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Ministério Das Finanças: Autoridade Tributária de Moçambique

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REPÚBLICA DE

MOÇAMBIQUE

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
AUTORIDADE TRIBUTÁRIA DE MOÇAMBIQUE

Maputo, 17 de Dezembro de 2009


Acção de divulgação do Sistema de Contabilidade para o Sector
Empresarial (SCSE) de Moçambique
} 1º dia
ØIntrodução e enquadramento
ØÂmbito de aplicação e data de entrada em vigor
ØApresentação do SCSE
ØIntrodução ao PGC-NIRF
ØO Quadro Conceptual do PGC-NIRF
ØRegras para a primeira aplicação do PGC-NIRF
ØCódigos de contas
ØModelos de demonstrações financeiras
ØNormas de Contabilidade e de Relato Financeiro
Principais impactos esperados em Moçambique e em
alguns sectores de actividade
ØSessão de perguntas e respostas
Introdução e enquadramento
} Globalização dos negócios

} Necessidade de
◦ Linguagem contabilística comum (harmonização
contabilística)
◦ Alocação eficiente dos recursos económicos e
financeiros das empresas
◦ Compreensão do risco e rendibilidade das empresas por
parte dos investidores
◦ Assegurar a comparabilidade e melhorar a qualidade da
informação financeira
◦ Promoção do mercado de capitais

Direcção Geral de Impostos 5


} International Accounting Standards Board (IASB)
(substitui o IASC)
◦ Organização internacional, constituída em 2001
§ Tem como responsabilidade a definição, discussão e aprovação de NIRF
◦ Fundado em 1973 pela Austrália, Canadá, França,
Alemanha, Japão, México, Holanda, Reino Unido, Irlanda
e Estados Unidos
◦ Composto por um grupo diversificado – 14 membros de
organizações privadas, universidades, reguladores, …
◦ Âmbito mundial : Desde 2001 mais de 100 países já
exigem ou permitem a adopção das NIRF

Direcção Geral de Impostos 6


} Objectivos do IASB
◦ Desenvolvimento e publicação, no interesse público, de
normas internacionais de contabilidade que assegurem
§ Elevada qualidade
§ Transparência
§ Comparabilidade
§ Entre períodos
§ Entre empresas

Direcção Geral de Impostos 7


} Desde 2001 mais de 100 países já exigem ou permitem
a adopção das NIRF
◦ Canadá – GAAP local substituído pelas NIRF a partir
de 2011
◦ Estados Unidos – Data prevista – 2014, 2015, 2016
dependendo da dimensão das empresas
◦ Brasil, China, Índia e Coreia – Grandes progressos
no sentido da adopção
◦ Em África:
§ NIRF já obrigatórias: África do Sul, Botswana, Namíbia, Malawi,
Zâmbia, Zimbabwe, Maurícias, Quénia, Uganda, Tanzânia
§ Processo de adopção já iniciado – Gana e Moçambique
§ NIRF geralmente aceites – Rwanda e Seychelles

Direcção Geral de Impostos 8


} Normas Internacionais de Relato Financeiro (NIRF)
incluem
◦ Normas
§ NIC (1-41)
§ NIRF (1-8)
◦ Interpretações
§ SIC (7-31)
§ IFRIC (1-18)

Direcção Geral de Impostos 9


NIRF EM VIGOR

NIRF 1 NIC 1 NIC 17 NIC 27 NIC 37 IFRIC 1 IFRIC 9 IFRIC 17 SIC-7 SIC-29

NIRF 2 NIC 2 NIC 18 NIC 28 NIC 38 IFRIC 2 IFRIC 10 IFRIC 18 SIC-10 SIC-31

NIRF 3 NIC 7 NIC 19 NIC 29 NIC 39 IFRIC 3 IFRIC 11 SIC-12 SIC-32

NIRF 4 NIC 8 NIC 20 NIC 31 NIC 40 IFRIC 4 IFRIC 12 SIC-13

NIRF 5 NIC 10 NIC 21 NIC 32 NIC 41 IFRIC 5 IFRIC 13 SIC-15

NIRF 6 NIC 11 NIC 23 NIC 33 IFRIC 6 IFRIC 14 SIC-21

NIRF 7 NIC 12 NIC 24 NIC 34 IFRIC 7 IFRIC 15 SIC-25

NIRF 8 NIC 16 NIC 26 NIC 36 IFRIC 8 IFRIC 16

Direcção Geral de Impostos 10


Âmbito de aplicação e data de entrada em vigor
} Adopção indirecta
◦ Novo Plano Geral de Contabilidade baseado nas NIRF
◦ Aplicação faseada do novo Plano

} Critérios de aplicação
◦ Legais
§ Tipos de sociedades
◦ Económicos
§ Volume de negócios
§ Volume de activos
§ Número de trabalhadores

Direcção Geral de Impostos 12


Um novo Sistema de Contabilidade

} Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial


de Moçambique integra

◦ Título I
– Plano Geral de Contabilidade com base nas NIRF (PGC-NIRF)
– Aplicável a Empresas de Grande e Média Dimensão

◦ Título II
– Plano Geral de Contabilidade para Pequenas e demais
Empresas (PGC-PE)
– Aplicável a Pequenas e demais empresas
– Que já se encontravam abrangidas pelo âmbito de aplicação do Plano
Geral de Contabilidade aprovado pelo Decreto n.º36/2006 de 25 de
Julho, e que não sejam consideradas grandes ou médias empresas

Direcção Geral de Impostos 13


} Âmbito de aplicação obrigatória do PGC-NIRF
EMPRESAS DE EMPRESAS DE
GRANDE MÉDIA
DIMENSÃO DIMENSÃO
Entidades de interesse público
Critério jurídico e/ou de mercado

Empresas públicas ou maioritariamente públicas


a
Sociedades com títulos cotados em Bolsas de Valores
a
Outras entidades
Critério económico
Outras sociedades que ultrapassem 1 dos critérios de
dimensão com base nas suas demonstrações financeiras
anuais individuais
Proveitos totais (M Meticais) ≥ 1.275 ≥ 500 e < 1.275
Activo líquido (M Meticais) ≥ 1.275 ≥ 500 e < 1.275
Média anual de trabalhadores ≥ 500 ≥ 250 e < 500

Direcção Geral de Impostos 14


Banca e Sector Financeiro
(Contas consolidadas)

Seguradoras
Empresas de
média dimensão

2007 2008 2009 2010 2011

Banco de Moç
Moçambique Restantes
Banca e Sector financeiro empresas
(Residual) (PGC-
(PGC-PE)
Empresas de grande
dimensão

Direcção Geral de Impostos 15


Momento de adopção em Moçambique

} Entrada em vigor
◦ PGC-NIRF
– Empresas de grande dimensão
– 1º exercício económico que se inicia em 1 de Janeiro de
2010
– Empresas de média dimensão
– 1º exercício económico que se inicia em 1 de Janeiro de
2011

◦ PGC-PE
– 1º exercício económico que se inicia em 1 de Janeiro
de 2011

Direcção Geral de Impostos 16


Momento de adopção em Moçambique

} Âmbito de aplicação opcional do PGC-


NIRF
◦ Faculdade de qualquer sociedade que deseje aplicar o PGC-
NIRF poder fazê-lo, desde que cumpra as regras
estabelecidas para as sociedades em que é obrigatória tal
aplicação

◦ Comunicação escrita à Direcção de Área Fiscal do exercício


dessa faculdade

Direcção Geral de Impostos 17


Momento de adopção em Moçambique

} Normalização contabilística
◦ Criação do Organismo Regulador da Normalização
Contabilística

– Missão - Rever, ajustar, interpretar e actualizar o


Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial
em Moçambique

– Prazo de criação
– 180 dias após a publicação do Decreto

Direcção Geral de Impostos 18


Apresentação do SCSE de Moçambique
} Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial
de Moçambique

◦ Estrutura
– Título I – Plano Geral de Contabilidade com base nas NIRF
(PGC-NIRF)
– Capítulo 1.1 – Introdução ao PGC-NIRF
– Capítulo 1.2 – Quadro Conceptual
– Capítulo 1.3 – Regras para a primeira aplicação do PGC-NIRF
– Capítulo 1.4 – Normas de Contabilidade e de Relato Financeiro
– Capítulo 1.5 – Códigos de contas
– Capítulo 1.6 – Modelos de demonstrações financeiras
– Capítulo 1.7 – Glossário de termos e expressões
– Capítulo 1.8 – Tabela de correspondência com as NIRF

Direcção Geral de Impostos 20


} Sistema de Contabilidade para o Sector Empresarial
de Moçambique

◦ Estrutura
– Título II – Plano Geral de Contabilidade (PGC-PE)
– Capítulo 2.1 – Introdução ao PGC-PE
– Capítulo 2.2 – Bases, conceitos e princípios contabilísticos
– Capítulo 2.3 – Mensuração dos elementos das demonstrações
financeiras
– Capítulo 2.4 – Quadro e código de contas
– Capítulo 2.5 – Modelos de demonstrações financeiras
– Capítulo 2.6 – Conteúdo e movimentação de algumas contas

Direcção Geral de Impostos 21


PGC-NIRF NIRF-IASB

NCRF 1 Apresentação de demonstrações NIC 1 Apresentação de demonstrações


financeiras financeiras

NCRF 2 Demonstrações de fluxos de caixa NIC 7 Demonstrações de fluxos de caixa

NCRF 3 Resultados por acção NIC 33 Resultados por acção

NCRF 4 Políticas contabilísticas, alterações NIC 8 Políticas contabilísticas, alterações nas


nas estimativas contabilísticas e estimativas contabilísticas e erros
erros

NCRF 5 Acontecimentos após a data do NIC 10 Acontecimentos após a data do


balanço balanço

Direcção Geral de Impostos 22


PGC-NIRF NIRF-IASB

NCRF 6 Divulgações de partes relacionadas NIC 24 Divulgações de partes relacionadas

NCRF 7 Relato por segmentos NIRF 8 Segmentos operacionais

NCRF 8 Relato financeiro intercalar NIC 34 Relato financeiro intercalar

NCRF 9 Inventários NIC 2 Inventários

NCRF 10 Contratos de construção NIC 11 Contratos de construção

NCRF 11 Agricultura e activos biológicos NIC 41 Agricultura

NCRF 12 Impostos sobre o rendimento NIC 12 Impostos sobre o rendimento


correntes e diferidos

Direcção Geral de Impostos 23


PGC-NIRF NIRF-IASB

NCRF 13 Activos tangíveis NIC 16 Activos fixos tangíveis

NCRF 14 Activos intangíveis NIC 38 Activos intangíveis

NCRF 15 Recursos minerais NIRF 6 Exploração e avaliação de recursos


minerais

NCRF 16 Activos tangíveis de investimento NIC 40 Propriedades de investimento

NCRF 17 Locações NIC 17 Locações

NCRF 18 Imparidade de activos NIC 36 Imparidade de activos

Direcção Geral de Impostos 24


PGC-NIRF NIRF-IASB

NCRF 19 Benefícios dos empregados NIC 19 Benefícios dos empregados

NCRF 20 Investimentos em subsidiárias, NIC 27 Demonstrações financeiras


associadas e empreendimentos consolidadas e separadas
conjuntos NIC 28 Investimentos em associadas
NIC 31 Interesses em empreendimentos
conjuntos

NCRF 21 Concentrações de actividades NIRF 3 Concentrações de actividades


empresariais empresariais

Direcção Geral de Impostos 25


PGC-NIRF NIRF-IASB

NCRF 22 Activos não correntes detidos para NIRF 5 Activos não correntes detidos para
venda e unidades operacionais venda e unidades operacionais
descontinuadas descontinuadas

NCRF 23 Efeitos de alterações em taxas de NIC 21 Os efeitos de alterações em taxas de


câmbio câmbio

NCRF 24 Provisões, passivos contingentes e NIC 37 Provisões, passivos contingentes e


activos contingentes activos contingentes

Direcção Geral de Impostos 26


PGC-NIRF NIRF-IASB

NCRF 25 Instrumentos financeiros NIC 32 Instrumentos financeiros: Apresentação


NIC 39 Instrumentos financeiros:
Reconhecimento e mensuração
NIRF 7 Instrumentos financeiros: Divulgação
de informações

NCRF 26 Contabilização de subsídios do NIC 20 Contabilização dos subsídios do


governo e divulgação de apoios do governo e divulgação de apoios do
governo governo

NCRF 27 Custos de empréstimos obtidos NIC 23 Custos de empréstimos obtidos

NCRF 28 Rédito NIC 18 Rédito

Direcção Geral de Impostos 27


Introdução ao PGC-NIRF
} O PGC-NIRF foi construído com base nas NIRF
(conjunto de NIC e NIRF) emitidas pelo IASB até
Outubro de 2008

} Os textos do PGC-NIRF não são uma tradução nem


oficial nem integral dos textos das NIRF equivalentes

Direcção Geral de Impostos 29


} O PGC-NIRF é um conjunto mais completo do que as
NIRF pois, para além das normas de contabilidade,
integram um código de contas e modelos de
demonstrações financeiras

} O PGC-NIRF (tal como as NIRF do IASB) compreende


textos que são de consulta permanente. Não se pode
pretender conhecer todos os textos das Normas na
íntegra, mas é fundamental que se conheça bem o
Quadro Conceptual

Direcção Geral de Impostos 30


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF
◦ É o texto base de todo o Plano mas não é uma Norma. Em
caso de conflito de entendimento prevalecem as Normas

◦ Integra todos os conceitos que estão na base da


preparação de demonstrações financeiras com finalidades
gerais

◦ Dá ênfase aos utilizadores que utilizam as DF’s para


tomarem decisões económicas

◦ Sem a sua compreensão integral não é possível interpretar


e aplicar as normas de contabilidade e preparar
demonstrações financeiras em conformidade

Direcção Geral de Impostos 32


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Introdução - finalidade

◦ Estabelece os conceitos que estão na base da preparação


e apresentação de DF’s tendo por finalidades

– Ajudar os que preparam DF’s na aplicação do PGC-NIRF


– Ajudar os auditores a formarem a sua opinião sobre se as DF’s estão
preparadas e apresentadas de acordo com o PGC-NIRF
– Ajudar os utilizadores das DF’s a interpretarem a informação que consta das
DF’s preparadas e apresentadas de acordo com o PGC-NIRF

Direcção Geral de Impostos 33


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Introdução - âmbito

◦ Do que trata o Quadro Conceptual?

