UNIVERSIDADE FEDERAL DO AGRESTE DE PERNAMBUCO
BACHARELADO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS
DÉBORA KARINA FERREIRA DE LIRA
JACINTA SILVA OLIVEIRA
QUÍMICA ANALÍTICA
Garanhuns - PE
2021
UNIVERSIDADE FEDERAL DO AGRESTE DE PERNAMBUCO
BACHARELADO EM ENGENHARIA DE ALIMENTOS
Disciplina: Química Analítica
Professora: Suzana Pedroza da Silva
Alunas: Débora Karina Ferreira de Lira
Jacinta Silva Oliveira
PRÁTICA 03 E 04: PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÕES,
DETERMINAÇÃO DE ACIDEZ TOTAL E DETERMINAÇÃO DE
ALCALINIDADE.
Relatório apresentado à disciplina de Química
Analítica, do Curso de Engenharia de Alimentos
da UFAPE, como parte da primeira avaliação de
aprendizagem.
Garanhuns - PE
2021
1
SUMÁRIO
1. INTRODUÇÃO ……………………………….…………………………...…..........3
2. PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO DE HCl...…………….…….4
2.1 METODOLOGIA……………………..…………………………………..........4
2.1.1. Materiais e reagentes…………………………………………..…......4
2.1.2 Procedimento Experimental……………………………….………….4
2.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO…………………………………….………….6
3. PADRONIZAÇÃO NaOH 1,0 MOLAR COM BIFTALATO DE POTÁSSIO….8
3.1 METODOLOGIA………………………………………………………………..8
3.1.1. Materiais e reagentes…………………………………………….........8
3.1.2 Procedimento Experimental…………………………………………..8
3.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO………………………………………..……….9
4. DETERMINAÇÃO DE ACIDEZ TOTAL………………………………………..12
4.1 METODOLOGIA………………………………………………………………12
4.1.1. Materiais e reagentes…………………………………………….…..12
4.1.2 Procedimento Experimental…………………………………….........12
4.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO………………………………………....…….13
5. DETERMINAÇÃO DE ALCALINIDADE…………………………………....…14
5.1.1. Materiais e reagentes…………………………………………….…………..13
5.1.2 Procedimento Experimental……………………………………........14
5.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO………………………………………....……..15
6. CONCLUSÃO…………………………………………………………………………....17
REFERÊNCIAS ………………………..………….…………………………...…….…….18
2
1. INTRODUÇÃO
O Preparo e Padronização de soluções é fundamental para conhecer a padronização de
uma solução que tem por finalidade determinar a concentração real de um soluto em uma
solução. Nas soluções deste experimento foi realizada a preparação da solução de HCl e a
padronização da solução de NaOH.
A solução de HCl (Ácido Clorídrico) é largamente utilizada para inibir a corrosão em
aços estruturais de baixo carbono, uma vez que realiza a absorção do carbono que se deposita
sobre a superfície do metal (PERES, 2019).
A solução de NaOH (Hidróxido de Sódio) é utilizada para determinar a acidez de
uma amostra, sendo necessário conhecer a sua concentração exata, padronizada pela titulação
de um padrão primário, no caso o biftalato de potássio, que é um sólido branco ou incolor e
iônico (SANTOS, 2016).
A acidez de uma água pode ser definida como sua capacidade de reagir
quantitativamente com uma base forte até um valor definido de pH, devido à presença de
ácidos fortes, fracos e sais que apresentam caráter ácido (KATO, M. T, 1983). Esse parâmetro
é quantificado em mg de CaCO3/L e pode ser obtido através de métodos instrumentais
clássicos como a titulação ou com o auxílio de um pHmetro..
A alcalinidade de uma água é um parâmetro que se refere a sua capacidade de
neutralizar ácidos e equivale à soma de todas as bases tituláveis (SILVA, 2019). Esse
parâmetro é encontrado a partir do método titulométrico de neutralização muito usado para o
monitoramento da qualidade da água.
