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Educação Física e Sistema Educacional

Neste presente trabalho irei abordar sobre. No contexto da apreciação da evolução do Sistema Nacional de Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto.

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Educação Física e Sistema Educacional

Neste presente trabalho irei abordar sobre. No contexto da apreciação da evolução do Sistema Nacional de Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto.

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Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Cadeira:

Didáctica Geral

Tema:

A Educação em Moçambique. Apreciação da evolução do Sistema Nacional de Educação


(SNE) Sob Ponto de Vista da Didáctica do Desporto

Edson Fernando Mabote, Nº 708216877

Curso: Educação Física e Desporto

Disciplina: Didáctica Geral

Ano de Frequência: 1º ano

Segundo Trabalho

 Tutor: Salvador Franco Mavida

Chimoio, Janeiro de 2022

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Estrutura
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 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
Introdução  Descrição dos
2.0
objectivos
 Metodologia adequada
2.0
ao objecto do trabalho
 Articulação e domínio
do discurso académico
Conteúdo (expressão escrita 2.0
cuidada, coerência /
Análise e coesão textual)
discussão  Revisão bibliográfica
nacional e internacional
2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos dados 2.0
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
Aspectos tamanho de letra,
Formatação 1.0
gerais paragrafo, espaçamento
entre linhas
Normas APA
 Rigor e coerência das
Referências 6ª edição em
citações/referências 4.0
Bibliográficas citações e
bibliográficas
bibliografia

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Folha de recomendações: A ser preenchida pelo tutor
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Índice
Introdução......................................................................................................................1

A Educação em Moçambique. Apreciação da evolução do Sistema Nacional de


Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto.......................................2

Relevância e utilidade da pesquisa................................................................................3

Pontos de Problematização............................................................................................4

Ponto de Estudo da Evolução Desportivo......................................................................5

Desporto e conceitos afins.............................................................................................5

Desporto.........................................................................................................................5

Sistema Desportivo Nacional (SDN).............................................................................6

Desporto Escolar (DE)...................................................................................................6

Característica dos Jogos para Jovens.............................................................................7

Jogos Desportivos Escolares (JDE)...............................................................................7

Núcleo desportivo escolar (NDE)..................................................................................8

O Desporto na escola.....................................................................................................8

Avaliação.......................................................................................................................8

Modelo global de desenvolvimento desportivo.............................................................9

Conclusão.....................................................................................................................11

Referencias Bibliográficas...........................................................................................12

4
Introdução

Neste presente trabalho irei abordar sobre. No contexto da apreciação da evolução do


Sistema Nacional de Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto.
(SNE), despertam-nos a evolução na atenção os estudos realizados por vários autores
internacionais e nacionais, nos quais se reitera a importância da sua prática, ao referirem
que desempenha um papel primordial na formação cognitiva, motor, sócio afectivo e
desportivo de crianças, cabendo ao técnico ou Professor de Educação Física nele afecto,
a tarefa fundamental de defender o seu carácter educativo e formativo.

As afirmações dos autores retro citados têm merecido atenção nos últimos anos, pois, as
pessoas actualmente estão conscientes do perigo que o sedentarismo representa para as
sociedades modernas, o que torna o exercício físico, um meio essencial para contrariar
os malefícios que dele advêm. Ainda nesta senda, Roberts, G. (1993) reafirma, que cada
vez mais, o desporto ocupa um lugar de destaque nos tempos livres das crianças e dos
jovens, bem como no processo educativo em geral.

1
A Educação em Moçambique. Apreciação da evolução do Sistema Nacional de
Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto.
O desporto é uma actividade humana singular, que é processada à escala Planetária.
Para Pires, G. (1991) é a única que se rege por um código universal aceite por todos por
isso é a única na qual é possível estabelecer sistemas de comunicação entre os mais
distintos e variados segmentos populacionais à escala planetária
No contexto da apreciação da evolução do Sistema Nacional de Educação (SNE) sob
ponto de vista da didáctica do desporto. (SNE), despertam-nos a evolução na atenção os
estudos realizados por vários autores internacionais e nacionais, nos quais se reitera a
importância da sua prática, ao referirem que desempenha um papel primordial na
formação cognitiva, motor, sócio afectivo e desportivo de crianças, cabendo ao técnico
ou Professor de Educação Física nele afecto, a tarefa fundamental de defender o seu
carácter educativo e formativo.