– Qual o objectivo das DF’s


– Quais os pressupostos subjacentes à sua preparação
– Quais as características qualitativas que fazem com que a informação
constante das DF’s seja útil
– Quais os elementos das DF’s
– Como é que se faz o reconhecimento e a mensuração dos elementos das DF’s

Direcção Geral de Impostos 34


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Introdução - âmbito

◦ O Quadro Conceptual aplica-se às DF’s com finalidades


gerais, isto é, as que visam as necessidades de
informação de um conjunto alargado de utilizadores

– Excluem-se, assim, as DF’s com finalidades especiais (p. ex. DF’s para efeitos
de gestão interna ou DF’s para efeitos fiscais)

◦ Aplica-se quer a DF’s individuais, quer a DF’s


consolidadas cuja preparação é sempre da
responsabilidade do órgão de gestão

Direcção Geral de Impostos 35


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Introdução - âmbito

◦ Mas quem são os utilizadores das DF’s?

Investidores Trabalhadores Financiadores

Fornecedores
e Estado Público
Clientes

} Necessidades comuns a vários utilizadores


} Responsabilidade pela preparação das DF’s

Direcção Geral de Impostos 36


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Objectivo das DF’s

◦ Proporcionar informações sobre a posição financeira,


sobre o desempenho e sobre as alterações da posição
financeira que sirva um conjunto alargado de utilizadores
Activo
Activo
Posição
Posição Passivo
Passivo
Financeira
Financeira Capital
Capital Próprio
Próprio

Rendimentos
Rendimentos
Desempenho
Desempenho Gastos
Gastos

Alterações
Alterações da
da Demonstração
Demonstração
posição
posição
específica
específica
financeira
financeira

Direcção Geral de Impostos 37


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Pressupostos subjacentes (à preparação das DF’s)

◦ Base do acréscimo

– Os efeitos das transacções são reconhecidas quando ocorrem


(independentemente de serem recebidas ou pagas), e são contabilizadas e
relatadas nos períodos a que dizem respeito

Actual PGC
Princípios contabilísticos fundamentais (#3.4)
Especialização dos exercícios

Direcção Geral de Impostos 38


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Pressupostos subjacentes (à preparação das DF’s)

◦ Continuidade das operações

– A entidade tem operado e continuará a operar no futuro previsível, nem tem a


intenção ou a necessidade de terminar ou reduzir significativamente as suas
actividades

Actual PGC
Princípios contabilísticos fundamentais (#3.1)
Continuidade

Direcção Geral de Impostos 39


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Características qualitativas das DF’s


Actual
Actual PGC
PGC

Compreensibilidade
Compreensibilidade Compreensível
Compreensível pelos
pelos Informação
Informação
utilizadores
utilizadores da
da financeira
financeira
informação
informação financeira
financeira ## 2.4.1
2.4.1

Relevante
Relevante para
para aa
Relevância
Relevância Informação
Informação
tomada
tomada de decisões
de decisões
financeira
financeira
pelos
pelos utilizadores da
utilizadores da
## 2.4.2
2.4.2
informação financeira
informação financeira

Materialidade
Materialidade Princípios
Princípios
A
A omissão
omissão da
da contabilísticos
contabilísticos
informação
informação ouou erro
erro fundamentais
fundamentais
influencia a decisões
influencia a decisões
## 3.7
3.7
económicas
económicas

Direcção Geral de Impostos 40


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Características qualitativas das DF’s


Actual
Actual PGC
PGC

Fiabilidade
Fiabilidade Informação
Informação livre
livre de
de Informação
Informação
erros
erros materiais
materiais ou
ou financeira
financeira
influências
influências ## 2.4.3
2.4.3

Representação
Representação Informação
Informação
fidedigna
fidedigna financeira
financeira
Deve
Deve representar
representar oo ## 2.4.5
2.4.5
que
que pretende
pretende

Substância
Substância sobre
sobre aa Princípios
Princípios
forma
forma contabilísticos
contabilísticos
Realidade
Realidade económica
económica fundamentais
fundamentais
sobre
sobre aa forma
forma legal
legal ## 3.6
3.6

Direcção Geral de Impostos 41


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Características qualitativas das DF’s


Actual
Actual PGC
PGC

Fiabilidade
Fiabilidade (cont.)
(cont.) Neutralidade
Neutralidade Informação
Informação
Isentas
Isentas de
de quaisquer
quaisquer financeira
financeira
influências
influências ## 2.4.6
2.4.6

Prudência
Prudência Princípios
Princípios
Deve
Deve acautelar
acautelar aa contabilísticos
contabilísticos
incerteza
incerteza fundamentais
fundamentais
## 3.3
3.3

Plenitude
Plenitude Informação
Informação
Totalidade
Totalidade da
da financeira
financeira
informação
informação ## 2.4.7
2.4.7

Direcção Geral de Impostos 42


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Características qualitativas das DF’s


Actual
Actual PGC
PGC

Comparabilidade
Comparabilidade Informação
Informação
Comparação
Comparação temporal
temporal financeira
financeira
da
da mesma entidade ee
mesma entidade
## 2.4.4
2.4.4
comparação
comparação entre
entre
entidades diferentes
entidades diferentes

Consistência
Consistência Princípios
Princípios
contabilísticos
contabilísticos
fundamentais
fundamentais
## 3.2
3.2

Direcção Geral de Impostos 43


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Características qualitativas das DF’s


◦ Limitações à informação fiável e relevante
– Oportunidade
– Relação custo-benefício
– Relação entre as características qualitativas

Aplicação das principais características qualitativas

Apresentação verdadeira e apropriada

Direcção Geral de Impostos 44


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Objectivo das DF’s

◦ Proporcionar informações sobre a posição financeira,


sobre o desempenho e sobre as alterações da posição
financeira que sirva um conjunto alargado de utilizadores
Activo
Activo
Posição
Posição Passivo
Passivo
Financeira
Financeira Capital
Capital Próprio
Próprio

Rendimentos
Rendimentos
Desempenho
Desempenho Gastos
Gastos

Alterações
Alterações da
da
posição
posição Demonstração
Demonstração específica
específica
financeira
financeira

Direcção Geral de Impostos 45


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

Elementos das DF’s

Activo
Activo
Posição
Posição Passivo
Passivo
Financeira
Financeira Capital
Capital Próprio
Próprio

Rendimentos
Rendimentos
Desempenho
Desempenho Gastos
Gastos

Alterações
Alterações da
da
posição
posição Elementos
Elementos de
de ambos
ambos
financeira
financeira

Direcção Geral de Impostos 46


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Elementos das DF’s


◦ Activo
– Recurso controlado
– Resultante de acontecimentos passados
– Esperado que benefícios económicos futuros fluam para a entidade
– Não é essencial a existência física ou propriedade

◦ Passivo
– Obrigação presente
– Resultante de acontecimentos passados
– Esperada a saída de recursos para a respectiva liquidação que incorporem
benefícios económicos

Direcção Geral de Impostos 47


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Elementos das DF’s


◦ Capital Próprio
– Valor residual dos activos após a dedução de todos os seus passivos
– Montante dependente da mensuração dos activos e passivos

◦ Rendimentos
– Aumentos nos benefícios económicos futuros durante o período na forma de
entradas de caixa, aumentos de activos ou reduções de passivos
– Resultam em aumentos do capital próprio, não relacionados com contribuições
dos accionistas
– Incluem
– Réditos – resultam da actividade ordinária da entidade
– Ganhos – podem ou não provir da actividade ordinária da
entidade

Direcção Geral de Impostos 48


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Elementos das DF’s


◦ Gastos
– Diminuições nos benefícios económicos futuros durante o período na forma de
saídas de caixa, reduções de activos ou contracção de passivos
– Resultam em reduções do capital próprio, não relacionados com distribuições
aos accionistas
– Incluem
– Gastos ordinários – resultam da actividade ordinária da empresa
– Perdas - podem ou não provir da actividade ordinária da entidade

Direcção Geral de Impostos 49


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Reconhecimento dos elementos das DF’s

◦ Processo de incorporar um item no balanço ou na


demonstração de resultados que satisfaça a definição de
um elemento,
e
◦ Que cumpra com os seguintes critérios

– É provável que fluam para a entidade, ou da entidade, benefícios económicos


futuros
– É possível mensurar o valor do item com fiabilidade

Direcção Geral de Impostos 50


O Quadro Conceptual do PGC-NIRF

} Mensuração dos elementos das DF’s

◦ Processo de determinar os valores monetários através dos


quais os elementos das demonstrações financeiras são
reconhecidos e apresentados nas DF’s

◦ Bases de mensuração
– Custo histórico
– Custo corrente
– Valor realizável (ou de liquidação)
– Valor presente

Direcção Geral de Impostos 51


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF
} Reconhecimento e mensuração

◦ Data da transição e balanço de abertura

– Se a data da adopção é 1 de Janeiro de 2011, a entidade deve preparar dados


comparativos desde 1 de Janeiro de 2010 e esta é a data do seu balanço de
abertura (isto é, 31 de Dezembro de 2009)

◦ Políticas contabilísticas

– Devem ser as mesmas no balanço de abertura e em todos os períodos


comparativos apresentados nas primeiras DF’s
– Os ajustamentos resultantes das políticas contabilísticas devem ser
reconhecidos nos resultados transitados (ou no capital próprio) na data da
transição

Direcção Geral de Impostos 53


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF

} Reconhecimento e mensuração - Excepções

◦ Isenções

– Concentrações de actividades empresariais


– Justo valor ou revalorização como custo considerado
– Benefícios de empregados
– Activos e passivos de subsidiárias, associadas e empreendimentos conjuntos
– Designação de instrumentos financeiros
– Custo de empréstimos obtidos

Direcção Geral de Impostos 54


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF

} Reconhecimento e mensuração - Excepções

◦ Isenções – exemplos

– Justo valor ou revalorização como custo considerado


– Uma entidade pode optar por usar uma revalorização de um item
tangível com base no normativo anterior como custo considerado
se essa revalorização (na data em que foi feita) é comparável ao
justo valor ou ao custo ajustado para reflectir alterações com base
num índice de preços

– Custo de empréstimos obtidos


– Uma entidade pode optar por aplicar a NCRF 27 aos empréstimos
obtidos relativos a activos cuja capitalização se inicie em, ou após,
a data da primeira aplicação

Direcção Geral de Impostos 55


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF

} Reconhecimento e mensuração - Excepções

◦ Proibições (à aplicação retrospectiva)

– Anulação do reconhecimento de activos e passivos financeiros


– Contabilidade de cobertura
– Estimativas contabilísticas
– Interesses minoritários

Direcção Geral de Impostos 56


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF

} Reconhecimento e mensuração - Excepções

◦ Proibições (à aplicação retrospectiva) - Exemplo

– Estimativas contabilísticas
– As estimativas contabilísticas de acordo com o PGC-NIRF, à data
da transição, devem ser consistentes com as que foram feitas de
acordo com o PGC anterior a não ser que estejam objectivamente
erradas

Direcção Geral de Impostos 57


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF

} Apresentação e divulgação

◦ Informação comparativa

– As primeiras DF’s em conformidade com o PGC-NIRF devem apresentar, pelo


menos, as DF’s do período imediatamente anterior (também preparadas de
acordo com o PGC-NIRF)

◦ Explicação da transição para o PGC-NIRF (Nota 5)

– Uma entidade deve explicar de que forma a transição afectou a sua posição
financeira, o seu desempenho e os seus fluxos de caixa. Essa explicação é
dada, geralmente, através de textos escritos e de reconciliações

Direcção Geral de Impostos 58


Regras para a primeira adopção do PGC-NIRF

} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Objectivo
– Estabelece as bases e os requisitos mínimos de apresentação, estrutura e
conteúdo das demonstrações financeiras de forma a assegurar a
comparabilidade
– Entre períodos dentro da mesma entidade
– Entre entidades diferentes

– Para efeitos de uniformidade, o PGC-NIRF estipula quais os requisitos acima


indicados através do uso de um quadro de contas e de modelos das DF’s

Direcção Geral de Impostos 59


Códigos de contas
Códigos de contas

} Quadro síntese e diferenças para o PGC actual – Classes

PGC-NIRF/PE PGC ACTUAL

…. Cl 0 Contas de ordem
Cl 1 Meios financeiros Cl 1 Contas de meios circulantes
financeiros
Cl 2 Inventários e activos biológicos Cl 2 Contas de meios circulantes
Cl 3 Investimentos de capital materiais
Cl 4 Contas a receber, contas a pagar, Cl 3 Contas de meios imobilizados
acréscimos e diferimentos Cl 4 Contas de credores
Cl 5 Capital próprio Cl 5 Contas de capital e fundos próprios
Cl 6 Gastos e perdas Cl 6 Contas de custos e perdas
Cl 7 Rendimentos e ganhos Cl 7 Contas de proveitos e ganhos
Cl 8 Resultados Cl 8 Contas de resultados
…. Cl 9 Contas analíticas de exploração

Direcção Geral de Impostos 61


Modelos de demonstrações financeiras
Modelos de demonstrações financeiras
ACTIVOS Notas Período n Período n-1

Activos não correntes

Balanço
Activos tangíveis (…)
Activos intangíveis (…)
Activos por impostos diferidos
Activos não correntes detidos para venda

Activos correntes
Inventários
Activos biológicos
Clientes (…)
Caixa e bancos

Total dos activos


CAPITAL PRÓPRIO E PASSIVOS
Capital próprio
Capital social (…)
Resultado líquido do período

Interesses minoritários
Total do capital próprio

Passivos não correntes


Provisões (…)
Passivos por impostos diferidos (…)

Passivos correntes
Provisões
Fornecedores
Empréstimos obtidos (…)
Impostos a pagar (…)