Diante do exposto, o trabalho teve como objetivo propiciar o conhecimento com a
operação de equipamentos volumétricos, a fim de realizar a preparação da solução de HCl e
encontrar a quantidade necessário para produzir 250 mL de solução com concentração de 0,5
mol/L, determinar a padronização de soluções de NaOH 1,0 molar com biftalato de potássio,
determinação da acidez total e da alcalinidade da água.
3
2. PREPARO E PADRONIZAÇÃO DE SOLUÇÃO
2.1 METODOLOGIA
Preparação da solução de 250 mL de HCl 0,5 mol/L
2.1.1 Materiais e Reagentes
01 Balão Volumétrico de 250 mL
01 Pipeta Graduada
01 Pêra de Sucção
02 Béquer de 100 mL
01 Pipeta Pasteur
02 Erlenmeyer de 125 mL
01 Espátula Canaleta
01 Proveta
01 Suporte Universal
01 Bureta 25 mL
Ácido Clorídrico
Balança Analítica
Carbonato de Sódio
Vermelho de Metila
Água Destilada
2.1.2 Procedimento Experimental
Inicialmente, para a preparação de 250 mL da solução de Ácido Clorídrico
(HCl) com concentração de 0,5 mol/L utilizando o método de Volumetria, foi realizado o
seguinte procedimento experimental:
4
● Realizou-se o cálculo para determinar a quantidade de ácido clorídrico necessário
para produzir 250mL de solução com concentração de 0,5 mol/L. Partindo do HCl
36,5% e 11,8 mol/L;
● Em seguida, com o auxílio da pisseta, adicionou-se uma pequena quantidade de água
destilada no balão volumétrico de 250 mL e no béquer de 100 mL;
● O ácido clorídrico, a pipeta graduada, a pêra de sucção, a pipeta Pasteur, o balão
volumétrico e o béquer contendo a água adicionada. Foram levados para a capela de
exaustão;
● Com os materiais dentro da capela de exaustão, a pêra de sucção foi encaixada na
pipeta graduada e a capela foi ligada para fazer a pipetagem de 10,6 mL do HCl;
● Após a pipetagem do volume desejado, o HCl foi transferido para o balão volumétrico
de 250 mL contendo água, o reagente foi fechado e a capela de exaustão desligada;
● Em sequência, a solução foi homogeneizada e o volume da mesma foi corrigido.
Utilizando a piceta para aproximar o volume de 250 mL de água;
● O ponto do menisco foi atingido com o auxílio da pipeta Pasteur, onde foi coletada a
água destilada contida no béquer de 100 mL e gotejada para o balão contendo a
solução até atingir o menisco;
● A solução produzida foi fechada e homogeneizada.
Para o procedimento de padronização da solução de HCl produzida, foram
adotados os procedimentos a seguir listados:
● Fez-se a pesagem de um erlenmeyer de 125 mL (01) na balança analítica,
desprezando seu peso para assim pesar 0,250 g do carbonato de sódio padrão
primário. O qual foi adicionado aos poucos no recipiente utilizando a espátula
canaleta. E o mesmo procedimento foi feito com o segundo erlenmeyer de 125 mL
(02);
● Após isso, um volume de 25 mL de água destilada foi medido, usando a proveta e a
piceta para acrescentar a água. A qual foi transferida para o erlenmeyer 01 contendo o
carbonato de sódio e o mesmo procedimento foi repetido com o erlenmeyer 02;
● Os recipientes 01 e 02 foram agitados até a dissolução total do carbonato de sódio;
● Depois disso, em cada erlenmeyer, foi acrescentado 5 (cinco) gotas de vermelho de
metila;
● A bureta de 25 mL foi cheia com a solução de HCL produzida, sendo retiradas todas
as bolhas do sistema e o zero foi acertado;
5
● Titulou-se a solução de carbonato de sódio, até atingir a viragem de cor de amarelo
para laranja (este processo foi repetido em duplicata);
● Após o ponto de viragem. Aferiu-se o volume de HCl gasto na titulação do
erlenmeyer 01 e 02 sendo 8,3 mL e 8,5 mL respectivamente.
