0% acharam este documento útil (0 voto)
362 visualizações22 páginas

Andebol

Este documento discute táticas de andebol, incluindo táticas ofensivas e defensivas individuais e de equipe. Detalha vários sistemas ofensivos e defensivos, como o sistema ofensivo 3:3 e o sistema defensivo 6:0. Também aborda conceitos como desqualificação e expulsão.

Enviado por

Casimiro Adriano
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
362 visualizações22 páginas

Andebol

Este documento discute táticas de andebol, incluindo táticas ofensivas e defensivas individuais e de equipe. Detalha vários sistemas ofensivos e defensivos, como o sistema ofensivo 3:3 e o sistema defensivo 6:0. Também aborda conceitos como desqualificação e expulsão.

Enviado por

Casimiro Adriano
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato DOCX, PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

Universidade Católica de Moçambique

Instituto de Educação à Distância

Centro de Recurso de Nampula

Tema:

Nome: Ivo Carvalho

Código: 708208093

Curso: licenciatura em ensino de Educação


Física
Disciplina: Andebol
Ano de Frequência:
Docente:

Julho de 2022
Folha de feedback
Classificação
Categorias Indicadores Padrões Nota
Pontuação
do Subtotal
máxima
tutor
 Capa 0.5
 Índice 0.5
Aspectos  Introdução 0.5
Estrutura
organizacionais  Discussão 0.5
 Conclusão 0.5
 Bibliografia 0.5
 Contextualização
(Indicação clara do 1.0
problema)
 Descrição dos
Introdução 1.0
objectivos
 Metodologia
adequada ao objecto 2.0
do trabalho
 Articulação e
domínio do discurso
académico
Conteúdo 2.0
(expressão escrita
cuidada, coerência /
coesão textual)
Análise e
 Revisão bibliográfica
discussão
nacional e
internacional 2.0
relevante na área de
estudo
 Exploração dos
2.0
dados
 Contributos teóricos
Conclusão 2.0
práticos
 Paginação, tipo e
tamanho de letra,
Aspectos
Formatação paragrafo, 1.0
gerais
espaçamento entre
linhas
Normas APA
Referências  Rigor e coerência das
6ª edição em
Bibliográfica citações/referências 4.0
citações e
s bibliográficas
bibliografia
Recomendações de melhoria: A ser preenchida pelo tutor

_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
_____________________________________________________________________________
Índice
I. INTRODUÇÃO.........................................................................................................4

I. REVISÃO DA LITERATURA..................................................................................5

1.1. Conceito de táctica..............................................................................................5

1.1.1. Tactica Ofensiva..........................................................................................5

1.1.2. Ataque posicional........................................................................................5

1.1.3. Táctica ofensiva individual..........................................................................5

1.1.5. Táctica ofensiva de equipa..............................................................................9

1.1.6. Sistema de jogos..............................................................................................9

[Link]. Sistema ofensivo 3:3..............................................................................10

[Link]. Sistema ofensivo 4:2..............................................................................11

[Link]. Sistema defensivo 6:0............................................................................11

[Link]. Sistema defensivo 5:1............................................................................13

[Link]. Sistema defensivo 4:2............................................................................14

[Link]. Sistema defensivo 3:3............................................................................15

[Link]. Sistema defensivo [Link].........................................................................16

2.2 Quantidades de Jogadores......................................................................................17

1.2. Desqualificação.................................................................................................18

1.3. Expulsão............................................................................................................19

II. CONCLUSÃO.........................................................................................................20

III. BIBLIOGRAFIA..................................................................................................21
I. INTRODUÇÃO
O andebol é uma modalidade coletiva jogada em pavilhão, num campo de 40m x 20m,
entre duas equipas, com sete jogadores cada. O objetivo dos jogadores é, usando apenas
as mãos, lançar a bola para dentro da baliza adversária e, assim, marcar “golo”. A
equipa com mais golos no final do jogo ganha. O andebol é considerado um dos jogos
mais antigos da história do desporto. Tornou-se modalidade olímpica em Berlim (1936),
com equipas de 11 jogadores. Em Munique (1972), reapareceu mas já com a atual forma
de sete jogadores. Para as mulheres só surgiu em 1976 nos Jogos Olímpicos de
Montreal. Hoje em dia é permitido o apuramento de 12 equipas, tanto nos homens como
nas mulheres.

