100%(1)100% acharam este documento útil (1 voto) 272 visualizações27 páginasCap.15 e Cap.16 DRUCKER, 2009 PDF
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu,
reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF ou leia on-line no Scribd
sien iM att (stg
melhores teorias do pai da Gestao
ae
2? EDICAOog,
CAP{TULO Ig
Conhega as suas forcas
e Os seus valores
CaDA VEZ MAIS COLABORADORES — E A _MAIORIA DOS
tbalhadores do conhecimento — teréo de se gerir a si pripriy. Te-
rig de se colocar onde podem dar uma maior contribuicio; teréo de
aprender a desenvolver-se. Terao de aprender a permanecer jover
mentalmente activos durante uma vida de trabalho de 50 angs. Te-
rio de aprender como ¢ quando mudar 0 que fazem, como o fazem
equando.o fazem,
Os trabalhadores do conhecimento tém grandes probabilidades de
viver mais do que as organizagdes que os empregam. Mesmo que eles
adiem © mais possivel a sua entrada no mercado de trabalho — se,
Por exemplo, estudarem até perto dos 30 anos para tirar um doutora-
mento — € provavel que, com a actual esperanga média de vida nos
Palses desenvolvidos, vivam até terem mais de 80 anos. E é provavel
Sue tenham de continuar a trabalhar, nem que seja em part-time, até
Em 75 anos ou mais. Por outras palavras, é provivel que a vida
édia de trabalho seja de 50 anos, especialmente para os trabalhadores
‘oconhecimento, Mas a esperanga média de vida de uma empresa de
Scesso é de apenas 30 anos —e num perfodo de grande turbuléncia
pan? © que estamos a viver agora, nem é provavel que seja tio longa.
" “oNseguinte, cada ver mais, os trabalhadores e especialmente os
res do conhecimento viveréo mais do que qualquer empre-
Plt terdo de estar prepuiados para mais do que um emprego, mais
40 € mais do que uma carreira.
ue uma fun
|
||
0 ESSENCIAL DE DRUCKER
Quais séo as minhas forcas?
‘A maioria pensa que sabe em que é competente, Normalmente
errada, Sabe, mais frequentemente, em que é que ndo & compet
—e, mesmo af, estd mais vezes errada do que certa. No entant a
pessoa apenas pode ter um bom desempenho com as suas fore
io se pode basear o desempenho nos pontos facos, muito mens
numa coisa que néo se sabe de todo fazer.
Para a grande maioria, conhecer as suas forgas era itrelevante hi
poucas décadas. Nascia-se numa profissao e num ramo de actividade,
O filho do camponés tornava-se campones. Se nao fosse bom como
camponés, era um fracasso. O filho do artesio, da mesma forma, ia
ser artesio e assim por diante. Mas agora temos escolha. Logo, temas
de conhecer os nossos pontos fortes para que possamos saber onde
pertencemos.
‘Apenas existe uma forma de o descobrir: a andlise de feedback
Sempre que se toma uma decisio importante, sempre que se toma
uma medida importante, regista-se 0 que se espera que aconteca. E,
nove ou 12 meses depois, compara-se os resultados com as expect
tivas. Fago isto hd cerca de 15 ou 20 anos e, sempre que o fa¢o, fico
surpreendido. O mesmo acontece com todos os que o fazem.
Passado um curto periodo de tempo, talvez dois ou trés anos,
este simples processo dir4 primeiro onde se encontram os seus
pontos fortes — ¢ isto é provavelmente a coisa mais importante
que devem saber. Iré mostrar-lhes o que fazem ou 0 que nio fazem
que os priva do total rendimento dos seus pontos fortes. Ird mos
trar-lhes onde néo s4o particularmente competentes. E, por fim
ird mostrar-lhes onde nio tém pontos fortes e onde néo podem ter
um bom desempenho.
Da andlise de feedback resultam vdrias conclusbes sobre as acpbe 4 ;
est,
tomar. a
}\ “A primeira conclusio ¢ a mais importante: Concensres nat
{forcas. Coloque-se onde os seus pontos fortes podem gerar um bom
d
lesempenho ¢ resultados. del
2. Segunda: Eyorese para aperficoar as suas forces. A as
feedback mostra rapii reas em que all recist
wu onde tem de adguits no
aperfeigoar as suas competéncias 01CONHEGA AS SUAS FORGAS E OS SEUS VALORES
ecimentos: Masuxard onde ¢ que as competéncias ¢ 0 conh
cgaeeeisrentes j4 No séo adequados © tém de ser actualizado:
peo existentes jf nfo st adsquades. s.
a mostrard as falhas do seu conhecimento.
Sr mente, qualquer um pode adquirir as competéncias ou
sherimenco suficiente para néo ser incompetence nessa dtc.
col
oalmente importante € a serceira conclusio: /dentifique onde
> nia ince casa ignorincia incapacitante. § anilise de
jedoackidensifica apidamente estas ércas, Muitos — especialmente
ties ium grande conhecimento nuntia area — desprezam o conheci-
srento noutras dreas ou acreditam que ser “inteligente” & um substi-
uto para o conhecimento. De seguida, a andlise de feedback mostra
rapidamente que uma taz4o importante para o mau desempenho é
‘implesmente o resultado de nao se saber o suficiente ou de se des-
prezar 0 conhecimento fora da nossa prépria especialidade.
‘Uma conclusao igualmente importante sobre as acces a tomar
At: Cprija os seus maus hdbites — coisas que faz ou que nio faz e que
inibem a sua eficdcia e desempenho. Elas revelam-se rapidamente na
andlise de feedback.
Mas a andlise pode também mostrar que nio consegue resultados
porgue Ihe faltam modos. As pessoas inteligentes — especialmente
jovens inteligentes — muitas vezes néo compreendem que os modos
0 “éleo lubrificante” de uma organizaci
Aconclusao seguinte sobre as accées a tomar que se retira da and-
lise de feedback tem que ver com o que néo se deve fazer.
A comparagao dos resultados com as expectativas mostra rapida-
mente onde nao se deve tentar fazer nada. Mostra as dreas nas quais
néo se tem as capacidades minimas necessdtias — e existem sempre
mmuitas éreas destas para qualquer um. Muitos tém uma area de com-
Peténcias ou de conhecimento excepcional, mas todos temos um
nimero infinito de dreas em que nao possuimos qualquer talento,
Swalquer comperéncia e poucas hipéteses de nos tornarmos nem que
9 medioctes, E nestas éreas uma pessoa — ¢ especialmente um
ot do conhecimento — nao deve aceitar trabalho, empre-
So% tarefas,
ey ,Stclusto final & Despenda 0 minimo de f a
de fraca competéncia. Deve concentrar-se em areas de ele-
eS
“Tapeténcia e técnica, Exige muito mais energia e muito mais© ESSENCIAL DE DRUCKER
trabalho progredir da incompeténcia para uma fracg
do que progredir de um desempenho eri iy
E, no entanto, a maioria das pessoas — e, de gual meee
o,
dos professores das organizacées — tenta concentra. +a aig
formar alguém incompetente em alguém francamente me ae
eneigt os recursos — © 0 tempo — devem, pelo conn
lizados na tentativa de tornar alguém compen eee
deluxo, SPST TUM eens
Como ¢ 0 meu desempenho?
