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Jiu Jitsu: Educação e Cidadania Juvenil

O documento discute o uso do Jiu Jitsu brasileiro como uma prática educativa para promover a cidadania entre crianças, adolescentes e jovens. Ele descreve um projeto de extensão que usou o Jiu Jitsu para ensinar temas como filosofia, valores morais, comportamento social e bullying. Os resultados indicaram que o Jiu Jitsu pode contribuir para a construção da cidadania devido à sua capacidade de promover o aprendizado, a integração social e o conhecimento corporal.

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Jiu Jitsu: Educação e Cidadania Juvenil

O documento discute o uso do Jiu Jitsu brasileiro como uma prática educativa para promover a cidadania entre crianças, adolescentes e jovens. Ele descreve um projeto de extensão que usou o Jiu Jitsu para ensinar temas como filosofia, valores morais, comportamento social e bullying. Os resultados indicaram que o Jiu Jitsu pode contribuir para a construção da cidadania devido à sua capacidade de promover o aprendizado, a integração social e o conhecimento corporal.

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Nº 3 EXPRESSACASTRO,

EXTENSÃO
A. B.| SET-DEZ, 2018
C. de et al.

O JIU JITSU COMO PRÁTICA EDUCATIVA PARA A CIDADANIA


INFANTO-JUVENIL
JIU JITSU AS EDUCATIONAL PRACTICE FOR CHILDREN-YOUTH CITIZENSHIP

Ahiram Brunni Cartaxo de Castro1 Kize Arachelli de Lira Silva2


Jedídja Hadassa de Santana Varela3 Irma Lúcia da Silveira Silva4 Francisco Antonio de Pontes5

RESUMO

Este trabalho é fruto de um projeto de extensão desenvolvido no Campus Natal


Central do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), no período de ju-
nho de 2016 a junho de 2017. Destaca-se como objetivos promover e sensibilizar
crianças, adolescentes e jovens por meio do Jiu Jitsu brasileiro como uma prática
educativa crítico-emancipatória de inclusão social para a cidadania. O Jiu Jitsu
foi utilizado como um atrativo para o processo de aprendizagem social, pois foi a
estratégia de aproximação do público infanto-juvenil para, por meio do processo
crítico-emancipatório propostos por Elenor Kunz, ensinar e aprender temáticas
para a construção de uma consciência cidadã em temas como: filosofia do Jiu
Jitsu com ênfase em ensinamentos para a vida, a disciplina e os valores morais
da sociedade; juventudes (drogas e comportamento na sociedade) e bullying na
escola. Utilizou-se de aulas expositivas dialogadas e práticas de Jiu Jitsu, exercí-
cios voltados para o aprendizado motor, exercícios táticos e recreativos. Também
se empregou técnicas de demonstração e simulação. No caso das temáticas de
cidadania, utilizou-se da auto-explicação ou da interrogação elaborativa. Os re-

1
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte e Universidade Potiguar - Brasil -
Doutorando e Mestre em Administração, especialista em Gestão de Pessoas. Graduado em Administração. Admi-
nistrador - brunnicastro@[Link]; 2Universidade Federal do Rio Grande do Norte - Brasil - Doutora e Mestra
em Educação. Graduada em Pedagogia - kizearachelli@[Link]; 3Universidade Federal do Rio Grande do
Norte - Brasil - Especialista em Psicologia Organizacional e do Trabalho e em Terapia Cognitivo Comportamen-
tal. Graduada em Psicologia - jhadassa2@[Link]; 4Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio
Grande do Norte - Brasil - Mestre em Saúde Coletiva e graduada em Enfermagem. Especialista em Gestão Ambien-
tal - [Link]@[Link]; 5Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte - Brasil
- Graduado em Contabilidade e Técnico-Administrativo em Educação - [Link]@[Link]

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sultados sinalizam que o Jiu Jitsu brasileiro pode ser utilizado como uma prática
educativa crítico-emancipatória, que contribui para a construção da cidadania
infanto-juvenil devido à sua competência objetiva (educacional), competência
social (cidadania, comportamento social) e competência comunicativa (integra-
ção social e conhecimento corporal).

Palavras-chave: Jiu Jitsu. Prática educativa. Abordagem crítico-emancipatória. Ci-


dadania. Juventude.

ABSTRACT

This work is the result of an extension project developed at the Campus Natal
Central of the Federal Institute of Rio Grande do Norte (FIRN), from June 2016 to
June 2017. It is highlighted the objectives of promoting and sensitizing children,
adolescents and young people through Brazilian Jiu-Jitsu as a critical-emancipa-
tory educational practice of social inclusion for citizenship. Jiu Jitsu was used as
an attraction for the social learning process, as it was the strategy of approaching
the child and youth audience, through the critical-emancipatory process propo-
sed by Elenor Kunz, to teach and learn themes for the construction of a conscien-
ce citizen in subjects like: philosophy of Jiu Jitsu with emphasis in teachings for
the life, the discipline and the moral values of the society; youth (drugs and beha-
vior in society) and bullying in school. We used Jiu-Jitsu dialogues and practi-
ces, exercises focused on motor learning, tactical and recreational exercises. De-
monstration and simulation techniques were also used. In the case of citizenship,
self-explanatory or elaborative questioning was used. The results indicate that
Brazilian Jiu-Jitsu can be used as a critical-emancipatory educational practice
that contributes to the construction of children and youth citizenship due to their
objective (educational) competence, social competence (citizenship, social beha-
vior) and communicative competence (social integration and body knowledge).

Keywords: Jiu Jitsu. Educational practice. Critical-emancipatory approach. Citi-


zenship. Youth.

INTRODUÇÃO

O Jiu Jitsu é um esporte que tem como base a alavanca, e tem experimen-
tado um aumento constante de popularidade (ARRUDA; SOUZA, 2014), figurando,
atualmente, como um fenômeno sociocultural (DA COSTA, 2006; BARROSO; DA-
RIDO, 2006), pois “academias, competições organizadas e divulgação na mídia
tornaram o esporte conhecido e acessível” (ARRUDA; SOUZA, 2014, p. 67).

