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Laudo Técnico: Verificação Da Estrutura Metálica de Cobertura Atacadão Belém

O laudo técnico resume: 1) A estrutura metálica da cobertura foi verificada para atender às normas da ABNT. 2) A análise estrutural mostrou que alguns elementos precisam ser reforçados para suportar a nova sobrecarga de utilidades de 50Kg/m2. 3) As terças de cobertura não suportam a nova carga e devem ser substituídas por uma estrutura independente de apoio do forro.

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Eliseo Brito
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Laudo Técnico: Verificação Da Estrutura Metálica de Cobertura Atacadão Belém

O laudo técnico resume: 1) A estrutura metálica da cobertura foi verificada para atender às normas da ABNT. 2) A análise estrutural mostrou que alguns elementos precisam ser reforçados para suportar a nova sobrecarga de utilidades de 50Kg/m2. 3) As terças de cobertura não suportam a nova carga e devem ser substituídas por uma estrutura independente de apoio do forro.

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LAUDO TÉCNICO

VERIFICAÇÃO DA ESTRUTURA METÁLICA DE COBERTURA


ATACADÃO BELÉM

LOCAL: BELÉM - PA

REVISÃO:
00: 18/11/2022
01: 23/01/2023

pág. 1
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1. OBJETIVO
O presente laudo tem a finalidade de verificar a estrutura metálica de cobertura
da obra do Atacadão Belém no que diz respeito ao atendimento das prescrições das
normas da ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas. Atualmente essa área serve
como depósito, mas com a ampliação da obra, será transformada em câmara-fria. Nesta
revisão foram consideradas as posições corretas dos perfis de apoio do forro e as cargas
dos evaporadores.

2. CARACTERÍSTICAS DA OBRA
A estrutura é formada por vigas treliçadas formadas por perfis dobrados,
estrutura secundária por terças de cobertura e fechamento lateral em perfis U
enrijecidos e pilares metálicos quadrados ou retangulares, travamentos, contraventos e
amarrações das peças com perfis dobrados e ferro redondo.
Telhas Zipadas Galvalume singelas, sem nenhum tipo de isolamento térmico.
Abaixo uma vista superior da cobertura com a locação das tesouras, vigas de
transição e terças.

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3. NORMAS APLICADAS NO CÁLCULO ESTRUTURAL
NBR 6.123/1988 - Forças devidas ao vento em edificações.
NBR 14.762/2010 – Dimensionamento de Estruturas de Aço Constituídas por
Perfis Formados a Frio.
NBR 8.800/2008 – Projeto de estruturas de aço e de estruturas mistas de aço e
concreto de edifícios.

4. METODOLOGIA DE AVALIAÇÃO
Foi feito levantamento in loco das dimensões da estrutura e bitola dos perfis.
Posteriormente foi feita a modelagem da estrutura no software de cálculo, com a
verificação em duas etapas:
4.1. Verificação da estrutura para a situação atual. Nesta verificação foi considerada
apenas a sobrecarga de 25Kg/m², considerando que as instalações não
ultrapassem os 5 Kg/m² permitidos por Norma. A verificação mostrou que a
estrutura atende às solicitações de cálculo, embora alguns elementos estejam
próximos dos limites de resistência. Abaixo imagem das tensões nos perfis para
essa situação:
4.1.1. Estrutura principal

Podemos observar na imagem acima que os pilares estão com baixos


coeficientes de aproveitamento.

4.1.2. Terças de cobertura

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4.2. Verificação da estrutura para uma sobrecarga adicional de utilidades de 50,0
Kg/m², que é o padrão usado em câmaras frias. Essa verificação mostrou que
vários elementos precisam ser reforçados. Baseado nos resultados,
constatamos também que as terças não suportam os novos carregamentos,
e não vemos uma forma econômica de reforço para que elas possam recebê-
los. Portanto deve ser seguida a premissa de utilizar uma estrutura
independente para apoio das longarinas de forro, apoiada apenas nas
tesouras.
Com o modelo de cálculo contendo as novas solicitações dos perfis e com o
auxílio de planilhas do Excel para verificações adicionais foram dimensionados os
reforços, sendo que ao final da análise são sugeridas intervenções necessárias para
atender aos requisitos de Norma.

5. RELATÓRIO FOTOGRÁFICO
Seguem abaixo fotos tiradas em visita a obra:

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Foto 1 – Vista geral.

