Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
RESOLUÇÃO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC Nº 429, DE 8 DE OUTUBRO DE 2020
(Publicada no DOU nº 195, de 9 de outubro de 2020)
Dispõe sobre a rotulagem
nutricional dos alimentos
embalados.
A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no uso das
atribuições que lhe confere o art. 15, III e IV, aliado ao art. 7º, III e IV da Lei nº 9.782,
de 26 de janeiro de 1999, e ao art. 53, VI, §§ 1º e 3º do Regimento Interno aprovado
pela Resolução de Diretoria Colegiada - RDC n° 255, de 10 de dezembro de 2018,
resolve adotar a seguinte Resolução de Diretoria Colegiada, conforme deliberado em
reunião realizada em 7 de outubro de 2020, e eu, Diretor-Presidente Substituto,
determino a sua publicação.
CAPÍTULO I
DISPOSIÇÕES PRELIMINARES
Art. 1º Esta Resolução dispõe sobre a rotulagem nutricional dos alimentos
embalados.
Art. 2º Esta Resolução se aplica aos alimentos embalados na ausência dos
consumidores, incluindo as bebidas, os ingredientes, os aditivos alimentares e os
coadjuvantes de tecnologia, inclusive aqueles destinados exclusivamente ao
processamento industrial ou aos serviços de alimentação.
Parágrafo único. Esta Resolução não se aplica aos seguintes produtos:
I - água mineral natural, água natural e água adicionada de sais, conforme
Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 274, de 22 de setembro de 2005; e
II - água do mar dessalinizada, potável e envasada, conforme Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 316, de 17 de outubro de 2019.
Parágrafo único. Esta Resolução não se aplica às águas envasadas, conforme
Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 717, de 1º de julho de 2022. (Redação dada
pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
Art. 3º Para efeito desta Resolução, são adotadas as seguintes definições:
I - açúcares adicionados: todos os monossacarídeos e dissacarídeos adicionados
durante o processamento do alimento, incluindo as frações de monossacarídeos e
dissacarídeos oriundos da adição dos ingredientes açúcar de cana, açúcar de
beterraba, açúcares de outras fontes, mel, melaço, melado, rapadura, caldo de cana,
extrato de malte, sacarose, glicose, frutose, lactose, dextrose, açúcar invertido,
xaropes, maltodextrinas, outros carboidratos hidrolisados e ingredientes com adição
de qualquer um dos ingredientes anteriores, com exceção dos poliois, dos açúcares
adicionados consumidos pela fermentação ou pelo escurecimento não enzimático e
dos açúcares naturalmente presentes nos leites e derivados e dos açúcares
naturalmente presentes nos vegetais, incluindo as frutas, inteiros, em pedaços, em pó,
desidratados, em polpas, em purês, em sucos integrais, em sucos reconstituídos e em
sucos concentrados;
II - açúcares totais: todos os monossacarídeos e dissacarídeos presentes no
alimento que são digeridos, absorvidos e metabolizados pelo ser humano, excluindo os
poliois;
III - alegações nutricionais: qualquer declaração, com exceção da tabela de
informação nutricional e da rotulagem nutricional frontal, que indique que um
alimento possui propriedades nutricionais positivas relativas ao seu valor energético
ou ao conteúdo de nutrientes, contemplando as alegações de conteúdo absoluto e
comparativo e de sem adição;
IV - alegações nutricionais de conteúdo absoluto: alegações nutricionais que
descrevem o nível ou a quantidade do valor energético e de nutrientes contidos no
alimento;
V - alegações nutricionais de conteúdo comparativo: alegações nutricionais que
comparam os níveis ou a quantidade do valor energético ou dos mesmos nutrientes
contidos no alimento de referência;
VI - alegações nutricionais de sem adição: alegações nutricionais que descrevem
que um ingrediente não foi adicionado de forma direta ou indireta;
VII - alimento de referência: é a versão convencional do mesmo alimento com a
declaração da alegação nutricional de conteúdo comparativo e que serve como padrão
de comparação para realizar e destacar uma modificação relativa aos atributos
nutricionais de reduzido e de aumentado;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
VIII - carboidratos: todos os monossacarídeos, dissacarídeos, oligossacarídeos e
polissacarídeos presentes no alimento, incluindo os poliois, que são digeridos,
absorvidos e metabolizados pelo ser humano;
IX - colesterol: esterol que apresenta um núcleo
ciclopentanoperidrofenantreno com um grupo hidroxila no C-3 e uma cadeia carbônica
no C-17;
X - consumidor: toda pessoa física ou jurídica que adquire ou utiliza alimentos;
XI - elementos da tabela de informação nutricional: elementos para os quais são
aplicadas regras de formatação com o propósito de garantir a identidade visual e
adequada legibilidade da tabela, compreendendo a borda externa, as linhas e a barra
de separação, as margens, os espaçamentos, os símbolos e as informações declaradas;
XII - embalagem individual: embalagem cujo conteúdo do alimento seja menor
ou igual a duas porções definidas no Anexo V da Instrução Normativa - IN nº 75, de 8
de outubro de 2020;
XIII - embalagem múltipla: embalagem que contém uma ou mais unidades de
alimentos embalados ou que seja composta por dois ou mais produtos embalados, de
natureza e valor nutricional idênticos ou distintos, destinado ao consumo conjunto ou
não;
XIV - fibra alimentar: polímero de carboidrato com três ou mais unidades
monoméricas que não são hidrolisadas pelas enzimas endógenas do trato digestivo
humano;
XIV - fibras alimentares: polímeros de carboidrato com três ou mais unidades
monoméricas que não são hidrolisados pelas enzimas endógenas do trato digestivo
humano; (Retificado no DOU nº 195, de 13 de outubro de 2022)
XV - gorduras monoinsaturadas: triglicerídeos que contêm ácidos graxos com
uma dupla ligação cis, expressos como ácidos graxos livres;
XVI - gorduras poli-insaturadas: triglicerídeos que contêm ácidos graxos com
duplas ligações cis-cis separadas por grupo metileno, expressos como ácidos graxos
livres;
XVII - gorduras saturadas: triglicerídeos que contêm ácidos graxos sem duplas
ligações, expressos como ácidos graxos livres;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
XVIII - gorduras totais: substâncias de origem vegetal ou animal, insolúveis em
água, formadas de triglicerídeos e pequenas quantidades de não glicerídeos,
principalmente fosfolipídios;
XIX - gorduras trans: triglicerídeos que contêm ácidos graxos insaturados com
uma ou mais duplas ligações não conjugadas na configuração trans, expressos como
ácidos graxos livres;
XX - medida caseira: forma de quantificação da porção do alimento, por meio de
utensílios, unidades ou outras formas comumente usadas pelo consumidor para
mensurar os alimentos;
XXI - nutriente: substância química consumida normalmente como componente
de um alimento, que proporcione energia, que seja necessária para o crescimento, o
desenvolvimento e a manutenção da saúde e da vida ou cuja carência resulte em
mudanças químicas ou fisiológicas características;