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Toda prática esportiva, segundo Tubino (2002), pode representar-se por


três manifestações básicas: “esporte-educação”, que tem como meta o caráter
formativo concernente à educação para a saúde e para a cidadania, pois através
de uma perspectiva lúdica enfatiza atitudes e comportamentos positivos que po-
dem auxiliar na construção de hábitos saudáveis nas pessoas; “esporte-participa-
ção”, na qual suas finalidades são o bem-estar e a participação do praticante, que
desenvolve habilidades sociais direcionadas para a inclusão social, preparação
de crianças, adolescentes e jovens para participarem de competições locais, me-
lhora das funções orgânicas, promovendo saúde e reduzindo os riscos de desen-
volvimento de doenças crônicas; e “esporte-performance”, que objetiva o rendi-
mento dentro de uma obediência rígida às regras e aos códigos existentes para
cada modalidade esportiva, evidenciando-se o respeito ao próximo, a disciplina,
a empatia, entre outros comportamentos.

A prática do Jiu Jitsu, nesse contexto, por ser complexa no sentido de exi-
gir dos praticantes uma performance técnica e tática fina, desenvolve, ainda, a
criatividade rápida ligada ao movimento, a ação ou a decisão, além da disciplina
em seus praticantes (NEUENFELDT et al., 2013; RUFINO, 2012; JONES; LEDFORD,
2012).

Consoante a esse pensamento, ainda é possível constatar que, se por um


lado o Jiu Jitsu brasileiro está crescendo em número de praticantes, visibilidade
e popularidade (ANDREATO et al., 2015), por outro, também é comum encon-
trar reportagens veiculadas na mídia nas quais esse esporte admite conotações
pejorativas ou que representam uma visão limitada sobre a modalidade, sendo
muito comum a vinculação da imagem do Jiu Jitsu brasileiro a brigas, confusões
e agressões (RUFINO; MARTINS, 2011; REIS; SUZUKI; GOMES, 2010). Como exem-
plo dessas distorções interpretativas, pode-se destacar manchetes jornalísticas
nas quais se evidenciam esses entendimentos enviesados: “Lutador de jiu jitsu é
acusado de matar travesti e queimar corpo” (O ESTADO DE SÃO PAULO, 2016);
“Lutador de jiu-jitsu é preso no RJ por suspeita de assassinar a mulher” (G1RJ,
2016); “Lutador de jiu-jitsu é preso suspeito de agredir aposentado a socos em
MS” (G1MS, 2016), entre outras.

Portanto, segundo Alvarez e Marques (2013), Vasques (2013) e Rufino e


Martins (2011), a imagem do Jiu Jitsu brasileiro oscila, pois, em um extremo, há o
aumento da popularidade e do conhecimento sobre a modalidade; em outro, o
preconceito gerado pela falta de informação ou pela vinculação tendenciosa do
Jiu Jitsu como esporte violento.

Dentro desse contexto dicotômico no qual o Jiu Jitsu brasileiro está envol-
vido, surge a seguinte indagação: o Jiu Jitsu brasileiro pode ser utilizado como

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uma prática educativa que poderá contribuir para a construção da cidadania de


crianças, adolescentes e jovens?

A partir dessa questão, foi planejado e executado o projeto “O Jiu Jitsu


como prática educativa para a cidadania infanto-juvenil”, desenvolvido pelo
Campus Natal Central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do
Rio Grande do Norte (IFRN), com o suporte do Programa de Apoio Institucional à
Extensão do IFRN e com base na diretriz estratégica institucional de articular a
escola e a comunidade como forma de ampliação e vivência do espaço público.
Destaca-se como objetivo principal do projeto promover o referido esporte a
partir da sensibilização de crianças, adolescentes e jovens, como uma prática
educativa crítico-emancipatória de inclusão social para a cidadania.

No contexto dessa proposta, o Jiu Jitsu foi utilizado como um atrativo


para o processo de aprendizagem social, utilizando estratégias para aproximar
o público infanto-juvenil e, através do processo de dinâmica relacional, ensinar
e aprender temáticas voltadas para construção de uma consciência cidadã, tais
como: filosofia do Jiu Jitsu e de vida, disciplina e valores morais da sociedade,
juventudes (drogas e comportamento na sociedade) e bullying na escola. Consi-
deramos que essa intenção possibilita ampliar a visibilidade e o status positivo
do Jiu Jitsu em Natal/RN, direcionando-se para a construção de uma consciência
crítico-problematizadora em torno de temáticas relacionadas à convivência ci-
dadã na sociedade em crianças, adolescentes e jovens em idade escolar, além de
incluí-los socialmente, sendo esta, sua justificativa social.

O projeto também admite relevância pela possibilidade de envolver alu-


nos do IFRN na prática da Iniciação Científica – como bolsistas –, bem como pela
sua característica de indissociabilidade entre ensino, pesquisa e extensão, carac-
terizada pela integração da ação desenvolvida à formação cidadã dos beneficiá-
rios.

O quadro de análise do projeto se insere na perspectiva da abordagem crí-


tico-emancipatória, conforme ensina Kunz (2003). Segundo essa autora, a abor-
dagem supracitada se caracteriza, necessariamente, por uma didática comunica-
tiva, baseada na função do esclarecimento e da prevalência racional de todo agir
educacional.

Nesse contexto, o aluno, considerado como sujeito dos processos de en-


sino e de aprendizagem, deve ser capacitado para sua participação na vida so-
cial, política, cultural e esportiva, o que significa a aquisição de capacidades de
ação funcional agregadas, também, às de reconhecer e problematizar sentidos
e significados nesta vida através da percepção da causa, da sensibilização e da

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reflexão. Baseados nessa abordagem crítico-emancipatória, foram desenvolvidas


três competências, quais sejam: a objetiva, a social e a comunicativa.

A competência objetiva diz respeito à construção do conhecimento efeti-


vado pelo aluno no decurso da execução do Projeto, relacionando-se ao exercí-
cio de destrezas e diferentes técnicas que sejam racionais e eficientes, além da
aprendizagem de estratégias capazes de pautar, com competência, suas ações
(KUNZ, 2003).

Na competência social, o aluno deve compreender as diferentes relações


que as pessoas têm na sociedade, sejam sociais, culturais ou históricas. Também
deve compreender os problemas que as norteiam e as contradições do contexto
social ao seu redor (KUNZ, 2003). Trata-se, nesses termos, de estabelecer conhe-
cimentos que o aluno irá mobilizar em sua vida comunitária.