Total dos passivos


Total do capital próprio e dos passivos

Direcção Geral de Impostos 63


Modelos de demonstrações financeiras

Demonstração de
resultados por
naturezas Notas Período n Período n-1

Vendas de bens e de serviços


Variação da produção e de trabalhos em curso
Investimentos realizados pela própria empresa
Custo dos inventários vendidos ou consumidos
Custos com o pessoal
Fornecimentos e serviços de terceiros
Amortizações
Provisões
Ajustamentos de inventários
Imparidade de contas a receber
Imparidade dos activos tangíveis e intangíveis
Outros ganhos e perdas operacionais

Rendimentos financeiros

Gastos financeiras

Ganhos/perdas imputados de associadas

Resultados antes de impostos

Imposto sobre o rendimento

Resultados do período das operações continuadas

Resultado líquido das operações descontinuadas

Resultados líquidos do período

Direcção Geral de Impostos 64


Modelos de demonstrações financeiras

Demonstração de
resultados por Notas Período n Período n-1
funções Vendas de bens e de serviços
Custo das vendas de bens e serviços

Resultado bruto

Outros rendimentos
Gastos de distribuição
Gastos administrativos
Rendimentos/gastos financeiros
Outros ganhos/perdas operacionais
Ganhos/perdas imputados de associadas

Resultados antes de impostos

Imposto sobre o rendimento

Resultados do período das operações continuadas

Resultado líquido das operações descontinuadas

Resultados líquidos do período

Direcção Geral de Impostos 65


Modelos de demonstrações financeiras

Demonstração das variações no capital próprio


Capital próprio atribuível aos detentores do capital da casa mãe
Total do
Excedentes Resultado Interesses
NATUREZA DOS MOVIMENTOS Capital Reservas Outras Resultados Outras capital
de líquido do Total minoritários
social legais reservas transitados componentes próprio
revalorização período
Saldo no início do período N
Alterações no período:
Alterações de políticas contabilísticas
Correcções de erros
Diferenças de conversão de demonstrações
financeiras
Impostos diferidos
Movimentos em reservas:
Constituição/reforço
Utilização/anulação
Transferência
Outras alterações
Efeitos da primeira adopção do PGC - NIRF
Resultado líquido do período
Resultado absoluto do período
Operações com detentores de capital:
Aumentos de capital social
Outras contribuições de capital
Dividendos
Outras operações

Saldo no fim do período N

Direcção Geral de Impostos 66


Modelos de demonstrações financeiras
Notas Periodo n Período
n-1

Demonstração dos Fluxos de caixa das actividades operacionais


Recebimentos de clientes
Pagamentos a fornecedores

fluxos de caixa
Pagamentos ao pessoal
Caixa gerada pelas operações
Pagamentos/recebimentos do imposto sobre o rendimento

- Método directo
Outros pagamentos/recebimentos operacionais

Caixa líquida gerada pelas actividades operacionais

Fluxos de caixa das actividades de investimento


Pagamentos respeitantes a:
Aquisição de activos tangíveis
Aquisição de activos intangíveis
Aquisição de outros investimentos
Recebimentos respeitantes a:
Venda de activos tangíveis
Venda de activos intangíveis
Venda de outros investimentos
Subsídios ao investimento
Juros e rendimentos similares
Dividendos
Outros recebimentos

Caixa líquida usada nas actividades de investimento

Fluxos de caixa das actividades de financiamento


Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos e outros financiamentos obtidos
Realização de aumentos de capital social e de outras contribuições dos sócios
Cobertura de prejuízos pelos detentores de capital
Doações
Outras operações de financiamento
Pagamentos respeitantes a:
Reembolso de empréstimos e outros financiamentos obtidos
Juros e gastos similares
Dividendos
Reembolso de capital social e de outras contribuições dos sócios
Outras operações de financiamento

Caixa líquida usada nas actividades de financiamento

Variação de caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa no início do período


Caixa e equivalentes de caixa no fim do período

Direcção Geral de Impostos 67


Modelos de demonstrações financeiras
Notas Período n Período n-1

Demonstração dos
Fluxos de caixa das actividades operacionais
Resultado líquido do período
Ajustamentos ao resultado relativos a:

fluxos de caixa
Amortizações
Imparidades
Justo valor
Provisões

- Método indirecto
Ajustamentos
Juros e similares (líquido)
Mais ou menos valias na venda de activos tangíveis e intangíveis

Aumento/redução de activos biológicos


Aumento/redução de inventários
Aumento/redução de clientes e outras contas a receber
Aumento/redução de outros activos correntes
Aumento/redução de fornecedores
Aumento/redução de outros credores e contas a pagar
Aumento/redução de outros passivos correntes
Caixa líquida gerada pelas actividades operacionais

Fluxos de caixa das actividades de investimento


Pagamentos respeitantes a:
Aquisição de activos tangíveis e intangíveis
Aquisição de outros investimentos
Recebimentos respeitantes a:
Venda de activos tangíveis e intangíveis
Venda de outros investimentos
Subsídios ao investimento
Juros e rendimentos similares
Dividendos
Outros recebimentos
Caixa líquida usada nas actividades de investimento
Fluxos de caixa das actividades de financiamento
Recebimentos respeitantes a:
Empréstimos e outros financiamentos obtidos
Realização de aumentos de capital social e de outras contribuições dos sócios
Cobertura de prejuízos pelos detentores de capital
Doações
Outras operações de financiamento
Pagamentos respeitantes a:
Reembolso de empréstimos e outros financiamentos obtidos
Juros e gastos similares
Dividendos
Reembolso de capital social e de outras contribuições dos sócios
Outras operações de financiamento
Caixa líquida usada nas actividades de financiamento
Variação de caixa e equivalentes de caixa

Caixa e equivalentes de caixa no início do período


Caixa e equivalentes de caixa no fim do período

Direcção Geral de Impostos 68


Modelos de demonstrações financeiras

Notas às demonstrações financeiras - indicativo


} Identificação } 15. Activos não correntes detidos para venda
} 1. Bases de preparação } 16. Inventários
} 2. Principais políticas contabilísticas } 17. Clientes e outras contas a receber
} 3. Principais julgamentos, estimativas e } 18. Caixa e bancos
pressupostos contabilísticos } 19. Capital próprio
} 4. Alterações de políticas contabilísticas, de } 20. Provisões
estimativas e erros
} 21. Impostos sobre o rendimento
} 5. Efeito da primeira aplicação do PGC - NIRF
} 22. Resultado por acção
} 6. Concentração de actividades empresariais
} 23. Subsídios do governo
} 7. Interesses em empreendimentos conjuntos
} 24. Benefícios pós-emprego
} 8. Investimentos em associadas
} 25. Partes relacionadas
} 9. Relato por segmentos
} 26. Compromissos e contingências
} 10. Activos tangíveis
} 27. Gestão de risco, objectivos e políticas
} 11. Activos tangíveis de investimento
} 28. Divulgações exigidas por diplomas legais
} 12. Activos intangíveis
} 29. Outras informações
} 13. Activos biológicos
} 30. Acontecimentos após a data de balanço
} 14. Outros activos e passivos financeiros

Direcção Geral de Impostos 69


Coffee Break
Normas de Contabilidade e de Relato Financeiro
Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Ordenação das NCRF

PGC-NIRF NIRF-IASB
NCRF 1 Apresentação de demonstrações NIC 1 Apresentação de demonstrações
financeiras financeiras

NCRF 2 Demonstrações de fluxos de caixa NIC 7 Demonstrações de fluxos de caixa

NCRF 3 Resultados por acção NIC 33 Resultados por acção

NCRF 4 Políticas contabilísticas, alterações NIC 8 Políticas contabilísticas, alterações nas


nas estimativas contabilísticas e estimativas contabilísticas e erros
erros

NCRF 5 Acontecimentos após a data do NIC 10 Acontecimentos após a data do


balanço balanço

Direcção Geral de Impostos 72


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Ordenação das NCRF

PGC-NIRF NIRF-IASB
NCRF 6 Divulgações de partes relacionadas NIC 24 Divulgações de partes relacionadas

NCRF 7 Relato por segmentos NIRF 8 Segmentos operacionais

NCRF 8 Relato financeiro intercalar NIC 34 Relato financeiro intercalar

NCRF 9 Inventários NIC 2 Inventários

NCRF 10 Contratos de construção NIC 11 Contratos de construção

NCRF 11 Agricultura e activos biológicos NIC 41 Agricultura

NCRF 12 Impostos sobre o rendimento NIC 12 Impostos sobre o rendimento


correntes e diferidos

Direcção Geral de Impostos 73


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Ordenação das NCRF

PGC-NIRF NIRF-IASB
NCRF 13 Activos tangíveis NIC 16 Activos fixos tangíveis

NCRF 14 Activos intangíveis NIC 38 Activos intangíveis

NCRF 15 Recursos minerais NIRF 6 Exploração e avaliação de recursos


minerais

NCRF 16 Activos tangíveis de investimento NIC 40 Propriedades de investimento

NCRF 17 Locações NIC 17 Locações

NCRF 18 Imparidade de activos NIC 36 Imparidade de activos

Direcção Geral de Impostos 74


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Ordenação das NCRF

PGC-NIRF NIRF-IASB
NCRF 19 Benefícios dos empregados NIC 19 Benefícios dos empregados

NCRF 20 Investimentos em subsidiárias, NIC 27 Demonstrações financeiras


associadas e empreendimentos consolidadas e separadas
conjuntos NIC 28 Investimentos em associadas
NIC 31 Interesses em empreendimentos
conjuntos

NCRF 21 Concentrações de actividades NIRF 3 Concentrações de actividades


empresariais empresariais

Direcção Geral de Impostos 75


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Ordenação das NCRF

PGC-NIRF NIRF-IASB
NCRF 22 Activos não correntes detidos para NIRF 5 Activos não correntes detidos para
venda e unidades operacionais venda e unidades operacionais
descontinuadas descontinuadas

NCRF 23 Efeitos de alterações em taxas de NIC 21 Os efeitos de alterações em taxas de


câmbio câmbio

NCRF 24 Provisões, passivos contingentes e NIC 37 Provisões, passivos contingentes e


activos contingentes activos contingentes

Direcção Geral de Impostos 76


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Ordenação das NCRF

PGC-NIRF NIRF-IASB
NCRF 25 Instrumentos financeiros NIC 32 Instrumentos financeiros:
Apresentação
NIC 39 Instrumentos financeiros:
Reconhecimento e mensuração
NIRF 7 Instrumentos financeiros: Divulgação
de informações
NCRF 26 Contabilização de subsídios do NIC 20 Contabilização dos subsídios do
governo e divulgação de apoios do governo e divulgação de apoios do
governo governo

NCRF 27 Custos de empréstimos obtidos NIC 23 Custos de empréstimos obtidos

NCRF 28 Rédito NIC 18 Rédito

Direcção Geral de Impostos 77


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Normas do IASB excluídas

POR NÃO SEREM APLICÁVEIS ÀS SOCIEDADES A QUEM O PGC-NIRF SE APLICA

NIC 26 Contabilização e relato dos planos de benefícios de reforma

NIRF 4 Contratos de seguros

POR NÃO SEREM APLICÁVEIS NA ACTUAL CONJUNTURA ECONÓMICA

NIC 29 Relato financeiro em economias hiperinflacionárias

NIRF 2 Pagamento com base em acções

Direcção Geral de Impostos 78


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Conteúdo geral de cada uma das NCRF

– Objectivo da Norma

– Âmbito de aplicação e de não aplicação

– Reconhecimento

– Mensuração no momento inicial e no momento subsequente

– Divulgações nas demonstrações financeiras

– …

– Mais parágrafos específicos

Direcção Geral de Impostos 79


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Conjunto completo de demonstrações financeiras


– Balanço (no final de cada período)
– Demonstração dos resultados (durante os períodos)
– Demonstração das variações no capital próprio (durante os períodos)
– Demonstração dos fluxos de caixa (durante os períodos)
– Notas explicativas

◦ Uma entidade só cumpre com PGC-NIRF quando


apresentar este conjunto de DF’s. A não apresentação de
comparativos só é admissível em casos excepcionais (p.
ex. início de actividade) e deve ser explicada nas notas

Direcção Geral de Impostos 80


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Demonstrações financeiras consolidadas


– Obrigatório para qualquer empresa-mãe, excepto quando cumulativamente
– A empresa-mãe for, ela própria, uma subsidiária
– A empresa-mãe não tiver títulos (acções ou obrigações)
negociados em bolsa
– A empresa-mãe não estiver em fase de admissão de títulos numa
bolsa
– A empresa-mãe final (ou intermédia) preparar DF’s consolidadas

– A preparação de DF’s consolidadas deve cumprir com o disposto na NCRF 20


– A apresentação de DF’s consolidadas não dispensa a preparação e
apresentação de DF’s individuais

Direcção Geral de Impostos 81


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Estrutura e conteúdo das DF’s

– Balanço – distinção entre corrente e não corrente


– Activos correntes
– Realizado, vendido ou consumido no ciclo normal do negócio
– Detido para ser negociado
– A realizar dentro de 1 ano após a data do balanço
– Caixa
– Passivos correntes
– Liquidado no decurso do ciclo normal do negócio
– Detido para ser negociado
– Vence-se dentro de 1 ano após a data do balanço
– Todos os outros activos ou passivos são classificados como não
correntes

Direcção Geral de Impostos 82


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Estrutura e conteúdo das DF’s

– Demonstração dos resultados


– 2 modelos
– Por naturezas
– Por funções
– Não são aceites linhas de itens extraordinários

Direcção Geral de Impostos 83


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Estrutura e conteúdo das DF’s

– Demonstração das variações no capital próprio


– As variações reflectem o aumento ou a redução dos activos
líquidos da entidade durante o período

– Demonstração dos fluxos de caixa


– NCRF 2

Direcção Geral de Impostos 84


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 1 – Apresentação de DF’s

◦ Estrutura e conteúdo das DF’s

– Notas explicativas
– Capítulo 6

Direcção Geral de Impostos 85


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NC 2 – Demonstração dos fluxos de caixa

◦ Objectivo
– Exige a prestação de informação sobre as alterações históricas de caixa e seus equivalentes
através de uma demonstração específica que classifica estes fluxos por actividades
operacionais, de financiamento e de investimento

◦ Caixa e equivalentes de caixa


– Caixa compreende dinheiro e depósitos à ordem. Equivalentes de caixa são outras
disponibilidades de liquidez imediata
– Estão incluídos nos equivalentes de caixa os investimentos de curto prazo que sejam
prontamente convertíveis em dinheiro
– Os descobertos bancários (overdrafts) para este efeito são considerados equivalentes de
caixa

Direcção Geral de Impostos 86


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 2 – Demonstração dos fluxos de caixa

◦ Apresentação
– Actividades operacionais
– Principais actividades produtoras de rédito da empresa e outras
actividades que não sejam de investimento ou de financiamento

– Actividades de investimento
– Aquisição e alienação de activos a longo prazo e de outros
investimentos não incluídos em equivalentes de caixa

– Actividades de financiamento
– Actividades que têm como consequência alterações na dimensão
da composição do capital próprio e nos empréstimos obtidos pela
empresa.