● As soluções 01 e o2 foram aquecidas até atingir o ponto de ebulição, voltaram à cor
amarelada de antes e seguiram para serem titulados novamente gastando-se o volume
de 2 mL, em ambas as soluções para atingir o ponto de viragem.
2.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO
No experimento, objetivou-se produzir e padronizar uma solução de Ácido Clorídrico
utilizando o método de diluição e Volumetria de Neutralização. De início, foram realizados os
cálculos para se obter o volume do ácido necessário para realizar a diluição como apresentado
abaixo, tendo como base os dados fornecidos no rótulo do produto:
HCl 36,5% 11,8 mol/L , d= 1,8g/mL
𝐶1𝑥𝑉1 = 𝐶2𝑥𝑉2 (1)
11, 8 𝑚𝑜𝑙/𝐿 𝑥 𝑉1 = 0, 25 𝑥 0, 5 (2)
𝑉1 = 0, 0105932 𝐿 (3)
Conforme calculado, foi necessário aproximadamente 10,6 mL de HCl para produzir
a referida solução. Morita (2007) ressalta a importância da padronização das soluções
produzidas, através da utilização de outras soluções classificadas como Padrão Primário e
evidencia que a solução mais usada para a padronizar as de HCl é a de Carbonato de Sódio
(Na₂CO₃), juntamente com o vermelho de metila como indicador. Tais medidas foram as
adotadas no procedimento realizado, alcançando-se a seguinte reação química:
Na₂CO₃ + 2HCl → 2NaCl + CO2 + H₂O (4)
Terra (2006) descreve que a titulação é um processo de adição de pequenas
quantidades de reagentes, utilizando uma bureta, no meio reacional. Visando quantificar
alguma propriedade da solução, quando esta diz respeito a concentração são feitas as medidas
6
do volume, caracterizando o procedimento analítico como titulação volumétrica. A titulação
volumétrica feita, constou com a utilização dos volumes descritos na Tabela 1:
Tabela 1: Volume de HCl utilizado na titulação
Soluções Volume de HCl (mL)
01 8,3
02 8,5
Média de HCl 8,4
Fonte: Própria.
Morita (2007) ainda recomenda aquecer a solução até atingir o ponto de ebulição, a
fim de eliminar o gás carbônico formado com a adição do indicador e titular novamente. Ao
seguir essa metodologia, partindo do volume já existente na bureta, obteve-se os valores do
volume gasto e da variação do volume, por meio da Equação 2, onde os resultados foram
expressos na Tabela 2:
Δ𝑉 = 𝑉𝑓 − 𝑉𝑖 (5)
Δ𝑉 = 8, 5 − 8, 3
Δ𝑉 = 2, 0 (Solução 01) (6)
Δ𝑉 = 𝑉𝑓 − 𝑉𝑖 (7)
Δ𝑉 = 8, 7 − 8, 5
Δ𝑉= 2,0 (Solução 02) (8)
Tabela - Titulação Após Aquecimento
Solução Volume inicial da Volume Gasto Após Variação do
Bureta (mL) Aquecimento (mL) Volume (mL)
01 8,3 8,5 2,0
02 8,5 8,7 2,0
Fonte: Própria
7
3. PADRONIZAÇÃO NaOH 1,0 MOLAR COM BIFTALATO DE POTÁSSIO
3.1 METODOLOGIA
3.1.1 Materiais e Reagentes
01 Balança analítica
01 Bureta
02 Cápsulas (Frascos)
02 Erlenmeyer de 125 mL
01 Espátula de alumínio
01 Garra de bureta
01 Pisseta
01 Pinça metálica
01 Suporte universal
Dessecador
Solução de fenolftaleína 1,0 %
Solução de NaOH padronizada
Biftalato de potássio
3.1.2 Procedimento Experimental
Para a determinação da padronização de NaOH 1,0 molar com biftalato de potássio,
foram realizados os seguintes procedimentos experimentais:
● Inicialmente, pesou-se em uma balança analitica uma cápsula “A” e adicionou-se
com auxílio de uma espátula de alumínio aproximadamente 4,0000 g de biftalato e
repetiu o procedimento com outra cápsula “B”;
8
● Após isso, colocou o biftalato no dessecador a 110 graus por duas horas a fim de
retirar toda a umidade, retirou com auxílio de uma pinça metálica e deixou esfriar;
● Em seguida, pesou-se o biftalato seco, descontando os pesos das cápsulas A e B e