Já a competência comunicativa abarca a dimensão interacional, que se


faz imprescindível, nesse contexto, por permitir/facilitar o ensinar e o aprender
ou o comunicar e o entender o que o outro quer dizer. É um processo de reflexão
que desencadeia a ação por meio de um pensamento crítico (KUNZ, 2003). Para a
competência comunicativa, a linguagem verbal é muito importante, assim como
a linguagem corporal. No entanto, nessa abordagem, a linguagem verbal é vista
como um processo que vai auxiliar o aluno a ir além da identificação dos pro-
blemas e fatos que o rodeiam para torná-lo competente no discurso. Em outras
palavras, na competência comunicativa, o aluno terá a possibilidade de suscitar
reflexão e discutir as questões sobre o que está sendo abordado pelo professor.
Essa abordagem é defendida por Kunz (2003) por permitir o desenvolvimento da
compreensão das razões que balizam valores e hábitos institucionalizados na
sociedade e que formam as convicções, as possibilidades e os limites de atuação
dos sujeitos.

Isso posto, apresentamos, a seguir, os procedimentos metodológicos via-


bilizadores da condução do Projeto “O Jiu Jitsu como prática educativa para a ci-
dadania infanto-juvenil”, de modo que a atividade extensionista em pauta possa
ser compreendida em sua plena execução.

PROCEDIMENTOS METODOLÓGICOS

Para a consolidação do projeto, atuaram na equipe três professores vo-


luntários do Jiu Jitsu brasileiro – convidados pela equipe de coordenação –, um
profissional da área da administração e um da área da saúde, além de outros
membros para suporte administrativo, pedagógico e planejamento das ações.
A equipe coordenadora manteve disponibilidade de quatro horas semanais em
todo o período de execução do projeto em tela.

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A proposta extensionista já mencionada previa a participação de até 30


crianças/adolescentes/jovens em idade escolar da cidade de Natal/RN. A dura-
ção das aulas do projeto foi de doze meses, realizadas no período de junho de
2016 a junho de 2017 e organizadas em três ou dois encontros semanais de duas
horas cada, totalizando 288 horas de aulas cumpridas no tatame de judô do cam-
pus Natal Central do IFRN.

Conforme o planejamento, cada aula era composta de esclarecimentos


sobre a prática do Jiu Jitsu, alongamentos, exercícios voltados para o aprendi-
zado motor, bem como exercícios táticos e recreativos para interação social dos
alunos. Cada conteúdo do Jiu Jitsu foi trabalhado com variações e competições
características de cada fundamento. Nesse sentido, foi possível trabalhar o afeti-
vo-social dos alunos, o cognitivo, o tático e as habilidades motoras, buscando-se
o desenvolvimento das competências social e comunicativa, conforme ilustra o
Quadro 1.

Quadro 1 - Trechos do Plano de aula do Projeto “O Jiu Jitsu como prática educativa para a
cidadania infanto-juvenil”
Conteúdos
- História do Jiu Jitsu
- Ensinamentos iniciais do Jiu Jitsu
- Contato inicial com o esporte (projeções [quedas], torções, pressões, imobilizações, dese-
quilíbrios, inversões no solo etc). Cada um desses fundamentos será trabalhado em várias
aulas, com variações e competições características de cada fundamento.

Procedimentos Metodológicos básicos para todas as aulas


Aquecimento (20 min)
O gato e o rato:
Os alunos fazem uma roda de mãos dadas. Dois jogadores ficam de fora da roda: um é o gato
e o outro é o rato. Nesse caso, os alunos da roda começam a girar em sentido horário. Nesse
momento, o aluno que será o gato tentará pegar o aluno que é o rato correndo ao redor da
roda. Em um momento, o professor dará um sinal e os alunos da roda levantam os braços e o
rato poderá entrar na toca que será o espaço entre um colega e outro com os braços levan-
tados. O gato também poderá entrar na toca perseguindo o rato a fim de pegá-lo. O gato só
pode entrar e sair da toca pelos lugares por onde passou o rato. O jogo termina quando o gato
apanha o rato ou desiste, escolhendo-se um novo gato e um novo rato.

Abdominais, flexão, agachamentos, corrida moderada, pé de chinelo e alongamentos diversos.

Aula propriamente dita: orientações básicas (15 min):


- Amarrando a faixa:
Os alunos deverão dobrar a faixa ao meio, centralizando-a na cintura. Deverão passar as duas
pontas pelas costas: uma ponta deverá passar por cima da outra, a ponta que ficar por cima
deverá, agora, passar por baixo da amarração, a mesma ponta deverá passar por cima e por
baixo da outra e é só apertar o nó.
- Desatar o laço:
Alunos divididos em dois grupos deverão amarrar, em volta da cintura, uma corda com um
nó tipo laço. Cada aluno, de cada grupo, falará um número e o guardará na memória. Serão
propostas áreas para o “combate”. Ao comando do professor, que irá falar um número, os
alunos correspondentes a este irão para a área de combate e tentarão tirar a corda um do
outro. Ao final, o grupo que conseguir tirar mais cordas do adversário ganha o combate.
- Amortecendo a queda:

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Os alunos deverão deitar no chão e fazer uma impulsão com as pernas para cima. Quando
atingirem o ápice do movimento, deverão bater com as mãos no solo e retornar, ficando sen-
tados no chão, lembrando sempre de manter o queixo no peito para a proteção. Um desafio
será proposto e os alunos deverão tentar finalizar o amortecimento ficando de cócoras com
as mãos na frente do corpo, realizando um nível maior do amortecimento.
- Orientações disciplinares:
Regras de respeito ao professor e aos colegas. Orientações sobre a reverência ao tatame.
Regras de convivência para o andamento das aulas e sobre a pontuação do Jiu Jitsu.

Aula propriamente dita: orientações específicas (35 min):


1º e 2º meses: postura defensiva, simulação de pegada, finalização e raspagem.
3º e 4º meses: defesa de golpe de finalização, contragolpe e sair de baixo. Conceitos, história
da técnica, parâmetros e informações adicionais (áreas de suporte didático). Verificação de
dúvidas/questionar/induzir a participação no passo a passo e prática/drills/condicionamento
(dificuldade progressiva, feedback do parceiro).
5º e 6º meses: passagem de guarda, montada e pegar as costas. Conceitos, história da técnica,
parâmetros e informações adicionais (áreas de suporte didático) e verificação de dúvidas/
questionar/induzir a participação no passo a passo e prática/drills/condicionamento (dificul-
dade progressiva, feedback do parceiro).
7º e 8º meses: imobilizar lateralmente, defesa pessoal e ataque com joelho na barriga. Con-
ceitos, história da técnica, parâmetros e informações adicionais (áreas de suporte didático)
e verificação de dúvidas/questionar/induzir a participação no passo a passo e prática/drills/
condicionamento (dificuldade progressiva, feedback do parceiro).
9º e 10º meses: mês: definir estratégia competitiva, execução do movimento da técnica em
tempo real enfatizando a energia adequada em função da relação de “ação x reação” e
demonstração do movimento da técnica passo a passo (ênfase em pegada, distribuição do
peso, base, pontos de controle e transições). Conceitos, história da técnica, parâmetros
e informações adicionais (áreas de suporte didático) e verificação de dúvidas/questionar/indu-
zir a participação no passo a passo e prática/drills/condicionamento (dificuldade progressiva,
feedback do parceiro).
11º e 12º mês: Estudo de possíveis reações, suas respectivas soluções e observações de alunos,
segunda prática/drills/condicionamento (mudando de parceiros ou não) e estímulo à criativi-
dade - futuras inovações e adaptações a condições particulares.

