CENTRO UNIVERSITÁRIO DE
JOÃO PESSOA
TOPOGRAFIA – UNIDADE II
MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIAS e
ALTIMETRIA
Msc. Thiago da Silva Almeida
João Pessoa
MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIAS
Uma distância é medida de maneira indireta, quando no
campo são observadas grandezas que se relacionam
com esta, através de modelos matemáticos previamente
conhecidos. Ou seja, é necessário realizar alguns
cálculos sobre as medidas efetuadas em campo, para se
obter indiretamente o valor da distância.
D A + B
A - B
A x B
MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIAS
O Equipamento utilizado na TOPOGRAFIA para esse
tipo de medição é o TEODOLITO.
MECÂNICO ÓTICO ELETRÔNICO
MEDIÇÃO INDIRETA DE DISTÂNCIAS
Esse processo também conhecido como ESTADIMETRIA
ou TAQUEOMETRIA, pois é através do retículo ou
estádia do teodolito que são obtidas as leituras dos
ângulos verticais e horizontais e da régua graduada,
para o posterior cálculo das distâncias horizontais e
verticais.
3 fios estadimétricos horizontais
(FS, FM e FI)
1 fio estadimétrico vertical
MÉTODOS DE MEDIÇÕES INDIRETAS
1- Distância Horizontal - Visada Horizontal;
2- Distância Horizontal - Visada Inclinada;
3- Distância Vertical - Visada Ascendente;
4- Distância Vertical - Visada Descendente.
DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA HORIZONTAL
Da figura tem-se:
f = distância focal da objetiva
F = foco exterior à objetiva
c = distância do centro ótico do
aparelho à objetiva
C = c + f = constante do instrumento
d = distância do foco à régua
graduada
H = AB = B - A = FS - FI = diferença
entre as leituras
M = FM = leitura do retículo médio
DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA HORIZONTAL
C é a constante de
Reichembach, que assume
valor 0cm para equipamentos
com lunetas analáticas e
valores que variam de 25cm a
50cm para equipamentos com
lunetas aláticas.
a ' b' AB AB
Pelas regras de semelhança pode-se escrever que: = d= .f
f d a ' b'
f AB. f
a ' b' = fornecido pelo fabricante d= d = 100 . H
100 f
100
DH = d + C Portanto,
DH = 100 . H + C
DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA INCLINADA
DISTÂNCIA HORIZONTAL – VISADA INCLINADA
Do triângulo AA'M→MA'=MA.cosα
Do triângulo BB'M→MB'=MB.cosα
MA'+MB'=(MA + MB).cosα
MA'+MB'=A'B'
MA+MB = AB = H
portanto,
A'B' = H.cosα
Do triângulo OMR → OR = OM . cosα
OM = 100 . A'B' + C
OM = 100 . H . cosα + C
OR = (100 . H . cosα + C ) . cosα
DH = OR
portanto,
DH = 100 . H . cos2α + C . cosα
Desprezando-se o termo (cosα) na segunda parcela da expressão tem-se:
DH = 100 . H . cos2α + C
EXERCÍCIOS
1.De um piquete (A) foi visada uma mira colocada em
um outro piquete (B). Foram feitas as seguintes
leituras:
fio inferior = 0,300m
fio médio = 1,300m
em visada horizontal (A B)
altura do instrumento (A) = 1,500m
Calcule a distância horizontal entre os pontos (AB)
sabendo-se que a luneta é do tipo alática (30cm).
EXERCÍCIOS
2.De um piquete (A) foi visada uma mira colocada em
um outro piquete (B). Foram feitas as seguintes
leituras:
fio inferior = 0,417m
fio médio = 1,518m
ângulo vertical = 5º30' em visada descendente (A B)
altura do instrumento (A) = 1,500m
Calcule a distância horizontal entre os pontos (AB)
sabendo-se que a luneta é do tipo analática.
EXERCÍCIOS
3.De um piquete (C) foi visada uma mira colocada em
um outro piquete (D). Foram feitas as seguintes
leituras:
fio inferior = 0,500m
fio superior = 1,600m
ângulo vertical = 33º25’03” em visada ascendente
(C D)
altura do instrumento (A) = 1,800m
Calcule a distância horizontal entre os pontos (CD)
sabendo-se que a luneta é do tipo alática (50cm).