4
II. REVISÃO DA LITERATURA
I.1. Conceito de táctica
Entende-se táctica como sendo o complexo de acções individuais, ou colectivas, com o
objectivo de criar uma situação favorável para finalizar ou para dar continuidade a
acção ofensiva, assim como para a recuperação da posse da bola.

I.1.1. Tactica Ofensiva


Os conceitos básicos de ataque podem ser definidos como sendo compostos por
movimentos, posicionamentos e elementos de ataque, executados individualmente ou
em cooperação com os colegas de equipa, dependendo do objetivo do ataque (manter a
bola, desenvolver jogo, finalizar/marcar um golo). Estes elementos permitem aos
jogadores a exploração de um maior número de soluções efetivas para problemas que
podem surgir durante o jogo (Hierro, 2017).

I.1.2. Ataque posicional


O ataque posicional, é utilizado quando quando:

 A defesa está formada e já não é possível ultrapassá-la no meio campo


 Deve-se retardar o jogo
 Deve-se poupar energias

Na primeira fase das acções ofensivas, os jogadores correm para determinadas posições
e começam, a partir daí, o jogo de ataque.

A primeira fase do ataque posicional, ataque contra uma defesa já formada, conclui-se
quando os jogadores ocuparem, em frente da baliza adversária, as suas posições
específicas determinadas a partir do sistema. Começa então a segunda fase, o
desenvolvimento do jogo de ataque perigoso para a baliza.

Distinguem-se, nesta fase, a parte dos sistemas que se abordarão mais tarde, vários tipos
de comportamento táctico de cada jogador e de grupos de jogadores, os quais se
resumem no conceito de táctica de uma equipe no ataque.

I.1.3. Táctica ofensiva individual


Considera-se como táctica ofensiva individual (meios tácticos individuais), a forma de
superar a resistência do adversário ou dos adversários sem ajuda do companheiro
utilizando conscientemente um conjunto de acções, em uma situação de jogo ofensivo.

5
Os jogadores devem possuir um equilíbrio dinâmico ou seja, dominarem os seus
deslocamentos, as suas mudanças de direcção e de velocidade, as suas travagens etc.,
quer seja em corrida ou em suspensão, e a capacidade de reencontrar o seu equilíbrio
estando desequilibrado. Devem possuir uma mobilidade do membro em acção que lhe
permite a manipulação da bola sem problemas, a par de uma coordenação dinâmica
geral.

Devem ter uma noção extremamente apurada relativamente ao conhecimento do seu


próprio corpo que lhes facilita sobremaneira a estruturação correcta do espaço ofensivo.
Por fim, os jogadores devem ser capazes de recolher informação para de seguida
decidirem como actuar possuindo a capacidade de perceber o jogo, os espaços livres,
situarem-se em relação aos deslocamentos dos colegas, dos adversários e da bola como
de fintar com e sem bola.

Figura 1: Visão frontal do remate em andebol.

I.1.4. Táctica ofensiva de grupo

Por táctica de grupo (meios tácticos de grupo) (progressão sucessiva, ecrã, bloqueios,
cruzamentos e cortinas) entende-se ser a interacção entre dois ou 3 jogadores através
das suas acções individuais tendo como um dos principais objectivos a criação da
superioridade numérica para uma melhor situação de finalização. Por isso, requerem um
grande espírito de entreajuda e colaboração. São dominantes no jogo, determinando em
larga escala o sucesso da equipa. Estas acções devem ser a base do trabalho táctico de
qualquer equipa. Das acções tácticas de grupo, a progressão sucessiva é a acção
dinâmica de passagem, sem bola, pelo espaço de acção de um defensor suscitando nele

6
a dúvida sobre a responsabilidade de marcação num dado momento. É levada à prática,
pode dizer-se, de forma inconsciente, mais frequentemente do que por vezes se imagina.

a) Ecrã

Acção de interposição do tronco, com ou sem bola, normalmente de costas para o


defensor, para impedir que este inicie o seu movimento de saída a um atacante,
normalmente em benefício deste para impedir a continuação da movimentação do
defensor para acompanhar o atacante que esteja a marcar.