Fonte: Elaboração dos autores (2018).

Concomitantemente às aulas de Jiu Jitsu, palestras foram planejadas vi-


sando-se ao desenvolvimento socioeducativo e à competência objetiva dos alu-
nos em temas sobre: doenças sexualmente transmissíveis, gestão das finanças
pessoais, desenvolvimento de equipes, habilidades sociais, ética, valores morais
na sociedade etc. A sequência de trabalho e as técnicas planejadas pela equipe
do projeto envolviam as seguintes atividades:

• Realização de abertura oficial do projeto com apresentação do calendá-


rio de execução das aulas de Jiu Jitsu e das palestras de cidadania (socioedu-
cativas);
• Realização de reuniões de planejamento das ações com a equipe para a
discussão dos critérios de seleção dos alunos em idade escolar. Realizou-se,
sempre que necessário, encontros que se estenderam durante toda a execu-
ção do projeto, a fim de que a equipe, os alunos, os pais, os parceiros e os
bolsistas participassem das avaliações e das decisões sobre o andamento e a
melhoria contínua do projeto;
• Realização de 144 aulas práticas de Jiu Jitsu brasileiro combinadas com
conteúdos de cidadania, utilizando-se de quadro ou prancheta, tatame, brin-

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cadeiras, dinâmicas de grupo e materiais tipo cordas, cones, quimono, faixas


etc. As atividades foram realizadas prioritariamente em dupla ou em grupos,
valorizando-se, com isso, o estímulo à cooperação entre os alunos. As suges-
tões de práticas deveriam ser levantadas juntamente com os alunos. 1º e 2º
meses: aulas de Jiu Jitsu e aulas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis
(DST’s) e Sexualidade na Adolescência; 3º e 4º meses: aulas de Jiu Jitsu e aulas
sobre empreendedorismo social; 5º e 6º meses: aulas de Jiu Jitsu e aulas sobre
Gestão das Finanças Pessoais; 7º e 8º meses: aulas de Jiu Jitsu e aulas sobre Ha-
bilidades Sociais e Relacionamentos Afetivos; 9º e 10º meses: aulas de Jiu Jitsu
e aulas sobre Ética e Valores Morais na sociedade e; 11º e 12º meses: aulas de
Jiu Jitsu e aulas sobre Juventude e Drogadição.
• As avaliações foram realizadas ao fim de cada aula sobre a aprendizagem
do conteúdo associado às aulas de Jiu Jitsu. Tomamos, como fundamento ava-
liativo do Jiu Jitsu, as situações nas quais os alunos simulavam a técnica ensi-
nada, e para as temáticas de cidadania, utilizou-se o instrumento da autoexpli-
cação (o aluno explicava com suas próprias palavras o que compreendeu) ou
através da interrogação elaborativa (os professores interrogavam os alunos
sobre explicações que justificassem os porquês de determinadas situações
ocorridas durante as aulas, se eram verdadeiras ou falsas). Assim, os alunos
iam construindo seus conhecimentos;
• Registro do desempenho da aprendizagem dos alunos ao final de cada
aula de Jiu Jitsu e de cidadania;
• Certificação das turmas concluintes;
• Registro dos dados da avaliação de aprendizagem dos alunos referente
aos conteúdos de Jiu Jitsu e de cidadania para fomentar publicação científica
em revistas de extensão e em eventos científicos.

Destaque-se que o projeto, como prática educativa6, tinha como proposta


alinhar-se ao proposto por Zabala (1998), quando este coloca que o critério para
se estabelecer o nível de aprendizagem numa prática educativa refere-se às ca-
pacidades e aos conhecimentos prévios de cada aluno(a). Essa proposição marca,
também, a forma de condução do processo. Do conjunto de relações necessá-
rias para facilitar a aprendizagem, se atribuiu uma série de funções ao professor
na condução de uma prática educativa, inclusive como facilitador no desenvol-
vimento das três competências apresentadas por Kunz (2003) junto aos alunos,
conforme mostra o Quadro 2.

6
“[...] a forma de condução do ensino de um determinado tema. Os objetivos utilizados para este fim, quais os
envolvidos e como se dará sua participação (até mesmo em que a escala se dará) e quais os objetivos a serem
alcançados são os elementos constitutivos da prática educativa. Na prática educativa, o professor tem um papel
fundamental, ainda que ela não esteja centrada em suas ações, apenas dando pequenas orientações e fazendo
observações. [...] Nesse processo, pode-se reconhecer na prática educativa a possibilidade da transgressão a partir
das intenções do docente na mediação das interações entre o ‘mundo físico e o social’”. (BRAGANÇA; FERREIRA;
PONTELO, 2015, p. 2).

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Quadro 2 - Funções do professor na condução de uma prática educativa


Função do professor Objetivo
Flexibilizar a atuação Permitir adaptação às necessidades dos alunos em todo o proces-
docente so de ensino e de aprendizagem.
Regatar os
Contar com as contribuições e os conhecimentos dos alunos, tan-
conhecimentos prévios
to no início das atividades como durante sua realização.
do aluno
Ajudar o aluno a Motivar o aluno a conhecer o que tem que fazer, perceber que
encontrar sentido pode fazê-lo e que é interessante fazê-lo.
Para que o aluno experimente progressos que se motive a enfren-
Oferecer ajuda adequada
tar os obstáculos com os quais se depara.
Permitir o estabelecimento máximo de relações com novos con-
teúdos, atribuindo-lhes significado e favorecendo os processos de
Promover atividade
meta-cognição que lhe permitam assegurar o controle pessoal
mental auto-estruturante
sobre os próprios conhecimentos e processos durante a apren-
dizagem.
Estabelecer um ambiente e relações envolvidas em respeito
Criar ambiente favorável mútuo e sentimento de confiança, promovendo a autoestima e o
autoconceito.
Promover canais de comunicação que regulem os processos de
Comunicar
negociação, participação e construção.
Potencializar, progressivamente, a autonomia dos alunos na
Favorecer a autonomia
definição de objetivos, no planejamento das ações que os condu-
dos alunos de forma
zirão aos objetivos e em sua realização e controle, possibilitando
progressiva
que aprendam a aprender.
Conforme suas capacidades e seus esforços, os alunos devem ser
avaliados levando-se em conta o ponto pessoal de partida e o
Avaliar os alunos processo através do qual adquirem conhecimentos, incentivando
a autoavaliação das competências como meio para favorecer as
estratégias de controle e regulação da própria atividade.
Fonte: Adaptado de Zabala (1998).

