IMPEDÂNCIA E ADMITÂNCIA
UNIVERSIDADE FEDERAL DE ITAJUBÁ
Instituto de Engenharia de Sistemas e Tecnologia da Informação
ELTA01A – Eletrônica Analógica I
Objetivo
Impedância;
Admitância.
Impedância e reatância
Elementos resistivos
Em circuitos puramente resistivos v e i estão em fase e suas
amplitudes são:
𝑉
𝐼 = 𝑉 =𝐼 𝑅
𝑅
Em forma fasorial: 𝑣 = 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 𝑉∠0°
Onde: 𝑉 = 0,707𝑉
𝑉∠0° 𝑉
Assim: 𝑰= = ∠0° − 𝜃
𝑅∠𝜃 𝑅
Como i e v estão em fase qR = 0°
𝑉∠0° 𝑉
Logo: 𝑰= = ∠0°
𝑅∠0° 𝑅
Definição de impedância
𝑉
No domínio do tempo: 𝑖= 2 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡
𝑅
O fato de qR = 0° ser empregado na forma polar, a seguir, garante uma relação
adequada de fase entre e tensão e a corrente
𝒁𝑹 = 𝑅∠0°
A grandeza ZR, que tem módulo e ângulo associado, é denominado IMPEDÂNCIA do elemento
resistivo. É medida em Ohms e indica quanto o elemento impede a passagem de corrente no circuito.
É importante entender que ZR não é um fasor. O termo fasor é reservado a grandezas que variam no
tempo.
Exemplo de aplicação
Dado o circuito, determine a corrente i e
faça um esboço das formas de ondas de v e i:
Solução:
𝑣 = 100 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 70,71∠0°
𝑽 𝑉∠𝜃 70,71∠0°
𝑰= = = = 14,14 𝐴∠0°
𝒁 𝑅∠0° 5∠0°
𝑖 = 2 14,14 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡
𝑖 = 20 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡
Exemplo de aplicação
Dado o circuito, determine a tensão v e faça
um esboço das formas de ondas de v e i:
Solução:
𝑖 = 4 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 30° ⇒ 𝑰 = 2,828∠30°
𝑽 = 𝑰𝒁 = (𝐼∠𝜃)(𝑅∠0°)
𝑽 = 2,828∠30° 2∠0° = 5,656 𝑉∠30°
𝑣 = 2 5,656 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 30°
𝑣 = 8 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 30°
Reatância indutiva
Em um indutor puro a tensão está
adiantada em 90° em relação a corrente: Aplicando a lei de Ohm:
𝑉∠0° 𝑉
𝑰= = ∠0° − 𝜃
𝑋 ∠𝜃 𝑋
Como a tensão está 90° adiantado
em relação a corrente qL = 90° :
𝑉∠0° 𝑉 𝑉
𝑰= = ∠0° − 90° = ∠ − 90°
𝑋 = 𝜔𝐿 𝑋 ∠90° 𝑋 𝑋
𝑉
𝑣 = 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 𝑉∠0° 𝑖= 2 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 90°
𝑋
Impedância do indutor
O fato de qL = 90° ser empregado na forma polar, a seguir, garante uma relação
adequada de fase entre e tensão e a corrente em um indutor:
𝒁𝑳 = 𝑋 ∠90°
A grandeza ZL, que tem módulo e ângulo associado, é denominado IMPEDÂNCIA do indutor. É
medida em Ohms e indica quanto o indutor impede ou controla a passagem de corrente no circuito.
