas as condições necessárias ao desenvolvimento de suas
potencialidades nas perspectivas individuais e sociais;
II – ter condições favoráveis à aprendizagem, tendo assegurado o princípio de
igualdade de condições para acesso e permanência na instituição de ensino;
III – ter acesso aos recursos materiais e didáticos, inclusive aqueles modificados e/ou
adaptados de acordo com suas especificidades e singularidades;
IV – ser respeitado, sem qualquer forma de discriminação, por toda comunidade
escolar;
V – participar da definição das normas de convivência específicas da sua escola,
conhecendo as disposições contidas neste regimento;
VI – sentir-se participante e corresponsável pela escola, tendo garantidos momentos
de escuta e diálogo com a gestão escolar.

Art. 46. Os estudantes têm o dever de:


I – manter e promover relações de cooperação e civilidade no ambiente escolar;
II – participar ativamente das atividades propostas pelos docentes e outros
colaboradores, empenhando-se no processo de aprendizagem;
III– dispor do material didático e outros recursos solicitados necessários ao
desenvolvimento das atividades escolares;
IV – participar das atividades curriculares programadas e desenvolvidas pela unidade
escolar;
V – comparecer de forma pontual e assídua às atividades escolares nos horários
determinados pela escola, justificando as suas ausências;
VI – apresentar-se uniformizado;
VII – cooperar e zelar pela conservação dos equipamentos, bens patrimoniais e prédio
escolar;
VIII – responsabilizar-se por apropriação indébita, danos materiais causados à unidade
ou a objetos de propriedade alheia e fazer a reposição dos mesmos, conforme a
avaliação da gestão escolar;
IX – observar as normas de prevenção de acidentes, seguir as orientações da equipe
escolar e utilizar os equipamentos de segurança, quando necessário.

Art. 47. É vedado ao estudante:

15
I – discriminar ou cometer qualquer forma de agressão a membros da comunidade
escolar;
II – expor colegas, funcionários, professores ou qualquer pessoa da comunidade escolar
a situações constrangedoras;
III – introduzir e/ou portar, nas dependências da escola, qualquer material que
represente perigo para sua integridade moral e/ou física ou de outrem, dentre os quais
bebidas alcoólicas, substâncias tóxicas e qualquer tipo de arma, objetos pontiagudos,
entre outros;
IV – consumir, portar, manusear ou ingerir qualquer tipo de substância psicoativa
lícita ou ilícita nas dependências da unidade escolar, bem como comparecer às aulas sob
efeito de tais substâncias;
V – danificar os bens patrimoniais da instituição de ensino ou pertences de seus
colegas, funcionários e professores;
VI – depreciar a imagem do SESI-SP e da comunidade escolar, por meio de diferentes
mídias e redes sociais;
VII – divulgar, por qualquer meio de publicidade, assuntos/ações que envolvam,
direta ou indiretamente o nome da entidade, de professores ou de funcionários, sem
prévia autorização da autoridade competente;
VIII – ausentar-se da unidade escolar sem prévia autorização dos pais ou responsáveis e
da direção escolar;
IX – promover excursões, jogos, coletas, rifas, lista de pedidos, vendas ou campanhas
que não estejam articuladas às atividades curriculares;
X – realizar vendas de produtos de gênero alimentício de qualquer natureza.

Art. 48. Os integrantes da gestão escolar, equipe docente, apoio técnico,


administrativo e operacional deverão:
I – assumir integralmente as responsabilidades decorrentes de suas funções;
II – manter espírito de colaboração e de ética profissional;
III – buscar atualização e aprimoramento na sua área de atuação;
IV – estabelecer ações que promovam a cultura da Educação em Direitos Humanos;
V – prevenir a ocorrência de atos infracionais, de incivilidade e indisciplina,
promovendo o diálogo e a mediação de conflitos;
VI – comunicar a autoridade competente, quando verificado ato infracional cometido
por ou contra criança/adolescente;
VII – realizar notificação compulsória ao Centro de Vigilância Epidemiológica em casos
de doenças, agravos e eventos de saúde pública, conforme legislação vigente;
VII – realizar notificação compulsória ao Conselho Tutelar em casos suspeitos ou
confirmados de violência doméstica/intrafamiliar, sexual, autoprovocada, tráfico de
pessoas, trabalho escravo, trabalho infantil, tortura e violências homofóbicas,
conforme legislação vigente.