“Como é 0 meu desempenho?” é uma pergunta tio importante,
especialmente para os trabalhadores do conhecimento — ea,
“Quais so as minhas forcas?” a.
Na verdade, poderé ser uma pergunta ainda mais imporane
Espantosamente, poucos sabem como fazer as coisas. A maiora nen
sabe que pessoas diferentes trabalham ¢ agem de forma difsese
Por conseguinte, trabalham de formas que néo sio as suas formas de
trabalhar — e isso quase garante um desempenho fraco.
Tal como os pontos fortes de alguém, o_desempenho de ads
um _¢ individual. Faz parte da personalidade. Quet a personalidale
seja “natureza” ou “educacio”, é certamente formada muita ate
de alguém entrar no mercado de trabalho. E é ‘predeterminads’«
forma como é 0 seu desempenho, tal como séo “predeterminadst
as dreas em que alguém € ou néo competente. Pode ser modifcads
mas ndo é provavel que mude. E, da mesma forma que se consul
tam resultados a fazer aguilo em que se & competent waias
conquistam resultados a desemper ;
Aanilise de ¢k pode indicar que algo esté ex
penho de alguém. Mas raramente identi Te
costuma ser muito dificil de descobrir. S4o precisos alguns ee ie
experiencia de trabalho, E depois pode perguntar-se—¢ ge i
tapidamente — sobre a forma como se age, pois alguns ses
Personalidade comuns determinam geralmente como é q¥¢°°"
conquista resultados.
A primeira coisa que se dev.
SE gue ae
it ju‘
€se.leitor ou ouvinte. No entanto, poucos sabem sequet |CONHEGA AS SUAS FORGAS E OS SEUS VALORES
e ouvintes, ¢ que muito poucos sao ambas as coisas, E ainda
sabem qual das duas 0 so. Mas existem poucas coisas mais pre-
eis do que nao saber se se um etor ou um ouvinte,
jus
J segunda coisa.a saber sobre 0 modo como se age é como se
nde, AULES coisas podem ser ainda piores do que sio pela-
pete aos leitores ¢ aos ouvintes, pois as escolas em todo
s7iado esto organizadas com base na suposicio sovalmente
° 7
qrrada de que existe uma forma correcta de aprender ¢ que é a
odos.
ms
Jeivores
menos
‘Aqui ese um exemplo de uma das formas diferentes de aprender.
Beethoven deixou uma enorme quantidade de cadernos de apon-
tamentos. No entanto, ele préprio disse que nunca olhava para um
caderno de apontamentos quando escrevia as suas composigées.
Quando the perguntaram “Entéo por que é que guarda um caderno
de apontamentos?”, diz-se que respondeu: “Se nao as escrever ime-
diatamente, esqueco-me logo de tudo. Se as escrever no caderno de
apontamentos, nunca me esquego € nunca tenho de as consultar
outra vez.”
Provavelmente exis ia dizi iferentes de apren-
der, H4 quem aprenda ao tirar numerosos jos — como
Beethoven fazia. Mas Alfred Sloan nunca tomava notas numa reuniio.
Hi quem aprenda ao ouvir-se a si préprio falar. H4 quem aprenda ao
escrever, Hai quem aprenda ao fazer. E, num inquérito informal que
uma ver realizei a professores em universidades norte-americanas
que publicaram livros cientificos de grande sucesso e atractividade,
disseram-me, vezes sem conta: “A razéo pela qual ensino é para me
ouvira falar; porque depois posso escrever.”
NaLtealidade-de todas as partes importantes do autoconheci-
Mento, esta é uma das mais faceis de adquirir. Quando pergunto
‘(Como é que aprende” a maioria sabe. Mas quando depois pergunto
‘Age com base nesse conhecimento?”, poucos respondem que sim.
Epo entanto, agir com base nesse conhecimento £0 segreda para
o.bom/desempenho — ou, als, ndo agir com base nesse conheci-
aato é condenar-se a0 mau desempenho.
Como éque aj?” ¢ “Como aprendo” sio as pimelts pergunts
Para a fazer, Mas néo sao, de modo algum, as tinicas.
_“aguém se gerir a si proprio, tem de perguntar: “Trabalho bem
ioe
244© ESSENCIAL DE DRUCKER
com outros ou sou um. solitario?” E se descobrir
com outros, entéo pergunta: “Em we tipo de react he ben
com outras pessoas?” S trabalho bea
‘Alguns trabalham melhor como elementos de
Outros trabalham extremamente bem como orien .
res e alguns séo simplesmente incompetentes para serem S © mento,
como € 0 desempenho de alguém é se age bem s0b stress az ado
de um ambiente altamente estruturado e previstvel, Ome
istic: Tabalha melhor como “arraia-miida’ numa gandeape,
zacg4o_ou como “manda-chuya” numa pequena? Poucos trabalh; i
Tee de ambas 2 formas, Inimeras vetes, quem teve muito scan
numa grande organizagao — por exemplo na General Electric Com.
pany ou no Citibank — sente grandes difculdades quando ps
para uma organizagao pequena. E, vezes sem conta, quem tem um
Gesempenho brilhante numa pequena organizario senvegrndes
dificuldades quando aceita um emprego numa grande organiza,
Qutra questio determinante: Produzo resultados como dcr
iro? Muitos tém um melhor desempenho como
qui
ou como cot
conselheiros, mas n4o conseguem aguentar 0 encatgo ¢ 4 pressio
da decisfo, Outros, pelo contsiria, precisam de um consthsio
para se obrigarem a si préprios a pensar, mas depois conseguem
tomar a decisao ¢ agil ‘com ela com rapidez, autocon
fianga € coragem.
'A propésito, esta é a razio pela qual 0 4 is ge
nizagio muitas vezes fracassa quando é promovido ao lugar demo.
lugar de topo exige um decisor Os decisores fortes ao bea
topo colocam frequentemente guém 0 Z
ao de ntimero dois, como seu conselheiro — & nessa posigio, cS
pessoa ¢ excepcional. Mas quando é romovida a0 | oa
s
falha. Sabe qual deve ser_a decisio, mas ndo aguenta a SSP"
lidade de a tomar. :
‘A conclusdo sobre as accbes a tomar. Mais win vex noe :
Mas eb
-se.a si proprio — & improvavel que v4 ter sucess”
trabalhe arduamente, para melhorar o seu desempe
fazer qualquer tipo de trabalho de uma forma que ne
ddesempenhar ou em que o seu desempenho ¢ fraco-
2CONHEGA AS SUAS FORCAS E OS SEUS VALORES
Quais sao os meus valores?
sccm dese uoges ti deter “Quais sio os meus valores?”
bere ganitagoes tém de te valores, Mas os colaboradores também.
ye um individuo seja eficaz numa organizacio, os seus valores
Be deser compativeis com os valores da organizacfo. Nao precisam
eer os mesmos. Mas tém de estar suficientemente préximos para
a ossam cocxistit. De outro modo, o colaborador ficard frustrado
embém néo terd bons resultados,
Raramente existe um conflico entre os pontos fortes de alguém
.oseu desempenho. As, duas coisas sio complementares. Mas, por
vexes, existe um conflito entre os valores de alguém e os seus pontos
iae0 que alguém faz bem — até muito bem — e com sucesso
pode nfo se enquadrar no seu sistema de valores. Poder parecer-lhe
que nfo estd a fazer nenhuma contribuigio ¢ que é algo a que nio
valea pena dedicar a sua vida (ou uma parte substancial dela).
