SEBENTA DE GEOGRAFIA
MÓDULO 4
O QUADRO NATURAL DE
PORTUGAL – A POPULAÇÃO
Edição n.º 1 de Setembro 2006
Criado por: Departamento Pedagógico - IEDP (ENSINO ROFISSIONAL)
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LISTAGEM DAS REVISÕES
CAP FOLHA DESIGNAÇÃO DATA OBS.
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O quadro natural de Portugal
– A População
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A evolução da população portuguesa é um dos factores mais importantes para o planeamento das
acções de desenvolvimento, uma vez que através desse estudo podemos:
Identificar e prever necessidades, estabelecer objectivos, programas no sentido de melhorar a
qualidade de vida da população, atenuar as assimetrias socioeconómicas regionais, utilizar
racionalmente os recursos naturais e ao mesmo tempo minimizar os desequilíbrios
ambientais.
Podemos pois definir Qualidade de Vida como sendo, no fundo as condições reais de
existência da população de uma determinada área, tendo em conta: a felicidade, a realização
pessoal, a segurança, o acesso á saúde, a educação, o lazer e as condições ambientais.
Evolução da População Portuguesa
No início do século XX o ritmo do
crescimento era acentuado.
De 1991 a 1920 houve quase uma
estagnação da população.
De 1921 a 1960 o crescimento da população
foi muito acentuado.
De 1961 a 1980 a população cresceu a um
ritmo muito acentuado.
Entre 1981 e 1990 a população voltou a
estagnar.
Entre 1990 e 2001 o ritmo do crescimento
voltou a ser mais acentuado.
O estudo Demográfico é realizado por os vários países, baseia-se na contagem da população em
determinados períodos, este estudo é feito através dos Recenseamentos Gerais da População.
Em Portugal o 1º recenseamento foi feito em Dezembro de 1911, o último foi feito em Março de 2001
(Fazem-se normalmente de 10 em 10 anos)
Portugal em relação a outros países, é um pais com população absoluta de mais ou menos de 10
milhões de habitantes, o que o torna um pais de média -pequena dimensão. Digamos que a
população portuguesa embora com um atraso significativo, têm vindo a acompanhar as tendências
demográficas características dos países mais desenvolvidos.
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EVOLUÇÃO NUMÉRICA DA POPULAÇÃO
Taxa de Natalidade: O número de nascimentos em 1000 habitantes.
É considerada taxa de Natalidade alta quando esta é maior que 30%.
É considerada taxa de Natalidade baixa quando esta é menor que 20%.
Em Portugal as taxas de Natalidade são maioritariamente baixas mas no interior do país e mais
elevadas no Litoral.
Nos últimos anos deu-se um decréscimo da população, a taxa de natalidade passou de 24,1% em
1960 para 10,9% em2001
Entre 1995 e 2001 denotam-se algumas alterações, mas sempre direccionadas para o decréscimo
da população, devido:
Diminuição da população rural e aumento da população urbana
A integração da mulher na vida profissional
A alteração das mentalidades, que se traduziu numa maior utilização de meios contraceptivos
A emigração para a Europa nos anos 60
O envelhecimento da população, entre outros.
Contrastes Regionais
Litoral e Interior – índice da taxa de natalidade os valores são mais elevados.
Norte e Sul – Valores mais elevados no norte do país e mais baixos no Alentejo
Continente e Regiões Autónomas – Em especial os Açores apresenta valores superiores de
natalidade em relação ao Continente.
Causas do Decréscimo de Natalidade:
Modernização das sociedades e a melhoria do nível de vida
Precariedade de empregos
Aumento da população urbana
Desenvolvimento do planeamento familiar
Valorização da carreira profissional
Redução da taxa de nupcialidade
Aumento de divórcios
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Aspectos favoráveis ao aumento de Natalidade:
Algumas culturas ou religiões opõem-se ao controlo de natalidade
Casamentos precoces em algumas etnias levam ao aumento da natalidade
Nas comunidades rurais ainda se denota uma tendência para um aumento de nº de filhos
Famílias mais tradicionais têm mais disponibilidade económica para ter mais filhos
Nos meios mais promíscuos e degradados também ocorre maior nº de filhos
Aspectos desfavoráveis ao aumento da Natalidade:
Maior acesso ao planeamento familiar
A mulher tem maior participação na vida activa
Prolongamento nos estudos
Desejo de adquirir um melhor nível e qualidade de vida
Investimento na educação
Prolongamento da dependência financeira – sobretudo para os filhos
Stress da vida urbana
Crescentes desafios da sociedade
Tal como a taxa de natalidade, também a taxa de mortalidade é um indicador demográfico importante
para o estudo do crescimento natural.