É importante entender que ZL não é um fasor. O termo fasor é reservado a grandezas que variam no
tempo
Exemplo de aplicação
Dado o circuito, determine a corrente i e
faça um esboço das formas de ondas de v e i:
Solução:
𝑣 = 24 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 16,968∠0°
𝑽 𝑉∠𝜃 16,968∠0°
𝑰= = = = 5,656 𝐴∠ − 90°
𝒁 𝑋 ∠90° 3∠90°
𝑖 = 2 5,656 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 90°
𝑖 = 8,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 90°
Exemplo de aplicação
Dado o circuito, determine a tensão v e faça
um esboço das formas de ondas de v e i:
Solução:
𝑖 = 5 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 30° ⇒ 𝑰 = 3,535∠30°
𝑽 = 𝑰𝒁 = (𝐼∠𝜃)(𝑋 ∠90°)
𝑽 = 3,535∠30° 4∠90° = 14,14 𝑉∠120°
𝑣 = 2 14,14 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 120°
𝑣 = 20 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 120°
Reatância capacitiva
Em um capacitor puro a corrente está
adiantada em 90° em relação a tensão: Aplicando a lei de Ohm:
𝑉∠0° 𝑉
𝑰= = ∠0° − 𝜃
𝑋 ∠𝜃 𝑋
Como a corrente está 90° adiantado
em relação a tensão qC = – 90° :
𝑉∠0° 𝑉 𝑉
1 𝑰= = ∠0° − (−90°) = ∠90°
𝑋 ∠ − 90° 𝑋 𝑋
𝑋 =
𝜔𝐶
𝑉
𝑖= 2 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 90°
𝑣 = 𝑉 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 𝑉∠0° 𝑋
Impedância do capacitor
O fato de qC = – 90° ser empregado na forma polar, a seguir, garante uma relação
adequada de fase entre e tensão e a corrente em um capacitor:
𝒁𝑪 = 𝑋 ∠ − 90°
A grandeza ZC, que tem módulo e ângulo associado, é denominado IMPEDÂNCIA do capacitor. É
medida em Ohms e indica quanto o capacitor impede ou controla a passagem de corrente no
circuito. É importante entender que ZC não é um fasor. O termo fasor é reservado a grandezas que
variam no tempo
Exemplo de aplicação
Dado o circuito, determine a corrente i e
faça um esboço das formas de ondas de v e i:
Solução:
𝑣 = 15 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 10,605∠0°
𝑽 𝑉∠𝜃 10,605∠0°
𝑰= = = = 5,303 𝐴∠90°
𝒁 𝑋 ∠ − 90° 2∠ − 90°
𝑖 = 2 5,303 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 90°
𝑖 = 7,5 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 90°
Exemplo de aplicação
Dado o circuito, determine a tensão v e faça
um esboço das formas de ondas de v e i:
Solução:
𝑖 = 6 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 60° ⇒ 𝑰 = 4,242∠ − 60°
𝑽 = 𝑰𝒁 = (𝐼∠𝜃)(𝑋 ∠ − 90°)
𝑽 = 4,242∠ − 60° 0,5∠ − 90° = 2,121 𝑉∠ − 150°
𝑣 = 2 2,121 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 150°
𝑣 = 3,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 150°
Diagrama de impedâncias
Representando os ângulos de fase da
resistência e das reatâncias no plano
complexo, em qualquer circuito, a
resistência está na parte positiva do
eixo dos reais, a reatância indutiva
sempre está na parte positiva do
eixo imaginário e a reatância
capacitiva sempre está na parte
negativa dos eixo imaginário. O
resultado é um diagrama de
impedâncias que pode representar
os valores individuais e o valor total Para qualquer configuração (série, paralelo, série-paralelo,
da impedância de qualquer circuito etc.), o ângulo associado à impedância total é igual ao ângulo
de corrente alternada. da fase da tensão aplicada em relação ou ângulo da corrente
da fonte. Para circuitos indutivos, qT é positivo, enquanto
para circuitos negativo é negativo.
Configurações em série
Para configurações em série a impedância total é a soma das impedâncias individuais:
𝑍 = 𝑍 + 𝑍 + 𝑍 + ⋯+ 𝑍
Circuito CA em série
Para circuito CA em série a corrente é a
mesma em todos os elementos e a A tensão em cada elemento é:
impedância total é obtida pela lei de Ohm:
𝑉 = 𝐼𝑍 𝑉 = 𝐼𝑍
Aplicando LKT (lembrando que as
grandezas possuem módulo e fase) tem-se:
𝐸−𝑉 −𝑉 =0 𝐸 = 𝑉 +𝑉
A potência fornecida ao circuito é obtida por:
𝑃 = 𝐸𝐼 cos 𝜃
𝐸
𝑍 =𝑍 +𝑍 𝐼=
𝑍 Onde qT é a diferença de fase entre E e I
Circuito RL
𝑍 = 𝑍 + 𝑍 = 3 Ω ∠0° + 4 Ω ∠90°
𝑍 = 3 Ω + 𝑗4 Ω
4
𝑍 = 3 + 4 Ω ∠ tan
3
𝑍 = 5 Ω ∠53,13°
𝑣 = 141,1 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 100 𝑉 ∠0°
Circuito RL
Aplicando LKT, tem-se:
A corrente no circuito é:
𝑬 = 𝑽 𝑹 + 𝑽𝑳
𝑬 100 𝑉∠0°
𝑰= = = 20,0 𝐴 ∠ − 53,13° 𝑬 = 36 − 𝑗48 + 64 + 𝑗48 = 100 + j0
𝒁 5 Ω ∠53,13°
𝑬 = 100 V∠0°
Pela lei de Ohm, as tensões nos elementos são:
𝑉 = 𝐼𝑍 = 20,0 𝐴 ∠ − 53,13° 3 Ω ∠0°
𝑉 = 60,0 𝑉 ∠ − 53,13° = 36 − 𝑗48
𝑉 = 𝐼𝑍 = 20,0 𝐴 ∠ − 53,13° 4 Ω ∠90°
𝑉 = 80,0 𝑉 ∠36,87° = 64 + 𝑗48
Potência total
A potência total fornecida ao circuito é obtida por:
𝑃 = 𝐸𝐼 cos 𝜃
𝑃 = 100 𝑉 20 𝐴 cos 53,13° = 2000 𝑊 0,6
𝑃 = 1200 𝑊
Onde E e I são os valores efetivos e qT é a diferença de fase entre E e I. Assim:
𝑃 = 𝐼 𝑅 = 20 𝐴 3 Ω = 1200 𝑊
Como I é o valor efetivo, tem-se:
𝑃 = 𝑃 + 𝑃 = 𝑉 𝐼 cos 𝜃 + 𝑉 𝐼 cos 𝜃
Onde qR é a diferença de fase entre VR e I e qL é a diferença de fase entre VL e I.