EXERCÍCIOS
4.De um piquete (X) foi visada uma mira colocada em
um outro piquete (Z). Foram feitas as seguintes
leituras:
fio superior = 1,500m
fio inferior = 0,600m
determine o ângulo vertical ao qual a luneta do
teodolito se encontra uma vez que a visada é
ascendente de (X Y). Sabendo que:
altura do instrumento (A) = 1,500m
distância horizontal entre os pontos (XZ =38,41m) e
que a luneta é do tipo analática.
EXERCÍCIOS
5.De um piquete (P1) foi visada uma mira colocada em
um outro piquete (P2). Foram feitas as seguintes
leituras:
fio superior = 1,00m
fio inferior = 0,500m
Sabendo que o ângulo vertical é de 12°14’32” ao qual a
luneta do teodolito se encontra e que a visada é
descendente de (P1 P2) e que a distância horizontal
entre P1 e P2 é de 49 m. Classifique a luneta do
teodolito usado para fazer esse levantamento.
ALTIMETRIA
Determinação da Altimetria é uma ferramenta importante
para a viabilidade de projetos de Engenharia e Arquitetura;
Um bom projeto deve tirar proveito das declividade de
um terreno a fim de não inviabilizar financeiramente a
obra;
ALTIMETRIA
Objetivo : determinar as alturas dos pontos;
Em relação a uma Superfície de referência (RN)
Finalidade: de representar o relevo do terreno;
O nivelamento destes pontos, porém, não termina com a
determinação do desnível entre eles mas, inclui também,
o transporte da cota ou altitude de um ponto conhecido
(RN – Referência de Nível) para os pontos nivelados;
ALTIMETRIA
ALTITUDE : pode ser definida como a distância vertical de um
ponto à superfície média dos mares (denominada Geóide);
COTA : por sua vez, pode ser definida como a distância
vertical de um ponto a uma superfície qualquer de referência (que
é fictícia e que, portanto, não é o Geóide).
Esta superfície de referência pode estar situada abaixo ou
acima da superfície determinada pelo nível médio dos
mares;
ALTIMETRIA
DIFERENÇA DE ALTURA: entre dois pontos é a diferença de
nível (DN) entre esses pontos;
À altitude corresponde um nível verdadeiro, que é a superfície
de referência para a obtenção da DN e que coincide com a
superfície média dos mares, ou seja, o Geóide.
Altitude Nível→ Verdadeiro
ALTIMETRIA
À cota corresponde um nível aparente, que é a superfície de
referência para a obtenção da DN e que é paralela ao nível
verdadeiro.
Cota Nível→ Aparente
ALTIMETRIA
Curvas de nível ou Isolinhas - são linhas curvas fechadas
formadas a partir da interseção de vários planos horizontais com
a superfície do terreno.
Cada Linha pertence ao mesmo PLANO que tem a mesma cota
altimétrica, ou seja, todos os pontos estão no mesmo nível.
ALTIMETRIA
Entre os métodos de Levantamento ALTIMÉTRICOS:
1 – Nivelamento BAROMÉTRICO;
2 – Nivelamento ESTADIMÉTRICO;
3 – Nivelamento TRIGONOMÉTRICO;
4 – Nivelamento GEOMÉTRICO:
Geométrico Simples;
Geométrico Composto.
ALTIMETRIA
Nivelamento BAROMÉTRICO: Permite medir a pressão atmosférica
Baseia-se na diferença de pressão com a altitude;
Tendo como principio que a altitude é inversamente
proporcional a pressão ;
ou seja, quanto maior a altura, menor a pressão;
Permite obter valores que estão relacionados com o nível
verdadeiro;
Foi ultrapassado por novas tecnologias ( GPS, nível laser,
nível digital) e não é mais usado;
EXERCÍCIO
O mercúrio pesa 10.500 mais que o ar. Então 1mm de Hg equilibra uma
coluna de ar de 10,5 m. Portanto cada variação de pressão de 1 mm de
Hg corresponde basicamente a um desnível de 10,5 m. Essa relação
hidrostática pode ser utilizada em trabalhos exploratórios com diferença
de nível de algumas centenas de metros, tornando-se inoperante
quando o desnível for pequeno.