XXII - ômega 3: são os ácidos graxos poli-insaturados nos quais a primeira dupla
ligação se encontra no terceiro carbono a partir do grupo metil (CH3) do ácido graxo;
XXIII - ômega 6: são os ácidos graxos poli-insaturados nos quais a primeira dupla
ligação se encontra no sexto carbono a partir do grupo metil (CH3) do ácido graxo;
XXIV - ômega 9: são os ácidos graxos monoinsaturados nos quais a primeira
dupla ligação se encontra no nono carbono a partir do grupo metil (CH3) do ácido
graxo;
XXV - painel principal: é a parte da rotulagem onde se apresenta, de forma mais
relevante, a denominação de venda e marca ou o logotipo, caso existam;
XXVI - poliois: álcoois contendo mais de dois grupos hidroxila;
XXVII - ponto (pt): unidade de medida tipográfica, conhecida como
ponto PostScript, e que equivale a 0,353 milímetro ou meia polegada;
XXVII - ponto (pt): unidade de medida tipográfica, conhecida como ponto
PostScript, e que equivale a 0,353 milímetro ou 1/72 polegada; (Retificado no DOU nº
195, de 13 de outubro de 2022)
XXVIII - porção: quantidade de alimento utilizada como referência para fins de
rotulagem nutricional;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
XXIX - prato preparado semipronto ou pronto: alimento preparado, cozido ou
pré-cozido que não requer adição de ingredientes para seu consumo;
XXX - proteínas: são polímeros de aminoácidos ou compostos que contém
polímeros de aminoácidos;
XXXI - rotulagem nutricional: toda declaração destinada a informar ao
consumidor as propriedades nutricionais do alimento, compreendendo a tabela de
informação nutricional, a rotulagem nutricional frontal e as alegações nutriciona is;
XXXII - rotulagem nutricional frontal: declaração padronizada simplificada do alto
conteúdo de nutrientes específicos no painel principal do rótulo do alimento;
XXXIII - serviços de alimentação: incluem todos os estabelecimentos
institucionais ou comerciais onde o alimento é manipulado, preparado, armazenado,
distribuído ou exposto à venda, podendo ou não ser consumido no local, como
restaurantes, lanchonetes, bares, padarias, unidades de alimentação e nutrição de
serviços de saúde, de escolas, de creches, entre outros;
XXXIV - substância bioativa: nutriente ou não nutriente consumido normalmente
como componente de um alimento, que possui ação metabólica ou fisiológica
específica no organismo humano;
XXXV - superfície disponível para rotulagem: área total da rotulagem definida a
partir das especificidades da embalagem, excluindo-se os locais deformados e de difícil
visualização;
XXXVI - tabela de informação nutricional: relação padronizada do conteúdo
energético, de nutrientes e de substâncias bioativas presentes no alimento, incluindo o
modelo linear; e
XXXVII - valores diários de referência (VDR): valores baseados em dados
científicos sobre as necessidades nutricionais ou sobre a redução do risco de doenças
crônicas não transmissíveis, que são aplicados na rotulagem nutricional e nas
alegações de propriedades funcionais e de saúde.
CAPÍTULO II
DA TABELA DE INFORMAÇÃO NUTRICIONAL
Art. 4º A declaração da tabela de informação nutricional é obrigatória nos
rótulos dos alimentos embalados na ausência dos consumidores, incluindo as bebidas,
os ingredientes, os aditivos alimentares e os coadjuvantes de tecnologia, inclusive
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
aqueles destinados exclusivamente ao processamento industrial ou aos serviços de
alimentação.
§ 1º O disposto no caput se aplica de forma voluntária aos alimentos listados no
Anexo I da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, desde que estes alimentos não
tenham:
I - adição de nutrientes essenciais, conforme Portaria SVS/MS nº 31, de 13 de
janeiro de 1998;
I - sido objeto de enriquecimento ou restauração, conforme Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 714, de 1º de julho de 2022; (Redação dada pela
Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
II - adição de substâncias bioativas, conforme Resolução nº 16, de 30 de abril de
1999;
III - alegações nutricionais; ou
IV - alegações de propriedades funcionais ou de propriedades de saúde,
conforme Resolução nº 18, de 30 de abril de 1999.
§ 2º No caso dos produtos destinados exclusivamente ao processamento
industrial ou aos serviços de alimentação, a declaração de que trata o caput pode ser
realizada alternativamente nos documentos que acompanham o produto ou por
outros meios acordados entre as partes.
Art. 5º A tabela de informação nutricional deve conter a declaração das
quantidades de:
I - valor energético;
II - carboidratos;
III - açúcares totais;
IV - açúcares adicionados;
V - proteínas;
VI - gorduras totais;
VII - gorduras saturadas;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
VIII - gorduras trans;
IX - fibra alimentar;
IX - fibras alimentares; (Retificado no DOU nº 195, de 13 de outubro de 2022)
X - sódio;
XI - qualquer outro nutriente ou substância bioativa que seja objeto de alegações
nutricionais, de alegações de propriedades funcionais ou de alegações de propriedades
de saúde;
XII - qualquer outro nutriente essencial adicionado ao alimento, conforme
Portaria SVS/MS nº 31, de 1998, cuja quantidade, por porção, seja igual ou maior do
que 5% do respectivo VDR definido no Anexo II da Instrução Normativa - IN nº 75, de
2020; e
XIII - qualquer substância bioativa adicionada ao alimento.
§ 1º No caso do sal hipossódico, a tabela de informação nutricional deve conter
a declaração da quantidade de potássio.
§ 2º No caso dos alimentos para fins especiais, a tabela de informação
nutricional deve conter a declaração das quantidades de valor energético e de todos
nutrientes e substâncias bioativas adicionados aos produtos.
§ 3º No caso dos suplementos alimentares, a tabela de informação nutricional
deve conter a declaração das quantidades de valor energético e de todos nutrientes,
substâncias bioativas e enzimas adicionados aos produtos.
§ 4º No caso dos alimentos para dietas com restrição de lactose, a tabela de
informação nutricional deve conter a declaração das quantidades de lactose e de
galactose.
§ 5º No caso das bebidas alcoólicas, a tabela de informação nutricional pode ser
substituída pela declaração da quantidade de valor energético.
§ 6º No caso do sal iodado, a declaração da quantidade de iodo deve ser
realizada por meio da declaração prevista no art. 5º-A da Resolução de Diretoria
Colegiada - RDC nº 23, de 24 de abril de 2013.
§ 6º No caso do sal iodado, a declaração da quantidade de iodo deve ser
realizada por meio da declaração prevista no art. 5º da Resolução de Diretoria
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
Colegiada - RDC nº 604, de 10 de fevereiro de 2022. (Redação dada pela Resolução –
RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
§ 7º No caso das farinhas de trigo e de milho enriquecidas com ferro e ácido
fólico, a declaração das quantidades de ferro e de ácido fólico deve ser realizada por
meio da declaração prevista no art. 13 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº
150, de 13 de abril de 2017.