𝑃 = 60 𝑉 20 𝐴 cos 0° + 80 𝑉 20 𝐴 cos 90°
𝑃 = 1200 + 0 = 1200 𝑊
Fator de potência
O fator de potência do circuito FP é o cos da diferença de fase entre E e I. No circuito analisado o FP
do circuito é cos 53,13°, ou seja FP = 0,6 atrasado. Reescrevendo a equação da potência:
𝑃
cos 𝜃 =
𝐸𝐼
Manipulando a equação para circuitos CA em série, tem-se:
𝑃 𝐼 𝑅 𝐼𝑅 𝑅 𝑅
cos 𝜃 = = = = =
𝐸𝐼 𝐸𝐼 𝐸 𝐸 𝑍
𝐼
𝑅
Portanto: 𝐹 = cos 𝜃 =
𝑍
𝑅 3Ω
Aplicando ao circuito analisado: 𝐹 = cos 𝜃 = = = 0,6 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑎𝑑𝑜
𝑍 5Ω
Circuito RC
𝑍 = 𝑍 + 𝑍 = 6 Ω ∠0° + 8 Ω ∠ − 90°
𝑍 = 6 Ω − 𝑗8 Ω
8
𝑍 = 6 + 8 Ω ∠ − tan
6
𝑖 = 7,07 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13° ⇒ 𝑰 = 5 𝐴 ∠53,13° 𝑍 = 10 Ω ∠ − 53,13°
Circuito RC
Aplicando LKT, tem-se:
A tensão no circuito é:
𝑬 = 𝑽 𝑹 + 𝑽𝑪
𝑬 = 𝑰𝒁 = 5 𝐴 ∠ 53.13° 10 Ω ∠ − 53,13°
𝑬 = 18 − 𝑗24 + 32 + 𝑗24 = 50 + j0
𝑬 = 50 𝑉 ∠ 0°
𝑬 = 50 V∠0°
Pela lei de Ohm, as tensões nos elementos são:
𝑉 = 𝐼𝑍 = 5 𝐴 ∠ 53,13° 6 Ω ∠ 0°
𝑉 = 30,0 𝑉 ∠ 53,13° = 18 + 𝑗24
𝑉 = 𝐼𝑍 = 5 𝐴 ∠ 53,13° 8 Ω ∠ − 90°
𝑉 = 40,0 𝑉 ∠ − 36,87° = 32 − 𝑗24
Circuito RC
𝑖 = 7,07 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13°
𝑒 = 2 50 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 = 70,70 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡
𝑣 = 2 30,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13° = 42,42 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13°
𝑣 = 2 40,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 36,87° = 56,56 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 36,87°
Potência e Fator de potência
𝑃 = 𝐸𝐼 cos 𝜃 = 50 𝑉 5 𝐴 cos 53,13°
𝑃 = 250 0,6 = 150 𝑊
Ou, pode ser: 𝑃 =𝐼 𝑅 = 5𝐴 6 Ω = 150 𝑊
Ou, então: 𝑃 = 𝑃 + 𝑃 = 𝑉 𝐼 cos 𝜃 + 𝑉 𝐼 cos 𝜃
𝑃 = 30 𝑉 5 𝐴 cos 0° + 40 𝑉 5 𝐴 cos −90°
𝑃 = 150 𝑊 + 0 = 150 𝑊
O fator de potência é: 𝐹 = cos 𝜃 = cos −53,13° = 0,6 𝑎𝑑𝑖𝑎𝑛𝑡𝑎𝑑𝑜
𝑅 6Ω
𝐹 = cos 𝜃 = = = 0,6 𝑎𝑑𝑖𝑎𝑛𝑡𝑎𝑑𝑜
𝑍 10 Ω
Circuito RLC
𝑍 = 𝑍 + 𝑍 + 𝑍 = 3 Ω ∠0° + 7 Ω ∠90° + 3 Ω ∠ − 90°
𝑍 = 3 Ω + 𝑗7 Ω − 𝑗3 Ω = 3 Ω + 𝑗4 Ω
4