Permitam-me que introduza aqui uma nota pessoal: também eu,
hi muitos anos, tive de decidir entre o que estava a fazer bem, e com
sucésso,e 0s meus valores. Estava a ter um grande sucesso como ban-
queito de investimentos em Londres em meados da década de 1930;
dlaamente 0 trabalho adequava-se aos meus pontos fortes, Mas néo
considerava que estivesse a fazer qualquer tipo de contribuigéo como
grstor de activos. As pessoas, mais tarde compreendi, eram os meus
valores. E ndo via qualquer interesse em ser 0 homem mais rico do
cemitério. Esses foram os dias mais sombrios da Grande Depress;
‘io tinha dinheiro, emprego, nem perspectivas. Mas pedi a demis-
si0— e foi a decisio acertada.
PB
Sfoutras palavras, os valores s4o e devem ser o derradeiro teste.
Onde é que pertengo?
ASteposas is trésperguntas “Quais so as minhas forcas”, “Qual é
: ‘petdesempenho?” © “Quais sfo os meus valores?” deyem permitit
dee ividuo, ¢ espe do. ect 0,
idir onde é jue per r
ae Ao é uma decisio que a maior parte possa ou deva tomar
inj
So da sua carreira. A maioria, e especialmente os altamente© ESSENCIAL DE DRUCKER
dotados, néo sabe realmente onde pertence até eq
eee tar
tram _os seus pontos fortes. Deve saber
ra st Der co a
E depois pode e d com
capaz de decidir onde néo Alguém que a ee se
temum Bom desempenho numa grande organisacie da %
dido a dizer “nfo” quando lhe éoferecido um emprego nan?
organizacao. Quem aprendeu que nio é um decisos pa
dido a dizer “aio” quando Ihe propéem uma tarts que ea
tomada de decisées. :
Mas saber as respostas para estas trés perguntas também posi.
bilita saber responder a uma oportunidade, oferta ou tare “Sin
vou fazer isso. Mas esta é a forma como eu o devia estar a fzer Ens
é a forma como as coisas deviam estar estruturadas. E asim que
as minhas relagdes deviam ser. Estes sio os tipos de resultados que
devem esperar de mim e dentro deste periodo de tempo, porque a
sou assim.”
‘As carreiras de sucesso no so “planeadas”. Sio daqueles quecsto
preparados par. « opormndade porgue conbecs = eo
fortes, modo como trabalham ¢ os seus valores, Pois sberondes
pertence transforma pessoas vulgares — crabalbadarss, ous
em talentos com desssmpeahs
tes, mas, tirando isso, medi — em talentos com
extraordindrios.CAPITULO 16
~ _ Conhega.o sey tempo
AMAIORIA DAS DISCUSSOES SOBRE A Fi
'UNGAO DO TRABALHADOR
do conhecimento comeca com o consel
lho de planear o seu trabalho,
Sempre no papel, permanecem
sempre boas inteng6es, Raramente se transformer nalguma forma
de conquista.
Os_trabalhadores do_conhecimento cficazes, segundo a minha
observacio, no comegam com as suas tarefas. Comecam com o seu
tempo. E néo coms com o planeamento. Come. or descobrir
onde € que o seu tempo, na realidade, é gasto. Depois tentam geri-lo
¢ diminuir as suas exigéncias improdutivas. Porfim, consolidam o seu
‘empo “nao reservado para ividade em especial” nas maiores
lunidades continuas possiveis, Este processo tem trés etapas:
= empo.
* Getiro tempo,
* Consolidar o tempo,
So tempo.
Eéabase Para a eficdcia dos executivos.
Os taleni
ue © tempo ¢ um fictor limitativo.
Oslities de produgao de qualquer process sio extabeleidos pelo
rebels eseasso. No processo a que chamamos ealzao”, exe
Regs
0.
ao Smpo ¢ também um recurso nico. Nio se pode alugas, con-
“28 comprar ou obter mais de outra forma.(© ESSENCIAL DE DRUCKER
A oferta de tempo € totalmente inflexivel. Por maior que yi,
oferta de (cme ND oc eal
procura, a oferta ndo vai aumentar. N§jo existe preco para S¢j a
neal
eee cava da utllidade marginal. Além do mais, 0 tempo é
‘ em do_mal é
arene perecvel endo pode set guardado. O tempo dé ontem dae
lesay
receu para sempre e nunca ird volta. Por conseguinte, ex
ps * existe sempre
uma oferta escassa de tempo. a
© tempo é totalmente insubstituivel. Dentro de certos limi
tes,
podemos substituir um recurso por outro, cobre por aluminio, por
exemplo. Podemos substituir capital por trabalho humano, Tad
mos utilizar mais conhecimento ou mais miisculo. Mas nao existe
nenhum substituto para o tempo. ——=
Tudo precisa de tempo. £ a tnica condigéo verdadeira univer.
sal. Todo 0 trabalho ocorre no tempo ¢ gasta tempo. No entans,
‘| maioria toma como garantido este recurso tinico, insubstituivele
necessirio. Talvez nao haja nada que diferencie mais os executivos
eficazes do que o seu carinho 10 pelo tempo,
© ser humano esta mal preparado para gerir o seu tempo. Mesmo
na escuridio total, a maioria ainda conserva alguma nogio de espago.
Mas, mesmo com as luzes ligadas, umas horas numa sala fech
deixam a maioria incapaz de estimar quanto tempo passou. E tio
provavel que subestimem como que sobrestimem excessivament
tempo passado na sala.
Se confiarmos na nossa meméria,
tempo foi gasto.
‘Por vezes peo aos executivos que se orgulham da sua 1
para escreverem as suas suposigdes sobre como P:
Depois guardo estas suposig6es durante algumas semanas ou
Entretanto, os executivos fazem um registo real de tempo. Nuna
existe grande semelhanga entre a forma como estes pensavam que
utilizavam o seu tempo € os seus registos reais.