§ 7º No caso das farinhas de trigo e de milho enriquecidas com ferro e ácido
fólico, a declaração das quantidades de ferro e de ácido fólico deve ser realizada por
meio da declaração prevista no art. 12 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº
604, de 2022. (Redação dada pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
§ 8º No caso dos produtos destinados exclusivamente ao processamento
industrial ou aos serviços de alimentação, o disposto no inciso XII se aplica a qualquer
quantidade de nutriente essencial adicionado.
§ 9º No caso das fórmulas dietoterápicas para erros inatos do metabolismo, a
tabela de informação nutricional deve conter a declaração das quantidades das
substâncias associadas ao erro inato do metabolismo para o qual o produto é indicado.
(Incluído pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
Art. 6º A tabela de informação nutricional pode conter a declaração das
quantidades de:
I - vitaminas e minerais naturalmente presentes nos alimentos, desde que suas
quantidades, por porção, sejam iguais ou superiores a 5% dos respectivos VDR
definidos no Anexo II da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020; e
II - outros nutrientes naturalmente presentes nos alimentos.
Parágrafo único. No caso de produtos destinados exclusivamente ao
processamento industrial ou aos serviços de alimentação, a declaração de que trata o
inciso I pode ser realizada para qualquer quantidade de vitamina e mineral presente
no produto.
Art. 7º A declaração das quantidades na tabela de informação nutricional deve
ser realizada de forma numérica observando:
I - as regras para arredondamento e para expressão dos valores definidas
no Anexo III da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020; e
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
II - as quantidades não significativas de valor energético e de nutrientes e sua
forma de expressão definidas no Anexo IV da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
§ 1º O valor energético e o percentual de valores diários (%VD) devem ser
declarados em números inteiros, seguindo as regras para arredondamento definidas
no Anexo III da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
§ 2º A declaração de que trata o inciso II não se aplica aos seguintes produtos:
I - fórmulas infantis;
II - fórmulas para nutrição enteral;
III - produtos destinados exclusivamente ao processamento industrial; e
IV - produtos destinados exclusivamente aos serviços de alimentação.
§ 2º A declaração de que trata o inciso II não se aplica aos seguintes produtos:
(Redação dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
I - fórmulas infantis; (Redação dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de
dezembro de 2020)
II - fórmulas para nutrição enteral; (Redação dada pela Resolução – RDC nº 460,
de 21 de dezembro de 2020)
III - fórmulas dietoterápicas para erros inatos do metabolismo; (Redação dada
pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
IV - produtos destinados exclusivamente ao processamento industrial; e
(Redação dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
V - produtos destinados exclusivamente aos serviços de alimentação. (Redação
dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
Art. 8º A declaração das quantidades na tabela de informação nutricional deve
ser realizada com base no produto tal como exposto à venda por:
I - 100 gramas (g), para sólidos ou semissólidos, ou 100 mililitros (ml), para
líquidos; e
II - porção do alimento definida no Anexo V da Instrução Normativa - IN nº 75, de
2020 e medida caseira correspondente.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
§ 1º A declaração de que trata o inciso I não se aplica aos suplementos
alimentares.
§ 1º A declaração de que trata o inciso I não se aplica aos suplementos
alimentares e às fórmulas dietoterápicas para erros inatos do metabolismo que não
estejam nas formas líquidas ou em pó para reconstituição. (Redação dada pela
Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
§ 2º A declaração de que trata o inciso II não se aplica aos produtos destinados
exclusivamente ao processamento industrial ou aos serviços de alimentação.
§ 3º No caso das bebidas alcoólicas, a declaração de que trata o caput pode ser
realizada apenas por 100 ml ou por porção.
§ 4º No caso dos alimentos que requerem preparo com adição de outros
ingredientes, a declaração de que trata o caput deve ser realizada por:
I - 100 g, para sólidos ou semissólidos, ou 100 ml, para líquidos, com base no
alimento pronto para o consumo, considerando o valor nutricional dos ingredientes
adicionados, conforme instruções de preparo indicadas pelo fabricante no rótulo;
I - 100 g, para sólidos ou semissólidos, ou 100 ml, para líquidos, com base no
alimento pronto para o consumo, considerando o valor nutricional dos ingredientes
adicionados, conforme instruções de preparo indicadas pelo fabricante no rótulo; e
(Retificado no DOU nº 195, de 13 de outubro de 2022)
II - por porção do produto tal como exposto à venda necessária para preparar
uma porção do produto pronto para o consumo definida no Anexo V da Instrução
Normativa - IN nº 75, de 2020, conforme instruções de preparo indicadas pelo
fabricante no rótulo.
§ 5º A declaração de que trata o inciso I do § 4º deve ser acompanhada da
seguinte nota de rodapé: “**No alimento pronto para o consumo”.
§ 6º No caso das fórmulas infantis e das fórmulas para nutrição enteral, a
declaração de que trata o caput deve ser realizada por:
§ 6º No caso fórmulas dietoterápicas para erros inatos do metabolismo nas
formas líquidas e em pó para reconstituição, das fórmulas infantis e das fórmulas para
nutrição enteral, a declaração de que trata o caput deve ser realizada por: (Redação
dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
I - 100 gramas, para sólidos ou semissólidos, ou 100 mililitros, para líquidos, do
produto tal como exposto à venda; e
II - 100 mililitros do produto pronto para o consumo, conforme instruções de
preparo indicadas pelo fabricante no rótulo, quando aplicável.
§ 7º A declaração de que trata o § 6º pode ser realizada complementarmente
por 100 quilocalorias (kcal) do produto pronto para o consumo, conforme instruções
de preparo indicadas pelo fabricante no rótulo.
Art. 9º Sem prejuízo do disposto no Anexo V da Instrução Normativa - IN nº 75,
de 2020, para definição do tamanho da porção do alimento declarada na tabela de
informação nutricional devem ser observados os seguintes requisitos:
I - no caso de embalagens individuais, o tamanho da porção declarada deve
corresponder à quantidade total do produto contido na embalagem;
II - no caso de produtos que requerem drenagem antes do seu consumo, o
tamanho da porção declarada deve corresponder à quantidade drenada do produto;
III - no caso de embalagens múltiplas com unidades de alimentos distintas, em
natureza ou valor nutricional, e que não requerem consumo conjunto, devem ser
declaradas as porções de cada produto;
IV - no caso de embalagens múltiplas com unidades de alimentos distintas, em
natureza ou valor nutricional, que requerem consumo conjunto, deve ser declarada
uma porção única correspondente à soma das porções dos produtos;
V - no caso de aditivos alimentares e de coadjuvantes de tecnologia, o tamanho
da porção declarada deve ser definido pelo fabricante do alimento, conforme
instruções de preparo indicadas pelo fabricante no rótulo;
VI - no caso de suplementos alimentares, o tamanho da porção declarada deve
corresponder à quantidade diária recomendada pelo fabricante para cada um dos
grupos populacionais específicos cujo consumo do produto é indicado no rótulo;
VII - no caso de alimentos para fins especiais não contemplados no § 6º do art. 8º
desta Resolução, o tamanho da porção declarada deve ser definido pelo fabricante do
alimento, considerando a finalidade e forma de uso do produto e as características dos
grupos populacionais para os quais o produto é indicado;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
VIII - no caso de alimentos que não têm porções definidas no Anexo V
da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, o tamanho da porção declarada deve
corresponder à porção daquele alimento que por sua característica nutricional seja
comparável ou similar; e
IX - no caso de alimentos que não têm porções definidas no Anexo V da Instrução
Normativa - IN nº 75, de 2020, e que não possuem um alimento que por sua
característica nutricional seja comparável ou similar, o tamanho da porção declarada
deve ser definido com base no valor energético médio do grupo ao qual o alimento
pertence.