Portanto, um dos focos pretendidos pela equipe do projeto centrou-se no


processo de condução, o qual deveria ser mediado pelos professores voluntários.
Por fim, esperava-se com o Projeto:

• Capacitar os bolsistas (membros do projeto) para compreenderem a


relação interdisciplinar que pode existir entre áreas do conhecimento, tais
como o esporte e a cidadania;
• Viabilizar uma maior integração entre a sociedade com o Campus Natal
Central do IFRN como forma de fortalecer o processo de educação para a ci-
dadania; melhoria da qualidade de vida e saúde dos beneficiários do projeto;
e atingir os objetivos estratégico da instituição;
• Inserir os alunos participantes do projeto nos jogos escolares estaduais e
municipais;
• Ampliar a visibilidade e o status positivo do Jiu Jitsu na cidade de Natal/
RN;
• Publicar artigos sobre o projeto em revistas de extensão/livro, bem como

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publicação do trabalho em eventos científicos, a fim de que essa experiência


possa servir de referência para outras ações similares em instituições de com-
promisso com o desenvolvimento da cidadania;
• Construir uma consciência para temáticas relacionadas à convivência ci-
dadã na sociedade em crianças, adolescentes e jovens em idade escolar.

O projeto de extensão previa, ainda, avaliações contínuas no período de


sua execução por meio de dinâmicas de feedback dos alunos, pais, professores
voluntários e da equipe do projeto, sobre o desenvolvimento metodológico das
aulas e das competências dos alunos, sobre a fixação dos conteúdos através das
técnicas de simulação, auto explicação ou através da interrogação elaborativa.
A cada aula realizada, também era previsto o registro do desempenho da apren-
dizagem dos alunos através de observação participante, registro fotográfico, reg-
istro de relato dos alunos sobre sua aprendizagem, registro de relato do profes-
sor colaborador e dos bolsistas envolvidos.

Além disso, o projeto ainda previa o acompanhamento da frequência dos


alunos/beneficiários e proponentes do projeto como critério de certificação.

RESULTADOS E DISCUSSÃO SOBRE A EXECUÇÃO DO PROJETO

Considerando-se que o projeto representou uma prática educativa em


movimento direcionada ao desenvolvimento de competências humanas, funda-
mentado na possibilidade de trazer mudanças comportamentais nos indivíduos,
consideramos que a ação se constituiu como um processo formativo continuado
de caráter intencionalmente planejado, com objetivos educacionais claramente
explícitos, sistemáticos e delimitados, que passou por várias mudanças no seu
transcorrer como forma de adaptação à realidade dos seus beneficiários.

No contexto de sua execução, a equipe do projeto precisou realizar adap-


tações no planejamento inicial após ter contato com as demandas dos alunos.
Essas adaptações aconteceram na seguinte sequência:

• Reunião com os membros do projeto, na qual foi decidida a integração
de crianças já selecionadas por um projeto social de futebol pré-existente no
Campus Natal Central do IFRN, denominado Projeto Fraldinha7 , visto que a
equipe verificou, nas dependências deste campus, muitas crianças, adoles-
centes e jovens ociosos após seus treinamentos de futebol ou que eram filhos
de alunos do Projeto Fraldinha, bem como devido à similaridade entre os obje-
tivos dos projetos. As crianças eram convidadas ainda na lateral do campo de

7
Visa à promoção de uma cultura de paz e de respeito aos direitos humanos, visando à redução da violência a
partir da viabilização do acesso ao esporte, à cultura, à arte, à geração de renda e ao exercício pleno da cidadania
para crianças e adolescentes carentes que estejam com seus direitos ameaçados ou violados, bem como para os
seus familiares. (PROJETO FRALDINHA, 2016).

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CASTRO, A. B. C. de et al.

futebol do Campus Natal Central do IFRN pelos professores e pelos membros


da equipe do Projeto de Jiu Jitsu quando encerravam suas aulas ou enquanto
transitavam nas dependências do campus;
• Reunião e pesquisa documental sobre o tema das palestras que foram
convertidas em rodas de conversa e das aulas de Jiu Jitsu, por se tratar de uma
técnica mais adequada para a realidade dos alunos e seus pais;
• Na primeira aula, realizada em 04 de junho de 2016, de abertura do proje-
to e acolhimento dos pais e alunos, houve uma roda de conversa sobre a filo-
sofia do Jiu Jitsu e sua interação com a sociedade e a apresentação do projeto
com seu cronograma, conforme a Figura 1. Nesse momento, houve o ajuste
das temáticas e das técnicas a serem trabalhadas com os alunos e os pais, que,
inclusive, demandaram atendimento psicológico:

Figura 1 - Acolhimento de alunos e pais com orientações sobre a filosofia do Jiu Jitsu

Fonte: Acervo fotográfico dos autores (2016).