b) Bloqueio

Acção de interposição do tronco, com ou sem bola, para impedir a continuação da


movimentação do defensor para acompanhar o atacante que esteja a marcar. O bloqueio
deve ser utilizado com a intenção de aproveitar as regras da defesa (estandardizadas)
para proveito das acções de ataque. A par desta situação, o bloqueio também é utilizado
para aproveitar a agressividade defensiva através da exploração de zonas óptimas para
finalizar. Também surge a simulação de bloqueio, para afastar a atenção da acção
táctica a realizar.

c) Cruzamento

Acção de tentativa de entrada com bola, após simulação, no espaço entre dois
defensores, atacando o impar. Produz-se uma troca de posto específico.

d) Cortina

Acção dinâmica de passagem, sem bola, pelo espaço de acção de um defensor


suscitando nele dúvidas sobre a responsabilidade de marcação num dado momento. É
levada à prática, pode dizer-se, de forma inconsciente, mais frequentemente do que por
vezes se imagina. Nas figuras abaixo são apresentados alguns exemplos de esquemas de
acções a dois elementos.

7
Figura 2: Esquema representando o pivô bloqueia o defesa central, quando a bola está
no central. O central passa a bola para o lateral esquerdo que ataca o seu opositor
directo e efectua de seguida o passe para o pivô que, entretanto, se desloca para receber
nas costas do segundo defesa.

Figura 3: Quando a bola se encontra na posse do lateral direito, o pivô faz finta sem
bola na zona central para receber nas costas do segundo defensor.

Esquemas de acções ofensivas a três elementos

Figura 4: Representa um cruzamento simples do central com o lateral esquerdo. Passe


do lateral esquerdo para o lateral direito que entra entre o primeiro e o segundo defensor

8
Figura 5: Esquematiza o momento em que o central está em posse da bola e o pivô
bloqueia o defesa avançado. Seguidamente, o passe sai para o lado contrário do
bloqueio. O lateral esquerdo, aproveita o movimento do pivô para finalizar

As relações a dois ou a três elementos são estabelecidas: i) sempre com intenção de


obter uma vantagem momentânea para permitir a finalização; em função do adversário;
em função do portador da bola que tem sempre a preocupação de aproveitar uma
ocasião favorável; tendo sempre em conta uma preparação de uma combinação para
obter uma solução eficaz. Tudo isto implica que os jogadores devem estar identificados
com estas acções; que a sua utilização é integra e que a observação de todos os colegas
de equipa deve ser respeitada havendo uma atenção permanente ao comportamento dos
outros.

I.1.5. Táctica ofensiva de equipa


A táctica colectiva (sistemas de jogos de ataque) representa a soma das acções
individuais, devidamente coordenadas, que se desenvolvem através de procedimentos
específicos para obter situações vantajosas.

I.1.6. Sistema de jogos


Um sistema de jogo, representa a forma geral de uma equipa, a estrutura das acções dos
jogadores no ataque e na defesa, e de onde se estabelecem missões precisas e principais
de circulação e de colaboração no sentido de um dispositivo previamente estabelecido.

Qualquer sistema de jogo deve basear-se na eficácia individual; deve funcionar como
uma unidade; deve desenvolver-se numa frente ampla e profunda o que implicará uma
distribuição espacial equilibrada constante; deve dificultar a actividade defensiva; deve
estabelecer um sistema de apoios à frente - atrás, e de trás - à frente nas trajectórias;
deve ajudar ao portador da bola, e por último deve dispor de variantes em cada
momento, o

9
que sem dúvida redundará uma maior riqueza das possibilidades do sistema, e por fim
da actuação do jogador.

Quando se fala em sistemas atacantes, não se quer significar a organização da equipa a


partir do momento em que se recupera a bola, ou seja, o início do ataque, mas sim a sua
organização durante o ataque posicional. A escolha dos sistemas tem a ver com as
características dos jogadores, das acções entre os jogadores da primeira e segunda linha
e com as condições no que respeita a este último ponto, a estratégia defensiva do
adversário.