Art. 10. O número de porções contidas na embalagem do alimento deve ser
declarado na tabela de informação nutricional seguindo as regras para
arredondamento e para expressão dos valores definidas no Anexo VI da Instrução
Normativa - IN nº 75, de 2020.
Parágrafo único. O disposto no caput não se aplica às embalagens individuais e
aos alimentos com peso variável que sejam pesados no ponto de venda a pedido do
consumidor.
Art. 11. As medidas caseiras declaradas devem ser as mais apropriadas para as
características do produto, observando os seguintes requisitos:
I - quando forem empregados utensílios, devem ser utilizados os utensílios
dosadores disponibilizados no alimento, quando houver, ou os utensílios domésticos e
suas capacidades definidos no Anexo VII da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020;
II - no caso de embalagens individuais, a medida caseira é a embalagem;
III - nos demais casos, devem ser empregadas unidades, fatias, pedaços, frações,
rodelas ou outras formas similares; e
IV - para expressar quantidades não inteiras de medida caseira, deve ser usada a
fração irredutível correspondente.
Art. 12. A declaração das quantidades na tabela de informação nutricional deve
ser realizada adicionalmente em %VD, determinado com base nos VDR definidos no
Anexo II da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, e com base nas quantidades de
nutrientes arredondados declarados na porção do alimento.
§ 1º Para os nutrientes sem VDR definidos, o espaço para declaração do
respectivo %VD deve ser deixado vazio.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
§ 2º Quando a quantidade de valor energético ou de nutrientes for não
significativa, conforme Anexo IV da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, o %VD
deve ser declarado como zero.
§ 3º No caso de embalagens individuais, a declaração de que trata o caput deve
ser realizada com base no conteúdo total de alimento na embalagem.
§ 4º No caso dos alimentos para fins especiais não contemplados no § 6º do art.
8º desta Resolução que tenham indicação para grupos populacionais específicos no
seu rótulo e dos suplementos alimentares, o %VD deve ser determinado com base nos
VDR definidos no Anexo VIII da Instrução Normativa IN nº 75, de 2020, para cada um
dos grupos populacionais específicos indicados no rótulo.
§ 5º A declaração de que trata o caput deve ser acompanhada da seguinte nota
de rodapé: “*Percentual de valores diários fornecidos pela porção”.
§ 6º A declaração de que trata o caput não se aplica aos seguintes produtos:
I - fórmulas infantis;
II - fórmulas para nutrição enteral;
III - produtos destinados exclusivamente ao processamento industrial;
IV - produtos destinados exclusivamente aos serviços de alimentação; e
V - bebidas alcoólicas cuja declaração da informação nutricional seja realizada
apenas por 100 ml.
§ 6º A declaração de que trata o caput não se aplica aos seguintes produtos:
(Redação dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
I - fórmulas infantis; (Redação dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de
dezembro de 2020)
II - fórmulas para nutrição enteral; (Redação dada pela Resolução – RDC nº 460,
de 21 de dezembro de 2020)
III - fórmulas dietoterápicas para erros inatos do metabolismo; (Redação dada
pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
IV - produtos destinados exclusivamente ao processamento industrial; (Redação
dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
V - produtos destinados exclusivamente aos serviços de alimentação; e (Redação
dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
VI - bebidas alcoólicas cuja declaração da informação nutricional seja realizada
apenas por 100 ml. (Redação dada pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro
de 2020)
Art. 13. Sem prejuízo do disposto no § 1º do art. 4º desta Resolução, a tabela de
informação nutricional deve ser declarada nos rótulos da embalagem múltipla e de
cada unidade de alimento nela contida.
§ 1º Caso as unidades de alimentos sejam da mesma natureza e valor
nutricional, deve ser declarada apenas uma tabela de informação nutricional no rótulo
da embalagem múltipla.
§ 2º Caso as unidades de alimentos sejam distintas, em natureza ou valor
nutricional, e não requeiram consumo conjunto, deve ser declarada uma tabela de
informação nutricional para cada unidade distinta no rótulo da embalagem múltipla.
§ 3º Caso as unidades de alimentos sejam distintas, em natureza ou valor
nutricional, e requeiram consumo conjunto, deve ser declarada uma tabela de
informação nutricional para a combinação das unidades no rótulo da embalagem
múltipla.
§ 4º A declaração de que trata o caput não é obrigatória na embalagem
múltipla, quando for possível a leitura da tabela de informação nutricional declarada
no rótulo de cada unidade de alimento nela contida, sem abertura da embalagem.
§ 5º A declaração de que trata o caput não é obrigatória nas unidades de
alimentos, quando não for possível ofertá-las separadamente e a tabela de informação
nutricional destas unidades for declarada no rótulo da embalagem múltipla.
Art. 14. A declaração da tabela de informação nutricional deve estar localizada
em uma única superfície contínua da embalagem e no mesmo painel da lista de
ingredientes.
§ 1º A tabela de informação nutricional não pode estar em áreas encobertas,
locais deformados, como áreas de selagem e de torção, ou de difícil visualização, como
arestas, ângulos, cantos e costuras.
§ 2º No caso de embalagens com múltiplos lados com ângulos obtusos em que é
possível seguir a informação do rótulo pelos ângulos, dois ou mais painéis podem ser
considerados superfícies contínuas.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
§ 3º Quando o espaço da embalagem for insuficiente para a declaração das
informações de que trata o caput no mesmo painel, estas devem estar dispostas em
painéis adjacentes.
Art. 15. A declaração da tabela de informação nutricional deve seguir um dos
modelos definidos no Anexo IX da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
§ 1º Os modelos de que trata o caput devem ser adaptados para:
I - exclusão da coluna de 100 g ou ml ou de porção, para os alimentos de que
tratam os §§ 1º, 2º, 3º e 6º do art. 8º desta Resolução;
II - exclusão da coluna do %VD para os produtos de que trata o § 6º do art. 12
desta Resolução.