As afirmações dos autores retro citados têm merecido atenção nos últimos anos, pois, as
pessoas actualmente estão conscientes do perigo que o sedentarismo representa para as
sociedades modernas, o que torna o exercício físico, um meio essencial para contrariar
os malefícios que dele advêm. Ainda nesta senda, Roberts, G. (1993) reafirma, que cada
vez mais, o desporto ocupa um lugar de destaque nos tempos livres das crianças e dos
jovens, bem como no processo educativo em geral.

De acordo com o Regulamento Geral do Desporto Escolar de Moçambique (RGDEM)


aprovado pelo Diploma Ministerial (DM) nº 24/99 de 24 de Março, o DE deve
constituir um complemento da actividade educativa pelo que deve ser desenvolvido
tendo como referência, os princípios próprios que orientam o quadro teórico-pedagógico
e organizacional em que o mesmo se deve processar. Nesta óptica, Gonçalves (2001)
indica que o DE deve igualmente constituir um direito de todos os alunos e não apenas
dos mais aptos ou mais dotados. Portanto, a livre adesão dos alunos, de acordo com os
seus interesses e motivações, a actividade de complemento curricular deverá ser aceite
sem qualquer tipo de restrições. Isto implica, necessariamente, uma intervenção que
promova a inclusão de todos os alunos que pretendam participar de forma activa nas
actividades. O desporto na escola, seja qual for o seu modelo organizacional, não pode
ignorar o movimento federado sob pena de desenvolver um desporto sem sentido,
Teixeira, P.(2007). O DE deve ser visto como uma oportunidade para o aluno
2
demonstrar capacidades e “talento” para, a nível do clube ou federação, e entrar na elite
desportiva. Sobre os dois subsistemas em estudo, Teixeira, P. (2007), defende que as
divergências entre eles remontam já há alguns anos atrás, e reflectem bem a desarmonia
e falta de coordenação entre o DE e desporto federado (DF) que mesmo seguindo
formatos de gestão diferentes, deveriam actuar no sentido da concretização dos mesmos
objectivos, isto é, o desenvolvimento “saudável” do desporto juvenil nacional. Sobre o
mesmo assunto, Bento, J. (1991), afirma que “não há um desporto pedagógico puro e
educativo na escola, e outro não pedagógico impuro e não educativo no clube; não há
um desporto bom que se deve escolher, e um desporto mau que se deve rejeitar; são
impróprias as dicotomias e a oposição entre o clube e a escola, entre o professor e o
treinador, entre o treino e a educação”.

Este facto adquire importância acrescida, no Sistema Nacional de Educação (SNE),


uma vez que para algumas crianças e jovens a Ed.F e o DE representam as únicas
oportunidades de praticarem desporto, devido a factores como a escassez de infra-
estruturas desportivas condignas, o facto de muitos ainda não encontrarem aceitação
juntos dos pais para a prática de qualquer actividade desportiva extra-escolar, pela falta
de incentivos e organização nas escolas. Sem embargo, a lei mãe do desporto
nº11/2002, estabelece que o acesso ao cidadão à Ed. F e a prática do desporto é um
direito consagrado pelo artigo 93 do Capítulo V da Constituição da República de
Moçambique (CRM) de 2004. A materialização da lei mãe do desporto nacional poderá,
fortificar as afirmações de Garganta (2005), ao indicar que a integração de um número
considerável de alunos nos Jogos Desportivos Escolares (JDE), pode ser um dos
indicadores para o desenvolvimento do desporto, visto que estes, mais tarde, procurarão
integrar-se nos Clubes Federados (CF) de modo a dar continuidade às suas aspirações.