Foto 2 – Vista geral.

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Foto 3 – Tesoura de oitão.

Foto 4 – Tesoura de junto ao prédio antigo – apoiada nos pilares de concreto.

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Foto 5 – Detalhe do travejamento dos banzos das vigas de transição.

Foto 6 – Ligação das tesouras com as vigas de transição.

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Foto 7 – Troca de espessura dos banzos das vigas de transição.

Foto 8 – Mísula de apoio da tesoura nos pilares de concreto.

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Fotos 9 e 10 – Emenda das vigas de transição.

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Foto 11 – Emenda das tesouras.

Foto 12 – Apoio das vigas de transição sobre pilares.

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Foto 13 – Apoio das tesouras sobre pilares de extremidade. Observa-se falta de
parafusos

Foto 14 – Pilar de oitão sem travamento no topo.

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Foto 15 – Furo no pilar para verificação da espessura.

6. VERIFICAÇÃO DO DIMENSIONAMENTO DA ESTRUTURA EXISTENTE COM A


NOVA SOBRECARGA DE UTILIDADES DE 50 Kg/m²

6.1. CARGAS UTILIZADAS NO DIMENSIONAMENTO


Peso próprio da estrutura principal: gerado automaticamente pelo software;
Peso próprio das telhas e estruturas secundárias: 12Kg/m²;
Sobrecarga na cobertura: 25 Kg/m² (Norma);
Sobrecarga de utilidades: 50 Kg/m²
Vento: conforme NBR 6123/1988:
V0 = 32m/s; S1 = 1,0; S2: CAT IV, CLASSE C, Z=13,5m, S2 = 0,828; S3 = 0,95;
Pdin = 39,6 Kgf/m².
Coeficientes de pressão externa utilizados:
Vento 90° Cobertura: Primeira água: Cpe = -0,9; segunda água: -0,4
Vento 0° Cobertura: Cpe = -0,8.

6.2. COMBINAÇÕES:

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6.3. SOFTWARE UTILIZADO NA VERIFICAÇÃO:
Cype Metálicas 3D

6.4. LIMITES DE DEFORMAÇÕES


Foram obedecidos os seguintes limites para as deformações admissíveis:
- Deformações Verticais:
Vigas principais: L/250; Terças cobertura: L/180.

6.5. ANÁLISE DA ESTRUTURA


6.5.1. TESOURAS DE OITÃO
Nesta revisão, consideramos que os perfis de apoio do forro se apoiarão
diretamente nos pilares do eixo 1 (oitão externo). Assim não são necessários
reforços na tesoura deste eixo.
Abaixo imagem da verificação das barras do programa para a tesoura do eixo 4
(oitão interno). Algumas barras não atendem as solicitações de cálculo. São as barras
indicadas em vermelho na imagem.

6.5.2. TESOURAS INTERNAS


Abaixo imagem da verificação das barras do programa. Diversas barras não
atendem as solicitações de cálculo. São as barras indicadas em vermelho na imagem.

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6.5.3. VIGAS DE TRANSIÇÃO
Abaixo imagem da verificação das barras do programa. Diversas barras não
atendem as solicitações de cálculo. São as barras indicadas em vermelho na imagem.

6.5.4. TERÇAS COBERTURA


Abaixo verificação das terças. Perfil Ue 200x70x20x2,00mm.

OBS: a solicitação nas terças de cobertura ultrapassa demasiadamente a sua


resistência quando considerada a sobrecarga adicional, bem como seu limite de
deformação. Sendo assim, não é viável utilizá-las para apoio do forro.

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6.5.5. EMENDAS DAS TESOURAS
Abaixo croqui da emenda, solicitação no ponto da emenda e imagem da
verificação. Verificação do pior caso da obra.

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DADOS DE ENTRADA
Msd 0,00 tf.m
Ntsd 37,50 tf
Vsd 0,00 tf
Chapa - espessura 12,7 mm
Diâmetro do paraf. (db) 19,0 mm
Fy Chapa 250 Mpa
Altura viga (braço alav.) (h) 120 mm
Número de paraf. Total (N) 4 un.
e1 (dist. paraf. - fim da chapa) 40 mm
e2 (dist. paraf. - lateral da chapa) 40 mm
s (dist. entre paraf.) 210 mm
g (dist. paraf. - perfil) 45 mm
VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS
Solicitação a tração - T = ((Msd/h)+(Nsd/2))/(N/2) 9,38 tf
Solicitação a cisalhamento = Vsd/N 0,00 tf