Direcção Geral de Impostos 87


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 2 – Demonstração dos fluxos de caixa

◦ Apresentação (exemplos)
– Actividades operacionais
– Recebimentos provenientes da venda de bens e prestação de
serviços
– Pagamentos a fornecedores de bens e serviços
– Actividades de investimento
– Pagamentos para aquisição de activos tangíveis, intangíveis e
outros activos a longo prazo
– Recebimentos de venda de activos tangíveis, intangíveis e outros
activos de longo prazo
– Actividades de financiamento
– Recebimentos de quantias de empréstimos obtidos
– Reembolsos de quantias de empréstimos obtidos

Direcção Geral de Impostos 88


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 3 – Resultados por acção

◦ Objectivo
– Estabelece os princípios para a determinação e apresentação de resultados por acção para
se melhorar a comparabilidade do desempenho entre períodos na mesma entidade e entre
entidades diferentes

◦ Âmbito
– DF’s de entidades que estejam em processo de emissão de acções em mercado aberto de
capitais
– DF’s de entidades cujas acções são publicamente negociadas num mercado aberto de
capitais

Direcção Geral de Impostos 89


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 3 – Resultados por acção

◦ Fórmula de cálculo
– Os resultados por acção são calculados em relação ao lucro ou perda atribuível
aos detentores de capital da empresa-mãe

Resultado
Resultado atribuível
atribuível aos
aos detentores
detentores de
de capital
capital ordinário
ordinário

Número
Número médio
médio ponderado
ponderado de
de acções
acções ordinárias
ordinárias em
em circulação
circulação
durante
durante oo período
período

Direcção Geral de Impostos 90


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Objectivo
– Estabelece os critérios para uma entidade
– Seleccionar políticas contabilísticas
– Alterar políticas contabilísticas

– Define o tratamento contabilístico e as divulgações a fazer quando


– Há alterações de políticas contabilísticas
– Há alterações de estimativas contabilísticas
– Há correcções de erros

Direcção Geral de Impostos 91


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Políticas contabilísticas – definição


– Princípios, bases, convenções, regras e práticas específicos aplicados por uma
entidade na preparação e apresentação de DF’s

◦ Políticas contabilísticas – selecção e aplicação


– É uma questão de julgamento do órgão de gestão ponderando
– Os requisitos e orientações previstos noutras NCRF aplicáveis a
questões semelhantes e relacionadas
– As definições e critérios de reconhecimento e mensuração
previstos no Quadro Conceptual

Direcção Geral de Impostos 92


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Políticas contabilísticas – consistência


– A selecção e aplicação de políticas contabilísticas devem ser consistentes para
transacções e acontecimentos semelhantes

◦ Políticas contabilísticas – alteração


– Uma política contabilística só deve ser alterada quando
– For exigido por uma outra NCRF
– Resultar em informação mais fiável e relevante

Direcção Geral de Impostos 93


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Políticas contabilísticas – aplicação de alterações


– As alterações de políticas contabilísticas aplicam-se
– De acordo com as regras específicas transitórias de uma NCRF, se
existirem
– Retrospectivamente, quando não existem disposições transitórias
ou quando a alteração é voluntária

– Quando a alteração é feita retrospectivamente, deve ajustar-se o saldo de


abertura de cada componente do capital próprio afectado para o período mais
antigo apresentado nas DF’s

– Quando for impraticável determinar os efeitos do período ou efeitos


cumulativos da alteração, a aplicação faz-se prospectivamente a partir da data
mais antiga possível

Direcção Geral de Impostos 94


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Estimativas contabilísticas – alterações


– Correspondem a ajustamentos da quantia escriturada de um activo ou de um
passivo, ou da quantia do consumo periódico de um activo, que resulta da
avaliação do presente estado dos activos e passivos

– A revisão das estimativas resulta de:


– Nova informação
– Novos desenvolvimentos ou experiência

◦ As alterações de estimativas contabilísticas não devem


confundir-se com alterações de políticas contabilísticas.
Em caso de dúvida, a alteração é tratada como uma
alteração de estimativa

Direcção Geral de Impostos 95


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Estimativas contabilísticas – aplicação de alterações


– As alterações de estimativas contabilísticas aplicam-se prospectivamente
– No exercício em que ocorre a alteração
– No exercício em que ocorre a alteração e nos exercícios seguintes
(quando forem mais que um os exercícios afectados)

Direcção Geral de Impostos 96


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Erros - definição
– Omissões e declarações incorrectas em um ou mais períodos, com respeito ao
reconhecimento, mensuração, apresentação ou divulgação de elementos das
DF’s

– Decorrem da falta de uso, ou uso incorrecto, de informação fiável que


– Estava disponível quando as demonstrações financeiras desses
períodos foram autorizadas para emissão,
– Poderia esperar-se que tivesse sido obtida e tomada em
consideração na preparação e apresentação dessas demonstrações
financeiras

Direcção Geral de Impostos 97


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 4 – Políticas contabilísticas, alterações nas
estimativas contabilísticas e erros

◦ Erros – correcções
– Correcção retrospectiva no primeiro conjunto de demonstrações financeiras
– Reexpressão das quantias comparativas para o período anterior
apresentado em que tenha ocorrido o erro
– Se o erro ocorreu antes do período anterior mais antigo
apresentado, reexpressão dos saldos de abertura dos activos,
passivos e capital próprio para o período anterior mais antigo
apresentado

– Quando for impraticável determinar os efeitos do período ou efeitos


cumulativos do erro, a aplicação faz-se prospectivamente a partir da data mais
antiga possível

Direcção Geral de Impostos 98


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 5 – Acontecimentos após a data do balanço

◦ Objectivo
– Estabelece as circunstâncias em que uma entidade deve ajustar as suas DF’s
após ter tido conhecimento de acontecimentos que ocorreram depois da data
do balanço

– Estabelece as divulgações a fazer em relação a


– Data em que as demonstrações financeiras forem autorizadas para
emissão
– Acontecimentos após a data do balanço

Direcção Geral de Impostos 99


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 5 – Acontecimentos após a data do balanço

◦ O que são acontecimentos após a data do balanço?


– Acontecimentos, favoráveis e desfavoráveis, que ocorram entre o fim do
período de relato e a data em que as demonstrações financeiras são
autorizadas para emissão

◦ Dois tipos de acontecimentos


– Acontecimentos ajustáveis
– Proporcionam prova de condições que existiam na data do
balanço
– Acontecimentos não ajustáveis
– Indicativos de condições que surgiram após a data do
balanço

Direcção Geral de Impostos 100


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 5 – Acontecimentos após a data do balanço

◦ Qual é a data em que as DF’s são autorizadas para


emissão?
A direcção financeira de uma entidade concluiu em 28 de Fevereiro de 2009
o projecto de demonstrações financeiras relativas ao ano findo em 31 de
Dezembro de 2008. Em 18 de Março de 2009, a administração revê as
demonstrações financeiras e autoriza a sua emissão. A entidade anuncia o
seu lucro e outras informações financeiras seleccionadas em 19 de Março de
2009. As demonstrações financeiras ficam disponíveis aos accionistas e a
outros em 1 de Abril de 2009. Os accionistas aprovam as demonstrações
financeiras na assembleia anual em 15 de Maio de 2009 e as demonstrações
financeiras aprovadas são em seguida depositadas num organismo
regulador em 17 de Maio de 2009.

As demonstrações financeiras são autorizadas para emissão em 18 de


Março de 2009 (data da autorização do Conselho para emissão)

Direcção Geral de Impostos 101


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 6 – Divulgações de partes relacionadas

◦ Objectivo
– Assegura que as DF’s contêm as divulgações necessárias para chamar a
atenção para a possibilidade de o balanço e a demonstração dos resultados
poderem ter sido afectados pela existência de partes relacionadas e por
transacções e saldos com essas partes
– Uma forma corrente de o balanço e a demonstração dos resultados
poderem estar afectados por transacções entre partes relacionadas
é quando uma entidade vende à sua empresa-mãe por um preço
que não é o preço praticado com outro cliente

Direcção Geral de Impostos 102


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 6 – Divulgações de partes relacionadas

◦ O que é uma parte relacionada?


– Terceiro que, directa ou indirectamente, através de um ou mais intermediários,
– Controla, é controlado ou está sob o controlo comum da entidade
(inclui empresas-mãe e subsidiárias)
– Tem um interesse na entidade com influência significativa sobre a
mesma
– Tem um controlo conjunto sobre a entidade
– Uma associada
– Um empreendimento conjunto em que a entidade é um empreendedor
– Um membro do pessoal chave da gerência ou um parente próximo da sua
família ou das famílias dos indivíduos no âmbito do primeiro ponto
– Um plano de benefícios pós-emprego para benefício dos empregados da
entidade, ou qualquer entidade que seja parte relacionada

Direcção Geral de Impostos 103


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 7 – Relato por segmentos

◦ Objectivo
– Estabelece os requisitos para a divulgação de informação sobre os segmentos
operacionais de uma entidade, os seus serviços e produtos, mercados
geográficos e maiores clientes

◦ Limitação de aplicação
– Apenas aplicada às entidades que tenham títulos negociados num mercado
aberto de capitais ou às entidades que tenham depositado DF’s para efeitos de
futura emissão ou negociação desses títulos

Direcção Geral de Impostos 104


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 7 – Relato por segmentos

◦ O que é um segmento operacional?


– É uma componente da entidade
– Que representa uma actividade ou um negócio que gera
rendimentos e suporta gastos,
– Cujos resultados operacionais são analisados para o órgão de
gestão tomar decisões sobre a alocação de recursos e sobre o
desempenho
– Em relação à qual existe informação financeira disponível.

– Existem componentes da entidade que não se qualificam como segmentos


operacionais (p. ex. a sede da sociedade)

Direcção Geral de Impostos 105


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 7 – Relato por segmentos

◦ Segmentos relatáveis
– São os segmentos que a entidade entende dever relatar e que foram
identificados como segmentos operacionais (individuais ou agregados) e que
ultrapassem determinados limites
– O rédito do segmento é igual ou superior a 10% do rendimento
total do conjunto dos segmentos operacionais
– O lucro ou prejuízo do segmento é igual ou superior a 10% do
maior entre (a) lucro total dos segmentos que não relataram
prejuízos, e (b) prejuízo total dos segmentos que relataram
prejuízos
– Os activos do segmento são iguais ou superiores a 10% dos activos
totais do conjunto dos segmentos

Direcção Geral de Impostos 106


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 8 – Relato financeiro intercalar

◦ Objectivo
– Estabelece o conteúdo mínimo de um relato financeiro intercalar e os
princípios para o reconhecimento e mensuração de DF’s preparadas em
referência a um período intercalar

◦ Aplicação
– Não especificação das entidades e dos períodos (matéria da competência dos
governos e reguladores)
– O facto de uma entidade apresentar DF’s intercalares de acordo com o PGC-
NIRF não implica que as contas anuais estejam de acordo com o PGC-NIRF.
Inversamente, o facto de uma entidade apresentar DF’s intercalares não
conformes com o PGC-NIRF não implica que as contas anuais não estejam de
acordo com o PGC-NIRF

Direcção Geral de Impostos 107


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 8 – Relato financeiro intercalar

◦ Conteúdo de um relatório financeiro intercalar


– Entidade pode optar por fornecer menos informação em datas intercalares
comparativamente às demonstrações financeiras anuais
– Proporciona uma actualização do último conjunto de
demonstrações financeiras anuais
– Dá ênfase a novas actividades, acontecimentos e circunstâncias
sem duplicar informação previamente relatada
– As mensurações intercalares baseiam-se num maior grau de estimativas do
que as informações apresentadas nas demonstrações financeiras anuais

Direcção Geral de Impostos 108


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 9 – Inventários

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico dos inventários e proporciona
orientação sobre a determinação do custo dos inventários e suas fórmulas de
custeio e sobre as reduções para o seu valor realizável líquido

◦ Âmbito de aplicação
– Estes inventários incluem os bens adquiridos (podem ser mercadorias ou
terrenos) para revenda, os produtos acabados ou produtos em curso de
produção incluindo os materiais usados na produção.
– Nos produtos acabados não se incluem os activos biológicos (NCRF 11)
– Nos produtos em curso não se incluem os contratos de construção (NCRF 10)

Direcção Geral de Impostos 109


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 9 – Inventários

◦ Custo dos inventários


– Custo de compra
– Custo de transformação
– Outros custos
– Custos de inventários de um prestador de serviços
– Técnicas de mensuração do custo

◦ Fórmulas de custeio
– Custo específico
– FIFO
– Custo médio ponderado

Direcção Geral de Impostos 110


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 9 – Inventários

◦ Diferenças para o PGC actual – Fórmulas de custeio

PGC-NIRF PGC

Custo específico Custo específico


FIFO FIFO
Custo médio ponderado Custo médio ponderado

LIFO

Ajustamentos para o Provisão para


valor realizável líquido depreciação de meios
circulantes materiais

Direcção Geral de Impostos 111


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 10 – Contratos de construção

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico do rédito dos contratos de construção e
dos correspondentes custos nas demonstrações financeiras das entidades
contratadas para a execução dos trabalhos

◦ O que é um contrato de construção?