I.1.6.1. Sistema ofensivo 3:3


O sistema ofensivo 3:3, é considerado um sistema tradicional de andebol. Têm-no sido
ao longo dos tempos e, apesar da evolução do jogo, tem mantido essa estrutura de base.
É ponto de partida que responde em termos equilibrados às necessidades do jogo no
ataque, ocupando todo espaço. Este sistema atacante compõe-se de três primeiras linhas
um central e dois laterais e três segundas linhas duas pontas e um pivô.

Figura 6: Representação esquemática do sistema ofensivo 3:3

O sistema ofensivo 3:3, é utilizado como um sistema alternativo ao 4:2, pela passagem
de um elemento da primeira linha para seis metros de forma sistemática, com a
utilização de um especialista.

No sistema ofensivo 3:3 o melhor posicionamento para o ataque é o representado na


figura 10, onde 5 jogadores formam uma linha de passe em frente a linha de defesa. Os
jogadores laterais (dois) e o central ficam a passar a bola de um lado para o outro
enquanto o pivô tenta abrir um espaço (com muito cuidado para não cometer falta de
ataque) para que os rematadores ou o central penetre na defesa e remate cara-a-cara com

10
o guarda-redes. O pivô deve manter também um posicionamento de modo que possa
receber a bola, girar e rematar.

Neste sistema deve também haver um grande entrosamento entre o ponta e o rematador
(central ou lateral), pois as melhores oportunidades de golos podem surgir de jogadas
realizadas pelos dois atletas, tendo que se preocupar com os dois pois a defesa fica mais
vulnerável no meio

I.1.6.2. Sistema ofensivo 4:2


O sistema atacante 4:2 compõe-se de quatro primeiras linhas - dois pontas e dois laterais
e dois segundas linhas (dois pivôs), conforme a figura abaixo. É utilizado geralmente
quando o objectivo no ataque consiste em fazer libertar um jogador para um remate de
longa distância ou nos seis metros, normalmente na zona central, através de uma grande
circulação e de jogadores, aproveitando-se da deficiente qualidade táctica defensiva dos
oponentes.

Figura 7: Representação esquemática do sistema ofensivo 4:2

No entanto, atacar com dois pivôs é arriscado, por isso recomendamos a utilização deste
sistema de ataque apenas para equipas com um bom nível de conhecimento no andebol
e esses esquemas devem ser utilizados apenas em ocasiões especiais, geralmente contra
equipas inexperientes. Considera-se, por isso, como especialmente adequada a sua
utilização contra sistemas defensivos como por exemplo, o 6:0 e 5:1.

I.1.6.3. Sistema defensivo 6:0


No sistema defensivo 6:0, temos uma óptima defesa, pois não permite uma
movimentação livre do pivô contrário, tendo como ponto forte defensivo o centro da

11
área, porém deve ser utilizado quando o adversário não possui bons jogadores que
rematam forte da área de lançamento livre.

TENROLLER (2004), considera a defesa 6:0 a mais indicada para colocarmos em


prática a nível escolar, por ser uma defesa de fácil visualização e aprendizagem pelos
alunos, além de ser mais eficiente e não exigir um alto nível de preparação física, sendo
a mesma aplicável contra qualquer tipo de ataque. O sistema defensivo 6:0 significa seis
na linha de defesa, ou seja, seis jogadores na segunda linha de defesa e nenhum na
primeira, é um sistema de defesa simples e por isso serve de base para os outros
sistemas, pois esses seis jogadores tomam posição na linha junto da área da baliza ou
um pouco à frente desta (linha dos 6 metros), portanto formam apenas uma linha de
defesa.

Na formação do sistema 6:0 podemos determinar certas regras para que se tenha um
bom resultado com este tipo de sistema. Neste sistema de defesa os jogadores altos
deverão se posicionar no meio da defesa (os mais altos nas posições de central esquerdo
e central direito), os de estatura média nas posições de lateral esquerdo e lateral direito e
os de estatura baixa no extremo direito e extremo esquerdo, tendo é claro a base do time
para se determinar a estatura dos jogadores do mesmo. Os seis defensores movem-se
para o lado, como um todo, na direcção da bola, para manterem um centro de gravidade
da defesa à frente dela, onde os defensores centrais saem à meia distância aos
adversários quando estes se encontram na posse de bola, de modo a impedirem o remate
a baliza.

