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A história dos controladores lógicos
programáveis coincide, em parte, com o
desenvolvimento dos microprocessadores
que vieram viabilizar a implementação de
funções complexas de controle digital em
equipamentos industriais.
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Antigamente, as funções de sequenciamento de
operações eram executadas em painéis de
controle lógico com centenas e até milhares de
relés que efetuavam o acionamento de
contatores que, por sua vez, ligavam e
desligavam os motores e chaves presentes nos
sistemas automáticos industriais.
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Com a evolução dos minicomputadores, no
final da década de 60 e início da década de 70,
parte destas funções passaram a ser
executadas por estes computadores ligados
aos processos industriais e que, na época,
eram conhecidos como computadores de
processo.
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A criação do microprocessador e dos
computadores pessoais viabilizou o
desenvolvimento do que hoje se denomina
Controlador Lógico Programável (CLP). Os
primeiros CLPs totalmente programáveis foram
desenvolvidos em 1969 por uma firma de
engenharia denominada Bedford Associates.
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Posteriormente, a Bedford Associates
mudou de nome para Modicon. O seu
primeiro CLP foi projetado como um
sistema de controle por computador,
especialmente idealizado para uma
divisão da General Motors.
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O primeiro sistema recebeu o número 084 e foi
denominado Hard Hat. O número 084 se refere
às 84 tentativas de criação do sistema. Os
modelos foram evoluindo, sendo que os
modelos 184 e 384 se pareciam bastante com os
CLPs que estão a venda hoje no mercado.
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O modelo 284 da Modicon era um
sistema pequeno com 80 entradas e 40
saídas. Já o modelo 1084 era capaz de
controlar 5120 entradas e 5120 saídas.
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O primeiro sistema da Allen Bradley foi
apresentado em 1969 para o projeto da General
Motors, embora não tenha sido empregado no
projeto. Na realidade, o primeiro sistema da
Allen-Bradley foi desenvolvido em 1959 e foi
denominado PDQ.
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A Texas Instruments também lançou vários
modelos a partir de 1973, se tornando,
juntamente com a Modicon e Allen-
Bradley, os maiores fabricantes destes
equipamentos.
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Os CLPs hoje existentes consistem basicamente, de
um microprocessador com entradas e saídas
digitais e analógicas e que podem ser programados
para ligar ou desligar as saídas dependendo dos
valores das suas entradas, ou então, variar os
valores das saídas analógicas, dependendo dos
valores introduzidos em suas entradas analógicas.
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As saídas são comandadas por um
programa, que calcula os valores das
saídas com base nas entradas. Este
programa fica constantemente em loop,
fazendo a varredura das entradas, em
intervalos de tempo bastante pequenos.
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Controladores Lógicos Programáveis usados no
Sequenciamento de operações. Este tipo de
controlador tem sido amplamente utilizado nos
processos industriais. O termo programável se
refere ao fato de que os CLPs trabalham com
programas armazenados na memória e que podem
ser facilmente alterados para atender às diversas
condições de operação das indústrias.
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Os CLPs substituem os antigos
painéis de controle lógico,
amplamente utilizados no passado.
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A diferença básica entre um CLP e um painel
de controle lógico é que no CLP, a lógica de
controle é executada através de um programa
digital armazenado em sua memória. No
painel de controle lógico, a lógica de controle
é executada através da abertura e fechamento
das chaves e relés fisicamente instalados.
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A utilização de um CLP tem duas fases distintas:
• Programação
• Operação
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Na fase de programação, toma-se como base o
diagrama de contatos do painel lógico de
controle e se introduz o programa na memória
do CLP. Na fase de operação, o CLP é conectado
ao processo para comandar as ações de ligar e
desligar sequencialmente os motores e demais
equipamentos.
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Nesta fase, o CLP executa o programa
do usuário em um ciclo fechado, isto é,
faz as varreduras nos módulos de
entrada e saída e executa e programa,
repetidamente.
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Componentes básicos de um CLP
Uma configuração mínima de CLP deverá ser composta dos
seguintes componentes:
• Processador
• Memória
• Circuito de Entrada
• Circuito de Saída
• Painéis de Programação
• Fonte de Alimentação
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Processador
Os CLPs mais simples empregam
processadores de 8 bits, devido à pouca
exigência de processamento numérico de
suas funções. Diversos fabricantes
desenvolveram seus próprios
processadores especialmente para os
seus CLPs.