– Contrato especificamente negociado para a construção de um activo ou de um
conjunto de activos que estejam relacionados ou dependentes em termos da
sua concepção, tecnologia e função ou do seu objectivo ou uso final
– Para activos únicos (ponte, edifício, barragem, oleoduto, estrada, navio,
túnel, …)
– Para diversos activos intimamente relacionados (Construção de
refinarias, partes complexas de fábricas ou equipamentos)

Direcção Geral de Impostos 112


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 10 – Contratos de construção

◦ Métodos de mensuração
– Fase de acabamento
– Rédito balanceado com os custos contratuais conforme a fase de
acabamento
– Rédito, gastos e lucros relatados em proporção do trabalho
concluído
– Geralmente exige um sistema eficaz de orçamentação e de reporte
financeiro
– Técnicas de apuramento da fase de acabamento
– Lucro nulo
– O rédito deve ser reconhecido até ao ponto em que seja provável
que os custos suportados serão recuperáveis (por forma a ter
“lucro nulo”)

Direcção Geral de Impostos 113


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 10 – Contratos de construção

◦ Diferenças para o PGC actual – Métodos de mensuração

PGC-NIRF PGC

Fase de acabamento Fase de acabamento

Lucro nulo

Encerramento da obra

Direcção Geral de Impostos 114


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 11 – Agricultura e activos biológicos

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico e a divulgação a fazer das operações
relativas a actividades agrícolas abrangendo
– Activos biológicos
– Produtos agrícolas no ponto de colheita
– Subsídios do governo relativos a activos biológicos

◦ Âmbito de aplicação
– Esta NCRF apenas se aplica aos produtos agrícolas que resultam dos activos
biológicos até ao momento da colheita (ou corte) devendo depois deste
momento ser aplicada a NCRF 9

Direcção Geral de Impostos 115


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 11 – Agricultura e activos biológicos

◦ Âmbito de aplicação - ilustração

NCRF 11 NCRF 11 NCRF 9

Produtos
Produtos agrícolas
agrícolas
Activos
Activos biológicos
biológicos Produtos
Produtos transformados
transformados
(momento
(momento da colheita)
da colheita)

Mogno
Mogno Mogno
Mogno em
em tronco
tronco Tábuas
Tábuas mogno
mogno p/
p/ móveis
móveis

Plantação
Plantação de
de algodão
algodão Algodão
Algodão Fio
Fio de
de algodão;
algodão; Roupa
Roupa

Vacas
Vacas leiteiras
leiteiras Leite
Leite Manteiga
Manteiga

Mangueira
Mangueira Manga
Manga Sumo
Sumo de
de manga
manga garrafa
garrafa

Direcção Geral de Impostos 116


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 11 – Agricultura e activos biológicos

◦ Características comuns da actividade agrícola


– Existe capacidade de transformação biológica
– É possível gerir essa transformação
– É possível mensurar essa transformação

◦ A transformação biológica tem como resultado


– A transformação do activo biológico através
– De crescimento
– De regeneração
– De procriação
– Produção de produtos agrícolas

Direcção Geral de Impostos 117


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 11 – Agricultura e activos biológicos

◦ Diferenças para o PGC actual – Mensuração

PGC-NIRF PGC

Valor realizável líquido


deduzido da margem
normal de lucro (opção)

Justo valor menos os


custos estimados no
momento da venda

Direcção Geral de Impostos 118


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 12 – Impostos s/ rendimento correntes e
diferidos

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico dos impostos sobre o rendimento em
especial das consequências fiscais correntes e futuras
– Das transacções e acontecimentos no período corrente
reconhecidos nas demonstrações financeiras
– Da recuperação (liquidação) futura dos activos (passivos)
reconhecidos no balanço
– Estabelece o tratamento fiscal de
– Prejuízos fiscais acumulados não utilizados
– Benefícios fiscais não utilizados
– Estabelece a apresentação e divulgação de impostos sobre o rendimento

Direcção Geral de Impostos 119


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 12 – Impostos s/ rendimento correntes e
diferidos
Gasto
Gasto de
de impostos
impostos Impostos
Impostos diferidos
diferidos
Impostos
Impostos correntes
correntes Passivos
Passivos por
por impostos
impostos diferidos
diferidos

Impostos
Impostos diferidos
diferidos Activos
Activos por
por impostos
impostos diferidos
diferidos

Quantias
Quantias de
de impostos
impostos sobre
sobre oo rendimento
rendimento pagáveis
pagáveis
Passivo
Passivo por
por impostos
impostos diferidos
diferidos em
em períodos
períodos futuros
futuros decorrentes de diferenças
decorrentes de diferenças
temporárias
temporárias tributáveis
tributáveis

Quantias
Quantias de
de impostos
impostos sobre
sobre oo rendimento
rendimento
Activo
Activo por
por impostos
impostos diferidos
diferidos recuperáveis
recuperáveis em
em períodos
períodos futuros
futuros decorrentes
decorrentes de:
de:

-- Diferenças
Diferenças temporárias
temporárias dedutíveis
dedutíveis

-- Reporte
Reporte de
de perdas
perdas fiscais
fiscais não
não utilizadas
utilizadas

-- Reporte
Reporte de
de créditos
créditos tributáveis
tributáveis não
não utilizados
utilizados

Direcção Geral de Impostos 120


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
► NCRF 12 – Impostos s/ rendimento correntes e diferidos

Diferenças
Diferenças temporárias
temporárias Diferenças
Diferenças temporárias
temporárias
tributáveis
tributáveis dedutíveis
dedutíveis

Resultarão em quantias Resultarão em quantias


tributáveis dedutíveis

Na determinação do lucro tributável (perda fiscal) de períodos futuros quando a quantia


escriturada do activo ou passivo for recuperada ou liquidada

Direcção Geral de Impostos 121


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 12 – Impostos s/ rendimento correntes e
diferidos

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Impostos correntes Impostos correntes

Impostos diferidos

Direcção Geral de Impostos 122


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 13 – Activos tangíveis

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico dos bens tangíveis e seu
reconhecimento e mensuração, dos gastos com amortizações e das perdas por
imparidade

◦ Definição de activos tangíveis


– São bens tangíveis que satisfazem a definição de activo e que
– São detidos para uso na produção ou fornecimento de bens ou
serviços, para arrendamento a terceiros, ou para fins
administrativos
– Se espera que sejam usados durante mais do que um exercício

Direcção Geral de Impostos 123


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 13 – Activos tangíveis

◦ Mensuração após o reconhecimento


– Modelo de custo
– Activo tangível escriturado pelo seu custo menos qualquer
amortização e perdas por imparidade acumuladas subsequentes
– Modelo de revalorização (quando o justo valor possa ser mensurado
fiavelmente)
– Activo tangível escriturado pelo seu justo valor à data de
revalorização menos qualquer depreciação e perdas por
imparidade acumuladas subsequentes
– Revalorizações devem ter carácter regular suficiente e ser
aplicadas a toda a classe do item do activo tangível à qual pertence

Direcção Geral de Impostos 124


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 13 – Activos tangíveis

◦ Diferenças para o PGC actual - Mensuração

PGC-NIRF PGC

Modelo do custo Modelo do custo

Modelo de revalorização

Prática revela
reavaliações
esporádicas

Direcção Geral de Impostos 125


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 13 – Activos tangíveis

◦ Diferenças para o PGC actual - Amortização

PGC-NIRF PGC

Vida útil Vida útil


Prática revela
aplicação de
Quantia amortizável critérios fiscais
(não considera valor
residual)

Direcção Geral de Impostos 126


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 14 – Activos intangíveis

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico dos bens intangíveis e seu
reconhecimento e mensuração, dos gastos com amortizações e das perdas por
imparidade

◦ Definição de activos intangíveis


– São activos não monetários e que
– São identificáveis (para os distinguir do goodwill) mas não têm
substância física
– São controlados pela entidade como resultado de acontecimentos
passados
– Dos quais se espera que fluam benefícios económicos futuros para
a entidade

Direcção Geral de Impostos 127


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 14 – Activos intangíveis

◦ Identificação de activos intangíveis


– Para ser identificável o activo intangível tem que ser separável ou resultar de
direitos contratuais ou de outros direitos legais

◦ Recursos intangíveis vs activos intangíveis


– Exemplos de recursos intangíveis
– Contratos de Franchising
– Licenças diversas
– Software de computadores
– Patentes
– Direitos de autor (copyrights)
– Listas de clientes
– Marcas comerciais

Direcção Geral de Impostos 128


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 14 – Activos intangíveis

Se recursos intangíveis

activo intangível reconhecido como activo intangível

se não reconhecido como gasto quando


incorrido

Direcção Geral de Impostos 129


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 14 – Activos intangíveis

◦ Diferenças para o PGC actual – Identificação e


reconhecimento

PGC-NIRF PGC

Situações específicas Situações abrangentes

-Encargos de investigação
-Encargos de constituição e
expansão
-Propriedade industrial
interna

Direcção Geral de Impostos 130


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 14 – Activos intangíveis

◦ Diferenças para o PGC actual – Amortização

PGC-NIRF PGC

Vida útil Prazo máximo de 5


anos excepto se
justificado prazo
superior

Direcção Geral de Impostos 131


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 15 – Recursos minerais

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico relativo à exploração e avaliação de
recursos minerais

◦ Elementos do custo de recursos minerais


– Aquisição de direitos de exploração (ou concessão)
– Estudos topográficos, geológicos e geofísicos
– Perfuração
– Testes
– …

Direcção Geral de Impostos 132


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 15 – Recursos minerais

◦ Âmbito
– Aplica-se à contabilização dos dispêndios efectuados com a exploração e
avaliação de recursos minerais

– Não deve ser aplicada aos dispêndios efectuados


– Antes da exploração e avaliação dos recursos minerais (por
exemplo antes da obtenção de uma concessão)
– Depois de ter sido demonstrada a exequibilidade técnica e a
viabilidade económica da extracção de um recurso natural (serão
aplicáveis outras NCRF)

Direcção Geral de Impostos 133


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 16 – Activos tangíveis de investimento

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico dos activos tangíveis de investimento

◦ Definição de activo tangível de investimento


– Activo (por exemplo um edifício ou uma loja) detido pelo proprietário ou
locatário para obter rendas ou para valorização do capital ou para ambas, e
que não seja para usar na produção ou fornecimento de bens ou serviços ou
para fins administrativos ou para vender no decurso normal do negócio

Direcção Geral de Impostos 134


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 16 – Activos tangíveis de investimento

◦ Mensuração após o reconhecimento


– Escolha da política contabilística através de um dos modelos
– Modelo do Justo Valor
– Alterações no justo valor - Ganhos e perdas reconhecidos no
resultado do período em que ocorrem
– Modelo do Custo
– Semelhante à NCRF 13

Direcção Geral de Impostos 135


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 16 – Activos tangíveis de investimento

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Modelo do custo Modelo do custo

Modelo do justo valor

Direcção Geral de Impostos 136


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 17 – Locações

◦ Objectivo
– Estabelece as políticas contabilísticas a aplicar e as divulgações a fazer em
relação às locações
– Quer do ponto de vista do locatário
– Quer do ponto de vista do locador

◦ O que é uma locação?


– Acordo através do qual o locador transmite ao locatário o direito de usar um
activo por um período de tempo acordado em troca do pagamento de uma
renda ou uma série de rendas

Direcção Geral de Impostos 137


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 17 – Locações

◦ Classificação das locações


– Princípio base

Riscos Vantagens

• Perdas (capacidade / • Operação


obsolescência) Rentável
• Variações retorno • Ganhos na
(cond. econ.) valorização do
valor residual
Locador Locatário

Locação Operacional Locação Financeira

Direcção Geral de Impostos 138


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos

◦ Objectivo
– Estabelece os procedimentos que se aplicam para assegurar que os activos
estão registados por uma quantia não superior à quantia recuperável
– Determina a forma como a quantia recuperável deve ser determinada

◦ Quando é que existe uma perda por imparidade?


– Quando a quantia registada de um activo excede a sua
quantia a ser recuperada através do uso ou da venda

Direcção Geral de Impostos 139


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos

◦ Testes de imparidade
– Comparação da quantia registada com a quantia recuperável

MZN

Imparidade

Quantia Quantia Quantia


registada recuperável recuperável
do activo do activo do activo

Cenário 1 Cenário 2

Direcção Geral de Impostos 140


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos

◦ Âmbito
– Aplicável a todos os activos excepto
– Inventários (NCRF 9)
– Activos resultantes de contratos de construção (NCRF 10)
– Activos por impostos diferidos (NCRF 12)
– Activos relativos a benefícios dos empregados (NCRF 19)
– Activos financeiros no âmbito da NCRF 25
– Activos tangíveis de investimento mensurados pelo justo valor (NCRF 16)
– Activos biológicos relacionados com a actividade agrícola mensurados pelo
justo valor menos custos estimados no ponto de venda (NCRF 11)
– Activos não correntes classificados como detidos para venda (NCRF 22)

Direcção Geral de Impostos 141


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NC 18 – Imparidade de activos

◦ Quando fazer testes de imparidade?


– No final de cada exercício, a entidade deve avaliar se existe qualquer indicação
de que um activo possa estar em imparidade
– Se existir essa indicação, deve fazer o teste de imparidade
estimando a sua quantia recuperável para a comparar com a
quantia registada

– Anualmente, independentemente de existir ou não qualquer indicação de


imparidade, para os seguintes activos
– Activos intangíveis com vida útil indeterminada
– Activos intangíveis não disponíveis para uso
– Goodwill

Direcção Geral de Impostos 142


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos
Reconhecimento pela
quantia registada
Não

INÍCIO
Existem indicadores Sim
de imparidade?

Sim

Determinar a quantia
recuperável: maior valor entre Quantia Recuperável
o justo valor menos custos de >
vender e o valor de uso Quantia registada?

