A utilização da acupuntura em medicina veterinária
CURSO
DE
DEFESA
PESSOAL
INTRODUÇÃO
As armas são uma ferramenta indispensável para a humanidade, sem elas, estaríamos em desvantagem frente
a outros animais que possuem garras e presas. A própria espécie pode depender das armas para sua
sobrevivência ou delegar a elas sua extinção. Embora na sociedade moderna as armas de fogo estejam
difundidas, no atual contexto do “politicamente correto”, sua posse, ou pior seu uso, ficou caracterizado com
uma aura extremamente negativa, relegada à agressividade ou marginalidade. Todo objeto carrega um
potencial como arma. O que nos propomos é mostrar como reconhecer e usar para defesa pessoal algo que
pode estar ao alcance das suas mãos quando for necessário. O adversário pode ser mais forte ou até mesmo
ter uma arma, desta forma, as armas improvisadas servem para equilibrar as coisas, aumentando as chances
de sobrevivência em situações de violência. A regra básica para é mudar a maneira como vemos os objetos
que estão ao nosso redor. Não importa qual ambiente você se encontre, comece a se acostumar a identificar o
potencial para defesa pessoal que cada objeto carrega. Na cozinha temos as facas que podem cortar, garfos
podem ser arremessados, banquinhos seriam usadas como escudos e assim por diante.
Podemos classificar as armas improvisadas de várias formas:
• Tamanho – curta, média e de longa distância;
• Uso – ataque, defesa, controle do oponente, etc.;
• Local em que se encontra – quarto, sala, cozinha, bar, carro, etc.;
• Tipo de golpe – corte, estocada, arremesso, etc.
Quando falamos em armas improvisadas, devemos lembrar que a palavra mais importante para optarmos por
usar um objeto para nossa defesa é NECESSIDADE. Imagine ter o conforto e suposta segurança do seu lar
invadida por um marginal. Não incentivamos ninguém a reagir, porém, isto pode ser a sua última chance de
sobreviver. Como identificar o estado de necessidade?
Marginal
Comportamento Intenção Distância Análise do Risco
Comportamento - A primeira coisa a observar é o comportamento do marginal, procure observar todos os
sinais verbais e não verbais que ele transmite. Um indivíduo principiante, confuso, nervoso, drogado ou
violento apresenta maior risco do que um profissional, decidido, calmo e tranqüilo.
Intenção - verifique a intenção do marginal, este é um dos pontos mais importantes para decidirmos se
iremos reagir ou não. O assaltante quer apenas o seu dinheiro? Entregue, não banque o herói. Irá praticar uma
agressão, ou violência sexual? Quer a sua vida, por vingança, ou raiva? É o momento o pensar seriamente em
uma reação, pois a decisão é atentar contra o que tem de mais importante e qualquer hesitação você pode não
ter outra chance.
Distância - A efetividade da reação depende muito da distância. O marginal em muitas situações diminui o
espaço entre ele e a vítima, propiciando oportunidades de reação com maiores chances de sucesso. É
interessante identificar também nos objetos qual a distância ideal para seu uso. Por exemplo: de longe (mais
de 2 m), um celular pode ser arremessado, ou a curta distância, pode ser usado para golpear o adversário.
Análise do Risco - Isto significa observar a situação como um todo, identificando quantos são os marginais,
que tipo de armamento está envolvido, quais recursos você pode contar para concretizar sua reação, etc.
ZONAS DE ATAQUE
Podemos dividir o corpo do oponente em três zonas distintas de acordo com a possibilidade de ocasionar
lesões de maior ou menor gravidade.
Olhos, têmpora, traquéia, Posterior do crânio
Frontal do crânio.
Nuca
Tronco
Coluna
Braços
Rins
Pernas
Fig 01
Zona Vermelha: Os danos ocasionados por golpes desferidos nessa zona são de alto risco, devemos evitar ou
somente usar em situações de legítima defesa. As conseqüências podem ser perda da consciência, lesões
graves, choque ou morte.