SEÇÃO III – Das sanções e medidas educativas

Art. 49. Ao estudante que transgredir as disposições contidas nas normas e após
análise dos fatos, caberá:

16
I – advertência verbal, com o objetivo de direcionar ações educativas, seguida pela
elaboração de combinados;
II – advertência escrita, com ciência e assinatura dos pais ou responsáveis; com o
objetivo de direcionar ações educativas, seguida pela elaboração de combinados;
III – afastamento temporário de até 3 (três) dias, após decisão do conselho de classe;
IV – transferência como medida de cautela para outra instituição de ensino. A
transferência deverá ser analisada pelo conselho de classe, após a consideração do
percurso educacional do estudante e as medidas educativas proporcionadas.

§ 1º Durante o período de afastamento temporário, o estudante realizará atividades


contextualizadas com a temática da regra transgredida, além do cumprimento das
atividades escolares do referido período.
§ 2º As sanções e ações educativas devem contribuir para o processo de
desenvolvimento integral do estudante.

Art. 50. O ato infracional e a transferência como medida de cautela devem ser
apurados pela equipe gestora com acompanhamento da administração central do
SESI-SP, quando se fizer necessário.
Art. 51. Toda e qualquer sanção prevista neste regimento, somente poderá ser
aplicada se a decisão estiver fundamentada na legislação vigente, salvaguardados:
I – o direito à ampla defesa e recurso aos órgãos superiores, quando for o caso, observados os
prazos e procedimentos estabelecidos pelo SESI-SP;
II – a assistência aos pais ou responsáveis, no caso de estudantes com idade inferior a dezoito
anos;
III – o direito à continuidade de estudos, na mesma escola ou em outro estabelecimento.
Parágrafo único. Os pais ou responsáveis pelo estudante poderão entregar o recurso
de defesa na unidade escolar em até 3 (três) dias úteis. Após análise da escola, o
resultado final deverá ser informado aos responsáveis em até 3 (três) dias úteis.

CAPÍTULO III – DOS DIREITOS E DEVERES DA FAMÍLIA DO EDUCANDO


Art. 52. São direitos da família do estudante:
I – conhecer e participar da elaboração da proposta pedagógica;
II – conhecer o regimento escolar;
III – ser informada sobre o processo da avaliação de aprendizagem, reconhecendo o direito de
discussão dos resultados da mesma;
IV – ser informada sobre as ações e comportamentos inadequados do estudante no ambiente
escolar e todos aqueles que impactam na convivência e na aprendizagem, sempre que
necessário;
V – ser ouvida em seus interesses, expectativas e problemas relacionados ao desenvolvimento
do estudante;
VI – ser respeitada pela escola em sua diversidade em relação às convicções políticas, religiosas,
condições sociais e características étnicas;
VII – ser informada, no decorrer do ano letivo, sobre o desenvolvimento da aprendizagem
do estudante, bem como sobre sua frequência.