© chairman de uma empresa estava absolucamente on
que dividia o seu tempo aproximadamente em trés partes. ee
que gastava um tergo com os seus colaboradores seniores- Que
sava um tergo com os clientes importantes. E que dedicava ©
terco a actividades comunitérias. O registo real das sus acter
durante seis semanas mostrou claramente que ele na0 ae
tempo nenhum em alguma destas dreas. Estas erm =ae
Tah Ve sees
EY Sone
wae
CONHECA 0 SEU TEMP
cle sabia que devia gastar tempo — ¢
jue ‘ *
Es prestivel como € habitual, disse-the «
Por conseguinte,
ue eram as
© registo m
a mem6-
wr realidade tinha gasto © seu tempo, {arefas em que
que ele passava a maior parte do seu tempo como cere Porém,
sjespachante”, mantendo-se a0 corrente das encomenns Pete de
ye ele conhecia pessoalmente e a incomodar « Mince oe clientes
nemas sobre elas. A maioria dessas encomendas estarnn gor
tnodo a ser despachadas sem proble am de qualquer
mas € a sua intervenc4
r oan ‘en¢ao apenas
podia atrasar. Mas quando a sua secretéria lhe mostrow) regione pa
a
primeira vez, ele nao acreditou. Foram precisos mais dois ou néa
ue
registos de tempo para o convencer que era no registo, ¢ no na con
meméria, que tinha de confiar relativamente & utilizacéo do tempo,
Por_conseguinte, um talento eficaz sabe que, para erir Oo seu
tempo, tem primeiro de saber onde é que é gasto.
As exigéncias de tempo
Existem press6es constantes para a utilizacso improdutiva e esbanja-
dorado tempo. Qualquer trabalhador do conhecimento, seja gestor ou
néo, tem de passar uma grande parte do seu tempo debrugado sobre
coisas que nao contribuem de forma alguma. Grande parte é inevita-
yelmente desperdicada. Quanto mais alto na hierarquia o trabalhador
estiver, mais exigéncias ao seu tempo serao feitas pela organizacio.
O principal responsdvel por uma grande empresa disse-me certa vez
que, em dois anos como CEO, tinha jantado fora todos os dias excepto
no dia de Natal e no dia de Ano Novo. Todos os outros jantares tinham
sido ceriménias “oficiais” e cada uma desperdicava varias horas. Con-
tudo, ele nao via alternativa possivel. Quer o jantar homenageasse um
colaborador que se ia reformar apés 50 anos de servigo ou o governador
de um dos Estados no qual a empresa tinha negécios, 0 CEO preci
de estar. A ceriménia é uma das suas tarefas. © meu amigo nao Gabe
ihsées e sabia que estes jantares no contribuiram nada para 8 gmEo=
°u Para © seu: préprio entretenimento ou autodesenvolvimento.
» tinha de 4 estar e de jantar diplomaticamente- eee
StugSesseelhaves que Rozm perder empo abundan
Glotidiana do trabalhador do conhecimento. Quando @ 2 tc,
uma empresa telefona, o gestor de vendas nao p'© ESSENCIAL DE DRUCKER
ocupado.” Tem de ouvir, mesmo apesar de o cliente Poder ay
falar sobre um jogo de bridge no sibado anterior ou sobre ss rt
a sua fla ser acite na universidade cert O administadg ee
tem de participar em reuniges de todos os seus comix qn Pia
nao os médicos, os enfermeiros, os técnicos ¢ outros ele
iro achar que estio a ser desprezados. O administrador govemnamen
deve presar steno quando um congressa the tlefons ee
mas informagées que podia, em menos tempo, encontrar 7a lista tle.
nica ou no World Almanac’. E assim acontece todos os dias.
Os trabalhadores que nao sio gestores nao estéo numa situacs
melhor. Eles também sio bombardeados com exigéncias ay =,
tempo que acrescentam pouco, ou nada, & sua produtividade que
no entanto, néo podem ser negligenciadas. i
Emp todas as profisses, uma grande parte do tempo tem, por
tanto, de ser gasta em coisas que, embora aparentemente enhanc
ser feitas, contribuem pouco ou nada.
~ Coptudo, a maioria das fun do conhecimento
exige, de modo a garantir um minimo de eficécia, uma quantidade
razoavelmente grande de tempo. Gastar de uma vez s6 menos do
que este minimo ¢ puro desperdicio, Nao se alcanga nada e tem dese
comegar de nova.
Escrever um relatério pode, por exemplo, exigir seis ou oito hors,
pelo menos para o primeiro rascunho. E imitil conceder sete horas para
No final, tudo o que se tem & um papel em branco com alguns rabiscot.
Mas se alguém conseguir trancar a porta, desligar o telefone e sentarse
Para lutar com o relatério durante cinco ou seis horas sem interrupgées,
tem boas hipéteses de produzir o que eu chamo de “rascunho zero” — 2
rascunho antes do primeiro rascunho. A partir dai, é possivel wabalar
em segmentos consideravelmente pequenos, pode reescrever, cormigit®
editar secgio por seccio, 1 9. frase por frase.
b se
MENS do ape
O mesmo é valido para uma experiéncia. E simplesmente prec?
ter_cinco a 12 horas seguidas moni uipames
pelo menos um ensaio completo. Ou tem de se comegat Se
novo depois de uma interrup¢io.
informagbes ¢
T. Conhecido livro de refertncias publicado nos EUA que retine
Sobre acontecimentos mundiaise feitos desportivos.
rudo de
248CONHEGA 0 SEU TEMPO
poptanto, de modo a screm eficazes, todos os + alhadores d
epi ania, © especialmente todos of executives we eoeees ¢ especialmente todos os axccuivos et eee
gs de despender t=O Soy Scementos considetavelmense grandes
fe pequensssimas parcelas de tempo A sua disposicaa nag tert aot
Mae, magsmo.que 0 total seja um niimero impressionante de hone
“Iso € particularmente verdade no que diz respeito ao tempo pas-
oa trabalhar com outros, que é, obviamente, uma tarefa central
otrabalbo de um executivo. As pessoas séo consumidoras de tempo.
Ea maioria desperdi¢a-o.
nas alguns minutos com outros sim; less ite nao é
produtivo. Se alguém quiser_transmitir com sucesso alguma cotta
rodutivo. Se_alguém quiser_transmitir_ alguma
tem de despender uma de min: , i
mente grande. O trabalhador do conhecimento que pensa que can.
Bigidiscutc os planos, a orientacio © o desmmere dee
seus subordinad inutos —e muitos gestores acreditam
nisto — est4 apenas a enganar-se a si rio. Se se quiser chegar ao
ponto de causar algum impacto, provavelmente € preciso pelo menos
uma hora e geralmente muito mais. E se se tiver de estabelecer uma
rehcio humana, é preciso substancialmente muito mais tempo.
