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Geografia Regional: Conceitos e Princípios

O documento discute os princípios da geografia regional. A geografia regional estuda espaços dividindo-os em regiões com características naturais ou humanas em comum, ignorando fronteiras políticas. Exemplos de aspectos naturais usados incluem clima e relevo, e exemplos de ações humanas incluem agricultura e demografia.

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Geografia Regional: Conceitos e Princípios

O documento discute os princípios da geografia regional. A geografia regional estuda espaços dividindo-os em regiões com características naturais ou humanas em comum, ignorando fronteiras políticas. Exemplos de aspectos naturais usados incluem clima e relevo, e exemplos de ações humanas incluem agricultura e demografia.

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Geografia Regional

Por  Wellington Souza Silva

Graduado em Geografia (Centro Universitário Fundação Santo André, 2014)

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A Geografia Regional se dedica a estudar os diferentes espaços do planeta dividindo-os e


agrupando em regiões que possuem características em comum, podendo ser elas de ação natural
ou antrópica (feito pelo ser humano). Nessa questão a geografia regional geralmente não leva em
consideração as fronteiras políticas estabelecidas para criar as separações de países e estados.

Dentre os os aspectos naturais que são utilizados nesse processo de regionalização podem estar
entre eles o clima, a vegetação, o relevo, entre outros. Entre as ações humanas que são utilizadas
para auxiliar no processo de regionalização podem ser considerados a agricultura,
a industrialização, as influências culturais, as questões demográficas, históricas, etc.

Existe uma grande diferença entre as divisões mais populares da geografia, as chamadas
Geografia Geral e a Geografia Regional. A geografia geral é dividida principalmente em dois
ramos sendo eles a geografia física, que aborda as questões naturais referentes ao planeta, e
a geografia humana que aborda as relações sociais e o ser humano. No caso da geografia regional
ela faz uma abordagem sobre a relação entre as influências dos meios naturais sobre o ser
humano.

O geógrafo francês Vidal de la Blache (1845 - 1918) foi o precursor dessa ideia de geografia
regional, utilizando unidades administrativas para criar uma síntese regional. Essa área se
enquadra na corrente de pensamento da geografia chamado de Possibilismo Geográfico, que
surge na França, analisando de forma regional como a natureza tinha influência sobre o ser
humano, porém ele poderia modificá-la e obter melhorias ao meio em que estava inserido,
devido essa possibilidade de alteração natural que surge o termo possibilismo.
A partir dessa corrente de pensamento francês iniciada por Vidal de la Blache a natureza passou
a ser vista como fornecedora de possibilidades e o ser humano se tornou o principal agente
geográfico, vendo aqui a relação entre ambos.

Outro geógrafo francês que trabalha a geografia regional mas de forma diferente nesse período é
Richard Hartshorne, ele não utiliza o termo “região”, mas sim classes de áreas em que os
elementos mais homogêneos, ou seja, os mais semelhantes, determinavam cada uma dessas
classes, sendo assim o que era descontínuo faria a divisão dessas áreas. Seu trabalho ficou
conhecido como Método Regional.

A formação dessas regiões realizadas para análises de determinados espaços podem sofrer
alterações, pois as fronteiras estabelecidas para formação regional nesse intuito são dinâmicas
pois dependem de diversos fatores que podem passar por mudanças. Devido esse fator são
estabelecidas as unidades administrativas, que podem incluir espaços com algumas diferenças
entre recursos internos, porém trabalha de forma generalizada para compreender aquela região.

No caso do Brasil as formas de regionalização são diversas, sendo uma das mais populares é a
chamada macrorregiões brasileiras, que dividem o país em 5 regiões, sendo elas Norte, Nordeste,
Centro-Oeste, Sudeste e Sul. Essas divisões sofreram algumas alterações desde sua primeira
proposta em 1940 até a última em 1988, isso ocorre devido os elementos escolhidos para criar
essas regionalizações, a princípio sendo características naturais, posteriormente as questões
naturais, sociais e econômicas.

Outra forma de regionalizar o Brasil é a regionalização geoeconômica, também chamada


de complexos regionais, proposta pelo geógrafo brasileiro Pedro Pinchas Geiger durante a
década de 1960. Ele propôs uma divisão no território brasileiro em três regiões que não seguem
as fronteiras estaduais, sendo elas a Amazônica, Nordeste e Centro-sul, nas quais suas
características em comum estão ligadas aos aspectos naturais e socioeconômicos dentro de cada
uma delas.

Quais são os princípios da geografia?

Os princípios da geografia são aqueles que devem ser cumpridos pelos envolvidos em qualquer
estudo desta ciência. Entre esses princípios estão a localização, descrição ou comparação.
Utilizando-os, é alcançado um desenvolvimento correto em qualquer investigação ou descrição
geográfica.