Não
Reconhecer perda por
imparidade (difª: quantia
registada e recuperável)

Direcção Geral de Impostos 143


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos

◦ Indicadores externos de imparidade


– De mercado
– Quebra significativa no valor de mercado do activo
– Inovações tecnológicas
– Entrada no mercado de concorrentes
– Aumento das taxas de mercado
– Quantia registada dos activos da entidade superior à sua capitalização
– Políticos e jurídicos
– Liberalizações de mercado
– Limitações à utilização do activo
– Controlo de preços
– Condições ecológicas
– Natureza
– Incêndio
– Inundações
– Sismos

Direcção Geral de Impostos 144


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos

◦ Indicadores internos de imparidade


– Activos
– Danos físicos ou obsolescência
– Activo subutilizado ou alteração no uso
– Integração mal sucedida de novos sistemas (necessita de investimentos
adicionais)
– Necessidade de manutenção superior à inicialmente estimada
– Fluxos de caixa gerados pelo activo inferiores aos esperados
– Mercado
– Orçamento e business plan já não são adequados
– Perda de clientes importantes
– Término de contratos significativos de longo prazo
– Colaboradores
– Saída de colaboradores estratégicos
– Estratégia
– Alteração na estratégia
– Falha na actividade de pesquisa e desenvolvimento
– Reestruturações

Direcção Geral de Impostos 145


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 18 – Imparidade de activos

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Perda por imparidade – Amortização


reconhecimento extraordinária

Perda por imparidade -


mensuração

Direcção Geral de Impostos 146


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 19 – Benefícios de empregados

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico e as divulgações a fazer em relação aos
benefícios dos empregados

◦ O que são os benefícios de empregados?


– Benefícios de curto prazo
– Benefícios pós-emprego
– Outros benefícios de longo prazo
– Benefícios pela cessação de emprego

Direcção Geral de Impostos 147


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 19 – Benefícios de empregados

◦ Benefícios de curto prazo


– Incluem
– Ordenados, salários e contribuições para a segurança social
– Ausências de curto prazo pagas (p. ex. férias e baixas médicas)
– Gratificações, bónus e participações nos lucros (desde que pagos
no prazo de um ano após a data de balanço)
– Benefícios não monetários (p. ex. cuidados médicos, casa, carro)

◦ Benefícios pós-emprego
– Incluem
– Benefícios de reforma (p. ex. pensões)
– Outros benefícios (p. ex. seguros de vida)

Direcção Geral de Impostos 148


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 19 – Benefícios de empregados

◦ Outros benefícios de longo prazo


– Incluem
– Ausências de longo prazo permitidas (p. ex. licenças sem
vencimento ou licenças sabáticas)
– Benefícios por jubilação, antiguidade ou incapacidade
– Participação nos lucros, bónus e gratificações e remunerações
quando pagas para além de um ano após o final do período

◦ Benefícios pela cessação de emprego


– Incluem
– Indemnizações por cessação de emprego individual
– Indemnizações integradas em reestruturações

Direcção Geral de Impostos 149


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 19 – Benefícios de empregados

◦ Benefícios pós-emprego
– Classificação dos benefícios pós-emprego

Contribuição definida Benefício definido

A obrigação legal ou construtiva é A obrigação legal ou construtiva é a


limitada à quantia que acordou de proporcionar os benefícios
contribuir. A quantia dos benefícios acordados aos actuais e ex-
a receber pelo empregado é a empregados não dependendo, assim,
quantia das contribuições pagas pelo das contribuições efectuadas
empregador (e pelo empregado
quando aplicável)

Risco actuarial e de investimento Risco actuarial e de investimento


são assumidos pelo empregado são assumidos pela entidade

Direcção Geral de Impostos 150


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 19 – Benefícios de empregados

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Benefícios de curto Remunerações e


prazo encargos

Benefícios pós-emprego

Outros benefícios de
longo prazo

Benefícios pela Indemnizações


cessação de emprego

Direcção Geral de Impostos 151


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Objectivo
– Proporciona orientação quanto aos procedimentos de consolidação e
estabelece o tratamento contabilístico dos investimentos de uma entidade nas
DF’s individuais

Direcção Geral de Impostos 152


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Definições

Entidade
Entidade controlada
controlada por
por
Subsidiária
Subsidiária Controlo:
Controlo: Poder
Poder de
de gerir
gerir as
as
Uma empresa-mãe
Uma empresa-mãe políticas
políticas financeiras
financeiras ee
operacionais
operacionais dede uma
uma
entidade
entidade dede forma
forma aa obter
obter
benefícios das suas actividades
benefícios das suas actividades

Associada
Associada Entidade Influência
Influência significativa:
significativa: Poder
Poder
Entidade sobre
sobre aa qual
qual oo
investidor de
de participar nas decisões das
participar nas decisões das
investidor tenha
tenha influência
influência
significativa políticas financeira e operacional
políticas financeira e operacional
significativa
da
da investida
investida mas
mas que
que não
não éé
controlo
controlo nem
nem controlo
controlo conjunto
conjunto
sobre
sobre essas
essas políticas
políticas

Direcção Geral de Impostos 153


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Controlo
– Presunção
– A empresa-mãe detém directa ou indirectamente 50% ou mais dos
direitos de voto
– A presunção pode ser afastada

◦ Influência significativa
– Presunção
– O investidor detém directa ou indirectamente, 20% ou mais do
poder de voto da investida
– A presunção pode ser afastada

Direcção Geral de Impostos 154


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Investimentos em subsidiárias
– Consolidação

◦ Investimentos em associadas
– Método da equivalência patrimonial
– Investimento inicialmente reconhecido pelo custo
– Quantia registada aumentada ou diminuída para reconhecer a
parte do investidor nos resultados da investida depois da data da
aquisição

Direcção Geral de Impostos 155


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

Contas Consolidadas Contas Individuais Contas Individuais

A A A
ia

70% 30% 70% 30% 30%


As
iár

so
id
bs

ci a
Su

da

B C B C B

CONS MEP Custo Custo MEP


NC 25 NC 25

Direcção Geral de Impostos 156


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Interesses em empreendimentos conjuntos


– Empreendimento conjunto (joint venture)
– Acordo contratual pelo qual dois ou mais parceiros empreendem
uma actividade económica que esteja sujeita a controlo conjunto

– Controlo conjunto
– Partilha de controlo acordada em contrato numa actividade
económica
– Existe apenas quando as decisões estratégicas financeiras e
operacionais relacionadas com a actividade exigem o consenso
unânime das partes que partilham o controlo (os empreendedores)

Direcção Geral de Impostos 157


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Interesses em empreendimentos conjuntos


– Formas de empreendimentos conjuntos
– Operações conjuntamente controladas
– Activos conjuntamente controlados
– Entidades conjuntamente controladas

– Características comuns
– Dois ou mais empreendedores estão ligados por um acordo
contratual
– Acordo contratual estabelece o controlo conjunto

Direcção Geral de Impostos 158


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 20 – Investimentos em subsidiárias, associadas e
empreendimentos conjuntos

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Subsidiárias Custo líquido de provisões


- Consolidação para imob. financeiras

Associadas Custo líquido de provisões


- MEP para imob. financeiras

Empreendimentos conjuntos Custo líquido de provisões


- Consolidação proporcional para imob. financeiras
- MEP

Direcção Geral de Impostos 159


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 21 – Concentrações de actividades empresariais

◦ Objectivo
– Melhora a relevância, fiabilidade e comparabilidade da informação prestada por
uma entidade que relata os efeitos de uma concentração de actividades
empresariais

– Estabelece os princípios e requisitos de como uma adquirente


– Reconhece e mensura os activos adquiridos, os passivos
assumidos e quaisquer interesses minoritários
– Reconhece e mensura o goodwill adquirido (ou goodwill negativo
apurado)
– Determina qual a informação a divulgar

Direcção Geral de Impostos 160


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 21 – Concentrações de actividades empresariais

◦ O que é uma concentração de actividades empresariais?


– Transacção ou acontecimento mediante o qual a adquirente obtém controlo
sobre um ou mais negócios

◦ O que é um negócio?
– Conjunto integrado de actividades e activos que é capaz de ser conduzido e
gerido com o objectivo de proporcionar retorno na forma de dividendos,
redução de custos ou outros benefícios económicos directamente aos
investidores ou outros proprietários

Direcção Geral de Impostos 161


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 21 – Concentrações de actividades empresariais

◦ Método da compra
– Método de contabilização de uma concentração de actividades empresariais
– Fases
– Identificação da adquirente
– Determinação da data de aquisição
– Reconhecimento e mensuração dos activos identificáveis
adquiridos, passivos assumidos e interesses minoritários na
adquirida
– Reconhecimento e mensuração do goodwill ou do goodwill
negativo (ganho numa aquisição vantajosa)

Direcção Geral de Impostos 162


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 21 – Concentrações de actividades empresariais

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Método da compra

Goodwill (Trespasse)

Direcção Geral de Impostos 163


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 22 – Activos não correntes detidos para venda e
unidades operacionais descontinuadas

◦ Objectivo
– Estabelece procedimentos para a contabilização de activos detidos para venda,
e a apresentação e divulgação de unidades operacionais descontinuadas

◦ Definição de activo não corrente detido para venda


– Activo não corrente cuja quantia registada será recuperada essencialmente
através de uma transacção de venda em vez de uso continuado

Direcção Geral de Impostos 164


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 22 – Activos não correntes detidos para venda e
unidades operacionais descontinuadas

◦ Definição de unidade operacional descontinuada


– É uma componente de uma entidade que ou foi alienada ou está classificada
como detida para venda e
– Representa uma importante e separável área de negócios ou área
geográfica de actividade
– É parte integrante de um plano único coordenado para alienar uma
importante e separável área de negócios ou área geográfica de
actividade
– É uma subsidiária adquirida exclusivamente para ser revendida

Direcção Geral de Impostos 165


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 23 – Efeitos de alterações em taxas de câmbio

◦ Objectivo
– Estabelece regras para a inclusão de transacções em moeda estrangeira e
unidades operacionais no estrangeiro nas demonstrações financeiras de uma
entidade e para a transposição de demonstrações financeiras numa moeda de
apresentação

◦ O que é moeda funcional?


– Moeda do ambiente económico principal no qual a entidade opera
– Moeda com maior influência nos preços de venda dos bens e serviços
– Moeda com maior influência sobre o custo de transformação
– Moeda na qual são gerados os fundos de actividades de financiamento
– Moeda na qual são geralmente retidos os recebimentos das actividades
operacionais

Direcção Geral de Impostos 166


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 23 – Efeitos de alterações em taxas de câmbio

◦ O que é moeda de apresentação?


– Moeda na qual as demonstrações financeiras são apresentadas

◦ O que é moeda estrangeira?


– Moeda que não é a moeda funcional da entidade

◦ O que são itens monetários?


– Unidades monetárias detidas, activos a receber e passivos a pagar num número
fixo ou determinável de unidades monetárias

Direcção Geral de Impostos 167


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 23 – Efeitos de alterações em taxas de câmbio

◦ Diferenças de câmbio
– Resultados do período
– Liquidação de itens monetários
– Transposição de itens monetários quando os respectivos ganhos
ou perdas são reconhecidos nos resultados

– Capital próprio
– Transposição de itens não monetários quando os respectivos
ganhos ou perdas são reconhecidos directamente no capital
próprio

Direcção Geral de Impostos 168


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 23 – Efeitos de alterações em taxas de câmbio

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Regra - resultados Regra - resultados

Excepção - capital próprio

Excepção - diferimento

Direcção Geral de Impostos 169


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 24 – Provisões, passivos contingentes e activos
contingentes

◦ Objectivo
– Assegura a aplicação de critérios de reconhecimento e bases de mensuração
adequados para provisões, passivos contingentes e activos contingentes

◦ O que é uma provisão?


– Passivo de momento ou quantias incertos

Direcção Geral de Impostos 170


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 24 – Provisões, passivos contingentes e activos
contingentes

◦ O que é um passivo contingente?


– Obrigação possível
– Resultante de acontecimentos passados
– Existência será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais
acontecimentos futuros incertos não totalmente controlados pela
entidade
– Obrigação presente
– Decorrente de acontecimentos passados não reconhecida
– Não é provável que será necessária uma saída de recursos que
incorporam benefícios económicos para liquidar a obrigação
– A quantia da obrigação não pode ser mensurada com suficiente
fiabilidade

Direcção Geral de Impostos 171


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 24 – Provisões, passivos contingentes e activos
contingentes

◦ O que é um activo contingente?


– Activo possível
– Provém de acontecimentos passados
– Existência será confirmada pela ocorrência ou não de um ou mais
acontecimentos futuros incertos não totalmente controlados pela
entidade

Direcção Geral de Impostos 172


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 24 – Provisões, passivos contingentes e activos
contingentes

◦ Valor da provisão
– Melhor estimativa do dispêndio exigido para liquidar a obrigação presente à
data do balanço

– Valor temporal do dinheiro


– Quando o efeito é material, a quantia da provisão deve ser o valor
presente dos dispêndios que se espera que sejam necessários para
liquidar a obrigação
– O aumento do valor da provisão é reconhecido como um gasto
financeiro

Direcção Geral de Impostos 173


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 24 – Provisões, passivos contingentes e activos
contingentes

◦ Diferenças para o PGC actual

PGC-NIRF PGC

Provisões Provisões para outros


riscos e encargos

Passivos contingentes

Activos contingentes

Direcção Geral de Impostos 174


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 25 – Instrumentos financeiros

◦ Objectivo
– Estabelece os princípios relativos à apresentação, classificação, mensuração e
reconhecimento de instrumentos financeiros bem como às divulgações com
eles relacionados

◦ O que é um instrumento financeiro?


– Qualquer contrato que dá origem a um activo financeiro de uma entidade e a
um passivo financeiro ou instrumento de capital próprio de uma outra entidade

Direcção Geral de Impostos 175


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 25 – Instrumentos financeiros

◦ O que é um activo financeiro?


– Qualquer activo que seja
– Dinheiro
– Um instrumento de capital próprio de uma outra entidade
– Um direito contratual
– De receber dinheiro ou outro activo financeiro de outra entidade
– De trocar activos financeiros ou passivos financeiros com outra
entidade em condições que sejam potencialmente favoráveis para a
entidade
– Um contrato que será ou poderá ser liquidado nos instrumentos de
capital próprio da própria entidade

Direcção Geral de Impostos 176


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 25 – Instrumentos financeiros

◦ O que é um passivo financeiro?


– Qualquer passivo que seja
– Obrigação contratual
– De entregar dinheiro ou outro activo financeiro a uma outra entidade
– De trocar activos financeiros ou passivos financeiros com outra
entidade em condições que sejam potencialmente desfavoráveis para
a entidade
– Um contrato que será ou poderá ser liquidado nos instrumentos de
capital próprio da própria entidade

Direcção Geral de Impostos 177


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 25 – Instrumentos financeiros

◦ O que é um instrumento de capital próprio?