As relagées_com outros balhadores_do_conhecimento SO-
| mem muito tempo. Qualquer que seja a raz4o — quer seja a auséncia
a barreira de classe ¢_autori entre 0 superior e o subordinado
no tabalho do conhecimento ou o trabalhador se leve mais a sério
| —otrabalhador do conhecimento faz exigéncias muito maiores ao seu
superior do que o trabalhador manual, assim como aos seus colegas.
do mais, devido ao facto de o trabalho do conhecimento nao
Poder ser medido como o trabalho manual, nao é possivel dizer a um
ftalbador do conhecimento em poucas palavras simples se ele est a
(@iotmbalho correcta ou ual é a qualidade do seu trabalho. Pode
Sgn uM trabalhador manual: “O nosso padréo de trabalho.exige
Por hora ¢ vocé est4 apenas a produzir 42.” Tgmos de nos
Jom ele sobre
a tum trabalhador do conhecimento ¢ reflectic com dle-sohre
| Se ito ¢ porque, ances até de se saber secle eta zee
Wilko suistixério ou ngo. E.isso consome muito tempo,
SNS queo trabalhador do conhecimento se orienta a si pré
€ esperada dele ¢ porque.
-Ptio, el
ne ete de com ;
re uista 2
- Uetanben oe compreender que cong See eee eerie
m precisa de compreender© ESSENCIAL DE DRUCKER
utilizar 0 seu output de conhecimento, Para isto, necessi
1. ta de Muitg
informagio, discussio ¢ orientacio — tudo isto leva o sev;
5, . remy
contrariamente & crenca comum, esta exigéncia de tempo é pee &
Fao cea au peniaeinar race tang
s6 ao seu superior, mas também aos seus colegas, Kanag
(O jabalhador do conhecimento tem de se con x
e.nos objectvos de desempenho de toda a onganizaci pars oh el
tados ¢ um bom desempenho. Isto significa que tem de reservar qe
tempo para dirigir a sua visio do seu trabalho para os resultadose dys
expecialidade para o exterior em que se encontra o desempenho,
Sempre_que os trabalhadores do_conhecimento tém um bom
desempenho numa grande organizacéo, os executivos seniores cos.
tumam reservar algum tempo para se sentarem com eles, por vexs
até com os trabalhadores juniores mais inexperientes, € perguntam:
“O que é que nds no topo desta organizaco devemos saber sobre 0
seu trabalho? O_que ¢ que me quer dizer em relagéo a esta organi-
taco? Onde é que vé oportunidades que nao estamos a explora?
Onde é que vé perigos que nés ainda nao vimos? E, no geral, 0 que
quer saber de mim sobre a organizagio?”
Esta discussio descontraida ¢ téo necessiria numa agéncia gover
namental como numa empresa, num laboratério de investigacéo ou
num exército. Sem ela, os trabalhadores do conhecimento perdem
entusiasmo ¢ tornam-se oportunistas, ou _direccionam as suas ene
gias para a sua especialidade e afastam-na das oportunidades ¢ neces
tempo,
sidades da organizacio. Mas uma sessdo destas exige mui
: Re Fi es
especialmente porque deve ser descontraida ¢ ndo apressada. Aspe
; “ ”. Isto.sigr
soas tém de sentir que “temos todo o tempo do mundo”. ‘sos
: 5 ea rapidammentt:
nifica, na_realidade, que se consegue fazer muita cois: “fi
Mas também significa que tem de deixar disponivel_ uma 0
rupgoes:
quantidade de tempo de uma s6 vez ¢ sem muitas intel
&
; ; 3c temp,
rela e de alo ns
Se apressar as coisas, as transformam-se sess
quer organizacio basci mistysa. Quantas mais PSOE
qualquer o: baseia-se nesta Pnpo ft
ige, menos
juntas, mais tempo a sua simples interaccao Exige, ETT aos
disponjvel para trabalharem, para terem éxito € co! a
po real 0
Assim, quanto maior for a organizacio, menos tem onde!
dor do conhecimento is imy seri “isposi
que o seu tempo é egerir 0 pouco tempo que tem 3 SUCONHEGA 0 SEU TEMPO
wanto mais pessoas existirem numa organizacio, mais frequen-
Q we surge uma decisio de recursos humanos. Mas as decisées
romiie sobre os recursos humanos tém grandes probabilidades de
veesses erradas. A quantidade de tempo consumida pelas boas
ee ses de recursos humanos é muita. O que a deciséo envolve fre-
Oe ieate torna-se claro apenas quando se tomou a mesma deci-
so varias VEZES- -
Nao sio 08 trabalhadores do conhecimento nos paises industriais
go mundo de hoje que tém problemas em passar o seu tempo livre.
elo contrério, eles esto a trabalhar, em todo o lado, mais horas ¢
tém mais exigéncias de tempo para satisfazer, e é certo que a escassez
de tempo vai piorar e nao melhorar.
Uma raz4o importante para isto reside no facto de que um nivel
devida elevado pressup6e uma economia de inovagao e mudanga.
Masa inovagao € a mudanca fazem exigéncias de tempo exageradas
ao executivo. Tudo 0 que se pode pensar ¢ fazer num curto espaco
de tempo é pensar no que ja se sabe ¢ fazer as coisas como sempre
se fizeram.
Diagnéstico de tempo
Hé mais de meio século que jé percebemos que temos de regis-
{aro tempo antes de sabermos em que é que o gastamos e antes
de tentarmos geti-lo. Ou seja, sabemos isto em relagio ao traba-
tho manual, qualificado e nao qualificado, desde que a Adminis-
‘aslo Cientifica’ por volta de 1900 comecou a registar o tempo
ue demora a fazer uma pega especifica através do trabalho manual.
Dificilmente algum pais estd tio atrasado em termos de métodos
nistriais que ndo cronometre sistematicamente as operagées dos
idores manuais. x
lcmos este conhecimento ao trabalho onde o tempo nio é
code: Portante, isto é, onde a diferenga entre a utilizacio de tempo
p dssperdicio de tempo é essencialmente eficiéncia ¢ custos. Mas no
*licémos ao trabalho. que & cada ver mais importante ¢ que tem
Adminis
*racio Cientfica ou Taylorismo é um método da toria da gestio, desenvol-
ne REaheio noreeamatcana Frederick Winslow Taylor, que determina mudancas© ESSENCIAL DE DRUCKER
especialmente de lidar com 0 tempo: © ico do trabalhador do
conhecimento ¢ especialmente do executivo. / a a diferenga entre g
utilizagdo de tempo ¢o desperdicio de tempo ef icdcia € resultados,
© primeiro passo em direccio A eficdcia é portanto, regisear
a_utilizagao real do tempo. O, método cspecihic) segundo 9 qual
o_registo € feito nao nos interessa aqui. Existem. executivos que
réprios um registo destes. Outros, como'o chair.
mantém cles : 9
man anteriormente mencionado, tém as suas secretérias para fazer
yan anteriormente mencionad
© registo por eles. O importante é que ele seja feito'e em tempo
“real”, ou seja, no momento do acontecimento ¢ néo depois recor.
rendo 4 meméria. cs
‘Muitos talentos eficazes mantém um registo destes continua.
mente e consultam-no com regularidade todos os meses. No
minimo, os executivos cficazes mantém eles préprios regularmente o
registo durante trés ou quatro semanas seguidas, cerca de duas vezes
por ano. Apés uma destas amostras, repensam e reorganizam a sua
agenda. Mas seis meses mais tarde, invariavelmente, descobrem que
“deslizaram” para o desperdicio de tempo em coisas triviais.