Relevância e utilidade da pesquisa


A realização deste estudo é relevante, no contexto moçambicano, pois, a SNE integra o
processo educativo e formativo das crianças e jovens em situação escolar, o que se
evidencia pela inclusão da sua prática e pelo elevado poder de socialização que o
caracteriza, através de novas experiências, prática e realidade (Teixeira, P. 2007).
Outrossim, prende-se com o facto de ser uma área que não tem sido muito explorada no
contexto Moçambicano. A presente pesquisa demonstra a insipiência de pesquisas
dirigidas para entender a relação de cooperação e complementaridade existente entre
ambos subsistemas do desporto nacional.

3
Apesar das carências observadas a nível nacional, vários estudos internacionais deste
género apontados na introdução desta dissertação, têm merecido uma atenção especial
em países como Brasil, Portugal, Espanha entre outros. Só nos últimos tempos
destacam-se os estudos de Pessula 2000; Tembe 2003; Mateço 2003no contexto
nacional.

Portanto, julga-se pertinente a concretização do estudo a medida em que sugere um


modelo organizacional que possibilitará a relação entre o DE e DF, numa perspectiva de
cooperação e complementaridade partindo do modelo elaborado por Pires, G. (2002),
sendo esta, a primeira aproximação a nível internacional.

Pontos de Problematização
A origem do DE visa especificamente a promoção da saúde e da condição física, a
aquisição de hábitos e condutas motoras, e o entendimento do desporto como factor de
cultura, estimulando sentimentos de solidariedade, cooperação, autonomia e criatividade
que colaboram para a formação desportiva dos alunos e proporcionando-lhes
oportunidades de contacto com uma ou mais modalidades, Bento, J. (2001). No período
compreendido entre 1978 - 1982 com interrupção de 16 anos, e recomeço em 1998 até
na actualidade, o país organizou Festivais Nacionais dos Jogos Desportivos Escolares
(FNJDE). No entanto, esta oferta deve ser correctamente orientada, no respeito total
pelos princípios da formação desportiva. Nesta perspectiva é necessária a prática do
desporto, e um problema constantemente equacionado, em virtude da existência de
conflitos de natureza conceptual sobre os papéis da escola e do clube e da
complementaridade das acções destes na formação desportiva das crianças e jovens em
situação escolar. Outro problema inerente à realização do presente estudo prende-se
com a falta de acompanhamento dos atletas talentosos que se notabilizam nas várias
fases dos FJDE e consequentemente a sua não absorção pelo DF; a ausência dum
modelo organizacional que garanta a ligação perfeita entre os dois subsistemas.

É igualmente notório que, nos últimos anos verifica-se um baixo movimento desportivo
nas camadas de iniciação na Cidade e Província de Manica, o que afecta
simultaneamente, a estrutura e o desenvolvimento do DF nesta parcela do país. Estas e
outras questões remetem-nos a formular a seguinte questão de partida: Que relação
existe entre o Desporto Escolar e o Desporto Federado?

4
Ponto de Estudo da Evolução Desportivo
O presente estudo propõe compreender a relação que existe entre o DE e o DF, numa
perspectiva de cooperação e complementaridade, tendo em conta o aluno praticante do
desporto na Cidade e Província de Manica. Porém, pretende-se igualmente estudar e
analisar o actual estágio do desporto infanto-juvenil como produto da pesquisa empírica
e esboçar um modelo organizacional que possibilita a sistematização e estabelecimento
de relações consistentes entre os dois subsistemas nesta parcela do país.

Desporto e conceitos afins

Desporto
Para melhor compreendermos a problemática da organização e gestão das práticas do
desporto em ambos subsistemas em estudo, incluindo o seu processo de planeamento,
parece-nos importante possuir uma ideia sobre os vários conceitos de desporto. Dos
conceitos existentes destacaremos os seguintes: O conceito de desporto é de tal maneira
discutido sobre vários prismas por vários estudiosos da área, pois, ele em si pressupõe o
envolvimento, que relaciona a sua prática, quer seja no âmbito de massificação que
inclui o subsistema do DE, como o Desporto de Alta Competição (DAR) o considerado
federado, ou outros. Assim, cada organização ou instituição deverá ser responsável pelo
seu sector ou área de intervenção, sem nunca perder de vista o todo, que é quanto a nós
o desenvolvimento desportivo. Tani, G. (2007) afirma que é difícil conceituar o
desporto, pois, este abrange diversas actividades. Enquanto Bento, J. (2007) entende que
o desporto é complexo, apaixonante e pode influenciar a vida de milhares de pessoas,
sendo por isso tratado como elemento de interesse social por quase todas as nações.