§ 2º O modelo agregado pode ser usado para a declaração da tabela de
informação nutricional:
I - nas embalagens múltiplas de que trata o §2º do art. 13 desta Resolução; e
II - nos alimentos indicados para mais de um grupo populacional, tratados no §
4º do art. 12 desta Resolução.
§ 3º Quando um ou mais nutrientes ou valor energético estiverem presentes em
quantidades não significativas, conforme Anexo IV da Instrução Normativa - IN nº 75,
de 2020, a informação nutricional pode ser declarada de forma simplificada seguindo
os requisitos específicos para formatação definidos no Anexo X da Instrução Normativa
- IN nº 75, de 2020.
§ 4º O disposto no caput não se aplica às bebidas alcoólicas com declaração
apenas do valor energético, conforme § 5º do art. 5º desta Resolução.
Art. 16. A formatação da tabela de informação nutricional deve:
I - empregar caracteres e linhas de cor 100% preta aplicados em fundo branco;
II - observar os nomes dos constituintes ou seus nomes alternativos, e as
respectivas ordem de declaração, indentação e unidades de medida definidos no
Anexo XI da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020;
III - empregar espaçamento entre linhas de forma a impedir que os caracteres se
toquem ou encostem na barra, linhas ou símbolos de separação, quando existentes;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
IV - usar borda de proteção, barras, linhas e símbolos de separação e margens
internas em conformidade com o modelo selecionado; e
V - seguir os requisitos específicos para formatação padrão definidos no Anexo
XII da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
§ 1º Os requisitos de formatação de que trata o inciso V representam limites
mínimos, sendo permitido o uso de dimensões maiores, desde que os demais
elementos da tabela de informação nutricional sejam aumentados proporcionalmente,
de forma a manter a identidade visual da tabela e sua adequada legibilidade.
§ 2º O disposto no caput não se aplica para as bebidas alcoólicas com
declaração apenas do valor energético, conforme § 5º do art. 5º desta Resolução.
§ 3º Caso não exista espaço suficiente para a declaração da tabela de
informação nutricional em uma única superfície contínua da embalagem, excluído o
painel principal, é permitido o uso dos seguintes recursos de compactação:
I - declaração simplificada de vitaminas e minerais, conforme critérios definidos
no Anexo X da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020;
II - abreviação dos nomes dos nutrientes, conforme Anexo XI da Instrução
Normativa - IN nº 75, de 2020;
III - alteração do tamanho da fonte até os limites para formatação reduzida
definidos no Anexo XII da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020; e
IV - aplicação das fontes condensadas para formatação reduzida definidas no
Anexo XII da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
Art. 17. Caso os recursos de compactação de que trata o § 3º do art. 16 desta
Resolução não sejam suficientes para a declaração da tabela de informação nutricional
em uma única superfície contínua da embalagem, a informação nutricional deve ser
declarada:
I - usando o modelo linear previsto no Anexo XIII da Instrução Normativa - IN nº
75, de 2020;
II - seguindo as regras de formatação estabelecidas nos incisos I a III do art. 16
desta Resolução;
III - seguindo os requisitos específicos para formatação definidos no Anexo XIV
da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
Parágrafo único. Para as embalagens com superfície disponível para rotulagem
menor ou igual a 100 cm 2, a tabela de informação nutricional pode ser declarada em
superfície encoberta desde que acessível ou na embalagem secundária, caso exista.
CAPÍTULO III
DA ROTULAGEM NUTRICIONAL FRONTAL
Art. 18. A declaração da rotulagem nutricional frontal é obrigatória nos rótulos
dos alimentos embalados na ausência do consumidor cujas quantidades de açúcares
adicionados, gorduras saturadas ou sódio sejam iguais ou superiores aos limites
definidos no Anexo XV da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020.
§ 1º Para os alimentos listados no Anexo XVI da Instrução Normativa - IN nº 75,
de 2020, é vedada a veiculação da informação de que trata o caput.
§ 2º Caso os alimentos mencionados nos itens 1 a 6 do Anexo XVI da Instrução
Normativa - IN nº 75, de 2020, tenham adição de ingredientes que agreguem açúcares
adicionados ou valor nutricional significativo de gorduras saturadas ou de sódio ao
produto, conforme Anexo IV da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, a declaração
de que trata o caput se aplica somente aos nutrientes que tiverem seu valor original
alterado pela adição destes ingredientes.
§ 3º A declaração de que trata o caput é opcional para os seguintes produtos:
I - alimentos em embalagens com área de painel principal inferior a 35 cm 2;
II - alimentos embalados nos pontos de venda a pedido do consumidor; e
III - alimentos embalados que sejam preparados ou fracionados e
comercializados no próprio estabelecimento.
Art. 19. Os limites estabelecidos no Anexo XV da Instrução Normativa - IN nº 75,
de 2020, devem ser aplicados no alimento tal como exposto à venda.
Parágrafo único. No caso dos alimentos que requerem preparo com adição de
outros ingredientes, os limites de que trata o caput devem ser aplicados com base no
alimento pronto para o consumo, conforme instruções de preparo indicadas pelo
fabricante no rótulo, sem considerar o valor nutricional dos ingredientes adicionados.
Art. 20. Sem prejuízo do disposto nos §§ 1º e 3º do art. 18 desta Resolução, a
rotulagem nutricional frontal deve ser declarada nos rótulos da embalagem múltipla e
de cada unidade de alimento nela contida.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
§ 1º Caso as unidades de alimentos sejam da mesma natureza e valor
nutricional, deve ser declarada apenas uma rotulagem nutricional frontal no rótulo da
embalagem múltipla.
§ 2º Caso as unidades de alimentos sejam distintas, em natureza ou valor
nutricional, e não requeiram consumo conjunto, deve ser declarada uma rotulagem
nutricional frontal para cada unidade distinta no rótulo da embalagem múltipla com a
identificação do alimento correspondente.
§ 3º Nos casos de que trata o § 2º, é permitida a identificação agrupada das
unidades distintas que possuam a mesma rotulagem nutricional frontal.
§ 4º Caso as unidades de alimentos sejam distintas, em natureza ou valor
nutricional, e requeiram consumo conjunto, deve ser declarada uma rotulagem
nutricional frontal para a combinação das unidades no rótulo da embalagem múltipla.
§ 5º A declaração de que trata o caput não é obrigatória na embalagem
múltipla, quando for possível a leitura da rotulagem nutricional frontal declarada no
rótulo de cada unidade de alimento nela contida, sem abertura da embalagem.
§ 6º A declaração de que trata o caput não é obrigatória nas unidades de
alimentos, quando não for possível ofertá-las separadamente e a rotulagem nutricional
frontal destas unidades for declarada no rótulo da embalagem múltipla.