A.utilizagao do tempo melhora com a prdtica. Mas apenas esfor-
gos constantes de gestéo do tempo podem evitar deslizes. A ges
t4q_sistemdtica do tempo é, portanto, o passo seguinte. Temos de
encontrar as actividades nao produtivas que desperdicam temp
¢.climind-las, se_possivel. Isto exige que se faca a sii préprio varias
perguntas de diagnéstico: ; Cis
1. Primeiro tenta-se identificar e eliminar as coisas que nao pr
sam de ser feitas, tudo o que é simplesmente perdas tempo s
quaisquer resultados. De modo a encontrar estes desperdi
{ Preciso perguntar acerca de sodas as actividades nos registos
de tempo “O_que aconteceria se estas actividades nfo fossem
feitas?” esea Fesposta for “Nao aconteceria nada,” enti, abvia-
mente, a eeiasCONHEGA 0 SEU TEMPO
remente por aqueles que tém pouco tempos mas que as aguen-
tam, ano apés ano, como uma “maldicZo egipcia” ordenada por
alguém 1 em cima. Na verdade, tudo 0 que uma pessoa tem de
fazer € aprender a dizer “nao” se uma actividade nao contribuir
em nada para si nema’ Para a sua organizacao ou para a organiza-
tio paraa qual aactividade deve ser realizada
© CEO mencionado anteriormente que tinha de jantar
fora todas as noites descobriu, quando analisou esses janta-
res, que pelo menos um terco teria cortido igualmente bem
sema presenca de alguém da gestio sénior da empresa. Aliés,
descobriu (de certo modo para sua tristeza) que a sua aceita-
cio de muitos destes convites nao era, de modo algum, bem
visto pelos seus anfitrides. Tinham-no convidado como um
gesto de cordialidade. Mas esperavam que 0 convite fosse
recusado ¢ néo sabiam bem o que fazer com ele quando
aceitava.
‘Ainda nao descobri um trabalhador do conhecimento que,
independentemente do nivel hierdrquico ou cargo, néo con-
siga desfazer-se de cerca de um quarto das exigéncias feitas 20
seul tempo sem que ninguém repare que desapareceram.
2. A pergunta seguinte é: “Quais das actividades no meu registo
de tempo é que poderiam ser realizadas por outrém de forma
igual ou melhos?”
O CEO que ia a todos os jantares descobriu que qualquer
executivo sénior da empresa era suficiente para outro terco dos
jantares formais — a ocasiao apenas exigia 0 nome da empresa
na lista de convidados.
Mas nunca vi um trabalhador do conhecimento que, 20
set confrontado com o seu registo de tempo, nio-adguitisse
Tapidamente o hébito de transferir para outros tudo 0 que
nio Fosse preciso ele fazer pessoalmente. Aprimeira consulta
do-registo de tempo deixa bem claro que simplesmente n20
cxiste tempo suficiente para ele préprio fazer as colsas.ave
Considera importantes, que quer fazer e que est comprome-
tido em fazer. A vinica maneira de cle conseguir chegar is coi
Siimporrantes é transferindo para qutros tudo 0 que poss
Sgr feito por eles.
253© ESSENCIAL DE DRUCKER
“Delegagao”, no sentido em que o termo é vulgarmente uti-
lizado, é incorrecto nesta situagao. Mas livrar-se das Coisas que
podem ser feitas por outro para que nao sc tenha de delegar
nada ¢ para que se possa tratar do seu préprio trabalho, é am
grande progresso em termos de eficdcia.
3. Uma causa comum do desperdicio de tempo estd4, em grande
medida, sob o controlo do executivo e pode ser eliminada por
ele. Trata-se do tempo de outros que cle préprio desperdica,
Nao existe um sintoma disto. Mas ainda existe uma forma
simples de descobrir como ¢ quando ocorre: Perguntar aos outros,
Os mais cficazes aprenderam a perguntar sistematicamente e sem
| vergonha: “O.que é que eu faco que desperdica 0 seu tempo sem
; contribuir para a sua eficicia?” Fazer esta perpunta e fazé-lo sem
medo daverdade é uma marca do executivo eficaz.
A.forma como um executivo faz_um trabalho produtivo
Pode ainda ser um grande desperdicio do tempo de outros
°
g
,
5
&
i
crane; Consequentemente, as reunides eram demasiado
grandes. E porque todos os participantes achavam que tinham
ssidades do estatuto dos seus subordi-
' ©. Envia um formulério no qual se Ié:
Pedi aos [senhores Smi, 2 quals
comige [quareece er Jones © Robinson] para se reunirem
15 horas) na [sala de conferéncias doCONHEGA O SEU TEMPO
ceberio, de qualquer forma, um resumo completo
yas todos decisé ¢
e de todas as decisées tomadas, juntamente com
iscussao Aa
dido de comentarios.
Enquanto antes aparecia uma dizia de colaboradores e ai
favor toda a tarde, agora tres homens e uma secretdtia para
fet 0.2008 despacham os assuntos em cerca de uma hora. E
« yém se Sente excluido.
Muitos trabalhadores do conhecimento sabem tudo sobre
csias exigencias de tempo improdutivas e desnecessdrias; no
entanto, tem receio de as reduzir. Tém receio de eliminar
alguma coisa importante por engano. Mas esse erro, se for
cometido, pode ser rapidamente corrigido. Se alguém reduzir
demasiado, geralmente descobre-se depressa.
Masa melhor prova de que o perigo de reduzir demasiado é
um receio irracional, é a extraordindria eficdcia tao frequente-
mente alcangada por pessoas seriamente doentes ou com defi-
ciéncias graves.
Umbom exemplo era Harry Hopkins, o conselheiro secreto
do Presidente Roosevelt na Segunda Guerra Mundial. Um
homem quase a morrer, alids quase morto, para quem cada
paso era um tormento, que apenas conseguia trabalhar algu-
mas horas por dia, dia sim, dia ndo. Isto obrigou-o a eliminar
tudo excepto as actividades importantes. Nao perdeu eficdcia
com isso; pelo contrério, ele tornou-se, como Churchill uma
vero apelidou, no “Senhor Cerne da Questo” e alcangou mais
do que qualquer outro em Washington durante a guerra.