A taxa de Mortalidade: È o número total de óbidos por cada 1000 habitante.
É considerada alta quando superior a 15%.
É considerada baixa quando inferior a 10%.
A taxa de Mortalidade desde 1960 aos dias de hoje também sofreu um acentuado decréscimo
devido:
Melhoria das condições de vida
Melhoria dos cuidados de saúde, alimentação, hábitos de higiene pessoal
Melhoria da assistência Médica
Melhoria das condições de trabalho
Diminuição da taxa de analfabetismo
A taxa de Mortalidade só tem tendência para crescer devido ao envelhecimento da população.
Aspectos favoráveis á diminuição da taxa de Mortalidade:
A existência de melhores condições médicas
Desenvolvimento da ciência médica e farmacêutica
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A melhoria do nível de vida da população em geral
Aspectos favoráveis ao aumento da taxa de Mortalidade:
O prolongamento da esperança média de vida
As catástrofes naturais
As epidemias, as guerras, acidentes de trabalho
O stress da vida urbana
Portugal, em relação aos países da União Europeia, têm valores ligeiramente superiores á média
europeia, sendo é apenas superado pelos países do Norte da Europa. Esta situação dá-se sobretudo
devido ao maior desenvolvimento económico dos países da União europeia, nomeadamente uma
melhor assistência médica, melhor acompanhamento a idosos, etc.
Contrastes Regionais
Registam-se assimetrias:
Litoral/Interior
Norte/Sul
Os valores mais elevados registam-se no Baixo Alentejo, ao passo que os mais baixos registam-se
no Norte, estes valores estão relacionados com o envelhecimento da população.
Taxa de Mortalidade Infantil: É o número de óbitos de crianças com menos de um ano, por cada
1000 nados vivos.
A taxa de Mortalidade Infantil influência os valores da taxa de mortalidade bruta, é um indicador
demográfico que reflecte as características económicas e sociais, e também reflecte de certa forma
as condições de vida da população.
Até á relativamente pouco tempo a taxa de mortalidade infantil era mais elevada nos rapazes. No
entanto de 1960 a 2001 deu-se um decréscimo da taxa de natalidade devido:
Maiores cuidados durante a gravidez
Melhoria da assistência médica materno infantil
Maior acompanhamento na fase pré e pós parto
Melhoria das condições de higiene e de alimentação
Partos mais assistidos em maternidades e em hospitais
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Vacinação infantil
Melhores condições de vida
Esta redução da taxa de mortalidade infantil, também está relacionada com a diminuição da taxa de
fecundidade.
Portugal em relação á União Europeia foi o pais que registou maior decréscimo da taxa de
mortalidade infantil nos últimos anos, no entanto Portugal continua a fazer parte dos países com
valores mais elevados, terá que percorrer ainda um longo caminho até chegar aos países mais
avançados como é o caso da Suécia ou da Finlândia.
Distribuição espacial da população
Quando observamos a distribuição da população reparamos que há diferentes áreas:
Áreas repulsivas
Áreas pouco ou nada povoadas
Áreas atractivas de população e mais ocupadas
Todas estas situações são explicadas por factores naturais e humanos:
Factores naturais: o clima, o relevo, o solo, recursos hídricos, vegetação, etc.
Factores humanos: factores de acessibilidade, a agricultura, a urbanização indústria, a, os
factores histórico social, economia.
Densidade Populacional: número médio de habitantes por unidade de superfície (neste
caso quilómetros quadrados).
DP – População Absoluta
Superfície
No continente Europeu existem grandes desequilíbrios na distribuição da população.
Portugal:
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No contexto europeu têm uma densidade populacional média de
108 hab/Km2 – até é superior a Espanha que têm cerca de 77 hab/Km 2.