Força Q (Efeito Alavanca) 5,28 tf

Solicitação total a Tração = T + Q 14,66 tf

Resistência a Tração 12,99 tf

Resistência a Cisalhamento 6,93 tf

Solicitação/Resistência - PARAFUSOS 127%

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VERIFICAÇÃO CHAPA
L = Largura de influência de cada parafuso L 94,50 mm
L1 109,00 mm
L2 94,50 mm
L3 145,00 mm
L4 159,50 mm
L5 210,00 mm
a' 4,95 cm
b' 3,55 cm
d' 21 mm
δ 0,78
M 71,45 KN.cm
Se define a grandeza "α" como a relação entre o
momento fletor de cálculo e a resistência ao momento 4,70
fletor da chapa
Quando α=1 é a espessura mínima necessária com efeito alavanca 20,6 mm

Solicitação/Resistência - CHAPA 162%

Quando α=0 é a espessura mínima sem efeito alavanca 27,4 mm


Referência bibliográfica: Manual de Construção em Aço - Ligações em Estruturas Metálicas -
INSTITUTO AÇO BRASIL /CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO EM AÇO

Como as solicitações de cálculo ultrapassam os limites de resistência da chapa


e dos parafusos, deve ser feito um cordão de solda entre as chapas de topo de no
mínimo 3,0mm de espessura, conforme abaixo:
• Tesouras de oitão (2X):
o Emendas superiores: não é necessário soldar;
o Emendas inferiores: soldar a face inferior das chapas

• Tesouras centrais (2X):

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o Emendas superiores: não é necessário soldar;
o Emendas inferiores: soldar a face inferior e as faces laterais das chapas

6.5.6. EMENDAS DAS VIGAS DE TRANSIÇÃO


Abaixo croqui da emenda, solicitação no ponto da emenda e imagem da
verificação. Verificação do pior caso da obra.

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DADOS DE ENTRADA
Msd 0,00 tf.m
Ntsd 34,82 tf
Vsd 0,00 tf
Chapa - espessura 16,0 mm
Diâmetro do paraf. (db) 19,0 mm
Fy Chapa 250 Mpa
Altura viga (braço alav.) (h) 260 mm
Número de paraf. Total (N) 6 un.
e1 (dist. paraf. - fim da chapa) 40 mm
e2 (dist. paraf. - lateral da chapa) 40 mm
s (dist. entre paraf.) 240 mm
g (dist. paraf. - perfil) 40 mm
VERIFICAÇÃO DOS PARAFUSOS
Solicitação a tração - T = ((Msd/h)+(Nsd/2))/(N/2) 5,80 tf
Solicitação a cisalhamento = Vsd/N 0,00 tf

Força Q (Efeito Alavanca) 1,41 tf

Solicitação total a Tração = T + Q 7,21 tf

Resistência a Tração 12,99 tf

Resistência a Cisalhamento 6,93 tf

Solicitação/Resistência - PARAFUSOS 55%

VERIFICAÇÃO CHAPA
L = Largura de influência de cada parafuso L 89,50 mm
L1 99,00 mm
L2 89,50 mm
L3 105,00 mm
L4 114,50 mm
L5 130,00 mm
a' 4,95 cm
b' 3,05 cm
d' 21 mm
δ 0,77
M 107,40 KN.cm
Se define a grandeza "α" como a relação entre o
momento fletor de cálculo e a resistência ao momento 0,85
fletor da chapa
Quando α=1 é a espessura mínima necessária com efeito alavanca 15,5 mm

Solicitação/Resistência - CHAPA 97%

Quando α=0 é a espessura mínima sem efeito alavanca 20,5 mm


Referência bibliográfica: Manual de Construção em Aço - Ligações em Estruturas Metálicas -
INSTITUTO AÇO BRASIL /CENTRO BRASILEIRO DA CONSTRUÇÃO EM AÇO

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Como a chapa fica próxima do limite de resistência, sugerimos que seja feito
um cordão de solda entre as chapas de topo, apenas nas emendas inferiores das vigas
de transição, nas duas faces verticais das chapas de emenda, conforme imagem abaixo:

6.5.7. LIGAÇÃO DAS TESOURAS COM AS VIGAS DE TRANSIÇÃO


Abaixo croqui da ligação, solicitação no ponto da emenda e imagem da
verificação. Verificação do pior caso da obra.
• Banzo superior da viga de transição