Reduzir o que desperdica tempo
hens
Woon, tas de diagnéstico tratam das actividades improdutivas e
neem muito tempo sobre as quai 0 trabalhador do conheci-
tem algum controlo. Todos os trabalhadores do conhecimento
ep "estas perguntas, Os gestores, porém, precisam igualmente
*ocupar com as perdas de tempo que resultam da ma gestdo ¢
é
ma, "
a) oe deficiente. A mé gestéo faz com que todos percam
es de tudo, faz o gestor perder tempo. Quatro im-
ue des am tempo sio discutidos de ida.© ESSENCIAL DE DRUCKER
1. Qs primeiros factos que fazem desperdicar tempo
dean dstema ou de visto de rere ee lang
O sintoma a procurar é “crise” recorre .
sempre ano apés ano. Uma crise vee ate ate le
vez. uma crise que no pode ocorrer novamente, dd
A crise anual de inventiio enquadra-se neste tipic,
facto de agora podermos, com 0 computador, enfrenté-l, &
forma ainda mais “herbica”¢ com maiores custos do que page
mos no pasado, dificilmente é um grande progresso, “4
‘Unpa crise recorrente deve ser sempre prevista. Portanto, pode
ser evitada ou reduzida a uma rotina que os secretiios poem
getir. A definicio de “rotina’ é 0 que torna as pessoas nao qual-
ficadas ¢ sem discernimento capazes de fazer 0 que antes exgia
quase um génio para ser feiro; pois uma rotina coloca de uma
forma sistemdtica, passo a_passo, o_que um homem bastante
competente aprendeu ao superar a crise de ontem.
Avcrise recorrente no ¢st4 confinada aos niveis mais baixos
de uma organizacio. Ela afecta toda a gente.
Durante anos, uma empresa consideravelmente grande
deparava-se anualmente com uma destas crises por volta do
dia 1 de Dezembro. Num negécio em grande parte sazonal,
sendo o ultimo trimestre geralmente 0 mais fraco do ano, —
as vendas e os lucros desse trimestre ndo eram facilmente
previstveis, No entanto, todos os anos a gestéo fazia um
previsao de lucros quando emitia o seu relatério interno n°
final do segundo trimestre. Trés meses mais tarde, no qua"?
trimestre, havia uma enorme correria e acg6es de emerge
cia em toda a empresa de modo a cumprir as expecta
da previsao da administracao. Durante trés 2 cinco me
ninguém no grupo de gestéo conseguia fazer cee i
balho. Mas foi facil resolver este problema; em v@ ‘te 1op? §
verem ntimeros definitivos de final de ano, a gestio °°
agora prevé resultados com uma margem.- Isto satis me dade
mente os administradores, os accionistas © CO aos
financeira. E 0 que costumava set uma
crise hd PVC culeR
CONHEGA O SEU TEMPO
do que costumavam ser, desde que o tempo dos executivos
4 nao € desperdicado a fazer com que os resultados corres-
‘ondam as previs6es.
‘Antes da nomeago de Robert McNamara como Secretério da
Defesa em 1961, uma semelhante crise de tltima hora abalava anu
almente toda a organizagio da defesa norte-americana, perto do
fim do ano fiscal, a 30 de Junho. Todos os gestores na organizacio
da defesa, militares ou civis, tentavam desesperadamente encontrar
em Maio ¢ Junho utilizagao para o dinheiro atribuido pelo Con-
sesso relativo a0 ano fiscal. De outro modo, tinham medo de ter
de devolver o dinheiro. (Esta vaga de despesas de tiltima hora tem
igualmente sido uma doenga crénica no planeamento russo.) E, no
entanto, esta crise era totalmente desnecessiria, como 0 Sr. McNa-
mara viu de imediato. A lei tinha sempre permitido a colocagao de
dinheiro nao gasto, mas necessdrio, numa conta temporéia.
‘A crise recorrente é simplesmente um sintoma de negligen-
ciae de preguiga.
Héalguns anos, quando comecei a trabalhar como consultor,
tive de aprender como diferenciar uma fabrica bem gerida de
uma fabrica mal gerida — sem qualquer pretensio de conhe-
cimento de producao. Depressa aprendi que uma fabrica bem
getida € um local sossegado. Uma fibrica que ¢ “dramética”,
uma fabrica onde 0 “épico da indtistria” se desenrola a frente
dos olhos do visitante, é mal gerida. Uma fabrica bem gerida
é aborrecida. Nao acontece nada de entusiasmante porque as
ctises foram antecipadas e foram convertidas em rotinas.
Da mesma forma, uma organizacéo bem gerida é uma
organizacao “entediante”. As coisas “draméticas” numa dessas
organizagées sao decisées basicas que constroem 0 futuro € nao
accées melodramaticas para limpar os erros do passado.
O desperdicio de tempo muitas vezes resulta do excesso de
Selaboradores. 2
‘Uma forga laboral pode, de facto, set demasiado pequena para a
‘arefa. E 0 trabalho sofre, se chegar a ser feito. Mas isso nao & regra.
Muito mais comum a forga laboral que ¢ grande de mais para ser
sficaz, a forca laboral que, por conseguinte, gasta uma parte consi-
'vel do seu tempo a “interagir” em vez dea trabalhar.
j
psO ESSENCIAL DE DRUCKER aa
Existe um sintoma bastante seguro do excess de
radores. Se 05 colaboradores seniores do grupo — > obo
- : + & lao,
gesorem parclar — pastarem mais do que uma g*
fracgao do seu tempo, talvez um décimo, a tratar de rob =
de laces humana’, de rixas econftos, de diguns ne
cignais ¢ questées de cooperacéo, etc., entio € quase certo c,.
a forca laboral é demasiado grande. As PeSsous meets ng
caminho umas as outras. Tornam-se um impedimenty ox
bom desempenho ¢ néo o meio para o atingir. Numa orga
nizagéo simplifcada, tém espago para se movimentarem sm
0
chocarem_um:
sem terem de o explicar a toda a hora.
3. Qutzo facto que faz desperdicar tempo & a mé organizacio. 0
seu sintoma € 0 excesso de reunides.
‘As reunioes sio por definicao uma concessio feita a uma orga
nizagio deficiente. Pois ou se retine ou se trabalha. Nao se pode
fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Numa estrutura concebida
de forma ideal (que num mundo em mudanga é obviamente
apenas um sonho), nao existiriam reunides. ‘Todos saberiam
que precisam para fazer o seu trabalho: Todos teriam os recursos
A sua disposicéo para poder fazer o seu trabalho. Fazemos reuni-
6es porque hé quem desempenhe diferentes fungGes que tem de
cooperar para se realizar uma tarefa especifica.
Mas, acima de tudo, as reunides tém de ser a exceprio ¢
ndo/a regra. Uma organizacéo na qual toda a gente seeine*
‘oda a hora é uma organizacdo na qual ninguém consegue fat
nada. Sempre que um registo de tempo mostre um gate
decréscimo na qualidade das reuniées — sempre, por 2°"? ©
que a5 pessoas numa organizacéo se encontrem em reunl
durante um quarto do sew tempo — existe uma mé organ
40 que causa desperdicio de tempo.
