UNIVERSIDADE ABERTA ISCED
Departamento de Ciências de Educação
Curso de Licenciatura em Ensino de Língua Portuguesa
Tipos de Gramatica
Carolina Pedro Cuamba – 31210034
Xai – Xai, Março de 2023
UNIVERSIDADE ABERTA ISCED
Departamento de Ciências de Educação
Curso de Licenciatura em Ensino de Língua Portuguesa
Tipos de Gramatica
Trabalho de Campo a ser submetido na
Coordenação do Curso de Licenciatura em
Ensino de Língua Portuguesa da UNISCED
Tutor: Henrique Mateus
Carolina Pedro Cuamba – 31210034
Xai – Xai, Março de 2023
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Índice
1. Introdução............................................................................................................................ 1
1.1. Objectivos ........................................................................................................................ 1
1.1.1. Geral ............................................................................................................................. 1
1.1.2. Específicos ................................................................................................................... 1
1.2. Metodologia ..................................................................................................................... 1
2. Tipos da Gramática ............................................................................................................. 2
2.1. Gramática Normativa ...................................................................................................... 2
2.2. A Gramática Tradicional ................................................................................................. 2
2.3. Gramática Descritiva: ...................................................................................................... 3
2.4. Gramatica histórica .......................................................................................................... 3
2.5. Gramatica Comparativa ................................................................................................... 3
2.6. A gramática ge(ne)rativa transformacional ..................................................................... 4
2.7. Gramática estrutural ........................................................................................................ 4
3. Considerações Finais ........................................................................................................... 5
4. Referências Bibliográficas .................................................................................................. 6
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1. Introdução
O presente trabalho aborda sobre os tipos de gramatica. A Gramática tem como principal
função regular a linguagem e estabelecer padrões de escrita e fala para os falantes de uma
língua. Graças à Gramática, a língua pode ser analisada e preservada, apresentando unidades e
estruturas que permitem o bom uso da língua portuguesa.
Reconhece-se fundamentalmente três sentidos para o conceito de gramática (Travaglia, 2001e
Possenti, 1996). O primeiro considera a gramática “um manual com regras de bom uso da
língua”, isto é, trata-se de um compêndio com normas para falar e escrever corretamente. Tais
normas advêm do uso que os escritores consagrados fazem da língua. O segundo conceito de
gramática refere-se a “um conjunto de regras que o cientista encontra nos dados que analisa, à
luz de determinada teoria e método” (Neder apud Travaglia, 2001: 27). A terceira concepção
reconhece a gramática como sendo “o conjunto das regras que o falante de fato aprendeu e das
quais lança mão ao falar” (Travaglia, 2001:28).
1.1. Objectivos
1.1.1. Geral
Analisar os diferentes tipos de gramatica.
1.1.2. Específicos
Identificar os diferentes tipos de gramatica;
Caracterizar os diferentes tipos da gramatica.
1.2. Metodologia
Para a realização do presente trabalho recorreu – se à pesquisa bibliográfica.
Segundo Gil (1999, p. 39), este procedimento técnico serve para sustentar teoricamente o estudo
recorrendo à consulta de “livros de leitura corrente, livros de referência e publicações
periódicas”. Portanto, a pesquisa bibliográfica auxiliou, especificamente, na identificação,
análise e compreensão de dados considerados úteis para o desenvolvimento e argumentação do
estudo, mediante a consulta de livros.
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2. Tipos da Gramática
Para conceituar gramática é necessário, primeiramente, entender que não há um único conceito,
visto que este é polissêmico. Ele depende da perspectiva analítica adotada para o que está sendo
considerado, em uma perspectiva conceitual e depois histórica.
De acordo com Silva (2006, p. 02), a gramática, na perspectiva conceitual, em termos
específicos, pode ser definida como um sistema geral que organiza a língua, mas também pode
ser a ciência que estuda os sistemas dessa mesma língua. Já na perspectiva histórica envolve
uma variedade de acepções.
2.1. Gramática Normativa
Possenti (1996), define Gramatica Normativa como conjunto de regras que devem ser seguidas,
com o objectivo de falar e escrever corretamente. Um exemplo de regra desse tipo é o que diz
que o verbo deve concordar com o sujeito.