17
Art. 53. São deveres da família do estudante:
I – conhecer a proposta pedagógica;
II – zelar por si e pelos seus dependentes, no cumprimento dos deveres previstos neste
regimento escolar;
III – comparecer às convocações da escola, para que seja informada ou esclarecida sobre a vida
escolar do estudante;
IV – comunicar à escola a ocorrência de moléstia contagiosa, que possa colocar em risco a
saúde e o bem-estar da comunidade escolar;
V – manter relações cooperativas e respeitosas com todos os integrantes da comunidade
escolar, inclusive com o estudante pelo qual é responsável, sem exposição a situações
constrangedoras, discriminatórias ou de violência;
VI – assegurar a assiduidade do estudante às atividades escolares;
VII – assumir junto à unidade escolar ações de corresponsabilidade, tais como:
monitoramento da realização das lições de casa, organização do material escolar e momentos
de estudo em casa, contribuindo para a formação integral do estudante;
VIII – respeitar os horários, o uso do uniforme e as regras estabelecidas pela unidade escolar
para o bom andamento das atividades;
IX – manter o estudante em atendimentos de saúde especializados, sempre que necessário;
X – entregar na escola cópias dos relatórios atualizados fornecidos pelos profissionais de saúde;
XI – entregar na escola cópia de prescrição de medicamentos que deverão ser ministrados no
horário escolar, bem como de termo de autorização assinado por um dos responsáveis para a
oferta do mesmo;
XII – responsabilizar-se pela aquisição do material didático e do uniforme escolar, de acordo
com o padrão estabelecido pelo SESI-SP;
XIII – manter atualizada anualmente a prescrição médica ou de nutricionista referente à
manutenção ou interrupção no fornecimento de dieta especial;
XIV – zelar pela efetiva utilização das redes sociais, não utilizando a marca SESI em publicações
que conotem discriminação, constrangimento e a utilização de imagens não autorizadas.

Parágrafo único. O descumprimento dos deveres assumidos neste artigo poderá,


quando evidenciado prejuízo, ocasionar em abertura de processo administrativo
interno pela equipe escolar contendo evidências do fato ocorrido, que seguirá as
formalidades do procedimento para apuração do ato indisciplinar, respeitados
parâmetros razoáveis e proporcionais inclusive a legislação vigente, e também,
registro de boletim de ocorrência perante a Delegacia da Polícia Civil do Estado de
São Paulo, podendo ser eletrônico ou não, podendo acarretar no cancelamento da
matrícula do estudante por decisão do SESI-SP, respeitados os princípios da
legalidade, do contraditório e da ampla defesa, disponibilizando aos pais e/ou
responsáveis ciência de todas as etapas do procedimento.

CAPÍTULO IV – DO ATENDIMENTO AOS ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA, TRANSTORNOS


GLOBAIS DO DESENVOLVIMENTO E ALTAS HABILIDADES OU SUPERDOTAÇÃO
Art. 54. A educação inclusiva perpassa por todos os níveis e modalidades e está
associada ao respeito à particularidade de estudantes independente de sua condição;

§ 1º A educação inclusiva tem como objetivos:

18
I – promover ações integradas para o avanço das potencialidades de estudantes para contribuir no
desenvolvimento da sua autonomia e qualidade de vida;
II – realizar ações que promovam a acessibilidade arquitetônica, comunicacional, metodológica,
curricular, atitudinal e instrumental, bem como os processos de avaliação que serão adequados à
promoção do seu desenvolvimento e da aprendizagem;
III – promover integração e cooperação entre família e escola.
§ 2º Considera-se pessoa com deficiência aquela com impedimento de longo prazo de natureza física,
mental, intelectual ou sensorial, o qual, em interação com uma ou mais barreiras, pode obstruir sua
participação plena e efetiva na sociedade em igualdade de condições com as demais pessoas, nos
termos das legislações vigentes.

Art. 55. Serão garantidas condições de acesso, permanência, participação e


aprendizagem por meio da oferta de serviços e de recursos de acessibilidade que
eliminem as barreiras e promovam a inclusão plena de estudantes.

Parágrafo único. O atendimento educacional será realizado em classes regulares,


observadas as normas em vigor.

Art. 56. O estudante estará sujeito às sanções e medidas educativas previstas na Seção
III do Título III deste regimento.

Parágrafo único. A família e os profissionais da saúde que acompanham os estudantes


devem estar constantemente em contato com a escola para que flexibilizações sejam
planejadas e as metodologias aplicadas adequadamente, possibilitando sua
aprendizagem.

Art. 57. A circulação de informações sigilosas, pertinentes a diagnósticos ou doenças


crônicas é destinada à equipe técnica da escola e será tratada com o respeito e ética
necessários.

Parágrafo único. É fundamental que a família encaminhe à escola as informações do


diagnóstico de saúde e suas atualizações, de modo a contribuir com a garantia da
aprendizagem e do bem-estar do estudante. Situações que configurem prejuízo ao
estudante serão notificados aos órgãos de proteção aos direitos da criança e do
adolescente.