Porém se o atacante que teria como objectivo rematar a baliza, não executar essa acção
e sim progredir através de passe para seu companheiro de jogo, o defensor central que
executou a saída a meia distância deverá retornar a linha de defesa entrando em
diagonal na direcção da bola para a formação da defesa novamente. Já os defensores dos
extremos em princípio, não abandonam a linha de defesa dos seis metros e os pivôs são
cobertos pelo defensor ou defensores que estão do lado contrário ao do braço rematador.

Na execução de um cruzamento durante um jogo que normalmente leva a troca de


posição dos atacantes a frente da defesa, faz com que o adversário seja acompanhado
até ao companheiro de defesa do lado e aqui lhe entregar e receber o adversário que
corre do vizinho para própria zona.

12
Se por um momento do jogo um dos atacantes correr atrás da defesa, deve sofrer uma
marcação individual da parte do defensor em cuja zona entrou, até sair novamente a
frente da formação da defesa. Estas são acções que ocorrem em geral em todos os
sistemas de defesa à zona, tendo é claro nos outros sistemas algumas mudanças
secundárias,
dependentes da utilização de várias linhas de defesa.

O sistema 6:0 apresenta as seguintes vantagens:

 Ela é muito ampla, de modo que o pivô e extremo da equipa adversária têm
muito trabalho para obterem bons resultados; as tarefas dos defensores por si são
claras, compreensíveis e modificam-se pouco no decorrer do jogo;
 Os defensores extremos podem partir descansados para o contra-ataque, a área
de baliza é suficientemente coberta pelos outros;
 É também vantajoso quando utilizado por uma equipa de estatura alta.

Relativamente às desvantagens, destaca-se as seguintes:

 Frágil às finalizações de meia distância, pois não tem profundidade;


 Perturba muito pouco a liberdade de movimento do adversário;
 Ineficaz para recuperar a bola do adversário e quando utilizado por uma equipa
de estatura baixa.

Figura 8: Representação esquemática do sistema defensivo 6:0

13
I.1.6.4. Sistema defensivo 5:1
O sistema defensivo 5:1 é composto por duas barreiras de jogadores, uma delas formada
por cinco jogadores próximos à linha dos 6 metros e, a outra linha, com um jogador. A
função específica do jogador avançado é bloquear a acção do jogador atacante (grande
rematador) (deve perseguir sempre o adversário, na zona central evitando o remate a
baliza). Este jogador avançado, além dessa atribuição, deve destruir, e evitar que os
adversários efectuem passes (interceptando os passes de longa distância) e
esquematizem ou coordenem jogadas, tentando destruir a formação do ataque; perturbar
o jogo dos
atacantes nos remates de longa distância e interceptar passes; auxiliar especialmente os
defensores lateral esquerdo e direito na luta contra os armadores; iniciar o contra-
ataque. O jogador avançado deve ser rápido, ágil e resistente, não tendo muita
importância a sua estatura.

Em termos de vantagens, a aplicação do sistema 5:1 impede os remates de longa


distância e evita uma melhor coordenação do ataque do adversário. E, em termos de
desvantagens, a aplicação deste tipo de defesa à zona, enfraquece a linha de defesa,
próximo à linha dos 6 metros, proporcionando penetrações dos atacantes.

Utiliza-se este sistema contra equipas com bons jogadores de seis metros e um bom
passador e especialista em remate de meia distância. Este sistema tem muitas facetas na
sua aplicação uma vez que pode utilizar-se tanto de maneira muito ofensiva como
muito defensiva.

Figura 9: Representação esquemática do sistema defensivo 5:1.