5 - Na cidade de Patos um barômetro de mercúrio marca 762,0 mmHg.
Levado para um ponto no Pico do Jabre, marca 723,6 mmHg. Qual a
diferença de nível (DN) entre os dois pontos?
6 – Na cidade de Coremas (mais alta que João Pessoa) um barômetro
de mercúrio marca 759,70 mmHg, sabendo que a diferença de nível
(DN) entre a cidade de Coremas e João Pessoa é de 218 m, quanto o
barômetro deve marcar ao chegar em João Pessoa?
ALTIMETRIA
Nivelamento BAROMÉTRICO: Equipamentos usados
ANALÓGICO DIGITAL
ALTIMETRIA
Nivelamento ESTADIMÉTRICO:
Instrumentos utilizados são os taqueômetros (teodolito);
É realizado por meio da estádia existentes nos aparelhos;
Medem ângulos e distâncias horizontais e verticais;
Os dados de campo, assim determinados, são levados as
fórmulas estadimétricas para o cálculo das diferenças de
nível ;
DH = 100 . H . cos2α + C Visada H - Inclinada
DN = 50.H.sen 2α - FM + I Visada V - Ascendente
DN = 50.H.sen 2α + FM - I Visada V - Descendente
DISTÂNCIA VERTICAL – VISADA ASCENDENTE
QS = RS + RM - MQ
onde,
QS =DN = diferença de nível
RS = I = altura do instrumento
MQ = M = FM = leitura do retículo médio
FS + FI
FM =
2
Do triângulo ORM, tem-se que
RM = OR.tgα
RM = DH.tgα
RM = (100.H.cos2α + C ).tgα
RM = 100.H.cos2α.tgα + C.tgα
RM = 100.H.cos2α.senα/cosα+C.tgα
RM = 100.H.cosα.senα+C.tgα
DISTÂNCIA VERTICAL – VISADA ASCENDENTE
ora,
cosα.senα = (sen 2α) / 2
então,
RM = 100.H. (sen 2α) / 2 + C.tgα
desprezando-se a última parcela tem-se,
RM = 50.H.sen 2α
substituindo na equação inicial, resulta:
DN = 50.H.sen 2α - FM + I
A interpretação do resultado desta relação se faz da seguinte forma:
se DN for positivo (+) significa que o terreno, no sentido da medição, está em ACLIVE.
se DN for negativo (-) significa que o terreno, no sentido da medição, está em DECLIVE.
DISTÂNCIA VERTICAL – VISADA DESCENDENTE
DN = 50.H.sen 2α + FM - I
A interpretação do resultado desta relação se faz da seguinte forma:
se DN for positivo (+) significa que o terreno, no sentido da medição, está em DECLIVE.
se DN for negativo (-) significa que o terreno, no sentido da medição, está em ACLIVE.
EXERCÍCIOS
De um piquete (1) foi visada uma mira colocada em um
outro piquete (2). Foram feitas as seguintes leituras:
fio inferior = 0,517m
fio médio = 1,618m
ângulo vertical = 8º30' em visada descendente (A B)
altura do instrumento (A) = 1,300m
Calcule a distância horizontal entre os pontos (AB)
sabendo-se que a luneta é do tipo analática.
7.Considerando os dados acima, calcule a distância
vertical ou diferença de nível entre os pontos e
determine o sentido de inclinação do terreno.
EXERCÍCIOS
8.Ainda em relação ao exercício anterior, determine
qual é a altitude (h) do ponto (B), sabendo-se que a
altitude do ponto (A) é de 584,025m.
9.Um teodolito acha-se estacionado na estaca número
(1) de uma poligonal e a cota, deste ponto, é
200,000m. O eixo da luneta de um teodolito encontra-
se a 1,700m do solo. Para a estaca de número (2), de
cota 224,385; foram feitas as seguintes leituras:
retículo inferior = 0,325m
retículo superior = 2,675m
Calcule a distância horizontal entre as estacas.