multiplicou pela pureza do biftalato de 99,9%;
● Transferiu-se a massa A que foi pesada em um erlenmeyer, retirando o excesso com
auxílio de uma pisseta com água destilada e completou até atingir o volume de 100
mL, misturou até que o biftalato estivesse todo dissolvido e repetiu o mesmo
procedimento com a massa B;
● Posteriormente, realizou o acondicionamento da bureta com a solução de NaOH 1,0
molar atingindo o menisco do líquido com a marca de aferição do zero da bureta e foi
adicionado gotas do indicador fenolftaleína a 1,0 % no erlenmeyer;
● E por fim, fez-se a titulação da massa A dissolvida abrindo vagarosamente a torneira
da bureta, e adicionou lentamente a base sobre a solução contida no erlenmeyer,
visualizando a correta mudança de coloração enquanto com a outra mão foi feito
movimentos circulares com o erlenmeyer. Quando a cor rosa persistiu, encerrou-se o
gotejamento e anotou o volume consumido da solução titulante de NaOH, repetindo o
procedimento com a massa B dissolvida.
3.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO
Nesta prática, fez-se a padronização de NaOH 0,1 Molar utilizando o biftalato de
potássio (KHC8H4O4). Após a pesagem de biftalato de potássio na cápsula A, fez-se a
subtração do valor obtido menos o peso da cápsula vazia, encontrados os seguintes
resultados:
Massa A = 114,8693 - 110,90277 = 3,9666 (9)
Porém ao verificar as características da substância em seu rótulo observou-se a pureza
do produto de 99% , como o valor encontrado da massa A se refere a uma pureza de 100%, é
necessário encontrar a quantidade exata para 99% de biftalato de potássio, fazendo os
seguintes cálculos:
ma=(3,9666 x 100)/99 (10)
ma= 3,9626 g de biftalato de potássio
9
Para encontrar a massa B a 99%, realizou-se o mesmo procedimento matemático:
Y = 132,1772 - 128,2233 = 3,9539 g (11)
mb= (3,9539 x 100)/99 = 3,9499 g (12)
Durante a titulação das massas A e B dissolvidas, ao ocorrer a mudança de coloração
da fenolftaleína de incolor para rosa foram verificados os seguintes volumes gastos de NaOH
para as duas amostras apresentados na Tabela 2:
Tabela 2: Informações do volume de NaOH utilizado na titulação
Amostras Volume de NaOH (mL)
A 20,6
B 20,8
Fonte: Própria.
Conhecendo-se a concentração da solução de Biftalato de Potássio usada e o volume
de NaOH gasto para consumir todo o Biftalato de Potássio, pôde-se calcular a concentração
de NaOH através das seguintes Equações:
Fa = (ma x 1000)/Va x 204,22 x Mb (13)
Fb = (mb x 1000)/Vb x 204,22 x Mb (14)
Dados:
ma = 3,9626 g
mb = 3,9499 g
Va= 20,6 mL
Vb= 20,8 mL
Mb = 1,0 molar
Cálculos:
Fa = (3,9626 x 1000)/20,6 x 204,22 x 1,0
10
Fa = 3.962,6/4.206,932
Fa = 0,9419 molar
Fb = (mb x 1000)/Vb x 204,22 x Mb
Fb = (3,9499 x 1000)/20,8 x 204,22 x 1,0
Fb = 3.9499/4.247,22
Fb = 0,9299 molar
Onde:
ma = massa “A” do biftalato de potássio
mb = massa “B” do biftalato de potássio
Va= volume consumido para a massa “A”
Vb= volume consumido para a massa “B”
Mb = Molaridade da solução de NaH
Fa = Fator para massa “A”
Fb = Fator para massa “B”
A concentração da padronização de NaOH 0,1 Molar utilizando o biftalato de potássio
foi encontrado a partir da média aritmética das concentrações A e B como mostrada na
Tabela 3:
Tabela 3: Dados obtidos para a padronização da solução de NaOH
Massa de Volume de
Amostras Biftalato (g) NaOH Concentração NaOH
consumido(mL) (mol L-1)
3,9626 0,9419
A 20,6
3,9499 0,9299
B 20,8
-
Média - 0,9359
aritmética
Fonte: Própria.