19
TÍTULO IV – DA ORGANIZAÇÃO DA VIDA ESCOLAR

Art. 58. A organização da vida escolar pressupõe um conjunto de normas, que visam
garantir o acesso, a permanência, a progressão de estudos e a regularidade da vida
escolar do estudante, abrangendo:
I – as formas de ingresso, classificação e reclassificação;
II – a expedição de documentos da vida escolar.

CAPÍTULO I – DAS FORMAS DE INGRESSO, TRANSFERÊNCIA, CLASSIFICAÇÃO E


RECLASSIFICAÇÃO
Art. 59. A matrícula será precedida de inscrição, em período prefixado, obedecendo às
normas estabelecidas pelo Departamento Regional de São Paulo.
Art. 60. A matrícula deverá ser efetuada pelos pais ou responsáveis, ou pelo próprio
estudante com idade acima de dezoito anos, de acordo com a legislação em vigor e
instruções estabelecidas por órgãos técnicos do Departamento Regional de São Paulo.
Parágrafo único. A classificação para estudantes sem comprovação de estudos anteriores e a
reclassificação ocorrerão nos termos da legislação vigente.

Art. 61. As matrículas por transferências serão admitidas na rede escolar, em caso da
existência de vagas e de acordo com a legislação em vigor.
§ 1º Os períodos e procedimentos serão definidos por meio de instruções do Departamento
Regional de São Paulo.
§ 2º Para efeito de apuração do rendimento dos estudantes recebidos por transferência, durante
o período letivo, não serão consideradas as notas atribuídas pela escola de origem, exceto entre
escolas da rede SESI-SP.

Art. 62. Na Educação Básica, será admitido o aproveitamento de estudos, respeitados


os limites de idade para cada modalidade de ensino e respectivas séries, anos e ciclos,
quando for o caso.
Art. 63. Os conhecimentos adquiridos pelo estudante, por meio formal ou não
formal, poderão ser analisados para aproveitamento de estudos, mediante análise
de comissões de docentes e especialistas em educação, em conformidade com a
legislação vigente.
Parágrafo único. O aproveitamento de estudos, referido no caput deste artigo, dispensará o
candidato do estudo dos componentes curriculares em que tenha sido aprovado.

SEÇÃO I – Da expedição de documentos da vida escolar

Art. 64. Cabe à escola expedir históricos escolares, declarações de conclusão de ano
escolar ou série, certificados de conclusão, com especificações que assegurem a
clareza, a regularidade e a autenticidade da vida escolar dos estudantes, em
conformidade com a legislação vigente

20
SEÇÃO II – Da regularização da vida escolar

Art. 65. O processo de regularização de vida escolar reestabelece o direito do estudante,


quando constatada qualquer irregularidade no percurso de sua vida escolar e deve ser
realizado de acordo com os procedimentos internos e a legislação vigente.

21
TÍTULO V – DAS DISPOSIÇÕES GERAIS E FINAIS

Art. 66. Caberá à direção da escola promover meios para divulgar o Regimento Escolar
e a Proposta Pedagógica.
Art. 67. Os documentos da secretaria e as informações referentes aos estudantes, pais
ou responsáveis são de uso exclusivo da escola e das autoridades escolares, sendo
vedado o seu manuseio e a cessão de cópias a terceiros, exceto nos casos previstos na
legislação em vigor.
Art. 68. Incorpora-se, automaticamente a este regimento, e alteram seus dispositivos,
as disposições de lei e instruções ou normas de ensino supervenientes, emanadas de
órgãos ou poderes competentes.
Art. 69. Os assuntos não previstos neste regimento serão deliberados pelo
Departamento Regional do SESI São Paulo, com base nas leis, instruções e normas
educacionais, bem como nas demais legislações aplicáveis.
Art. 70. Este regimento entrará em vigor em 1º de janeiro de 2023, devidamente
aprovado e revogadas as disposições em contrário.

22

Você também pode gostar