I.1.6.5. Sistema defensivo 4:2

O sistema defensivo 4:2 é composto por duas linhas. A primeira linha é composta por

14
dois jogadores próximos à linha de nove metros, para dar maior combate aos
rematadores. E a segunda linha é composta por quatro jogadores próximos a linha de
seis metros para impedir a penetração e os remates dos adversários. Os defensores da
primeira linha utilizarão movimentos laterais, impedindo as infiltrações dos atacantes.
Os defensores da
segunda linha utilizarão movimentos laterais, para frente e parta trás e diagonais,
evitando remates de longa e média distância e ainda procurarão interceptar passes ou
dificultar a execução dos mesmos. Geralmente é utilizado o contra ataque com dois
pivôs e dois
bons rematadores. Utiliza-se este sistema contra equipas com dois especialistas em
remates de meia distância e os jogadores de seis metros não têm quaisquer capacidades
especiais no jogo.

Este sistema tem como vantagens os seguintes:

 Pode ser bem utilizado contra um ataque com dois pivôs;


 Forte na zona central; tem amplitude e profundidade;
 Dificulta remates de curta e longa distância e dificulta passes.

Relativamente às desvantagens podemos destacar as seguintes:

 Fraco contra o sistema de ataque 3:3;


 Facilita os ataques dos pivôs e cobre bem a zona central da defesa com sua
amplitude e profundidade.

Figura 10: Representação esquemática do sistema defensivo 4:2.

15
I.1.6.6. Sistema defensivo 3:3
É um sistema com três jogadores atuando à frente da área do lançamento livre, e três
infiltradores (pivôs) dentro da área, colocados equidistantes próximos à linha da área do
guarda-redes. É um dos sistemas mais ofensivos em termos de agressividade próximos à
área do guarda-redes. É considerado o mais arriscado de todos os sistemas por zona,
formado por duas linhas de defesa. Sofre mudanças constantes na sua estrutura,
variando para 4:2, [Link] e 5:1. Tem por objetivo neutralizar as investidas das equipas
que utilizem remates de nove metros.

Tem como vantagens:

 Oferecer boas possibilidades de contraataque; dificultar remates de nove metros.

No entanto, oferece desvantagens de:

 Ser ineficiente contra equipas bem organizadas; facilitar as infiltrações e


dificultar a cobertura.

O sistema defensivo 3:3 é o sistema limitado, mas que proporciona aos iniciantes
melhores possibilidades de um aprimoramento de suas habilidades individuais.

Figura 11: Representação esquemática do sistema defensivo3:3.

I.1.6.7. Sistema defensivo [Link]

Sistema no qual existe a deslocação de todos para a zona onde está a bola, formando
quase uma linha em relação ao eixo da mesma. É formada por três linhas de defesa, uma
com três jogadores sobre a linha de seis metros outra com dois em uma linha

16
intermediária entre seis e nove metros e a terceira linha sobre os nove metros com um
jogador. Essa defesa nasceu em 1960 na Jugoslávia, mais objectivamente em Zágreb
com seu precursor Vlado Stenzel. A designação 3.2.1 é resultante da ordenação dos
jogadores num momento particular que coincide com a fase em que a bola se encontra
no central
atacante.

Trata-se de uma defesa universal, isto é, uma defesa que é ao mesmo tempo zonal,
individual e combinada. De acordo com o sistema ofensivo que se enfrenta, reage para
converter-se em outro sistema defensivo. É o sistema que melhor proporciona contra
ataques devido às posições escalonadas e mais adiantadas dos jogadores. O sistema
defensivo [Link] tem como objectivo, neutralizar completamente à movimentação
adversária antecipando-se ao central atacante impedindo-o de executar o passe para a
infiltração no bloqueio defensivo.

Tem como vantagens os seguintes:

 Pode adaptar-se facilmente quando o adversário muda sua forma de ataque, em


princípio sem modificar-se;
 O jogador de posse de bola está constantemente vigiado por dois defensores;
 Tem amplitude e profundidade, jogada ofensivamente perturba o jogo dos
atacantes na zona de remate de meia distância e oferece boas possibilidades para
o contra-ataque.

Contrariamente, o sistema defensivo [Link] tem como desvantagens de só poder ser


eficiente com muito movimento (desgaste físico) e de ser fraco contra um jogo bem
organizado com dois pivôs e bons extremos.