11
As substâncias que não são padrão primário, como é o caso do NaOH, fornecem
soluções que necessitam ter sua concentração determinada. De acordo com Ramos e Mendes
(2004), o padrão primário é um composto com pureza suficiente para permitir a preparação
de uma solução padrão mediante a pesagem direta da quantidade da substância, seguida pela
diluição até um volume definido de solução. Realizados esses procedimentos com o Biftalato
de potássio, os resultados demonstraram que as concentrações calculadas do NaOH estavam
próximas da esperada de 1,0 mol.L-1 para ambas as soluções, assim como a média.
4. DETERMINAÇÃO DE ACIDEZ TOTAL
4.1 METODOLOGIA
4.1.1 Materiais e Reagentes
01 Bureta
01 Proveta
01 Erlenmeyer
01 Garra de bureta
01 Suporte universal
02 Béquer de 50 mL e 200 mL
01 Pisseta
Hidróxido de Sódio 0,02 mol/L
Fenolftaleína
4.1.2 Procedimento Experimental
Na determinação da acidez total da água utilizou-se o método de titulação de
neutralização ácido/base, seguindo os procedimentos listados a seguir:
● Encheu-se a bureta com a solução titulante de hidróxido de sódio 0,02 mol/L;
12
● Com uma alíquota de água no béquer de 200 mL, 100 mL do líquido foi aferido na
proveta;
● O volume medido na proveta foi transferido para o erlenmeyer e 3 gotas do indicador,
fenolftaleína, foram adicionados à água a qual se manteve incolor;
● Titulou-se a água até atingir o ponto de viragem, representado pela mudança da cor,
sendo esta de incolor para rosa.
4.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO
A acidez é a propriedade que um meio tem de, em meio aquoso, reagir
quantitativamente com uma base forte. A qual é expressa em miligramas por litro de
carbonato de cálcio (mg/L CaCO). Para determinar esse resultado, utiliza-se a Equação 15:
𝑉𝑁𝑎𝑂𝐻 𝑥 𝑁𝑜𝑟𝑚.𝑏𝑎𝑠𝑒 𝑥 50.000
𝐴𝑐𝑖𝑑𝑒𝑧 𝑒𝑚 𝐶𝑎𝐶𝑂3/𝐿 =
𝑉𝑎𝑚𝑜𝑠𝑡𝑟𝑎 (𝑚𝐿)
(15)
VNaOH = Volume de hidróxido de sódio gasto para titular a amostra;
Norm. base = Normalidade do hidróxido de sódio (0,02 N).
A fenolftaleína é largamente empregada nesta análise de titulação de neutralização
ácido/base, por possuir seu ponto de viragem definido no pH de 8,3 e 4,5. Mas também, o
mesmo processo pode ser realizado sem o indicador, utilizando um pHmetro, fixando o
eletrodo na água e realizando a titulação até atingir o pH de 8,3.
DA SILVA (2018), em seu estudo sobre a água consumida nas escola de
\esperança-PB, utilizando o método de titulação de neutralização ácido/base com NaOH 0,02
mol/L em 100 mL de água e indicador fenolftaleína. constatou uma acidez média de 14,7
mg/L de CaCO3, o qual apresentou-se fora da faixa permitida pla legislação que é de 10
mg/L de CaCO3. O experimento apresentado, não revelou os resultados decorridos do
experimento impossibilitando a realização da comparação dos resultados obtidos.