Em Portugal verificam-se grandes contrastes regionais. Analisa-se a população
através do Nut III em que:
1. Áreas mais povoadas:
Lisboa Ocidental e Norte de Setúbal – são áreas planas, têm abundância de água, existe
comércio e serviços, industrialização, mais emprego, densa urbanização, e boa
acessibilidade
Litoral Algarvio – em que existe o turismo como motor de desenvolvimento económico.
2. Áreas pouco povoadas:
Interior – onde o clima é mais seco, os solos são pobres, agricultura tradicional, pouca
industrialização, fraco desenvolvimento urbano.
Litoral Alentejano – clima seco, solos pobres, agricultura tradicional, pouca industrialização,
fraco desenvolvimento urbano.
Podemos afirmar que a Indústria, a rede de transportes, a urbanização e as actividades
terciárias são os elementos mais importantes na repartição geográfica da população.
A Litoralização: conceito que designa a concentração demográfica e das actividades
económicas no litoral em oposição à interioridade.
A distribuição da população portuguesa é bastante desequilibrada.
A grande concentração da população encontra-se no litoral do país – entre Braga e Setúbal -
a chamada litoralização.
Esta distribuição demográfica tem a ver com dois fenómenos – a litoralização e o
despovoamento do interior.
Factores que levaram à litoralização:
1. Históricos – o perigo de uma invasão estrangeira que a ser será maior no interior do
que no litoral.
2. Físicos – o clima junto ao litoral é mais ameno e o relevo menos acidentado.
3. Humanos – a proximidade do mar possibilita actividades como a pesca, a extracção
do sal e o comércio.
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A partir da década de 60/70 o êxodo rural é responsável pela redistribuição da população e
pelos desequilíbrios demográficos.
Dão-se duas situações:
1. Nas áreas rurais dá-se a saída da população jovem e adulta em idade de procriar e
trabalhar o que provocou o envelhecimento da população.
2. Nas áreas litorais – dá-se a chegada da população que passa a ser responsável por o
rejuvenescimento demográfico, pela expansão urbana, pelo surgimento de mais infra-
estruturas de apoio e maior dinamismo socioeconómico.
3. Nos anos 80 o êxodo rural abrandou devido a melhores condições de vida da
população nas áreas rurais.
Consequências destas situações:
Agravamento do envelhecimento da população
Estagnação económica da região interior do pais
O abandono dos campos e quebra da actividade agrícola
O não tratamento das áreas florestais
O fecho das escolas e outros equipamentos
A venda de terras e outro património a cidadãos estrangeiros
Um grande desequilíbrio em termos de desenvolvimento regional.
Para atenuar as assimetrias regionais criaram-se os PDM – Planos Directores Municipais
– são planos fundamentais para o desenvolvimento de uma região, são da responsabilidade
das Câmaras Municipais e estabelecem as regras para a ocupação, uso e transformação
dos territórios, têm como objectivo melhorar a qualidade do ambiente e melhorar a qualidade
de vida das populações.
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Estruturas demográficas
Evolução população Portuguesa reflecte-se:
Através dos indicadores Demográficos.
Nas características da população em termos de estrutura etária.
Estrutura Etária: É a constituição da população por idades.
Normalmente para se caracterizar a estrutura etária de uma população utilizam-se grupos
etários que se dividem em:
0 aos 19 – Jovens
20 aos 65 – Adultos
Mais de 65 – Idosos
A estrutura etária de uma população pode ser representada graficamente ou através de
pirâmides etárias ou pirâmides de idades.
Pirâmides Etárias: são gráficos de barras que representam a repartição da população por
idades e sexos.
É através do grupo de efectivos de cada um dos três grupos (jovem, adulto, idoso) – que se
avaliam as características de determinada população dependendo dos factores de
natalidade, mortalidade e fecundidade, a esperança média de vida ou ainda os fluxos
migratórios.
Estrutura etária de uma população consiste na sua repartição por grupos de idades e sexos.
É importante para a caracterização de uma população, e é importante para a tomada de
decisões estratégicas de grandes implicações sociais, como a alteração da idade da
reforma, a criação de emprego ou de habitação.