“Entende-se por desporto, todas as formas de actividade física que através de uma
participação organizada, ou não, têm por objectivo a expressão ou melhoramento da
condição física e psíquica, o desenvolvimento das condições sociais, ou a obtenção de
resultados na competição a todos os níveis.” Carta europeia de desporto. (Carta
Europeia de Desporto, 1992, P.5).

O desporto é, inevitavelmente, uma manifestação social que tem capacidade de


mobilizar pessoas, e como refere Araújo (1995) “a popularidade e o carácter
espectacular que evidencia, transformaram-no, ao desporto, num fenómeno de
multidões”. O desporto é uma actividade sujeita a determinadas regras que tem vista a

5
competição. Embora a capacidade física seja o factor-chave para o resultado final da
prática desportiva, existem outros factores, também decisivos. Ainda que, por vezes,
sejam confundidos os conceitos 20
de desporto e actividade física, estes não são sinónimos. A actividade física é uma mera
prática, ao passo que o desporto implica uma competição sempre com vista num
resultado.

Sistema Desportivo Nacional (SDN)

O Sistema Desportivo Nacional é classificado em desporto para todos e desporto de


rendimento. Por sua vez, estes são subdivididos em vários subsistemas tais como:
desporto nos estabelecimentos de ensino e de formação, desporto no trabalho, desporto
nas forças de defesa e segurança, desporto nos locais de residência e desporto federado.
No quadro dos princípios constitucionais, o SDN tem como objectivo fomentar a
práticas e difusão do desporto para todo o Cidadão. Cunha, L. (1997) defende que
diversos organismos e instituições que movem pessoas, serviços e bens fazem parte do
SDN, orientando as suas actividades para o cumprimento do principal objectivo.

Moçambique é classificado segundo a lei nº11/2002 nos artigos. 5, 6, e 7 da secção I do


capítulo II, que postulam que existem dois subsistemas desportivos que são:
 Desporto para todos – O artigo. 6 da lei 11/2002, define o desporto para todos
como aquele que abrange todo o conjunto de actividade desportiva formal e
selectiva, de formação, competição, reabilitação física praticada nos núcleos e
clubes desportivos, incluindo as de iniciativa individual, visando
fundamentalmente a massificação do desporto.

 Desporto de Alto Rendimento integra todas as actividades desportivas formais e


selectivas, de formação e competição, praticadas nos clubes desportivos com
vista a superação de resultados e promoção desportiva.

Desporto Escolar (DE)


A definição do Desporto Escolar tem de estar imbuída por todos os acontecimentos que
o envolveram ao longo dos anos. São eles que hoje lhe dão forma, conteúdo e
significado. O Desporto assenta em valores sociais, educativos e culturais essenciais.
Constitui um factor de inserção, de participação na vida social, de tolerância, de
aceitação das diferenças e de respeito pelas regras, Pires, G. (1991). A actividade