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• Banzo inferior da viga de transição

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LIGAÇÃO TALAS
Tala Simples ou Dupla SIMPLES
Número de parafusos 4
Diâmetro do parafuso 16,0 mm
Dist. do centro do furo à borda 40 mm
Espessura da chapa 9,50 mm
Fu Chapa 400 MPa
Fu Perfil 400 MPa
Espessura do perfil 9,50 mm
Solicitação Total 36.530,0 Kgf
Rd perfil ao rasgamento 10.483 Kgf
Rd perfil à pressão de contato 12.821 Kgf
Rd chapa ao rasgamento 10.483 Kgf
Rd chapa à pressão de contato 12.821 Kgf
Rd Parafuso 4.915 Kgf
Solicitação / Parafuso 9.133 Kgf
Aproveitamento NÃO OK 185,8%

Conforme demonstrado acima, a ligação não atende às novas solicitações de


cálculo.
Para resolver o problema, devem ser adicionadas chapas para que os parafusos
trabalhem no cortante duplo, conforme imagens abaixo:
• Banzo superior da viga de transição

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• Banzo inferior da viga de transição

LIGAÇÃO TALAS
Tala Simples ou Dupla DUPLA
Número de parafusos 4
Diâmetro do parafuso 16,0 mm
Dist. do centro do furo à borda 40 mm
Espessura da chapa 9,50 mm
Fu Chapa 400 MPa
Fu Perfil 400 MPa
Espessura do perfil 9,50 mm
Solicitação Total 36.530,0 Kgf
Rd perfil ao rasgamento 10.483 Kgf
Rd perfil à pressão de contato 12.821 Kgf
Rd chapa ao rasgamento 10.483 Kgf
Rd chapa à pressão de contato 12.821 Kgf
Rd Parafuso 4.915 Kgf
Solicitação / Parafuso 4.566 Kgf
Aproveitamento OK 92,9%

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6.6. ANÁLISE DOS DESLOCAMENTOS
6.6.1. TESOURAS CENTRAIS
Abaixo imagem da deformada da viga na hipótese PP + SC, já considerando os reforços
que serão indicados na sequência deste relatório. Esse é a situação de maior deslocamento da
estrutura.

Deslocamento máx. permitido L/250 = 21000/250 = 84mm > 66,28mm OK!


Obseva-se que o valor mostrado na imagem já é o deslocamento acumulado, levando
em consideração a deformação da viga de transição. Mesmo assim ficou dentro dos limites
previstos para o vão entre apoios da tesoura.

6.6.2. VIGAS TRANSIÇÃO


Abaixo imagem da deformada da viga na hipótese PP + SC. Esse é a situação de maior
deslocamento da estrutura.

Deslocamento máx. permitido L/250 = 16.715/250 = 66,86mm > 26,09mm OK!

7. INTERVENÇÕES E REFORÇOS NA ESTRUTURA


Conforme demonstrado neste documento há peças que não atendem as novas
solicitações de cálculo devido ao acréscimo de sobrecarga da cobertura.
Com isso sugerimos abaixo intervenções na estrutura:
• Reforço de diagonais e montantes das tesouras (1);
• Reforços dos banzos das tesouras (2);
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• Reforço de diagonais e montantes das vigas de transição (3);
• Reforços dos banzos das vigas de transição (4);
• Reforço dos montantes das vigas de transição sobre os pilares internos
(5);
• Adição de quebradores de flambagem (6)
• Reforços nas ligações já indicados acima.

Todos os reforços indicados são com uso de solda intercalada, para evitar o
empenamento das peças.

7.1. REFORÇO NA TESOURA DO EIXO 4 (OITÃO INTERNO) – 1X


Há necessidade de reforço nos trechos indicamos na imagem abaixo:
Parte 1-2: trechos de banzo cotados, 4 montantes e 4 novos quebradores de
flambagem

Parte 2-2: trechos cotados de banzo e 3 montantes

Abaixo imagens dos reforços a serem executados:


7.1.1. Reforços tipo 1 – diagonais e montantes

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7.1.2. Reforços tipo 2 – Banzos das tesouras

7.1.3. Novos quebradores de flambagem

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7.2. REFORÇOS NAS TESOURAS INTERNAS – 2X
Há necessidade de reforço nos trechos indicamos na imagem abaixo:
Parte 1-2: trechos de banzo cotados, 13 montantes, 9 diagonais e 10 novos
quebradores de flambagem