Existem 4 tipos de pirâmides etárias:
Pirâmide jovem ou crescente Pirâmide adulta ou de transição.
Pirâmide idosa ou decrescente.
Pirâmide rejuvenescente.
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Classes Oca são as classes etárias que representam uma redução do número de efectivos
relativamente à classe etária superior.
Portugal sofreu entre as décadas de 60 e 80, sobretudo após a adesão á União Europeia,
um processo de envelhecimento, há uma redução do número de jovens, e pelo aumento de
idosos.
População Activa: é o conjunto dos indivíduos que exercem uma profissão remunerada.
Também se consideram activos os indivíduos que estão a cumprir o serviço militar
obrigatório e os desempregados.
Nas últimas décadas a população activa têm vindo a aumentar, sobretudo devido á crescente
entrada da mulher no Mercado de trabalho.
Taxa de Actividade: é o nº de activos por cada cem habitantes:
TA – População activa X 100
População Absoluta
Taxa de Desemprego: é a percentagem de desempregados na população activa
TD – População desempregada
População activa x 100
Em relação aos outros países a evolução da população activa têm sido mais lenta que nos
outros países europeus.
Existem 3 sectores, e a tendência é a seguinte:
Sector primário
Sector Secundário
Sector Terciário
Este sector foi o que mais cresceu devido:
Melhoria do nível de vida
Aumento do nº de mulheres a trabalhar
Aparecimento de novas actividades
Desenvolvimento dos serviços sociais e da administração pública
Desenvolvimento da educação e da saúde
Expansão do comércio
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Desenvolvimento técnico do sector primário e secundário
Aumento de Turismo, lazer e cultura.
Há uma diminuição do sector primário e um aumento no sector terciário.
A evolução destes sectores também depende de região para região:
1 – Lisboa e Vale do Tejo – valores mais baixos no sector primário e mais elevados no
sector terciário, é o mais comparável aos países desenvolvidos.
2 – Algarve, Madeira -mais virados para a actividade Turística, Alentejo e Açores – embora
exista o sector terciário, ainda predomina o sector primário.
3 – Região centro – Há o domínio do sector terciário, mas é a zona onde os 3 sectores se
encontram de forma mais equilibrada.
Por outro lado é fundamental hoje em dia que ter em conta factores como o nível de
qualificação profissional, assim como a taxa de alfabetização. Em relação ao primeiro – o
nível de qualificação profissional - é um indicador muito importante e fundamental no
desenvolvimento dos países. Como exemplo positivo deste factor são os Japoneses que
investe muito na qualificação profissional, como medida para o crescimento e desenvolvimento
económico dopais. Ao contrário de Portugal em que existem grandes restrições que tem
contribuído para o nosso atraso em termos de desenvolvimento.
Em relação ao segundo ponto, o nº de pessoas que sabem ler e escrever também é um
indicador muito importante no desenvolvimento de uns pais. Neste caso podemos considerar
que há 3 grupos de Países:
1 – Países Desenvolvidos – Em que a alfabetização é de 90%,chegando mesmo em alguns
países aos 100%, exemplos Europa (incluído Portugal), América do Norte, Argentina, Chile,
Cuba, Japão, Singapura.
2 – Países em Desenvolvimento – Mais localizados em Africa, Ásia, apresentam valores
intermédios.
3 – Países Africanos e Sul da Ásia (subdesenvolvidos) – com valores de alfabetização muito
baixos, logo com menor desenvolvimento.
Portugal continua atrasado em relação aos países mais desenvolvidos, no entanto têm-se
notado uma evolução ao nivele da instrução da população.
1960- Ensino primário atingia 61,4%, sendo em 2001 atingia os 12,4%.
Foi-se assistindo gradualmente ao aumento de idade para o alargamento da escolaridade
obrigatória (1964: era de 4 anos; 1973: era 8 anos; actualmente é de 9 anos (1986)).
Contudo, ainda existe uma percentagem muito elevada da população que concluiu só o1º ciclo.
A caracterização da população também passa por conhecer a sua situação perante o trabalho.