Art. 21. A declaração da rotulagem nutricional frontal deve:
I - ser realizada empregando-se impressão em cor 100% preta num fundo
branco;
II - estar localizada na metade superior do painel principal, em uma única
superfície contínua;
III - ter a mesma orientação do texto das demais informações veiculadas no
rótulo;
IV - seguir um dos modelos definidos no Anexo XVII da Instrução Normativa - IN
nº 75, de 2020, conforme o caso;
V - observar os requisitos específicos de formatação definidos no Anexo XVIII
da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
Parágrafo único. A rotulagem nutricional frontal não pode estar disposta em
locais encobertos, removíveis pela abertura do lacre ou de difícil visualização, como
áreas de selagem e de torção.
Art. 22. A área mínima da rotulagem nutricional frontal deve ser determinada
pelo percentual de ocupação do painel principal, definido no Anexo XVIII da Instrução
Normativa - IN nº 75, de 2020.
Parágrafo único. Nos casos em que o percentual de ocupação do painel principal
implicar o uso de fontes inferiores ao tamanho mínimo ou superiores ao tamanho
máximo, a área mínima da rotulagem nutricional frontal deve ser determinada pelo
tamanho mínimo ou máximo das fontes.
Art. 23. Outros modelos de rotulagem nutricional frontal diferentes daquele
definido nesta Resolução não podem estar visíveis no rótulo.
CAPÍTULO IV
DAS ALEGAÇÕES NUTRICIONAIS
Art. 24. A declaração de alegações nutricionais nos rótulos dos alimentos
embalados na ausência do consumidor é voluntária, desde que sejam:
I - utilizados os termos autorizados para veiculação dos atributos nutricionais
estabelecidos no Anexo XIX da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020;
II - atendidos os critérios de composição e de rotulagem para declaração das
alegações nutricionais estabelecidos nesta Resolução e nos Anexos XX e XXI
da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020; e
III - mantidas as propriedades nutricionais alegadas até o final do prazo de
validade do produto, considerando a forma de preparo do alimento indicada pelo
fabricante no rótulo.
§ 1º As alegações nutricionais não podem ser veiculadas nas bebidas alcoólicas.
§ 1º As alegações nutricionais não podem ser veiculadas nas bebidas alcoólicas e
nas fórmulas dietoterápicas para erros inatos do metabolismo. (Redação dada pela
Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de 2020)
§ 2º As marcas que façam referência a atributos nutricionais ou termos
autorizados para uso de alegações nutricionais podem ser usadas desde que seja
atendido o disposto no caput.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
§ 3º Os requisitos de que tratam os incisos I e II devem seguir o disposto:
I - na Portaria SVS/MS nº 29, de 13 de janeiro de 1998, para as alegações
nutricionais relativas ao conteúdo de lactose nos alimentos para dietas com restrição
de lactose;
I - na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 715, de 1º de julho de 2022, para
as alegações nutricionais relativas ao conteúdo de lactose nos alimentos para dietas
com restrição de lactose; (Redação dada pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho
de 2022)
II - na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 243, de 26 de julho de 2018,
para os suplementos alimentares;
III - nas Resoluções de Diretoria Colegiada - RDC nº 43, 44 e 45, de 19 de
setembro de 2011, para as fórmulas infantis; e
IV - na Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 21, de 13 de maio de 2015,
para as fórmulas para nutrição enteral.
Art. 25. Com exceção do disposto no § 5º do art. 5º desta Resolução, as
declarações das quantidades de valor energético ou de nutrientes fora da tabela de
informação nutricional somente podem ser realizadas quando a quantidade declarada
atender a, pelo menos, um dos critérios de composição de que trata o inciso II e o § 3º
do art. 24 desta Resolução, conforme o caso.
Art. 26. As alegações nutricionais devem estar redigidas em português, sem
prejuízo da existência de textos em outros idiomas.
§ 1º No caso de existirem textos em outros idiomas relacionados às alegações
nutricionais que não cumpram com os critérios definidos nesta Resolução, estes não
podem estar visíveis no rótulo.
§ 2º O termo light autorizado para veiculação dos atributos nutricionais
estabelecidos no Anexo XIX da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, não precisa ser
traduzido.
Art. 27. Os critérios de composição para declaração das alegações nutricionais
definidos nos Anexos XX e XXI da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, devem ser
atendidos no alimento pronto para o consumo, quando for o caso, de acordo com as
instruções de preparo indicadas pelo fabricante, considerando os seguintes critérios:
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
I - no caso das alegações nutricionais de conteúdo absoluto para os atributos
nutricionais "baixo", “muito baixo”, "não contém" ou "sem adição de", deve ser
considerado o valor nutricional dos ingredientes adicionados, conforme instruções de
preparo indicadas pelo fabricante no rótulo; e
II - no caso das alegações nutricionais de conteúdo absoluto para os atributos
nutricionais “fonte” ou “alto teor”, não pode ser considerado o valor nutricional dos
ingredientes adicionados, conforme instruções de preparo indicadas pelo fabricante no
rótulo.
Art. 28. Os critérios de composição para declaração das alegações nutricionais
comparativas definidos no Anexo XX da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020 devem
ser atendidos em relação ao alimento de referência do mesmo fabricante.
§ 1º No caso de não existir um alimento de referência do mesmo fabricante,
deve ser utilizado o valor médio do conteúdo de três alimentos de referência
comercializados no país.
§ 2º No caso de não existir um alimento de referência, não pode ser declarada
uma alegação nutricional comparativa.
§ 3º Deve ser indicado no rótulo dos alimentos com alegação nutricional
comparativa se ele foi comparado com o alimento de referência do mesmo fabricante
ou com uma média dos alimentos de referência do mercado.
§ 4º Os tamanhos das porções comparadas devem ser iguais considerando o
alimento pronto para o consumo.
Art. 29. Quando as alegações nutricionais forem baseadas em características
inerentes a todos os alimentos do mesmo tipo, deve ser incluído um esclarecimento
em seguida à declaração, de que todos os alimentos desse tipo também possuem
essas características, com o mesmo tipo de letra utilizada na alegação nutricional, com
pelo menos 50% do seu tamanho, de cor contrastante ao fundo do rótulo, e que
garanta a visibilidade e legibilidade da informação.
Art. 30. Nos casos em que haja declaração da rotulagem nutricional frontal, as
alegações nutricionais e as expressões que indicam a adição de nutrientes essenciais
não podem estar localizadas na metade superior do painel principal, nem utilizar
caracteres de tamanho superior àqueles empregados na rotulagem nutricional frontal.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
CAPÍTULO V
DA DETERMINAÇÃO DO CONTEÚDO DE CONSTITUINTES DA ROTULAGEM
NUTRICIONAL
Art. 31. Os valores nutricionais declarados devem ser aqueles que melhor
representem suas quantidades no alimento, considerando:
I - as propriedades intrínsecas das substâncias;
II - sua presença natural ou adicionada;
III - a variabilidade sazonal no teor nutricional do alimento ou de seus
ingredientes;
IV - as características do processo de produção do alimento;
V - a precisão dos métodos utilizados para quantificação nutricional;
VI - o prazo de validade do alimento; e
VII - os valores de tolerância para fins de fiscalização estabelecidos no art. 33
desta Resolução.