6
desportiva deve ser acessível a todos, quaisquer que sejam as suas capacidades ou
interesses, sendo o DE um dos grandes responsáveis para actuar segundo a premissa do
“desporto para todos”. O DE está definido segundo Regulamento Geral do Desporto
Escolar (RGDE) aprovado pelo DMnº24/99, que revoga o DM nº 127/94, de 5 de
Outubro. De acordo com aquele instrumento, o DE “ é um conjunto de práticas lúdicas
desportivas e de formação com objectivo desportivo, desenvolvido como complemento
curricular e actividades de ocupação dos tempos livres, num regime de liberdade de
participação e de escolha, integrado no plano de actividade de ensino ou de formação e
coordenação no âmbito do Sistema Nacional de Educação (SNE) ”.
O DE é uma área transversal da educação com impacto em diversas áreas sociais. É um
instrumento de promoção da saúde, inclusão e integração social, promoção do desporto
e de combate ao insucesso e abandono escolar. O DE é também considerado uma
actividade de complemento curricular que, enquanto subsector do SNE, é tutelado pelo
MINEDH. Os seus objectivos centram-se, principalmente, no ensino e na pedagogia,
não descurando a competição. O DE integra-se num conceito de maior abrangência que
a educação para a cidadania, na medida em que, através dos seus objectivos pretende
contribuir para a formação integral dos alunos na diversidade dos seus comportamentos
biopsicológicos e sócio-psicológicos através do aperfeiçoamento das sua aptidões
sensório-motores, da aquisição de uma saudável condição física, promover a formação
desportiva, aquisição e desenvolvimento de comportamentos, respeito pelas regras,
pelos outros e por si mesmo, integração social, bem como o desenvolvimento
harmonioso e equilibrado, RGDE (1999).
Característica dos Jogos para Jovens
Um estudo realizado por Marques (1993), com equipas de jovens desportistas, dos
escalões de infantis e iniciados dos centros de treino da faculdade de ciência de desporto
e educação física da universidade do porto, revela ser ainda notória a utilização de
princípios e modelos do desporto de alto rendimento, na organização de competições e
na periodização do treino das crianças e jovens. Os resultados encontrados em seu
estudo apontam uma lógica organizacional tradicional, muito próxima da que impera no
desporto de alto rendimento.
Jogos Desportivos Escolares (JDE)
Fejgin, N. e Hanegby, R. (2001) advogam que o JDE favorece a identificação e coesão
do grupo, sendo uma poderosa ferramenta de transformação do homem, já que o prepara
através do jogo de hoje para a vida social de amanhã. Como ponto comum ao DE,

7
também o DF, tem na sua essência, e mais concretamente ao nível dos escalões etários
mais baixos, preocupações relacionadas com a aquisição de valores éticos e morais,
embora as suas práticas desportivas se caracterizem por uma maior intensidade e
competitividade, (Santos, A. 2006).
Núcleo desportivo escolar (NDE)
Pires, G. (1991), afirma que dentro do padrão e das normas estabelecidas, a nível
nacional e regional, as escolas devem ter um espaço de criatividade em função das suas
próprias características, bem como das características das regiões onde estão inseridas.
O DE, um projecto nacional, deve estar integrado no projecto da escola. Deve, por isso,
ser desenvolvido no respeito pelas características de cada região e/ou escola, tendo em
atenção as etapas do desenvolvimento e situação.
O Desporto na escola
O Ministério de Educação refere que a prática desportiva nas escolas é um dever
emanado de normas no sistema de ensino, um instrumento relevante e útil no combate
ao insucesso escolar e de melhoria da qualidade do ensino e aprendizagem. O (RGDE,
1999), reforça essa premissa referindo que o desporto na escola tem como uma dessas
finalidades, colaborar para a formação desportiva dos alunos e proporcionar-lhes
oportunidades de contacto com uma ou mais modalidades, na perspectiva de os levar a
descobrir as virtudes do desporto.

Avaliação
A acção de avaliar a Educação em Moçambique, evolução do Sistema Nacional de
Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto é relacionada a
verificar, reconhecer, fazer ideia, calcular, apreciar, ajuizar ou reflectir sobre algo,
sendo formulada a partir de métodos de atribuição de valor ou qualidade a alguma coisa,
acto, ou acção em curso. A avaliação demanda do posicionamento a favor ou contra o
que está sendo avaliado (Luckesi, 1990). Concordando com o que o autor acima refere
sobre a avaliação, podemos aferir que, sob nosso ponto de vista e no contexto
moçambicano considera-se a avaliação como sendo um meio através do qual se mede o
nível de percepção do desporto por parte dos alunos para a posterior classificação
quantitativa portanto este processo de avaliação define o elo de ligação entre os seus
intervenientes.