• A equipe do projeto buscou conhecer outros projetos sociais e o trabalho


de academias da cidade. Essa integração com outras academias possibilitou
a construção de uma rede de relacionamentos com pessoas para viabilizar a
doação dos quimonos e faixas para os alunos, pois o projeto não previa re-
cursos financeiros para sua aquisição. Foram adquiridos, por doação junto às
academias, nove quimonos, três faixas e mais um quimono para o projeto foi
fruto do cachê de um dos professores por arbitrar uma competição regional. A
execução dessa campanha se deu através de redes sociais;
• Foram realizadas 144 aulas de Jiu Jitsu (cada uma com duas horas de
duração), sendo três aulas por semana, vários momentos de conversa sobre
cidadania conforme as temáticas por mês e quatro atendimentos psicológi-
cos para os pais dos alunos (Fig. 2). As aulas foram realizadas nas terças e
quintas-feiras e também aos sábados. As rodas de conversa foram realizadas
com os seguintes temas respectivamente: 1º e 2º meses - Filosofia do Jiu Jitsu,

Expressa Extensão. ISSN 2358-8195 , v. 23, n. 3, p. 152-171, SET-DEZ, 2018. 162


CASTRO, A. B. C. de et al.

disciplina e valores morais na sociedade; 3º e 4º meses - Juventude e Socie-


dade (Drogadição e comportamento na sociedade); 5º e 6º meses - Bullying
na escola; 7º e 8º meses - Filosofia do Jiu Jitsu (mente e corpo); 8º e 9º meses
- Convivência na sociedade e; 10º e 11º meses – Importância do Jiu Jitsu para a
vida.
• Os atendimentos psicológicos foram realizados nos meses de agosto e se-
tembro de 2016, por psicóloga voluntária convidada pela equipe do projeto,
em dias de sábado enquanto os alunos tinham aula.

Figura 2 - Roda de conversa sobre Bullying na escola

Fonte: Acervo fotográfico dos autores (2016).

• A avaliação dos alunos durante o projeto ocorreu através de simulações,


auto explicação e interrogações elaborativas sobre golpes, raspagens, entra-
das, defesas, posturas, sobre o material (quimonos, faixas e tatame) e disciplina
na família e na sociedade. Também foram aplicadas as mesmas técnicas rela-
tivas aos assuntos de cidadania tratados nas rodas de conversa com os alunos.
O registro da aprendizagem dos alunos sobre participação e desenvolvimento
da disciplina relativa ao esporte e da aprendizagem dos temas relacionadas
à cidadania dos alunos, foram realizados a cada três meses de execução do
projeto. No último mês do projeto, houve ainda a aplicação de uma entrevista
com os alunos, professores voluntários, bolsista e pais dos alunos, quando se
pretendia realizar um senso com todos os atores do projeto, entretanto, nem
todos estavam presentes no período da coleta dos dados. Nesse caso, a amos-
tra foi por conveniência. (KOTLER, 2000).
Participaram do projeto, vinte e dois alunos, com rotatividade, sendo vinte
do sexo masculino e dois do sexo feminino, com idade média de 16 anos, com
renda familiar média de 2,5 salários mínimos, residentes, em sua maioria, no bair-

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CASTRO, A. B. C. de et al.

ro Nova Descoberta (circunvizinho ao Campus Natal Central do IFRN) e haviam


ingressado no projeto através de convite dos professores.

Figura 3 - Aula com demonstração e simulação de golpes

Fonte: Acervo fotográfico dos autores (2016).

Quando perguntados, no início do projeto, sobre qual a imagem que tin-


ham do Jiu Jitsu, os alunos recorreram ao levantado por Rufino e Martins (2011);
Reis, Suzuki e Gomes (2010), quando colocaram que a imagem do Jiu Jitsu ainda
era vinculada a brigas, violência e agressões, conforme os relatos em seguida:

É um esporte violento, o pessoal utiliza para brigar nas ruas e entre as gangues. (A.
A. A.);
É um esporte violento. (B. B. B.);
Violento. (C. C. C.).

Ao final do Projeto, os alunos foram novamente entrevistados pela equipe


com o mesmo questionamento, atualizando-o apenas temporalmente: qual a im-
agem que você tem atualmente do Jiu Jitsu?

Esporte que melhora a saúde física. (A. A. A.)


Disciplina e respeito. (B. B. B.)
Melhora o condicionamento físico, a integração entre nós e a disciplina em casa.
(C. C. C.)
É um esporte que ajuda na disciplina, na defesa pessoal e melhora a capacidade
física. (D. D. D.).

Outras perguntas também foram dirigidas aos alunos com o objetivo de


capturar o sentimento dos mesmos, recebendo um feedback positivo.

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CASTRO, A. B. C. de et al.

Quadro 3 - Perguntas e resposta da entrevista com os alunos do Projeto “O Jiu Jitsu como
prática educativa para a cidadania infanto-juvenil”
Perguntas Respostas Competência
“Melhoria de minha capacidade física”. (A. A. A.)
“Por causa do aprendizado”. (B. B. B.)
“Para ficar longe das drogas. Me deixa ocupado para
1. Qual a importância
não me envolver com amizades ruins do morro”. (C. C. Comunicativa
do projeto para você?
C.)
“Melhorou o meu condicionamento físico, minha visão
sobre o esporte e a minha disciplina”. (D. D. D.)
2. QUAIS AS CONTRIBUIÇÕES DO JIU JITSU PARA SUA VIDA?
“Trouxe mais disciplina e a compreensão da im-
portância do respeito com os colegas, professores e
na sociedade”. (A. A. A.)
2.1. Quanto à edu- “Me deu disciplina e autoconfiança”. (B. B. B.)
cação (desenvolvi- “Educação com disciplina”. (C. C. C.)
mento intelectual e “Aprendi a ter mais respeito para com meus pais”. (D. Objetiva
moral – cidadania do D. D.)
ser humano)? “O jiu jitsu me fez ver que há respeito entre adversári-
os e que me fez mudar muito o meu pensamento”. (E.
E. E.)
“Disciplina”. (F. F. F.)
“É bastante integrativo e dinâmico”. (A. A. A.)
“O projeto me deu a oportunidade de aprender jiu
2.2. Quanto à sociabil-
jitsu sem pagar, porque não posso”. (B. B. B.)
idade (capacidade de
“Melhorou um pouco minha concentração”. (C. C. C.) Social
integração com outras
“Desde que o projeto começou, me tornei mais so-
pessoas)?
ciável”. (D. D. D.)
“Melhorou minha comunicação”. (E. E. E.)
“Me deu capacidade de maior disciplina, concen-
tração, para lhe dar com todos”. (A. A. A.)
“Ser mais disciplinado”. (B. B. B.)
2.3. Quanto à discipli- “Mais respeito com as pessoas”. (C. C. C.)
na na escola, família e “Tenho uma noção melhor sobre o respeito com as Educacional
lugares sociais? pessoas”. (D. D. D.)
“Melhorou bastante a minha disciplina”. (E. E. E.)
“Melhorou o respeito as normas e aos mais experien-
tes”. (F. F. F.)
2.4. Quanto à quali- “Melhorou o condicionamento físico”. (A. A. A.)
dade de vida (melho- “Antes de começar o projeto eu tinha pouca vontade
ria do condicionamen- de praticar esportes, comia pouco; agora, estou com Comunicativa
to físico, flexibilidade mais vontade e passei a fazer outros esportes e me
etc.)? alimento saudavelmente” (B. B. B.)
Fonte: Elaboração dos autores (2018).


