Direitos autorais reservados a Susana Kathleen de Meneses Costa
Oclusão
O que é OclusãO? Perda da superfície oclusal pode
fazer com que o periodonto
Qualquer contato entre os dentes movimente o dente
superiores e inferiores
Relação funcional dos dentes e
outros componentes do sistema
alinhamentO dentáriO
estomatognático (dentes,
estruturas de suporte, sistema intra-arcO
neuromuscular, ATM, ossos da
Relação dos dentes entre si
face)
dentro do arco dentário
A relação estática (abrir e fechar) e
Curva de Spee: As superfícies
dinâmica (movimentos laterais e
oclusais se adaptam
protusivos) entre as superfícies
ligeiramente em curva (côncava
oclusais dos dentes, que devem
ao nível dos dentes inferiores e
estar em harmonia com as demais
convexa nos superiores.) –
estruturas.
Importância: evitar contatos
FatOres que determinam a posteriores em movimentos
protrusivos.
pOsiçãO dentária Plano Oclusal: Uma linha
Forças leves (e constantes): lábios, imaginária traçada nas pontas
bochechas e língua – com o tempo, das cúspides às bordas incisais
causam movimentação dentária. dos dentes inferiores;
Posição neutra: forças Curva de Wilson: Os dentes
vestibulolinguais se igualam – superiores posteriores
inclinam-se para fora
permite estabilidade dentária.
(vestibular) e os dentes
Hábitos que podem alterar o
inferiores posteriores inclinam-
posicionamento dos dentes: morder
se para dentro (lingual). As
objetos, chupeta, mamadeira, roer
pontas das cúspides dos
unhas, instrumentos musicais, etc
molares e pré-molares se
Contato proximal e oclusal: tocam. Côncava para inferiores
manutenção do alinhamento e convexa para superiores em
dentário. uma dentição não gasta.
Contato mesial: as fibras gengivais Mesa Oclusal: área entre as
+ osso alveolar tendem a deslocar pontas de cúspides posicionada
os dentes para a mesial. sobre o longo eixo da raiz.
Espaço na mesial: o dente tende a Corresponde de 50 a 60% da
se deslocar nesse sentido para dimensão vestíbulo lingual dos
manter contato interproximal. dentes posteriores. Aspecto
Contato oclusal: impede a extrusão interno do dente.
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Superfícies oclusais: Relação de oclusão cêntrica: É a
cúspides, fossas e sulcos. posição intermaxilar onde ocorre o
Vertentes: maior número de contatos
dentários com os côndilos
posicionados em RC. OBS: existe
coincidência da MIH com RC.
Dimensão Vertical (DV): distância
entre dois pontos na face, um
superior e outro inferior. Pode ser
definida como altura do terço
inferior da face ou relação espacial
da mandíbula em relação a maxila
alinhamentO dentáriO
no plano vertical.
inter-arcO Dimensão Vertical de Repouso
(DVR): equilíbrio entre os músculos
Arco superior > arco inferior
sendo mantidos pelo tônus
Dentes superiores > inclinação
muscular.
vestibular
Dimensão Vertical de Oclusão
Cúspides vestibulares inferiores
(DVO) e Espaço Funcional Livre
ocluem na fossa central dos
(EFL): Altura facial mantida pelos
superiores;
dentes, em especial os posteriores
Cúspides palatinas superiores oclem quando estão ocluídos. Obs: DVR-
na fossa central dos inferiores; DVO=EFL.
Mordida cruzada posterior: Lateralidade: lado trabalho- lado
discrepâncias esqueléticas; pelo qual a mandíbula se
Cúspides cêntricas: vestibulares dos movimenta. Lado de balanceio-
inferiores e palatinas dos superiores; lado oposto ao de trabalho.
