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Tipos Psicológicos de Jung

O documento descreve a teoria dos tipos psicológicos de Jung, que classifica os traços de personalidade em introversão vs extroversão e quatro funções: pensamento, sensação, intuição e sentimento. Jung acreditava que cada pessoa tem uma função dominante e outra auxiliar, e que o desenvolvimento da função inferior pode causar problemas.

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Tipos Psicológicos de Jung

O documento descreve a teoria dos tipos psicológicos de Jung, que classifica os traços de personalidade em introversão vs extroversão e quatro funções: pensamento, sensação, intuição e sentimento. Jung acreditava que cada pessoa tem uma função dominante e outra auxiliar, e que o desenvolvimento da função inferior pode causar problemas.

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10.

Tipos Psicológicos

Para melhor compreender os traços psicológicos dos grupos estudados, tornou-se


importante utilizar uma teoria da personalidade que classificasse alguns tipos
fundamentais de comportamento do indivíduo. A teoria escolhida foi a dos tipos
psicológicos de C. G. Jung.
Nem todas as pessoas agem do mesmo modo. Este é o ponto inicial que motivou
Jung e seus seguidores a estudar os diversos tipos de personalidade. Segundo Sharp
(1987), o modelo de Jung diz respeito ao movimento da energia psíquica e ao modo
como cada indivíduo se orienta no mundo, habitual ou preferencialmente.
São 8 os grupos tipológicos de Jung: duas atitudes de personalidade (introversão
e extroversão) e quatro funções ou formas de orientação (pensamento, sensação,
intuição, sentimento).
A introversão e a extroversão são formas psicológicas de adaptação. No primeiro
caso, o movimento da energia psíquica é direcionado para o mundo interior; no
segundo, a atenção é dirigida para o mundo exterior. Associa-se estas atitudes a uma das
quatro funções.
Segundo o autor, a função do pensamento refere-se ao processo de pensamento
cognitivo; a sensação é a percepção através dos órgãos dos sentidos; o sentimento é a
função do julgamento ou da avaliação subjetivos; e a intuição refere-se à percepção
através do inconsciente (por exemplo, receptividade ao conteúdo do inconsciente).
Assim, a função da sensação nos assegura de que algo existe; a do pensamento
nos diz do que se trata; o sentimento nos fornece o seu valor e, através da intuição,
temos um palpite do que podemos fazer com isso (as possibilidades).
Segundo Sharp (1987), na prática, as quatro funções não estão sujeitas de
maneira proporcional ao controle consciente do indivíduo. Invariavelmente, uma ou
outra é mais desenvolvida. A função superior é simplesmente aquela que uma pessoa
usa com mais freqüência; a função inferior não se refere a um estado doentio mas
apenas àquela função não-utilizada pelo indivíduo (ou utilizada em menor grau).
Sharp (1987) lembra a classificação de Jung: duas das quatro funções são
racionais (pensamento e sentimento) e duas irracionais (sensação e intuição). As
racionais se baseiam num processo reflexivo e linear que se aglutina num julgamento
particular. Já as irracionais são baseadas em um modo de perceber simplesmente o que
é.
O autor alerta para a diferença entre sentimento e emoção. No modelo de Jung,
sentimento refere-se estritamente ao modo pelo qual avaliamos subjetivamente o quanto
algo ou alguém significa para nós.
Sharp (1987) comenta que segundo Jung, somente pode-se falar de consciência
de uma função “quando seu uso é controlado pela vontade e, ao mesmo tempo, seu
princípio dominante é algo decisivo para a orientação da consciência”.
Quanto a função auxiliar, é sempre aquela cuja natureza, racional ou irracional
difere da função dominante.
Já a função inferior, “sua essência é a autonomia; ela é independente, ela ataca,
fascina, e nos rouba o controle”. Sharp cita Marie-Louise von Franz dizendo que a
função inferior para esta autora, é geralmente lenta. Segundo Jung, a “função inferior
traz em si conteúdos muito reprimidos ou insuficientemente apreciados, que são em
parte conscientes em parte, inconscientes”. Segundo Sharp, a medida que uma pessoa
atua de modo unilateral, a função inferior vai se tornando primitiva e problemática,
tanto para a própria pessoa como para os outros.
Após esta breve revisão acerca do assunto, a seguir é exposto o resultado dos testes aplicados nos
pacientes dos grupos do Projeto Doce. Estes testes foram aplicados individualmente e respondidos pelos
próprios pacientes. Em um grupo, foi utilizada a versão antiga do teste e no segundo grupo, decidiu-se
aplicar a versão mais atualizada do QUATI (ver sobre o teste neste trabalho – item “testes psicológicos”).

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