Figura 12: Representação esquemática do sistema defensivo [Link]

17
2.2 Quantidades de Jogadores
Uma equipa é composta por 14 jogadores sendo 12 jogadores de campo e 2 guarda-
redes que deverão ser inscritos no boletim de jogo. No entanto, para jogos
internacionais, é permitido um número de 16 jogadores sendo 13 jogadores de campo e
3 guarda-redes. As equipas devem obrigatoriamente jogar com um guarda-redes.

Sobre o terreno de jogo não se devem encontrar mais que 7 jogadores ao mesmo tempo,
e é composto por 6 jogadores de campo e 1 [Link] outros jogadores são
suplentes. Na zona de substituição só se devem encontrar os jogadores suplentes, os
jogadores excluídos e 4 oficiais.

Os oficiais devem ser inscritos no boletim de jogo e um deles deverá ser designado
como o responsável da equipa. Só ele está autorizado a dirigir-se ao
secretário/cronometrista e eventualmente, aos árbitros.

Para um jogo, têm que se apresentar em campo pelo menos 5 jogadores de cada equipa,
dos quais um terá de estar inscrito no boletim de jogo, como guarda-redes. As equipas
poder-se-ão completar até 14 jogadores, até ao fim do jogo e dos tempos de
prolongamento. Não é obrigatório parar o jogo se o número de jogadores de uma equipa
se reduzir a menos de 5. Se um jogador entrar sem que saia outro, a equipa fica com 8
jogadores em campo, nesta situação, além do jogador que entrou ser punido com dois
minutos, a equipa também é punida e como tal, é necessário sair outro jogador, a equipa
joga só com 6 elementos durante o tempo de punição, depois pode completar-se, após
dois minutos.

I.2. Desqualificação
Uma desqualificação (cartão vermelho) aplica-se quando se verificar:

 Uma infração que coloque em perigo a integridade física de um adversário;


 Uma conduta antidesportiva grave;
 Terceira exclusão temporária do mesmo jogador;
 Atirar ou bater intencionalmente a bola para longe, depois de uma decisão do
árbitro;
 Reagir em ato de vingança após ter sofrido uma falta.

18
O jogador (ou oficial da equipa) desqualificado tem de abandonar o jogo e o campo;
durante 2 min a sua equipa não pode substituí-lo. Esse período de 2 min (para a equipa)
pode ser agravado para 4 min, se o jogador que foi desqualificado tiver, ainda, um
comportamento antidesportivo grave, antes do jogo ser reiniciado.

A desqualificação tem de ser acompanhada de relatório escrito para as entidades


responsáveis tomarem as medidas necessárias quando se verificarem condutas
antidesportivas muito graves:

 Acções perigosas, premeditadas ou mal intencionadas;


 Uma agressão, dentro ou fora do campo, durante o tempo de jogo;
 Jogadores que através de palavras, gestos, expressões, manifestam
comportamento insultuoso para com outras pessoas (jogadores, árbitros, público,
etc.);

 Jogador que, durante uma interrupção de jogo, atira a bola intencionalmente


contra um adversário;
 Jogador suplente (ou oficial da equipa) que entra ilegalmente no terreno de jogo
para impedir uma clara ocasião de golo do adversário.

I.3. Expulsão
Uma expulsão aplica-se:

 Quando um jogador é culpado de uma agressão durante o tempo de jogo, dentro


ou fora do terreno de jogo;
 O jogador expulso tem que abandonar o terreno de jogo e não pode ser
substituído.

19
III. CONCLUSÃO
Com este trabalho de pesquisa, aprofundei o meu conhecimento acerca do Andebol. O
andebol é um desporto muito parecido com o futebol mas jogado com as mãos, e com
apenas sete jogadores, não onze. Para pratica-lo exige um grande esforço físico pois o
jogo é muito rápido, e exige que o atleta tenha força no braço para arremessar,
concentração e precisão para passar e roubar a bola do adversário, e uma grande
velocidade para conseguir se manter em campo.

20
IV. BIBLIOGRAFIA
1. CRUZ, Ana. Psicologia aplicada al. Balonmano, editora Paidotribo 2007;
2. PRUDENTE, João. Eficácia Ofensiva, em Balonmano y los sistemas tácticos
Estruturados, Bayo la necessidad. de analisar 2006.
3. Manual de andebol, Universidade Católica de Moçambique

21

Você também pode gostar