– Contrato que evidencia um interesse residual nos activos de uma entidade
após dedução de todos os seus passivos
– Se uma entidade readquirir os seus próprios instrumentos de capital próprio
(acções próprias) esses instrumentos deverão ser deduzidos ao capital próprio

Direcção Geral de Impostos 178


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} NCRF 25 – Instrumentos financeiros

Derivado

Valor altera-se em função de outras


variáveis

Não é necessário investimento líquido


Instrumento financeiro inicial

Exemplos: Liquidado numa data futura


– Futuros
– Opções
– Swaps

Direcção Geral de Impostos 179


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} NCRF 25 – Instrumentos financeiros


◦ Classificação de activos financeiros e passivos
financeiros
– Efectuada aquando do reconhecimento no momento
inicial
Pelo justo valor por via dos resultados

Investimentos detidos até à maturidade


Activos Financeiros
Empréstimos e contas a receber

Activos financeiros disponíveis para venda

Pelo justo valor por via dos resultados


Passivos Financeiros
Outros passivos financeiros

Direcção Geral de Impostos 180


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Mensuração inicial
Cumpre os critérios de
reconhecimento

Mensuração regra Justo Valor

- Preço da transacção
- Justo valor da retribuição
dada ou recebida

Justo Valor
Activos não mensurados pelo mais
justo valor por via dos resultados Custos de transacção
directamente atribuíveis

Direcção Geral de Impostos 181


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Mensuração subsequente
Ganhos e
Tipo de Juros e Diferenças
Classificação Balanço perdas no Imparidade
instrumento dividendos de câmbio
justo valor

Dívida, capital
Justo valor Resultados Resultados Resultados Resultados
ou derivado
Pelo justo valor por
via dos resultados Capital (justo
valor não Resultados:
Custo - Resultados -
mensurado com dividendos
fiabilidade)

Investimentos Resultados:
Custo
detidos até à Dívida - taxa de juro Resultados Resultados
amortizado
maturidade efectiva

Resultados:
Empréstimos e Custo
Dívida - taxa de juro Resultados Resultados
contas a receber amortizado
efectiva

Direcção Geral de Impostos 182


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Mensuração subsequente
Ganhos e
Tipo de Juros e Diferenças
Classificação Balanço perdas no Imparidade
instrumento dividendos de câmbio
justo valor

Resultados:
Dívida Justo valor Capital taxa de juro Resultados Resultados
efectiva

Activos financeiros Resultados:


disponíveis para Capital Justo valor Capital Resultados Capital
dividendos
venda
Capital (justo
valor não Resultados:
Custo - Resultados -
mensurado com dividendos
fiabilidade)

Resultados:
Outros passivos Custo
Dívida - taxa de juro Resultados Resultados
financeiros amortizado
efectiva

Direcção Geral de Impostos 183


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Instrumento de cobertura

◦ Derivado designado ou, no caso de uma cobertura do


risco de alterações nas taxas de cambio de moeda
estrangeira, um activo financeiro (ou um passivo
financeiro) não derivado designado cujo justo valor ou
fluxos de caixa se espera que compense as alterações
no justo valor ou fluxos de caixa de um item coberto
designado

Direcção Geral de Impostos 184


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro

} Contabilidade de cobertura

◦ Reconhece os efeitos de compensação nos resultados


das alterações nos justos valores do instrumento de
cobertura e do item coberto

◦ Três tipos possíveis


– Cobertura de justo valor
– Cobertura de fluxo de caixa
– Cobertura de um investimento líquido numa unidade
operacional no estrangeiro

Direcção Geral de Impostos 185


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 25 – Instrumentos financeiros

◦ Diferenças para o PGC actual - Mensuração

PGC-NIRF PGC

Custo Custo

Custo amortizado

Justo valor

Perdas por imparidade - Provisões para


cobranças duvidosas
- Provisões para títulos
negociáveis

Direcção Geral de Impostos 186


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 26 – Contabilização de subsídios do governo e
divulgação de apoios do governo

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico dos subsídios do governo e quais as
divulgações que devem ser feitas em relação aos subsídios do governo e a
outras formas de apoio do governo

◦ Definição de governo
– Refere-se ao Governo propriamente dito, aos organismos e agências do
governo e outra entidades de natureza similar sejam elas locais, provinciais,
nacionais ou internacionais

Direcção Geral de Impostos 187


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 26 – Contabilização de subsídios do governo e
divulgação de apoios do governo

◦ Diferenças para o PGC actual – reconhecimento

PGC-NIRF PGC

Reconhecidos sempre Possibilidade de


como rendimento. Não reconhecimento directo
podem ser creditados em capitais próprios
directamente em
capitais próprios

Direcção Geral de Impostos 188


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 27 – Custos de empréstimos obtidos

◦ Objectivo
– Estabelece os princípios para o reconhecimento dos custos associados aos
empréstimos obtidos por uma entidade

◦ Âmbito
– Custos de empréstimos obtidos incluem
– Juros de descobertos bancários e juros de empréstimos obtidos
– Amortização de descontos ou prémios associados a empréstimos obtidos
– Amortização de custos acessórios suportados com a obtenção de
empréstimos
– Encargos financeiros relativos a locações financeiras (NCRF 17)
– Diferenças de câmbio provenientes de empréstimos obtidos em moeda
estrangeira se consideradas como um ajustamento do custo dos juros

Direcção Geral de Impostos 189


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 27 – Custos de empréstimos obtidos

◦ Capitalização de custos de empréstimos obtidos que


sejam directamente atribuíveis
– Aquisição de um activo elegível
– Construção de um activo elegível
– Produção de um activo elegível

◦ O que é um activo elegível?


– Activo que necessariamente demora um período significativo de tempo para
ficar pronto para o uso pretendido ou para venda

Direcção Geral de Impostos 190


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 27 – Custos de empréstimos obtidos

◦ Capitalização

Início § Início dos dispêndios com o activo


§ Início dos custos de empréstimos obtidos
§ Realização das actividades necessárias para preparar o
activo para o uso pretendido ou para a venda

Condições cumulativas

Suspensão § Períodos prolongados em que o desenvolvimento de


um activo que se qualifica se encontra suspenso

Cessação § Todas as actividades necessárias para preparar o activo


que se qualifica para o seu uso pretendido ou para a
sua venda estão substancialmente concluídas

Direcção Geral de Impostos 191


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 27 – Custos de empréstimos obtidos

◦ Diferenças para o PGC actual – reconhecimento

PGC-NIRF PGC

Custos com empréstimos Juros imputados à compra


atribuídos à aquisição, ou produção de meios
construção ou produção de imobilizados em quanto em
um activo elegível curso

Os inventários podem ser Custos financeiros não são


considerados activos incorporados no custo de
elegíveis para efeitos de produção dos meios
capitalização (condicional) circulantes

Direcção Geral de Impostos 192


Normas de Contabilidade e de Relato
Financeiro
} NCRF 28 – Rédito

◦ Objectivo
– Estabelece o tratamento contabilístico de réditos provenientes de alguns tipos
de transacções e acontecimentos, nomeadamente quanto à determinação do
momento em que deve ser reconhecido

◦ O que é o rédito?
– É o rendimento que surge no decurso das actividades operacionais correntes e
está associado a uma variedade de diferentes nomes
– Vendas
– Honorários
– Juros
– Dividendos
– Royalties

Direcção Geral de Impostos 193


Principais impactos esperados em Moçambique e em alguns sectores
de actividade
Principais diferenças face ao PGC

Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual

Despesas de Capitalização das Custo do exercício em que as NCRF 14


investigação despesas despesas são incorridas

Amortização das Período de amortização Período de amortização estimado NCRF 14


despesas de até 5 anos. Período em função da vida útil
desenvolvimento superior se devidamente
explicado
Despesas de instalação Capitalização das Custo do exercício em que as NCRF 14
despesas despesas são incorridas

Valorimetria do Reavaliações Opção por um de dois modelos: NCRF 13


imobilizado corpóreo esporádicas, legais ou Modelo do custo ou Modelo do
extraordinárias, sem Justo Valor
atender ao justo valor
Depreciação do Depreciação calculada Taxas e métodos de amortização NCRF 13
imobilizado corpóreo em função de critérios em função de uma estimativa
fiscais adequada da vida útil dos bens
Utilização de valores residuais

Direcção Geral de Impostos 195


Principais diferenças face ao PGC
Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual

Valorimetria dos Utilização do método do Nas contas individuais: NCRF 20


investimentos custo em qualquer - Utilização do método do custo NCRF 25
financeiros em filiais e situação (subsidiárias e associadas)
associadas
- Contabilizado como activo
financeiro disponível para venda,
conforme descrito na NCRF 25
(restantes investimentos
financeiros)
- Método de Equivalência
Patrimonial em caso de inexistência
de contas consolidadas
Nas contas consolidadas:
- Subsidiárias reconhecidas pelo
Método de Consolidação Integral
(obrigatoriedade de preparar contas
consolidadas)
- Associadas reconhecidas pelo
Método de Equivalência Patrimonial
- Restantes em conformidade com
os requisitos da NCRF 25

Direcção Geral de Impostos 196


Principais diferenças face ao PGC

Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual

Valorimetria dos Custo de aquisição ou Dependendo da classificação do NCRF 25


investimentos valor de mercado, se instrumento financeiro, estes são
financeiros temporários menor mensurados ao justo valor, ao custo
e permanentes amortizado ou pelo seu custo

Subsídios Contabilização em Contabilização em proveitos do NCRF 26


governamentais capitais próprios de exercício de subsídios/apoios
subsídios/apoios governamentais não
governamentais não especificamente relacionados com a
especificamente actividade operacional, no exercício
relacionados com a em que surja o direito ao seu
actividade operacional recebimento. Possibilidade de
diminuir o valor de um subsídio ao
investimento ao valor do activo
subsidiado

Existências Utilização do critério Utilização dos critérios NCRF 9


valorimétrico LIFO valorimétricos Custo Específico,
FIFO e CMP

Direcção Geral de Impostos 197


Principais diferenças face ao PGC
Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual

Dívidas de/a terceiros Possibilidade de Reconhecimento nos resultados do NCRF 23


em moeda estrangeira diferimento das exercício das diferenças cambiais
diferenças de câmbio de resultantes de dívidas de/a
médio e longo prazo, terceiros em moeda estrangeira
havendo expectativas da
sua reversão

Contratos de construção Opção de escolha entre o Método da percentagem de NCRF 10


método da percentagem acabamento ou alternativamente,
de acabamento e o reconhecimento dos custos no
método do contrato período em que são incorridos e
completado dos proveitos até ao valor que
possa vir a ser recuperado

Passivos bancários Apresentação da dívida Apresentação no passivo pelo custo NCRF 25


pelo valor nominal amortizado, aplicando o método da
taxa efectiva
Despesas de montagem
de operações diferidas
no activo e reconhecidas
linearmente

Direcção Geral de Impostos 198


Principais diferenças face ao PGC
Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual
Provisões e passivos Constituição de Identificação do conceito de NCRF 9
contingentes provisões em situações a provisões como uma obrigação NCRF 18
que estejam associados presente resultante de um
NCRF 24
riscos (incobrabilidade, acontecimento passado – PASSIVO
de depreciação ou de NCRF 25
Passivos contingentes não dão
perda). Omissão quanto lugar a registo, apenas são
ao tratamento a dar aos divulgados no Anexo às
passivos contingentes demonstrações financeiras
Em situações de imparidade de
contas a receber, o cálculo do seu
valor deve ter em conta o valor
actual dos fluxos de caixa previstos
do activo efectuando-se o
ajustamento directamente no valor
do activo
No caso das existências, a
diminuição do seu valor é feita
directamente

Instrumentos financeiros Relevados no balanço, pelo justo NCRF 25


derivados Divulgação valor
Registo de variações no justo valor
dependem se é de cobertura ou
especulação

Direcção Geral de Impostos 199


Principais diferenças face ao PGC

Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual

Impostos sobre o Registo da estimativa Reconhecimento do gasto de NCRF 12


rendimento para IRPC imposto corrente e diferido
-Benefícios ficais
-Reporte de perdas fiscais
-Diferenças temporárias

Benefícios aos Reconhecido quando Reconhecimento integral de NCRF 19


empregados incorrido responsabilidades sobre pensões,
com base em estudos actuariais
independentes, efectuados com
base no método da unidade de
crédito projectada
Responsabilidade por assistência
médica e medicamentosa

Imparidade Amortizações Testes de imparidade formais e NCRF 18


extraordinárias dos documentados quando existem NCRF 25
activos fixos indícios
Provisões para cobrança Imparidade de contas a receber (não
duvidosas é uma provisão)
Provisões para Imparidade de outros activos
investimentos financeiros
financeiros

Direcção Geral de Impostos 200


Principais diferenças face ao PGC

Tratamento
Tratamento contabilístico - NIRF / Normas em
Rubricas afectadas contabilístico – PGC
PCG-NIRF conflito
actual

Resultados Registados ganhos ou Não inclusão em rubricas NCRF 1


extraordinários perdas extraordinários extraordinárias dos proveitos ou
não directamente gastos resultantes de
relacionados com a acontecimentos ou transacções que
actividade corrente difiram significativamente das
actividades ordinárias da empresa
e, simultaneamente, não usuais e
não frequentes
Erros Correcção apenas da Correcção de um erro de grande NCRF 4
informação financeira significado que se relacione com
relativa ao ano em que o períodos anteriores, pelo
erro fundamental foi ajustamento do saldo de abertura
detectado dos resultados retidos (reservas
livres ou resultados transitados),
corrigindo-se simultaneamente a
informação comparativa, excepto se
tal for impraticável

Divulgações Anexo ao Balanço e Divulgações muito extensas e NCRF 1 e


Demonstração de tecnicamente complexas todas as
resultados outras

Direcção Geral de Impostos 201


Telecomunicações

} Rédito
◦ Tráfego telefónico
– Reconhecido quando o serviço é prestado – momento em
que a chamada é efectuada
– Considerar cartões pré-pagos e minutos não usados
◦ Taxas de ligação
– Momento de reconhecimento
– Diferido pelo período de retenção do cliente
– Imediato
◦ Venda de capacidade
– Momento do reconhecimento
– Diferido pelo período do contrato
– Imediato
◦ Situações de actuação como agente