13
5. DETERMINAÇÃO DE ALCALINIDADE
5.1 METODOLOGIA
5.1.1 Materiais e Reagentes
02 Erlenmeyers de 250 mL
01 Bureta
01 Garra de bureta
01 Suporte universal
Fenolftaleína
Alaranjado de metila
5.1.2 Procedimento Experimental
Para a determinação da alcalinidade da água, foram realizados os seguintes
procedimentos experimentais a partir do método titulométrico de neutralização:
● Inicialmente, adicionou-se entre duas e três gotas de fenolftaleína na amostra
de 50 mL de água, em que ficou com cor rosa e titulou com HCl a 0,1 Molar.
Quando a titulação ficou incolor, em meio alcalino, anotou o volume de HCl
consumido e analisou o carbonato se transformando em bicarbonato;
● Posteriormente, na solução o indicador alaranjado de metila e quando persistiu
na cor salmão, foi anotado o volume final de HCl consumido e feito os
cálculos necessários para encontrar a alcalinidade da água .
5.2 RESULTADOS E DISCUSSÃO
14
A alcalinidade da água está associada à presença dos íons hidróxido (OH-), carbonatos
(CO32) e bicarbonato (HCO3-). Como os três estão sob características alcalinas, a
determinação da alcalinidade se dá pela titulação. Para melhorar a seletividade foi usado dois
indicadores: a fenolftaleína e o alaranjado de metila, com pH diferentes. As reações
envolvidas na titulação são:
OH- + H+ → H2O (16)
CO32- + H+ → HCO3- (17)
HCO3- + H →H2CO3 (18)
As reações (16) e (17) ocorrem em uma transição de pH entre 9,4 a 8,2 referente a da
fenolftaleína. De acordo com Lavor (2019), a alcalinidade da fenolftaleína pode ser
quantificada através da adição quantitativa de um ácido de concentração conhecida à amostra
até a neutralização da alcalinidade, quando ocorre a mudança da cor rosa para incolor em que
afirmamos que a alcalinidade à fenolftaleína é igual a zero. O volume gasto (V1) foi igual a 9
mL de HCl que está vinculado à hidroxila e ao carbonato que se transformará em
bicarbonato.
Ao fim da titulação com a fenolftaleína, foi utilizado o segundo indicador laranja de
metila com pH entre 3,5 a 4,2 que atingiu a coloração alaranjado salmão ao realizar a
titulação novamente, obtendo volume final (Vf) gasto de 13,6 mL. A partir dos volumes
gastos com a titulação, o volume V1 consumido foi diminuído pelo volume V2 e obteve o
volume de HCl igual a 4,4 mL vinculado aos íons hidroxila, como calculado a seguir:
V1-V2 = 9 - 4,6 (19)
V1-V2= 4,4 mL } HCl → OH
Com esse resultado, multiplicou o volume V2 por dois e obteve o volume de HCl
consumido pelo carbonato para se transformar em ácido carbônico igual a 9,2 mL. Com isso,
foi possível encontrar a alcalinidade total a partir do cálculo da quantidade de mols de HCl a
0,1 molar consumidos com os íons hidroxila, conforme a relação abaixo:
0,1x 0,0044= 0,00044 mol HCl (1:1) (20)
15
0,00044 mol OH → 50mL (21)
X → 1000mL (22)
Resultando em 0,0088 mols em 1000 mL, para deixar em PM(CaCO3), foi necessário
transformar o número de mols em massa e determinar alcalinidade parcial com a seguinte
relação proporcional:
0,0088 mols → 50mL (23)
XPM(CaCO3) 100g/mol (24)
(0,88CaCO3/L) x 1000 = 880 mg/L (25)
Pazmiño (2018) comenta que embora exista alcalinidades parciais e totais, ambas são
muito importantes para conhecer certas propriedades das amostras de água. A parcial resultou
em 880 mg/L e para determinar a alcalinidade final utilizamos a relação abaixo:
0,1x0,092 = 0,00092 mols HCl → CO32- (2:1) (26)
0,00046 mols CO32- → 50 mL
(27)
X → 1000mL
(28)
0,0092 mols CO32 → 1000mL
(29)
XPM (100g/mol) (30)
(0,92g/L)x 1000 → 920 mg/L
(31)
16
Segundo Lutz (2008), a alcalinidade total de uma solução é geralmente, devida aos
íons hidroxila, carbonato e bicarbonato dissolvidos na água e a soma das concentrações
desses íons é expressa em carbonato de cálcio. Sendo assim, fazendo a soma das suas
alcalinidade de 880 e 920 mg CaCO3/L, foi possível encontrar a alcalinidade total da água
igual a 1800 mg CaCO3/L, e pode-se comprovar através desse experimento a influência dos
indicadores fenolftaleína e alaranjado de metila na alcalinidade da água.