Zona Amarela: Os danos ocasionados são de gravidade média a alta gravidade. As conseqüências podem ser
hemorragias ou lesões em órgãos da região do tronco.
Zona Verde: Essa é a região ideal para desferir golpes visando imobilizar sem ocasionar danos que possam
levar a morte do agressor.
CHAVES
Este objeto comum tem muitas variedades de usos e golpes. É interessante dizer que poderíamos escrever um
livro inteiro para cada um dos objetos que iremos mostrar neste livro. Aqui apresentamos apenas algumas
poucas técnicas para exemplificar o potencial do objeto cuja única limitação é a falta de imaginação de quem
está portando-o. Temos catalogado no manual de instrutores da SOTAI, 24 técnicas apenas com a utilização
de chaves! Aqui mostraremos o uso 4 técnicas básicas (pontos de pressão, rasgar, furar e arremesso).
Foto 1
Foto 2 e 3 – A chave pode ser utilizada como um “soco inglês”.
Técnica nº 01 – Pegada na Lapela
Foto 5 – Ponto de pressão no braço do adversário
Foto 4
Foto 6 – Ponto de pressão Olho do adversário (penetrando) Foto 7 – Ponto de pressão no olho do adversário (rasgando)
Técnica nº 02 – Arremesso da Chave
Foto 8
Foto 9
Uma chave pode ser arremessada contra o adversário. O
movimento pode gerar uma distração para lançar um chute na
região dos testículos. O golpe acertando na região dos olhos
pode incapacitar momentaneamente o adversário auxiliando
também na fuga da vítima.
Foto 10
Técnica nº 03 – Apressamento de Pulso
Foto 11
Foto 12 – Bater com a ponta da chave no dorso da mão causa dor extrema.
Técnica nº 04 – Chave de Cervical (“Double Nelson”)
Foto 13
Foto 14 – Lembre-se, este golpe apenas faz o adversário soltá-lo, complemente
a técnica com uma seqüência de golpes para imobilizar o adversário.
CELULARES
O celular é um objeto cada vez mais presente em nossa sociedade. Pode ser usado como arma de arremesso,
para aplicar golpes contundes com a base ou ataques com a antena. Existem diversos modelos no mercado e
atualmente há uma crescente preferência por aparelhos pequenos e de pouco peso. Pensando em defesa
pessoal utilize o que era chamado de “tijolão” ou aparelhos pesados que agregam massa ao ataque,
aumentando a força do golpe.
Foto 15
Foto 16 – O marginal escolhe sua vítima por considerar um alvo fácil. Conversar
ao celular andando ou no trânsito facilita você se tornar a próxima vítima.
Roubo de Celular
Foto 17 Foto 18
Foto 20 – Golpe com a Base
Foto 19
Foto 21 – Golpe com a Antena Foto 22 – Golpe nos testículos
CANETAS
Dizem que uma caneta é mais poderosa que a espada, nas mãos de uma pessoa habilidosa é a mais pura
verdade. A caneta é um dos objetos mais versáteis para defesa pessoal, podemos usar as mesmas técnicas que
usaríamos com uma faca, fazer arremessos, golpes contundentes, perfurar, rasgar, controlar, aplicar em
pontos de pressão, etc. Existem numerosas variedades de canetas, com tamanhos, materiais e formatos
diferentes, sem dúvida é uma das melhores armas improvisadas.