𝑍 = 3 + 4 Ω ∠ tan
3
𝑍 = 5 Ω ∠53,13°
𝑒 = 70,7 𝑠𝑒𝑛𝜔𝑡 ⇒ 𝑽 = 50 𝑉 ∠0°
Circuito RLC
A corrente no circuito é:
Aplicando LKT, tem-se:
𝑬 50 𝑉∠0° 𝑬 = 𝑽 𝑹 + 𝑽𝑳 + 𝑽 𝑪
𝑰= = = 10,0 𝐴 ∠ − 53,13°
𝒁 5 Ω ∠53,13°
𝑬 = 18 − 𝑗24 + 56 + 𝑗42 + −24 − 𝑗18
Pela lei de Ohm, as tensões nos elementos são: 𝑬 = 50 + j0
𝑬 = 50 V∠0°
𝑉 = 𝐼𝑍 = 10,0 𝐴 ∠ − 53,13° 3 Ω ∠0°
𝑉 = 30,0 𝑉 ∠ − 53,13° = 18 − 𝑗24
𝑉 = 𝐼𝑍 = 10,0 𝐴 ∠ − 53,13° 7 Ω ∠90°
𝑉 = 70,0 𝑉 ∠36,87° = 56 + 𝑗42
𝑉 = 𝐼𝑍 = 10,0 𝐴 ∠ − 53,13° 3 Ω ∠ − 90°
𝑉 = 30,0 𝑉 ∠ − 143,13° = −24 − 𝑗18
Circuito RLC
𝑒 = 2 50 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 = 70,70 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡
𝑖 = 2 10,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 53,13° = 14,14 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 53,13°
𝑣 = 2 30,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 53,13° = 42,42 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 53,13°
𝑣 = 2 70,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 36,87° = 98,98 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 36,87°
𝑣 = 2 30,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 143,13° = 42,42 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 143,13°
Potência e Fator de potência
𝑃 = 𝐸𝐼 cos 𝜃 = 50 𝑉 10 𝐴 cos 53,13°
𝑃 = 500 0,6 = 300 𝑊
Ou, pode ser: 𝑃 = 𝐼 𝑅 = 10 𝐴 3 Ω = 300 𝑊
Ou, então: 𝑃 = 𝑃 + 𝑃 + 𝑃 = 𝑉 𝐼 cos 𝜃 + 𝑉 𝐼 cos 𝜃 + 𝑉 𝐼 cos 𝜃
𝑃 = 30 𝑉 10 𝐴 cos 0° + 70 𝑉 10 𝐴 cos 90° + 30 𝑉 10 𝐴 cos −90°
𝑃 = 300 + 0 + 0 = 300 𝑊
O fator de potência é: 𝐹 = cos 𝜃 = cos 53,13° = 0,6 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑎𝑑𝑜
𝑅 3Ω
𝐹 = cos 𝜃 = = = 0,6 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑎𝑑𝑜
𝑍 5Ω
Admitância e Suceptância
Admitância
Em circuitos CA, define-se a admitância (Y) como 1/Z. A unidade é o siemens cujo símbolo é S.
Admitância é uma medida de quanto um circuito CA admite ou permite a passagem de corrente.
Portanto, quanto maior o seu valor maior será a corrente para um circuito com a mesma tensão.