Direcção Geral de Impostos 202


Telecomunicações

} Rédito
◦ Vendas a intermediários
– Considerar substância do acordo com os distribuidores
◦ Ofertas conjuntas/agregadas – “Pacotes”
– Tratamento das diferentes componentes da oferta
– Identificação de cada componente
– Identificação das características individuais de cada componente
– Determinação da quantia de rédito imputável a cada componente
– Momento de reconhecimento – imediato vs diferido
◦ Programas de fidelização de clientes
◦ Outros descontos
– Condições do desconto - forma e momento do
reconhecimento
– Considerar existência de minutos grátis

Direcção Geral de Impostos 203


Telecomunicações

} Licenças de telecomunicações móveis


◦ Reconhecidas como activos intangíveis – NCRF 14
◦ Avaliação da vida útil – definida ou indefinida
◦ Método de amortização adequado – período da licença
◦ Início da amortização – momento em que as licenças se
encontram disponíveis para uso vs momento de início da
operação
◦ Importância da avaliação e realização de testes de
imparidade – NCRF 18
– Sector de tecnologia de ponta
– Indicadores – taxas de utilização da rede, índice de
reparação e manutenção do equipamento

Direcção Geral de Impostos 204


Telecomunicações

} Rede de telecomunicações
◦ Activos tangíveis
– Importância da desagregação dos activos por componentes –
NCRF 13
– Determinação das vidas úteis por componente
– Avaliação constante da existência de indicadores de
imparidade (incluindo Unidades Geradoras de Caixa)
◦ Custos com desmantelamento – NCRF 24
– Provisão
– Capitalização
◦ Locações – NCRF 17

Direcção Geral de Impostos 205


Companhias aéreas

} Rédito
◦ Programas de fidelização de clientes – NCRF 28

} Activos tangíveis
◦ Abordagem por componentes – NCRF 13
◦ Custos com manutenção
– Reconhecimento dos custos com manutenção obrigatória
por milha de voo
◦ Locações – NCRF 17
◦ Peças de reserva

Direcção Geral de Impostos 206


Companhias aéreas

} Special Purposes Entity (SPE)


◦ Avaliação da necessidade de consolidação – geralmente
associada a situações de locação

} Cobertura do risco de preço


◦ Contabilização de cobertura – NCRF 25
◦ Divulgações – NCRF 25

Direcção Geral de Impostos 207


Caminhos de ferro e portos

} Activos tangíveis
◦ Abordagem por componentes – NCRF 13
◦ Locações – NCRF 17

} Propriedades de investimento – NCRF 16

} Contratos de concessão

} Subsídios do governo – NCRF 26

Direcção Geral de Impostos 208


Energia

} Rédito
◦ Uso de estimativas quanto ao período decorrente da
última leitura efectuada – importância de informação
histórica
◦ Reconhecimento com base na energia transportada e
energia fornecida
◦ Considerar método de reconhecimento da energia pré-
paga

} Activos tangíveis
◦ Avaliação da capitalização de custos com empréstimos
obtidos – NCRF 27
◦ Locações – NCRF 17
◦ Abordagem por componentes – NCRF 13
◦ Custos com retirada de serviço
Direcção Geral de Impostos 209
Energia

} Subsídios do governo – NCRF 26

} Empréstimos em moeda estrangeira – NCRF 23

} Cobertura do risco de preço


◦ Contabilização de cobertura – NCRF 25
◦ Divulgações – NCRF 25

} Contribuição de clientes

Direcção Geral de Impostos 210


Retalho

} Rédito
◦ Venda
– Momento de reconhecimento – NCRF 28
– Lojas - recebimento na caixa registadora
– Conjugado com período de garantia – considerar período da
garantia
– Vendedor age como agente?
– …
◦ Descontos concedidos
– Bónus
– Programas de fidelização de clientes – NCRF 28

Direcção Geral de Impostos 211


Retalho

} Rédito
◦ Descontos obtidos
– Descontos de quantidade
– Descontos promocionais

} Inventários – NCRF 9
◦ Método de valorização
– FIFO
– Custo médio ponderado
– Método do retalho

} Venda a crédito – NCRF 25

Direcção Geral de Impostos 212


Pescas

} Activos tangíveis
◦ Abordagem por componentes – NCRF 13

} Aquacultura
◦ Critérios de valorização de activos biológicos – NCRF 11

} Licenças de pesca
◦ Vida útil indefinida – NCRF 14
◦ Testes de imparidade anuais – NCRF 18

Direcção Geral de Impostos 213


Agricultura

} Activos biológicos
◦ Critérios de valorização – NCRF 11
◦ Apuramento dos estádios de crescimento

} Produto após o ponto de colheita


◦ Existências
◦ Critérios de valorização – NCRF 9

Direcção Geral de Impostos 214


Indústria extractiva

} Rédito
◦ Reconhecido quando os riscos e vantagens tiverem sido
substancialmente transferidos para o comprador – NCRF
28
◦ Ter em consideração as condições de venda definidas
– Na generalidade do sector ocorre ao cruzar a amurada do
navio no porto de embarque

} Estádio de exploração
◦ Exploração e avaliação – NCRF 15
◦ Produção/Operacional

Direcção Geral de Impostos 215


Indústria extractiva

} Custos com remoção de resíduos e detritos


◦ Prática da indústria
– Fase de desenvolvimento
– Capitalização como parte dos custos de construção
– Amortizados pela vida útil da operação
– Fase de produção
– Diferidos
– Reconhecimento em função de um rácio considerado adequado
(ex:. Toneladas de detritos/Toneladas de minério extraído)
– Alterações no rácio ajustadas prospectivamente como uma
alteração de estimativa
– Divulgação da reconciliação dos custos com remoção de resíduos
e detritos diferidos

Direcção Geral de Impostos 216


Indústria extractiva

} Custos com restauração, reabilitação e custos


ambientais
◦ Geralmente descritos como
– Custos de remoção e restauração
– Custos de encerramento
– Custos de limpeza ambiental
– Custos de desmantelamento
– Custos reabilitação e retirada de serviço
◦ Normas relevantes
– NCRF 24
– NCRF 13

Direcção Geral de Impostos 217


Indústria extractiva

} Custos com restauração, reabilitação e custos


ambientais
◦ Reconhecimento – NCRF 13 / NCRF 24
– Pelo valor presente da estimativa de custos futuros
– Provisão
– Aumento do valor através da passagem do tempo – gasto
financeiro
– Necessidade de reanalisar a estimativa periodicamente
– Capitalização do custo de construção
– Amortização baseada na vida da operação/projecto ou na
produção
– Momento
– Nascimento da obrigação – quando ocorre o “distúrbio” ambiental
◦ Outros gastos ambientais – anti-poluição, reabilitação
por contaminação
– Reconhecidos como gasto quando a despesa ocorre
Direcção Geral de Impostos 218
Indústria extractiva

} Moeda funcional vs moeda de apresentação


◦ Determinação da moeda funcional – NCRF 23

} Risco de preço de mercado


◦ Cobertura
– Contratos forward
– Opções
◦ Tratamento contabilístico – NCRF 25
◦ Divulgações – NCRF 25

Direcção Geral de Impostos 219


Indústria extractiva

} Concessão
◦ Avaliar o tratamento contabilístico dos contratos de
concessão
– Activo intangível
– Activo financeiro

} Evolução dos mercados


◦ Imparidade – NCRF 28
– Identificação e avaliação recorrente de indicadores (ex:
evolução dos preços dos bens)
◦ Valorização de existências – NCRF 9
– Utilização da capacidade

Direcção Geral de Impostos 220


Construção civil

} Rédito
◦ Norma relevante – NCRF 10
◦ Tipo de contrato - Preço fixado vs Cost plus
◦ Avaliação do desfecho do contrato
– Percentagem de acabamento
– Reconhecimento do rédito até ao limite dos respectivos
custos
◦ Considerar
– Variações nos contratos
– Reclamações
– Pagamento de incentivos
◦ Avaliação e reconhecimento de perdas estimadas

} Avaliação do âmbito do contrato

Direcção Geral de Impostos 221


Sessão de perguntas e respostas
REPÚBLICA DE
MOÇAMBIQUE

REPÚBLICA DE MOÇAMBIQUE
MINISTÉRIO DAS FINANÇAS
AUTORIDADE TRIBUTÁRIA DE MOÇAMBIQUE

Maputo, 18 de Dezembro de 2009


Acção de divulgação do Sistema de Contabilidade para o Sector
Empresarial (SCSE) de Moçambique
} 2º dia
ØAlterações legislativas
ØSessão de perguntas e respostas

Direcção Geral de Impostos 225


Alterações legislativas
CIRPC
Lei nº20/2009, de 10 de Setembro
} Contratos de construção

Artigo Alteração

36º As perdas estimadas nos contratos de construção não são fiscalmente dedutíveis

} Agricultura e activos biológicos

Artigo Alteração

18º Estabelece o tratamento fiscal da produção agrícola e outros activos biológicos, o


método de valorização dos activos, bem como a forma como os proveitos e custos são
periodizados

20º Tributação de proveitos ou ganhos decorrentes da valorização de activos biológicos

22º Aceitação de custos ou perdas decorrentes da valorização de activos biológicos

Direcção Geral de Impostos 228


} Impostos sobre o rendimento correntes e diferidos

Artigo Alteração

20º Os custos e proveitos bem como as variações patrimoniais associadas a impostos


sobre o rendimento não são fiscalmente dedutíveis ou tributáveis
21º
24º

} Provisões

Artigo Alteração

28º Quando as provisões tiverem sido reconhecidas pelo valor descontado, os reforços das
provisões decorrentes da passagem do tempo, ainda que contabilizados como gasto
financeiro, deverão ser considerados como reforço de provisões, aplicando-se os
critérios das respectivas provisões

Direcção Geral de Impostos 229


} Activos intangíveis

Artigo Alteração

22º Custos de pesquisa, custos com campanhas publicitárias, entre outros, previstos na
NC 14 contabilizados como custos do exercício são considerados para efeitos fiscais
36º-A durante 3 exercícios
(novo)
36º Despesas com publicidade apenas são fiscalmente dedutíveis até ao limite de 1% do
volume de vendas resultante da actividade normal do respectivo exercício

36º-A Definição de campanha publicitária como os gastos realizados em acções de


(novo) lançamento de marcas, produtos e/ou serviços com projecção económica num
horizonte temporal superior a um ano

Direcção Geral de Impostos 230


} Activos tangíveis de investimento

Artigo Alteração

20º Os proveitos e ganhos bem como os custos e perdas resultantes do aumento do justo
valor de activos tangíveis de investimento não são tributados ou deduzidos para efeitos
36º
fiscais

} Imparidade de activos

Artigo Alteração

20º O proveito resultante de uma anulação de amortizações extraordinárias (perda por


imparidade) será tributado se o custo tiver sido aceite fiscalmente pela Autoridade
Tributária de Moçambique

Direcção Geral de Impostos 231


} Concentrações de actividades empresariais

Artigo Alteração

20º Os proveitos e ganhos resultantes de uma concentração de actividades empresariais (


“goodwill" negativo) reconhecidos como proveitos do exercício não são tributados

} Investimentos em associadas

Artigo Alteração

18º Proveitos ou ganhos e custos ou perdas assim como outras variações patrimoniais
decorrentes da adopção do método da equivalência patrimonial na valorização de
investimentos em associadas não são considerados para efeitos fiscais

40º Redução do limite da eliminação da dupla tributação económica dos lucros distribuídos
para 20%

Direcção Geral de Impostos 232


} Benefícios dos empregados

Artigo Alteração

22º Os custos relacionados com a participação nos lucros e gratificações a membros de


órgãos sociais e trabalhadores da empresa são considerados como custos fiscais
desde que pagos ou colocados à disposição até ao fim do exercício subsequente

} Diferenças de câmbio

Artigo Alteração

20º Os proveitos e ganhos bem como os custos e perdas decorrentes de diferenças de


câmbio apenas relevam para efeitos fiscais desde que realizadas
22º

Direcção Geral de Impostos 233


} Instrumentos financeiros

Artigo Alteração

18º Os proveitos e custos financeiros decorrentes do método do custo amortizado são


considerados no resultado fiscal do período a que respeitam

20º Apenas são tributados ou aceites os proveitos e os custos decorrentes de alterações


no justo valor de instrumentos financeiros quando os respectivos justos valores tiverem
36º
sido determinados com referência a uma Bolsa de Valores

24º As variações patrimoniais negativas decorrentes de reclassificações contabilísticas,


nomeadamente para passivos, não concorrem para a determinação do lucro tributável

36º Os custos relacionados com distribuição de dividendos não são fiscalmente dedutíveis

Direcção Geral de Impostos 234


} Provisão para créditos de cobrança duvidosa

Artigo Alteração

22º Actualização da terminologia das provisões de activos para perdas por imparidade
28º

} Subsídios do governo

Artigo Alteração

18º Proveitos relacionados com subsídios do governo são tributados no exercício a que
respeitam, sendo imputáveis numa base sistemática durante os períodos necessários
para compensar os custos relacionados

Direcção Geral de Impostos 235


} Rédito

Artigo Alteração

20º Os proveitos tratados no artigo 20º são considerados para efeitos de determinação do
lucro tributável pelo valor da transacção

Direcção Geral de Impostos 236


} Outras alterações
◦ Artigo 26º
– Número 5
– Clarificação da legislação

◦ Artigo 41º-A
– Introdução dos requisitos de transmissibilidade de
prejuízos fiscais

◦ Artigo 68º
– Eliminação da dispensa de retenção na fonte
anteriormente prevista na alínea h)

Direcção Geral de Impostos 237


Regulamento do CIRPC
} Valorimetria de existências – inventários e activos
biológicos
Artigo Alteração

5º Referência específica aos critérios valorimétricos fiscalmente aceites, nomeadamente


os métodos custo médio ponderado, FIFO (First In First Out) e custo específico

5º Referência específica aos critérios valorimétricos dos activos biológicos, aceitando o


critério do justo valor menos os custos estimados no ponto de venda

Direcção Geral de Impostos 239


Coffee Break
Sessão de perguntas e respostas
Maputo, 18 de Dezembro de 2009

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