CURSO DE ENGENHARIA CIVIL
CONSTRUÇÃO CIVIL I
RELATÓRIO DE ARGAMASSAS:
Dosagem da Argamassa e Ensaio de consistência.
Debora Viegas Machado, Eduardo Fernandes Piacheski,
Felipe Tassoni Souza, Michele Thais Dragan Wichrowski
Porto Alegre
2018
RESUMO
Este relatório foi feito com o intuito de reconhecer a partir de seu traço a
plasticidade, trabalhabilidade, coesão, retenção de água da argamassa preparada em
laboratório. Através de Dosagem da Argamassa e do Ensaio de consistência (NBR NM
13276:2005) cujo o procedimento constará neste relatório em detalhes, será avaliada a relação
água/cimento e o qual a sua influência na resistência dos corpos de prova após 49 dias.
Lista de Figuras
Figura 1 - Cimento Votoran CPIV............................................................................................................. 6
Figura 2 - Colocação da massa e utilização do soquete .......................................................................... 8
Figura 3 – Molde da argamassa após retirada do tronco cônico ............................................................ 9
Figura 4 – Argamassa após os 30 golpes na mesa .................................................................................. 9
Figura 5 – Leitura de consistência da argamassa .................................................................................. 10
Figura 6 – Molde cilíndrico com base rosqueada.................................................................................. 11
Sumário
1. INTRODUÇÃO .......................................................................................................................................... 5
2. FUNDAMENTOS TEÓRICOS ...................................................................................................................... 6
3. PREPARAÇÃO E ENSAIOS DO MATERIAL .................................................................................................. 7
3.1. DOSAGEM DA ARGAMASSA ................................................................................................................... 7
3.2. ENSAIO DE CONSISTÊNCIA ..................................................................................................................... 7
3.3. ESNSAIO DE RESISTÊNCIA....................................................................................................................... 9
4. CONCLUSÃO ............................................................................................................................................. 12
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1. INTRODUÇÃO
A NBR define a argamassa como uma mistura homogênea de aglomerante,
agregados miúdos e água contendo ou não aditivos, cada dosagem terá uma utilidade
específica e para definir qual traço1 deve ser usado para cada finalidade, devem ser feitos
ensaios em laboratório de Dosagem, Consistência (NBR 13276:2005) e a Determinação da
Densidade de Massa (NBR 13278/2005).
A relação água/cimento (dosagem) e ensaio de consistência que serão descritos neste
relatório é de fundamental importância para um dimensionamento correto dos materiais
tornando a argamassa mais eficiente quanto a sua aplicação, trabalhabilidade evitando assim
desperdício e problemas posteriores como apresentação de patologias nas construções.
O primeiro ensaio realizado foi o de dosagem da argamassa do qual foi possível
verificar a consistência, plasticidades, coesão, textura e trabalhabilidade do traço e definir as
quantidades de cada composto como cimento, areia e água a ser utilizado (dentro dos limites
estabelecidos na NBR 13754:96 e NBR 13755:96), foram desenvolvidos traços 1:3 apenas
com variação da adição de água.
Em seguida foi elaborado o ensaio de consistência de acordo com a NBR
13276:2005 desconsiderando-se os tempos de repouso e maturação, com este tivemos a
oportunidade de visualizar sua consistência e plasticidade, para fins de definição as massas
elaboradas para o teste tiveram consistência fixada em 25 ± 1 cm.
Após este, foram moldados dois CP’s2 de acordo com a regulação da NBR
12041:2012 para análise de suas resistências em estado sólido.
O Ensaio e moldagem dos CP’s foi realizado em 02 de maio no Campus Zona Sul e o
ensaio de resistência em 20 de junho de 18 no Campus Fapa com orientação e supervisão da
Engª Paula Salum.
1
Expressão da proporção entre constituintes da argamassa, geralmente referida ao aglomerante
principal.
2
CP’s.: Abreviação usual para corpo de prova, ou seja, elemento formado pelo material, no caso
argamassa, para posteriores estudos em estado seco.
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2. FUNDAMENTOS TEÓRICOS
A argamassa é amplamente utilizada na construção civil e seus compostos devem ser
quantificados conforme seu uso, segundo a NBR 7200:1998 argamassa é uma mistura
homogênea de agregados miúdos, aglomerantes inorgânicos e água, contendo ou não aditivos
e/ou adições com propriedades de aderência e endurecimento, pois esta mistura gera uma
gama de possibilidades e devido a suas diferentes proporções são classificadas conforme suas
propriedades para cada aplicação. Embora existam bases para um ponto de partida quanto as
quantidades de cada elemento, conforme citado na NBR 13754:1996 e NBR 13755:1996,
estas são apenas para definição de faixa, uma vez que fatores referentes a qualidade dos
agregados empregados, aditivos e tipo de aglomerante usado influenciam diretamente na
massa que será formada definindo sua trabalhabilidade, coesão, dilatação, absorção e
porosidade.
