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Urbanismo e Habitação Portuguesa

- O documento discute diferentes tipos de alojamentos tradicionais portugueses, incluindo características de casas típicas, pátios interiores, alpendres e celeiros/espigueiros. - Detalha aspectos como a falta de privacidade em pátios interiores devido à proximidade dos alojamentos, e como alpendres serviam como espaços de convivência para famílias e vizinhos. - Descreve características de casas transmontanas típicas, como paredes de pedra, uso extensivo

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Ivan Coutinho
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Urbanismo e Habitação Portuguesa

- O documento discute diferentes tipos de alojamentos tradicionais portugueses, incluindo características de casas típicas, pátios interiores, alpendres e celeiros/espigueiros. - Detalha aspectos como a falta de privacidade em pátios interiores devido à proximidade dos alojamentos, e como alpendres serviam como espaços de convivência para famílias e vizinhos. - Descreve características de casas transmontanas típicas, como paredes de pedra, uso extensivo

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STC6 –URBANISMO E MOBILIDADE

Sumário:

• Identificação de diferentes espaços funcionais nos alojamentos das


famílias portuguesas em função de tradições socioculturais
• Casas típicas
• Identificação de tipologias de alojamento
• Protótipos urbanos
- Evolução
- Conceitos
- Aspectos a ter em conta na construção de um edifício
P
á
t
i
o
s

I
n
t
e

Pátios Interiores
r
i
o
r
e
s

• A existência dos pátios interiores


mitiga um pouco a relação com o
exterior.
• Interajuda dos moradores
• Falta de privacidade. Intimidade dos
espaços
• Segurança
• Vícios e virtudes
• Grupos sociais que lutam pelo
reconhecimento da sua identidade
própria e pela sua independência
• Dificuldades de adaptação a culturas
e situações sociais diferentes
• Relacionamentos conflituosos

• ..........
Comentar (vantagens e
desvantagens)
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A
l
p
e
n
d
r
e
s

Alpendres
O alpendre é um tipo de varanda que estabelece uma graduação bastante
marcada entre os espaços interiores e exteriores de uma residência,
protegendo-a da incidência directa da radiação solar e da chuva.
Nos alpendres varandas e lareiras, era ali que antigamente as pessoas ficavam,
os pais sonhavam, os vizinhos visitavam, as famílias conversavam, os
compadres proseavam e as crianças brincavam. Era um tempo em que as
famílias tinham tempo.
Celeiros e Espigueiros
e
i
r
o
s

E
s
p
i
g
u
e
i
r
o
s
Casas Típicas
Casas Típicas

Casas Transmontanas
As casas antigas são construídas de pedra, sendo os interiores sombrios. As
paredes e os tectos das cozinhas são normalmente escuras como breu.
As lareiras estão acesas grande parte do ano para cozinhar e aquecer e, de
Novembro até Março, penduram-se por cima da lareira grandes quantidades de
porco salgado e enchidos para serem fumados.
As casas estão tão juntas que se perde a privacidade; com o simples abrir das
portas da frente mostram-se imediatamente a qualquer passante as cozinhas e
as salas.
Os aposentos ficam no andar de cima e em baixo os estábulos, as arrumações
de produtos agrícolas ou a adega.
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C
o
z
i
n
h
a
s


L

Cozinhas -Lareiras
a
r
e
i
r
a
s

• O fiambre é, curiosamente, dos enchidos mais recentes. Sim, porque dantes


não havia frigoríficos e era preciso arranjar maneiras de conservar a carne dos
animais que se abatiam.
• Naqueles tempos antigos, a carne era só para alturas de festa e, como era
reservada às pessoas mais ricas, as restantes tinham de fazer durar aquela
iguaria. As carnes conservavam-se principalmente por dois processos: a salga e
a defumação (ou fumagem).
Casas Típicas s
a
c
i
p
í
T

s
a
s
a
C

Casa Alentejana

• Pintura com cor branca

• Paredes grossas

• Portas e janelas com


barras azuis ou amarelas

Casa no Monte D. Maria, Beja


Casas Típicas
Casas Típicas

A casa típica da Madeira tem forma triangular, com


portas e janelas coloridas e é cobertas de colmo para
fazer face às gotículas do nevoeiro e humidade

Casa da Ilha da Madeira

Casa da Ilha da Madeira


A vida quotidiana na cidade: a habitação
A vida quotidiana na cidade: a habitação

• A cidade aumentou e apareceram novos


bairros em zonas até então agrícolas.
• Nos bairros mais pobres não havia
esgotos, água potável, nem espaço para
viver e repousar.

• As famílias numerosas viviam em


habitações velhas e húmidas, com
poucos móveis (dormiam no chão).
• Conviviam na rua ou na taberna.
A vida quotidiana na cidade: a habitação
A vida quotidiana na cidade: a habitação

• Os mais ricos construíram em Lisboa e no Porto residência luxuosas, os


palacetes. Estes tinham salas decoradas com requinte e conforto.
• Nos prédios de vários andares viviam muitas famílias burgueses de classe
média.
A modernização das cidades
Nos finais do século XIX
apareceram os automóveis, Prédios com vários andares, A luz eléctrica começa a
um luxo dos mais ricos lojas e escritórios substituir a iluminação a gás

Continuam a
circular carruagens
puxadas a cavalo

Os primeiros
eléctricos
surgiram em 1887

Multiplicam-se
os clubes e cafés
Nos últimos anos o parque habitacional é das áreas que mais sofreu uma forte
expansão, pois a habitação é uma das necessidades básicas que toda a
população procura satisfazer. Analisando as características físicas da habitação,
dos materiais de construção ou mesmo dos serviços de que dispõe, é possível
identificar o nível de vida dos agregados familiares e dos seus membros.