EXERCÍCIOS
10.De um ponto com altitude 314,010m foi visada uma
régua, situada em um segundo ponto de altitude
345,710m. Com as leituras: α =12º em visada
ascendente; I = 1,620m; e sabendo-se que a distância
horizontal entre estes pontos é de 157,100m; calcule
H, FM, FI, FS
ALTIMETRIA
Nivelamento TRIGONOMÉTRICO:
Baseia-se na medida de distâncias horizontais e
ângulos de inclinação para a determinação da cota ou
altitude de um ponto através de relações trigonométricas.
Equipamento utilizados:
Clinômetro Analógico ou Digital
ALTIMETRIA
Equipamento utilizados:
Clisímetro;
Teodolito: Topográfico e de Precisão.
ALTIMETRIA
Nivelamento GEOMÉTRICO:
Este método diferencia-se dos demais pois está baseado
somente na leitura de réguas ou miras graduadas, não
envolvendo ângulos.
O aparelho utilizado deve estar estacionado a meia
distância entre os pontos (ré e vante), dentro ou fora do
alinhamento a medir.
ALTIMETRIA
Nivelamento GEOMÉTRICO:
Assim como para o método anterior, as medidas de DN
ou DV podem estar relacionadas ao nível verdadeiro ou ao
nível aparente, depende do levantamento.
Equipamento utilizados:
Nível Ótico;
Nível Digital;
Nível a Laser.
ALTIMETRIA
Nivelamento GEOMÉTRICO – vai ser usado na aula de campo:
Determinar o Nível de referência - RN;
O método consiste em colocar a mira em diferentes pontos,
sobre o terreno em estudo;
Sendo então efetuada as leituras;
Onde o desnível será determinado pela diferença entre as
leituras do ponto do terreno e da leitura da referência de nível
(RN).
ALTIMETRIA
Leitura na RÉGUA :
ALTIMETRIA
Leitura na RÉGUA :
ALTIMETRIA
CADERNETA:
Os dados observados em campo devem ser anotados em
cadernetas específicas para este fim. Um modelo de caderneta
empregado é apresentado na FIGURA abaixo;
CADERNETA DE CAMPO PARA LEVANTAMENTO PLANIMÉTRICO
DADOS DO TERRENO
ESTAÇÃO
PONTO VISADO DESNÍVEL (LEITURA DA MIRA) DISTÂNCIA VERTICAL OBS
OCUPADA
PO RN 0,00
PO P1
PO P2
PO P3
PO P4
PO P5
PO P6
ALTIMETRIA
Levantamento dos DETALHES:
Antes da execução do
Levantamento deve-se elaborar o
CORQUI com os detalhes do
terreno;
Para cada detalhe deve-se
associar um número, esta mesma
indicação deve ser utilizada na
caderneta de campo.
TERRAPLENAGEM
Movimentação do Solo para adequação do Terreno
1. Nivelamento do Terreno - (Corte = Aterro)
2. Nivelamento por Cota Imposta – (Corte ≠ Aterro)
TERRAPLENAGEM – Determinação da Altura Média - HM
Adequação do Terreno: Determinação da Altura Média - HM
1. Método dos Volumes:
• Volume de Terra do Terreno;
• Dividir o Terreno em Seções;
Hm = Volume/ área do Terreno
• Calcular a área de cada seção;
• Calcular o Volume de Terra definido pelas Seções;
2. Método dos Pesos:
• Média Ponderada das Altitudes ou Cotas;
• Define os Pontos com Pesos 1, 2 e 4;
TERRAPLENAGEM
Exemplo: Calcular a Altura média do Terreno abaixo pelo Métodos dos Pesos
e dos Volumes – O terreno é formado por quadriculas de 20 em 20 m
TERRAPLENAGEM – Cota Imposta
Movimentação do Solo para adequação do Terreno: Cota Imposta
Exemplo: Se a cota Final for de 50 m teremos Sobra ou Falta de Solo? E
qual o volume de solo. Se a cota for 30 m Teremos Sobra ou Falta de Solo?
E qual o Volume de Solo?