Já Travaglia (2002) afirma que a gramática normativa é aquela que estuda apenas os factos da
língua padrão, da norma culta de uma língua. Essa gramática é uma espécie de lei que regula o
uso da língua em uma sociedade. Pautada na escrita das pessoas cultas e de prestígio.
Este tipo de Gramatica é bastante utilizada em sala de aula e para diversos fins didáticos, a
Gramática Normativa busca a padronização da língua, indicando através de suas regras como
devemos falar e escrever corretamente. Aqui a abordagem privilegia a prescrição de regras que
devem ser seguidas, desconsiderando os fatores sociais, culturais e históricos aos quais estão
sujeitos os falantes da língua.
2.2. A Gramática Tradicional
Os gramáticos tradicionais se preocuparam mais ou menos exclusivamente com a linguagem
literária, padrão; e tendiam a desconsiderar ou a condenar como “incorreto” o emprego de
formas não consagradas ou coloquiais, tanto no falar como no escrever. Com frequência,
deixavam de compreender que a linguagem padrão é, de um ponto de vista histórico, tão-
somente o dialeto regional ou social que adquiriu projeção, tornando-se o instrumento da
administração, da educação e da literatura (Lyons, 1995: 21).
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Segundo Ruwet (2001), as gramáticas tradicionais são muito pouco explícitas e sistemáticas:
tratam em diferentes capítulos de um mesmo fenômeno linguístico; formulam regras, mas não
se preocupam em tecer reflexões sobre elas; priorizam as excepções, não se detendo nas
“regularidades profundas da linguagem a não ser por indicações esquemáticas (e dispersas) ou
por exemplos”.
2.3. Gramática Descritiva:
Possenti (1996), acerva que Gramatica Descritiva é um conjunto de regras que são seguidas,
cuja preocupação é descrever ou explicar as línguas como elas são faladas. A principal
preocupação é tornar conhecidas as regras utilizadas pelos falantes.
Travaglia (2002), por sua vez, afirma que a gramática descritiva é a que descreve e registra,
para uma determinada variedade da língua, um dado momento de sua existência (portanto,
numa abordagem sincrônica). A língua é um sistema de signos, fenômeno social, passível de
descrição e sujeita às variações históricas, sociais e culturais.
2.4. Gramatica histórica
Coutinho (1976, p.13) conceitua gramática histórica “como a ciência que estuda os factos de
uma língua, no seu desenvolvimento sucessivo desde a origem até a época atual”. Para ele o
objecto da gramática histórica é mais amplo do que da Gramática Expositiva, Descritiva ou
Prática, pois, enquanto esta estuda o estado actual das línguas, aquela, busca no passado às
origens. Ela vai ao período de formação para explicar as transformações que essa mesma língua
passou em sua evolução através do espaço e do tempo. Essas transformações não são obras do
acaso ou resultam de modismo ou caprichos dos falantes, mas obedecem a tendências naturais,
a hábitos fonéticos espontâneos.
2.5. Gramatica Comparativa
Coutinho (1976) entende que ao Gramatica comparativa se fundamenta em relacionar os factos
de uma língua aos análogos de outra da mesma família, para assim lhes descobrir a origem ou
procedência.
Para alguns estudiosos das questões da língua, a gramática comparativa é apenas parte da
Linguística histórica, o que se constitui em um equívoco. De facto, pelo seu método, há um viés
histórico no tratamento da origem da linguagem, mas ele é distinto das especulações metafísicas
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acientíficas desenvolvidas anteriormente. A preocupação histórica dos comparatistas se
evidencia pelas teorias genealógicas das línguas indo-europeias, cujo objetivo central não está
na história da evolução das línguas, mas no estabelecimento do parentesco entre elas, conforme
pontua Carboni (2008).
2.6. A gramática ge(ne)rativa transformacional
O modelo transformacional foi criado para responder a questões que não estão imediatamente
ligadas ao modo pelo qual os humanos se modificam, nem todas as porções dele são igualmente
úteis na criação de um metamodelo para terapia. Assim, adaptamos o modelo, selecionando
apenas as partes relevantes para nossas finalidades e ordenando-as em um sistema adequado
aos nossos objetivos em terapia (Bandler & Grinder, 1977: 65).