𝑌 = 𝑌 + 𝑌 + 𝑌 + ⋯+ 𝑌
1 1
𝑍 = 𝑍 =
𝑌 1 1 1 1
+ + + ⋯+
𝑍 𝑍 𝑍 𝑁
Suceptância
1 1
O inverso da resistência é a condutância: 𝑌 = = = 𝐺∠0°
𝑍 𝑅∠0°
O inverso da reatância (1/X) é denominado Suceptância, cujo valor indica o quanto um
componente é suscetível à passagem de corrente. A Suceptância também é medida em
Siemens, e é representada pela letra B. Para o indutor:
1 1 1 1
𝑌 = = = ∠ − 90° 𝐵 = 𝑌 = 𝐵 ∠ − 90°
𝑍 𝑋 ∠90° 𝑋 𝑋
Para o capacitor:
1 1 1 1
𝑌 = = = ∠90° 𝐵 = 𝑌 = 𝐵 ∠90°
𝑍 𝑋 ∠ − 90° 𝑋 𝑋
Diagrama das admitâncias
Circuito RLC paralelo
𝑒 = 2 100 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13º ⇒ 𝑬 = 100 𝑉 ∠53,13°
Circuito RLC paralelo
𝑍 = 𝑌 + 𝑌 + 𝑌 = 𝐺 ∠0° + 𝐵 ∠ − 90° + 𝐵 ∠90°
1 1 1
𝑌 = ∠0° + ∠ − 90° + ∠90°
3,33 Ω 1,43 Ω 3,33 Ω
𝑌 = 0,3 𝑆 ∠0° + 0,7 𝑆 ∠ − 90° + 0,3 𝑆 ∠90°
𝑌 = 0,3 𝑆 + 0,7 𝑆 ∠ − 90° + 0,3 𝑆 ∠90°
𝑌 = 0,3 𝑆 − 0,7𝑗 𝑆 + 0,3𝑗 𝑆 = 0,3 𝑆 − 0,4𝑗 𝑆
0,4
𝑌 = 0,3 + 0,4 𝑆 ∠ − tan
0,3
𝑌 = 0,5 𝑆 ∠ − 53,13°
1 1
𝑍 = = = 2 Ω ∠53,13°
𝑌 0,5 𝑆 ∠ − 53,13°
Circuito RLC paralelo
A corrente no circuito é:
Aplicando LKC, tem-se:
𝑬 𝑰 = 𝑰 𝑹 + 𝑰𝑳 + 𝑰𝑪
𝑰= = 𝑬𝒀 = 100 𝑉 ∠53,13° 0,5 𝑆 ∠ − 53,13° = 50,0 𝐴 ∠0°
𝒁
𝑰 = 18 + 𝑗24 + 56 − 𝑗42 + −24 + 𝑗18
As correntes nos elementos são: I= 50 + j0
𝑰 = 50 A∠0°
𝐼 = 𝐸𝐺 = 100 𝑉 ∠53,13° 0,3 𝑆 ∠0°
𝐼 = 30,0 𝐴 ∠53,13° = 18 + 𝑗24
𝐼 = 𝐸𝐵 = 100 𝑉 ∠53,13° 0,7 𝑆 ∠ − 90°
𝐼 = 70,0 𝐴 ∠ − 36,87° = 56 − 𝑗42
𝐼 = 𝐸𝐵 = 100 𝑉 ∠ 53,13° 0,3 𝑆 ∠90°
𝐼 = 30,0 𝐴 ∠143,13° = −24 + 𝑗18
Circuito RLC paralelo
𝑒 = 2 100 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13º = 141,4 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13º
𝑖 = 2 50,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 = 70,71 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡
𝑖 = 2 30,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13° = 42,42 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 53,13°
𝑖 = 2 70,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 36,87° = 98,98 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 − 36,87°
𝑣 = 2 30,0 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 143,13° = 42,42 𝑠𝑒𝑛 𝜔𝑡 + 143,13°
Potência e Fator de potência
𝑃 = 𝐸𝐼 cos 𝜃 = 100 𝑉 50 𝐴 cos 53,13°
𝑃 = 5000 0,6 = 3000 𝑊
Ou, pode ser: 𝑃 = 𝐸 𝐺 = 100 𝑉 0,3 𝑆 = 3000 𝑊
Ou, então: 𝑃 = 𝑃 + 𝑃 + 𝑃 = 𝐸𝐼 cos 𝜃 + 𝐸𝐼 cos 𝜃 + 𝐸𝐼 cos 𝜃
𝑃 = 100 𝑉 30 𝐴 cos 0° + 100 𝑉 70 𝐴 cos 90° + 100 𝑉 30 𝐴 cos −90°
𝑃 = 3000 + 0 + 0 = 3000 𝑊
O fator de potência é: 𝐹 = cos 𝜃 = cos 53,13° = 0,6 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑎𝑑𝑜
𝐺 0,3 𝑆
𝐹 = cos 𝜃 = = = 0,6 𝑎𝑡𝑟𝑎𝑠𝑎𝑑𝑜
𝑌 0,5 𝑆
Universidade Federal de Itajubá
Instituto de Eng. de Sistemas e Tec. da Informação
Prof. Egon Luiz Müller Júnior