O termo geografia vem das palavras gregas “Gea”, que significa Terra, e “ortografia”, cujo
significado é “descrição”. Portanto, é a ciência responsável por descrever o planeta em todos os
aspectos, desde sua superfície, até a vida selvagem ou a paisagem.

Os últimos avanços tecnológicos, como a aparência de satélites ou melhores meios de transporte,


fizeram com que essa ciência tenha avançado muito em seus resultados.

Você também pode estar interessado nos instrumentos da geografia .

Princípios de Geografia

Os princípios geográficos são aqueles padrões que os cientistas que trabalham neste campo
precisam seguir. Com eles, eles garantem que os resultados obtidos atendam a todos os padrões
de qualidade necessários.

Normalmente, geralmente falamos de 5 ou 6 princípios principais, dependendo da nomenclatura


e de como eles são agrupados ou analisados separadamente.
Princípio da localização

Parece lógico que, se alguém está falando de uma ciência que descreve a Terra com todos os seus
componentes, um de seus princípios básicos é o da localização. 4

Isso nada mais é do que apontar exatamente onde estão os fenômenos geográficos analisados.

Assim, se, por exemplo, estiver sendo estudado o relevo montanhoso de algum lugar, sua
localização deve ser anotada, com dados como latitude, longitude, altitude ou superfície.

Princípio da extensão ou distribuição

Da mesma forma que ocorre com a localização do fato geográfico, o aluno da disciplina também
precisa registrar a extensão que possui.

Se é um rio , deve indicar o que mede ou, se falar de uma cidade, deixará referências de sua
superfície.

Relacionado:  O que é o Buenos Aires Conurbano?

Descrição Princípio

Como o nome indica, esse princípio consiste na explicação descritiva dos acidentes geográficos
em que estão sendo trabalhados.

Não importa se é geografia física, política ou social, cada elemento deve ser acompanhado por
sua descrição correspondente.

Princípio de conexão ou relacionamento

Não é possível estudar um fato geográfico isoladamente, pois tudo está inter-relacionado.

Por exemplo, há uma conexão óbvia entre bom clima e densidade populacional. Esse princípio
nos lembra a importância de contextualizar cada fenômeno estudado.

Princípio de causalidade ou origem


Nenhum fenômeno que ocorre na natureza aparece sem ser capaz de rastrear sua origem ou os
eventos que levaram à sua existência. Isso também ocorre na geografia e é um dos princípios
mais importantes.

Princípio da comparação ou analogia

Através desse princípio, o pesquisador estabelecerá analogias entre vários fenômenos


geográficos que ocorrem em diferentes partes da Terra.

Esta é uma ferramenta muito útil para encontrar a origem. É tentado descobrir coincidências,
embora a coisa estudada esteja localizada a milhares de quilômetros uma da outra.

Princípio de atividade ou evolução

Nada no planeta permanece inalterado. A ação do homem ou da natureza causa mudanças


contínuas nos fenômenos geográficos.

Esse princípio é responsável por levar isso em consideração, explicando se, por exemplo, um rio
foi desviado de seu canal natural ou se alguma espécie animal desapareceu.

Princípios Geográficos

1- Princípio da extensão -Friedrich Ratzel (1844-1904). O princípio diz que é preciso delimitar o


fato a ser estudado, localizando-se-o na superfície terrestre. Quando apresentamos a área de um
país.

2- Princípio da analogia- também chamado Geografia Geral, exposto por Karl Ritter (1779-1859)
e Paul Vidal de La Blache (1845-1918). Estes autores mostraram que é preciso comparar o fato
ou área estudada com outros fatos ou áreas da superfície terrestre, em busca de semelhanças e
diferenças. Comparação do rio São Francisco com Nilo africano por exemplo.

3- Princípio da causalidade- formulado por Alexander von Humboldt (1769-1859), que diz
respeito à necessidade de explicar o porquê dos fatos. A causa do terremto no Haita ( placas
tectônicas).
4- Princípio da conexidade ou interação- apresentado por Jean Brunhes (1869-1930). Segundo
ele, os fatos não são isolados, e sim inseridos num sistema de relações, tanto locais quanto
interlocais. A crise na Ásia afeta outras áreas do mundo.

5- Princípio da atividade- formulado também por Brunhes, que afirma ter os fatos um caráter
dinâmico, mutável, o que demanda o conhecimento do passado para a compreensão do presente e
previsão do futuro. O clima sofre ação do elementos naturais.

Concepções ou Escolas Geográficas

1- Escola Determinista(Alemanha) - fundada por Ratzel, em 1822, que, como o nome indica,
sugere que o espaço natural determina as formas de sua ocupação por parte do homem.O homem
é determinado pelo meio , não pode mudá ? [Link] clima seco o homem depende da chuva .

2- Escola Possibilista (França) -defendida primeiramente por La Blache e depois pela escola


francesa que ele criara, não negava a influência que a natureza exercia sobre o homem, mas este
pode escolher e modificar o espaço físico, conforme suas capacidades.A irrigação produz
colheita em qualquer período.

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