Quanto aos demais atores do projeto (professores, bolsista e pais), tem-se
que o projeto também recebeu uma avaliação positiva.

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CASTRO, A. B. C. de et al.

Quadro 4 - Entrevista com professores e bolsista do Projeto de Extensão “O Jiu Jitsu como
prática educativa para a cidadania infanto-juvenil”
Ator Pergunta Depoimento
“As melhorias são perceptíveis visualmente, tem um dos
alunos inclusive que era muito tímido e hoje esta muito mais
autoconfiante para a vida, o jiu jitsu prepara para a vida. Pes-
soas que fazem artes maciais sentem mais segurança, provado
cientificamente inclusive para lhe dar com os problemas do
dia a dia. Além disso, o jiu jitsu melhorou muito o condicio-
namento dos alunos e nenhum aluno teve problemas, pois o
Professor R.
esporte é pouco lesivo para o corpo. É um esporte individual,
P. P.
mas também é coletivo, os alunos precisam treinar em dup-
las no sentido de preservar o outro. Essa é uma das disciplinas
desenvolvidas. Resumindo o papel do jiu jitsu para os alunos
foi torna-los mais confiantes, com saúde do corpo e ter dis-
ciplina para lhe dar na sociedade, saber se comunicar, saber
respeitar... essa integração social que o jiu jitsu faz e que
proporcionou para os alunos tem os deixado mais sociáveis.
Na sua per-
cepção, qual a “Bom o Brazilian Jiu-Jitsu é uma arte marcial desenvolvida
evolução edu- para os mais fracos, Helio Graice um dos maiores e melhores
cacional (refer- atletas do esporte representou bem essa teoria e isso ajudou a
ente à discipli- mostrar a força que esse esporte tem. Por ser uma arte marcial
na dos alunos o Jiu-Jitsu tem toda uma filosofia que a envolve. Isso é possível
e história do perceber no momento em que se veste o quimono e inicia-se
Jiu Jitsu), física a primeira aula do aluno, neste projeto em especial podemos
(melhoria da perceber como se destacam os alunos ao entrarem no dojo re-
aptidão física, speitando o espaço o professor e os colegas de turma, rever-
performance) enciando a todos como um ato de humildade e respeito. Essa
e social (inte- postura do atleta transforma sua concepção no momento em
gração social que o professor reverencia juntamente e agradece sua pre-
e inclusão so- sença, para o aluno essa demonstração de respeito gera em
cial) visualiza- contrapartida uma vontade de respeitar, já que a base da har-
Professor D. da nos alunos? monia de um ambiente coletivo é o respeito, com isso o atle-
C. de M. B. ta se sentindo bem no tatame sente a necessidade de fazer o
mesmo em casa e na rua. Ele difunde o respeito em troca de
respeito. Por ser um esporte de contato o atleta leva a seus
limites sua forma física buscando e melhorando a cada treino
sua disposição e conhecimento de novos movimentos da arte,
a intensidade do treino é tanta que o corpo responde, de forma
cardiovascular, muscular, bem como liberação de hormônios
que estimulam a tranquilidade e serenidade do atleta. Social-
mente nós temos a oportunidade de estarmos ajudando mui-
tos que sofrem por injustiças e falta de oportunidades, o Jiu
Jitsu sempre forte se apresenta como uma ferramenta capaz
de elevar seus níveis de confiança e força de vontade, fazendo
com que os obstáculos da vida se tornem mais possíveis de
serem alcançados. Desistir não é uma opção! Esse ensinamen-
to carrego comigo e transmito aos meus alunos todos os dias”.

Expressa Extensão. ISSN 2358-8195 , v. 23, n. 3, p. 152-171, SET-DEZ, 2018. 166


CASTRO, A. B. C. de et al.

“Quando o projeto começou, pensei que fosse apenas au-


Referente ao las de como "lutar" jiu jitsu. Porém, no decorrer do proje-
Projeto do qual to, fui aprendendo lições de vida com o professor e me dis-
participa, qual ciplinando, pois sabia que não poderia utilizar de "golpes"
a sua com- contra pessoas de fora do projeto e também tomei ciência
Bolsista J. P.
preensão so- da hora de diversão e de levar as coisas a sério. Acho que o
C. da S.
bre a relação projeto também foi uma ótima oportunidade para os alunos
entre esporte que puderam aprender uma arte marcial capaz de incluí-los
e cidadania/in- socialmente na sociedade através do respeito as pessoas”.
clusão social?

Fonte: Elaboração dos autores (2018).

Quanto aos pais, através da análise de frequência de seus discursos, per-


cebeu-se a repetição de palavras-chaves que corroboram os objetivos do projeto,
tais como: disciplina, obediência e respeito, caracterizando o desenvolvimento
da manifestação “esporte-performance”, conforme colocado por Tubino (2002),
que objetiva o desenvolvimento do rendimento dentro de uma obediência rígida
às regras e aos códigos existentes para cada modalidade esportiva, evidencian-
do-se o respeito ao próximo, a disciplina, a empatia, entre outras habilidades;
bem como o desenvolvimento das competências objetiva (educacional) e social
(cidadania e comportamento social).

Figura 4 - TagCrowd da análise de discurso por frequência das respostas dos pais dos alunos

Fonte: Elaboração dos autores (2018).