Parte 2-2: trechos de banzo cotados, 11 montantes, 11 diagonais e 5 novos


quebradores de flambagem

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Abaixo imagens dos reforços a serem executados:
7.2.1. Reforços tipo 1 – diagonais e montantes

7.2.2. Reforços tipo 2 – Banzos das tesouras

7.2.3. Novos quebradores de flambagem

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7.3. REFORÇOS NAS VIGAS DE TRANSIÇÃO – 2X
Há necessidade de reforço nos trechos indicamos na imagem abaixo:

Abaixo imagens dos reforços a serem executados:


7.3.1. Reforços tipo 3 – diagonais e montantes

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7.3.2. Reforços tipo 4 – Banzos das VIGAS DE TRANSIÇÃO

7.3.3. Reforços tipo 5 - MONTANTES SOBRE PILARES CENTRAIS

7.4. OBSERVAÇÕES SOBRE OS SERVIÇOS


Além das intervenções citadas anteriormente deverá ser executada uma revisão
em todas as peças para fazer o reaperto de parafusos e esticamento dos ferros
redondos. Observamos em nossa visita que há pilares de fechamento sem ligação com
a estrutura de cobertura. Deve ser previsto uma peça entre o pilar e a tesoura, com furos
oblongos na vertical para possibilitar a deformação vertical da tesoura, mas travar o pilar
horizontalmente.
Antes da solda dos reforços as superfícies deverão tratadas, removendo-se
totalmente óleos, graxas e sujeiras, e lixadas. Após a instalação dos reforços a estrutura
deverá ser pintada com o mesmo padrão de acabamento anterior, evitando assim o
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surgimento de pontos de oxidação. Para executar os reforços das ligações entre as
tesouras e as vigas de transição, deve ser seguido o seguinte procedimento:
1. Escorar as tesouras junto aos nós adjacentes ao apoio;
2. Soldar as novas chapas “gusset”;
3. Remover os parafusos, incluir a nova chapa de ligação de uma lateral da
ligação, em um dos banzos e montar os parafusos;
4. Fazer o mesmo procedimento para a outra lateral da ligação;
5. Repetir o procedimento 3 para o outro banzo;
6. Repetir o procedimento 4 para o outro banzo.

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8. CONCLUSÃO

Após análise da estrutura foram detectados elementos da cobertura que não


atendem às verificações de Norma com as novas considerações de sobrecarga impostas.
Com relação aos pilares, constatamos que mesmo após a introdução dos novos
carregamentos, ainda apresentam uma boa relação resistência/solicitação. Os pilares
internos atingiram cerca de 70% de sua capacidade, enquanto os externos não
chegaram a 30% de sua capacidade de carga.
As intervenções indicadas neste documento devem ser executadas para que a
estrutura atenda a todos os limites de segurança previstos em Norma.
A empresa que irá executar os serviços é responsável pelo levantamento das
medidas exatas em obra e projeto de detalhamento das peças, bem como conferência
dos quantitativos apresentados.
Recomendamos que seja feita uma verificação nas fundações da obra, uma vez
que há aumento significativo nas cargas verticais de compressão devido ao acréscimo
de sobrecarga na estrutura. Nas imagens a seguir estão indicadas as reações da situação
atual e da nova condição, respectivamente:

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Abaixo uma tabela resumo estimativa dos quantitativos dos reforços:
Descrição e perfil Comprimento (m) Peso (Kg)
Banzos tesouras 295,60 1.803,16
L 2.1/2"x1/4" 295,60 1.803,16
Banzos vigas de transição 192,00 1.052,78
L 56x56x6,35 96,00 478,54
L 66x66x6,35 96,00 574,24
Diagonais e montantes tesouras 330,20 884,94
L 1.1/2"x3/16" 330,20 884,94
Diagonais e montantes vigas de transição 43,20 646,02
C 150x60x27x6,35 43,20 646,02
Montante VT sobre pilar 6,00 44,86
Chapa 150x6,35 6,00 44,86
Novo quebrador de flambagem 28,10 75,31
L 1.1/2 x 3/16" 28,10 75,31
Total Geral 895,10 4.507,07

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Eng. Rafael Barzotto Zanatta
Eng. Civil CREA – RS 144.187

pág. 34
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