8
Modelo global de desenvolvimento desportivo

Os resultados encontrados na triangulação das fontes, dos atletas e dos agentes


desportivos que participaram deste estudo, levou-nos a desenhar o presente modelo
global de desenvolvimento desportivo partindo duma realidade escolar.
Neste contexto, este modelo global de desenvolvimento desportivo que foi desenhado,
vai permitir que ocorra a relação de cooperação e complementaridade entre o DE e DF,
pois, ele apresenta uma estrutura que obedece o princípio progressivo de relação entre
os escalões etários e esses com os quadros competitivos propostos. De salientar que o
modelo prevê a especialização dos professores e treinadores em função da evolução da
faixa etária dos atletas em ambos subsistemas. Neste contexto, propõe-se que seja
implementado no SDN o modelo abaixo (fig. nº 3), pois, acredita-se que com os
escalões etários previstos, relacionados aos níveis de escolaridade vigente no SNE A
Educação em Moçambique, Apreciação da evolução do Sistema Nacional de
Educação (SNE) sob ponto de vista da didáctica do desporto e os níveis de prática
desportiva no clube poderão proporcionar a almejada cooperação e complementaridade
entre o DE e DF no contexto nacional.

Figura Nº 3: Modelo Global do Desenvolvimento desportivo Moçambicano.

9
A fig. nº 3 ilustra na opinião do autor a estrutura mais ideal conforme o seu modelo.
A escola e o clube devem ser organizadores de prática desportiva extracurricular, ao
longo de toda a vida escolar dos alunos sem perder de vista o futuro desportivo do
mesmo. Este modelo organizacional de está relacionado entre os escalões desportivos
escolares e a prática desportiva no clube, através dos níveis de escolaridade, desde o 1º
ciclo do ensino básico até ao universitário, numa perspectiva racional de cooperação e
complementaridade para manter uma estreita ligação entre os dois subsistemas
desportivos.

10
Conclusão
Em gesto da conclusão conclui que; a função da evolução da faixa etária dos atletas em
ambos subsistemas. Neste contexto, propõe-se que seja implementado no SDN o
modelo abaixo (fig. nº 3), pois, acredita-se que com os escalões etários previstos,
relacionados aos níveis de escolaridade vigente na Educação em Moçambique
Apreciação da evolução do Sistema Nacional de Educação (SNE) sob ponto de
vista da didáctica do desporto. SNE e os níveis de prática desportiva no clube poderão
proporcionar a almejada cooperação e complementaridade entre o DE e DF no contexto
nacional.

11
Referencias Bibliográficas
ADELINO, Jorge Costa Vieira & Coelho, O. O treino de Jovens: o que todos precisam
de saber! Lisboa: Centro de Estudos e Formação Desportiva, 1999.
ARAÚJO, Jorge Miguez. Manual do Treinador do Desporto Profissional. Porto:
Campo de Letras - Editores, S.A. A Página da Educação, disponível em www. apagina.
pt, (1995).
ARAÚJO, Jorge Miguez. Ser Treinador. 2ª Edição. Lisboa: Editorial Caminho, 1998.
ARAÚJO, Jorge Miguez, & Clara, Domingues. Dirigir equipas, melhorar
competências. 2001.
BENTO, Jorge Olímpio &. BENTO, Helena. “Desporto e Educação Física - Acerca do
ideal pedagógico”. In BENTO, Jorge Olímpio; TANI, Go; PRISTA, António (Org.).
Porto, Universidade do Porto, 2010.
BELLO, José Liuz de Paiva. Metodologia Científica: Manual para elaboração de textos
Académicos, Monografias e Teses. Rio de Janeiro: Universidade Veiga de Almeida,
2005.
BENTO, Jorge. “Programas para o desenvolvimento do desporto em Portugal”. Livro
Horizonte revista especializada em assuntos desportivos. Vol. VI. Lisboa, 1989. pp. 2 -
11 (Novembro – Dezembro).

12

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