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Evolução da estrutura etária em Portugal
Portugal – até à década de 60 foi um dos poucos países da Europa a possuir uma
população predominantemente jovem. Devido:
Às características rurais da sociedade portuguesa
Á pouca difusão de métodos anticoncepcionais (razões religiosas)
A fraca presença das mulheres no mercado de trabalho
A elevada natalidade.
Década de 60 verificou-se algumas alterações devido:
A guerra colonial
A intensificação do fluxo migratório para a Europa
A estes aspectos associam-se uma redução da população rural e um aumento da
população urbana (fixação de populações nas cidades de Lisboa e Porto)
Um aumento de mulheres a trabalhar
A utilização de mais méis contraceptivos.
Alterações após o 25 de Abril de 1974:
No sector agrícola abandono das regiões do interior – êxodo rural, e fixação no
litoral
Alargamento da escolaridade obrigatória e penalização do trabalho infantil
Alterações no modo de vida e mentalidades das populações, com a total integração
da mulher no mercado de trabalho.
Todos estes factores contribuíram para a diminuição da natalidade, esta tendência é
atenuada com o regresso de populações vindas das ex. Colónias, que se distribuem por
todos os estratos, mas mais os de menor idade e adultos jovens.
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Índice de Envelhecimento: relação entre a população idosa (65 anos ou mais), e a
população jovem (menos de 15 anos), por cada 100 indivíduos
Env.= Pop (+ 65). X 100
Pop (- 15)
Também faz parte da estrutura etária o envelhecimento da população. No nosso pais a
estrutura etária é predominantemente envelhecida:
Diminuição da taxa de natalidade
Diminuição da população activa (sobretudo nas áreas rurais)
Diminuição do espírito de inovação e modernização
Diminuição da produtividade económica
Aumento dos encargos sociais com reformas, pensões, assistência médica
Aumento do índice de dependência de idosos, o que aumenta os encargos financeiros a
suportar pela população activa.
Portugal e União Europeia:
1. Pensões
2. Reforma
3. Subsídios de desemprego
Todas estas situações têm custos cada vez mais elevados, leva a que a segurança social
tenha cada vez custos mais elevada – o que faz com que os idosos vivam mais angustiados
e preocupados. Há a preocupação não só de as pensões serem muito baixas, como a
insegurança em relação a estas poderem deixar de existir.
A União Europeia é um espaço onde a população se encontra bastante envelhecida, devido
á baixa taxa de natalidade e ao aumento da esperança média de vida.
Em Portugal o nº de idosos também aumentou, passou de 8% para 14%, apesar disto é um
dos países com menos nº de idosos.
O índice de envelhecimento é o que nos indica melhor o grau de envelhecimento da
população.
Entre 1960 e 2001 regista-se um aumento de população mais idosa. Os idosos ultrapassam
os idosos. Há um aumento de 27,3% para 103,6%.
Factores que contribuem para esta situação:
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1. Quebra da taxa de natalidade
2. Aumento da esperança média de vida
3. Emigração
4. Crescente urbanização/ terciarização
Taxa de fecundidade: número de nascimentos por ano, por mil mulheres com idade entre
os 15 e os 49 anos.
O futuro demográfico de cada país reflecte-se na diminuição ou mesmo estagnação da
fecundidade.
No ano de 1997 houve um ligeiro aumento da taxa de fecundidade, no entanto não foi muito
promissor. Hoje em dia grande parte dos casais pondera em ter ou não ter filhos, e a
tendência é para que continue a haver baixa natalidade o que dificulta cada vez mais atingir
o mínimo para a renovação de gerações.
Índice de Renovação de Gerações: corresponde à fecundidade necessária para que as
gerações possam ser substituídas por outras mais jovens. O valor mínimo deve ser de 2, 1
filhos por mulher com idade entre os 15 e os 49 anos.
A quebra da taxa de fecundidade têm sido regular no nosso país. Causas desta quebra:
Alterações sócio-culturais
Aumento da população urbana
Feminização da mão-de-obra
O baixo nível de instrução e qualificação da população
O uso cada vez maior de contraceptivos
A instabilidade profissional que se reflecte na dificuldade em arranjar o 1º emprego
Trabalho precário
Baixos salários
No entanto podemos considerar dois grupos neste contexto do índice de fecundidade:
Países menos desenvolvidos –a taxa de fecundidade é elevada, logo a
renovação de gerações está assegurada.