A gramática transformacional é uma teoria gramatical lançada por Noam Chomsky em 1957.
Trata do aspecto criativo da faculdade da linguagem e aborda os processos de transformação
pelos quais passa o sintagma. A gramática transformacional é um tipo particular de gramática
generativa, noção introduzida na linguística na década de 1950 por Noam Chomsky, que
renovou completamente a investigação nesta área do conhecimento. É possível conceber tipos
diferentes de gramática ge(ne)rativa, e o próprio Chomsky definiu e discutiu vários tipos
diferentes em seus primeiros trabalhos. Mas, desde o início, ele próprio defendeu um tipo
particular, ao qual deu o nome de GT ou GGT.
2.7. Gramática estrutural
Gramática estrutural é um meio de analisar a linguagem escrita e falada. Ela está preocupada
com a forma como os elementos de uma frase como morfemas, fonemas, frases, orações e partes
do discurso estão juntos. Sob esta forma de análise linguística, é como esses elementos
funcionam juntos, que é o mais importante, como as relações entre os elementos normalmente
têm um significado maior do que qualquer um dos elementos individuais. O estudo deste
método é, portanto, uma ferramenta importante para melhorar a clareza na comunicação.
Princípio fundamental Gramática estrutural opera sob a suposição de que o que é visto na
superfície é também o significado por trás das palavras simples de uma frase. Tudo é aceito
literalmente e pelo valor de face, e nenhuma tentativa de identificar significados implícitos é
feita. O fato de que a escolha e disposição dos elementos sentença cria significado absoluto faz
gramática estrutural de base para ser compreendido (Martelotta, 2013).
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3. Considerações Finais
A Gramática tem como principal função regular a linguagem e estabelecer padrões de escrita e
fala para os falantes de uma língua. Graças à Gramática, a língua pode ser analisada e
preservada, apresentando unidades e estruturas que permitem o bom uso da língua portuguesa.
Uma boa Gramática deve ser capaz de extrapolar a visão reducionista que faz da língua um
amontoado de regras prescritas pelos estudiosos do sistema linguístico, devendo ser capaz não
apenas de prescrever o idioma, mas também de descrevê-lo, preservá-lo e, sobretudo, ter
utilidade para os falantes. A Gramática apresenta as regras, mas quem movimenta e faz da
língua um sistema vivo e mutável somos nós, agentes da comunicação.
A gramática histórica é aquela responsável por estudar os diferentes acontecimentos da língua,
avaliando como ela se modificou e evoluiu com o tempo, desde o seu surgimento até os dias
atuais. Em resumo, podemos dizer que ela estuda a linha do tempo de uma língua. A gramática
normativa. É ela que define as regras da gramática para cada língua, usando como base as
normas tradicionais e outras fontes prestigiadas, como obras literárias consagradas ou textos
científicos. A gramática normativa. É ela que define as regras da gramática para cada língua,
usando como base as normas tradicionais e outras fontes prestigiadas, como obras literárias
consagradas ou textos científicos. A gramática descritiva se dedica a observar e descrever o que
percebe na língua utilizada pelos diferentes grupos de falantes. Ela não dita normas nem define
padrões para julgar o que observa como certo ou errado, mas documenta o uso da língua.
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4. Referências Bibliográficas
Coutinho, I. L. (1976). Gramática Histórica. 7. ed. Rio de Janeiro: Ao Livro Técnico.
Geraldi, J. V .(2002). O texto na sala de aula. 3. ed. São Paulo: Ática.
Martelotta, J. M. (2012). Conceitos de gramática. In: ______ (Org.) et al. Manual de linguística.
2. ed. São Paulo: Contexto.
Possenti, S. (1996). Por que (não) ensinar gramática na escola. Campinas: Mercado de Letras.
Travaglia, L. C. (2002). Gramática e interação: uma proposta para o ensino de gramática no
1º e 2º graus. 8. ed. São Paulo: Cortez.