Art. 32. A determinação dos valores nutricionais do produto deve ser realizada
pela aplicação de, pelo menos, uma das seguintes metodologias:
I - análises laboratoriais do produto, usando métodos analíticos validados;
II - cálculo indireto efetuado a partir das quantidades de constituintes dos
ingredientes usados no produto, disponibilizados pelos fornecedores; ou
III - cálculo indireto efetuado a partir das quantidades de constituintes dos
alimentos e ingredientes presentes em tabelas de composição de alimentos ou outras
bases de dados.
§ 1º No caso do valor energético, a determinação de que trata o caput deve ser
realizada por cálculo indireto a partir dos fatores de conversão definidos no Anexo XXII
da Instrução Normativa - IN nº 75, de 2020, utilizando os valores arredondados dos
nutrientes declarados na tabela de informação nutricional.
§ 2º No caso de alimentos com partes não comestíveis, a determinação de que
trata o caput deve ser realizada apenas para a parte comestível.
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
§ 3º Para a determinação de que trata o caput, devem ser aplicados os fatores
de conversão dos nutrientes definidos no Anexo XXIII da Instrução Normativa - IN nº
75, de 2020.
Art. 33. Para fins de fiscalização, aplicam-se as seguintes tolerâncias:
I - as quantidades de valor energético, carboidratos, açúcares totais, açúcares
adicionados, gorduras totais, gorduras saturadas, gorduras trans, sódio e colesterol do
alimento não podem ser superiores a 20% do valor declarado no rótulo; e
II - as quantidades de proteínas, aminoácidos, fibras alimentares, gorduras
monoinsaturadas, gorduras poli-insaturadas, vitaminas, minerais e substâncias
bioativas do alimento não podem ser inferiores a 20% do valor declarado.
CAPÍTULO VI
DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS
Art. 34. A documentação referente ao atendimento dos requisitos previstos
nesta Resolução deve ser disponibilizada à autoridade sanitária, quando requerida.
Art. 35. O item 6 da Portaria SVS/MS nº 54, de 4 de julho de 1995, passa a
vigorar com a seguinte redação: (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de
julho de 2022)
“A rotulagem do sal hipossódico deve atender às normas de rotulagem geral,
rotulagem nutricional, rotulagem de alergênicos e rotulagem de lactose, e conter:”
(NR) (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Art. 36. O item 8 da Portaria SVS/MS nº 29, de 1998, passa a vigorar com a
seguinte redação: (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
“Os alimentos para fins especiais devem atender às normas de rotulagem geral,
rotulagem nutricional, rotulagem de alergênicos e rotulagem de lactose e às normas
específicas do alimento convencional, quando for o caso.” (NR) (Revogado pela
Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Art. 37. O item 8 da Portaria SVS/MS nº 30, de 13 de janeiro de 1998, passa a
vigorar com a seguinte redação: (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de
julho de 2022)
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
“Os alimentos para controle de peso devem atender às normas de rotulagem
geral, rotulagem nutricional, rotulagem de alergênicos, rotulagem de lactose e de
alimentos para fins especiais.” (NR) (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de
julho de 2022)
Art. 38. O item 9 da Portaria SVS/MS nº 34, de 13 de janeiro de 1998, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“A rotulagem dos alimentos de transição para lactentes e crianças de primeira
infância devem atender a Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para
Lactentes e às normas de rotulagem geral, rotulagem nutricional, rotulagem de
alergênicos, rotulagem de lactose e de alimentos para fins especiais, e conter:” (NR)
Art. 39. O item 9 da Portaria SVS/MS nº 36, de 13 de janeiro de 1998, passa a
vigorar com a seguinte redação:
“A rotulagem dos alimentos à base de cereais para alimentação infantil devem
atender a Norma Brasileira para Comercialização de Alimentos para Lactentes e às
normas de rotulagem geral, rotulagem nutricional, rotulagem de alergênicos,
rotulagem de lactose e de alimentos para fins especiais, e conter:” (NR)
Art. 40. Os itens 10.3 e 10.3.1.1 da Portaria nº 31, de 1998, passam a vigorar
com a seguinte redação: (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de
2022)
“10.3. Os alimentos adicionados de nutrientes essenciais devem atender às
normas de rotulagem geral, rotulagem nutricional, rotulagem de alergênicos e
rotulagem de lactose. (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de
2022)
10.3.1 ........................................................................................................................
10.3.1.1. Para os alimentos enriquecidos ou fortificados, deve constar a
designação do alimento convencional e uma das seguintes expressões: “Enriquecido
com Vitamina(s)”, “Fortificado com Vitamina(s)”, “Vitaminado”, “Enriquecido com
Minerais”, “Fortificado com Minerais”, “Enriquecido com Vitaminas e Minerais”,
“Fortificado com Vitaminas e Minerais”, “Enriquecido com ...” ou “Fortificado com...”.”
(NR) (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Art. 41. Os arts. 35, 37 e 38 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 43, de
2011, passam a vigorar com a seguinte redação:
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
“Art. 35. A rotulagem nutricional deve seguir o disposto na Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020 e na Instrução Normativa -
IN nº 75, de 8 de outubro de 2020.
...................................................................................................................................
Art. 37. Não é permitido o uso de alegações de propriedades funcionais ou de
alegações de propriedades de saúde.
Art. 38. Somente as seguintes alegações nutricionais estão permitidas, desde
que atendidos os respectivos requisitos:” (NR)
Art. 42. Os arts. 35, 37 e 38 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 44, de
2011, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 35. A rotulagem nutricional deve seguir o disposto na Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020, e na Instrução Normativa -
IN nº 75, de 8 de outubro de 2020.
...................................................................................................................................
Art. 37. Não é permitido o uso de alegações de propriedades funcionais ou de
alegações de propriedades de saúde.
Art. 38. Somente as seguintes alegações nutricionais estão permitidas, desde
que atendidos os respectivos requisitos:” (NR)
Art. 43. Os arts. 33, 35 e 36 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 45, de
2011, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 33. A rotulagem nutricional deve seguir o disposto na Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020, e na Instrução Normativa -
IN nº 75, de 8 de outubro de 2020.
...................................................................................................................................
Art. 35. Não é permitido o uso de alegações de propriedades funcionais ou de
alegações de propriedades de saúde.
Art. 36. Somente as seguintes alegações nutricionais estão permitidas, desde
que atendidos os respectivos requisitos:” (NR)
Art. 44. A Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 23, de 2013, passa a vigorar
acrescida do seguinte art. 5º-A: (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de
julho de 2022)
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
“Art. 5º-A A rotulagem do sal destinado ao consumo humano deve conter,
próximo à tabela de informação nutricional, a seguinte frase: “Este produto é
enriquecido com 15 mg a 45 mg de iodo por quilograma”. (NR) (Revogado pela
Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Art. 45. Os arts. 26, 29, 32 e 33 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 21,
de 2015, passam a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 26. Não é permitido o uso de alegações de propriedades funcionais ou de
alegações de propriedades de saúde.