Guias de desOclusãO:
pOsiçãO e mOvimentOs Canina: ocorre durante o
mandibulares básicOs: movimento de lateralidade,
onde o canino inferior desliza
Relação cêntrica (RC): na concavidade palatina do
Posicionamento em que o osso canino superior, desocluindo os
mandibular é conduzido à posição demais dentes.
mais retrusiva em relação ao
Em grupo: movimento em que
maxilar superior, fazendo com que
o grupo de dentes do 2º molar
os seus côndilos se acomodem o
até o canino se tocam
mais intimamente possível no
simultaneamente, desocluindo
interior das respectivas cavidades
os dentes do lado de balanceio.
articulares. OBS: NÃO É ALTERADA
PELO PROFISSIONAL.
Protusão: Movimento da
mandíbula no sentido póstero
Máxima Intercuspidação Habitual
anterior.
(MIH): posição de acomodação da
Anterior ou Incisiva: no
mandíbula em que ocorre o maior
movimento de protusão, os
número de contatos dentários.
dentes anteriores inferiores
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(incisivos centrais) deslizam ARTICULAÇÃO: RC: Posição mais
pela concavidade palatina dos superior e anterior dos côndilos na
dentes anteriores superiores, fossa articular. Posição ortopédica
desocluindo os dentes estável é essencial para o
posteriores. tratamento;
Oclusão mutuamente Disco – suporta forças pesadas sem
protegida: dentes anteriores induzir dor Tecido conjuntivo
protegem os posteriores fibroso denso
durante os movimentos Não determina a estabilidade
protusivos e os posteriores posicional da ATM
protegem os anteriores após o Separa, protege e estabiliza o
fechamento. côndilo na fossa.
Ausência de contatos Influência dos músculos no
prematuros. posicionamento condilar
Movimentos patológicos Músculos: principais
(bruxismo) estabilizadores da ATM
Posição condilar estável é a
anterossuperior
OclusãO FunciOnal ideal Sem influência oclusal- côndilos
estabilizados – tônus.
Amplitude dos movimentos
Posição condilar anterossuperior
mandibulares:
apoiado na vertente posterior da
eminência
Disco interposto entre côndilo e
fossa
Posição condilar +
musculoesqueleticamente estável
da mandíbula
Ocorre quando não há interferência
oclusal
DENTES: contato simultâneo e
homogêneo. Máxima estabilidade
para a mandíbula. Minimiza a força
aplicada sobre cada dente.
chaves da OclusãO
Músculos elevadores: Masseter Relação Molar: Crista marginal
Pterigoideo medial Temporal – distal 1º Molar Superior oclui na
contração muscular – Elevação da crista marginal Mesial do 2º Molar
Mandíbula – Aplicação de força (2 Inferior. A cúspide mesio-palatina
ATMs e dentes) do 1º MS oclui na fossa central do 1
MI.
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Angulação da Coroa: ângulo Rotações: Os dentes alinham-se
formado pelo Eixo Vestibular da em forma de arcos superior e
Coroa Clínica (EVCC) e uma linha inferior, tocando seus vizinhos
perpendicular ao plano oclusal. É a através de ponto de contatos.
porção mais proeminente do lóbulo Contatos interproximais: os
central em cada superfície dentes se contatam pelas faces
vestibular da coroa. OBS: Todos os proximais, garantindo a integridade
dentes exceto molares. do periodonto.
Angulação + > Quando a porção OBS: traumatismo: perda desse
cervical da coroa está distal a equilíbrio (cáries, perda dental, má
porção oclusal ou incisal posição dental)
Angulação > Quando a porção
Cervical da coroa está mesial a
porção incisal ou oclusal. aplicações clínicas
Inclinação Vestibulo-Lingual ou
Labio-lingual: É determinada pelo Contatos oclusais: analisa-se
ângulo resultante entre uma com papel carbono de 2 cores e
perpendicular ao plano oclusal e Pinça Muller.
uma tangente ao meio da superfície Secar as superfícies com jato de
labial ou vestibular da coroa clínica. ar;
Inclinação maior: quando a porção
verificar os contatos primeiro
cervical da coroa está para lingual à
em MIH;
porção oclusal ou incisal.