Ges se tot
Regrageral, nunca se deve permiis que as UBS Ff,
nem a exigéncia principal feitaiao tempo de ums
do_conhecimento, Demasiadas reunides evidenclams SEE ae
‘asicomponentes ©CONHEGA 0 SEU TEMPO
espalhado por varios cargos ou varias c; Mo:
A eee Nnentes. Signi
que.a responsabilidade esté dispersa e que info, eeeam
dirigida a quem precisa dela. aus informacio nao é
4, Q_iiltimo facto que faz. desperdicar tempo & o man fu
mento da informacio au tunciona-
O administrador de um grande hos
durante anos por telefonemas de mé,
para encontrar uma cama para um dos seus doentes que pre-
cisavam de ser hospitalizados. O pessoal do servico de admis,
sao “sabia” que nao havia nenhuma cama vazia. No entanto,
0 administrador quase invariavelmente encontrava alguma,
O que se passava era que 0 pessoal do servico de admissio
no era informado de imediato quando um doente tinha alta.
O enfermeiro do piso sabia, € claro, assim como os funcio-
ndrios na recep¢4o que apresentavam a conta ao doente que
recebia alta. O pessoal do servico de admissao, todavia, rece-
bia uma “contagem das camas” feita todas as manhas 4s cinco
horas — ao passo que a maioria dos doentes recebia alta a
meio da manha, depois de os médicos fazerem a ronda. Nao
foi preciso um génio para corrigir isto; sé era preciso mais
uma cépia do memorando que é enviado pelo enfermeiro do
piso para a recepcao.
Pital foi atormentado
‘dicos que Ihe pediam
jos de tempo como o
Defeitos de gestéo que causam desperdi
excesso de pessoal, a_md organizacao ou 0 funcionamento da
informacao podem por vezes ser corrigidos rapidamente. Outras
s i )s resultados desse
vezes, € preciso um trabalho longo ¢ paciente. O:
tgbalho s4o, porém, Séptimos — ¢ especialmente em _termos do
‘empo ganho,
Consolidar 0 “tempo nio reservado para uma actividade em especial
oi i-
© executive que regista ¢ analisa.o sou tempo cave depois sane 62
as .
Io pode determi ote = ial” €
terminar quanto rede em especial” é
Quanto tempo “ndo reservado para uma activid tarefas que fardo
Suché, isto é que esteja dispon(vel para as grancss
vey
tdadciramente uma contribuicdo.
259© ESSENCIAL DE DRUCKER
Nio vai ser muito, por mais implacével que o trabalhador
sedugio das actividades que desperdicam tempo. Of sea ng
Quanto mais alto na hierarquia o trabalhador do conheg
estiver, maior serd a proporcio de tempo que nao esté sob ¢
trolo e que, porém, nao é despendido de modo a fazer ums no
buigéo. Quanto maior for a organizacao, mais tempo ser ee
para manter simplesmente a organizacio coesa e activa do que pon»
fazer funcionar e produzir. Paraa
Por conseguinte, os mais eficazes sabem que tém de consol
seu tempo nio reservado para uma actividade em especial. Saben
que precisam de blocos grandes de tempo ¢ que pequenas parca
nao equivalem a tempo nenhum. Upp.quario do dia de trabalho, se
for consolidado em grandes unidades de tempo, é geralmente suf-
ciente para fazer as coisas importantes, Mas mesmo trés quartos do
dia de trabalho sio imuiteis se apenas estiverem disponiveis 15 minu-
tos agora e meia hora mais tarde.
O iiltimo paso na gestéo do tempo, portanto, ¢ consolidar 0
tempo que o registo ¢ a andlise mostram estar normalmente disponi-
vel.¢ sob 0 controlo do executivo,
Existem muitas formas de fazer isto. Alguns, geralmente gestores
seniores; trabalham em casa um_ dia por semana; este é um meétodo
particularmente comum de consolidacio de-tempo para editors ¢
cientistas investigadores.
‘Outros agendam todo o trabalho operacional — seuni6s
lises, sessbes de resolucio de problemas, etc. — para dois dias por
semana, por exemplo, st da ¢ sexta-feira, €. _ reservam as manhés
or exemplo, segunda ¢ sexta-telrs
dos restantes dias para um trabalho continuo ¢ consistente sobre as
‘quest6es mais importantes.
Mas o método através do qual se consolida 0 tempo. no 15
vado para uma actividade em especial é muito menos ie
do que a abordagem. A maioria lida com esta tarefa tentando Mies
os assuntos secundirios e menos produtivos, libertando, P2*
dizer, o espaco livre entre eles. No entanto, isto nao 708 leva ™
longe. Ainda nao damos prioridade nas nossas men!
agendas &s coisas menos importantes, aquelas que eer
mesmo apesar de contribuirem pouco. Consequentement emp?
vel que se ceda a qualquer nova pressio de tempo 4 caeCONHEGA 0 SEU TEMPO
eserrado para uma actividade em especial ¢ do trabalho que
e i sse tempo. :
fase fo duane PO. Passados alguns dias ou semanas,
po nfo reservado para uma actvidade em especial terd
i & sido “debicado?
sat er oUt
“1g novas trivialidades.
saciass
B todos 05, talentos eficazes trabalham eternamente na i
gutempo. Nios Tipit a manter um sep de empo eonaue
© slo perodicamente: também exablecem paras prpros
prgos para s actividades importansss, com base na sua aaliagéo do
sempo néo reservado para uma actvidade em expecia
cea tempo no Tose tividade em especial.
Um profissional altamente eficaz que conhego tem duas listas
desis — uma das coisas urgentes e outra das coisas aborrecidas que
ttm de ser feitas — cada uma com prazos. Quando ele vé 0s prazos a
cxcaparem, sabe que 0 seu tempo esta de novo a fugir del.
(O tempo € 0 recurso mais escasso ¢, se nao for gerido, nada mais
pode ser gerido. A andlise do nosso tempo 4, além do mais, ainica
forma facilmente acessivel e, contudo, sistemdtica de analisar o nosso
trabalho e de reflectir sobre o que realmente ¢ importante nele.
“Conheca-se_a si proprio”, a_velha receita para a sabedoria, é
quase impossivel para os mortais. Mas ‘todos podem seguir a regra
“Conheca o seu tempo”, se quiserem, e conseguir estar no caminho
da conttibuicao e da eficécia.
jogo 0 vem
i
No otiginal, Know thy time.TUE)
ete
ASIC ICY
et
proc u
Pecans eeu ug
PCS eS ice esas coe ma
Serene coro yey
pare eee ek uals Ac)
BREMEN es ke unO kA CEI
novos, ajudando-os a compreender é a respeitar-uma disciplina com
PAI Anu RC OSS arc Revel ee cue eS ek
visio de um mundo empresarial em mudanga.” :
Me EN Sa C3 US ioe ace
Coreen
Penn cae See oe un
importante autor mundial no dominio da gestao, contribuindo
PRCERINT EIR E TE ur te Lo an eg
de conhecimento, Através de uma abordagem culturalmente profunda,
de uma visao histérica perfeita e do cruzamento de contributos
ee oR cada momento interpretar os
acontecimentos, compreender e antever as grandes tendéncias de
ada
Henn ST eu Lad
Pare cc Ce kL
Wr or ag
ee ee eset ee
Pannen Cu ae Cr
Pee cece
978-969-8101-941
l |
98981013:
ISBN
nN
8:
rend
Cee