Países mais desenvolvidos – com valores mais baixos na taxa de natalidade,
logo a renovação de gerações nem sempre é garantida, neste grupo está
incluído Portugal, e esta situação poderá vir a comprometer o futuro das
populações.
Na União Europeia, tal como em Portugal, a diminuição da fecundidade também é uma
constante.
1960 – Portugal tinha cerca de 3,1 de nº de filhos por mulher, superior a Portugal existia na
altura apenas a Irlanda, actualmente o valor é similar ao da união europeia -1,5 filhos por
mulher. Também actualmente o país com maior índice de fecundidade continua a ser a
Irlanda – com 1,9 filhos por mulher (mesmo assim inferior ao que seria desejado para a
renovação de gerações)
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Espanha e Itália se os países com valores mais baixos com 1,2 filhos
por mulher.
Todas estas situações têm necessariamente a ver com o nível educacional do nosso país,
no entanto têm havido alguns progressos, nomeadamente:
Diminuição da taxa de analfabetismo
Aumento da taxa de escolarização
Aumento do nº de anos de escolaridade obrigatória
Em Portugal a escolaridade obrigatória é de 9 anos, no entanto é um valor intermédio, tendo
em conta que nos países mais desenvolvidos a escolaridade obrigatória é de 12 anos, como
é o caso da Bélgica e Alemanha.
Em Portugal existem alguns contrastes em termos regionais, apesar de estar consagrado na
Constituição da República que a escolaridade obrigatória é um direito e um dever.
Embora as autarquias locais tenham alguma preocupação no aumento do equipamento de
educação para cada escola, e de por exemplo da construção de pavilhões e campos
desportivos, e estas situações estão incluídas no PDM – Plano Director Municipal – Plano
que estabelece uma estrutura espacial para o território de cada municio, tendo em conta os
objectivos de desenvolvimento e de distribuição racional das actividades económicas, das
carência habitacionais como equipamentos de saúde, transportes e comunicação e infra-
estruturas.
Para melhorar todas estas situações, devemos ter em atenção os incentivos à natalidade e
as politicas demográficas.
Os Incentivos à Natalidade:
1. Transferência para o estado de parte dos encargos inerentes à criação e educação
das crianças como exemplo: acompanhamento médico materno infantil gratuito,
escolaridade obrigatória gratuita, aumento de férias de parto.
2. Aumento do abono de família
3. Construção de infantários e creches públicas
4. Facilidade na obtenção de crédito e subsídios para a compra de casa a famílias com
filhos
5. Incentivos fiscais
6. Redução de horário e atribuição de subsídios para a mãe no período de
amamentação
7. Legislação laboral que protege a mulher durante a gravidez e no período pós natal.
No período entre 80/90 Portugal não sentiu necessidade de implementar medidas neste
sentido, no entanto com as crescentes dificuldades, o que passou a acontecer foi:
1. Casamentos tardios
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2. Redução do nº de filhos por casal
3. Aumento das atribuições profissionais das mulheres
4. A falta de recursos financeiros.
O nosso país poderá tomar várias medidas para reverte a situação, existem exemplos de
municípios que criaram alguns incentivos à natalidade, é o caso de Vila de Rei (Castelo
Branco), onde a Câmara atribui um subsídio de 997,60 euros para o casamento e 748,20
euros por cada criança nascida no concelho.
Por outro lado no nosso país não existe uma grande aposta na educação, na qualificação de
mão-de-obra o que levaria supostamente a uma melhor qualidade de vida.
Está de facto provado que a educação contribui decisivamente para o crescimento
económico de um pais, leva a que:
As pessoas tenha uma formação adequada,
Maior facilidade de ingresso no mercado de trabalho
Remuneração mais elevada
Melhor integração social
Maior realização pessoal
No entanto em Portugal a taxa de analfabetismo apesar de ter diminuído, ainda é bastante
elevada, o que têm a ver com o envelhecimento da população, com o trabalho infantil ainda
existente, fraco acesso à escola devido à falta de transportes em certas regiões do interior.
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