Inclinação menor: quando a porção Depois nos movimentos
cervical da coroa está para excêntricos (protrusão,
vestibular à porção oclusal ou lateralidade direita e esquerda)
incisal. Observar número de dentes
Dentes anteriores superiores: A presentes, qualidade deles,
porção cervical do longo eixo da inclinação, giroversões,
coroa do IS inclina-se para palatina presença próteses, tipos.
em relação a superfície Incisal Influenciar diretamente todos
(positivo). os componentes do SE.
Dentes anteriores inferiores: A estabilidade oclusal quando
Estão levemente, inclinado para há elementos unitários ou
lingual. (negativo) próteses fixas de um lado da
Dentes Posteriores Superiores: arcada deve ser registrado e
Medidos do sulco. A porção cervical confeccionado o trabalho
do longo eixo da coroa inclina-se protético em MIH.
para vestibular em relação a porção Em reconstruções maiores com
oclusal (negativo) comprometimento de
Dentes posteriores Inferiores: A periodontia e perda de DVO,
inclinação lingual aumenta onde não há estabilidade ou
progressivamente de canino para afeta o SE, necessita-se de um
2º MI e é maior que no arco posicionamento condilar para a
superior. prótese- RC.
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Ao confeccionar uma prótese tipOs de mOrdida
fixa de um lado e do outro
tenho estabilidade oclusal, é
importante registrar os lados
pra estabilizar o modelo.
Próteses fixas bilaterais fazer
em RC como posição de
trabalho, pois após os preparos
somada a ausência dos dentes
não se consegue estabilidade
oclusal em MIH.
ELIMINAR contatos prematuros
é coincidir os côndilos na fossa
mandibular com a MIH.
OCLUSÃO MUTUAMENTE
PROTEGIDA:
Há contato dos dois lados classiFicaçãO de
(trabalho e balanceio) durante
os movimentos de lateralidade anGle (malOclusões)
que podem gerar função em
Classe I – arcos dentários em
grupo (movimento excursivo); relação mesiodistal normal.
Há desoclusão de outros dentes Classe II – arco inferior distal ao
em movimentos laterais (guia normal em sua relação para o arco
canino); superior.
Contato das cúspides
vestibulares dos posteriores no Divisão 1 – Distal
lado de trabalho havendo bilateralmente, com incisivos
desoclusão no lado de superiores em protrusão.
balanceio; Originariamente, pelo menos,
Contatos maiores em associada a respiração bucal.
posteriores e leves em
Subdivisão
anteriores, em protusão há
– distal unilateralmente, com
desoclusão dos posteriores, em
incisivos em protrusão.
lateralidade as cúspides do lado originariamente, pelo menos,
de trabalho devem desocluir o associada a respiração bucal.
lado de não trabalho. ◦ Contato
prematuro: impede a Divisão 2
coincidência da RC e MIH no – distal bilateralmente, com
fechamento da boca; incisivos superiores em
Interferência oclusal: contato retrusão. Respiradores normais.
indesejável durante os
movimentos mandibulares. Subdivisão – unilateralmente
distal, com incisivos superiores
em retrusão. Respiradores
normais.
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Classe III – Arco inferior mesial à sua
relação normal com o arco superior.
Divisão 1 – mesial
bilateralmente
Subdivisão – mesial
unilateralmente
disFunçãO
tempOrOmandibular
“Grupo de condições patológicas
clinicamente distintas que incluem
alterações na musculatura
mastigatória, na articulação
temporomandibular ou em ambas,
afetando a saúde do sistema
estomatognático como um todo,
através de sinais e sintomas que
limitam e incapacitam as atividades
fisiológicas.”
SINAIS: Limitação/
travamento/desvio de abertura
bucal, mudança na mordida de
forma súbita, enrijecimento da
musculatura da nuca e pescoço,
hipermobilidade das ATMs,
desgaste dental/ mobilidade
dentária, desgaste e deslocamento
do disco articular, desvio de linha
média, aumento de volume na
região temporal e massetérica
Comprometimento: fala,
mastigação, deglutição.