Para o ensaio descrito a seguir foram utilizados nas misturas cimento Votoran CP-IV
(Figura 1), agregado miúdo ensacado não analisado, água.
Figura 1 - Cimento Votoran CPIV
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3. PREPARAÇÃO E ENSAIOS DO MATERIAL
3.1. DOSAGEM DA ARGAMASSA
Foi feita uma argamassa utilizando o traço 1:3 sendo uma parte de cimento (500g) e
três de areia (1500g) e água (175ml), inicialmente colocamos os materiais secos na masseira e
misturamos até ficar com aparência uniforme, foi então acrescentada a água aos poucos até
obter-se a consistência desejada, foram adicionados 300gr de cimento e 900gr de agregado,
para homogeneizar, acrescentou-se 75ml de água sendo que a quantidade utilizada da mesma
se totalizou em 245g.
Para preparo da argamassa foram utilizados os seguintes materiais:
• Masseira;
• Colher de Pedreiro;
• Recipiente cilíndrico com água;
• Recipiente para pesagem dos elementos secos;
• Balança de precisão
3.2. ENSAIO DE CONSISTÊNCIA
Este ensaio foi realizado conforme descrito na NBR 13276:2005 logo após a mistura
da argamassa.
A aparelhagem utilizada neste ensaio constitui-se de:
• Mesa para índice de consistência;
• Molde tronco cônico;
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• Soquete metálico;
• Trena de metal.
A argamassa foi colocada no molde tronco cônico já posicionado sobre a mesa para
índice de consistência em três camadas procurando distribuir-se a massa uniformemente em
seu interior. A primeira camada recebeu 15 golpes com o soquete sem impressão de força
sobre o mesmo, a segunda recebeu 10 golpes e a terceira 5 nos mesmos moldes da primeira
camada.
Figura 2 - Colocação da massa e utilização do soquete
Posterior a isso o molde tronco cônico foi retirado, deixando em cima da mesa o
molde da argamassa. Dando início ao ensaio, foram dadas 30 quedas na mesa para índice de
consistência sendo uma queda por segundo. Inicialmente foi estabelecida uma consistência de
25±1 cm.
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Figura 3 – Molde da argamassa após retirada do tronco cônico
Figura 4 – Argamassa após as 30 voltas da manivela
Depois de girar 30 vezes a manivela, foram feitas duas medições com a trena
metálica para determinar o diâmetro da argamassa na mesa, uma no sentido vertical e outra no
sentido horizontal, sendo considerado para fins de resultado a média entre das duas medições.
Os resultados do ensaio estão dispostos na tabela abaixo.
Dados do Índice de Consistência
Temperatura 14º Umidade ± 80%
Argamassa Traço Água Consistência Média das leituras
Traço 1ª leitura 245mm
1:3 75ml 245mm
2ª leitura 245mm
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Figura 5 – Leitura de consistência da argamassa
3.3. ENSAIO DE RESISTÊNCIA
Este ensaio foi realizado conforme descrito na NBR 12041:2012 logo após a mistura
da argamassa.
A aparelhagem utilizada neste ensaio constitui-se de:
• Molde cilíndrico com base rosqueada;
• Soquete metálico;
• Escova de aço;
• Espátula;
A argamassa foi colocada em dois moldes cilíndricos (corpos de prova), depois dos
mesmos serem devidamente limpo com a escova de aço e untado com desmoldante. Com o
auxílio da espátula, a argamassa foi colocada nos moldes cilíndricos em quatro camadas de
alturas aproximadamente iguais, sendo que cada camada recebeu dez golpes com o soquete
metálico. Por fim é retirado o excesso de argamassa da última camada e os corpos de prova
são estocados, para dar início a cura inicial das amostras.
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Figura 6 – Molde cilíndrico com base rosqueada
Depois de 49 dias os corpos de prova são desmoldados e submetidos a compressão
simples na máquina de ensaio. Os resultados do ensaio estão dispostos na tabela abaixo.
Ensaio de Resistência a Compressão
Corpo de Prova Data da Moldagem Data do Rompimento Tensão de Ruptura
do Corpo de Prova do Corpo de Prova
CP1 02/05/2018 20/06/2018 11,89 MPa
CP2 02/05/2018 20/06/2018 11,19 MPa
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4. CONCLUSÃO
Através do ensaio de consistência utilizando o Flow Tabe como base, com o traço da
argamassa sendo 1:3 e com sua hidratação ideal, foi obtido um ótimo resultado de 24,5 cm de
diâmetro, visto que foi estabelecido um limite de 25±1 cm para este caso.
Já os dados obtidos através do ensaio de compressão, podemos dizer que os valores
foram adequados para o cimento utilizado (CP IV-32), onde em 49 dias, a argamassa alcançou
uma resistência de aproximadamente 12 MPa no CP1, visto que a NBR 13281 recomenda que
a sua resistência seja maior que 8 MPa.