Foto 52
Técnica nº 01 – Defesa contra Esganamento (ponto de pressão na traquéia)
Foto 53 – Empunhadura “Peek a Boo”
Foto 54
Técnica nº 02 – Defesa contra Soco
Foto 53 – Empunhadura “Picador de Gelo”
Foto 54 Foto 55 – Defesa do soco e preparo do contra-ataque
Foto 56 – Escolha sempre os alvos mais vulneráveis
Técnica nº 03 – Defesa contra Mata Leão
Foto 57 – Ataque repetidas vezes Foto 57 – Depois conclua com um ataque aos testículos
a musculatura do antebraço
Técnica nº 04 – Defesa contra Soco II
Foto 58 – Empunhadura “Anel”
Foto 59
Foto 60 – é um golpe ascendente que deve começar na base do queixo
Técnica nº 05 – Soltura de apresamento de pulso
Foto 61 – pressão em ponto de pressão
Foto 62 – O golpe deve sempre ser com 100% de força
Técnica nº 06– Soltura de apresamento de pulso II
Foto 63
Foto 64
Foto 65 – a idéia é rasgar a pele do adversário
Técnica nº 06– Pontos de Pressão com a Caneta
Foto 66 – Base do pescoço
Foto 67– Dentro do Nariz
Foto 67– Base do Nariz
CINTO
Um cinto pode ser usado para manter o adversário à distância aumentando a margem de segurança do
defensor. Quando enrolado no braço se transforma em um escudo, podemos imobilizar o agressor, amarando
como se fosse uma corda, ou algema. A fivela serve para golpes contundentes.
Foto 68
Técnica 01 – Defesa Contra Facada por Baixo
Foto 69 – É possível manter o adversário afastado ou tentar acertar seu olho com o cinto
Foto 70
Foto 71 – lance o cinto em direção do braço, tentando envolve-lo com o cinto
Foto 72 – Puxe rapidamente o cinto para a lateral, desequilibrando e desarmando o
adversário
Técnica 02 – Defesa Contra Facada por Cima
Foto 73
Foto 74 – Envolva o braço do atacante com o cinto
Foto 75 – Desequilibre o adversário
Foto 75 – Enrole o cinto no braço do adversário
Foto 77 – Complete a queda
Foto 78 – Coloque o joelho em cima do cotovelo
do adversário para imobiliza-lo.
Técnica 03 – Garrote
Foto 79
Foto 80 – Envolva o pescoço com o cinto
Foto 81 – gire o tronco e coloque o peso do adversário sobre o quadril
Foto 82 – Complete a queda
BENGALA
Quem usa uma bengala, aparenta uma fragilidade que pode ser um chamariz para um
marginal. A ferramenta pode ser adaptada facilmente, podendo ter as mesmas técnicas de
um cacetete, bastão ou até uma tonfa.
Foto 83 – A bengala da uma falsa sensação de fragilidade para quem a usa.
Técnica nº 01 – Defesa contra Roubo (Arma na altura da barriga)
Foto 84 – O marginal rende a vítima
Foto 85 – A bengala desvia a arma do marginal
Foto 86 – O cabo da bengala atinge os testículos do marginal.
Foto 87 – Em seguida o cabo é utilizado para golpear a cabeça. Ataques em seqüência
tem maiores chances de imobilizar o agressor.
Foto 88 – Enganchamos a perna do marginal com o cabo da bengala.
Foto 89 – O agressor já está completamente dominado.
CARTEIRA
A carteira é um alvo visado pelo marginal que não percebe o potencial de defesa do objeto.
Podemos arremessa-la para distrair o agressor, desferir golpes ou até usa-la como um
pequeno escudo.
Foto 90 – Um possível alvo ou uma arma de defesa?
Técnica nº 01 – Defesa contra Roubo (Arma na altura da barriga)
Foto 86 – Aparentemente vamos entregar a carteira ao marginal.
Foto 91 – Em um movimento rápido lançamos a carteira em direção aos olhos do
marginal.
Foto 92 – Controlamos a arma e concluímos a técnica com um golpe para imobilizar o
marginal.
Técnica nº 02 – Defesa contra Roubo (Faca na altura da barriga)
Foto 93 – A vítima sendo ameaça por uma faca.
Foto 94 – Envolvemos a faca com a carteira.
Foto 95 – Segure firmemente a faca para impedir que o marginal tente puxa-la.
Foto 96 – Começamos a torcer a faca na direção do agressor.
Foto 97 – Desarmamos o agressor e o imobilizamos.