A partir dos objetivos e resultados esperados no projeto, podemos consid-
erar que sua execução proporcionou, ao final:

• O cumprimento do objetivo do projeto relativo à sensibilização de crianças


e adolescentes através da prática educativa do Jiu Jitsu para a construção de
uma consciência cidadã, além da elevação do status positivo desse esporte,
desmistificando o paradigma historicamente construído de prática esportiva
violenta para os alunos e seus pais. Essa sensibilização será reverberada nos
diversos espaços sociais em que vivem os alunos, através de seus comporta-
mentos (disciplina, obediência e respeito), além da inclusão social possibil-

167 Expressa Extensão. ISSN 2358-8195, v. 23, n. 3, p. 152-171, SET-DEZ, 2018.


CASTRO, A. B. C. de et al.

itada pelo projeto, uma vez que os alunos envolvidos são, em sua maioria,
residentes em bairro que apresenta vulnerabilidade social;
• A efetivação da estratégia institucional do IFRN de inclusão social no dia a
dia da escola;
• A participação de aluno do IFRN como bolsista na prática de Iniciação
Científica, na qual o mesmo pode participar desde a criação do projeto ao
acompanhamento, construção e aplicação das entrevistas com os atores desta
proposta extensionista;
• A viabilização da prática educativa e sua constante adaptação aos saberes
prévios dos alunos e seus pais, tendo sido conduzido de forma dialógica pelos
professores voluntários de Jiu Jitsu, conforme proposto por Zabala (1998) e;
• A concretização da primeira graduação do aluno A. A. A, que foi realizada
no dia 17 de dezembro de 2016, durante o encerramento do Projeto. Na oca-
sião, o aluno recebeu de um dos professores uma bolsa de financiamento para
aprofundar seus treinamentos em uma academia privada de Natal/RN e sua
inscrição para uma competição local (Grand Slam Nordeste de Jiu-Jitsu), real-
izada no período de 11 e 12 de fevereiro de 2017, em que o aluno se sagrou
com o 3º lugar na competição.

Os dados até aqui apresentados conferem ao Jiu Jitsu brasileiro a possib-


ilidade de ser utilizado como uma estratégia de prática educativa crítico-eman-
cipatória, que contribuiu para a construção da cidadania infanto-juvenil devido
sua competência objetiva (educacional), competência social (cidadania, compor-
tamento social) e competência comunicativa (integração social e conhecimento
corporal).

CONSIDERAÇÕES

Considerando-se o objetivo do projeto sobre o processo de aprendizagem


social, tem-se que: a aprendizagem dos alunos aferida continuamente, inclusive
com a participação dos pais – não foi resultado da improvisação, pois os pro-
fessores permitiram a adaptação do plano de aulas às necessidade dos alunos,
o resgate dos conhecimentos prévios, a autoexplicação, ajudou os alunos a en-
contrarem sentido nos movimentos, ofereceu ajuda, elaborou atividades mental-
mente estruturantes, criou ambientes para aprendizagem, tanto formais quanto
não formais, favoreceu a autonomia etc., em consonância com o que coloca Za-
bala (1998).

O aprendizado construído na prática educativa do Projeto de Extensão de-


scrito neste trabalho, seja formalmente (planejamento, avaliação, organização
do local das aulas, estruturação de uma entrevista etc.), seja informalmente
quando realizadas visitas a outras academias, quando construída uma campanha
por redes sociais, quando um dos alunos ganhou uma bolsa devido ao seu de-
sempenho, demonstrou a maturidade metodológica, educativa e sensibilizadora

Expressa Extensão. ISSN 2358-8195 , v. 23, n. 3, p. 152-171, SET-DEZ, 2018. 168


CASTRO, A. B. C. de et al.

alcançada na condução do projeto por sua equipe de elaboração e execução,


bem como nos resultados sociais alcançados pelos alunos quanto à construção
de valores como disciplina, obediência e respeito, e o desenvolvimento de com-
petências objetivas, sociais e comunicativas, importantes para uma sociedade
democrática.

Além disso, o projeto “O Jiu Jitsu como prática educativa para a cidadania
infanto-juvenil” trouxe várias inquietações para os atores envolvidos, bem como
possibilitou a reflexão sobre diversas lições aprendidas, que poderão guiar futu-
ras pesquisas sobre o assunto. Dentre elas, destacam-se:

• A importância do alinhamento entre o projeto com a política estratégica


institucional de “Ampliar o acesso da comunidade ao CNAT”, que propiciou a
aceitação do projeto no Programa de Apoio Institucional à Extensão no IFRN;
• O aprendizado propiciado ao se conhecer outros projetos sociais e o tra-
balho de academias da cidade permitiu, à equipe do projeto, conhecer as lim-
itações da ação e se preparar para os imprevistos. Para os alunos, foi impor-
tante para motivar e qualificar as técnicas do grupo;
• Discutir a proposta do projeto com os beneficiários permitiu o alinhamen-
to entre suas necessidades com as possibilidades da equipe gestora do proje-
to;
• A mobilização de uma equipe comprometida permitiu a continuidade do
projeto com flexibilidade diante das dificuldades do trabalho com voluntári-
os, pois os professores se revezaram durante a execução do projeto, já que,
concomitantemente, participavam de campeonatos, arbitravam competições
e atuavam como professores em academias da cidade;
• A necessidade de inclusão de aporte financeiro para a continuidade da
execução do projeto, pois para a graduação e a participação dos alunos em
competições, é necessária a aquisição de quimonos e faixas. Sentiu-se a neces-
sidade, para a concretização do próximo projeto, de subsídios financeiros para
a obtenção desses materiais. No contexto do projeto executado, os quimonos
utilizados provieram de doações de alunos de academias da cidade através
dos professores voluntários, bem como da ação social de um dos professores,
que arbitrou um evento em troca de quimonos para os alunos;
• As aulas do projeto, no subsolo do ginásio de esportes, dificultaram a visu-
alização da ação pelos alunos que ficavam ociosos no campus após o treino
de futebol, fato que pode ter comprometido a ampliação da turma;
• Percebeu-se que alguns alunos, ao longo do projeto, desistiram, pois
preferiam acompanhar os treinos de futebol a participar do Jiu Jitsu. Alguns
alegaram que viam no futebol uma perspectiva de melhoria de vida que ainda
não enxergavam no Jiu Jitsu;
• Sentiu-se, com o andamento do projeto, a necessidade de melhor quali-
ficação da ação social, pois alguns alunos tinham dificuldades de vir para os
encontros, pois não tinham dinheiro para a passagem de ônibus ou vinham
para o treinamento sem se alimentar, sendo este, também, um dos motivos da
evasão.

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CASTRO, A. B. C. de et al.

Quanto às limitações enxergadas no projeto, tem-se:


• Participação de poucas meninas no projeto;
• Limitação financeira para custear lanches, passagens de ônibus, material
e participação dos alunos em competições;
• A necessidade de desenvolver estratégicas para agregar novos alunos e;
• Estabelecer horários e dias que evitem a concorrência entre a prática do
Jiu Jitsu e os treinos de futebol no IFRN.

Diante do exposto, convém sinalizar que o projeto em tela, apesar das
limitações vivenciadas, admitiu relevância na vida dos beneficiários, tendo em
vista que os aproximou, sensibilizou e promoveu a aprendizagem sobre temáti-
cas para a construção de uma consciência cidadã.

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