6. CONCLUSÃO
Concluiu-se através dos experimentos realizados que podemos preparar a solução de
ácido clorídrico e determinar a quantidade necessária para produzir 250mL de solução com
concentração de 0,5 mol/L, além de realizar a padronização do hidróxido de sódio pela
técnica de titulação. Os resultados apresentados da aula prática foram satisfatórios, uma vez
que se obtiveram resultados aproximados para as concentrações. Além disso, os conceitos de
padrão primário e padronização de soluções ficaram evidentes, uma vez que sua
aplicabilidade foi bem definida.
De forma geral, todos os experimentos realizados obtiveram resultados satisfatórios
por terem os erros experimentais considerados pequenos e resultados dentro da realidade
esperada, exceto os referentes ao da prática de acidez que não foi informado os resultados
obtidos.
17
REFERÊNCIAS
DA SILVA, Aldeni Barbosa et al. Análise físico-química da água utilizada para consumo nas
escolas municipais da zona urbana de Esperança/PB. Biota Amazônia (Biote Amazonie,
Biota Amazonia, Amazonian Biota), v. 8, n. 3, p. 49-52, 2018.
KATO, M. T. “Acidez”. Roteiro de aula da disciplina Qualidade da Água, do Ar e do Solo.
Escola de Engenharia Mauá. São Caetano do Sul/SP, 1983.
LAVOR, Catarina F. C. Verificação da conformidade da qualidade da água. Fortaleza,
2019. Disponível em: <[Link]
[Link]>. Acesso em: 20 de maio de 2021.
LUTZ, Adolfo. Métodos Físico-Químicos para Análise de Alimentos. IV Edição. Volume I,
São Paulo-SP: Instituto Adolf Lutz; 2008. Págs. 102, 104, 281, 347 á 402.
MORITA, Tokio; ASSUMPÇÃO, Rosely. Manual de soluções, reagentes e solventes:
padronização, preparação, purificação, indicadores de segurança e descarte de produtos
químicos. Editora Blucher, 2007
PAZMIÑON, Erick N.C. Determinación de alcalinidad en agua. Guaiaquil, 2018.
Disponível em: <[Link]
/>. Acesso em: 20 de maio de 2021.
PERES, Jhonatan et al. Estudo da eficiência do Orbignya oleifera como inibidor verde de
corrosão para aço com baixo teor de carbono comparado com inibidor comercial em solução
HCl 1M. Matéria (Rio de Janeiro), v. 24, n. 3, 2019.
RAMOS, Bruno; MENDES, Wendel. Preparação e padronização de uma solução;
Determinação da acidez no vinagre. Anápolis, 2004. Disponível em:
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18
SANTOS, Leonardo dos. Construção de um titulador alternativo e o uso de indicadores
naturais para medidas de pH. Rio de Janeiro, 2016. Disponível em:
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SILVA, Aldeni B. et. al. Diagnóstico físico-químico da água de bebedouros de escolas
públicas. Esperança 2019. Disponível em: <[Link]
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TERRA, Juliana; ROSSI, Adriana Vitorino. Sobre o desenvolvimento da análise volumétrica
e algumas aplicações atuais. Química Nova, v. 28, n. 1, p. 166-171, 2005.
19