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Com estas instruções, são desenvolvidos os
programas que permitem a execução das
tarefas exigidas dos CLPs. Em geral, os
fabricantes de CLP fornecem o software
necessário para que o usuário possa, de
forma bastante amigável, introduzir os
diagramas de contatos e solicitar do
equipamento a execução das funções
desejadas.
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Memória
Uma parte da memória RAM já vem dentro do
próprio chip do microprocessador, enquanto que o
restante é introduzido em módulos, pelo
fabricante do CLP. A quantidade total de memória
é definida pelo fabricante com base na capacidade
desejada para o seu equipamento.
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As exigências de memória dos CLPs são
mínimas comparadas com os computadores
convencionais. Isto, também, se deve ao fato de
que os CLPs trabalham, basicamente, com
diagramas lógicos, com pouco processamento
numérico e com quase nenhuma manipulação
algébrica.
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Os CLPs empregam também memórias do tipo
EPROM que são utilizadas para armazenamentos
dos programas básicos e dados numéricos. Fica
também residente na memória EPROM o
programa monitor que inicia as operações básicas
e gerencia todas as operações do CLP.
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Circuito de Entrada
Trata-se de um circuito eletrônico capaz
de identificar as entradas que estiverem
energizadas, fazendo com que as
posições correspondentes da palavra de
entrada sejam habilitadas caso a entrada
correspondente esteja energizada.
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Circuito de Saída
Trata-se de um circuito eletrônico capaz
de ligar as saídas caso as posições
correspondentes na palavra de saída
estejam habilitadas.
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Painéis de Programação
Os painéis de programação são dispositivos
especiais que servem para auxiliar a introdução de
programas nos CLPs. Estes dispositivos possuem
um teclado especial e podem ser conectados
diretamente aos CLPs, em operação. Atualmente
estes dispositivos estão caindo em desuso devido
ao baixo custo dos computadores do tipo laptop,
que os substituem com grandes vantagens.
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Instrução do Tipo Relé
As instruções do tipo relé têm a finalidade de
substituir os relés eletromecânicos antigos. Podem
ser no tipo NA ou NF.
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Relé NA: tais dispositivos fecham os seus
contatos quando são energizados
A denominação NA, normalmente aberto, se
refere à consideração do que os relés
eletromecânicos, deste tipo, estariam abertos
se estivessem fora do circuito.
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Relé NF: tais dispositivos abrem os seus
contatos quando são energizados
A denominação NF, normalmente fechado, se
refere à consideração de que os relés
eletromecânicos, deste tipo, estariam fechados
se estivessem fora do circuito.
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Instrução - Liga a Saída
Esta instrução serve para habilitar uma saída,
que tanto pode corresponder a uma saída física
do CLP, como a um bit. A saída será habilitada
quando a condição do degrau, onde está
localizada a instrução se tornar verdadeira.
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Quando a condição do degrau se tornar
falsa, a saída será desabilitada. Este tipo
de instrução representa, basicamente, a
energização das bobinas nos antigos relés
eletromecânicos.
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Exemplo de programa
Nesta aplicação, um CLP é utilizado para acionar
uma pá capaz de retirar da esteira rolante os
produtos que estiverem tombados. A fig. ilustra o
problema.
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As duas setas horizontais estão simbolizando a
existência de duas células fotoelétricas que
irão energizar as entradas I:0/1 e I:0/2, caso o
objeto esteja em pé.
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Se o objeto estiver tombado, a entrada
I:0/1 estará desligada e I:0/2 estará ligada.
Neste caso, deve-se acionar o dispositivo
(saída O:0/2) que irá tirar o produto da
esteira.
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Se ambas estiverem desligadas, isto
significará que não há produto passando
em frente às células, naquele momento.
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O diagrama ladder correspondente
está apresentado abaixo:
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Exemplo de utilização de
acionamento de saída com selo
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Exemplo de utilização de
temporizador
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Exemplo de utilização de
Contador
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