...................................................................................................................................
Art. 29. A rotulagem nutricional deve seguir o disposto na Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020, e na Instrução Normativa -
IN nº 75, de 8 de outubro de 2020.
...................................................................................................................................
Art. 32. A quantidade de probióticos adicionados à fórmula deve ser declarada
na rotulagem do produto da seguinte forma:
...................................................................................................................................
Art. 33. Somente as alegações nutricionais previstas no Anexo IV desta
Resolução podem ser utilizadas, desde que atendam aos critérios definidos neste
anexo.” (NR)
46. O art. 4º da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 135, de 8 de fevereiro
de 2017, passa a vigorar com a seguinte redação: (Revogado pela Resolução – RDC nº
729, de 1º de julho de 2022)
"Art. 4º Ficam incluídos os itens 8.1.3 e 8.1.4 no item 8 do Anexo da Portaria
SVS/MS nº 29, de 1998, com a seguinte redação: (Revogado pela Resolução – RDC nº
729, de 1º de julho de 2022)
8.1.3. Os alimentos para dietas com restrição de lactose que atendam a
classificação estabelecida no item 4.1.1.4.1 devem trazer a declaração “isento de
lactose”, “zero lactose”, “0% lactose”, “sem lactose” ou “não contém lactose”, próxima
à denominação de venda do alimento. (Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º
de julho de 2022)
8.1.4. Os alimentos para dietas com restrição de lactose que atendam a
classificação estabelecida no item 4.1.1.4.2 devem trazer a declaração “baixo teor de
lactose” ou “baixo em lactose”, próxima à denominação de venda do alimento.” (NR)
(Revogado pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
Art. 47. O art. 15 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 243, de 2018,
passa a vigorar com a seguinte redação:
“Art. 15. A rotulagem nutricional deve seguir o disposto na Resolução de
Diretoria Colegiada - RDC nº 429, de 8 de outubro de 2020, e na Instrução Normativa -
IN nº 75, de 8 de outubro de 2020.” (NR)
Art. 48. O descumprimento das disposições condas nesta Resolução constitui
infração sanitária, nos termos da Lei nº 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuízo
das responsabilidades civil, administrava e penal cabíveis.
Art. 49. Revogam-se as seguintes disposições:
I - item 6.1.2 da Portaria SVS/MS nº 54, de 1995;
II - itens 8.2, 8.2.1.1 e 8.2.1.1.1 da Portaria SVS/MS nº 29, de 1998;
III - itens 8.2.1, 8.2.2 e 8.2.3 da Portaria SVS/MS nº 30, de 1998;
IV - itens 10.3.2.1. e 10.3.2.2 da Portaria SVS/MS nº 31, de 1998;
V - item 7.3.2 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 274, de 2005;
VI - §§ 1º, 2º, 3º e 4º do art. 35 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 43,
de 2011;
VII - §§ 1º, 2º, 3º e 4º do art. 35 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 44,
de 2011;
VIII - §§ 1º, 2º, 3º e 4º do art. 35 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº
45, de 2011;
VIII - §§ 1º, 2º, 3º, 4º e 5º do art. 33 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº
45, de 2011; (Retificado no DOU nº 195, de 13 de outubro de 2022)
IX - incisos I, II, III e V do art. 29 e Anexo III da Resolução de Diretoria Colegiada -
RDC nº 21 de 2015;
X - incisos I, II e III do art. 15 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 243, de
2018;
XI - Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 359, de 23 de dezembro de 2003;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
XII - Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 360, de 23 de dezembro de 2003;
XIII - Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 163, de 17 de agosto de 2006;
XIV - Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 48, de 5 de novembro de 2010; e
XV - Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 54, de 12 de novembro de 2012;
XVI - arts. 18 e 20 da Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 460, de 21 de
dezembro de 2020; (Incluído pela Resolução – RDC nº 460, de 21 de dezembro de
2020)
XVII - Resolução de Diretoria Colegiada - RDC nº 269, de 22 de setembro de 2005.
(Incluído pela Resolução – RDC nº 729, de 1º de julho de 2022)
Art. 50. Fica estabelecido o prazo de 12 (doze) meses para adequação dos
produtos que já se encontram no mercado na data de entrada em vigor desta
Resolução.
§ 1º Os produtos destinados exclusivamente ao processamento industrial ou aos
serviços de alimentação deverão estar adequados à presente Resolução a partir da
data de sua entrada em vigor.
§ 2º O prazo de que trata o caput será de 24 (vinte e quatro) meses, para os
seguintes produtos:
I - alimentos produzidos por agricultor familiar ou empreendedor familiar rural,
conforme definido pelo art. 3º da Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006, observada
receita bruta em cada ano-calendário de até o limite definido pelo inciso I, do art. 3º,
da Lei Complementar nº 123, de 14 de dezembro de 2006;
II - alimentos produzidos por empreendimento econômico solidário, conforme
definido pelo art. 2º, inciso II, do Decreto nº 7.358, de 17 de novembro de 2010,
observada receita bruta em cada ano-calendário de até o limite definido pelo inciso II,
do art. 3º, da Lei Complementar nº 123, de 2006;
III - alimentos produzidos por microempreendedor individual, conforme definido
pelos §§ 1º e 2º do art. 18-A da Lei Complementar nº 123, de 2006;
IV - alimentos produzidos por agroindústria de pequeno porte, conforme
definido pelos arts. 143-A e 144-A do Decreto nº 5.741, de 30 de março de 2006;
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.
Ministério da Saúde - MS
Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA
V - alimentos produzidos por agroindústria artesanal, conforme previsto no art.
7º-A do Decreto nº 5.741, de 2006;
VI - alimentos produzidos de forma artesanal, conforme art. 10-A da Lei nº 1.283,
de 18 de dezembro de 1950.
§ 3º No caso de bebidas não alcoólicas em embalagens retornáveis, a adequação
dos produtos deve observar o processo gradual de substituição dos rótulos, o qual não
pode exceder a 36 (trinta e seis) meses após a entrada em vigor desta Resolução.
§ 4º Os produtos fabricados até o final do prazo de adequação poderão ser
comercializados até o fim do seu prazo de validade.
Art. 51. Esta Resolução entra em vigor após decorridos 24 (vinte e quatro) meses
de sua publicação.
Parágrafo único. A revisão desta Resolução poderá ser motivada antes da sua
entrada em vigor, em função dos resultados da negociação de harmonização da
rotulagem nutricional no Mercosul.
ANTONIO BARRA TORRES
Diretor-Presidente Substituto
Este texto não substitui o(s) publicado(s) em Diário Oficial da União.