A institucionalização do regime político democrático, a partir de 1974 e a


posterior adesão à Comunidade Europeia, em 1986, assim como o processo
migratório, contam-se entre os factos que mais significativamente terão
contribuído para a modernização da sociedade portuguesa, no que respeita à
qualidade e tipo de habitação, encaminhando progressivamente, a sua
aproximação aos padrões de habitabilidade europeus.
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO

Aspectos a ter em conta na construção de um edifício:

•Agradabilidade Conforto acústico, visual e higrométrico

•Segurança Contra incêndio, intrusos

•Funcionalidade Articulação dos espaços, dimensões

•Acessibilidade Acessos internos e externos

•Economia Custo de construção, exploração e manutenção


Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO

Diferentes Usos:

• Habitação
• Indústria
• Comércio
• Serviço
• Escritório
• Equipamento
• Cultural
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO
EDIFÍCIO - Habitação

Edifícios de Habitação
• Um edifício habitacional pode englobar:
- Espaços individuais (fogos e as suas dependências)
- Espaços comuns (espaços de uso comum, espaços para
serviços comuns e espaços para serviços técnicos),
- Zonas não habitacionais (cave e garagem).

• Fogo: é o espaço privado que garante as necessidades


básicas de abrigo, higiene e alimentação, de forma
permanente, a um agregado familiar.
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Composição interna de 1 Fogo:

•Espaço de distribuição – Vestíbulos


•Espaço de circulação – Corredores
•Espaços de sociabilização – Sala de Estar/ Jantar
•Espaço de acesso restrito – Quartos
•Blocos húmidos – Sanitários , Cozinha
•Espaço de arrumos - Despensa
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipo de edifícios de Habitação

•Edifício unifamiliar

•Edifício bifamiliar

•Edifício plurifamiliar
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício unifamiliar:

•Um único fogo


por edifício
•Acesso
privado
•Transição
directa exterior
/ interior
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício bifamiliar :

•Dois fogos por


edifício
•Acesso privado
•Transição directa
exterior / interior
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício multifamiliar :

•O número de fogos é
variável
•Acesso é feito através
da partilha de uma
entrada comum e um
sistema de circulação
horizontal ou vertical
•Edifícios com mais de
3 pisos obrigatório
elevador
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Forma de agrupamento dos edifícios:

•Isolado
•Geminado
•Duplamente geminado
•Banda
•Quarteirão
•Em ângulo ou L, U, C, etc.
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício Isolado:

•Total isolamento
relativamente a
construções
vizinhas
•4 fachadas activas
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício geminado:

•Relaciona-se com
outra construção
idêntica, sua gémea,
na maioria dos
casos simétrica.
•3 fachada activas
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício duplamente geminado:

•Implanta-se junto a 2
limites do lote.
•Relaciona-se por dupla
simétrica.
•Formam um quarteirão
•2 fachada activas
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício em banda:
•Implanta-se junto a 2 limites do lote.
•Relaciona-se por dupla simétrica.
•2/3 fachada activas
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifícios em quarteirão:

•Pode ocupar a totalidade


do lote e contactar com
outras construções em 3
dos seus limites.
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Edifício em ângulo ou L , U , C, etc. :


•Pouco Frequente
•Usado para a mudança
de direcção de bandas.
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Composição interna de 1 Fogo:

•Espaço de distribuição – Vestíbulos


•Espaço de circulação – Corredores
•Espaços de sociabilização – Sala de Estar/ Jantar
•Espaço de acesso restrito – Quartos
•Blocos húmidos – Sanitários , Cozinha
•Espaço de arrumos - Despensa
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipologia de Fogos:

• T0
• T1
• T2
• T3
• T4
• T5
•…
•Os vários tipos de fogos podem organizar-
se num único piso, duplex ou triplex.
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipologia de Fogos:

Hall
WC

• T0
- Sala / Quarto
- 1 Instalação sanitária Quarto dormir

- Cozinha Sala Estar

- Hall
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipologia de Fogos: WC

• T1
- Hall Cozinha
- 1 quarto
- Sala
- Instalação sanitária Sala Estar
Quarto
- Cozinha de
dormir
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipos de Fogos:

• T2
- Hall
- Corredor
- 2 Quartos
- Sala
- Sanitários
- Cozinha
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipos de Fogos:

• T3
- Hall
- Corredor
- 1 Instalações sanitárias
- 3 Quartos
- Sala
-Cozinha
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipologia de Fogos:

• T4
- 4 quartos
- Sala
- 2 instalações sanitárias
- Cozinha
- Hall e corredor
Protótipos Urbanos
EDIFÍCIO - Habitação

Tipologia de Fogos:

• T5
-5 quartos
- Sala
- 2 instalações sanitárias
- Cozinha
- Hall e corredor

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